Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

domingo, 31 de outubro de 2010

Poluição Visual ao Quadrado


Como se já não bastasse o forte e negativo impacto visual gerado pela variada gama de elementos de publicidade presentes por todo o ambiente urbano monlevadense, o descaso com o estado de conservação dos imensos estandartes publicitários instalados na Avenida Gentil Bicalho tem maximizado, exponencialmente, a situação de desconforto visual verificada no centro da cidade. Alguns deles estão rasgados, em frangalhos, com lonas dependuras sobre a via, afrontando a legislação municipal pertinente e desafiando o setor de fiscalização da Prefeitura pevista. A impressão de quem passa por aquela avenida é de uma cidade onde impera o desleixo administrativo e o desmazelo urbano.

Maravilha da Engenhosidade Humana

video

Perspectiva Planetária

sábado, 30 de outubro de 2010

Aquarius


When the moon is in the seventh house
And jupiter aligns with mars
The peace will guide the planets and love will steer the stars

This is the dawning of the age of aquarius
The age of aquarius

Aquarius
Aquarius

Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golden living dreams of visions
Mystic crystals revelations
And the minds true liberation

Aquarius
Aquarius

When the moon is in the seventh house
And jupiter aligns with mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars

This is the dawning of the age of aquarius
The age of aquarius

Aquarius
Aquarius

"É o Bicho" Comenta a Função Social dos Terrenos Públicos

Caro, Fernando, estive afastado e ainda considero que nao posso, inteiramente e com frequência , estar comentando suas ideias,principalmente as políticas que acho muito pertinente, porque estou debruçado sobre um trabalho de pesquisa para defesa de minha dissertação, porém nao poderia deixar de comentar a matéria acima que acho de grande relevância por se tratar da coisa de todos, terra.Posso estar enganado e se estiver, peço que me corrija, pois passei o olho na Carta Magna e sobre o assunto achei o seguinte:A Carta Magna consagra em seu artigo 5º direitos e deveres tanto individuais quanto coletivos. O inciso XXIII do retromencionado artigo, prevê que "a propriedade atenderá a sua função social". Mais do que simples norma programática, a função social da propriedade constitui-se em princípio nuclear do texto constitucional vigente. Ademais, podemos mencionar os artigos 170, inciso III, e 182, § 2º, que condicionam o direito de usar, gozar e dispor da propriedade à função social, ou seja, à uma finalidade pública e não meramente privada. Há, também, o artigo 182 que remete à função social da propriedade rural, condicionando-a ao aproveitamento racional e adequado. O interesse público é, portanto, a finalidade única da Administração Pública. Em decorrência deste fato, todo ato de gestão deve visar ao interesse público imediato ou mediato, sob pena de anulação, por via judicial ou administrativa. Cabe mencionar as palavras do douto Ministro Nelson Jobim sobre o tema: "Observe-se que todos os atos a envolverem a administração e os serviços públicos dizem respeito diretamente à coletividade e, em conseqüência, há o interesse público a regê-los". E parece que nada disso, acima citado, foi observado antes da agora revogada ideia tresloucada do nosso prefeito principiante.MAis uma vez volto a pedir, estando eu errado,corrija-me, por favor!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Prandini Volta Atrás nas Vendas dos Terrenos Públicos

Acabo de ler no Blog Piolho de Cobra que o governo Prandini recuou na sua intenção de vender os sete terrenos públicos, como havia se anunciado. O gabinete acertou neste recuo. Vender imóveis do povo numa tentativa desesperada de se reconquistar a capacidade de investimento da Prefeitura, capacidade esta destruída pela própria irresponsabilidade financeira da atual administração configuraria mais um erro histórico da gestão prandinista. Mas, tal decisão, mesmo que acertada, reforça uma característica que tem marcado as ações governamentais de Prandini: o vai e vem. A falta de habilidade e de sensibilidade político-administrativa tem levado o governo a, recorrentemente, anunciar medidas e, depois, voltar atrás, o que tem contribuído ainda mais com a inércia e o marasmo que engessam a gestão pevista.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Depois de Quebrar a Prefeitura, Prandini Pretende Faturar com a Venda do Patrimônio do Povo

O prefeito Gustavo Prandini enviou para a Câmara um projeto de lei, visando a alienação de 7 áreas públicas do Município. Segundo justificativa do chefe do Executivo, o valor apurado com a venda do patrimônio público seria empregado na realização de obras no Município. Sinceramente, eta é a proposta mais absurda do atual governo até o momento, principalmente, em se considerando seu vergonhoso histórico financeiro. Os terrenos pertencentes à municipalidade devem ser encarados como uma espécie de reserva imobiliária estratégica, destinada a instalação de novas repartições públicas, conforme o crescimento da cidade as demande. Se Prandini pretendia investir na cidade deveria ter assumido uma postura de austeridade financeira que lhe permitisse tal pretensão. Más, ao contrário, optou por uma prodigalidade, nunca vista antes neste Município, que, praticamente, quebrou a Prefeitura, impondo conseqüências negativíssimas sentidas por toda a comunidade monlevadense. Permitir a dilapidação do patrimônio público, sob o pretexto de investimento em obras, numa já comprovada conjuntura irresponsabilidade financeira, é convalidar e premiar o mau administrador. A questão, agora, está nas mãos dos vereadores. Aquele que aprovar tal barbaridade será lembrado como o vereador que se uniu ao prefeito pródigo no mais vergonhoso ato de ataque e esfacelamento do patrimônio do povo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Crescimento Econômico Descontrolado: Faca de Dois Gumes

Nos últimos meses, Monlevade tem apresentado indicadores de forte crescimento econômico. São empreendimentos imobiliários pipocando por várias regiões da cidade, novas lojas de comércio, novas revendas e concessionárias de veículos e etc. No entanto, parecemos estar diante de uma faca de dois gumes.Ou seja, o festejado crescimento de hoje pode representar a estagnação econômica de amanhã . A notória e incompreensível falta de interesse/sensibilidade da Administração Prandini para com o desenvolvimento econômico do município, certamente, comprometerá seu potencial de crescimento, futuramente. É imprescindível que o atual governo deixe de ser revel neste processo e passe a atuar nos setores econômicos, protagonizando, racionalmente, o crescimento da cidade. Sabemos que a atual situação financeira da prefeitura – fruto da irresponsabilidade e do gasto desenfrenhado de alguns - não permitirá a instalação da infra-estrutura pública mínima necessária a acolher os novos investimento na cidade e a perenizar a atual conjuntura de crescimento. Más, pelo menos, planejamento e regulamentação é um dever do governo, neste momento. Do contrário, chegará um momento, em que, dos efeitos do descontrolado crescimento de hoje e da falta de atuação do poder público municipal, emergirá um custo tão alto para a sociedade monlevadense que embaraçará as perspectivas de crescimento futuro.

Mais Planejamento e Menos Linha Azul

A cidade de João Monlevade tem se tornado um forte mercado de veículos automotores. Nos últimos 24 meses foram inauguradas ou re-inauguradas várias lojas de revenda de motocicletas e automóveis, de variadas marcas. Isso significa um aumento significativo de veículos nas ruas do Município, que já vive dias caóticos, quanto ao tema “mobilidade urbana”. Passou da hora do atual governo encarar o trânsito como uma prioridade administrativa de fato, deixando de lado o inaceitável achismo que culminou com a inócua Linha Azul, passando a planejar mais e a improvisar menos. E o tema transporte coletivo não pode ficar de fora das discussões. Aliás, enquanto não tivermos um transporte público que, por sua qualidade e preço baixo, encoraje o cidadão a deixar seu carro em casa, a situação só se agravará.

O Bendito Crosswalk


O bendito crosswalk instalado em frente à Associação dos Aposentados está transformando aquele ponto da Avenida Getúlio Vargas numa grande Lagoa, ao sinal da menor chuva. Misto de quebra-molas e faixa de pedestre, os crosswalks foram idealizados pelo então chefe do SETTRAN, José Jaime, e instalados num total de quatro, cidade a fora, sem que houvesse uma campanha educativa entre pedestres e motoristas, conscientizando sobre o correto uso da nova versão da, comumente, desrespeitada faixa de pedestre. Assim, para a grande maioria, os crosswalks não passaram de quebra molas. Agora, além de não servirem à função para que foram concebidos, um deles está represando a água da chuva, em plena via, prejudicando ainda mais o já caótico trânsito da cidade. É como diz o ditado: muito ajuda quem não atrapalha.

PS: Será que alguém do governo conhece o conceito de “drenagem pluvial”?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quebra Quebra no Clube da Cerveja

O absurdo e violento episodio ocorrido no Clube da Cerveja é cada dia mais comum entre a juventude monlevadense e brasileira. Estamos vivendo um tempo de inacreditável esvaziamento de valores. Até a década de trinta, a Igreja funcionou, bem ou mal, como a autoridade moral nacional, de onde se emanavam os valores deonticos que norteavam as relações sociais. Ou seja, a Igreja era a grande mídia que estabelecia o padrão de comportamento a ser considerado ético, socialmente. Entre os anos 30 e o final da década dos 80, o iluminismo tupiniquim enfraqueceu o poder da Igreja e o avanço tecnológico trouxe novas mídias, entre as quais se destacou a televisão. Em outras palavras, a televisão substituiu a Igreja, sob o ponto de vista midiático. O grande problema é que a nova mídia, a TV, e principalmente a grande mídia nacional, a novela, não transmitem valor algum à sociedade. Muito pelo contrário, apresentam ao telespectador um mundo de intrigas e traições, no qual o dinheiro é perseguido a todo custo, num ambiente de ociosidade geral (ninguém trabalha), violência e luxuria. Hoje, é a TV que dá o exemplo e numa sociedade, na qual a educação é preterida de todas as formas possíveis o quadro só dente a se agravar. Tanto é assim que atores de novelas que fazem papeis de vilões são, frequentemente, hostilizados nas ruas, o que comprova o quão poderosa é a televisão e como tem sido mal utilizada. Não quero dizer com este texto que o esvaziamento moral da sociedade brasileira é conseqüência apenas da TV ou das novelas. Claro que não. O que quero alertar é perdemos nossa autoridade moral e ainda não construímos uma que a substituísse. E a Televisão poderia nos ajudar muito. A situação está tão critica que até mesmo a família está em crise. Hoje, pais e mães não passam valores a seus filhos. E são culpados? Penso que não. Na verdade também são fruto deste sistema de esvaziamento de valores que funciona, ciclicamente, carcomendo a sociedade como um todo. A resposta está, mais uma vez, na escola. Mas, não a escola que aí está e sim numa nova escola que, além de suas obrigações pedagógicas, terá que se preocupar mais com a transmissão dos valores morais e com a produção de cidadãos.

Crise Cambial teria Chegado à ArcelorMittal

Ainda não é oficial, mas há fortes rumores que sopram da Usina, indicando que a execução das obras de duplicação pode sofrer uma desaceleração ou, até mesmo, uma interrupção. Segundo informações, a excessiva valorização do real frente ao dólar estaria tirando a competitividade da siderúrgica nos mercados estrangeiros, dificultando a exportação de seus produtos. Se os rumores, relamente, se confirmarem, será uma péssima notícia para Monlevade.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: 1711, Mineiros Libertam o Rio de Janeiro das Garras de Piratas

René Duguay-Trouin, Almirante Pirata Francês

No final do séc. XVII, o descobrimento nas Minas Gerais das maiores jazidas de ouro já encontradas pela humanidade despertou a ambição do mais variado tipo de gente e de inúmeras nações estrangeiras.
Mal se havia por encerrada uma sangrenta guerra civil, justamente, motivada pela cobiça geral dos primeiros mineiros, que divergiam, violentamente, sobre a distribuição das Minas de Ouro - a Guerra dos Emboabas - Villa Rica (atual Ouro Preto) foi surpreendida pela notícia aterradora de que piratas franceses haviam tomado o Rio de Janeiro.
Sob o comando de René Duguay-Trouin, o mais famigerado almirante da época, um esquadra invasora composta por 18 naus e 4 mil homens de desembarque havia ancorado na Baía de Guanabara.
O primeiro governador da recém criada Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, Antônio de Albuquerque, sabia que a invasão ao Rio de Janeiro representava o risco concreto de se verem tropas francesas subindo a pilhar os caminhos das Minas, além de um indesejado isolamento portuário, o que, certamente, dificultaria o escoamento da produção aurífera e o desenvolvimento da nova capitania. Assim, no prazo exíguo de apenas 7 dias, formou-se um fabuloso exército, composto por 6 mil mineiros das vilas do Ribeirão de Carmo (atual Mariana), Sabará, Catas Altas do Mato Dentro (atual Catas Altas), Santa Bárbara, Villa Nova da Rainha (atual Caeté), Villa Rica e de outros povoamentos mineradores. Marchando pelo recém aberto Caminho Novo da Estrada Real, que ligava as Minas de Ouro, diretamente, ao Rio de janeiro, em 17dias, alcançaram o alto da Serra do Mar, onde os primeiros pelotões acamparam, aguardando a chegada dos últimos.
O Rio já estava há 33 dias sob o cerco dos Franceses.

Mapa da invasão de René Duguay-Trouin ao Rio de Janeiro, desenhado e escrito pelo próprio corsário francês.

René Duguay-Trouin havia adentrado a Baía de Guanabara, na manhã de 11 de setembro de 1711, favorecido por um denso e misterioso nevoeiro que ocultara seu avanço. Somente ao meio dia foram descobertos. Às 17 horas, as fortalezas cariocas iniciaram os disparos dos canhões que foram, prontamente, replicados. No dia seguinte, a batalha recomeçara:
Duguay-Trouin assalta a cidade do Rio de Janeiro em 1711, litografia, Ferdinand Perrot, 1844, Coleção Gilberto Ferrez, Rio de Janeiro

A luta foi como nunca se tinha visto, comparada pelos escritores como um cataclismo, em que céus e terra vieram abaixo ao clarão e ao ribombo da artilharia. (Diogo de Vasconcelos, em História Antiga das Minas Gerais)

Os esforços foram em vão. Em 14 de setembro, os corsários franceses procederam ao desembarque e o combate foi transferido para as ruas do Rio, que tiveram suas casas e mercados saqueados e incendiados. O pirata Duguay-Trouin, insatisfeito com o proveito da pilhagem, então, impôs o pagamento de um resgate de 610 mil cruzados, 200 vacas e 100 caixas de açúcar para que deixasse a cidade ou destruiria todo o Rio de Janeiro. Àquela altura dos acontecimentos, vários dias tinham se passado, a pólvora carioca já havia se esgotado e o governador do Rio, Francisco de Castro, fugido. Entre mortos, feridos e a grande destruição, a população carioca já havia iniciado o empenho para responder às exigências dos piratas, quando se ouviu a feliz notícia da chegada do socorro inesperado: a tropa mineira já havia alcançado o Rio de Janeiro e se encontrava acampada no Engenho Novo.
Pelo governador mineiro, Antônio de Albuquerque, foi emitida aos piratas uma ordem incondicional de partida imediata, do contrário, as forças constituídas em Minas reiniciariam os combates, dispostas a levar a batalha até as últimas conseqüências. A visão do exercito mineiro, composto por 4.800 escravos armados de mosquetes, 600 índios flecheiros, além dos oficiais da Coroa, todos comandados pelos afamados Emboabas, foi demais para René Duguay-Trouin. Tão logo foi ultimado, fugiu do Rio de Janeiro, levando o que pôde.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CTI: Usiminas/ArcelorMittal

Através da Fundação São Francisco Xavier e com auxilio do Governo de Minas, a siderúrgica Usiminas mantém em Ipatinga o Hospital Márcio Cunha, o primeiro do Brasil a receber a “Acreditação Hospitalar em Grau de Excelência”, concedida pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), conceituada entidade sem fins lucrativos, dedicada à certificação da qualidade dos serviços de saúde, em âmbito nacional. O Márcio Cunha atende a 40 especialidades médicas, conta com 473 leitos de internação e com 20 leitos de CTI. Ora, se a Usiminas ajuda a manter um hospital daquele porte e com tanta qualidade em Ipatinga, por que a ArcelorMittal não pode fazer o mesmo em Monlevade? Tenho certeza que se os poderes constituídos do Município chamarem a Usina para colaborar com a manutenção do novo CTI a resposta será positiva.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Polêmica do Clube da Cerveja Geladinha

Tenho acompanhado no Blog do Marcelo Melo o desenrolar da polêmica gerada em torno do bar Clube da Cerveja. Sou freqüentador daquele estabelecimento e, por várias e agradáveis vezes, já tive a oportunidade de presenciar a roda de samba, que se apresenta lá ao domingos, composta por Rômulo Ras e vários outros músicos. Não sou de ficar bajulando ninguém. Mas, considero o Rômulo Ras um dos maiores músicos da cidade. Não me lembro de ter tido a oportunidade, em João Monlevade, de ouvir o que há de melhor no samba e na MPB brasileira, que não fosse através dos acordes precisos e da voz afinada de Rômulo Ras. Parece-me que um pouco de moderação nos decibéis e de bom senso por parte dos freqüentadores resolveria a questão. Quanto a “geral” realizada nos freqüentadores do bar pela Polícia Militar, no último domingo, e considerada abusiva por muitos, gostaria dar uma dica: o Código de Processo Penal (art. 240) apenas autoriza a busca pessoal (a “geral”) quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo arma proibida, coisas obtidas por meios criminosos ou para apreender instrumentos de falsificação e objetos falsos, armas, munições, instrumentos utilizados na prática de crimes ou colher elementos de convicção para a prova criminal. Ou seja, se a busca não foi fundamentada e se dela não se obteve nenhum dos objetos citados a cima, em tese, houve abuso. Conheça seus direitos.

Pastor Carlinhos e o Dia do Médico

Ontem, durante a reunião ordinária na Câmara, vários vereadores apresentaram os parabéns à classe médica monlevadense pela passagem do dia do médico. Não foi o que declarou o vereador Pastor Calinhos (PV). Segundo o legislador, há pouco o que se comemorar, neste último 18 de outubro. E emendou: “são inúmeras as reclamações que tenho recebido contra médicos da cidade, principalmente, com relação a atendimento.” O Vereador Pastor está certíssimo e merece aplausos. A classe médica tem sua medida de responsabilidade no caos vivido pelo sistema público de saúde local e nacional. Ano passado, participei de uma reunião promovida pelo Conselho de Saúde do bairro Cruzeiro celeste, que contou com a presença de cerca de 50 moradores, além de autoridades municipais. As reclamações preponderantes, naquela ocasião, foram relativas a questões básicas do âmbito profissional: o descumprimento de horário e a repetitiva falta dos médicos ao trabalho. Claro que toda regra tem sua exceção. Temos ótimos profissionais no Município. Más, as gerações mais novas de médicos parecem estar cegas em relação aos pacientes e à ética de Hipócrates, só conseguindo enxergar os altíssimos salários, que lhes são oferecidos em decorrência de um mercado de trabalho específico que não consegue responder à grande demanda por profissionais. O fato é que, diante da demanda crescente, o médico tem se tornado artigo cada vez mais raro em todo o país e como conseqüência são alçados a uma categoria de semi-deuses.É, urgentemente, necessária a formação de mais médicos no Brasil, para que se busque o equilíbrio entre a forte demanda e a baixa oferta de profissionais, de modo a se retirar esta redoma de cristal que parece envolver alguns médicos, atualmente, trazendo-os ao mundo terreno das responsabilidades. Repito: toda regra tem sua exceção. Parabéns aqueles médicos dedicados e comprometidos desta cidade pelo 18 de outubro.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Produto Interno Bruto: Governo Lula x FHC (Clique na Imagen)

Comportamento das Exportações: Governo Lula x FHC (Clique na Imagen)

CTI

Construir um CTI sem se ter a garantia de recursos para seu funcionamento sugere uma situação de temeridade muito arriscada. Afinal, um CTI, devidamente equipado e inoperante pode sair, sob o ponto de vista econômico-social, muito mais custoso do que se estivesse em pleno funcionamento, pois, além de não servir à sua função social de salvar vidas, representaria ainda um inaceitável elefante branco, no qual já foram gastos milhões, em recursos públicos. Mas, a obra de instalação do indispensável CTI já está em faze de finalização e cabe, agora, à toda sociedade monlevadense abraçá-lo como se filho fosse. É óbvio que a Prefeitura terá de contribuir para a manutenção do CTI, assim também como o governo do estado. Outra que deve ser chamada a participar é a ArcelorMittal. Este momento econômico histórico que Monlevade vive com a duplicação da capacidade produtiva da Usina me parece a oportunidade perfeita para que se inicie uma relação de parcerias mais concretas entra a siderúrgica e o Município. O recorrente discurso de que a ArcelorMital se dedica ao ramo da siderurgia e não ao da filantropia, não parece razoável, porquanto é de se esperar que a Usina assuma uma postura voltada para uma maior responsabilidade social para com os cidadãos deste Município, principalmente, nestes tempos de duplicação. A duplicação da Usina deve significar, no mínimo, a duplicação de sua responsabilidade social.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Crescimento da Renda: Governo Lula x FHC (Clique na Imagem)

Diminuição da Desigualdade de Renda: Governo Lula x FHC (Clique na Imagem)

Governo Aposta Todas as Fichas nos Recursos da Duplicação da Usina

O governo está apostando todas as suas fichas no acréscimo de receita advindo da duplicação da capacidade produtiva da Usina. É essa a razão de ter superestimado a receita do exercício fiscal de 2011, em mais de 20 milhões de reais, contrariando a Lei de Diretrizes Orçamentárias. O grosso dos recursos da duplicação passará a ingressar no caixa da Prefeitura, a partir de 2013, quando a Usina, efetivamente, estiver apta a produzir o dobro do que produz, hoje, e estão estimados em torno de 70milhões de reais. Mas, mesmos antes de 2013, entrará alguma receita nos cofres do Município. E é com esses recursos que a administração Prandini está contando, desesperadamente, para tentar tirar a corda do pescoço. Neste sentido, não restará ao gabinete senão a opção por executar alguma medida ampla e rápida que possa, potencialmente, gerar algum bônus político imediato, como poderia ocorrer no caso de uma recomposição asfáltica de várias vias da cidade, por exemplo. Cá entre nós, neste caso, o tiro poderia sair pela culatra. Considerando que, a partir de 2011, já se estará iniciada a corrida pelas próximas eleições municipais, tal medida poderia ser considerada eleitoreira, piorando ainda mais a situação do governo frente a opinião pública. Ademais, está patente que à atual administração não faltam apenas recursos. Comparando a Prefeitura a um automóvel, a impressão que se tem é de que não falta apenas gasolina ao governo. Faltam motorista e uma estrada para se percorrer.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Orçamento/2011: Educação

O Orçamento/2011 do governo Prandini prevê recursos para a Educação Municipal da ordem de R$ 34.336.900,00, ou seja, o mínimo de 25% da receita, conforme preceitua o art. 212 da Constituição. Mas, o mínimo previsto, constitucionalmente, ainda é pouco. Não é por menos que é considerado, literalmente, o mínimo! Países desenvolvidos não investem menos de 8% do PIB em Educação. Com o mínimo constitucional de 25% da receita dos estados e dos municípios e de 18% da receita da União somados, o Brasil não tem alcançado 4,5 % do PIB em investimento na Educação. Ao fixar uma despesa mínima para o setor, Prandini mais uma vez demonstra que a Educação não é prioridade de seu governo e que aquela história de “mudar o que tem que mudar” não passou de um slogan eleitoreiro falacioso, pois sem investimentos maciços em educação de qualidade nada mudará.

Orçamento/2011

Errar uma vez é humano. Duas é burrice. O governo Prandini já cometeu um erro descomunal, quando, ao invés de gastar conforme a receita, efetivamente, arrecada, optou por realizar despesas, baseando-se apenas na receita prevista no Orçamento da Prefeitura, que convenhamos, pode ou não ser alcançada. Tal situação levou a administração a uma quebradeira sem precedentes na história do Município, como é de conhecimento de todos. Agora, o governo envia para apreciação da Câmara um Orçamento/2011 com uma receita, visivelmente, superestimada em mais de 20 milhões de reais, em total desarmonia com a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ora, se da primeira vez quebraram a Prefeitura por conta de uma previsão de receita não alcançada em conseqüência da insensibilidade para com a crise financeira global, desta feita, estão colocando novamente a Prefeitura no rumo da bancarrota, fantasiando recursos que serão empenhados, mas que podem não entrar no caixa. Em outras palavras, o Orçamento/2011 traz consigo a mesma fórmula que quebrou a Prefeitura neste segundo ano de gestão Prandini. Só que desta vez a fórmula sai dos bastidores do gabinete para ser institucionalizada por Lei Municipal, a LOA. É a institucionalização da quebradeira!

História das Minas de Ouro e Diamante: Chica da Silva, a Rainha do Tijuco


Não existe um consenso entre pesquisadores de como teria sido a aparência física de Chica da Silva. No entanto especula-se que se não fosse bela e formosa, dificilmente, teria inspirado paixão tão ardente e duradoura.


Hoje, deixo a região das minas de ouro, rumo ao norte da Capitania, em direção ao Distrito Diamantino do Tijuco, em busca de uma das personagens mais conhecidas e injustiçadas da história das Minas Gerais: Chica da Silva, a escrava que viveu como rainha. Na segunda metade do século XVIII o arraial do Tijuco, hoje cidade de Diamantina, vivia a glória do sucesso da aventura mineradora. Em volumes nunca antes imaginados, gemas de diamantes brotavam por todo o chão ressequido do sertão do Jequitinhonha, atraindo a cobiça de fidalgos portugueses que chegavam ao Brasil, fugidos de um grande terremoto que destruíra a cidade de Lisboa. O sistema de mineração adotado pela coroa portuguesa na região dos diamantes não repetiu o formato da extração do ouro em outras partes da capitania mineira. Enquanto os mineiros dos centros auríferos eram subordinados ao governo da Capitania, que distribuía as datas mineradoras, o Distrito Diamantino era, imediatamente, subordinado, ao rei de Portugal, que concedia, diretamente, os contratos de mineração, geralmente, a portugueses. O contratador mais famoso e afortunado do Tijuco foi o desembargador português, João Fernandes de Oliveira. Nunca se extraiu tantos diamantes como no tempo do seu contrato. E quando deixou Portugal, mal sabia ele que no agreste mineiro encontraria sua grande paixão: a escrava Francisca da Silva. A historiografia oficial não tem sido muito fiel à verdadeira biografia de Chica da Silva. Tem sido comum se atribuir à Rainha do Tijuco uma personalidade abrutalhada e grosseira, capaz dos mais estranhos atos e, muitas das vezes, esquizofrênica e de libido incontrolável. No entanto, para se extrair dos testemunhos históricos a verdadeira essência da escrava Chica, primeiro, há de ser expurgado todo o preconceito e estigma, que, certamente, emergiram de uma sociedade, rigidamente, hierarquizada, que viu, cética, uma escrava mulata se tornar a mais opulenta e prestigiada figura do Tijuco. Novas leituras sobre sua vida, realizadas em paralelo com os preceitos da sociedade da época, desfazem o mito de que Chica da Silva teria sido uma mulata de feições e temperamento grosseiros, promiscua e cruel, como descreveram muitos historiadores. É o que confirma um recente estudo realizado pelo departamento de História da Fafich (UFMG), que demonstra não ter sido a ex-escrava a mulher devassa retratada no filme Xica da Silva, de Cacá Diegues, lançado na década de 70, por exemplo. Através de vários documentos pesquisados e do comportamento de toda a sua vida foi possível montar um colcha de retalhos que contradiz, completamente, a personalidade da Chica, construída até então. A análise de elementos como, a estabilidade do casamento com um nobre branco, o fato de Chica freqüentar a elite e todas as irmandades religiosas brancas do Tijuco e de ter sido enterrada no cemitério da Igreja de São Francisco de Assis (destinado aos brancos ricos) são provas suficientes de que ela era uma mulher que se portava de acordo com os rígidos padrões morais e sociais da época. Caso contrário, teria sido impossível que Chica tivesse tais privilégios. Injustiças históricas à parte, o fato é que a avassaladora paixão entre Chica da Silva e o Contratador João Fernandes de Oliveira transportou a ex-escrava a um verdadeiro conto de fadas, que só pode ser comparado, guardadas as devidas proporções, à biografia de Chico Rei, o escravo que virou rei em Vila Rica (atual Ouro Preto). Filha de um relacionamento extraconjugal do português Antônio Caetano de Sá e da escrava Maria da Costa, Francisca da Silva nasceu escrava e foi libertada por solicitação do contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira. Assim que foi libertada, Chica da Silva, que tinha trabalhado como escrava para José Silva Oliveira, casou-se, informalmente, com seu libertador, com quem teve 13 filhos (alguns historiadores dizem que foram 12). Antes de conhecer o contratador de diamantes, também fora escrava do sargento-mor Manoel Pires Sardinha. Deste relacionamento, nasceram dois filhos: Plácido Pires Sardinha, que se formou em engenharia pela Universidade de Coimbra, e Simão Pires Sardinha, também educado na Europa. A desmistificação da personagem Chica da Silva deve ser feita de maneira cautelosa. Não foi por menos que ela recebeu o apelido de "Chica que manda". Excentricidade, opulência e poder eram sua marca indelével. No Tijuco, quem precisasse de favores do poderoso contratador João Fernandes, primeiro se recorria à Chica. Dominando o contratador, dominava o Tijuco, como uma rainha, e cada desejo seu, por mais incomum que fosse, era, imediatamente, realizado. Nadava em dinheiro e fazia alarde da riqueza com seus caprichos. Mandava fazer suas roupas com os mais caros tecidos e suas jóias eram as mais preciosas de que se tinha notícia. Tudo que de melhor havia era para ela. Nas igrejas das irmandades brancas, o negro não podia ultrapassar o marco da torre. Mas, nas do Tijuco, o lugar de honra era de Chica. Só comparecia às grandes solenidades, elegantemente, vestida, coberta de jóias e acompanhada por doze lindas mulatas trajadas de seda, que lhe seguravam a cauda do vestido espalhafatoso. O apaixonado contratador deu-lhe de presente uma chácara enorme.Sem fazer economia, mandou erguer ali um palácio colossal: um castelo com torres, amuradas, uma rica capela, parque com cascatas e lagos, floresta para caça, pomar e jardim com plantas exóticas, além de um salão para teatro. Nessa chácara aconteceram as mais esplendorosas festas a que toda a nobreza do Tijuco comparecia. Banquetes que custavam rios de dinheiro, bailes a rigor, cabeleiras empoadas, saias balão e decotes à moda de Lisboa. Ao anoitecer acendiam-se as luzes das cascatas e dos lagos e, neles apareciam barcos dourados, numa reprodução tupiniquim das gôndolas venezianas. A fidalguia pedante dava gritos de alegria, enquanto navegava sobre as águas iluminadas. No teatro se apresentavam comediantes vindos de longe para representar as peças mais afamadas da época. À medida que lhe crescia a fortuna, cresciam também os caprichos. E ela cismou de comprar um navio para ostentar ali mesmo no Tijuco, sertão das Minas Gerais. O contratador mandou rasgar um grande lago na chácara e colocou lá um navio com velas, mastros e tudo que tinha direito.Lá ia Chica da Silva, gloriosa, singrando as águas do seu lindo lago num navio feito só pra ela. Morreu em 1796 e foi enterrada na igreja de S. Francisco de Assis, privilégio reservado apenas aos brancos ricos, como já dito. Mesmo que de maneira distorcida, a figura de Chica da Silva permanece viva no imaginário mineiro como um conto de fadas somente possível na singularidade da história das Minas Gerais.

Aos Heróis da República: 15 de Outubro, Dia do Professor

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Site Oficial ou Vaidade Oficial








No caput do art. 37 da Constituição estão previstos os princípios básicos que norteiam a Administração Pública. Princípios estes, que, uma vez violados, enquadram, em tese, o administrador público em ato de improbidade administrativa. Entre tais princípios, está o da Impessoalidade, que, a grosso modo, estabelece que a Administração Pública não deve conter a marca do administrador. Um desdobramento, por assim dizer, do Princípio da Impessoalidade está contido na norma prevista no parágrafo primeiro do ainda art. 37, que diz:

§ 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

Pois bem, quem tiver a curiosidade de acessar o site oficial da Prefeitura, órgão destinado à publicidade dos atos governamentais mantido com recursos públicos, verá que nele existe um link denominado FOTOS, através do qual o internauta pode acessar várias galerias de imagens, contendo dezenas de fotografias de vossa excelência, o prefeito municipal, parentes, entre outros. São fotos de Prandini de frente, de perfil, sorrido, com fome, triste, alegre, de ambulância e até atravessando o rio a nado. Parece que, neste caso, a vaidade foi tanta que até fez com que o prefeito se esquecesse das aulas de Direito Administrativo e de Direito Constitucional que teve na faculdade. E olha que o próprio Prandini já advogou causa contra um ex-prefeito do Município pelo mesmo motivo: promoção pessoal através da publicidade oficial. Como diria Renato Russo: ...ninguém respeita a Constituição mas todos acreditam no futuro da nação...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Crescimento do Produto Interno Pruto: Governo Lula x FHC (clique na imagem)


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Geração de Emprego: Governo Lula x FHC (clique na imagem)


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Imundice Monlevadense




A falta de consciência e de educação que se vê em João Monlevade é inacreditável. As pessoas descartam lixo e restos de construção em qualquer lugar, conforme lhes é conveniente. E a conveniência de muita gente está transformando Monlevade num lixão a céu aberto. Os passeios, rua e lotes da cidade estão repletos de sujeira, entulhos e todo tipo de imundice. É preciso ensinar nas escolas locais a maneira correta de se relacionar com a cidade. É necessária também uma fiscalização mais efetiva. A multa também possui seu caráter "educativo".

O Futuro da Democracia Brasileira Com os Candidatos X e Y

Neste segundo turno das eleições presidenciais, muito se tem especulado a respeito do futuro da democracia no Brasil. Para alguns, a vitória de determinado candidato representaria uma inevitável fragilização da democracia brasileira, enquanto a vitória de outro representaria uma suposta manutenção dos preceitos democráticos. Não vejo nem uma coisa nem outra. Não são governos que constroem a democracia. Na verdade, eles estão sempre tentando se sobrepô-la. A tentativa derrotada da mais sólida e poderosa democracia do mundo, os EUA, de instituir um governo democrático no Iraque é a prova mais explícita disso. A democracia vem de baixo e a brasileira não estará garantida nem ameaçada por conta de candidato X ou Y. Diferentemente do que vem ocorrendo em países vizinhos como Venezuela, Peru e Bolívia, nos quais o atrasado estágio democrático de suas sociedades tem aberto espaço para governos autoritalóides, no Brasil a realidade é outra. A sociedade brasileira tem tomado gosto pela democracia, de modo que ela tem se tornado “normal” em nosso cotidiano. A impressão que se tem hoje é que a democracia pertence à natureza do brasileiro. E neste país, tudo que se torna “normal” tende a se eternizar. Além do mais, o Estado brasileiro já conta com um aparelhamento institucional, que, bem ou mal, tem funcionado, garantindo a paulatina consolidação de nossa democracia. A democracia é a conquista de um povo disposto e apto a se auto governar. E qualquer candidato, regularmente, eleito por esse povo será sempre o reflexo de suas conquistas. Do contrário, a própria democracia dará cabo dele.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Paz: Monterio Lobato

Acho que um acordo de nações será uma coisa facílima de ser conseguida no dia em que todas as nações tiverem armas iguais. Quando todas tiverem bombas atômicas de igual força, a harmonia entre elas será absoluta. O que causa diferenças entre os países é a diferença entre os armamentos. Enquanto uma tiver a bomba e a outra não, a que tiver a bomba atômica se utilizará de sua superioridade. E faz muito bem. É como eu procederia, é como o amigo procederia e como todos procedem. Quem tem força abusa. (...) O que está faltando ao mundo para o reestabelecimento da paz é apenas isso. Bomba atômica para todos de igual força. No dia em que chegarmos a isso, todos os problemas estarão resolvidos e viraremos, então, carneirinhos. E todos viramos cordeiros. É esta a minha opinião. Mas cá entre nós, é uma coisa que eu não quero que se divulgue.

Monteiro Lobato

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

7 de Outubro: Uma Homenagem à Nossa Senhora do Rosário

Hoje, 7 de outubro, é dia de Nossa senhora do Rosário, a padroeira dos escravos e alforriados das Minas setecentistas. Não conheço uma só cidade, tradicionalmente, mineira que não possua uma igreja do Rosário. Como bom mineiro e devoto da santa, resolvi prestar uma homenagem à Santíssima Virgem, construindo, durante os fins de semana(minha namorada ficou possessa), uma maquete de uma típica Igreja do Rosário mineira. Minas está polvilhada dessas igrejas, em sua maioria, erigidas pelas Irmandades do Rosário, compostas por escravos alforriados. Geralmente, essas igrejas seguem, com algum grau de variação, um pitoresco e singelo padrão de arquitetura, inaugurado em 1719, com a construção da famosa Igreja Nossa Senhora do Ó, em Sabará. Minha maquete foi inspirada na Igreja de Santa Quitéria, localizada em Catas Altas, que, embora não possua evocação a Nossa Senhora do Rosário, também foi construída por uma irmandade de escravos forros. A característica principal que define as igrejas das irmandades de ex-escravos é a torre sineira única. Conforme o dogma da época, enquanto as igrejas das irmandades brancas possuíam duas torres sineiras: uma para anunciar os eventos relacionados com vida (batismo, casamento, etc) e a outra com morte, as igrejas das irmandades negras possuíam apenas uma torre, pois não se acreditada que o escravo, mesmo que forro, possuía vida depois da morte. Abaixo, seguem as fotos da minha maquete:
De frete com as portas e janelas fechadas:frontispício chanfrado em três planos com porta principal única; três portas-janelas acimalhadas no nível do coro e guarnecidas de balaustres, torre sineira central e frontal única de três sinos, com telhado piramidal de quatro águas; nave de duas águas, cômodo do altar de três águas e sacristia de meia água e janela externa.


luzes acesas, com janelas e portas abertas





Detalhe para o altar-mor



Agora, sem o telhado da nave. O telhado da nave é escamoteável. Do contrário seria impossível fechar as portas e as janelas, o que só pode ser feito por dentro, com acesso pelo telhado.


Interior: Arco-cruzeiro singelo e Altar-mor composto por quatro colunas salomônicas, crucifixo e querubins dourados e nicho preenchido pela imagem de Nossa Senhora do Rosário



A maquete, ao lado de sua “musa inspiradora”, a igreja de Santa Quitéira, em Catas Altas. Não é fotoshop!

Materiais usados: gesso(paredes), madeira(vigas), palito de picolé(forro e piso), palito de churrasquinho(balaustres e cahorras), tinta spray, canudinho de refrigerante(telhados), resina, fibra de vidro(janelas e portas)e muita cola.

Atenção Motoristas Monlevadenses: Risco Iminente de Afogamento


Estamos entrando no período das chuvas. Apesar de a previsão meteorológica apontar para uma primavera e verão mais secos, por conta do fenômeno climático La Ninha, é certo que as tempestades típicas desta época do ano virão. Assim, o motorista monlevadense que tem o costume de trafegar pela chamada “Trincheira do Moreira” deve redobrar sua atenção para não cair numa armadilha. Como é de conhecimento de todos, a tal trincheira foi cavada, objetivando-se a minimização da ocorrência de inundações na região do Posto Castelinho. Ou seja, é uma obra destinada a dar vazão a uma grande quantidade de água. E, absurdamente, também é aberta ao trânsito de veículos, o que, por certo, deve contrar várias da normas de segurança no trânsito. Parece óbvio, mas uma obra destinada a escoar uma grande quantidade de água da chuva, não poderia, jamais, ser aberta ao tráfego de veículos automotores. É do tipo de coisa que só acontece em Monlevade. A grande pergunta é a seguinte: Quando a trincheira assumir a função para que foi construída, vertendo água em torrente, quem ou o que impedirá o tráfego de veículos em seu interior? Quem tem experiência com inundações sabe que tudo ocorre muito rápido nessas ocasiões. Então, fica o alerta: ao menor sinal de chuva, evite a Trincheira do Moreira. Os riscos são altos. Inclusive o de afogamento.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Educar Mal um Homem é Dissipar Capitais e Preparar Dores e Perdas à Sociedade: Voltaire, Iluminista do sec. XVIII

Como Fica a Câmara Depois das Eleições?

Para nós, mineiros, o encerramento do período eleitoral se dará com o segundo turno da eleição presidencial, no fim do mês. No entanto, o resultado aferido pelas urnas até então já é o suficiente para instruir e influenciar a Câmara de Vereadores a se posicionar, visando já as próximas eleições municipais. A Casa dos Legisladores, então, está apta a sofrer um fenômeno muito comum à realidade que vivemos no Município: a sedimentação política. Em outras palavras, o Legislativo monlevadense passará por uma movimentação política, que será, fortemente, influenciada pelas eleições deste ano. Assim, considerando o péssimo resultado obtido por Prandini nas urnas, o que se vê no horizonte é uma conjuntura política ainda mais difícil para o atual prefeito, que, provavelmente, perderá de forma substancial o pouco apoio que ainda tem da vereança local. Seria algo do tipo: “inferno astral legislativo” ou “pandemônio cameral consolidado”.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Blog Alerta para Inconsistência de Dados na Saúde Pública Municipal

Blog UglyDarkSide


Ainda estou minerando os dados, mas a cada pesquisada, tomo um arrepio na espinha, mistura de indignação com o fato de que inúmeros profissionais sérios tem seus serviços pouco valorizados.

Minha indignação é maior porque já me ofereci como voluntário “N” vezes neste blog para ajudar no que for necessário para melhorar estes indicadores, e nunca tive retorno disto ou um contato para que as pessoas me questionassem os dados. Não tenho a pretenção de ser o “salvador” da saúde. Mas de dar idéias sobre como a má informação e a constante falta de auditoria interna destes dados pode estar fazendo a imensa diferença entre a receita e despesa de Monlevade.

Não gostaria de que a Cidade continuasse a gastar estes 36% de receita em Saúde. Se o bom analista de dados estivesse auxiliando a prefeitura, com 15% daria para fazer muita coisa. Mas eu vejo até hoje a saúde bucal não estar vinculada ao PSF, e sequer os profissionais de saúde terem muita noção do que está acontecendo com o que eles fazem. Acreditem, o que vocês estão fazendo nos postos de saúde e no PA, não estão sendo devidamente reportados ao Governo Federal. Com isto, a cidade perde dinheiro, e chances de melhorar em outras áreas.

Me doi profundamente o descaso dos vereadores e do Conselho Municipal de Saúde nos dados. No lugar de verificar e até me questionar sobre isto, eles preferem ficar dando moção de aplausos, ou sequer entender o relatório de gestão da saúde. Fiscalizar, mesmo, quase não vejo. E o que vejo, me enoja e muito.

Não adianta eu apenas levantar a bandeira de que algo está errado, sendo apenas eu a bandeira solitária no mar da falta de transparência com o dinheiro público. Eu tento, todos os dias, mostrar neste espaço que algo de errado está acontecendo. Uma única vez fui chamado para conversar. Depois disto, bem, nunca mais me convidaram para ajudar. Sequer conversei com a área de saúde. E muitas vezes, sou chamado de oposição. E reclamão. E muitas vezes, pelo que já observei, tentam de desqualificar porque não sou da área. Mas dou minha cara a tapa que conheço a realidade mais que quem está sentado lá, vendo os dados passarem sempre errados.

Provavelmente, esta postagem vai ser mais um dos inúmeros desabafos que faço aqui. Provavelmente, algum vereador vai tentar ler este post. Se ele for realmente um bom vereador, vai questionar estes dados. Se os jornais lerem estes dados, talvez queiram fazer uma reportagem, e aí talvez alguma atitude seja tomada.

Mas enquanto isto, o que está feito errado, vai exigir capacidade de análise e um excelente planejamento para acertar estes dados. Porque perder dinheiro desta forma, se for tentado recuperar, pode gerar mais ainda desconfiança. Afinal, se é para enviar certo, por que enviaram errado?

Tiririca: Inconsciência Política ou Protesto?

Com o slogan “Tiririca: pior que tá não fica” e sem discorrer sobre sua plataforma política, Tiririca (PR) foi eleito o deputado federal mais votado do Brasil nas eleições 2010, alcançando mais de um milhão de votos. Na propaganda eleitoral, Tiririca apareceu vestido de palhaço, proferindo frases absurdas do tipo: “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto”, “Vote no abestado” ou “Estou aqui para pedir seu voto porque eu quero ser deputado federal para ajudar os mais necessitados, inclusive a minha família”. De duas uma: ou o eleitor viu a chance de protestar contra a classe e o sistema político, elegendo um palhaço para a Câmara dos Deputados ou a consciência política do eleitor brasileiro piorou, consideravelmente. Será um pouco dos dois?

Recado das Urnas

O recado das urnas foi claro. A inexpressiva e vergonhosa votação alcançada pelos candidatos apoiados pelo governo Prandini traduzem a mais clara insatisfação popular e a completa falência de um sistema político-administrativo hermético, autoritalóide e falacioso, o que parece não ter mais volta. As próprias características da administração Prandini revelam que o gabinete não reúne as condições que permitiriam a adoção de um novo modelo, capaz de reverter a situação. E mesmo que houvesse tal modelo, não há mais tempo hábil para se desconstruir e se reconstruir uma nova roupagem político-administrativa. O mais grave é que tal fenômeno tem atingido, ampla e negativamente, toda à chamada “Esquerda Monlevadense”, abrindo espaço político para a oposição. Passou da hora de os partidos que, formalmente, compõem a base da administração Prandini, colocarem na balança o altíssimo ônus de apoiar um projeto político, que lhes é insensível e, confirmadamente, rejeitado pela opinião pública. Aqueles que não se movimentarem, agora, somente poderão se lamentar em 2012.

Prandini de Ressaca Eleitoral

O prefeito Gustavo Prandini deve estar sofrendo uma ressaca eleitoral daquelas. O resultado das urnas monlevadenses para seus candidatos foi, verdadeiramente, vergonhoso. O candidato a deputado federal, Alexandre da Silveira, tido como pai da meninada, obteve apenas 2.323 votos na cidade. Sua votação só não foi menor porque contou com a militância do secretário de Obras Djalma Bastos e da secretária de Trabalho Social Cláudia Márcia Paiva. Já Agostinho Patrus, candidato a uma cadeira na Assembléia de Minas pelo partido do prefeito (PV), alcançou a ultrajante soma de 525 votos em João Monlevade, apesar de todo o empenho dos comissionados e do gabinete de Prandini em elegê-lo. É o resultado do modelo político prandinista.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lucien II

Recebei, há uma hora, telefonema do empresário Lucien Marques, oportunidade em que conversamos sobre a postagem anterior deste Blog, que foi ratificada, um tanto menos amistosa, pelo envio do comentário que transcrevo a seguir:

Caro dr.Fernando;Li seu comentário sobre o artigo que escrevi.Fico estarrecido com a sua desinformação em relação a execução das obras realizadas no hospital Margarida e a coragem de caluniar,apesar de sua formação jurídica.Informo-lhe que as obras do hospital estão sendo executadas por mais de duas dezenas de empreiteiras e que a última licitação ganha pela empresa insinuada pelo senhor foi a quase 2 anos e a mesma não executa obras no hospital desde o início do ano.Disponibilizo-lhe toda a documentação das licitações feitas e proponho uma visita sua para uma reunião com a comissão de licitação, sobre qual informo-lhe que nenhum membro da diretoria faz parte,sendo composta por funcionários e pessoas da comunidade ligadas a entidades.Sem mais, disponibilizo-me para quaisquer esclarecimentos:Lucien

Pois bem, o sentido legal do termo “Calúnia” está estampado no art. 138 do Código Penal Brasileiro:

Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime.

Como se pode extrair da postagem abaixo, nela não contem nenhuma imputação de qualquer fato definido como crime a quem quer que seja. Deixar a administração de um hospital, antes ou depois, da inauguração de um CTI, construído ou não pela Gervásio Engenharia, não constitui, pelo menos a meu ver, crime algum. Assim nao há que se falar em "coragem para caluniar". A propósito, o emprego injusto do termo “caluniar” é que pode e deve ser entendido como a materialização de outra modalidade de Crime Contra a Honra: a Difamação. E imagino não ser este o caso de se afirmar que “a carapuça serviu”, pois é fato notório que Lucien Marques é visto com figura da mais alta lisura. Fico muito feliz com a disponibilidade dos citados documentos. Solicitarei cópias deles, oportunamente. Em relação à minha suposta desinformação a respeito das obras do Hospital, esclareço que, como o canteiro de tal construção, apesar de não finalizada, não ostenta a obrigatória placa, identificando o responsavel executor da obra e como, conforme se informou, a Gervásio Engenharia já atuou no serviço, talvez, de tudo isso tenha sido a origem do possivel embaraço. Por fim, agradeço a participação e o telefonema de Lucien.

Lucien

Li hoje no Jornal A Notícia um texto muito bem escrito pelo empresário Lucien Marques, intitulado Fator Político Mauri Torres. Como não poderia deixar de ser, o texto se caracteriza como um aberto pedido de votos para Mauri. Também, pudera: como apadrinhado político de primeira ordem do deputado, Lucien está fazendo o seu papel. Recentemente, Lucien anunciou sua saída da administração do Hospital Margarida, alegando que cumprira o seu papel diante da instituição de saúde. Tal fato remete o Monlewood a uma postagem publicada, em 15 de janeiro de 2010, na qual escrevi: Li no blog do Tiago Moreira que Lucien Marques pretende deixar a administração do Hospital Margarida. Não acredito. Como já disse antes, a saída de Lucien somente poderá ser cogitada, depois que a Gervásio Engenharia, empresa de propriedade de parente do deputado Mauri Torres, concluir as obras de construção do CTI. Dito e feito. Como a inauguração do CTI já é certa para os próximos meses, Lucien então deixa o Margarida.