Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Efeito "Corja"


Mesmo que tenha sido articulado fora do tempo e da forma mais oportunos, a julgar pelas reações desmedidas e temerárias da oposição, o movimento denominado de A Verdade - que não é mais apócrifo – atingiu o grupo de Mauri Torres com a força de vários megatons, causando expressivos estragos políticos, os quais foram, prontamente, maximizados por um dos feitores da “corja” definida pelo Padre, o ex-prefeito Carlos Ezequiel Moreira .
Moreira, ao adotar uma estratégia de defesa, baseada no ataque covarde ao Padre Marcos, cometeu um erro básico que o colocou numa situação ainda mais embaraçada. Sem entrar em questões subjetivas específicas, os Sacerdotes da Igreja constituem-se como autoridade moral das paróquias onde atuam. Assim, ao atacar o padre, Moreira atacou, indiretamente, a uma soma considerável de paroquianos. Como diz o povo: Com quem veste “saia”- mulher, padre e juiz – não se brinca.
Outro que horrorizou a todos com suas demonstrações de destempero e de arrogância extrema foi Marcio Passos. No editorial de ontem do jornal A Notícia, Marcio Passos, valendo-se de expressões como, triste fim, doido, bobo, má fé e perseguição implacável, lecionou uma tediosa aula de apocalipselogia, que serviu apenas para comprovar, mais uma vez, que o jornal de sua propriedade nada mais é que a Cartilha Política da tal “corja” levantada por Padre Marcos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Tudo Tem Sua Forma e Seu Momento

Tudo tem sua forma e seu momento. Um governo, verdadeiramente, comprometido com a mudança e com a moralidade na Administração Pública, diante dos inúmeros indícios de corrupção da gestão Moreira, deveria ter procedido, ainda no primeiro ano do mandato, a uma rigorosa auditoria na Prefeitura, apurando contratos, termos aditivos, licitações, queimas de arquivos, etc, e, posteriormente, ter encaminhado um relatório das apurações ao Ministério Público, para que este tomasse as medidas cabíveis. Assim, a panfletagem do movimento A Verdade seria, então, desnecessária. Agir somente agora que a forca já está montada em praça pública possibilita ao cidadão comum uma série de indagações que contaminam ainda mais a imagem do prefeito.


PS: Antes que alguém possa, com base na postagem anterior, levantar incoerência em meus dizeres, já adianto que um erro não justifica o outro. Continua inaceitável o fato de o político mais processado da história do município, Carlos Ezequiel Moreira, atacar, covardemente, o Padre Marcos, que é legítimo, por seu próprio ministério, a emitir juízo de valor moral sobre o que quer que seja, principalmente, política.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Moreira: Hereges

Quem vai à igreja, não vai apenas em busca de Deus. Deus é onipresente e está em todos os lugares e em todas as coisas. No entanto, existem aqueles que preferem se distanciar de Deus e se organizar em corjas. Quem vai à igreja busca a moral cristã, a boa ética, os valores da família, a doutrina e a fé em Deus. Dizer que a Igreja não deve se envolver em questões políticas é negar o passado teocrático católico que, como tudo, não foi perfeito, mas entre várias outras conquistas, empreendeu as grandes navegações que levaram Cavaleiros da Ordem de Cristo, tais como Cristóvão Colombo e Pedro Alvares Cabral ao descobrimento da América e do Brasil. Negar à Igreja o envolvimento com a política é impedir que os valores cristãos - que podem ser resumidos numa única frase: amai vos uns aos outros como eu vos amei - sejam usados como norteadores no trato com o povo e com a coisa pública. E tal expediente só serve àqueles que pretendem seu benefício em troca das injustiças que indignificam os semelhantes. O povo de João Monlevade clama pelo dia em que a política local seja, definitivamente, balizada pela moral, pela boa ética, pelos bons valores e pelo amor. Espera também que a Igreja assuma um papel fundamental nesta mudança tão necessária e esperada. Se Padre Marcos definiu determinado grupo político de corja é porque não é homem de engano e, por isso, não pôde ver amor, ética ou moral nos atos daqueles que estiveram no poder. Os Sacerdotes Católicos são autoridades morais - e não apenas espirituais - reconhecidas por nossa longa tradição religiosa, da qual originou o povo mineiro e o povo monlevadense. Ao atacar, covardemente, a imagem de Padre Marcos, Moreira atacou a todos nós. É inaceitável que um veículo de comunicação em massa seja usado por um politicóide corrupto e perturbado pela falta do poder para tentar desautorizar a opinião daquele que é legitimado para defender a moral, a verdade, a ética cristã e o amor. Hereges!!!

A Trincheira do Moreira II


Como se confirmou no ano passado, a tal trincheira não respondeu ao propósito para que foi construída, o que, no mínimo, configura mau gasto do dinheiro público, como já foi dito aqui no Monlewood. Apesar dela, a inundação tornou a assolar aquela região, trazendo perdas e prejuízos aos cidadãos.
Por outro lado, nada me tira da cabeça que aquela trincheira contribuiu, decisivamente, para a formação da forte torrente d’água que arrastou o veículo dos estudantes da FUNCESI para a morte, no ano passado. Antes dela, a água era represada pela própria topografia da região e era drenada, paulatinamente, pela rede do canal, ou seja, a água não percorria a superfície da avenida, formando grande correnteza. No entanto, depois de construída, a trincheira permitiu que uma grande quantidade de água descesse em alta velocidade pelo leito da avenida, dirigindo-se para a entrada do Forninho, que foi, ao longo de Wilson Alvarenga, o único lugar possível para o escoamento de toda aquela água, onde ocorreu o terrível acidente.

domingo, 28 de março de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: Cláudio Manuel da Costa, o Poeta Inconfidente


Patrono da cadeira número 8 da Academia Brasileira de Letras, Cláudio Manuel da Costa é considerado um dos maiores poetas das Minas e do Brasil colonial. Advogado, era filho do lavrador e minerador João Gonçalves da Costa e de Teresa Ribeiro de Alvarenga. Nasceu no sítio da Vargem do Itacolomi, freguesia da Vila do Ribeirão do Carmo, atual cidade de Mariana. Depois de iniciar os seus estudos em Vila Rica(atual Ouro Preto) e de cursar filosofia no Rio de Janeiro, seguiu, em 1749, para Lisboa e, posteriormente, para Coimbra, onde se formou bacharel em Cânones, em 1753.Em Portugal, entrou em contato com os ideais iluministas e iniciou a sua carreira literária publicando, em folhetins, pelo menos três poemas: "Munúsculo métrico", "Labirinto de Amor" e "Epicédio". De volta ao Brasil, em Vila Rica, dedicou-se à advocacia. Jurista culto e renomado, exerceu o cargo de Procurador da Coroa, Desembargador e, por duas vezes, o de Secretário do Governo da Capitania. Em 1758, foi incumbido pelo Senado da Câmara de elaborar a Carta Topográfica de Vila Rica e seu Termo, o que possibilitou o planejamento e o ordenamento da ocupação demográfica da então capital de Minas. Foi mecenas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Claudio Manuel da Costa era uma espécie de oráculo, em Vila Rica. Todos lhe ouviam os conselhos e liam suas obras. Foi uma das figuras centrais da Capitania. Aos sessenta anos, envolveu-se na Inconfidência Mineira. Preso e, para alguns, apavorado com as conseqüências da tremenda acusação de réu da conjuração, morreu em circunstâncias misteriosas, no dia 4 de julho de 1789, quando teria se suicidado na prisão da Casa dos contos, em Vila Rica. Outros relatam que teria sido assassinado por ordem do governador de Minas, o Conde de Barbacena, que também participara do movimento e temia ser denunciado por da Costa. Cláudio tentou ele próprio, diminuir a relevância da sua participação na conspiração, mas estava apenas tentando reduzir o peso da sua culpa diante dos juízes da Devassa. Os clássicos da historiografia da Inconfidência Mineira são unânimes em valorizar sua participação no movimento. Parece que ele era meio descrente com as chances militares da conspiração. Mas não deixou de influenciar no lado mais intelectualizado do movimento, especialmente no que diz respeito à construção do edifico jurídico projetado para a república que pretendiam implantar em Minas Gerais, no final do século XVIII. De qualquer modo, José Pedro Machado Coelho Torres, juiz nomeado para a Devassa de 1789 em Minas Gerais, sobre ele disse o seguinte:

"O Dr. Cláudio Manoel da Costa era o sujeito em casa de quem se tratou de algumas cousas respeitantes à sublevação, uma das quais foi a respeito da bandeira e algumas determinações do modo de se reger a República: o sócio vigário da vila de S. José é quem declara nas perguntas formalmente"

Foi Claudio Manuel da Costa quem concebeu a Bandeira dos Inconfidentes, que mais tarde, serviu de inspiração para a confecção da bandeira oficial de Minas Gerais.

Bandeira dos Inconfidentes
A figura no triângulo central simbolizava a Santíssima Trindade e a cor branca o Poder Executivo. A forma triangular também demonstra a influência da Maçonaria na Inconfidência Mineira, por ser um dos símbolos usados por aquela organização. A cor azul representava o Poder Legislativo e a cor vermelha o Povo. Não por acaso são as mesmas cores da bandeira francesa. Em torno do tal triângulo, estava escrito em latim: LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN. (muitas vezes traduzido como "Liberdade ainda que tardia"). Tal lema foi cunhado por Claudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto, a partir da mutilação de um verso das Bucólicas do poeta latino Virgílio, nas quais se encontra "Libertas quae sera tamen respexit inertem", que pode ser traduzido por "Liberdade, a qual, embora tarde, (me) viu inerte".

sexta-feira, 26 de março de 2010

Cassação

Dos cinco magistrados com direito à voto, presentes na sessão de julgamento do Recurso Eleitoral contra a cassação de Prandini, três apresentaram seu voto, inclusive a relatora do processo, a juíza Mariza de Melo Porto, no sentido do desprovimento do recurso, ou seja, pela confirmação da cassação do prefeito. Assim, a relatora, mais uma vez, confirmou sua linha de posicionamento no TRE de Minas, de sempre basear seu relatório e, consequentemente, seu voto no parecer emitido pelo Procurador Geral Eleitoral, que foi a favor da cassação. Como o quarto magistrado, ainda não havia formado sua convicção, no momento de apresentar seu voto, foi pedida vista ao processo, suspendendo a sessão e adiando o julgamento final para dia 6 de abril. Em Direito tudo é possível. Mas, diante do que se viu ontem no Tribunal, as chances de Prandini são mínimas.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Juiz Determina a Indisponibilidade dos Bens de Carlos Moreira

O juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de João Monlevade deferiu o pedido de liminar, constante da Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público contra Carlos Ezequiel Moreira e mais outros oito réus, no caso do Mensalão do Lixo, determinando a imediata indisponibilidade de bens do ex-prefeito, no valor de R$ 3.900.000,00 (três milhões e novecentos mil reais).

Rapadura no Ponto


Saiu no Rapadura: SÍTIO PARA ALUGAR

Precisa-se de sítio para alugar em fim de semana, para confraternização de 50 pessoas, próximo a João Monlevade. Tratar no 3851-1791, com Janine.


É como digo: a verdade sempre vem à tona. Apesar de Márcio Passos afirmar que “não é contra nem a favor” da cassação de Prandini, o eterno marqueteiro do grupo político de Mauri Torres e ex-assessor particular de Prandini já está, publicamente, procurando sítio para comemorar a possível posse de Railton e Carlos Gomes.

A Trincheira do Moreira


Outra cicatriz incurável deixada pelo governo de Carlos Moreira foi essa trincheira terrível. Como foi comprovado pela enchente do ano passado, que mais uma vez flagelou os comerciantes e moradores da região do Castelinho, a tal trincheira não resolveu o problema das recorrentes inundações, o que representou outro desperdício de dinheiro público da gestão passada. Inicialmente, a trincheira foi cavada quase que no meio da pista. Posteriormente, ela foi soterrada pela Prefeitura e, então, escavou-se uma nova trincheira à direita da avenida. Por fim, Moreira mandou rebaixar metade da via e resultado é aquele que lá está: uma obra tremendamente feia que desafia todas as normas de segurança urbana. Perceba bem, a obra foi realizada 3 vezes, ou seja, gastou-se dinheiro público 3 vezes, sem se resolver o problema das inundações. A trincheira foi construída para escoar uma grande quantidade de água. Isso é fato. Onde passa água, não se pode haver trânsito de veículos. Esta é uma regra básica de segurança urbana. Parece obvio, mas alguns não conseguem enxergar o perigo que representa aquela trincheira. Na verdade, a trincheira do Moreira se caracteriza como uma verdadeira armadilha pronta para vitimar cidadãos desavisados. Imagine uma situação de forte e repentina chuva nas cabeceiras do bairro centrais: toda a água se converteria, em alta velocidade, para a trincheira. Certo? Imagine, então, um cidadão voltando de outra região da cidade, desconhecendo a chuva torrencial que acabara de cair no centro, e que entra com seu veículo na trincheira, deparando-se com toda aquela água: vai ter muita sorte de não se afogar, já que ali acumula água suficiente para submergir um carro inteiro. Correto? Como se pode permitir que veículos trafeguem, livremente, por um canal, construído para escoar um grande volume de água de chuva? Canal é canal. Pista é pista. O risco de motoristas e passageiros se afogarem na trincheira é real. Basta uma forte chuva e um motorista desavisado. É este o resultado e a marca de um governo que não pauta suas ações em planejamento e em conhecimento. Inundação se resolve com Plano Diretor de Escoamento e não com obras impensadas, caras, ineficientes e que colocam a vida do cidadão de bem em risco. Fica o aviso aos motoristas: se chover, evite a trincheira do Moreira.

terça-feira, 23 de março de 2010

Caso Nardoni

O crime cometido contra a menina Isabela Nardoni foi hediondo e inaceitável, gerando compreensível revolta e consternação nacional. O que é incompreensível é que apenas determinados crimes são capazes de indignar o brasileiro. Todos os dias, inúmeras pessoas são, brutalmente, assassinadas no Brasil, permanecendo a vítima no anonimato e o responsável impune. São pessoas assassinadas pela imprudência no trânsito, pela violência urbana, na fila do SUS, na falta de verba da corrupção, pela irresponsabilidade, pela ignorância e tudo parece normal. No Brasil, morrer, nas mais diversas situações facilitadas por um modelo de sociedade que aparenta não valorizar a vida humana, é normal. Devemos entender que qualquer morte que não seja natural é violenta. Uma sociedade que não se indigna diante de toda a violência que resulta em morte, manifestada nas mais variadas formas, demonstra que a violência já se incorporou a seu cotidiano, passando a ser habitual, mesmo que inconscientemente. Ou seja, demonstra que a sociedade brasileira é, normalmente, violenta e que, somente, quando algo ultrapassa a fronteira do absurdo extremo, como é o caso Nardoni, é que devemos nos indignar e punir os responsáveis.

A propósito: Cada pessoa é uma palavra de Deus que nunca mais será pronunciada. Frase do Papa João Paulo II

A Casa de Saúde Mais Cara do Mundo


O governo Moreira deixou várias cicatrizes incuráveis na cidade. A maior dela foi sua tentativa impensada e vaidosa de construir um hospital municipal na cidade. Impensada porque, apesar dos vários milhões de reais investidos no prédio da antiga rodoviária, a edificação ainda não está apta a abrigar um verdadeiro hospital. Na verdade, ninguém sabe ao certo quanto se gastou naquela obra. Sabe-se, no entanto, que o projeto de engenharia do pretenso hospital municipal foi executado desrespeitando-se as normas da Vigilância Sanitária, voltadas à assepsia e higiene. Coisa típica de um governo que nunca se pautou pelo planejamento de suas ações. Somente o buraco cavado para resolver o problema das infiltrações já custou quase um milhão de reais ( R$ 700.000,00) Deve ser a casa de saúde mais cara do mundo. Chegou a hora do povo conhecer quanto, realmente, já foi gasto naquela obra e comparar com o valor médio de um hospital de cem leitos. Será que foi uma boa idéia trocar uma rodoviária bem localizada e funcional, por um hospital caríssimo que, ao que tudo indica, nunca será um hospital? Ontem, em conversa com um profissional do ramo da construção civil, fiquei sabendo que a fábula de dinheiro já gasto na obra do hospital municipal daria para construir, no mínimo, dois hospitais de 100 leitos. É o preço da irresponsabilidade e da vaidade. E a vaidade está tão presente no caso, que o ex-prefeito chegou a batizar o hospital municipal de Santa Madalena. Sabemos que Madalena é o nome da mãe de Moreira. Ou seja, ao mesmo tempo em que Moreira homenageou a própria mãe, aproveitou-se para canonizá-la como santa. O Papa tem que saber disso.

segunda-feira, 22 de março de 2010

10.000 Acessos

Gostaria de agradecer os 10.000 acessos que o Monlewood acaba de alcançar. Muitíssimo obrigado! Gostaria de agradecer, especialmente, aos 18 seguidores deste blog. Obrigado a todos que deixam comentários, provocando ou participando dos debates. Saibam que todos vocês são a única razão de existir deste espaço virtual. Gostaria também de convidar as mulheres de nossa querida Monlevade a seguirem o Monlewood. Dos 18 seguidores, apenas duas são mulheres. Acho que meu papo não agrada a mulherada. Será?

A Travessia de Prandini

Ninguém conseguiu entender o que levou o prefeito a abrir mão da prudência e atravessar o rio Santa Bárbara a nado. As águas do Santa Bárbara são revoltas, repletas de redemoinhos e já tiraram a vida de dezenas de pessoas. Sei que o episódio está adquirindo um aspecto folclórico e caricato avesso à imagem de Prandini, construída antes e durante a campanha eleitoral.

PS-Recordo me de meu primo e amigo, Márcio Ferreira, da Quilombo Criação e Produção, que fez o marketing da campanha de Diretas Já de Tancredo Neves, que teve como slogan: A Travessia de Tancredo. Só que no caso de Prandini é diferente.

Publicitário Foge Com Dinheiro do Carnaval ?

Caríssimos internautas, primeiramente gostaria de agradecer as inúmeras visitas e, principalmente, os comentários. Muitíssimo obrigado! E dois comentários que, especialmente, me chamaram a atenção, neste final de semana, foram aqueles a respeito de um assunto que me era desconhecido e me pareceu muito interessante. Parece que existe na cidade, um publicitário que, em certa ocasião, fugiu com o dinheiro do carnaval. Gostaria que aqueles que sabem algo sobre o assunto, postassem algum comentário para que possamos esclarecer a cerca deste acontecimento, que merece ser elucidado. Conto com a participação de todos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

A Notícia

A manchete, de hoje, na primeira página do jornal A Notícia: “Financiador de Campanha Fatura Alto na Prefeitura” apenas demonstra a capacidade daquele jornal de fabricar notícia e que o marketeiro Márcio Passos é o grande articulador das ações da oposição. Não estou na defesa do governo nem conheço o caso, mas, na reportagem do A Notícia, não foi levantada nenhum indício de ilegalidade ou frande contra licitação. É ilícito prestadora de serviço público, já constituída, financiar campanha eleitoral. Mas, não é ilegal financiadora de campanha participar de licitação. Parece uma tentativa do se colocar para a opinião pública que "eles são tão sujos quanto nós".

quinta-feira, 18 de março de 2010

Monlewood City


Morro do Macaco, visto da Praça da Paz, Vila Tanque, na tarde do sábado passado. O arco-íris é fotoshop. (Brincadeira)

É Meu.


Prática recorrente na Avenida Getúlio Vargas. Em Monlevade, a autoridade de trânsito é o próprio comerciante, que chega ao ponto de delimitar parte do espaço da via pública como se fosse seu. Daqui a pouco, vão colocar uma cancela na porta do comércio e vão cobrar pedágio.

Exoneração II

O primeiro requisito para se eleger um prefeito é ter um projeto político para o Município. O segundo é aglutinar, em volta deste projeto, um grupo amplo e forte de pessoas que convencerão a vontade popular que é daquele projeto que a cidade necessita. Quando, pessoas que participaram deste processo passam, sistematicamente, a abandonar o projeto político e, consequentemente, o prefeito é sinal que, politicamente, as coisas vão, terrivelmente, mal. Neste contexto, sito Chico Chavier: Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
Abandonar a base política é abandonar o próprio projeto político e a si mesmo.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Exoneração

O Professor de Yoga, Guim, pediu hoje exoneração ao prefeito Gustavo Prandini. No governo, o Professor ocupou cargo lotado na Secretaria de Administração, através do qual lesionava exercícios de Yoga, voltados ao melhoramento da capacidade laborativa dos funcionários da Prefeitura. Guim é um dos mais antigos apoiadores de Prandini e filiado-fundador do Partido Verde de João Monlevade.

terça-feira, 16 de março de 2010

O Novo

Uso a mesma marca de shampoo, há pelo menos cinco anos. E, durante todo esse tempo, não houve, sequer uma embalagem que não viesse carimbada com a expressão: NOVO. Ligo a televisão e só ouço: novo Gol, nova margarina, novo Toyota e mais um mote de coisas novas. Hoje, o NOVO é, automaticamente, recebido como bom, independentemente, de trazer benefícios ou malefícios. É uma estratégia de marketing. O mercado, por meio das mais diversas ferramentas publicitárias, conseguiu, de forma incontroversa, consolidar no imaginário das pessoas que o NOVO é bom. Ninguém se pergunta se determinado bem de consumo é melhor ou pior que aquele outro. Basta que ele seja NOVO para ser considerado bom. Em se tratando apenas de relações de consumo, o NOVO não passa de uma tática para induzir o consumo em massa, pois o que é NOVO hoje se torna velho amanhã, e, então, deve ser substituído por algo mais NOVO ainda . Até aí , tudo bem. O capitalismo vive do consumo em massa. O problema é quando essas estratégias publicitárias passam a ocupar lacunas deixadas pela educação familiar e pela escola, passando o NOVO a se sobrepor aos valores humanos. Como hoje, pai e mãe não educam mais os filhos(isso também é NOVO) e a escola não consegue sequer alfabetizar, quanto mais transmitir valores, o jovem não tem outro parâmetro para construir o seu caráter que não seja o da mídia, a televisão, principalmente. E na televisão é o NOVO que interessa. Então, todos aqueles valores que, desde o início dos tempos, representam a verdade humana, tais como o respeito, as boas maneiras, as boas tradições, a boa ética, a moral, a honra, a palavra firmada, a cultura e até a própria educação são jogados fora e substituídos por uma variedade de novidades vazias e sem sentido moral, criando gerações de pessoas inconscientes, alienadas, desalmadas, aculturadas, ausentes de base moral, incapazes de responder as demandas do país e apenas preocupadas em consumir aquilo que é NOVO, custe o que custar. O NOVO só faz sentido, quando, efetivamente, traz benefícios à sociedade. Do contrário, o NOVO deve ser desconsiderado e até mesmo combatido. Precisamos transformar as pessoas em cidadãos e não apenas em consumidores, adestrados em destruir os valores que sempre representaram a verdade humana.

Ano de Eleição: Recomposição da Base

Como o prefeito, em pouco menos de ano e meio de governo, conseguiu destruir boa parte da base que o elegeu, com demissões em série. Diante das eleições que se aproximam, não lhe resta outra opção senão a de tentar substituir os soldados dispensados. Afinal, quem vai às ruas pedir voto para Agostinho Patrus e Zé Fernando? É esta a razão de se cogitar o nome de Djalma Bastos para a Secretaria do Meio Ambiente: uma tentativa desesperada de recomposição de uma base arruinada pelo próprio prefeito. Depois de tantas demissões, o que ainda remanesce da base original que elegeu Prandini é representada pelo Partido dos Trabalhadores, que também sofreu baixa considerável: cerca de 40 nomes. O PT, nas próximas eleições, apoiará seus próprios candidatos. O vice-prefeito, Bastieri, por exemplo, já é pré-candidato. Não houve sensibilidade no governo, ou simplesmente interesse, para se articular uma dobradinha, PV-PT, de forma a se manter a aliança entre os dois partidos, nas próximas eleições. Assim, o jeito é apelar para partidos estranhos à base original. Ou seja: muita contradição e confusão.

Secretaria do Meio Ambiente

Li hoje no Rapadura que o nome de Djalma Bastos é cotado para assumir a recém criada secretaria de Meio Ambiente. O que parece certo é que o nome para assumi-la, ao que tudo indica, não será o do Rômulo Gorgozinho, atual chefe da Divisão do Meio Ambiente. No entanto, caso se concretize o nome de Djalma, já adianto minhas congratulações ao novo e primeiro secretário do Meio Ambiente do Município, principalmente, pelos anos de luta e de dedicação que ele deve ter dispensado ao PV.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Cassação do Pacto Umbilical

Há poucos dias, postei, aqui no blog, uma opinião, baseada em decisões passadas do TER de Minas, a respeito da probabilidade da cassação de Prandini, em segunda instância, o que gerou um debate acalorado com o assessor de comunicação da Prefeitura, Marcos Martino. Como o julgamento deverá ocorrer não próximos dias, quem sabe, hoje ou amanhã, vamos deixar o tempo decidir as coisas. No entanto, vou me permitir analisar, com a legitimidade de quem participou, ativamente, do processo, aquilo que já é fato consumado: a cassação em primeira instância.
Fui o Representante Jurídico e advogado da campanha de Prandini. Além de toda a burocracia envolvendo registros de candidatura e expedientes eleitorais, nos 90 dias de campanha, movi quase 40 processos judiciais, como o objetivo de buscar um processo eleitoral mais isonômico, no qual a vontade do eleitor não se deixasse seduzir, tão facilmente, diante dos abusos do poder econômico.
Findo o processo eleitoral, como advogado, obviamente, me atinou a questão da Prestação de Contas. Então pensei: nos próximos dias, o coordenador da campanha, Emerson Duarte, deve convocar uma reunião, entre o jurídico e a contabilidade para análise das contas da campanha. Ledo engano. Aquilo que, hoje, defino como Pacto Umbilical já havia sido instituído. O prefeito já estava isolado em sua casa, tal qual ocorre, hoje, na Prefeitura. Para se ter uma idéia, o prefeito somente veio a reunir seu partido, o PV, um mês depois da vitória nas urnas. Diante dos acontecimentos que passaram a revelia do PV, tais como a definição de nomes para o secretariado, o partido procurou se reunir, o que foi, prontamente rechaçado pelo prefeito. Na primeira e já tardia reunião, o PV confeccionou uma lista de nomes para ocupar o primeiro escalão do governo, que foi encarada pelo prefeito como verdadeira afronta. Em outras palavras, o Pacto Umbilical já havia se tornado maior do que o partido e do que todos. Posteriormente, ainda preocupado com Prestação de Contas, tentei procurar o prefeito, que não me atendeu.
A cassação de Prandini foi fruto da opção que o coordenador de campanha teve de não submeter as contas da campanha à discussão e do isolamento do prefeito que se tem verificado, desde a vitória nas urnas. Mesmo que depois de discutida, ainda houvesse erros nas contas, pelo menos erraríamos todos juntos. É a prova de que o Pacto Umbilical já nasceu errático.

sábado, 13 de março de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: o Aqueduto Quebra-Ossos de Catas Altas


Os aquedutos constituem parte importante da história das civilizações. Na Antiguidade, tornaram-se, especialmente, famosos os aquedutos de Ramsés II, no Antigo Egito, o de Semíramis, na Babilônia , e o de Salomão , em Israel. Na Roma e Grécia antigas, os aquedutos representaram a viabilidade habitacional das Cidades Estado. Na história do Brasil, foram raros os exemplares de aquedutos. O mais conhecido deles foi o Aqueduto da Carioca, inaugurado em 1750, sob a direção de José Fernandes Alpoim e que, hoje, é denominado Arco da Lapa. No entanto, bem perto daqui, no belíssimo município de Catas Altas, existem as ruínas daquele que foi o mais expressivo aqueduto construído nas Minas Gerais Colonial: o Aqueduto Quebra-Ossos. Construído por escravos, iniciando-se no sopé da Serra do Caraça e, originalmente, estendendo-se por quase 40 km, o Quebra-Ossos foi concluído no início do da última década do séc. XVIII e foi utilizado para conduzir grande quantidade de água para a lavagem do minério aurífero.

Na obra Memórias Chorographicas, escrita por Álvaro Astolfo de Silveira, publicada em 1921, encontra-se uma interessante referência sobre o aqueduto:

A respeito dos regos para mineração, certamente um dos mais notáveis, não só pelo seu grande desenvolvimento difficuldade de sua construção, é o que recolhia aguas da serra do Caraça e as conduzia por um percurso de 8 léguas até Brumado, ponto em que era utilizada para a extração do ouro. Recolhia este rego águas de córregos da serra do Caraça, córregos da Cachoeira, do Tanque Preto e do Quebra-Ossos. Em seu percurso há diversas obras d’arte importantes,um túnel de cento e tantos metros de extensão; um aqueducto de 160 metros de comprimento por 1’”5, de largura, feito de pedras seccas e de uma solidez admirável;... Esse aqueducto, chamado de “andaime” ...custou uma arroba de ouro”.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Márcio Passos

Pela segunda edição, leio no A Notícia, o jornal do marqueteiro Márcio Passos, a seguinte afirmação: ... "A denuncia ao MP foi feita pelo advogado Fernando Fonseca Garcia que achou estranho o fato de que todas as licitações para contratar empresa prestadora de serviços de limpeza urbana, ocorridas entre 2002 e2008, tenham sido vencidas pela Prohetel Projetos e Construções".
Não coloque palavras na minha boca, Márcio Passos. Nunca achei estranha coisa alguma!! Estranho e antiético é um jornal afirmar coisas que nunca foram ditas.
Já me recusei, em situação anterior, a conceder entrevista para o seu jornal, justamente por repudiar a forma com que subverte a informação, conforme seus interesses. Por questões morais, não concedo entrevista ao A Notícia. Quem é esse que se diz jornalista e que fundamenta as notícias de seu jornal em fatos que nunca ocorreram?
Caro internauta, o que fiz foi perceber o esquema por meio das evidências que resultam de todo expediente ilícito e requerer cópia do edital, contrato e aditivos, que após analise jurídica, evidenciaram fortes evidências de fraude contra licitação. A partir daí, elaborei a denuncia e encaminhei-me para o Ministério Público.
Não achei estranho o fato de todas as licitações para o serviço de limpeza urbana, de 2002 a 2008, serem vencidas pela Prohetel, como foi noticiado, simplesmente porque, naquele período houve apenas uma licitação para o serviço do lixo. Isso é fato. E a propósito: a Prohetel não foi prestadora do serviço de limpeza urbana. Ela nunca varreu as ruas da cidade. Ela foi prestadora do serviço de coleta do lixo urbano.
Em se tratando da turma do Moreira, não achei, absolutamente, nada estranho. Pelo contrário, achei tudo muito típico. Típico daquele que é o prefeito mais processado da história do Município.

Cassação

Nos próximos dias, deve ser julgado o recurso contra a cassação de Prandini, que tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Como ocorre em todo processo judicial, é muito difícil se prever com exatidão um resultado. No entanto, existem alguns elementos que podem nortear algum exercício de futurologia. O primeiro é que o Procurador Geral Eleitoral, José Jairo Gomes, emitiu um parecer favorável à cassação de Prandini. O segundo é que a relatora do processo é a juíza Mariza de Melo Porto. Ocorre que, historicamente no TRE de Minas, em, absolutamente, todos os casos em que a juíza, Mariza de Melo Porto, foi relatora de processos envolvendo cassação de mandato, nos quais o procurador, José Jairo Gomes, emitiu parecer favorável à cassação do político, o Tribunal acabou confirmando a cassação.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Mais lixo

Como se já não bastasse a vergonha do Mensalão do Lixo, na cidade a vergonha também está por todos os cantos.
É incrível a falta de asseio e bom senso dos cidadãos, quando o assunto é lixo. Há lixo nas calçadas, nas praças, nos lotes, nos córregos e até mesmo nos lugares em que se pede para não se depositar lixo. Lugar de lixo é na lixeira.



Mensalão do Lixo não Está na Agenda da Câmara

Na reunião da Câmara de ontem, 10 de março, nada se debateu ou se discutiu sobre o vergonhoso Mensalão do Lixo. Os vereadores nem sequer tocaram no assunto. Nem mesmo os de situação. A oposição, então, dava a impressão de estar orientada ao silêncio. Também, pudera, diante das graves e indefensáveis acusações que sofrem, não lhes restam outro amparo, senão o silêncio. Mas, o povo gostaria de ver nascer o debate, assim como se tem feito com relação ao setor da saúde, por exemplo. Afinal, trata-se do Parlamento municipal. A reunião de ontem demonstrou que o tema Dinheiro Público não faz parte da agenda da Câmara dos Vereadores de João Monlevade.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mensalão do Lixo

Após ter advertido a Prefeitura com a possibilidade de processos e de ter levantado suspeitas de ilegalidades no Código Tributário, gostaria de, humildemente, conhecer o ponto de vista que o presidente da OAB de João Monlevade tem em relação ao Escândalo do Lixo, que foi definido por alguns colegas advogados e amigos internautas como Mensalão do Lixo. Caiu como uma luva!

Atração Circense na Câmara

Como a oposição percebeu a gravidade das acusações que lhe são imputadas no escândalo da licitação do lixo, não encontrou outra saída, senão a de partir para o ataque e elegeu o vereador denunciado, Zezinho Despachante, que goza de imunidade parlamentar, como emissário na defesa do grupo. Ao que parece, Despachante, após minucioso trabalho de investigação parlamentar, teria encontrado uma série de irregularidades, também, na licitação do lixo do governo Prandini e as colocará em pratos limpos, na reunião desta quarta feria, na Câmara Municipal. Mal posso esperar.

terça-feira, 9 de março de 2010

Um Fato, Dois Processos e Consequências Distintas

Vou explicar a diferença entre as duas ações judiciais movidas pelo Ministério Público contra Carlos Moreira e os outros oito denunciados.
A primeira se trata de uma Ação Civil Pública que tem como conseqüência a suspensão dos direitos políticos dos culpados e a restituição dos valores, por ventura, desviados dos cofres públicos. A suspensão dos direitos políticos resulta em inelegibilidade dos culpados.
A segunda se trata de uma Ação Criminal que prevê pena de até 5 anos prisão e multa. Qualquer condenação criminal resulta em suspensão dos direitos políticos e inelegibilidade, enquanto durarem os efeitos da condenação. Esta ação exclui a Prohetel, por se tratar de pessoa jurídica.
Ambos os processos são relativos à fraude contra a licitação do serviço de lixo.

MP Denuncia Moreira, Novamente. Desta Vez, Por Fato Definido Como Crime

Alertado por um vigilante leitor que deixou um comentário na postagem a baixo, fico sabendo que Moreira e os outros denunciados figuram como réus em novo processo perpetrado pelo Ministério Público da Comarca, só que desta vez por fato definido como crime, ou seja, crime contra licitação, que pode resultar em pena de até 5 anos de prisão e multa.
A Ação Criminal foi protocolada pelo MP no mesmo dia da Ação Civil Pública, 03/03/2010, sob o número 0022791-58.2010.8.13.0362 e tramita na Primeira Vara Criminal do Fórum Milton Campos.


Agradeço a colaboração de meus vigilantes leitores.

Verborragia Moreirista

Estou, neste momento, ouvindo a verborragia de Moreira, em seu programa na rádio Cultura e apesar dele não ter citado meu nome, fez referencia à minha pessoa, afirmando que a denuncia referente à inaceitável fraude contra a licitação do lixo foi realizada por um advogado que pertenceu ao grupo político de Prandini e que, segundo ele, só por isso foi realizada. Afirmou, ainda que pertenci à Administração e a deixei, após ter tido problema. Pois bem, esclareço que a denuncia realizada por min ao Ministério Público, não foi motivada por questões políticas e sim morais. Esclareço também que o único problema que tive em relação à Administração foi o meu inconformismo diante do Pacto Umbilical, que é, sob meu ponto de vista, inviável, descabido, apolítico e injusto.
Por fim, digo ao denunciado Carlos Ezequiel Moreira que o nome daquele advogado é Fernando Fonseca Garcia.

Farra do Lixo

Hoje, aquilo que foi bem definido pelo Jornal Bom Dia como Farra do Lixo adquiriu grande repercussão na imprensa monlevadense. Trata-se de escândalo sem precedentes na história de nosso Município. Como cidadão desta maravilhosa João Monlevade, sinto-me feliz por ter contribuído na defesa do interesse de nosso povo. Não podemos permitir que a coisa pública se deite diante de interesses de grupos particulares que espoliam, em proveito próprio, recursos que deveriam se destinar à construção de uma cidade próspera e capaz de responder a todas as demandas voltadas à dignidade do cidadão monlevadense. E este é um dever de todos. Neste mundo, vivemos apenas uma vez. Não podemos desperdiçar o dom da vida com negligencias e letargias. Não deixe sua vida passar em branco. Não se cale diante das injustiças, da ignorância, da violência e de tudo aquilo que contamina a essência humana. A vida nada mais é que o relacionamento que temos com as outras pessoas, não importando se são ricas ou pobres. As pessoas é que importam! Vamos marcar nossa breve passagem por esta terra tão generosa como ações que tragam um patamar mínimo de civilidade e dignidade ao nosso povo. Monlevade será o que o povo dela quiser que ela seja. Basta querer.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher



“E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão bem feita e tão redonda, e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições envergonhara, por não terem as suas como ela.”

Trecho da carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei de Portugal, descrevendo a extrema beleza das mulheres aqui encontradas, quando do Descobrimento, em 1500.
Parabéns às Mulheres por serem belíssimas, capazes e por trazerem sentido à nossas vidas.

9 Denunciados

Na Ação Civil Pública do MP, protocolada sob o número 0022726-63.2010.8.13.0362, em 03/03/2010, figuram como réus, além de Carlos Moreira, Delci Sérgio do Couto, José Arcênio de Magalhães, Eduardo Bastos, Maria Elisa Bicalho Garcia, Cleidmar Julita Moreira de Paula, Francisléia Reis da Silva, Prohetel Projetos e Construções e José Oscar de Morais.

Ministério Público Denuncia Moreira por Fraude Contra Licitação

Veiculou, hoje, na coluna Giro Minas, do jornal Estado de Minas, a notícia de que o Ministério Público Estadual denunciou 9 pessoas em João Monlevade, entre elas, o ex-prefeito Carlos Ezequiel Moreira, por fraude contra licitações. Leia a matéria.
Clique na imagem para dimensioná-la à leitura

sábado, 6 de março de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: a Grande Fome do Início do Sec. XVIII

Entre a descoberta do ouro, no final do século XVII e ano de 1705, vésperas da Guerra dos Emboabas, a população das Minas atingiu a vertiginosa cifra de 30 mil habitantes. Em apenas dez anos, os sertões mineradores assistiram a uma migração, sem precedentes na América Portuguesa, deslocando um grande contingente populacional para uma região inóspita e agreste, isolada no interior do continente, em meio a campos estéreis e a rios caudalosos. Nos primeiros núcleos de povoamento, como Vila Rica e Vila do Carmo, a paisagem era rude, com solo pedregoso, aspecto ameaçador e selvagem, abrindo-se em vales estreitos e profundos: nada alentador para a agricultura. Como as rotas comerciais de tropeiros ainda não haviam se consolidado e como ninguém admitia a idéia de ali permanecer, depois de rico, não se tomaram as cautelas para com a subsistência e, então, instalou-se a terrível fome.
O padre português André João Antonil, autor da importante obra Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas, considerada o mais completo apanhado do Brasil Colonial do sec. XVIII, relata a fome que pairou sobre as minas:

“Sendo a terra que dá ouro esterilíssima de tudo o que se há mister para a vida humana, e não menos estéril a maior parte dos caminhos das minas, não se pode crer o que padeceram ao princípio os mineiros por falta de mantimentos, achando-se não poucos mortos com uma espiga de milho na mão e uma pepita de ouro noutra, sem terem outro sustento.”

No entanto, as primeiras referências a uma grande crise de fome remontam ao ano de 1698, quando o governador do Rio de Janeiro Artur de Sá e Meneses escreveu ao rei para informá-lo que os mineiros haviam deixado de minerar:

“pela grande fome que experimentam e que chegou a necessidade a tal extremo que se aproveitaram dos mais imundos animais, e faltando-lhes estes para poderem alimentar a vida, largaram as minas, e fugiram para os matos com os seus escravos a sustentarem-se com as frutas agrestes que neles acharam”.

Diante da fome aguda, muitos se retiraram para os matos, em busca de algum sustento. Os arraiais e datas minerais se despovoaram por completo, permanecendo abandonados à cobiça de novos aventureiros. Em pouco tempo, porém, os víveres silvestres se esgotaram, e nada havia para caçar ou coletar. A tal ponto havia se chegado à escassez de alimentos que, no ano de 1700, os matos ficaram silenciosos: não se ouvia sequer o pio dos pássaros. Para a grande maioria, recorrer-se aos mantimentos do sertão implicava numa experiência, radicalmente, nova: tinham diante de si espécimes animais e vegetais desconhecidos, que envolviam sofisticadas técnicas de preparo igualmente desconhecidas. Era o caso do bicho da taquara, que devia ser lançado num tacho bem quente, e ingerido ainda vivo, caso contrário, era venenoso.
A fuga maciça da população em direção aos matos, em busca de alimentos teve um resultado surpreendente: obrigou o mineiro a experimentar uma variada gama gêneros alimentícios nativos, principalmente, os vegetais, que passaram a ser incorporados aos hábitos alimentares dos primeiros mineiros. Donos de conhecimentos milenares sobre o que era ou não comestível nas regiões da minas, os indígenas foram os que menos sofreram com a fome.
Assim, senhores e escravos valeram-se dos conhecimentos dos nativos, incluindo em sua dieta folhas, raízes, ervas, tubérculos, legumes e frutos, aos quais não estavam acostumados. Assim, na diversidade dos brotos, das raízes, das folhas e dos frutos: a presença das samambaias, do bambu, da abóbora, da batata, da couve, do quiabo, do jiló, ora-pró-nobis, dos palmitos, da salsinha, da cebolinha, da taioba, do cará, do chuchu, do pepino, da abobrinha; na variedade das frutas: as pitangas, as amoras, o araticum, o bacupari, o jatobá, o araçá, o pequi, a cagaita, a jabuticaba, os figos, os marmelos, a goiaba; da caça e da pesca, o coelho, as pacas, o porco, o lambari, o mandim, o piau e as traíras e de vários outros elementos nasceu aquela que pode ser considerada a mais saborosa, diversa, gastronônica e inigualável culinária do mundo: a Culinária Mineira.

Posteriormente, em 1710, fundada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, com o objetivo de cobrar impostos - o quito - a Coroa foi obrigada a abrir estradas e a aparelhar a região das Minas. Foi quando as rotas de tropeiros se estabeleceram, possibilitando o abastecimento dos mineiros e o fim da fome.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Audiência da Saúde

Compareci, ontem, à audiência pública realizada na Câmara de Vereadores, em que foram discutidos assuntos pertinentes ao setor de Saúde do Município. O que vi foi muita rasgação de seda dos dois lados. Entre elogios proferidos por cidadãos presentes, tanto em relação ao Margarida, quanto ao PA, vi Lucien Marques afirmar que nunca disse que iria fechar o pronto socorro do Hospital e que considera a parceria com a Prefeitura como de importância vital para o Margarida. Vi também, a secretária de Saúde, Pollyana Prandini, garantir que Prefeitura está aberta ao diálogo e pronta a colaborar com o Hospital Margarida, no que for possível. Toda a polêmica e impasse sentidos nos últimos dias entre o Margarida e a Prefeitura não se confirmou na audiência pública.
Um governo sério e convicto de seus deveres junto ao povo não se deixa levar pelo jogo da oposição. Ele faz o que deve ser feito, enquanto os cães ladram diante do passar da caravana, que deve avançar, sempre. Quando o governo entra na agenda da mídia de oposição – estou me referindo ao jornal A Notícia de Marcio Passos – aceitando e respondendo a provocações, com emissões de panfletos e pronunciamentos na rádio ele se compromete duas vezes: primeiro que ele fornece à oposição elementos para alimentar mais ainda a polêmica, expondo-se ,desnecessariamente; segundo que ele se permite desviar-se daquilo para que foi eleito, desperdiçando precioso tempo e valiosos recursos, os quais deveriam ser depositados nas questões afetas ao interesse público.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Audiência Pública na Câmara

Está marcada para hoje, às 16:00 hs, uma audiência pública destinada a discutir a Setor de Saúde do Município. O evento será presidido pelo vereador Guilherme Nasser e contará com a presença da secretária de saúde, Pollyana Prandini, com o gestor do Hospital Margarida, Lucien Marques, além de outras autoridades. Penso que o as discussões deveriam girar em torno do tema transparência com o gasto do dinheiro público. A administração do hospital afirma que, mensalmente, presta conta do repasse recebido do Município. Gostaria que a administração do Margarida também prestasse contas ao povo de Monlevade do dinheiro que é repassado pelo Estado de Minas e aplicado na construção do CTI e em outras Obras. Diante da polêmica que se tem verificado no setor, seria bastante oportuno que o povo molevadense conhecesse quanto a Gervásio Engenharia, empresa que se especializou em vencer licitações no governo Moreira, está recebendo pelas obras no nosso hospital.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Tribuna da Câmara

Caríssimos internautas, inauguro, hoje no Monlewood, o “espaço” Tribuna da Câmara, na qual, na medida do possível, buscarei trazer um pouco do Legislativo monlevadense a você que prestigia este blog. Quem estréia o espaço é o excelentíssimo senhor vereador Zezinho Despachante. Despachante afirma que a Rádio Cultura está à disposição do prefeito, caso demandada, explica porque ficou irritado, reclama do enclausuramento do chefe do Executivo em seu gabinete e diz que Prandini está se ferrando e ferrando o povo de João Monlevade. Assista ao vídeo abaixo gravado, durante a cessão da Câmara, desta quarta-feira, dia 3 de março.

video

Lucien Marques: o Cerne da Questão

Sinceramente, fico perplexo em constatar como o atual governo, facilmente, se deixa levar pelo jogo da oposição. O cerne do imbróglio, envolvendo o Magarida e a Prefeitura, não perpassa pelo fechamento ou não do pronto socorro nem pela possibilidade de a Município assumir ou não o PS . A origem do embate político entre as duas instituições se firma na figura de Lucien Marques, que é pesada de mais para permitir a desejada harmonização política entre o governo e o Hospital Margarida.
A administração Prandini deveria articular e negociar um nome, relativamente, neutro para suceder o gestor Lucien Marques, nas próximas eleições internas, que ocorrerão em março, no Margarida. Cair no jogo político da oposição, aceitando provocações e polemizando ainda mais a questão, só expõe e fragiliza o governo. E tenha certeza. O objetivo da oposição é, justamente, este: tumultuar o processo, desviando o verdadeiro cerne da questão da atenção de todos.

"Pesquisa" do Programa de Moreira na Cultura: O Hospital Santa Madalena Deve ou Não Ser Inaugurado Como Hospital?

Hoje, em seu programa na rádio cultura, Moreira realizou uma “pesquisa”, com direito a participação de ouvintes, na qual bombardeou o atual governo com pesadas críticas pelo fato da administração Prandini pretender transformar o "hospital" Madalena num centro de especialidade médicas. Já cantei esta pedra, aqui no Monlewood, na "coluna" Rapadura no Ponto, em 20 de novembro de 2009 (endereço: http://monlewood.blogspot.com/2009/11/o-ponto-da-rapadura_20.html), quando Márcio Passos ainda era assessor político particular do prefeito. Veja o que escrevi, naquela época, e que reitero hoje:


Saiu no Rapadura: HOSPITAL MUNICIPAL

Todas as informações técnicas surgidas até agora passam um atestado de acerto ao prefeito Gustavo Prandini (PV), por sepultar a idéia do hospital municipal para montar em seu lugar o Centro de Especialidades Médicas.
Uma empresa especializada e com longa experiência no setor, finaliza estudo sobre o assunto e deve atestar como acertada a decisão do prefeito.
Eu, particularmente, nunca tive dúvida sobre isso. O hospital municipal comprometeria as finanças do município e poderia inviabilizar o Margarida.


Através desta postagem fica fácil perceber que Márcio Passos é plenamente favorável à transformação do Hospital Municipal em um Centro de Especialidades Médicas e não me resta duvida que o assessor político particular do prefeito teve importante papel nesta decisão. Parece-me coerente a alegação de que o município, hoje, não comportaria dois hospitais, o Margarida e o Municipal. Contudo as implicações políticas de não colocar o Hospital Municipal em funcionamento podem ser severas. As massas não entendem o que venha ser um Centro de Especialidades Médicas. Na verdade, infelizmente, a maioria nem consegue entoar de forma concatenada os quatro vocábulos: CENTRO DE ESPECIALIDADES MÉDICAS. Todavia, o termo HOSPITAL é bem definido no imaginário das massas. O povo sabe o que é um hospital. O povo tem ânsia pelo hospital, principalmente, em se tratando de uma obra já prometida por outro governo.
Márcio Passos nega, mas o Hospital Santa Madalena constituiu a maior estratégia de marketing eleitoral do governo passado. Faltou competência para inaugurá-lo no prazo. Se inaugurado, Railton, certamente, venceria as eleições.
Politicamente, o mais sensato a se fazer seria traçar um plano de, em longo prazo, transformar o Madalena num verdadeiro hospital, transferir o Pronto Atendimento para o seu prédio e inaugurá-lo com a denominação de HOSPITAL. Deixar de inaugurar uma promessa tão desejada de outro governo, fatalmente, será interpretado como incapacidade e incompetência administrativa. Podem esperar, daqui três anos, Moreira voltará prometendo dar ao povo o tão desejado HOSPITAL que Prandini não teve a competência de fazer.
Transferindo-se o PA , nada mais que o PA, pelo menos no momento, para o prédio do Santa Madalena e mantendo-se a denominação de HOSPITAL MUNICIPAL, na medida em que as pessoas obtivesem atendimento médico, internação e etc, haveria a impressão de que o hospital foi inaugurado, de que estaria funcionando e de que Prandini foi tão capaz quanto Moreira pretendeu ser.
Posteriormente, com o passar do tempo e na medida do possível, gradativamente, se implementariam os melhoramentos que o povo merece, de modo a conformar o Madalena às condições de um verdadeiro hospital. Do contrário é mais lenha na fogueira dos moreiristas e um tiro político no pé. O mais absurdo é que Marcio Passos sabe disso tudo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Falta Energia no Governo?

Domingo último, li no Drops de Sanidade (www.dropsdesanidade.blogspot.com) uma postagem do amigo Célio Lima com o seguinte título: Falta Energia no Governo?
É verdade. A sensação geral que se tem, hoje, é que uma pesada nuvem de letargia paira sobre a Prefeitura. No governo atual, mesmo algumas pessoas que já chefiaram setores da administração, em governos passados, alcançando resultados, extremamente, satisfatórios, estão apresentado dificuldade em repetir o sucesso. Há sim falta de energia. Mas ela não é a causa do marasmo administrativo e sim conseqüência daquilo que tenho definido como Modelo ou Pacto Umbilical de Governo, no qual Emerson Duarte, exclusivamente, decide e Prandini, automaticamente, chancela o que foi decidido. O Pacto Umbilical possui três pilares básicos, que resultam em conseqüências políticas e administrativas distintas.
O primeiro pilar é o isolamento do prefeito. O chefe do Executivo não é mais visto nas ruas e ter acesso a ele, em seu gabinete, é um exercício de paciência sem tamanho. Tal situação de isolamento impede ao governante o contado com elementos que lhe proporcionariam condições para efetivar uma leitura objetiva da realidade política que o cerca. O segundo pilar é a não circulação e/ou concentração de informações relevantes. Informação é vital para qualquer negócio, seja público ou privado. Somente a circulação de informação pode colocar todos os setores da Prefeitura em funcionamento sincronizado, dinamizando os trabalhos, e somente ela pode nortear o administrador, quando das definições das prioridades do governo. E, finalmente, o terceiro pilar se caracteriza pela neutralização daqueles que não admitem ou se insurgem contra o próprio Pacto Umbilical. Nunca houve, na história da Prefeitura monlevadense, tantas demissões e danças de cadeiras, como se tem visto no atual governo. Esta situação gera um sentimento de insegurança e uma desmotivação profissional, entre os servidores comissionados, completamente, avessa a qualquer sentido de eficiência administrativa. Aquele que trabalha num ambiente de provável demissão não possui perspectivas que o possibilitem dar o melhor de si e projetos ou tarefas que são iniciadas por servidores demissionados, dificilmente, são continuadas, constituindo verdadeiro desperdício de recurso humano.