Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"o governo Teófilo tem tudo para deslanchar este ano"

Andam dizendo que “o governo Teófilo tem tudo para deslanchar este ano” e justificam que virão 22 milhões de reais do governo do Estado para investimento em João Monlevade. Seria ótimo se não fosse inverossímil.
A completa apatia e a inoperância geral da atual administração são resultados diretos de dois fatores básicos: de um lado, um prefeito com histórico de “receber sem trabalhar” e que, portanto, não é de arregaçar as mangas e que somente descobriu que não queria chefiar o Executivo Monlevadense, depois de eleito e, de outro, uma base política, diametralmente, conflitante e dividida entre o núcleo duro do grupo de Mauri/Laura Carneiro e o populismo esgotado, ineficiente e improbo do grupo do Moreira.
De tal modo que a artificial jogada do inelegível Moreira em tirar da cartola um candidato tampão para se manter próximo à órbita do poder em 2012, agora, se revela inviável, sob o ponto de vista político-administrativo, como não poderia ser diferente. Uma base polarizada em lados conflitantes não seria capaz de sustentar o prefeito, nem mesmo se ele se enquadrasse no perfil de um líder nato.   
Quanto à promessa de investimentos - lembrando que 22 milhões de reais corresponde ao valor engolido pelo pretenso, absurdo e escandaloso Hospital Santa Madalena – é de se ter em mente que os quase 20 anos do choque de gestão de Aécio e Anastasia chegaram a endividar o Estado de Minas em mais de 60 bilhões de reais e, mesmo que houvesse recursos disponíveis no governo mineiro, como se tem prometido, as restrições impostas pela legislação eleitoral embaraçariam sua liberação ainda para este ano de eleições. E dinheiro não falta na prefeitura. Faltam liderança e uma base homogênea.
Acredito que neste ano, que é eleitoral, Moreira deva tentar colocar sua crescente tropa de comissionados na rua, a agenciar votos para o irmão do prefeito que é candidato a deputado. Com isso a Máquina Publicada tende a apresentar alguma atividade. Mas, vai ser na base do populismo moreirista de sempre. Nada capaz de colocar Monlevade de volta nos trilhos perdidos do desenvolvimento.       

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Crise da Medicina Nacional na Falta de Pediatras do Hospital Margarida

Monlevade tem cerca de 20 pediatras. Destes, apenas 2 ou 3 se dispõem a dar plantão no Hospital Margarida.
O fato é que a medicina nacional a cada dia se reveste mais e mais de forte caráter mercantil.
A histórica e já conhecida crise na saúde pública brasileira, agora, atinge toda a medicina brasileira.   
A falta de investimentos públicos dos últimos 25 anos em novas vagas em cursos de medicina, somada ao forte e, neste caso, míope corporativismo da classe são a receita da atual crise que acomete toda a medicina brasileira. Aliás, os últimos a investirem na abertura equacionada (demanda x oferta) de novas vagas nas universidades de medicina foram os militares.  
É verdade que o país conta com numerosas faculdades de medicina. Mas, também é verdade que elas não formam médicos em número suficiente para atender a demanda  nacional. Assim, uma demanda crescente por médicos, conjugada a 25 anos de uma quase estagnação no aumento de novas vagas nas universidades resulta, inexoravelmente, em escassez de profissionais no mercado de trabalho e, consequentemente,  em altíssimos salários. O Brasil tem a metade de médicos per capta se comparado a países como Argentina, Chile e Uruguai (não vou nem citar país de 1° mundo).
Aí, o médico (não são todos, apesar de ser uma realidade crescente) se esquece do Juramento de Hipócrates, afasta-se da função social da medicina e só quer pegar o filé. Financeiramente, ele não precisa dar plantão no Margarida, acompanhar parto às duas da madrugada, porque a falta de profissionais frente a demanda é tão grande que apenas atuando em seu consultório sua renda mensal chega a 20 ou 30 mil reais. É o efeito da  irrevogável Lei da Demanda e da Oferta que também atua sob os salários.
Para o bolso do médico essa lógica, evidentemente, é excelente. Mas, para o cidadão e para a própria medicina brasileira ela é péssima e desumana.
O lobby dos Conselhos de Medicina em se posicionar contra a abertura de novas vagas em cursos de medicina e de também atuar, contrariamente, ao ingresso emergencial de médicos estrangeiros no país tem se configurado como uma inconsequente reserva de mercado que só faze esvaziar de profissionais o setor da saúde pública brasileira  ao mesmo tempo em que mergulha a medicina nacional numa  profunda crise abastecida por múltiplos cifrões.   


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mauri:o Mito que nunca Existiu e a Derivação de um Prefeito Inexistente

Passados 25% do mandato de Teófilo Torres, Monlevade inicia o ano de seu cinquentenário, literalmente, entregue às traças.
A cidade nunca esteve tão imunda, suja e esburacada e com tanto lixo doméstico espalhado por onde a vista alcança... Isso, sem falar na recorrente falta d’água em vários bairros do Município, na novela da falta de atendimento no PA, no Hospital Margarida e dos cortes de investimento na Educação e na Cultura, além da incapacidade de promoção de políticas públicas efetivas nas áreas de Meio Ambiente, Esportes, Desenvolvimento Econômico e etc.
A Prefeitura parece estar acéfala. A apatia geral que domina a chefia do Executivo Monlevadense sugere a figura de um prefeito esvaziado de qualquer projeto que seja para a cidade e incapaz de liderar os esforços para retirar João Monlevade desde ciclo vicioso de práticas arcaicas, obsoletas e ineficientes, que vêm dominando o cenário político-administrativo local  há mais de uma década.
Falo deste coronelismo mitológico que foi vendido por parte mídia e, enganosamente, comprado por grande parte dos eleitores mais desavisados.
Durante os últimos 20 anos, parte da mídia local e, principalmente, a rádio Cultura se prestaram ao papel triste e antidemocrático de instrumento de controlo político-ideológico de expressiva camada da população monlevadense a serviço do projeto pessoal de poder do Sr. Mauri Torres, ex-deputado estadual, atual conselheiro do TCE de Minas e pai do atual prefeito.
A manipular informações e a omitir a verdade por meio de uma concessionária de serviço público de radiodifusão, criaram o falso mito Mauri Torres, cuja alegada infalibilidade, supostamente, não permitiria que João Monlevade se aproximasse ainda mais do fundo do poço.
“Mauri tem a senha do cofre do governo de Minas”. “Mauri tem status de desembargador”. “Mauri não vai deixar as coisas desandarem”. “Mauri é o maior político da região.” Tudo isso há anos tem sido propagado pelos quatro cantos de uma cidade que também carece, justamente, da presença de estruturas que deveriam ser mantidas pelo governo do estado, tais como corpo de bombeiros, IML, etc .
Mal sabia o eleitor monlevadense que o fato mais relevante da carreira política de Mauri foi, na verdade, o de se associar a Danilo de Castro para figurar como um dos protagonistas do Mensalão Mineiro, ocasião em que ambos avalizaram um cheque no valor atualizado de 1 milhão de reais para a empresa SMP&B de Marcos Valério. Isso e outras coisas mais a rádio Cultura nunca divulgou.
Vivemos, agora, as duras conseqüências de um voto passional montado por uma mídia que, ao contrário de instruir o cidadão de bem, vive de manipulá-lo. Em outras palavras, votaram num falso mito que nunca existiu.
E deste modo, o resultado não poderia ser outro: elegerem um prefeito que também não existe.                

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A Teia Demagógica "Nasseriana" e suas Ramificações


Fico impressionado como a demagogia tem permeado não somente os Poderes, mas, principalmente os seus líderes. E vai além, contamina e move também seus asseclas na imprensa (marrom), no intuito desesperado de promovê-los em troca das migalhas que recebem a título de “verbas de publicidade”... E a demagogia já está tão impregnada, tão enraizada nos discursos e atitudes desses políticos que eles já nem percebem mais o ridículo que lhes alcança... Perderam com isso também a vergonha e a autocrítica... 
E quem acompanha de forma mais próxima o Legislativo monlevadense sabe do símbolo maior dessa imagem... Sim, ele mesmo: o presidente-parlapatão de sorriso fácil e cujo poder de convencimento tem se tornado cada dia mais difícil... Na sessão ORDINÁRIA da Câmara Municipal de 23.10.2013, o Vereador Belmar Diniz havia apresentado uma grave denúncia contra o presidente-parlapatão Guilherme Nasser, acerca de uma carta que este teria enviado a todos os moradores da rua Alberto Scharlé – rua esta onde inclusive localiza-se a residência do “Príncipe Nasser”. Na carta, Guilherme informa aos moradores que a rua será asfaltada e que o requerimento com essa solicitação foi encaminhado por ele ao prefeito Teófilo Torres (PSDB) no inicio do mandato... 
Como se não bastasse a vergonhosa ação de autopromoção do parlapatão, ainda o faz de forma falseada, pois, como foi alertado e comprovado pelo Vereador Belmar Diniz através de cópias de requerimentos, tal iniciativa já havia sido originada pelos vereadores Vanderlei Miranda e Thiago Titó. 
E o que é pior: seus súditos – verdadeiros autores da iniciativa, como o Vereador Vanderlei Miranda – sequer reivindicam os direitos e os louros da iniciativa para si , a fim de não contrariarem e desmascararem o Príncipe... em total subserviência às ordens do Principado.... 
Pois bem, eis que surge neste período de recesso legislativo um fiel escudeiro midiático do presidente parlapatão, para manter acesa a centelha política do desacreditado presidente, tentando retirar-lhe do ostracismo ético-moral em que se encontra, faz recrudescer o tema na mídia. Entra em cena o já conhecido blog que se intitula “popular” e, obviamente com viés demagógico e populista, vem enaltecer um assunto em que - nunca é demais lembrar - o Sr. Guilherme Nasser votou contra o empréstimo para asfaltamento em 2011 e que foi motivo inclusive de grave denúncia de autopromoção pessoal do presidente... Exatamente o blog que tem se prestado ao longo do tempo a ser um instrumento político do atual grupo de poder, ligado à Rádio Cultura e patrocinado por algumas das empresas mais vergonhosas que atuam em Monlevade (como é a Enscon). 
E por falar em hipocrisia e subserviência, isso é o que há de mais de chulo na imprensa marrom monlevadense, que, ao contrário de levar informação consistente e séria, teima em disseminar e promover essa prática, da qual eles também se usufruem de uma forma ou de outra... Esse é certamente um daqueles momentos em que sentimos na pele a vergonha alheia.

 Luís Cláudio Oliveira, Transparência Monlevade.

O Genocídio Brasileiro Contemporâneo

Inicio minha atividade neste ano de 2014, aqui no Monlewood, com mais uma cena abominável de terror produzido pela BR-381, a Rodovia da Morte.
Desta vez, um carro de passeio rodou na curva do Corte de Pedras (João Monlevade) e colidiu de frente com um caminhão. Na ocorrência, 2 pessoas ficaram, gravemente, feridas e uma criança de apenas 5 anos de idade teve sua cabeça decepada pelas ferragens do que restou do carro em que viajavam e que se partiu ao meio na colisão.
Durante toda a Guerra do Vietnã morreram 60 mil soldados norte-americanos. Foi o suficiente para que a sociedade daquele país se mobilizasse em torno dos movimentos sócio-culturais que sacudiram os Estados Unidos dos anos 70 e que iam desde o pacifismo hippie, até os protesto das bandas e dos famosos festivais de rock, o que forçou o Tio Sam a se retirar da guerra no episódio que ficou conhecido como a Queda de Saigon, talvez, o mais vexaminoso da historia norte-americana.
Aqui no Brasil, o trânsito mata todo ano mais de 60 mil pessoas, o equivalente a 8 anos de Guerra do Vietnã e, assustadoramente, não se percebe nenhuma comoção nacional ou qualquer reação massificada que possa forçar a sociedade a reverter esse quadro.
E não é apenas o trânsito que mata, absurdamente. O Brasil registra 50 mil homicídios por ano, dos quais apenas 10% são elucidados pelo atual modelo de polícia e sabe-sé lá quantos milhares também não morrem na falta de atendimento, na omissão e nos erros cometidos dentro do sistema de saúde privado e público deste país.
A ignorância é outra que, certamente, também mata muito. Num Brasil de 17 milhões de analfabetos e de 40 milhões analfabetos funcionais, muita gente morre sem saber o que está fazendo. Morre afogada, eletrocutada, contaminada, de acidentes em casa ou no  trabalho que poderiam ser, facilmente, evitados e etc.O Brasil deve ser o país do mundo, situado fora de uma zona de guerra, em que mais se morre gente.
São números crescentes que falam por si e revelam apenas uma coisa: na sociedade brasileira contemporânea a vida não vale, simplesmente, nada. E nunca será possível se construir uma civilização, verdadeiramente, humana, se o mais básico dos direitos, ou seja, o Direito à Vida, não for, efetivamente, garantido, já que para se exercer todos aqueles outros direitos conhecidos (livre manifestação do pensamente, direito de ir e vir, livre expressão artística ou científica, direito a educação, saúde, cultura, trabalho...) é necessário estar vivo.