Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

segunda-feira, 29 de abril de 2013

49º Aniversário de João Monlevade

Quarenta e nove anos de emancipação ao lado de uma história que começa com a construção do Solar Monlevade (foto), em 1818.  



A exato um ano de completar meio século de emancipação político-administrativa, o município de João Monlevade parece preso num grave dilema.
De um lado, uma cidade de gente que trabalha, de economia vibrante e de uma vitalidade frenética, que tem passado, rapidamente, por um processo de verticalização urbana que atesta sua grande vocação para a modernidade.
A contraponto, um Município que vai perdendo sua identidade e cometendo o grande erro de deixar no passado valores que são atemporais e que deveriam ser trazidos para o presente e também levados, de algum modo, para o futuro.
Monlevade precisa se modernizar como um todo indivisível que é. A modernidade que eleva nossos prédios e que é vista nos avanços dos meios de produção, de comunicação e na prestação de serviços também deve atingir as instituições municipais.        
É necessário, que a Administração Pública se modernize, que as relações entre Executivo, Legislativo e Povo se modernizem. É preciso que as mídias falada e escrita se modernizem. É absolutamente prioritário que a Escola Monlevadense se modernize.  
Moderniza-se não significa abraçar o novo de qualquer forma como se a novidade fosse algo, inexoravelmente, ótima, pois ela nem sempre o é.  Modernizar-se é responder às demandas de uma civilização que modifica seus hábitos e seus costumes em decorrência das transformações trazidas pelo desenvolvimento de ciência e tecnologia, sem deixar de ter em mente que o conceito do que é humano deve estar sempre no centro desta dinâmica. 
E é neste sentido que a Escola se distingue das demais instituições. Pode soar estranho e até agressivo para muitos, mas a célula basilar dos Estados Modernos não é mais aquela família rígida idealizada pela Igreja, mas sim a escola de Ensino Integral, isto é, a Escola Moderna.
Hoje, o modelo de família que tem se consolidando com velocidade na sociedade é aquele em que os pais são adolescentes e os avós criam seus netos. Assim, o “Berço” – aquela tão cultuada entidade, transmissora de ética e de valores - não se sobressai. Não é raro ouvir o jargão: “educação vem de berço”. Não, na modernidade. Nela, a educação vem da Escola. Mas, não numa escola apenas voltada para os vestibulares e exames nacionais, como a atual, e sim numa escola  que ensine para a vida em toda sua integralidade.
Monlevade deve começar a prensar num modelo de Escola em Ensino Integral, articulado com as demandas da sociedade local e propulsor daquilo que a cidade quer ser num futuro  que, evidentemente, não pode ser sonhado sem o desenvolvimento de ciência e tecnologia. E assim, o ciclo virtuoso se fecha e chegaremos ao tão sonhado desenvolvimento humano e ninguém nos segurará mais... É essa a fórmula dos países desenvolvidos.     
Parabéns, João Monlevade, pelos seus 49 anos de emancipação.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Idólatras da Corrupção: o Contra-Ético Moreirista



É, simplesmente, incrível a inversão de valores por que passa o senso ético monlevadese.
O que está acontecendo nesta cidade? As pessoas estão idolatrando a improbidade, a malversação do dinheiro público, a corrupção. Estão alçando os corruptos à condição de astros e celebridades e, com isso, abraçam o imoral como se fosse a mais natural das coisas, transmutando o que é antiético em virtude.    
Vejam o caso do ex-prefeito Carlos Moreira, o maior corrupto da história de João Monlevade. O Sujeito está, de fato, inelegível por décadas, incurso na Lei da Ficha Limpa, com os bens bloqueados em primeira e segunda instâncias judiciais, é protagonista do maior escândalo de corrupção já descoberto no Município – a Farra do Lixo - coleciona várias condenações por ato de improbidade administrativa, construiu, ao custo de 22 milhões de reais do contribuinte, um hospital que não pode ser um hospital  e ainda é tratado, por muitos, como verdadeira celebridade no Município.
Imaginem que, apesar de tudo isso, recentemente, o Moreira ainda foi homenageado na ocasião dos 87 anos da Escola Genny Faria.
Vão me desculpar, mas os autores dessa homenagem, consciente ou inconscientemente, não passam de idólatras da corrupção.
Outro dia, uma rede de farmácia procedeu à entrega de prêmios sorteados entre seus clientes (foto). Adivinhem quem foi chamado para  entregá-los: o corrupto Carlos Ezequiel Moreira.
Esta rede de farmácia é idólatra da corrupção.
Agora, o prefeito Teófilo Torres, confirmando sua estreita afinidade e dependência política com Carlos Moreira, envia projeto de lei à Câmara, designando de Madalena determinada sala da Casa de Cultura, numa homenagem à honrosa genitora do ex-prefeito ficha-suja. E, obviamente, tal homenagem se destina apenas a afagar a vaidade de Moreira, já que a respeitosa Dona Madalena, em tempo algum, nada fez de expressivo para o Município de João Monlevade.
O prefeito que me desculpe, mas ele também é idólatra da corrupção.
Se você não admite a corrupção, em todas as suas formas e variáveis, não idolatre os corruptos. Seja humano: tenha vergonha dos corruptos.  Afinal, a interpretação das Escrituras é clara: “diga-me com quem andas e eu lhe direi quem és”.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um Bumerangue Chamado Santa Madalena

Volto a denunciar a conduta comissiva e omissiva dos idealizadores e sucessores do pretenso Hospital Santa Madalena. E, após a visita realizada ao pretenso Hospital Santa Madalena (PA) realizada em 18.04.13 juntamente com autoridades locais, a indignação atingiu seu ápice... A unica terminologia que encontro para o caso é de LATROCÍNIO COM A SAÚDE PÚBLICA EM JOÃO MONLEVADE. 
Complementando a perfeita análise realizada por José Henriques Jr.em seu blog, venho tecer os seguintes comentários: 

1. Se a Câmara Municipal pretende de fato fiscalizar com profundidade a situação do pretenso Hospital Santa Madalena deve, incontinenti e inexoravelmente, se reportar à origem dos fatos. E para isso tem o DEVER FUNCIONAL de enviar denúncia ao MP, onde já se encontra uma representação respaldada inclusive por um relatório de auditoria a fim de que TODOS OS CULPADOS POR ESSA MALVERSAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS sejam responsabilizados, quer por ação ou omissão, dolosa ou culposa. 

2. Concomitante a isso, deve trabalhar no sentido de dissuadir o Sr. Prefeito da ideia de dar continuidade a um projeto comprovadamente INVIÁVEL, meramente para alimentar a vaidade de seu criador, o improbo Carlos Moreira. Aquele local pode ser transformado em qualquer coisa exceto uma unidade hospitalar. Portanto, qualquer centavo investido a mais nesse projeto será de uma inconsequência e irresponsabilidade nefasta ao município. 

3. Nunca é demais lembrar que o investimento realizado -aproximadamente R$ 22 milhões entre recursos do município e do estado - correspondiam, à época, a cerca de 20% da receita corrente total do município. 

4. O poder legislativo municipal, no cumprimento de sua função precípua, não pode desconsiderar o relatório técnico de diagnose dos processos licitatórios referentes ao pretenso Hospital e elaborado em novembro/2009 pela empresa Lage & Lage Auditores e Consultores Associados Ltda., que conclui o seguinte: 

"Quanto ao fracionamento recomenda-se o envio ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais para que se aprecie com maior rigor esta prática condenável." 

Cabe informar que a licitante-vencedora e realizadora da obra foi a empresa Gervásio Engenharia, Projetos e Construções Ltda. 

5. Importante também que seja ressaltado o relatório de "Diagnose do Hospital Municipal e Estudos de Viabilidade Econômico-financeira elaborado pelo Prof. Msc. Walmir Lage que estabelece o seguinte: 

"Investimento realizado SEM PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO OPERACIONAL, ECONÔMICO E FINANCEIRO, muito investimento a realizar, principalmente quanto às infiltrações, obras inacabadas (bloco, etc) e outras a realizar continuamente. HÁ EVIDÊNCIA DE ERROS DE CONCEPÇÃO: LOCALIZAÇÃO, PROJETOS DE ARQUITETURA E EXECUÇÃO." 

Essa foi a constatação realizada em 2009. E pelo observado ontem por todos os que lá estiveram presentes: Vice-prefeito, Secretária de Saúde, Secretário de Obras, Assessora de Comunicação, Presidente da Câmara, Vereadores, imprensa e este grupo, indubitavelmente o quadro apontado há 4 anos foi consideravelmente agravado pela omissão que até hoje impera. 

Portanto, se Executivo e Legislativo pretendem, como se propaga, iniciar uma "Nova Era" (sem trocadilhos...) em João Monlevade que se desvende e desmonte definitivamente essa farsa e farra que ocorreu na saúde de João Monlevade. Que se busque fazer justiça, não somente com os irresponsáveis que deram causa a essa situação, mas, sobretudo e principalmente, com a população monlevadense que agoniza há muito tempo pela omissão dos governantes... 

Se não podemos acabar com a febre, pelo menos temos de melhorar a qualidade do termômetro...

E, por ironia do destino e por força do efeito bumerangue, a criatura volta ao colo do criador... 

Luis Claudio Oliveira,  Transparência Monlevade

domingo, 21 de abril de 2013

21 de Abril


221º aniversário da morte de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Povo que não conhece sua história está fadado o cometer os mesmos erros do passado!
Que neste dia cívico Minas busque em suas personalidades históricas o exemplo e a inspiração para defender as riquezas de seu povo e passe a não mais cometer com o minério de ferro o mesmíssimo erro que cometeu com o ouro.
Que o mineiro se redescubra como tal e faça retroceder esse velado, covarde e verdadeiro conluio que existe contra a cultura de Minas, iniciado com a transferência da capital do estado, da rebelde Ouro Preto para Belo Horizonte, em 1897, passando pelo mal explicado incêndio da grande biblioteca do Colégio do Caraça (um dos pilares da formação do povo mineiro), em 1968, no auge da ditadura militar, e continua até os dias de hoje, impulsionado por um regime da grande mídia nacional que tenta, a todo custo, convencer o mineiro de que ele não passa de um jeca-tatu, quando na verdade, ao contrário, há mais de 300 anos,  Minas nasce e se estabelece, eminentemente, urbana, artística, barroca e geratriz de uma sociedade complexa, frenética e sem similar em todo o mundo.
E enquanto o mineiro segue acreditando que é jeca... o minério se vai e deixa royalties a preço de banana. Acorda, Minas Gerais!           

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Visita ao PA Revela Descaso, Desperdício de Recursos Públicos, Sujeira, Falta de Planejamento e Instalações Inadequadas para Atender a Comunidade (Veja o Vídeo)

Vídeo


Uma visita realizada, ontem, às instalações do Pronto Atendimento revela um elefante branco inacabado, muita sujeira, equipamentos hospitalares entulhados e deteriorados pela falta de uso, desperdício de recursos de toda a espécie e o consenso de que aquele Frankenstein de concreto nunca poderá abrigar um hospital.
Trata-se, sem dúvida, do maior episódio de desperdício de dinheiro público da história de João Monlevade e de um verdadeiro atentado contra o erário.
É o pretenso hospital Santa Madalena, idealizado e improvisado pelo ex-prefeito Carlos Ezequiel Moreira (PSDB), ao custo astronômico de 22 milhões de reais, cuja estrutura não pode ser, tecnicamente, destinada ao serviço de saúde credenciado pelo SUS. Foram, 22 milhões de reais, praticamente, jogados fora pelo Carlos Moreira, na cara do povo.
Chegou a hora de Moreira, que se coloca como figurão do conchavado gabinete do prefeito Teófilo Torres (PSDB), colocar aquele hospital para funcionar ou devolver ao povo de João Monlevade as dezenas de milhões de reais que forma desperdiçados naquele monstrengo.
Participaram da visita vereadores, secretários e vice-prefeito, assessores, representantes do Transparência Monlevade e imprensa.    

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Surto de Dengue: Pacientes Reclamam da Falta de Atendimento no PA e de Médicos nos Postos de Saúde

(Vídeo)




Em meio ao pior surto de dengue já vivenciado pelo Município e a um PA lotado (fotos), pacientes reclamam da falta de atendimento médico e cobram ação do prefeito Teófilo Torres (veja o vídeo). 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Mittal Lucra


Lakshmi Niwas MittaL, presidente (CEO) da indiana  ArcelorMittal. Foto: divulgação. 

No próximo dia 03, a ArcelorMittal pagará, a título de participação nos lucros,  R$ 5,8 milhões de reais aos empregados de sua planta siderúrgica em João Monlevade.
Trata-se da comprovação cabal de que a unidade monlevadense da empresa é lucrativa, pois, se tem havido pagamento milionário de participação dos lucros - e o funcionário fica com apenas uma pequena fração do lucro da empresa - é porque, evidentemente, tem havido lucro multimilionário do empresário,  ao contrário do que sugeriu o grupo indiano, recentemente, ao divulgar em órgão da imprensa monlevadense a manchete: “Arcelor Mittal registra prejuízo mas vê sinais de melhoria em 2013”.   

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mittal Proíbe Acesso ao Campo de Aviação




Desde o tempo da saudosa Belgo-Mineira, o Campo de Aviação, localizado no Bairro Vila Tanque, ao lado de um importante reserva de Mata Atlântica tombada pela Lei Orgânica, tem sido utilizado como local de lazer e de prática de esportes pela comunidade.
No local, durante os fins de semana, era muito comum encontrar famílias se congregando em torno de refeições ao ar livre (piquenique), ciclistas, praticantes de voo livre, aeromodelistas, montanhistas, amantes da natureza, crianças soltando pipa, etc.
Já há algum tempo, a indiana ArcelorMittal instalou um imenso portão (fotos) no acesso ao Campo de Aviação e uma placa que adverte: proibida a entrada.
E desde que o indiano Lakshmi Mittal passou a comandar a Usina é isso que se tem visto: uma empresa que vai levantando muros em torno de si, fechando as vias de diálogo e de acesso material e imaterial com a comunidade e, gananciosamente, se apoderando das riquezas e dos espaços naturais que, no final das contas, pertencem apenas ao povo monlevadense.      

quarta-feira, 10 de abril de 2013

100 Dias de Governo


Hoje, o prefeito Teófilo Torres completa 100 dias de governo. Tempo suficiente para o chefe do Executivo imprimir sua marca na administração que se iniciou em 1° de janeiro e definir o seu jeito próprio de administrar.
No entanto o que se verifica é, justamente, a ausência quase completa de uma marca definida que possa caracterizar o mandato de Teófilo Torres.
Para muitos, a administração teoflista - se é que pode ser chamada assim – tem se confundido ao extremo com o desastroso governo de seu antecessor.
Não se percebe no atual prefeito a liderança política necessária para conduzir o destino de uma cidade complexa como João Monlevade.
Ao contrário, o que se nota é um prefeito encastelado em seu gabinete, orbitando impassível entre a influência direta dois elemento centrais e, completamente, antagônicos da atual administração. De um lado, o populismo eleitoreiro, corruptivo e ineficiente de Carlos Moreira. Do outro, a linha dura da forasteira Laura Araújo, a quem coube a implementação da cartilha programática do PSDB: o famoso choque de gestão.        
Não é preciso ser formado em Química para saber que, por mais que se misture, água e óleo sempre resultarão numa solução heterogênea e intragável e que apenas uma gota de óleo bruto pode poluir e contaminar até mil litros de água pura. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Reajuste de Servidores Esbarra no Inchaço da Máquina Pública


Em reunião realizada, na tarde de ontem, com os vereadores, o prefeito Teófilo Torres afirmou que  não seria possível conceder reajuste salarial ao funcionalismo público municipal, já que o custeio da folha de pagamento da Prefeitura estaria muito próximo do limite de 54% definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.   
Ocorre que penas entre janeiro e fevereiro deste ano, o governo Teófilo/Moreira contratou 26 funcionários em cargo em comissão.
Resultado: o que impede o reajuste do salário dos servidores não é a Constituição nem a crise financeira de uma dívida que já foi paga, mas sim o inchaço da máquina pública.     

Prefeito Vai-E-Vem


A exemplo de seu antecessor, o prefeito Teófilo Torres está se demonstrando muito afeto à política do vai e vem.
Recentemente, ele contratou o presidente da Associação dos Aposentados, José Braga Paiva, exonerando-o, logo em seguida. Contratou, sem licitação, empresa para promover a limpeza da cidade e, imediatamente depois, cancelou a contratação. Anunciou que levaria um ano inteiro só para pagar a dívida da Prefeitura e, agora, confirma ter quitado o débito.      
Inteligente é quem aprende com a experiência alheia. E neste, como em vários outros casos, o que tem se verificado na atual administração é uma sucessão de erros já conhecidos pelo povo monlevadense.   

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cestos de Lixo







Do  prefeito, Teófilo Torres, que desde sua posse não é mais visto pelas ruas do Município, gostaria de chamar a atenção para a situação das lixeiras públicas da região central da cidade (fotos acima), que se encontram, literalmente, entupidas de lixo, há meses.
E essa não é uma questão que demandaria a contratação de empresa ou de assessoria para ser solucionada.
Basta vontade para fazer e a designação de um funcionário – de preferência comissionado, que são os soldados fieis do prefeito (?) – munido de carrinho de mão, luvas, EPI, uma pá e uma vassoura para recolher o lixo dos cestos das lixeiras.   
Pois do jeito em que está, em breve, Monlevade não somente será castigada pelo surto de Dengue, mas também por moléstia medievais como a Peste Negra e congêneres.    

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mittal Polui Rios na Serra Azul

Mineração da ArcelorMittal na Serra Azul, região de Igarapé. Foto: Eugênio Moraes

Hoje em Dia, 20/02/2013: 

Laudo técnico encomendado pelo Ministério Público de Minas Gerais apontou a contaminação de vários cursos d’água próximos às atividades de mineração da ArcelorMittal, em Itatiaiuçu, na região de Serra Azul, onde a empresa pleiteia a renovação das licenças ambientais. O levantamento revelou um nível fora dos padrões para manganês, ferro e outras substâncias nos córregos. A empresa também não cumpriu cinco condicionantes estabelecidas no licenciamento ambiental.
O laudo encomendado pelo MP corroborou o que já havia sido constatado em parecer técnico do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). No entanto, os profissionais do órgão sugeriram a renovação das licenças ambientais por mais seis anos mesmo após tomar conhecimento das irregularidades. A renovação será julgada pelo colegiado do Copam no próximo dia 26. 
A contaminação das águas foi apurada nos córregos Alto da Boa Vista, Lajinha, Miúda e em três tributários do Córrego Mota. Em um dos pontos de captação verificou-se que, desde 2008 a concentração de óleo e graxa passou de 0,1 miligrama por litro para entre 1,1 e 4,1 miligramas por litro. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em nota, disse que o problema é pontual. 
“No caso dos monitoramentos que apresentaram medições fora dos limites estabelecidos pela legislação vigente, as irregularidades foram pontuais e a empresa apresentou planos para adequação aos padrões”. 
Pelo não cumprimento de cinco condicionantes e pela contaminação dos cursos d’água a Semad aplicou uma multa de R$ 70 mil. A ArcelorMittal Serra Azul sustenta que a água é naturalmente contaminada pelas substâncias. “Sobre a suposta contaminação por ferro e manganês, a empresa informa que faz regularmente o monitoramento dos corpos hídricos no entorno do empreendimento e esclarece que a região – por ser naturalmente rica em minério de ferro, às vezes com manganês associado –, possui concentração elevada destas substâncias na água, o que pode provocar eventuais variações nos teores que extrapolam os limites legais. Estes teores, no entanto, não são decorrentes da atividade mineral da mina”, disse a empresa, em nota.

Teófilo Torres na Teoria do Caos e no Surto de Dengue: os Fins Justificam os Meios


Monlevade vive um dos piores surto de dengue dos últimos anos. E muito desta situação se deve ao fato de a cidade estar, literalmente, imunda, coberta de mato e de grande quantidade de lixo e de entulho por todos os lados, já que, evidentemente, essa imundice geral e vergonhosa favorece em demasia a proliferação do transmissor da doença: o mosquito aedes aegypti .
 E absurdamente, passados mais de três meses da administração Teófilo Torres/Carlos Moreira, o que se percebe é um governo paralisado e incapaz de prover os serviços mais básicos à população, como o de limpeza pública, por exemplo.
A impressão que se tem é que o governo atual estaria apostando suas fichas na “Teoria do Caos”, isto é, no quanto pior melhor, a fim de, preliminarmente, criar um cenário tão ruim e extremo, que a ansiedade do cidadão comum na solução do problema passe a servir de subterfúgio para justificar qualquer forma de se manter a cidade limpa, até as menos republicanas.
Inicialmente, ao argumento de extinção da frente de Trabalho, a atual administração havia anunciado, em caráter de urgência e sem licitação, a contratação de uma empresa para realizar o serviço de limpeza urbana. Mas, diante da grave suspeita de superfaturamento de preço que pairou sobre a contratação pretendida, o prefeito foi forçado a recuar e resolveu admitir um total de 70 funcionários, por prazo determinado, para que a necessária limpeza se efetivasse, até a realização do procedimento licitatório específico, o que acabou desmentindo a alegação de que a necessidade de terceirização do serviço advinha, única e exclusivamente, da extinção da Frente de Trabalho.
E neste contexto chamam a atenção dois pontos. Primeiro, o quanto pode ser maléfica e irresponsável a implementação da “Teoria do Caos” para justificar fins que não estejam atrelados ao bem comum, já que o caos instalado na cidade no que tange a limpeza pública tem favorecido o atual surto de dengue e levado a enfermidade aos lares monlevadense, colocando vários cidadãos sob o risco de morte. Segundo, a capacidade do governo em mentir para justificar seus fins, pois se fosse verdade que a terceirização do serviço de limpeza decorresse da extinção da Frente de Trabalho, por que 70 funcionários estão sendo contratados, então?   

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Servidores Protestam contra Arrocho Salarial de Teófilo Torres









Depois de percorrerem, em protesto, a região central da cidade, servidores públicos municipais se reuniram na portaria da Prefeitura, na manhã desta quarta-feira, para rechaçar a política de achatamento salarial de “aumento zero” e o corte de benefícios, instaurados pelo governo Teófilo Torres/Carlos Moreira.
Uma nova manifestação está marcada para hoje, às 15:00 hs., na Praça do Povo, de onde sairá uma passeata rumo à Câmara de Vereadores. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Mittal se Diz no Prejuízo


Lakshmi Niwas MittaL, presidente (CEO) da indiana  ArcelorMittal. Foto: divulgação. 

Acabo ler em órgão da imprensa monlevadense a seguinte manchete “Arcelor Mittal registra prejuízo mas vê sinais de melhoria em 2013”.  
Que o grupo siderúrgico comandado pelo indiano Mittal Lakshmi possa ter amargado algum prejuízo no ano passado não é de surpreender. Afinal, a grande crise econômica de 2008 afetou, com maior ou menor intensidade, toda a indústria mundial.
O que Mittal não revelou na oportunidade da matéria jornalística em comento é se, especificamente, a Usina de Monlevade apresentou prejuízo no mesmo período, o que é difícil de acreditar, considerando as condições encontradas no Município para a produção do aço e do fio-máquina.
A Usina de Monlevade conta com o minério de ferro de altíssima qualidade, extraído da Serra do Andrade, possui alto-forno moderno refrigerado à água e monitorado, eletronicamente.  A aciaria é, igualmente, moderna e a laminação é quase, totalmente, automatizada. Conta também com acesso direto à ferrovia Vitória-Minas e às rodovias BR 262 e 381.  Isso, sem falar nas várias gerações de trabalhadores monlevadense que dedicaram vidas inteiras à produção do aço, criando uma cultura siderúrgica forte e de extrema qualidade na Usina.  
Tudo o que leva a crer se tratar a Usina de Monlevade de empreendimento siderúrgico de alta lucratividade, há várias décadas.
E se o marajá Mittal está insatisfeito, que venda a Usina, junte suas malas e volte para a Índia. O que não se pode permitir é o fechamento do Alto-Forno e da Aciaria, como prevê o Plano Estratégico do indiano Mittal para a Usina de Monlevade. Isso sim representaria um grande prejuízo para o Município, pois, seria o início do fim da siderurgia nesta terra e a, conseqüente, transferência da planta siderúrgica monlevadense para a China.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mittal Nega Audiência Pública


Lakshmi Niwas MittaL, presidente (CEO) da indiana  ArcelorMittal. Foto: divulgação. 

Na última reunião ordinária da Câmara, foi lida uma correspondência enviada pela indiana ArcelorMittal, na qual a siderúrgica se recusou a participar de uma audiência pública, sob a justificativa “de que estariam muito ocupados naquele dia”. 
A audiência foi sugerida pelo Sindicato dos Metalúrgicos e estava agendada para o próximo dia 04, quando se discutiria o novo Plano Estratégico da empresa que prevê, em João Monlevade, o fechamento do Alto-Forno e da Aciaria, a demissão de dezenas de empregados, além de várias outras questões que afetariam, diretamente, o Município, como a comercialização do minério de ferro da Mina do Andrade, pelo modal rodoviário, atividade esta que vem aumentando em demasia o fluxo de veículos pesados (carretas) pelas vias da cidade. 
Diante da negativa de Mittal, é dever dos vereadores propor à siderúrgica que indique uma nova data, em que, obviamente, seus diretores não estejam tão ocupados com outros assuntos mais relevantes - do que o de esclarecer ao povo desta cidade a respeito dos impactos econômico-sociais de seu novo Plano Estratégico sobre as milhares de almas que aqui vivem - para que seja re-marcada a audiência pública pretendida, na maior brevidade de tempo possível.