Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Quebradeira na Prefeitura: Quem Paga o Pato são os Funcionários e os Fornecedores

Nunca se viu a Prefeitura de João Monlevade tão quebrada quanto neste segundo ano de governo Gustavo Prandini. Parece que a crise mundial ainda assombra boa parte do municípios do país. Alguns, mais austeros e responsáveis, fizeram seu dever de casa e vão honrando com seus compromissos, mesmo que com muito sacrifício. Diferentemente do governo Prandini que ao contrário de, efetivamente, promover cortes e contingenciamentos nas despesas do Município, optou por desconsiderar os efeitos da crise, gastando como nunca, e por transferir o sacrifício, que deveria ser seu, à seus fornecedores e funcionários. Vários fornecedores da Prefeitura não recebem há meses. Até mesmo funcionários concursados estão deixando de receber por suas horas-extras e outras verbas trabalhistas, diante da quebradeira do governo. A administração Prandini não é a primeira a passar por uma crise financeira. Mas, sem dúvida alguma, é a que mais amargará seus efeitos por, justamente, não ter feito o dever de casa, ou seja, uma severa contenção de gastos. Quem paga o pato, hoje, são os fornecedores e os funcionários. Amanhã, será todo o povo.

domingo, 30 de maio de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: O Triunfo Eucarístico (1733), a Origem do Carnaval Brasileiro

Na primeira metade do século XVIII, durante o apogeu da extração aurífera, o processo colonizador nas Minas foi marcado por constantes conflitos entre os colonos e as autoridades metropolitanas, por disputas de interesses entre os próprios colonos e também entre as autoridades. Diante dessa realidade a postura da Coroa portuguesa, não se caracterizou apenas pela adoção de um intenso controle repressivo com vistas à submissão dos colonos. Dada a importância da região mineradora e o conseqüente receio de se perder o controle sobre as tumultuosas Minas, a Coroa tratou de estabelecer uma prática de submissão ligada à prudência para a resolução dos conflitos e das sublevações, pois era fundamental a quietação dos povos, para que as riquezas da Capitania pudessem chegar aos cofres do rei, da forma mais rápida e ordenada possíveis.
Neste contexto, introduziu-se na região Minas uma estratégia de controle político-social, baseada na promoção de laços de identificação entre colonizadores e colonizados, apresentando aos súditos coloniais os códigos culturais da metrópole. O Barroco, movimento cultural destinado a manter o poder temporal do Rei, emoldurou o suntuoso cenário para as fortes manifestações culturais que experimentariam as Minas Gerais. E estas foram as mais variadas possíveis. No entanto, em maio de 1733, Vila Rica (atual Outro Preto) foi palco da maior e mais expressiva festividade barroca do Brasil Colonial: O Triunfo Eucarístico, considerado por muitos historiadores como a origem do Carnaval Brasileiro.
A ocasião era de inauguração da Igreja Matriz de N. S. do Pilar. Toda Vila Rica se preparou para a festa. O Senado da Câmara determinou, sob pena de multa, que os moradores mantivessem luminárias em suas fachadas, durante as noites de festividades. A comemoração preliminar começou vários dias antes. Desde o final de abril dois grupos de pessoas ricamente vestidas, com bandeiras de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora do Pilar, tendo na outra face a custódia do Santíssimo Sacramento, percorriam as ruas da cidade e arredores, anunciando ao povo a futura solenidade. No dia marcado para a procissão, a cidade amanheceu, ricamente, ornamentada. No percurso entre as duas igrejas, as ruas foram atapetadas com flores e folhagens. Como homenagem dos moradores, nas janelas foram colocadas sedas e damascos, em meio a adornos de ouro e prata. Nas ruas, cinco arcos ornamentais, um deles de cera, e um altar para descanso do Santíssimo. Antes da saída do cortejo foi celebrada uma missa, durante a qual o Divino Sacramento esteve colocado em um braço de Nossa Senhora, em lugar do Menino Jesus. Deram início à procissão trinta e dois cavaleiros vestidos, militarmente, como cristãos e mouros, com dois carros de músicos instrumentistas e vocalistas. Logo em seguida, romeiros ricamente trajados, além de músicos com alegorias diversas. Seguiam-se quatro figuras a cavalo, representando os ventos dos quatro pontos cardeais. Todas, profusamente, revestidas com diamantes, ouro, rendas, sedas e plumas. Seguia-se um personagem, representando Ouro Preto, bairro de Vila Rica onde estava situada a nova Matriz do Pilar, para onde se dirigia o cortejo. Ele trajava vestes de tecidos finos, ornamentados com ouro e diamantes. O cavalo que montava era igualmente ornamentado com ouro, prata, esmeraldas e veludo. Vinham depois as esplendorosas figuras representando os corpos celestes: Lua, Marte, Mercúrio, Sol, Júpiter, Vênus e Saturno, todas com deslumbrantes indumentárias e fartamente escoltados. A seguir aparecia a figura que representava a Igreja Matriz do Pilar, com extraordinários ornamentos, portando um estandarte no qual estava, de um lado, a inscrição "Nossa Senhora do Pilar", e do outro a custódia eucarística. Após essas figuras, vinham as irmandades, conduzindo andores com seus santos padroeiros e cruzes de prata. Entre essas confrarias estavam as do Santíssimo Sacramento, da Senhora do Rosário, de Santo Antonio, de Nossa Senhora da Conceição e de Nossa Senhora do Pilar. Todos os participantes portavam trajes esplendorosos com acabamento em veludo e sedas, ouro, prata e pedrarias. Fechando a procissão, o Santíssimo Sacramento era conduzido pelo vigário da Matriz do Pilar, debaixo de um pálio de tela carmesim com ramos e franjas de ouro, sustentado por seis varas de prata. Logo atrás o Conde de Galvêas, Governador de Minas, com autoridades civis e militares da Capitania e de outras vilas mineradoras. Enfim, com toda a população de Vila Rica e arredores presente, foi uma grande apoteose de sinos tocando, bandas musicais, fogos e cânticos em homenagem ao Divino Sacramento. Os festejos prolongaram-se por três dias, com missas solenes, cavalhadas, corrida de touros e fogos de artifício. Nenhum outro acontecimento celebrado em Minas Gerais ou no Brasil Colonial teve tal esplendor, requinte de luxo e pompa.

"Triunfo Eucarístico de 1733, o vigário Felix Simões proclama para toda a cristandade: Eucharisthia in Translatione victrix , a Eucaristia vitoriosa na trasladação. Todo um reboliço de arte e política na religião popular ... ouro e música, fantasias e foguetes, teatros e serenatas, banquetes e danças, janelas com rendas e calçadas floridas...germina, nas minas gerais de Vila Rica, a semente cultural de um novo mundo, em sua mais lídima brasilidade." (Pe. José Simões).

Mas não foi apenas a manifestação do controle do poder real sobre a colônia. Foi também a celebração de um estado coletivo de euforia determinado pelo apogeu da aventura mineradora, nas Gerais, em que o ouro rompia as barreiras de uma sociedade, fortemente, estratificada, e pelo menos naquela ocasião, unia a todos, desde o escravo até o aristocrata, numa grande festa popular como ocorre até os dias atuais com o nosso Carnaval .     

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Resultado da Enquete: Prandini Merece o Salário de Prefeito de R$ 14.000,00?


Enquete na direita superior do BLog, realizada entre 21 e 28 de maio. Dos 126 internautas participantes, 20 votaram "sim" e 106 votaram "não".

A Notícia

Parece que quem redigiu o Editorial da edição do Jornal A Notícia de hoje andou lendo o Monlewood, especificamente as postagens "O Tesouro da Duplicação 1,2 e3", publicadas dia 26 de maio. Ou será tudo apenas uma coincidência? Não será possível! Até o título do Editorial parece ter sido "inspirado" nas postagens do Monlewood. Senão vejamos. Escrevi na quarta feira: (...) Temos em nossas mãos a oportunidade única de transformar nossa Monlevade, profundamente.(...) Será que é plágio? Exijo meus direitos autorais e faço questão que eles sejam pagos em cerveja. Afinal, hoje é sexta-feeeeira! Ta me devendo uma caixa, Jornal A Notícia.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Duplicação, Educação e Desenvolvimento

Nosso país investe 4,3 % do PIB (somatório de todas as riquezas produzidas no país) em educação, enquanto paga 4,1 % do PIB em juros da dívida pública à banqueiros de toda sorte, através da conta chamada Superávit Primário (dados de 2008). Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou ao Brasil uma meta de 8% do PIB em investimento em Educação. Não por acaso, países extremamente desenvolvidos como França, Alemanha, Noruega, Finlândia, Dinamarca e Japão, investem não menos que 10% de seu Produto Interno Bruto em Educação. Em outras palavras, não há desenvolvimento sem Educação. Enquanto o Brasil opta por transferir preciosa parte do suado produto do trabalho de seu povo à banqueiros da mais alta usura, preterindo a Educação de seus cidadãos, temos a oportunidade única, aqui em nossa cidade, de reverter este lamentável quadro, vinculando à Educação do Município o substancial aporte de receita que a Prefeitura arrecadará com a duplicação da produção da Usina.

Comunicado

Caríssimos leitores,hoje, acabei excluindo, acidentalmente, alguns comentários. Peço desculpas. Se os autores dos comentários excluídos quiserem comentar novamente, prometo ser mais cuidadoso. Um abraço a todos.

Teleférico

Tenho a informação de que o projeto do Teleférico do Areião, uma das promessas de campanha mais polêmicas de Prandini, está, praticamente, pronto e que será sim executado. Sabe por que? Porque o grão-prefeito-mor, Emerson Duarte, assim o quer. Governar é definir prioridades. Sem entrar no mérito de que o teleférico será instalado entre as terríveis e pouco atrativas voçorocas e crateras do Areião, que, ultimamente, tem sido usado como depósito de lixo. Sem entrar no mérito sobre estudos de impacto ambiental, viabilidade econômica ou custo para o erário, segurança, operação, manutenção e etc. Penso que existem outras prioridades para o Município. A saúde não vai bem. A educação não é condizente com as promessas de mudança. O trânsito está péssimo. O desafio da duplicação da Usina é premente. As finanças públicas estão desajustadas.......

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Parece que o Novo Chefe do Settran é Muito Mais Bem Entendido que o Outro



O Settran dividiu a pista da Avenida GetúlioVargas, na altura do número 4.557 em duas: uma para quem continua na avenida e outra para quem pega o acesso à esquerda para a Linha Azul. Em horário de pico, têm sido comuns contenções naquele ponto, já que os veículos que aguardam o semáforo do acesso à esquerda têm formado uma longa fila que impede os outros motoristas de seguirem em frente pela Getúlio Vargas. É este o caminho. É preciso que as vias sejam dividias, conforme a capacidade de cada uma, para que haja trânsito simultâneo de veículos, ao contrário do que se vê hoje: longas filas indianas em que se passa um carro por vez. É preciso maximizar o pouco espaço das vias do Município. Foi uma intervenção simples que fará muita diferença. Afinal, onde passa um boi, passa uma boiada. E onde passam dois bois, passa uma boiada na metade do tempo.

O Tesouro da Duplicação 1

Sem dúvida, a duplicação da Usina será um grande desafio para o Município de João Monlevade. No entanto, se soubermos incorporar os benefícios advindos da duplicação no desenvolvimento de nossa cidade, inauguraremos uma nova era de prosperidade em nossa cidade. Estima-se que, uma vez duplicada a produção da Usina, a receita anual da Prefeitura aumentará em, pelo menos, R$ 60.000.000,00. Nosso futuro depende, justamente, de como empregaremos estes valiosos recursos. Temos em nossas mãos a oportunidade única de transformar nossa Monlevade, profundamente. E, certamente, não há transformação que se efetive à margem da Educação.

O Tesouro da Duplicação 2

Teremos, então, a oportunidade de vincular, através de lei municipal, pelo menos, metade daquele valor ao o setor da Educação do Município e, junto a tal medida, construir uma ampla discussão, visando a redefinição do modelo da escola molevadense. Assim, haverá recursos suficientes para implantar em nossa cidade um modelo integral de escola que não apenas alfabetize e lecione a matemática, a física, a biologia e etc, mas que produza pessoas preparadas para os desafios da vida cívica, pessoas conscientes de si e do mundo que as cerca. E tal modelo de escola somente será possível mediante a valorização dos profissionais da Educação. Poderemos, definitivamente, dar dignidade aos professores do Município, viabilizando um piso salarial não inferior a R$ 1.500,00 e instituindo um plano de cargos e salários que os estimule a sempre buscar uma melhor qualificação.

O Tesouro da Duplicação 3

Não há desenvolvimento sem educação. Nenhum país do mundo alcançou o desenvolvimento sem investir, pesadamente, em Educação. E não devemos esperar por Brasília ou Belo Horizonte se existe a oportunidade de nós mesmos realizarmos as ações que nos levem ao tão esperado desenvolvimento. A partir do momento em que fizermos a opção de investir os recursos advindos da duplicação da Usina na Educação, ingressaremos numa nova era de desenvolvimento e prosperidade. Haverá mais respeito entre os cidadãos. Haverá mais respeito ao meio ambiente. Haverá menos violência, menos enfermidades. O trânsito melhorará, sensivelmente. Haverá mais qualificação. E, naturalmente, o Município se tornará atrativo às empresas que demandam mão-de-obra extremamente qualificada, como as do setor de informática, por exemplo, o que potenciará a geração de emprego e renda em nossa cidade.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Comentário de Leitor Sobre a Falácia de Gabinete

Fernando,
Não é só questão de orçamento... o maior gasto com a saúde se deveu também a um aumento em alguns procedimentos do SUS. Logo se o governo federal passa a consulta de 7 reais para 7,50 o repasse é maior e por isto o investimento total também.Isto é só um exemplo. A outra questão que ocorreu foi que houve uma tentativa do hospital de se credenciar em procedimentos que antes não eram credenciados mas que já eram feitos... com isto a remuneração também se eleva. Uma das especialidades que deve ter ocorrido foi a ortopedia uma vez que agora o hospital tem o arco cirúrgico. Para o município falar que investiu mais o que tem que ser olhado não é o investimento total e sim o investimento próprio de receitas próprias.... e não receitas vinculadas como foi divulgado...os números não mentem mas podem ser usados da forma que vc quiser. Gostaria que publicasse isto... A impressão que se tem é que acham que somos bobos.... Li outro dia no blog do Emerson que eles liberaram mais exames. Mentira!!!! E toda a população percebe e sabe disto... O que ele não divulga é o número de exames que o governo anterior fez no ano de 2008 via Cismepi. E este dado é fácil de pegar...

Dengue: Intervenção Já!

A intervenção é um instrumento jurídico utilizado como mecanismo para coibir, entre outras práticas, a inércia ou a negligência administrativa. Está prevista na Constituição da República e na Constituição do Estado de Minas Gerais que determina:

Art. 184 – O Estado não intervirá no Município, exceto quando:
[...]
IV – o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípio indicado nesta Constituição [...]


O descaso e a negligência com os quais o governo Prandini vem tratando a Epidemia de Dengue em nossa cidade caracterizam uma concreta inobservância de princípio constitucional, especificamente, o direito do cidadão à Saúde, o que demanda a urgência da intervenção do Estado de Minas em nosso Município, para que as autoridades estaduais façam o que o governo Prandini não tem feito, de forma a resguardar a saúde dos moradores da cidade da Ameaça da Dengue. Neste sentido determina a Constituição Estadual:

Art. 186 – A saúde é direito de todos, e a assistência a ela é dever do Estado, assegurada mediante políticas sociais e econômicas que visem à eliminação do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
[...]

Não podemos permitir que governantes irresponsáveis coloquem em risco de morte nossos familiares, nossos amigos, nossos filhos e nossas crianças. A dengue mata. Se a Prefeitura não faz, devemos nos socorrer ao governo do Estado de Minas e exigir INTERVENÇAO JÁ, para que a Dengue seja combatida.

Falácia de Gabinete

Acabo de ler no jornal A Notícia que o grão-prefeito-mor, Emerson Duarte, durante a reunião do Orçamento Participativo, anunciou um aumento dos investimentos em Educação no governo Prandini. Segundo Duarte, em 2008, foram investidos 27,90% do orçamento no setor e em 2009, 29,57%. Esqueceu-se, porém, de explicar o Emerson Duarte que o orçamento de 2009 foi de autoria do governo Moreira e que no orçamento do corrente ano de 2010, este sim de autoria de Gustavo Prandini, houve uma previsão de redução dos investimentos na Educação do Município da ordem de R$ 627.000,00, como se pode ver abaixo (clique nas imagens para dimensioná-las à leitura):


Orçamento Municipal de 2009 do Governo Moreira. Detalhe para inscrição “Administração 2005/2008”.


Orçamento 2010, governo Prandini: despesa com educação fixada em R$27.070.900,00, decréscimo relativo ao ano anterior de R$ 627.000,00. Detalhe para inscrição “Administração 2009/2012” e para a assinatura de Prandini.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Comentário de Leitora Sobre a Ameaça da Dengue

Fernando,

com certeza a situação é muito séria e o governo municipal, digo, Gustavo Prandini e equipe, estão tentando mais uma vez de forma completamente irresponsável enganar o povo, como você mesmo disse, minimizando a situação que é muito grave realmente.
Aproveito a oportunidade para parabenizar os jovens Belmar Diniz (PT) e Guilherme Nasser (PSDB), no meu modo de pensar bons vereadores, pelo ótimo trabalho que vêm desenvolvendo e mais recente pela excelente iniciativa da criação da Frente de Combate a Dengue, que pelo que me disseram foi um sucesso no bairro São João. Acredito que é de ações assim que Monlevade precisa, afinal são dois vereadores de lados politicamente opostos se unindo em prol do povo. É isso que esperamos dos nossos políticos. Que esse bom exemplo sirva para os outros e principalmente para o prefeito Prandini, no qual votei e me arrependo amargamente.

Maria Célia Ferreira - João Monlevade

A Ameaça da Dengue

Nos últimos meses, João Monlevade experimentou uma verdadeira epidemia de dengue. A primeira de sua história. Centenas de cidadãos contraíram a doença. E o governo Prandini, irresponsavelmente, optou por minimizar a crave situação e por cruzar os braços. Graças à Deus, já estamos no outono e, daqui em diante, o tempo seco e o frio arrefecerão a epidemia, uma vez que o vetor da doença, o aedes aegypt, tem dificuldade de reprodução em tais condições. No entanto, o inverno não será infinito e, em breve, estaremos novamente na estação das águas e do calor, quando os milhares de ovos depositados até então eclodirão numa revoada de mosquitos muito maior do que a verificada nestes últimos meses. E a dengue voltará como uma força duas ou três vezes maior. A chance de se ver multiplicar o quadro letal da doença, ou seja, a dengue hemorrágica é altíssima, vez que tal diagnóstico, via de regra, se concretiza em pacientes que já contraíram a doença, pelo menos uma vez, o que engloba centenas de pessoas do município.

INTERVENÇÃO NO MUNICÍPIO JÁ, OU SERÁ TARDE DE MAIS

Diante de tão grave contexto, e pior ainda, diante da inércia, do descaso, da insensibilidade, do desinteresse e da irresponsabilidade com que o governo Prandini tem tratado a Epidemia de Dengue em João Monlevade, não temos outra forma de nos resguardar, senão a de requerer junto aos órgãos competentes a imediata INTERVENÇÃO do Estado de Minas Gerais em nosso Município, a fim de que as autoridades estaduais promovam o adequado combate à Epidemia de Dengue, resguardando a saúde do povo monlevadense, o que o governo Prandini tem se recusado a fazer.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Participe da Enquete na Direita Superior do Blog

Colocação da Semana

(...)É como aquele gestor que acha que apenas Sun Tzu tem todas as respostas para tudo. Nunca teve. Ele sequer foi um dos maiores estrategistas. Qualquer um que ler Cornwell verá que existem modelos melhores de estratégia.(...)


Extraída do Bolg UglyDarkSide (www.jhenriquesjr.com.br/blog/)

E a propósito, recomendo a leitura do clássico “O Príncipe” de Maquiavel. Mas se a política não te agrada e o internauta preferir o mundo das fantasias, recomendo então “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry.

Licenciamento do PT

Ontem, 21 de maio, encaminhei meu pedido de licenciamento do Partido dos Trabalhadores de João Monlevade. Não se trata de desfiliação e sim de uma licença partidária, até o fim do ano. Tenho certeza que os amigos do PT, num futuro próximo, perceberão e entenderão minhas motivações. E tenho certeza ainda que num futuro, igualmente, próximo convergiremos novamente. Sucesso e um abraço a todos.

Procura-se John Nash. Será que ele está na Prefeitura? Acesse www.pitaculo.blogspot.com e participe.

Frase da Semana

Não há como negar: estamos indo de mal a pior.

Extraída do Blog Rapadura (www.mmpassos.blogspot.com)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Comentário do Grande Urso

(...)Em nenhum momento Dr. Lúcio desligou-se dos amigos e aliados ou se preocupou mais em conquistar os inimigos políticos, quando tentou novamente a Prefeitura, nas eleições de15 de novembro de 1988. Afinal, ele sempre se manteve fiel aos seus antigos aliados, e inimigo daqueles que o difamaram quando mudou-se da cidade.(...)

Comentário do jornalista Marchelo Merlo (www.blogdoleunam.wordpress.com) a respeito do artigo "Dr. Lúcio, a história se repete", extraído do Blog Pitáculo(www.pitaculo.blogspot.com).

Settran


Espero que com o novo chefe do Settran, José Eustáquio, o departamento passe a abordar o Transito de Monlevade de maneiras mais efetivas, baseadas na técnica e no conhecimento específico. Porque, o que se viu até o momento foi muito amadorismo, muito improviso e muito achismo e muita falta de bom senso. Veja como exemplo a Linha Azul. Ela nada mais faz do que dificultar o acesso ao centro de quem está nos bairros e vice versa. No entanto quem vem ao centro não vem por mero capricho e sim por necessidade. Como se pode dificultar uma necessidade? A impressão que tenho é que a Linha Azul tem contribuído bastante para embaraçar ainda mais o nosso já tão caótico trânsito. Gostaria que a Prefeitura apresentasse os relatórios técnicos contendo os dados do trânsito, antes e depois da implementação da Linha azul, para apagar minha impressão. Somente através de um resultado positivo da análise comparativa destes dois relatórios é que se pode afirmar que houve melhoras. E se eles não existem é porque a Prefeitura está no caminho errado e a minha impressão, como a de muitos, é a que fica. Transito não é lugar para amadorismos e improvisos. Veja ainda quanto bom senso falta no setor.

Como se não bastasse a falta de espaço nas vias do Município, o Settran agora adquiriu a mania de afunilar as avenidas com tambores amarelos. Imagino que os tambores devem ser para sinalizar alguma coisa. Más estão, efetivamente, dificultando o trânsito. É premissa que a sinalização deve facilitar o trânsito e não o contrário. Além do mais, o uso de tambores para sinalização é amadorismo e não está autorizado pela legislação de trânsito. Mas, as outras cidades os usam. Se eu cair no buraco, você..... E ainda, colocar os tambores quase no meio da rua é falta de bom senso. Se os $ 120.000.000,00 do orçamento da Prefeitura não são suficientes para a aquisição da sinalização adequada, que, pelo menos, se coloque os tambores no canto da avenida.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Manifesto de Pais de Alunos Sobre a Greve dos Professores

Nós, pais de alunos de escolas estaduais de João Monlevade, reconhecemos que a qualidade da educação pública está péssima, falta professores capacitados, o conteúdo não é compatível com os exames exigidos nas provas de vestibular e no ENEM.

A educação pública não é gratuita, nem é um favor, e nem uma caridade. Ela é paga com nossos impostos.
Entretanto, a sociedade parece ignorar esses fatos, pois não reclama da péssima qualidade da educação que lhes é entregue.
A maioria dos professores dá o sangue para a escola, respeitam a sua profissão, mesmo não sendo respeitados pelo sistema e pela sociedade.

Somente quando fazem greve, as autoridades e a população lembram-se da sua existência e da importância dos professores. É neste momento que a sociedade se lembra que o trabalho da categoria é importante.

Se a educação caiu até chegar a esse ponto, a nós somos os principais responsáveis, porque nunca vimos um pai ou mãe de aluno protestando e exigindo das autoridades uma melhoria de um serviço que é pago com seus impostos. Ninguém nunca protestou contra promoção automática, mesmo sabendo que seu filho não está apto a ser promovido para a série seguinte. Nós, pais de alunos e toda a sociedade, sempre nos calamos.

Os professores reclamaram, mas os governantes não deram atenção, pois eles se esqueceram que não dependem só do voto dos professores para se elegerem, mas também do nosso voto. Do voto de alunos maiores de 16 anos de idade, dos pais e do povo em geral.

Mas se nós – povo – nos organizássemos, fazendo passeatas, cobrando dos administradores – vereadores, deputados, prefeitos, governadores, senadores e presidentes – representantes eleitos pelos nossos seus votos, a educação pública teria qualidade.

Mesmo no tempo da ditadura, a sociedade exercia a sua cidadania, ia para as ruas, cobrava as autoridades, lutava e defendia os seus direitos. A educação não era perfeita, mas era bem melhor do que a que atualmente é ministrada.

Serviço público de qualidade é direito, pois pagamos por eles através dos impostos, portanto é nosso dever, cobrar qualidade, como também exigir dos nossos representantes o cumprimento de suas funções, afinal os elegemos para ADMINISTRAR os bens públicos.

A sociedade se sente indignada, mas não protesta quando os parlamentares aumentam os seus salários ou desviam verba Pública. Cabisbaixa a população se cala, finge que não vê, se esquece que é o seu dinheiro que está roubado pelos seus representantes.

Se queremos ver os professores de nossos filhos dentro de sala, temos que lutar, cobrar uma educação de qualidade do governo.

A partir do momento que a educação for valorizada e conduzida da forma que deve ser, o salário do professor será digno, as escolas terão recursos e os estudantes das escolas públicas – nossos filhos, terão acesso às universidades públicas.

Devemos valorizar o dinheiro dos nossos impostos, exigindo uma educação de qualidade.

PARABÉNS PROFESSORES – ensine-nos o que é dignidade, e a fazer valer nossos direitos.

Assinado :

Povo Digno Que Vota.


Extraído do blog Whiskyagogo (www.whiskyagogo.wordpress.com)

Os Efeitos da Educação no Cérebro Humano e suas Consequências


A grosso modo, a evolução das espécies dividiu o cérebro humano em três partes distintas: o Sistema Réptil, o Sistema Límbico e o Neocórtex.
O Sistema Réptil é a estrutura mais primitiva do cérebro humano e como o próprio nome sugere é, praticamente, idêntica aos cérebros de animais primordiais como os reptilianos, por exemplo. Esta região cerebral está relacionada com funções básicas da vida, voltadas à autopreservação. É nela que nascem os mecanismos de agressão, de comportamento instintivo e os comandos que possibilitam algumas ações involuntárias, além do controle das funções cardíaca, pulmonar, intestinal e etc, indispensáveis à preservação da vida.
O Sistema Límbico é onde as inúmeras emoções são processadas: amor, raiva, inveja, orgulho, ciúme, prazer, aversão, desprazer e várias outras. Todas estas emoções caracterizam-se como um conjunto de ferramentas evolutivas destinadas a firmar o indivíduo, dentro de um grupo social. Assim, o Sistema Límbico é bastante desenvolvido nos cérebros de animais que vivem em grandes grupos sociais, como é o caso do Homem, de vários primatas, de lobos, cães e etc. (obs. o cão é considerado o melhor amigo do Homem, porque possui um sistema límbico muito semelhante ao nosso, o que permite uma fácil interação entre essas duas espécies.)
O Neocótex é uma estrutura apenas encontrada, expressivamente, no cérebro humano. É nela, onde são processados o pensamento, a racionalidade e a consciência humana.
Estas três regiões do cérebro humano possuem condições de funcionamento, igualmente, distintas e é isto que nos interessa aqui. Para que o Sistema Réptil funcione, basta que o indivíduo esteja vivo e gozando de boa saúde. Da mesma forma, para que o Sistema Límbico funcione, basta que o indivíduo esteja vivo, com boa saúde e inserido num grupo social.
Já o Neocórtex , este necessita que o sujeito passe por um longo processo cognitivo, que deve ocorrer, preferencialmente, na infância do indivíduo, para que funcione com capacidade de operar a razão humana. E é, justamente, aí que entra a educação. Como se vê, o que distingue o homem dos animais não é a capacidade de se emocionar, porquanto animais que possuem o Sistema Límbico desenvolvido, como cães, lobos e macacos também possuem tal capacidade. O que, na verdade, distingue o homem dos animais é sua potencial capacidade de operar a razão humana. Digo potencial porque a capacidade de raciocinar não nasce com o indivíduo humano e sim é adquirida a partir de processos de cognição e de aprendizado. Ou seja, a capacidade do indivíduo de agir racionalmente depende, diretamente, da educação a que foi submetido. Estou falando de educação de qualidade, de uma educação que crie conceitos filosóficos na mente das pessoas, de uma educação que solidifique a verdade universal no pensamento dos indivíduos, uma educação que produza cidadãos preparados para os desafios do século da informação e do conhecimento. Ou seja, uma educação de qualidade que prepare o indivíduo para os desafios da vida cívica. Assim, quanto melhor for a educação, mais racional será a pessoa. Não estou aqui desprezando as emoções. Elas são elementos indissociáveis do espírito humano. No entanto, como há bons sentimentos como o amor, a fraternidade e a felicidade, raros hoje em dia, também existem os maus como a inveja, o ciúme e a raiva. Sentimentos como o amor, a fraternidade, e saudade são maravilhosos. Mas neste tempos de competição exacerbada, estão cada dia mais em desuso. Ocorre, então, que pessoas que não foram submetidas a uma educação de qualidade não adquirem a tão distinta e necessária capacidade de operar a razão humana, ou se adquirem, o fazem de forma muito limitada e, assim, quando se deparam com algum problema ou desafio, mesmo que mais cotidiano, não possuem alternativa, senão a de utilizar as armas e ferramentas disponíveis no sistema Límbico e no Réptil, já que não foram educadas ou não passaram por um processo cognitivo, que lhes permitisse um Neocórtex funcional. E é, justamente, nesta situação, que ocorrem as brigas, a confusão (inversão de valores: quem está certo passa a estar errado e vice e versa), as injustiças, o pré-conceito, a violência, o crime passional, (obs. O Brasil é o país com o maior índice de crimes passionais no mundo), ou seja, tudo aquilo que sentimentos como raiva, ira, inveja, ciúme, orgulho, vaidade, aversão e etc podem produzir. Quem lida com atendimento ao público vê isto, frequentemente. Experimentar tais sentimentos é normal. O que não se deve é agir com base neles. E isso só um Neocórtex condicionado à operar a razão humana pode evitar. Um país civilizado, justo e igualitário se constrói a partir de pessoas racionais. Nenhum país que se tornou desenvolvido, chegou lá sem investir maciçamente em educação de qualidade. É o passo que nos falta rumo ao desenvolvimento definitivo. Basta analisar a causa da estrondosa quantidade de mortes que ocorrem em nosso trânsito, na impunidade da violência urbana, nos crimes passionais, na ignorância, na miséria e etc para se concluir que devemos buscar um modelo mais racional de sociedade. E é este o papel da educação. Não há outro caminho.


PS- sei que existem pessoas que nunca estudaram ou estudaram pouco e mesmo assim possuem capacidade de operar a razão humana. No entanto, elas são exceções à regra. O meio mais eficiente e garantido de se criar um ambiente mais racionalmente é através da educação universal de qualidade.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Educação: Dr. Louis Ensch Deve Estar se Debatendo no Túmulo


Foto: Blog Resistindo (www.resistindo2009.blogspot.com)

Errar todo mundo erra. Mas não vejo a má ortografia desta placa de sinalização como simples erro. Vejo sim como um fato simbólico e irônico. É o símbolo do que vem à diante, como conseqüência da interrupção de mais de cinco anos de sucessivos aumentos de investimentos no Setor da Educação municipal, perpetrada no Orçamento do governo do Doutor Gustavo Prandini. Irônico porque é um fato que afeta a própria administração, já que foi dela, mesmo que por omissão, a origem da cacografia. A impressão que fica é a de que o feitiço virou-se contra o feiticeiro. Se queriam criar uma cidade de analfabetos, estão conseguindo. Como pôde alguém que pregou a mudança, na primeira oportunidade que teve, diminuir os investimentos em Educação? Louis Ensch, este sim doutor letrado, amante do conhecimento, deve estar se debatendo no túmulo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Jogo dos Sete Erros: Capela Santa Quitéria, Catas Altas/MG





Definitivamente, não se trata de algum recurso de fotoshop. Essas fotos foram tiradas em frente da Capela de Santa Quitéria, em Catas Altas, tendo como primeiro plano uma maquete inspirada na própria capela. Veja mais no link.

Política Familiar de Prandini

A Prefeitura de João Monlevade conta com a mais nova e primeira secretária de meio ambiente de sua história, Laura Araújo. Considerando o conteúdo temático do PV, a secretaria de meio ambiente caracteriza verdadeiro carro chefe do governo ou, pelo menos, deveria. E mais uma vez, uma secretária é designada à revelia do Partido Verde. Nem mesmo apresentada ao partido a secretária foi. E olha que se trata de meio ambiente, principal bandeira do PV. Laura Araújo é neta de Rafael Barçante, marido da mãe da primeira dama, Daniela Machado. Como se vê, Prandini acaba de enterrar de vez a política partidária, reforçando uma das marcas de seu governo: a política familiar.

Governo e Usina: Prestígio em Baixa

Na semana passada ocorreu um fato bastante emblemático e que demonstra o baixo prestígio que a o governo Prandini tem com a Usina. Estou falando da entrega do prédio do PA para a Polícia Militar. O tal prédio é de propriedade da usina e estava cedido à prefeitura em regime de comodato. Com a transferência do PA para o andar térreo do Santa Madalena, a Usina foi logo repassando o direito de uso de sua propriedade à Polícia Militar e nem quis saber se o governo pretendia ou tinha interesse em dar outra destinação ao prédio. Apenas deu trinta dias para a desocupação final do PA.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Martino Taxa Ex-pevistas de Moscas Verdes

O assessor de comunicação da Prefeitura, Marcos Martino, taxou em seu blog (www.cenariosbomdia.blogspot.com), os ex-pevistas e ex-aliados de Prandini de moscas verdes. É, simplesmente, lamentável saber que o assessor de comunicação assumiu o equivocado e triste papel de atacar aqueles sem os quais ele próprio não teria assumido o cargo que ocupa na administração. Sem guerreiros não se vence eleição, meu caro. E sem eleição não há assessoria de comunicação. Não é papel de assessor de comunicação defender ou atacar quem quer que seja, muito menos em blogs. Assessor de comunicação é para comunicar. Assuma seu cargo, Martino. Afinal, o seu salarão vem do dinheiro de nossos impostos.

Comentação

Houve comentário no Blog de que “somente pevistas estriam sendo exonerados, não havendo a exoneração de petistas”. Gostaria de relembrar que no ano passado houve a exoneração de inúmeros petistas, sob alegação de falta de receita advinda do momento de crise financeira vivida pelo mundo. Na verdade, houve sim falta de planejamento, já que, apesar da crise, a gastança do governo com festas e outras trivialidades foi notória. Houve também a promessa de que os petistas dispensados seriam readmitidos, o que não tem acontecido. O que se vê são contratações de toda sorte e não a de petistas. Onde está o petista Bastieri na defesa dos interesses de seu partido?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Comentário do Blog Pitáculo

Li, hoje, um comentário no Blog Pitáculo, que parece ser do Grande Melo e que achei bastante interessante. Peço licença ao Werton para comentá-lo. O que li foi o texto seguinte:

Olá meu caro Werton, conterrâneo da velha Vila, a mais querida do Brasil. Sobre o caso "Breno Fraga", já dei a minha opinião em meu Blog, na semana passada. Lógico que vocês, que fizeram parte da linha de frente do time que venceu as eleições em 2008. Viveram os bastidores.
Mas, sinceramente, está havendo um certo amadorismo da administração e uma infantilidade por parte de alguns hoje "ex-pevistas". É fácil sair metendo o cassete depois de deixar o barco. Mas a discussão é entre vocês. Esse revanchismo agora em nível interno, de dentro para fora, só prejudica a cidade pois está se criando uma crise administrativa que pode ser muito ruím.
Cara, sou monlevadense e torço por Monlevade. Deveriam rever certos conceitos.
Sabe, não gosto do PT de Monlevade. Mas seus militantes têm uma vantagem sobre vocês, pevistas: afundando ou não, eles continuam no barco.
Saudações vilatanquenses!


Poi bem, concordo que está havendo certo amadorismo da administração. Aliás, “amadorismo” é eufemismo, diante de tudo que tem ocorrido. Também concordo que tem havido - eu diria - certa precipitação por parte de alguns ex-pevistas. Tudo tem sua forma e seu momento. Observo também essa diferença apontada entre o PT e o PV. Ocorre que tal comparação é, completamente, descabida. Seria como comparar banana com abacaxi, apesar dos dois serem frutas. O PT é coeso porque funciona, realmente, como um partido político. No PT, qualquer filiado que se interesse tem acesso às informações relevantes. Qualquer filiado tem o direito de manifestar seu pensamento e, até mesmo, de divergir. As decisões políticas são tomadas de forma colegiada e etc. No PV, as coisas são muito diferentes. No período em que fui filiado ao PV, de 2004 à 2009, os únicos que tinham acesso à informação eram Emerson e Prandini. O partido só tomava conhecimento dos fatos relevantes através da imprensa. O partido fez de tudo: plantou árvore em nascente, fez seminário, fez jornal, mas, aquilo que é da essência de uma agremiação partidária nunca fez. Nos anos que estive no PV, o partido nunca se reuniu para deliberar qualquer questão política relevante. Tudo era decidido por Emerson e aceito, incondicionalmente, por Prandini. E agente era bombardeado com desculpas do tipo: não deu tempo, não temos secretária, não deu pra ligar e etc. Assim, não há quem permaneça no partido. Como envolver o nome numa coisa em que não se participa, verdadeiramente? Para quem duvida do que estou afirmando, basta dar uma olhadinha no livro de atas do PV. Nele não está averbada nenhuma ata, na qual se tenha deliberado qualquer decisão política relevante, com exceção apenas daquelas exigidas pela Justiça Eleitoral. Foi por isso que fui o primeiro a deixar o governo. Eu já conhecia o modelo dos dois, aquilo que chamo de Pacto Umbilical, e tinha, como ainda tenho, a certeza que tal modelo vai assim até o final. O último a sair que apague a luz.

Mírame Mucho: Recordar é Viver

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Modelo de Governo Inoperante

Várias são as causas da notória inoperância do governo Prandini e três delas podem ser enumeradas, em ordem de relevância, conforme se segue:

1- a opção que o prefeito fez de não assumir a liderança, própria do cargo que ocupa, delegando a administração do Município à seu assessor de governo abriu um vácuo político enorme. Na política, quem não ocupa seu espaço o perde para outro. Assim, o espaço deixado por Prandini é, naturalmente, fragmentado, disputado e ocupado por outras pessoas de dentro do próprio governo, criando aquela situação, em que todo mundo quer mandar, ninguém se entende e ninguém obedece.

2- como não investiu, de fato, no papel de líder, não restou ao prefeito senão adotar a política do “vai para o olho da rua”, numa tentativa de demonstrar que é ele que está à frente do governo, já que quem demite e admite demonstra poder. Ocorre que essa política de demissões sistemáticas tem criado um ambiente de completa instabilidade política na administração e de grande insegurança entre os funcionários comissionados, repercutindo, diretamente em seus rendimentos e prejudicando os serviços público.

3- Como já disse, em outras ocasiões, que um dos pilares do Pacto Umbilical (modelo de governo em que Emerson Duarte, exclusivamente, toma as decisões de governo e Prandini, automaticamente, assina em baixo) é afastar do governo as pessoas comprometidas com o projeto político original de Prandini, com o pretexto de se criar um corpo administrativo, supostamente, técnico. E por quê ? Ora, porque o Pacto Umbilical é um modelo que não comporta preceitos políticos. Não existe política de dois indivíduos apenas. Assim, aquelas pessoas que se engajaram em torno do projeto político que convenceu o eleitor monlevadense a escolher Prandini, são substituídas por outras, supostamente, técnicas, que nada conhecem do projeto que elegeu o atual prefeito, e por isso não podem executá-lo. Não se faz aquilo que não se sabe.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Luto Oficial

Estou consternado com a morte de Dona Marietinha. Nunca vou esquecer sua bondade e sua ternura. A imagem daquela senhora amável, usando sempre paletó e saiA até os tornozelos nunca se apagará da minha mente. Lamento, profundamente, que uma pessoa tão doce tenha morrido, violentamente, vítima do trânsito monlevadense. O prefeito Gustavo Prandini então decretou luto oficial de três dias: medida mais que justa. Mas esqueceu-se de seguir o protocolo. Será que nem em última homenagem aos cidadãos desta cidade o governo acerta? Luto oficial demanda bandeiras a meio mastro. Passei, hoje, pelo paço municipal e as bandeiras estavam hasteadas como se fosse 7 de setembro. Que luto é esse? Que falta de respeito! Faltou só soltar foguete!


Foto da Prefeitura, hoje, 11/05/2010

Prosa Monlevadense


Bom dia, compadre!

- Bom dia!

Como é que vai sua Dengue?

-A minha ta indo. E a do compadre?

A minha também lá vai. Mas a dona Maria... ta braba.

-É mesmo, compadre? Diz que o único que não pegou a tal da Dengue foi o Prandini.

Justamente, compadre. Diz que o danado do mosquito só avua de dia. E o Prandini fica o dia inteirinho fechado num tal de ar-condicionado do gabinete, que nem o malvado do mosquito, que é ligeiro que nem onça, consegue entrar lá.

-Diz que é o gabinete anti-dengue, né compadre?

Mas não é possível, compadre! Esse mosquito só pode ta de Denge, também.

-Cê besta, compadre. Mosquito num pega Dengue não...só o povo.

Mais Um Verde Construtor * Deixa o Governo

O economista Vaender Pessoa Castro pediu, ontem, ao prefeito Gustavo Prandini exoneração do cargo que ocupava na atual administração. Vaender foi mais um entre os quais acreditaram em Prandini, mesmo quando ele não passava de um pretenso político.
Participou, ativamente, das preparações para o lançamento da candidatura do prefeito, apoiando-o, dos três anos antes das eleições até a vitória nas urnas.

* Verdes Construtores são designados todos aqueles que colaboraram, fundamentalmente, na construção da eleição de Prandini.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

10 de Maio: O Dia do Perdão

Sinceramente, peço desculpas ao povo de João Monlevade por ter contribuído para a eleição de Gustavo Prandini. Estou arrependido. Confesso que errei. Desculpem-me aqueles para quem pedi o voto, sob o argumento e a promessa de mudança, de prosperidade, de avanço e de desenvolvimento. Desculpem minha ingenuidade, quando chamei à lide judicial os inúmeros atores do processo eleitoral. Desculpem-me a rádio, os jornais,o instituto, as coligações e os candidatos que levei à batalha jurídica, na defesa daquilo que acreditava ser o melhor para o Município. Foi tudo em vão. Ingenuidade pura! Perdoem-me. Não fiz por mal. Muito pelo contrário, acreditei que seria o bem. E como todos, fui vítima do engodo eleitoreiro, do engano político. Perdoe-me o povo de João Monlevade. Que Deus tenha piedade de nossas almas!

domingo, 9 de maio de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: Antônio Francisco Lisboa, O Mestre Aleijadinho


Antônio Francisco Lisboa, o Mestre Aleijadinho, nasceu em Vila Rica, por volta de 1730, filho de um famoso arquiteto português, Manoel Francisco Lisboa, e de uma sua escrava Isabel. Cresceu no ambiente da oficina do pai, onde aprendeu desenho, arquitetura, ornamento, escultura e entalhe. Aprendeu também a ler e a escrever, adquiriu noções de música e de latim. Com saúde plena e sem problemas físicos até seus 47 anos de idade, era um mulato baixo e meio gordo, de forte personalidade, profunda sensibilidade e muito perseverante. Com o seu trabalho ganhou bom dinheiro, mas também gastou muito, numa vida que, por diversos anos, foi repleta de excessos e de muita boemia.
Na Europa, Aleijadinho é considerado a reincarnação mulata Michelangelo, talvez, o maior artista da história da humanidade. Em todo o continente americano não há arte plástica que se compare ao esplendor da obra de Mestre Alejadinho, quem não por menos também ostenta o título de Patrono das Artes Nacionais. Nas Minas Gerais, Aleijadinho reinventou o barroco europeu, imprimindo-lhe elementos originais, constitutivos das matrizes étnicas brasileiras: a portuguesa, a africana e a indígena. Sua marca indelével está no Rococó, estilo artístico surgido na França e que, em Minas Gerais, antecedeu o Neo-Clássico 
Toda sua obra foi realizada em Minas, especialmente, nas cidades de Ouro Preto, Sabará, São João del-Rei, Tiradentes e Congonhas do Campo. Realizou também importantes feitos, em Mariana, Nova Lima, Caeté, Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais. Entre suas inúmeras obras, as mais expressivas são a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, constituída esta última pela mais completa série de profetas da iconografia cristã ocidental.

Igreja São Francisco de Assis, Ouro Preto/MG


Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Congonhas/MG

O apelido que o celebrizou veio de uma misteriosa enfermidade, contraida por volta de 1777, que, aos poucos, o foi deformando o corpo, os menbros e as feições. Uns a apontam como sífilis, outros como tromboangeíte obliterante ou ulceração gangrenosa das mãos e dos pés. 
Uma exumação recente e exames realizados em sua ossada sugeriram que Aleijadinho sofria de hanseníase associada a porfiria, esta última uma rara doença metabólica ocasionada pelo excesso de ferro no organismo, que, em algumas de suas manifestações, se assemelha à lepra. A porfiria atinge com mais freqüência os alcoolistas, cujo metabolismo hepático, em geral deficiente, propicia o acúmulo de ferro no fígado. Propensões genéticas e também a água de Ouro Preto, rica em sais ferrosos, também pode ter contribuído para o aparecimento da doença. Junto à casa de Aleijadinho havia um chafariz de alto teor de ferro, que ainda hoje é conhecido como Chafariz da Água Férrea. 
Há outros aspectos da vida do Mestre Barroco que apontam para o quadro da porfiria. Um deles é bastante significativo: Aleijadinho tinha o costume de trabalhar protegido por um toldo, mesmo quando esculpia dentro das Igrejas. Vestia um capote longo, de golas altas, e chapéu de abas largas. Também evitava sair à noite, preferindo trabalhar de madrugada, voltando para casa antes de o sol raiar. Uma das manifestações características da porfiria é a fotossensibilidade intensa, ocasionada pelo excesso de produção de porfirinas. E é, justamente, nas áreas expostas à luz solar é que surgem as ulcerações da pele, as quais evoluem para graves lesões nas extremidades, especialmente, nariz, orelhas e dedos, com possibilidade de perda de tecidos e mutilações. Antônio Francisco Lisboa foi progressivamente afetado pela porfiria e se afastou da sociedade, relacionando-se apenas com dois escravos e ajudantes. Nos dois últimos anos de vida se viu, inteiramente, cego e impossibilitado de trabalhar. Morreu em 18 de novembro de 1814, na casa de sua nora, no Bairro de Antônio Dias, na mesma Vila Rica onde nascera, deixando um legado artístico magnífico e incomparável.

Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfiência

ROMANCE VIII OU
DO CHICO-REI

TIGRE está rugindo
nas praias do mar.
Vamos cavar a terra, povo,
entrar pelas águas:
O Rei pede mais ouro, sempre,
para Portugal.

O trono é de lua,
de estrela e de sol.
Vamos abrir a lama, povo,
remexer cascalho,
guarda na carapinha, negra,
o véu do ouro em pó!

Muito longe, em Luanda,
era bom viver.
Bate a enxada comigo, povo,
desce pelas grotas!
- Lá na banda em que corre o Congo
eu também fui Rei.

Toda a terra é mina:
O ouro se abre em flor...
Já está livre o meu filho, povo,
- vinde libertar-nos,
que éreis, meu Príncipe, cativo,
e ora forro sois!

Mais ouro, mais ouro,
ainda vêm buscar.
Dobra a cabeça, e espera, povo,
que este cativeiro
já nos escorrega dos ombros,
já não pesa mais!

Olha a festa armada:
é vermelha e azul.
Canta e dança agora, meu povo,
livres somos todos!
Louvada a Virgem do Rosário,
vestida de luz.

Tigre está rugindo
nas praias do mar...
Hoje, os brancos também, meu povo,
são tristes cativos!
Virgem do Rosário, deixai-nos
descansar em paz.

(vide no campo "História das Minas de Ouro e Diamante" a postagem: Chico Rei, o Rei do Congo no Brasil)

sábado, 8 de maio de 2010

Ego Massageado: Comentário de Um Leitor

Caro Fernando,gosto demais das suas colocações
e acredito que você deveria estudar Ciência Política e seria um grande analista com futuro não só regional.
Vejo as suas críticas como as de alguém que quer o melhor para nossa cidade e sinto certa frustração da sua parte por ter ajudado um projeto político que não está dando nem vai dar certo devido a imaturidade da Liderança e a vaidade exacerbada de quem de fato manda no governo.Na minha visão a próxima fatura política já está garantida para o Carlos Moreira apesar que considero que o Lucien,pela postura,inteligência,capacidade administrativa e visão de futuro o melhor para Monlevade.É uma pena que ele já demonstrou seu desinteresse pelo cargo.Também seria louco porque teria muito mais a perder do que ganhar.
Vejo sua luta como salutar mas duvido que esse grupo ouça alguém pois eles estão em processo de fascinação e nesta situação as pessoas só ouvem as que as agradam em suas ilusões.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Breno Fraga

Li, hoje, a matéria do Jornal A Notícia com a manchete “Pevista demitido da Prefeitura desabafa: “Governo de Moleques” e confesso que há razão em, praticamente, tudo que foi dito pelo Breno Fraga. Aqueles que, em outros blogs, têm taxado o Breno de amigo da onça ou traidor deveriam ser mais cautelosos, procurando conhecer e entender as motivações do ex-pevista, antes de proferir acusações injustas. Fogo se combate com fogo, principalmente, em se tratando da arena política. As atitudes tomadas pelo ex-funcinário da prefeitura, após ser exonerado, nada mais são do que as conseqüências dos atos daquele que empenhou sua palavra e não cumpriu. Daquele que se colocou na posição de líder e delegou o governo a outro. Daquele que disse que governaria com o PV e se isolou no gabinete. Daquele que disse que seria justo e afastou os companheiros de luta. Daquele que disse que mudaria o que tivesse de mudar e institui um governo reacionário e conservador. Daquele que abriu mão da lucidez para abraçar um mundo de fantasias e sofismas.
O prefeito deve entender que as pessoas que se reuniram em sua volta, quando ele não passava de um político com o histórico de duas derrotas eleitorais, eram pessoas conscientes, politicamente, motivadas por um novo projeto político para Monlevade, em que cada qual tivesse seu papel. Subtrair dos apoiadores, sem os quais não haveria a vitória nas urnas, a chance de participar, efetivamente, do governo, nas mais variadas formas comportadas por um projeto político aberto, baseado no companheirismo, na amizade, no respeito e na justiça constitui a verdadeira origem daquilo que é chamado, equivocadamente, de traição.
Por fim, cito o grande físico Isaac Newton: a cada ação corresponde uma reação.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vice-Presidente do PV Pede Desfiliação Partidária


O Professor Werton, até então, Vice-presidente do Partido Verde de João Monlevade, acaba de apresentar seu pedido de desfiliação daquela agremiação partidária ao presidente da sigla, o prefeito Gustavo Prandini. Werton foi um dos filiados fundadores do partido em João Monlevade e um dos principais colaboradores de Prandini, ao longo destes últimos anos. Apoiou o atual prefeito na organização do partido e em suas candidaturas para vereador, para deputado federal e, principalmente, para prefeito. Werton deixa o PV e, consequentemente, o cargo de Vice-Presidente do partido, claramente, inconformado com o estilo de governo contra-partidário, hermético, ineficiente e injusto, instituído por Prandini na Prefeitura.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Prandini 's Bar

Imagine que você estabelece um bar com a promessa de um ambiente muito agradável, música ao vivo de qualidade, funcionários educados e prestativos, cerveja bem gelada e um menu de tira-gostos, realmente, gastronômico. A inauguração é um sucesso! A casa fica lotada e seu bar se torna, proverbialmente, afamado na cidade. Então, passados alguns meses, seu bar começa a se esvaziar, funcionários pedem demissão, outros são despedidos, o tira-gosto azeda, a cerveja choca e o movimento cai, vertiginosamente. O que você faria? Procuraria encontrar a razão do, então, insucesso do empreendimento ou permaneceria inerte até o bar quebrar e fechar as suas portas, definitivamente?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Moreira Condenado a Ressarcir os Cofres Públicos

No último dia 22, a Juíza Paula Murça, titular da 1ª Vara Cível da Comarca de João Monlevade, condenou o ex-prefeito Carlos Moreira a ressarcir os cofres público do valor correspondente a gastos ilegais da Prefeitura com publicação oficial, realizados em seu primeiro mandato, em 2004. A Ação Popular foi ajuizada por este blogueiro e pelo amigo Cristiano Mata, sustentando que Moreira, na condição de prefeito, havia publicado na imprensa local, matéria paga pelo erário, contendo conteúdo publicitário pessoal, o que é proibido pela Constituição da República. O valor a ser devolvido aos cofres públicos ainda será apurado em fase de liquidação de sentença.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Monlevade: 46 Anos

Sem duvida alguma, Monlevade é mesmo uma cidade incomparável. Cercada por belíssimas montanhas e por expressivas remanescências de Mata Atlântica, a cidade, apesar do caótico frenesi urbano do centro, ainda conserva um ar interiorano que nos permite contemplar o nascer da lua entre as montanhas.
O município possui altíssimo potencial econômico e está prestes a viver um fato, economicamente, tão histórico quanto a instalação da Forja Catalã, em 1827 ou a decisão do engenheiro Louis Ensch de não fechar a siderúrgica Belgo Mineira e de, sim, investir em seu desenvolvimento, em 1930. Estou falando da duplicação da Usina.

Desafios para o Futuro

O maior desafio que Monlevade enfrentará nos próximos 40 meses será a duplicação da Usina. As obras da duplicação atrairão um contingente enorme trabalhadores e o município deve estar preparado pra isso. Haverá especulação de toda sorte, inflacionando preço de alugueis, serviços, gêneros alimentícios, combustíveis e etc. Naturalmente, haverá também um aumento considerável pela demanda de serviços públicos tais como saúde, segurança pública, transporte coletivo, abastecimento de água e recolhimento do lixo.

Usina e Município: Boa Dupla para a Duplicação

A Municipalidade (o que inclui a Câmara) deve se sentar com a direção da Usina para, juntas, planejarem e projetarem as demandas que desafiarão toda a cidade, quando da duplicação. Não há como a Prefeitura atravessar o período da duplicação sem que a Siderúrgica arque como boa parte do ônus social que tal processo imporá ao Município. É hora de haver parcerias mais substanciais entre a Usina e a Municipalidade. É uma ótima oportunidade de se colocar um fim àquele modelo arcaico de subserviência que tem imperado em todos os setores de Monlevade em relação à Usina e de se iniciar uma nova era de responsabilidade social, em que a Arcelor Mittal assuma mais obrigações para com o povo de Monlevade. Afinal de contas é através das mãos de nosso povo e das riquezas de nossa terra que é fundido o aço. Precisamos da Usina tanto quanto ela precisa de nós.