Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Rapadura no Ponto


Saiu no Rapadura:NOVO PLANO DE MÍDIA

A Prefeitura de João Monlevade agora tem novo plano de mídia, aquele que define a distribuição de anúncios na imprensa.
É assim:
o jornal que escrever falando bem do Governo Gustavo Prandini leva meia página por edição;
aquele que escrever também qualquer coisa contra o ex-prefeito Carlos Moreira ganha mais meia página;
aquele que além de escrever contra Carlos Moreira, ainda falar mal de Mauri Torres, ganha mais 1/4 de página;
e aquele que também escrever contra A Notícia ou este escrivinhador, ganha mais 1/4 página.
Ou seja, quanto mais condicionantes aceitam, mais dinheiro público recebem.
Estão liberados da contra-partida apenas o Morro do Geo (Marcelo Melo) e o Gazeta Regional (Cacá).
A decisão não é do assessor de Comunicação Marco Martino, mas sim decisão pessoal do prefeito Gustavo Prandini com seu assessor de Governo, Emerson Duarte, aqueles que vieram para “mudar o que tem que mudar”.


Essa foi ótima! E é um erro típico daqueles que se acham mais espertos do que, realmente, são. Ter se colocado na situação de vítima, não é novidade, em se tratando de Márcio Passos. Mas, o tiro saiu pela culatra, quando , contrariando seu recorrente discurso de autonomia editorial e profissional, o próprio Márcio Passos colocou Mauri Torres, Carlos Moreira, o jornal A Notícia e a si mesmo, todos dentro do mesmo saco. É a confissão daquilo que já estou cansado de dizer: o A Notícia é a cartilha política de Mauri e Moreira, e Márcio Passos, o eterno e incondicional marketeiro dos dois. Ele deveria mudar a frase de sua lápide(vide perfil do Rapadura) para: agradei Mauri e Moreira e recebi um tanto e, por isso, nunca envermelhei.

Malvinas


Finalmente, um pouco de coragem e de pragmatismo na política externa com os vizinhos: Brasil apóia a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas. Claro que o posicionamento brasileiro tem uma motivação muito mais “energética” do que diplomática ou geopolítica. Já que a Petrobrás tem forte presença na Argentina e Los Hermanos não dominam a tecnologia para extrair o petróleo como é encontrado nas ilhas, a estratégia é colocar os ingleses pra fora e o petróleo pra dentro... da Petrobrás.

Morre José Mindlin


Com 95 anos de idade, o empresário e bibliófilo José Mindlin morreu na manhã deste domingo. Um dos maiores colecionadores de livros do País, Mindlin estava internado há aproximadamente um mês no Hospital Albert Einstein para tratamento de uma pneumonia. Nascido em São Paulo, em 8 de setembro de 1914, Mindlin estudou Direito na USP e fez cursos de extensão universitária na Universidade de Columbia, em Nova York. Advogou por alguns anos, deixando essa atividade para fundar a empresa Metal Leve, que se destacou no setor de peças para automóveis e hoje é controlada pela multinacional alemã Mahle. Ele foi diretor da Metal Leve durante 46 anos, deixando a empresa em 1996. Aos 32 anos, financiado por um empresário, conseguiu um sócio e fundou a livraria Parthenon, em São Paulo, especializada em livros raros. E assim iniciou seu périplo em busca de obras raras para sua biblioteca particular. A sua paixão pelos livros fez com que chegasse a ter 45 mil volumes, colecionados, desde os anos 30. Esse acervo incluiu raridades, como a primeira edição de Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa. Em junho de 2009, ele doou sua biblioteca, a maior coleção particular de livros do Brasil, para a USP, transformando-a na a biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. A Brasiliana USP, é um projeto acadêmico da Universidade de São Paulo que reúne a maior coleção de livros e documentos do Brasil colonial, real, imperial e republicano; livros raríssimos como A Viagem Pitoresca de Debret, Cultura e Opulência do Brasil, além de obras de Olavo Bilac, Machado de Assis, Castro Alves e de outros ícones de nossa literatura.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: Mariana, o Início de Tudo

Aos 16 de julho de 1696, às margens do Ribeirão do Carmo, bandeirantes paulistas encontraram terra fértil em aluviões auríferos, onde se fixaram, dando início ao primeiro povoado em terras que viriam pertencer a Minas Gerais. O sonho de riqueza e de fortuna inspirado pelas descobertas impulsionou forte migração e, logo, o povoado se transformou num arraial, que recebeu a denominação correspondente ao santo do dia em que se achou o metal precioso, conforme o calendário católico: Nossa Senhora do Carmo. Para Minas, rapidamente, convergiram pessoas das mais diferentes índoles e intenções, que passaram a viver num incipiente mundo sem lei, recém desbravado, onde a busca pelo ouro determinava as relações interpessoais. Surgiram, assim, os conflitos. Em 1709, deflagrou-se a Guerra dos Emboabas (vide postagem A Origem e a Formação do Estado). Era preciso colocar ordem no estado de ganância, violência e selvageria que se instalara nas Minas. Passada a guerra, foi criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. A mando da Coroa Portuguesa, transferiu-se para Minas o Capitão Geral Antônio de Albuquerque, nomeado primeiro governador da capitania então criada. Em 1711 o Arraial do Carmo foi elevado à condição de vila, junto a Vila Rica e Sabará. Realizou-se um concurso: a vila que produzisse a mair quantidade de ouro naquela ocasião seria a capital de Minas Gerais. A Vila de Ribeirão do Carmo venceu e nela se estabeleceu a primeira capital de Minas Gerais. A sede administrativa permaneceu em São Paulo do Piratininga.


Pelourinho de Mariana, símbolo de autonomia administrativa.

Em 1720, eclodiu em Vila Rica (Ouro Preto) a Revolta de Felipe dos Santos. Foi, então, que a Coroa percebeu que deveria impor mais controle à região mineradora.  Minas, então, foi desmembrada da Capitania de São Paulo, sendo aparelhada com todo o aparato burocrático destinado ao jugo fiscal, administrativo e colonial. Assim, foi criada a Capitania das Minas de Ouro e Campos Gerais, transferindo-se a capital da Vila do Ribeirão do Carmo para Vila Rica. Em 1743, José Fernandes Pinto Alpoim, foi designado pelo governo português para desenvolver um plano de expansão urbana para a Vila do Carmo, a fim de torná-la a primeira cidade da capitania, pois somente nessa condição poderia tornar-se sede do Bispado pretendido pelo Papa. Nascia, então, a primeira cidade das Américas com traçado urbano planejado, com ruas retas e praças retangulares, passando a denominar-se Mariana, em homenagem à D. Maria Ana D’Áustria, Rainha de Portugal, esposa de D. João V. Em 1745, o Papa Bento XIV ordenou a criação do primeiro Bispado de Minas, desmembrado da Diocese do Rio de Janeiro e sediado em Maria. Em 1748, chegou do Maranhão o bispo D. Frei Manoel da Cruz, tomando posse na Catedral de Sé.


Catedral da Sé, Mariana.

Toda a viagem do bispo, do Maranhão até Mariana, entrou para a história como uma das maiores epopeias empreendidas, até então, pelo interior do Brasil Colônia. D.Manoel preferiu não enfrentar o mar. O longo percurso por terra durou 14 meses, envolvendo uma comitiva de vários homens. Os perigos e dificuldades foram constantes: a aridez do sertão, rios bravios, índios guerreiros, doenças, chuvas torrenciais e etc. O bispo foi muito bem recebido pelo caminho. Pelas pequenas e perdidas comunidades por onde passou todos quiseram conhecê-lo. Nunca tinham visto tão importante figura, antes. Já em Minas passou por Sabará, Itabirito e Vila Rica. Finalmente, no dia 15 de outubro de 1748, D.Manoel entrou triunfante em Mariana, ocasião em que foi realizada uma das mais famosas e opulentas festas barrocas das Minas e do Brasil Colonial: o Áureo Trono Episcopal.
Mariana é uma das mais belas cidades mineiras. É considerada a Atenas de Minas. Sua importância cultural vai muito além de sua beleza arquitetônica. Durante todo ano, Mariana é palco das mais diversas manifestações, populares ou não, que refletem a magnífica cultura que nasceu da extração do ouro. Mariana foi onde tudo começou: o povoamento, a capital, a religiosidade e, obviamente, o início de nossa cultura. Mariana também gerou e projetou importantíssimas figuras de nossa cultura e história como Manuel da Costa Ataíde (pintor sacro), Cláudio Manuel da Costa (poeta, jurista e inconfidente), Frei Santa Rita Durão (autor do poema "Caramuru"), Padre Joaquim da Rocha (inconfidente)...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Lixo: Fraude Contra Licitação

Acabo de ler a edição, desta sexta-feira, do jornal A Notícia e não fico surpreso com a tentativa de Márcio Passos de minimizar a questão, envolvendo a licitação do serviço de coleta de lixo. Na realidade, o caso é gravíssimo e constitui verdadeiro assalto aos cofres públicos de João Monlevade. Em 2002, depois de vencer uma licitação, na modalidade Tomada de Preço, a Prohetel Engenharia, empresa que viria doar R$ 18.000,00 para a campanha de reeleição de Carlos Moreira e R$ 20.000,00 para a eleição de Railton, foi contratada pelo então prefeito para prestar o serviço de coleta do lixo, ao preço de R$ 447.303,24, anuais. Já no segundo termo aditivo do contrato, em 2003, o valor do serviço passou para R$ 670.354,51, superando o limite legal da Modalidade Tomada de Preço, situação na qual se deveria ter procedido a nova licitação. Em 6 anos de vigência, o contrato foi submetido a 11 termos aditivos que elevaram o valor do serviço para absurdos R$ 1.361.614,00 (um milhão, trezentos e sessenta e um mil seiscentos e quatorze reais).Ou seja, a empresa venceu a licitação, cobrando R$ 447.303,24 e passou a receber R$ 1.361.614,00. Outra ilegalidade observada é que o prazo legal máximo de vigência dos contratos administrativos é de 60 meses (5 anos), a partir do qual, deve-se realizar nova licitação. A Prohetel prestou o serviço por 6 anos. Sob a ótica do Direito, o que ocorreu chama-se favorecimento ilícito e fraude contra licitação. Escândalo total!!!

Reeleição de Lucien?

Acabo de ler no Blog Piolho de Cobra, que alguns vereadores apóiam a reeleição do provedor do Hospital Margarida, Lucien Marques. Todo o imbróglio que se formou em torno do repasse de recursos da Municipalidade para aquela Casa de Saúde configura, claramente, um choque político. Sem entrar em méritos de gestão, a figura de Lucien é, politicamente, pesada de mais para ocupar o cargo de gestor de uma entidade que deve ser administrada, fora dos embates políticos. Lucien Marques foi o coordenador da campanha eleitoral de Railton Franklin, nas ultimas eleições municipais, e é uma das cabeças do grupo político de Mauri torres. Obviamente, é impossível para qualquer instituição relevante, como o Hospital Margarida, permanecer alheia ao cotidiano político. No entanto, ela também não pode ser envolvida em embates políticos que fragilizem a instituição, prejudicando o povo. Por mais competente que seja, a figura de Lucien é inadequada. O cargo de gestor do Hospital deve ser ocupado por alguém que não esteja envolvido, diretamente, com o grupo político A, B, ou C. Deve ser alguém, relativamente, neutro, com desenvoltura para percorrer todos os grupos. Quando isso ocorrer, não se falará mais em fechamento do Pronto Socorro do Hospital.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Rapadura no Ponto


Saiu no Rapadura: MERCADO RADIOFÔNICO

Depois de perceber o desacerto como a Global entrou no ar e o rombo que provocou na audiência da Rádio Cultura, Mauri Torres e Carlos Moreira acertaram o que deveria ter sido feito desde o início.
Vão deixar a Global mais educativa e disputando audiência com a Alternativa, enquanto o programa Carlos Moreira volta para o seu lugar de origem, na Cultura, inclusive com melhoria de sinal.
Elementar, meus caros comunicadores!


O caso não é tão elementar assim. Tenho informação fidedigna que o Ministério das Telecomunicações, diante das politicagens veiculadas na Global FM, deu um ultimato para que a emissora se conformasse às características de uma verdadeira rádio educativa, o que forçou a transferência de Moreira para a Cultura, onde certamente, dará continuidade à sua verborragia politiqueira. Como perdeu sua razão, subliminar, de ser, acredito que a Global encerrará suas transmissões, em menos de um semestre. Talvez, menos de um trimestre.

Reitero a Expressão: "Sucateamento da Educação"

Parece que minhas postagens a respeito da diminuição dos investimentos municipais em Educação alcançaram o seu objetivo: o de gerar debate e discussão a respeito do tema. Alguns me questionaram por ter usado o termo SUCATEAMENTO. Segundo eles, a diminuição dos investimentos não acarretaria, necessariamente, em sucateamento do setor. Tenho experiência específica o suficiente para garantir que tal argumento se originou do contexto sofismático que reveste aquilo que já defini aqui, no Monlewood, como Modelo Umbilical.
Sei que nosso Município exibe bons índices educacionais, quando comparados às médias nacionais e, mesmo, às estaduais. No entanto, ainda temos muitíssimo por fazer. Penso que o termo SUCATEAMENTO seria impróprio se tivéssemos alcançado um paradigma educacional capaz de produzir cidadãos conscientes de si e do mundo que nos cerca, aptos a transformar a triste realidade nacional de violência, ignorância, corrupção e injustiças. Mas, sabemos que, salvo raras exceções, a escola pública tem, sistematicamente, perdido sua capacidade de, sequer, alfabetizar, quanto mais de produzir cidadania. Acho que um fato que nos serve como bom termômetro prático da qualidade da escola pública molevadense é o vestibular da UEMG e da UFOP. Apesar de termos em nossa cidade duas universidades públicas, suas vagas são ocupadas, majoritariamente, por estudantes de fora, o que comprova que o aluno formado nas escolas monlevadense está demonstrando dificuldade em concorrer, dentro de nosso próprio município, com estudantes forasteiros, de modo que as coisas não vão tão bem assim, na matemática, na biologia, no português, na história, na física e etc. Em termos de cidadania, a falta de interesse dos jovens para com os assuntos da cidade, falam por si.Ou seja, o que temos hoje, ainda não é sufuciente. Estou convencido que devemos robustecer a Educação do Município com recursos e ações que possibilitem a implementação de novas políticas públicas que tragam dignidade ao professores, estimulando-os à qualificação profissional; que possibilitem a aprimoramento da formação dos alunos e que tragam adequação à infra-estrutura do setor. Acredito que não é interrompendo trajetórias ascendentes de investimento na Educação e diminuindo a despesa no setor, à surdina, que promoveremos as mudanças de que o Município necessita. Gostaria de conhecer a fórmula que possibilitará mais educação, com menos recursos. O autor dela seria digno do Nobel.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Governar é Definir Prioridades

Governar é definir prioridades. Já disse aqui, que o DAE é a instituição mais importante do Município. Sem água a cidade se torna inviável. Já disse também que a recorrente falta d água que se tem verificado em vários bairros da cidade é conseqüência do populismo irresponsável de Carlos Moreira. Diante da falta de prioridade que alguns dedicam ao DAE, peço, respeitosamente, a Excelentíssima Senhora Presidente da Câmara dos Vereadores, Dorinha Machado, que se, por ventura, neste exercício financeiro, houver algum valor a ser restituído ao Executivo, que ele seja investido no DAE. Aproveito a oportunidade, para congratular os administradores e funcionários do DAE, que apesar de toda a adversidade, têm, exemplarmente, empenhado seus esforços, no sentido de se garantir o regular abastecimento de água a nosso Município.

O Silêncio, a Falta d Água e suas Consequências Políticas

Ao contrário do que muitos afirmam, o calcanhar de Aquiles político do governo Prandini não é o setor da Saúde e sim o abastecimento de água. Obviamente, que não quero dizer com isso que a Saúde está bem, porque, definitivamente, não está e todos sabem disso, através da exposição da mídia. E é justamente este o maior problema da falta d água: a mídia de oposição ao governo explora, diuturnamente, a situação da Saúde, mas é, estrategicamente, silente em relação ao abastecimento d água, embora suas interrupções venham se firmando como um fato cada dia mais freqüente na cidade, principalmente nos bairros mais elevados e mais afastados do centro. A oposição não coloca a falta d água sob os holofotes da mídia porque já percebeu que o governo é de fazer a agenda da imprensa e sabe que as conseqüências políticas da falta d água podem ser, potencialmente, muito mais desastrosas do que as provocadas pela situação da Saúde.
Em regra, a má prestação dos serviços de saúde afeta aquele que procura tal serviço, ou seja, aquele indivíduo que procura o PA, a Policlínica ou algum posto de saúde. Já a falta d água afeta o cidadão e toda a sua família dentro de sua própria casa. Afeta ruas e bairros inteiros. Dependendo da região, afeta milhares de pessoas, de uma só vez, generalizando a insatisfação para com o governante. É uma insatisfação furtiva, que vai se alastrando de boca em boca, de ouvido em ouvido: uma dona de casa comenta com a outra que comenta com a vizinha que comenta com o dono da bodega.... E é por essa razão que a oposição mantém a falta d água longe do estardalhaço da mídia. Porque, como já disse, por ser um governo que norteia muitas de suas ações com base no que é veiculado na mídia, a oposição prefere se silenciar, não o alertando do problema, de forma a deixar que a situação se multiplique, sem interferências administrativas expressivas, para que os efeitos políticos da falta d água se avolumem a ponto de se tornarem inexoráveis. Em outras palavras, politicamente, o prefeito não vai saber o que o atingiu.

Agradecimento

Não sei se foi por conseqüência da matéria veiculada, ontem, no jornal Bom Dia, mas o Monlewood, durante as 24hs corridas desta última terça-feira, alcançou a marca de 187 acessos. Obrigado a todos pelo interesse, principalmente, aos seguidores Luciene, Glenda, Célio Lima, Manthis, Jean Carlos, Marcos Martino, Werton Santos e Marcelinho e a todos aqueles deixam seu comentário.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Zezinho Despachante X Dorinha Machado

Acabo de ter conhecimento, através do A Notícia, que o vereador Zezinho Despachante encaminhou à Justiça uma ação, objetivando impedir a Presidente da Câmara Municipal, Dorinha Machado de exercer seu direito constitucional de voto. A reforma no Regimento Interno do Legislativo que garantiu a Dorinha o direito ao voto colocou fim a anos de injustiça para com o vereador que, por ventura, ocupasse a cadeira da presidência da casa, harmonizando o regulamento interno da Câmara com os preceitos constitucionais vigentes. A Constituição é clara: os Vereadores são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato, na circunscrição do Município (art. 29, inciso VIII). Isso, sem falar no Princípio da Isonomia, também constitucional .
Parece que Despachante, contrariando o juramento que fez,quando da posse do cargo legislativo, está tentando criar duas categorias de vereadores: os votantes e os não votantes. Acho que ele deveria se enquadrar na segunda.

POST ESCRIPTUM: Quando tomou posse do cargo de vereador, Zezinho Despachante jurou observar e defender a Constituição.

O DAE, Moreira e a Lei de Responsabilidade Fiscal

A isenção da taxa de água concedida por Moreira a quase metade dos consumidores do DAE, a qual restou por alienar daquela autarquia sua viabilidade econômica e, por conseguinte, sua capacidade de abastecer, satisfatoriamente, nossa cidade de água, em tese, viola a Lei de Responsabilidade Fiscal.
A LRF (Lei Complementar 101) determina que isenções que resultem em renúncia de receita, somente podem ser implementadas, mediante mecanismos de compensação fiscal (art. 14, inciso II). Em outras palavras, Moreira somente poderia conceder a isenção de taxa de água, caso, efetivasse outra fonte de receita suficiente para compensar a queda de arrecadação que se verificou com a expressiva desobrigação pelo pagamento do abastecimento d água. Se assim o fosse, o DAE não estaria na situação em que se encontra hoje. A responsabilidade é de Moreira.

Mater DAE

O DAE é, sem dúvida alguma, a instituição mais importante de João Monlevade. Sem a água do DAE, a cidade se tornaria inviável sob o ponto de vista, habitacional, sanitário, produtivo e etc. Na Roma Antiga, quando se objetivava a conquista de determinada cidade, a primeira providência tomada era destruir os aquedutos que a abasteciam de água, como forma de forçar seus habitantes à rendição, sem que maiores esforços fossem necessários. DAE fraco significa uma Monlevade fraca.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Moreira: A Sede do Povo Vem da Sede Pelo Poder

Populista é aquela decisão de governo revestida de forte conteúdo eleitoreiro que, num primeiro momento, aparenta ser benéfica ao povo, mas que, em médio e longo prazo, traz conseqüências terríveis para a população. A famigerada isenção da taxa de água criada por Moreira, que desobrigou, praticamente, a metade dos consumidores de João Monlevade a pagar pelo abastecimento de água é um exemplo típico de populismo barato e de completa irresponsabilidade para com os cidadãos monlevadenses. Claro que, inicialmente, o povo achou ótimo não ter que pagar pela água que consumia, o que, indubitavelmente, redeu muitos votos pra Moreira, quando de sua reeleição. Mas com o passar do tempo, o DAE passou a amargar um pesado déficit em seu balanço financeiro que o levou à situação de sucateamento, na qual se encontra hoje.
O fato é que, com o DAE sucateado, vários bairros da cidade tem sofrido com sucessivos cortes no abastecimento d água. Alguns passam 48 horas sem receber uma gota d água sequer. E isso é conseqüência de um governo contaminado por medidas populistas e eleitoreiras, motivadas pela irresponsabilidade de um prefeito com sede de se manter no poder a todo custo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

História de Monlevade:Vídeo da Visita do Governador Bias Fortes às Obras de Expansão da Belgo Mineira, na Segunda Metade da Década de 50

video
Filmagem realizada nos anos 50, contendo imagens dos trabalhos de ampliação da rodovia Vitória/Minas (atual BR-381), das obras de expansão da Companhia Belgo Mineira e da Fazenda Solar. Destaque para a presença do Governador de Minas, José Francisco Bias Fortes, do Diretor Superintendente da Usina, Dr. Joseph Hein, de funcionários da siderúrgica, de autoridades do Município e outros. Dedico esta postagem ao Marcelo Melo, por seu incessante trabalho de resgate da história monlevadense, seja no Jornal Morro do Geo ou em seu Blog (www.blogdoleunam.wordpress.com) e ao Célio Augusto, por toda a perspicácia e irreverência que deposita em seu Blog (www.dropsdesanidade.blogspot.com).

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Daniela Perdigão Deixa a Assessoria de Comunicação

Uma das pessoas que mais se empenharam para a vitória de Prandini nas urnas, a professora e profissional de marketing, Daniela Perdigão, foi transferida da Assessoria de Comunicação da Prefeitura para a Administração Regional do Cruzeiro Celeste.
Diante de toda a minha idiotice, não devo ser a pessoa mais apta a aconselhar o chefe do Executivo. Más, mesmo que por ousadia, vou fazê-lo: acho que Prandini deveria designar Walter Célio para ocupar o lugar deixado por Daniela, na Assessoria de Comunicação. Assim, o Walter ficaria, ali, perto do gabinete, bem à vontade, solto e desembaraçado para defender a administração, quando, por ventura, algum morerista inescrupuloso adentrar a Prefeitura e gritar: Fora Prandini !!!

Blog do Emerson Duarte

Saiu no Blog do Emerson Duarte: Participação popular

Um governo popular é antes de tudo uma decisão do governante. Não basta constar em um programa de governo ou ser parte de discursos. Partindo deste raciocínio me sinto muito motivado a cumprir uma das minhas funções no Governo Gustavo Prandini: a de coordenador do Orçamento Participativo, além de interlocutor com os conselhos municipais e outros organismos de participação popular.
Quanto ao OP, iniciaremos no próximo mês as reuniões na comunidade dando à população a oportunidade de voltar a ser agente das decisões de governo.


Conheço muito bem, desde 2004, quando então cometi a infelicidade de me filiar ao PV, a relação umbilical, que existe entre Prandini e Emerson Duarte e sei que nela não há espaço para participação política de quem quer que seja, muito menos popular. Era assim, quando fui segundo vice-presidente do Partido Verde. Fiz de tudo no PV, até entreguei jornalzinho de casa em casa, mas nunca, nunca, vi o PV se reunir para deliberar questões políticas. Elas eram todas decididas por Emerson Duarte e, prontamente, chanceladas por Prandini. E quem se insurgisse contra o modelo era bombardeado de retórica e taxado de radical. Ora, partido político pressupõe participação política. É da natureza da coisa.
Hoje, o que ocorre na Prefeitura não é muito diferente. Tudo que se decide no governo é fruto do tal modelo umbilical. No ano passado, por exemplo, houve várias reuniões participativas do Plano Plurianual e o que, na verdade, se viu foi um festival de exibição de propaganda dos feitos do governo e nada de discussão política. O Conselho Político exigido pelos Partidos da Base discute de tudo menos política. Você Conhece alguma decisão política tomada pelo CP que tenha sido, realmente, implementada? As coisas lá funcionam assim: muita retórica, muita atividade periférica, muita imagem, muita aparência, muita tinta, muita pompa e circunstância. Más, participação e decisão política é só para o umbigo dos dois. Como já disse aqui no Blog, é um governo, politicamente, hermético, que contraria a natureza da Política, com P maiúsculo.
O vocábulo "Política" vem do grego: polis, que significa cidade. Mas, não cidade no sentido material e sim cidade como a união de vários cidadãos. Não existe política de dois indivíduos. E as conseqüências deste modelo, obviamente, já estão sendo sentidas e a tendência é que se multipliquem, descontroladamente.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Floresta Clube


Acabo de experimentar a tão comentada feijoada do Floresta Cuble, antigo Caça e Pesca. Posso dizer que foi uma experiência gastronômica bastante interessante. A feijoada é ótima. Mas, também o ambiente é muito agradável. O clube saiu da situação de semi-abandono e está muito limpo e bem cuidado, proporcionando aquela rara atmosfera de intimismo com a natureza. A Mata Atlântica que circunda a área do clube continua soberba e magnífica e as pessoas envolvidas na nova administração são simpáticas e prestativas ao extremo. Parabéns a todos! A feijoada é servida toda quinta-feira, a partir das 19:00 hs.

Robertinho do DVO

Robertinho do DVO reassume a vereança. Acusado de defender o terrível cartel de postos de gasolina e de passar por um desgastante processo judicial, envolvendo suposta falsidade ideológica, por determinação de Tribunal Superior, Robertinho volta à Câmara um tanto enfraquecido e queimado frente à opinião pública e já se encontra numa sinuca de bico: apoiar Prandini e correr o risco do provável alto custo político de tal ato ou ingressar na oposição e descrever em seu mandato uma trajetória de atuação do tipo vira casaca, o que também tem seu custo político.

Monlevade: Lixão a Céu Aberto


Flagrante da conseqüência do lixo disposto, inadequadamente: “chacal urbano” prestes a arrebentar e a espalhar sacola contendo lixo, na Av. Wilson Alvarenga, Carneirinhos, o que já virou rotina(coloquei o bicho pra correr).

O Centro de Monlevade tem se transformado num lixão a céu aberto. A cidade está entulhada de lixo. Para felicidade geral de ratos, cães e ratazanas, há lixo nas ruas, nas calcadas, nas praças, nos lotes, nos córregos e ribeiros. Na Rua Duque de Caxias, o problema é crônico. E quem atribui tal situação apenas à responsabilidade da Prefeitura está redondamente enganado. O problema é nosso. O lixo é produzido por nós. A municipalidade gasta uma fábula para manter o serviço de coleta de lixo e o aterro sanitário e nós não somos capazes de acomodar e dispor o lixo, adequadamente. Faltam bom senso, compromisso e consciência legal por parte dos moradores. Que vergonha! Chegou a hora de atualizarmos e de ensinarmos nas escolas as Posturas Municipais. A escola deve produzir cidadãos e não há cidadania sem dever cívico. É o Código de Posturas que disciplina o dever de cada um para com o município. E a partir daí, é multa. Monlevade está precisando de um choque de ordem que motive o cidadão a respeitar as leis municipais, voltadas para o asseio e ordenamento urbano. Ao contrário do que se pensa, é a execução da lei que gera liberdade, ordem, igualdade,tranqüilidade, sossego e etc.


Lote na Rua Duque de Caxias, Carneirinhos:verdadeiro depósito de lixo a céu aberto

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Exemplo de Liderança

Nesta semana, o prefeito de Monlevade Gustavo Prandini mandou um recado para os servidores comissionados. Falou que agora sabe quem está do seu lado e quem não vestir a camisa vai pro olho da rua.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um, Dois, Três: Arruda no Xadrez


O Supremo Tribunal Federal acaba de decidir pela manutenção da prisão cautelar do governador do Distrito federal. José Roberto Arruda é o primeiro governador a ser preso no exercício do cargo, sob um regime democrático, nas Américas. A prisão do governador distrital representa um marco histórico no Brasil, inaugurando uma nova conjuntura, em que qualquer um, até mesmo políticos de alta envergadura, podem e devem pagar com a própria liberdade por seus crimes, conforme determina a lei. Chega de impunidade!

É Carnaval!!!

Alternativa Petista: Ou Vai Ou Racha!

Os 30 anos de luta e de transformações históricas recém completados pelo Partido dos Trabalhadores devem inspirar o partido, em Monlevade, a refletir sobre o verdadeiro papel que o PT deve ter no governo Prandini. Com a vexamosa derrota do Código Tributário, o modelo de governo hermético, avesso aos partidos da base, no qual não há circulação de informação nem planejamento, atestou, claramente, sua inviabilidade política e administrativa. E toda a conseqüência política, decorrente dos sucessivos desacertos do governo, inexoravelmente, afetará a imagem do Partido dos Trabalhadores. De tal forma que o PT encontra-se num momento crítico, em que terá de escolher entre duas alternativas: ou assume de vez o seu papel dentro do governo, encorajando o prefeito a demonstrar a afinidade política que tem para com o Partido dos Trabalhadores; ou se descola, politicamente, do governo, sob pena de ser contaminado com as graves conseqüências que se concretizarão no futuro, caso nada mude na Prefeitura.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Novo Código Tributário: Catástrofe Técnica e Política

Não posso deixar de opinar a respeito de todo o imbróglio causado pelo Código Tributário Municipal. Contudo, o farei, abordando apenas as questões técnicas e políticas envolvidas, sem entrar no mérito de supostas ilegalidades como alguns o fizeram.

Pois bem, a vexamosa derrota do Código Tributário Municipal frente a sociedade monlevadense demonstra, claramente, que o modelo de governo engendrado pelo assessor de governo, Emerson Duarte, alcançou seu esgotamento técnico e político. Técnico porque, insensível à natureza, essencialmente, política dos cargos de confiança do prefeito, o governo optou por constituir um secretariado, predominantemente, técnico que, aos olhos de todos, diante da embaraçada e forçosa revogação do Código Tributário, evidenciou sua incapacidade técnica. Tecnicamente, o código é um horror. Ele, por exemplo, atenta contra a vocação de nosso município de se firmar como cidade pólo, ao estabelecer alíquotas do ISSQN idênticas para prestadores de serviços sediados ou não em João Monlevade. É antieconômico, ao majorar impostos em até 300%. Enfim, tecnicamente, um desastre total.
Político, porque, como houve a opção por um corpo de secretariado técnico, não restou espaço para os agentes políticos, o que esvaziou o governo, politicamente. Não se vê política no governo. Não há agentes políticos na Prefeitura. Não há paradigma político. Não há liderança política. A catástrofe do código tributário deixou ainda mais claro que a política não motiva as decisões do governo. Nenhum político acolheria um aumento de imposto de 100 %. 200 ou 300%, então, é verdadeiro suicídio político. Ou será que o prefeito, de início, sancionou o código sem saber disso?

História das Minas de Ouro e Diamante: Chico Rei, O Rei do Congo nas Minas Gerais, o Pai do Congado

Neste contexto de Congadeiros, peço licença para publicar, novamente, uma postagem, de novembro de 2009, que conta um pouco da história da origem do Congado:

Chico Rei, nascido Galanga no Congo, África, como um monarca guerreiro e sumo-sacerdote do deus pagão Zambi-Apungo, foi capturado com toda a sua corte por comerciantes portugueses de escravos e vendido com o filho, Muzinga, no Rio de Janeiro, em 1740.Durante a travessia da África para o Brasil, a rainha Djalô e a filha, a princesa Itulo, foram jogadas ao mar pelos marujos do navio negreiro Madalena, numa tentativa de aplacar a ira dos deuses, que assolaram a embarcação com uma tempestade que quase a levou ao naufrágio. Comprado dos traficantes pelo minerador Augusto de Andrade Góis, Galanga, então batizado de Chico, foi levado à Vila Rica (Ouro Preto) para trabalhar na famosa Mina de Ouro da Encardideira. Lider nato e extremamente carismático, em pouco tempo, Chico conquista a confiança do proprietário da mina, passando a conduzir a exploração dos filões e veios auríferos, pessoalmente. Com a benção de Santa Efigênia e graça de Nossa Senhora do Rosário, Chico Rei descobre um grande filão de ouro que é mantido inexplorado e oculto do dono da mina. O tempo passa e a Mina da Encardideira começa a apresentar sinais e exaustão. Sem saber do rico veio aurífero guardado por Chico e, portanto, julgando esgotado o ouro de sua mina, Augusto de Andrade Góis vende a Encardideira a Chico Rei, que já havia alcançado sua liberdade, pagando por sua carta de alforria com o ouro que conseguei nos extravios, no trabalho aos domingos e nos dias santos.
O primeiro negro proprietário de uma mina de ouro na Capitania de Minas Gerais, condição esta que deixou furioso o Governador de Minas, Gomes Freire de Andrada, o conde de Bobadela. Chico Rei então passa a explorar o filão aurífero que havia ocultado de todos. Com o grande volume de ouro que extrai da mina, Chico Rei alforria outros 400 cativos, entre os quais, todos os integrantes da sua corte africana, sendo, por isso, considerado um dos maiores libertadores de escravos do Brasil. Aproveitando, habilmente, de uma brecha no sistema colonial, Chico Rei, um homem inteligente, carismático e enérgico, torna-se rei novamente no exílio. Em 6 de janeiro de 1747, data em que o calendário católico comemora o Dia de Reis, Vila Rica foi surpreendida por uma festa que desconhecia. Galanga, rei do Congo, batizado Chico, como todo escravo trazido a Minas, é coroado pelo Arcebispo de Mariana rei da Irmandade do Rosário dos Homens Pretos Alforriados. Vila Rica então se torna palco das liturgias que, outrora, Chico Rei praticara no Congo como rei e sumo-sacerdote, só que desta vez, as dedica às santas católicas, para as quais manda erguer a Igreja de Santa Efigênia e a Igreja do Rosário dos Homens Pretos.

Cortejo da Rainha do Congado: Carlos Julião

Igreja Santa Efigênia, Ouro Preto.


Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos Alforriados, Ouro Preto.

Assim, nos dias santos dedicados à Santa Efigenia, a santa negra, e à Virgem padroeira dos escravos e negros forros, Nossa Senhora do Rosário, e em dia de reis, Chico Rei e sua corte tomam as ruas de Vila Rica em ricas indumentárias, seguidos por músicos e dançarinos, ao som de caxambus, pandeiros, marimbas e ganzás. É a festa do Rei do Congo nas Minas do Brasil.
Congado: Rugendas

É a celebração da alegria e da perseverança de um Rei que, embora tenha sido escravizado junto com sua corte, com seu próprio trabalho e com muita astúcia e inteligência, volta a ser rei e líder de sua gente, deixando um legado, que permanece vivo há quase 300 anos e que se traduz numa das mais tradicionais expressões da cultura do povo das Minas: o Congado.

Viva Nossa Senhora de Lourdes! Viva o Congado!


Ontem, 11 de fevereiro, a comunidade do Bairro de Lourdes foi prestigiada com duas das mais tradicionais manifestações culturais do povo mineiro, com direito a batuque, dança, liturgias e pratos típicos. A primeira foi o traslado da imagem de Nossa Senhora de Lourdes que saiu da residência do ex-Vereador, Toninho Eletricista, e, em procissão pelas ruas do bairro, foi consagrada na sede da Comunidade do Bairro de Lourdes. A segunda foi a apresentação do Congado da Guarda de Marujos de Nossa Senhora do Rosário de João Monlevade. O Congado é uma tradição cultural tipicamente mineira introduzida em Vila Rica há quase trezentos anos por uma das mais interessantes e pitorescas figuras da história de Minas: Chico Rei. O Congado representa um sincretismo religioso, unindo a fé católica à fé do Congo. A Guarda de Marujos de João Monlevade é originária da famosa Fazenda do Bexiga, localizada no município de São Gonçalo do Rio Abaixo. O Bexiga foi uma das mais importantes fazendas de nossa região, abastecendo de víveres e alimentos os centros de mineração de ouro, como São Gonçalo, Cocais e Santa Bárbara, no século XIX. Lamentavelmente, há pouco tempo, sua ampla e imponente sede, construída em estilo colonial clássico, foi desmontada e levada para o estado de São Paulo.






A Família Gongadeira e seu grande apoiador, o ex-Vereador e Funcionário Público Toninho Eletricista





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Bilbioteca Municipal: o Coração da Cultura


Outra evidência bem lembrada pelo blogueiro e amigo Célio Lima(acesse www.dropsdesanidade.blogspot.com) e que confirma a involução cultural que assombra nossa cidade é o calamitoso estado da Biblioteca Pública Municipal. A bem da verdade, as bibliotecas públicas são comumente usadas como termômetro cultural das cidades. Elas refletem, fielmente, o estágio cultural de um povo. Quanto maior e mais avançado é o paradigma cultural de uma sociedade, mais forte e expressiva será sua biblioteca. Ela é o coração cultural da cidade. São em seus arquivos que se encontram os registros, a história e a identidade de um povo, pelo menos deveria ser. Ao que se vê, nossa biblioteca está na iminência de um infarto agudo. E como ela reflete o que somos, estou com vergonha de nós mesmos. Ignorar a Biblioteca Pública é ignorar a própria identidade cultural.

Escola: a Casa da Cultura

Se Monlevade se pretende uma cidade, culturalmente, civilizada e inserida no paradigma cultural de Minas, chegou a ora de resgatarmos nossa cultura e, nas escolas, transmiti-la às novas gerações. A escola monlevadense deve ser, não apenas o lugar onde a criança se alfabetiza e aprende as várias disciplinas, mas também o ambiente onde se transmitirá a cultura de nosso povo, evocando os valores da família, da fraternidade, da racionalidade, da ordem, do civismo, da liberdade... Em suma, todos os valores necessários à construção de uma sociedade justa, solidária, ordenada e de pessoas humanas.

Cidade: João Monlevade, Estado: ???

Engana-se aquele que pensa que cultura é só festa, shows, aula de violão e etc. Cultura é muito mais que isso. É a cultura que pode, ou não, elevar o Homem à sua condição de ser humano. O homem não é um ser, naturalmente, racional. É sim uma criatura cultural que somente age racionalmente quando inserida numa cultura que lhe promova subsídios suficientes para que a razão humana aflore. Somos o reflexo de nossa cultura. É a cultura que nos tira (ou deveria nos tirar) do estado de selvageria. E somente ela pode nos conduzir rumo à civilidade. Costumo dizer que João Monevade é uma cidade que não parece estar em Minas. Minas Gerais é um estado único em cultura e história. A civilização mineradora que se formou a partir do fim do séc. XVII foi, culturalmente, única no mundo. Em Minas floresceram o esplendoroso Barroco, a magnífica arquitetura colonial, a religiosidade, os poetas árcades, o teatro, a rica literatura, a inigualável culinária, o ordenamento urbanístico, o valor familiar, o respeito ao próximo, a amizade, as confrarias, as irmandades, a civilidade, o civismo, a liberdade e etc. O próprio fato de estarmos festejando o sucesso de uma pré-folia carnavalesca demonstra o relativo atraso cultural de Monlevade. O carnaval em João Monlevade deveria ser tão corriqueiro quanto é nas cidades, culturalmente, mineiras. Se temos dificuldade em fazer carnaval, imagine então a dificuldade que teremos para resgatar e criar uma cultura monlevadense voltada para o respeito, para a racionalidade, para o ordenamento e asseio urbano, para os valores familiares, para o civismo e etc.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Presidente da OAB: Politicagem com o Novo Código Tributário

Bem a exemplo de Teotino Damasceno, o novo presidente da 75ª Subseção da OAB (Monlevade), Thales Gonçalves, está usando a OAB de forma politiqueira e irresponsável, o que contraria os interesses dos advogados da cidade. O presidente da entidade de classe dos advogados resolveu entrar na briga do Código Tributário Municipal, orquestrada por Marcio Passos e sua cartilha política, o Jornal A Notícia. Não é papel de presidente da Ordem advertir a municipalidade com processos judiciais, como o fez o Dr. Thales Gonçalves na edição do jornal de Márcio Passos.É no mínimo temerários atacar, sem motivo justo, uma legislação que seguiu todos os ritos do processo legislativo, sendo aprovada pela Câmara e sancionada pelo Executivo. Lamentavelmente, como bem li, o Dr. Thales afirmou que, “se as mudanças não estiverem de acordo com a lei, A OAB vai tentar fazer um acordo através de uma conversa amigável com a prefeitura. Se o Executivo não concordar , vamos partir para os meios judiciais”. Se? Se? ....Ora, existem ou não existem ilegalidades do novo Código Tributário? Apresente-as. O que fez o presidente da OAB/JM foi levantar suspeitas, sem apresentar suas razões. O nome disso é denuncismo, politicagem.
E mesmo que existam, a OAB não é associação de defesa de contribuintes, Ministério Público ou coisa que o valha para impor uma suposta legalidade aos atos da Prefeitura. Cabe à OAB a defesa do advogado. É isso que a classe espera.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Walter Célio: Uma Imagem Vale Mais que Mil Palavras

...Se Matando na Rua da Amargura por uma Pedra de Crack

O maior entrave ao crescimento do Brasil não está na elevada carga tributária, na falta de portos e aeroportos, na falta de ferrovias ou no sucateamento de nossas rodovias. Está na péssima qualidade da escola brasileira. O aluno que se forma na escola pública brasileira se torna aquilo que é comumente chamado e “analfabeto funcional”, isto é, aquele que lê, mas não interpreta; aquele que escreve, mas não disserta, aquele que não domina os números nem as operações. Somente no estado de São Paulo, existem 180.000 vagas no setor de informática que não são preenchidas por falta de mão de obra qualificada. Não há em que se falar em crescimento econômico sem uma escola de qualidade. Se não implementarmos as mudanças necessárias à Educação Pública brasileira, em breve, veremos desembarcar uma enxurrada de estrangeiros em nosso país, em busca das vagas de empregos em aberto e o brasileiro ficará se matando na rua da amargura por uma pedra de crack.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PV: Mão e Contramão

Acabo de assistir a propaganda partidária do PV na televisão. Vi e ouvi a ex-senadora e possível candidata à Presidência da República, Marina Silva, enfatizar a importância da educação de qualidade no processo de transformação estrutural tão necessário a nosso país. Como porta voz do PV, Marina Silva deixou nítido que a qualidade da educação passou a ser uma bandeira da agremiação verde. Outra coisa que também se tornou nítida com o pronunciamento da ex-senadora foi a contradição política entre o prefeito de Monlevade e seu próprio partido. Enquanto o PV de Marina Silva clama pela qualidade da educação, Prandini interrompe uma trajetória de mais de 05 anos de sucessivo aumento nos investimentos da Educação Pública de João Monlevade, colocando o setor na linha do sucateamento.

Global FM : Ultraje à Democracia

Parece que a incapacidade de Moreira em eleger seu sucessor o colocou numa situação de verdadeiro desespero político. E é isso que a rádio Global FM representa: puro desespero pelo poder. Ao que tudo indica, Moreira não conhece outra forma de se fazer política que não seja atacando seus adversários por meio das ondas de rádio. E isso não é novidade alguma. Foi através de promessas e de ataques em seu programa na rádio Cultura que, há dez anos, o então radialista Carlos Moreira foi eleito prefeito. Mas, o desespero, inevitavelmente, leva à cegueira. Moreira não percebe que os tempos mudaram e que, diferentemente de há uma década, mesmo que aos trancos e barrancos, tem havido maior empenho das instituições da República em se fazer cumprir a Lei. Ele que o diga: o prefeito mais processado da história do município e o primeiro com ação criminal no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Ocorre que em se tratando de uma concessão pública, como é o caso da Global FM, sua programação deve respeitar os Princípios Constitucionais da Administração Pública (art. 37 Constituição), principalmente os Princípios da Isonomia e da Impessoalidade, o que notoriamente não tem ocorrido. A ninguém é permitido usar de uma concessão pública para se promover politicamente, violando a Constituição e a Lei. Além do mais, como se supõe uma rádio educativa, sua programação não comporta a politicagem que se tem verificado, o que, por si, já constitui causa de revogação da concessão. Moreira simplesmente se apoderou de um veículo de comunicação que deveria se destinar à instrução e à educação dos munícipes para se promover politicamente, atacando seus adversários. Isso, além de imoral é ilegal e afronta os ditames republicanos e democráticos. É um verdadeiro ultraje à democracia. Monlevade involui com a Global FM.

Belmar Diniz


Já escrevi bastante aqui no Blog a respeito de base política. É a base que elege, sustenta e legitima o governo, politicamente. Quando não há sensibilidade do governante para com sua base, uma coisa é certa: ele não a merece. É aquela velha história: “se você quer conhecer alguém, dê poder a ela”. Além disso, outro fenômeno que, inevitavelmente, decorre da indiferença do pretenso líder para com os seus é a fragmentação de sua base política, que, iludida, perde a motivação para continuar a travar as batalhas cotidianas da política. Como tantos que já foram guerreiros do prefeito, Belmar Diniz deixa a liderança do governo na Câmara, num contexto de visível frustração política. O jovem vereador vinha matando um leão por dia e, apesar disso, sua penetração política na Prefeitura permanecia, praticamente, inexpressiva.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: Alpoim, Arquitetura e Urbanismo nas Minas Colonial

Em de 19 de agosto de 1738, D. João V, rei de Portugal, ordenou que o engenheiro-arquiteto português José Fernandes Pinto Alpoim viesse para o Brasil com a missão de comandar divisões do exercito e ensinar a técnica da artilharia. Natural de Viana, norte de Portugal, Alpoim chegou ao Rio de Janeiro em 1738, onde escreveu os dois primeiros livros de matemática no Brasil: Exame de Artilheiros e Exame de Bombeiros, com os quais ministrou conhecimentos elementares de Aritmética e Geometria. Foi também, o primeiro professor de matemática contratado por Portugal para estabelecer-se em terras brasileiras. Ainda no Rio de Janeiro, consagrou-se na arquitetura, construindo o Aqueduto da Carioca (Arco da Lapa *), o Convento de Santa Teresa, o Convento da Ajuda, o Paço imperial, a Igreja Nossa Senhora da Conceição, o Mosteiro de São Bento, fortalezas e muitas outras obras. Em 1743, foi designado pelo governo português como Sargento-Mor, para desenvolver um plano de expansão urbana para a Vila de Nossa Senhora do Carmo, a fim de torná-la a primeira cidade da capitania de Minas Gerais, pois somente nessa condição poderia tornar-se sede do Bispado. Nascia, então, a primeira cidade das Américas com traçado urbano planejado (1745), recebendo o nome de Mariana, em homenagem à D. Maria Ana D’Austria, Rainha de Portugal, esposa de D. João V.

Praça Minas Gerais, Mariana/MG

Em Minas trabalhou em diversos projetos de arquitetura e engenharia. Diante da insistente atmosfera de revolta que envolvia a então capital da capitania mineira, Vila Rica do Pilar do Ouro Preto, foi encarregado da construção da sede do governo, o Palácio dos Governadores, fortificação que ainda hoje domina a paisagem da Praça Tiradentes, em Ouro Preto.

Palácio dos Governadores, Ouro Preto/MG

Ainda, em Vila Rica, construiu, além de várias outras obras, o famoso Conjunto Alpoim, construído em arquitetura colonial clássica, também localizado na Praça Tiradentes.

Conjunto Alpoim, Ouro Preto/MG

Alpoim é considerado uma das maiores figuras da belíssima arquitetura colonial mineira e suas obras foram responsáveis por influenciar toda a estética arquitetônica e o traçado urbano das vilas de minas, trazendo ordenamento aos espaços públicos e harmonia às construções. Seu estilo arquitetônico ainda pode ser visto nas construções atuais, mesmo em Monlewood City. Em vários bairros da cidade e, principalmente, no Bairro Mangabeiras e Aclimação, existem casas construídas em estilo colonial clássico, introduzido em Minas por José Fernandes Pinto Alpoim.

Panorama da harmonia arquitetônica de Ouro Preto




*o famoso Arco da Lapa, inicialmente foi o Aqueduto da Carioca, usado para abastecer o Rio de Janeiro com água captada do Rio Carioca. Hoje, ele serve de viaduto para o bondinho de Santa Tereza.

Novas Cédulas de Real

O Ministério da Fazenda, o Banco Central e a Casa da Moeda lançaram, hoje, a nova família do real. O objetivo da modificação é revestir as nota de Real de maior segurança contra fraudes e falsificações, característica essencial para as moedas que pretendem se firmar como meio de circulante de troca global. O fato é que, diante do vigor econômico conquistado pelo governo Lula, existe hoje, nos mercados internacionais, forte demanda pela moeda brasileira, o que por si justifica a mudança. O Real já é visto como potencial divisa internacional. Outro elemento que motivou a mudança foi a possibilidade das novas cédulas serem, individualmente, identificadas pelo tato, o que, certamente, trará mais liberdade e segurança aos deficientes visuais.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rapadura no Ponto


Saiu no Rapadura: MARKETING ELEITORAL

Já tem curioso na praça querendo saber para qual candidato vou trabalhar nas eleições de outubro deste ano.
Minha pessoa física não vai trabalhar para nenhum candidato; já a pessoa jurídica vai trabalhar para quem contratar e pagar.
A MP Marketing não é uma empresa filantrópica e nem vive de brisa. Ela presta serviço para qualquer um (menos marginal) e de qualquer partido. E não cobra caro nem barato, mas o preço que acha justo.
Quem se habilita que apareça!


Bla bla bla a parte, só gostaria de saber qual o conceito que Márcio Passos tem de MARGINAL.

Outro Incêndio, Mauri?


Outro incêndio em Monlevade. Desta vez num galpão, que foi totalmente destruído pelo fogo, causando risco e prejuízo para moradores da cidade. Isto, num município que não possui Corpo de Bombeiros, que é uma instituição vinculada e subordinada ao Governo do Estado de Minas. Assim, mesmo que por intercessão do município, cabe apenas às autoridades estaduais a instituição do Corpo de Bombeiros em Monlevade. Sabe-se que Mauri Torres é ou deveria ser o representante do povo de João Monlevade na Assembléia Legislativa de Minas e junto ao Governo do Estado. Considerando que há anos, Monlevade tem sido palco de incêndios cada dia mais freqüentes e que Mauri Torres, há vinte anos, ocupa o cargo de deputado estadual, faço a seguinte pergunta: por que será que Mauri Torres, nesses 20 anos de Assembléia, não foi capaz ou não quis trazer para nossa cidade uma unidade do Corpo de Bombeiros? Parece que existe uma dissonância muito grande entre os interesses de Monlevade frente ao Governo do Estado e os interesses de Mauri frente ao povo de Monlevade.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dulcinéia Toma Posse


A vereadora Dulcinéia Lírio Caldeira, na última sexta-feira, tomou posse da presidência do Partido dos Trabalhadores de João Monlevade,após regular procedimento eleitoral interno no qual se logrou vencedora. Dulcinéia assume o comando do partido com o desafio de executar o projeto político do PT junto ao governo municipal e de conquistar resultados eleitorais expressivos para os candidatos do PT, nas próximas eleições.