Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Teófilo Torres: Choque de Gestão e Olhe Lá

           
Não é segredo para ninguém a verdadeira fixação dos emplumados para com o tal de Choque de Gestão. Esse eufemismo utilizado para definir cortes de investimentos, principalmente, em saúde e educação, para a geração de caixa orçamentário, visando a contratação de empreiteiras prestadoras de serviços, que, originalmente, sempre foram realizados diretamente pela Administração Pública. E não se engane: o Choque de Gestão, de “gestão”, não tem nada. Do contrário Minas não estaria devendo 70 bilhões.
O próprio pai do atual prefeito, o conselheiro do TCE, Mauri Torres chegou ao absurdo de firmar um Termo de Ajustamento de Condutas com o Estado de Minas, permitindo ao governo tucano realizar investimentos na área de Educação e gastos na área da saúde menores do que o mínimo definido pela Constituição, o que rendeu a Aécio e a Anastasia uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual que apura o rombo de mais de 4,3 bilhões de reais no orçamento da saúde de Minas.  
Aqui em João Monlevade a coisa não poderia ser diferente. Enquanto empreiteiras assumem a prestação de serviços que sempre foram prestados, diretamente, pelo Município, como a manutenção das vias e a realização da limpeza pública, a secretária de fazenda e ex-prefeita de Nova Era, Laura Carneira, segue a risca a fórmula do Choque de Gestão, mantendo os investimentos em educação e saúde, na faixa do mínimo constitucional e aquém.
Mas, em Monlevade, o Choque de Gestão dos emplumados, além de uma fixação, também parece ser uma amarga necessidade.
É que a falta de liderança e de vontade política de Teófilo Torres em responder, diretamente, às demandas básicas do Município e à concretização de suas promessas de campanha fazem com que o pouco resultado de seu governo se manifeste de maneira isolada através, quase que exclusivamente, das empreiteiras que passaram a prestar serviços públicos neste mandato. Naquilo que depende da liderança do prefeito, nada acontece.
O problema é que, além do Município não avanças, como foi prometido, o contribuinte monlevadense acaba pagando mais caro pelos serviços terceirizados já que a estrutura pública que antes se ocupava desta prestação acaba ficando ociosa, sendo preciso ainda embutir na conta o lucro do empreiteiro que não é baixo, já que não é incomum que o mesmo se transforme em doador de campanha de seu contratante. A Degraus Engenharia, por exemplo, que, recentemente, venceu a licitação para a construção da ETE-Carneirinhos, chegou a doar R$ 10.000,00 para a campanha de Moreira em 2004(tabela). A Prohetel, pivô da Farra do Lixo, que desviou cerca de 4 milhões de reais dos cofres públicos, por sua vez também dou R$ 18.000,00 para a mesma campanha de Moreira (tabela). Vê, agora, porque é necessário cortar gastos na saúde e na educação? O lucro do empreiteiro tem que sair de algum lugar.           
Se fosse para administrarem assim o Município, não deveria ter havido eleição e sim uma grande licitação. Aí, a empresa que vencesse, administraria João Monlevade e prefeito, secretários e comissionados deveriam todos ser demitidos. 

Enquanto Monlevade se Verticaliza, Guilherme Nasser Resolve Discutir o Próximo Meio Século




Enquanto Monlevade é submetida a um rápido e histórico processo de verticalização urbana, em que edifícios imensos e moderníssimos, um após o outro, vão pipocando cidade afora, demandando planejamento imediato e respostas rápidas da Administração Pública,  nas áreas de abastecimento d`água tratada, mobilidade e transporte público, coleta seletiva, ordenamento urbano e etc, o vereador Guilherme Nasser, resolve empenhar os já preguiçosos esforços da Câmara para, supostamente, discutir os próximos 50 anos (meio século) do Município.
Será que alguém tem dúvida de que o “Fórum Monlevade em Foco: os Próximos 50 Anos” não passa de um estratagema do presidente do Legislativo destinado a sua promoção política e a desviar a atenção da opinião pública dos baixos resultados do governo Teófilo Torres?  

Monlevade Dual-Core


Esse prédio na foto é o novíssimo Laboratório de Ciência e Tecnologia do Campus da UFOP-Monlevade, construído com recursos do governo Federal. Laboratório de Física, Química, Elétrica, Eletrônica, Informática e etc. A princípio, esse laboratório terá a capacidade de produzir até "drones". Já imaginaram a potencialidade deste fabuloso instrumento caso seus recursos sejam usados para aplicar e experimentar ciência e tecnologia junto às demandas dos diversos setores da economia monlevadense?! Pode-se dizer que Monlevade agora é dual-core: de uma lodo do peito bate o Alto Forno, do outro, essa maravilha.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

28 de Maio de 1968: Não Existe Laudo do Corpo de Bombeiros para o Incêndio do Caraça



O incêndio ocorrido no Caraça em 28 de maio de 1968, há exatos 46, anos é um fato que intriga por dois motivos. Primeiro, por ter ocorrido em 1968, o ano de chumbo e o mais conturbado da Ditadura Militar instalada no Brasil a partir do Golpe de 64. Foi também em 68 que houve a Marcha dos Cem Mil, a edição do AI-5, fechamento do Congresso, etc.  Segundo, porque depois do sinistro o Colégio encerrou suas atividade. Junto da Escola de Minas de Ouro Preto, do Seminário de Mariana, o Colégio do Caraça é uma das mais fundamentais instituições na formação da identidade, essencialmente, mineira. Minas da mineração do ouro, do diamante e que também deveria ser Minas na mineração do ferro. Da chamada Minas Geratriz que fundiu de maneira sem igual os três elementos étnicos fundamentais: o índio, o africano e o europeu, gerando as bases antropológicas para o Brasil que conhecemos hoje.
E certo que o Caraça não se envolvia, diretamente, na política. O que não se pode dizer de seus alunos. Do humanismo e da filosofia do Caraça formaram-se o presidente Afonso Pena , o governado Artur Bernardes e tantos outros ex-alunos que se tornaram senadores, deputados e autoridades eclesiásticas. Gente que conhecia e defendia Minas.
Recentemente, estive no Caraça para colher mais informações sobre o incêndio de 68 que atingiu em cheio a famosa biblioteca, uma das mais importantes da América Latina, consumindo-lhe cerca da metade de seu rico acervo de 30 mil livros, repleto de preciosidades. O primeiro documento que busquei foi o Laudo, determinando a causa do incêndio, que  a equipe do Corpo de Bombeiros que promoveu o rescaldo do sinistro, deveria ter confeccionado e a bibliotecária me informou que não tinha conhecimento da existência de tal documento, o que me parece muito estranho e se alinha à tese de incêndio criminoso.
A tese, atualmente, admitida para a causa o incêndio do Caraça é a baseada no relato de um ex-aluno que vivenciou os acontecimentos daquela madrugada de 28 de maio de 1968 e que não podia ser de outra cidade, senão João Monlevade. Seu nome é Sylvio de Menezes Filho e segundo seus registros o incêndio teria se iniciado de um fogareiro elétrico, usado para derreter cola de encadernação, que teria sido esquecido ligado por determinado aluno.
O fogareiro da marca Faeme é este das fotos e se encontra exposto no museu do Caraça. Estranho também é que o tal fogareiro não ostenta sinais visíveis de que tenha atuado como a causa de tão violento incêndio. Como se vê pelas fotos, o fogareiro não apresenta nem uma chamuscada sequer! Muito pelo contrário: está com uma cara de inocente! Aliás, tudo isso está a cara da Ditadura Militar.
Acho que o próximo passo é requerer junto à Biblioteca do Caraça cópia de outro relato existente sobre incêndio que é do disciplinador dos alunos, que também testemunhou e escreveu sobre o ocorrido. Vou tentar também contato com o aluno que teria esquecido o fogareiro ligado e que atualmente vive na vizinha Itabira. Para compreender o contexto do possível incêndio criminoso do Caraça, leia o texto: Os Royalties da Mineração na Contra-Conjuração Mineira Contemporânea

sábado, 24 de maio de 2014

Monlevade Chega aos 50 Anos Sem Coleta Seletiva

O fato de Monlevade chegar a seu cinqüentenário de emancipação político-administrativa sem ter ainda conseguido implantar uma coleta seletiva de resíduos sólidos ampla e irrestrita na cidade  é, no mínimo um péssimo sinal. Demonstra o quanto estamos atrasados em matéria de meio ambiente.
Situação também gritante é o fato de Teófilo Torres manter no comando da pasta o secretário Zezinho Despachante que além de se dedicar ao cativeiro de aves, esteve envolvido em escândalo recente de assédio sexual e ainda chegou a afirmar que não poderia abrir mão do cargo, justificando-se que sua filha cursa faculdade, o que lhe demanda o salário de R$ 6.225,00.
É obvio que não se pode promover uma coleta seletiva séria e abrangente sem investimento em educação. Ocorre que, infelizmente, educação não é prioridade neste governo. A secretária de fazenda e ex-prefeita de Nova Era,  Laura Carneiro, mantém os investimento em educação, exatamente, dentro do mínimo constitucional de 25% da receita corrente liquida. Tudo na conformidade do Choque de Gestão.
E assim, o Aterro Sanitário vai sofrendo metamorfoses para estender sua, praticamente, já esgotada capacidade de receber lixo, enquanto renda deixa de ser gerada no Município através da reutilização dos recicláveis.    

Demo

Nesta semana, assisti na TV, à propaganda partidária gratuita do PFL, que há algum tempo mudou a denominação de sua sigla para DEM, assim como, por exemplo, também transmutam o próprio nome aqueles criminosos e outros mais, que após pilharem a nação, fogem para o exterior com outra identidade, às vezes até mudam de sexo, a fim de permanecerem livres e impunes enquanto se deleitam nos milhões de dólares esvaídos das divisas brasileiras.
Essa extrema direita facistóide, cinicamente, travestida de democratas, chegou ao disparate de incluir em seu programa de televisão uma linha de tempo  em que o presidente Getúlio Vargas figurou como suposto predecessor do atual projeto político pregado por essa corja oligarca. Quanta desfaçatez! Quanta  cara-de-pau!
Vargas foi forçado ao suicídio, justamente, pela ação raivosa e refratária desses parasitas conservadores que agora se utilizam, levianamente, de sua imagem, a fim de embutirem no imaginário do povo a ideia daquilo que nunca foram. Falsos! Mentirosos! Oportunistas! Também...vindo de quem possui descaramento suficiente para mudar de nome, de identidade, não era de se esperar outra coisa.              

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Guilherme Nasser Entra em Êxtase Durante Palestra da Arcelormittal

Durante a palestra realizada pela Arcelormittal na última terça-feira na Câmara, o assessor de comunicação da Usina, João Carlos, informou que a siderúrgica injeta, anualmente, na economia do Município, cerca de 600 milhões de reais, entre pagamentos de salários e compras diversas. Foi o suficiente para o presidente da Casa, o vereador, Guilherme Nasser, entrasse em êxtase! Nasser ainda foi capaz de comparar os gastos da empresa com os da Prefeitura, que são bem menores.
Será que o presidente da Câmara ainda não aprendeu que não se pode comparar uma jaca com um abacaxi? Ora, a Prefeitura não é empresa que visa o lucro.
Mais uma vez, Guilherme Nasser, perdeu a oportunidade de ficar calado e, com isso, voltou a demonstrar a falta de capacidade para assumir o cargo que ocupa.
E o assessor da Arcelormittal só se esqueceu de informar o lucro específico da unidade monlevadense, anualmente.
Então, vamos aos números... Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto de João Monlevade (PIB), ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas no Município, durante um ano (dados de 2011), é da ordem de incríveis 1 bilhão, 692 milhões e 51 mil reais. Desse total, 731 milhões e 183 mil reais são gerados pelo setor da industria do Município, o que engloba a atividade da Arcelormittal; 730 milhões e 553 mil reais são gerados pelo setor de serviços e, obviamente, apenas 838 mil reais são gerados pelo setor agropecuário.
Assim, os 600 milhões injetados na economia monlevadense, anualmente, apesar de serem um montante expressivo, representa apenas 35.4% do PIB de João Monlevade. Outro fato interessante é que o PIB industrial monlevadense, a preços correntes de 2011, se encontra, praticamente, equiparado ao PIB do setor de serviços. É claro que a indústria demanda a prestação de muitos serviços, mas esses números demonstram a grandeza  de outros setores da economia de uma cidade-pólo pujante e frenética como João Monlevade. No próximo senso essa tendência deve ficar ainda mais evidente, na medida em que refletirá o incrível boom imobiliário que o Município tem vivenciado nos últimos anos.
A conclusão que fica é que Monlevade tem se tornado muito maior que a Arcelormittal e neste contexto de transformações, a Usina deve encontrar o seu devido lugar. Volto a repetir, não somos contra atividade. O que não podemos admitir é a manutenção desde modelo de exploração econômica inaugurado nessa tenebrosa era Mittal, em que a empresa, seja na Mina ou na Usina, se esquiva ao dialogo transparente e franco, enquanto não assume suas responsabilidades sociais de modo a colaborar para com o incremento da qualidade de vida no Município.                
Precisamos defender a siderurgia e a mineração justas, mantendo a eterna vigilância sobre o grande capital,  ao mesmo tempo em também devemos buscar novos meios de diversificar o PIB Monlevadense. O Mote deve ser a criação de ambiente de negócios e investimento em educação, ciência e tecnologia. O novíssimo Laboratório de Ciência e Tecnologia da UFOP está aí para isso...  

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Arcelormittal Recusa Responder Sobre Mineração do Andrade

Ontem fui à Câmara para participar de um debate sobre a expansão da Arcelormittal e não foi o que, realmente, aconteceu. Debate dá direito a tréplica, coisa que não foi permitida na ocasião, o que mais uma vez demonstra que o “Fórum Monlevade em Foco: os Próximos 50 Anos” que pretende discutir os próximos 50 anos do Município, como já cansei de dizer, não passa de um estratagema do marketeiro pessoal de Guilherme Nasser destinado a desviar as atenções da opinião pública monlevadense da paralisia e da falta de resultados do governo Teófilo Torres/Laura Carneiro/Moreira. Aliás, o próprio assessor da Arcelormittal, João Carlos, em dado momento da palestra declarou que não há como se entrar no mérito dos próximos 50 anos da siderurgia local, pois tal tarefa cabe somente ao mercado.    
O que pude notar durante o evento, que contou com a ilustre presença do Gerente Geral da Usina, o Senhor João Henrique Palmer Caldeira, uma empresa ainda muito fechada ao diálogo transparente, refratária a criticas e também senti uma atmosfera de certa irritação por parte do palestrante da ArcelorMittal, em estar ali, tendo de responder a questionamentos do povo monlevadense. Como já havia cantado a pedra, a siderúrgica, por exemplo, se recusou, terminantemente, a responder qualquer pergunta sobre a nova realidade de superexploração da Mina do Andrade, que tanto impacta o Município.
Causa preocupação os extremismos como que as bajulações se dirigiram aos representantes da Usina. Infelizmente, no meio político local, muitos, instantaneamente caem de quatro diante do poder, seja ele político, econômico ou financeiro. Agrava a situação o fato de os marketeiros atuantes no Município divulgarem, há trinta anos,  a idéia retrograda e atrasada de que a Usina não pode ser criticada.  
Se não quer ouvir críticas, vai ser assessor do Papa, que, segundo a tradição, é o único infalível. E por mais que a atividade seja fundamental para o Município, isso não lhe dá o direito de sujar tudo e danificar as vias com o trânsito pesado, além de várias outras coisas. Percebe-se que as atividades do grupo, apesar da grande importância econômica, não estão colaborando para o aumento da qualidade de vida no Município.  
Vejo que desafio inicial da assessora da Usina é se adequar ao novo paradigma político-filosófico que foi inaugurado diante dos Protestos de Junho de 2013, reconhecido pela mídia internacional como Primavera Brasileira, abrindo-se mais para o diálogo franco e transparente e assumir responsabilidades sociais que se traduzam em mais efetividade do incremento da qualidade de vida em João Monlevade.  
Por fim registro que na ocasião foi anunciada a instalação de uma “embaixada” da empresa no centro da cidade a fim possibilitar o diálogo com a comunidade. E é justamente o que mais faltou na noite de ontem em relação à empresa: diplomacia.     

As perguntas que fiz sobre a mineração do Andrade e a Mittal se recusou a responder foram as seguintes:

-Qual o tamanho da jazia do Andrade? Quanto dela se encontra dentro do município de João Monlevade? Qual é a produção atual da Mina? Neste ritmo de produção em quanto tempo a mina se exaurirá e, quando isso acontecer, de onde a Usina retirará sua matéria prima?

-O transporte pesado do minério de ferro por carretas, além de gerar grande poluição particulada, também danifica as vias do município. Quais são as compensações e mitigações que o grupo efetivará para minimizar esses impactos?

-Considerando que a Lei Orgânica prescreve:

Art. 170. Ficam tombados, para o fim de preservação, e declarados monumentos naturais, paisagísticos, artísticos ou históricos, sem prejuízo de outros que venham a ser  tombados pelo Município:

 I - os alinhamentos montanhosos das Serras do Seara e do Andrade; 

IV - a mata da “Cabeceira do Bananal”, no Vale do Sol; 


Quais são as medidas efetivas tomadas pelo grupo para proteger a Serra do Andrade e a Cabeceira do Bananal, neste contexto de superexploração da Mina do Andrade? 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Guilherme Nasser: Gasto Vultoso para Desviar a Atenção da Opinião Pública


Enquanto a ex-prefeita de Nova Era, Laura Carneiro, adestra o prefeito Teófilo Torres na arte reversa do Choque de Gestão, impondo cortes de gastos em várias áreas sociais do Município de João Monlevade, como na Saúde, em que faltam médicos, remédios e o cidadão acamado é, literalmente, forçado a se valer de farrapos para se proteger do frio numa sala gélida do PA, o vereador,Guilherme Nasser (foto), faz vista grossa para a sofrível realidade do Município e prodigaliza o orçamento público da Câmara com vultosos gastos em publicidade, cerimoniais e concessões de honrarias, destinadas apenas a produzirem as oportunidades para que o presidente do Legislativo parlapatão possa se posicionar diante das câmeras e dos holofotes a fim de se auto-promover e nada mais. 
O chamado Fórum Monlevade 50 Anos é a maior prova disso. Concebido pelo marketeiro pessoal de Guilherme Nasser nesta ocasião do Cinqüentenário de João Monlevade, tal evento se propõe à discussão dos próximos 50 anos do Município e até agora só abordou temas e matérias que, de acordo com a Constituição de 88, não são de competência do Município, como segurança pública e prestação dos serviços jurisdicionais. 
É óbvio que um evento que trata de assunto que não lhe compete, promovido num momento em que o Município passa por tantas carências, só pode se reservar a desviar as atenções da opinião pública da paralisia e incompetência da administração de Teófilo Torres, de quem Nasser foi um dos principais cabos eleitorais.

Assinada Ordem de Serviço para Duplicação da 381: "Toda Unanimidade é Burra"


Essa elite raivosa que agora se vê encurralada pelos anseios de um novo país, de maioria de classe média, emergida como resultado da expressiva distribuição de renda que vem ocorrendo nestes últimos 12 anos, reluta, enraivecidamente, em largar seus privilégios parasitários e suas regalias escusas e, como controlam a grande mídia nacional, destilam pelos veículos de comunicação a mesma raiva que exilou Pedro II, que impôs o suicídio a Getúlio e que deflagrou o Golpe de 64, atrasando esse país em várias décadas. 
A raiva cega e essa elite entreguista e golpista busca dissemina-la como ardil manipulador destinado a obscurecer a visão do povo para a melhorias concretas que, finalmente, chegam até nós.

Na segunda-feira passada a presidente da República esteve no Vale do Aço para assinar a ordem de serviço para a duplicação da Rodovia da Morte, a BR-381, e toda essa estrutura de mídia reacionária contraiu-se, coordenadamente, para desacreditar o início do maior investimento em infra-estrutura rodoviária desta tão importante região do Estado de Minas Gerais, em toda história. Serão 2,5 bilhões de reais investidos numa rodovia duplicada repleta de túneis, de viadutos e de pontes que modernizarão o seu traçado, além de vários outros melhoramentos, diminuindo, consideravelmente, o tempo de viagem e a chance de ocorrências fatais ao longo do trecho.
Guilherme Nasser fez beicinho, Moreira microfonou no sentido de que depois das eleições as obras param e o jornal A Notícia até atribuiu a Dilma uma frase que ela jamais pronunciou. Como dizia Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra” e neste caso, também é reacionária! 
Ocorre que pela primeira vez, desde o Plano Real, o Brasil tem condições macroeconômicas para realizar investimentos deste vulto. Durante a era FHC, o país praticou as maiores taxas de juros básicos do planeta, chegando a alcançar extraordinários 49% ao ano, o que significa que a União chegava entregar, de bandeja, para os banqueiros brasileiros cerca de 250 bilhões de reais, por ano, como remuneração dos chamados C-Bonds e Global-40, títulos da dívida pública negociados em Bolsa de valores. Nestes últimos 12 anos os juros básicos caíram vertiginosamente, chegando a históricos 7,5% e hoje se apresentam na casa dos 11%, um valor considerado baixo, tratando-se de Brasil. É o que possibilitou o país a voltar a investir numa obra como a duplicação da BR-381, por exemplo. Na época do FHC os banqueiros drenavam toda a capacidade de investimento do governo. Agora, não. Agora há capacidade para investimentos. E, finalmente, todas as questões ambientais e procedimentos burocráticos foram vencidos e a ordem de serviço assinada, o que significa que as empreiteiras que venceram as respectivas licitações iniciam, imediatamente, a execução da obra com a obrigação contratual de apresentarem resultado. 
E para os ainda incrédulos, a maior e mais tangível mostra de que a duplicação da 381 está em via de se concretizar, coincidentemente, é outra duplicação que está evoluindo aqui bem perto de nós: a do Laminador da Usina (foto). Mittal está de olho nos investimentos de 2,5 bilhões de reais do Governo Federal na obra, boa parte dos quais devem ser empenhados na compra de grande quantidade de aço produzido em Monlevade para a concretagem armada de túneis, pontes, viadutos, muros de arrimos e etc que modernizarão a Br-381. E não digam que estou sendo partidário. Estou sendo é realista! 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A Ditadura Nasserista

É o que eu sempre digo: ninguém nega sua natureza! Ontem, durante a sessão ordinária da Câmara, o vereador Guilherme Nasser (foto) fez uso da tribuna para asseverar que “a Arcelormittal não deve ser criticada.”
Nasser nada mais fez do que, mais uma vez, revelar sua natureza autoritária e sua incontrolável bajulação pelo poder, seja ele quar for, político ou econômico.
Nasser trai seu juramento de posse em que se comprometeu  a defender a Democracia e, literalmente, rasga o texto constitucional quando, ao arrepio das liberdades democráticas, buscar impor censura contra aqueles que se contrapõem ao modelo de exploração econômica inaugurado pelo indiano Mittal, que, somado a essa política fisiologista e ditatorial da qual faz parte, descaminha João Monlevade do rumo do desenvolvimento e da qualidade de vida tão almejados por todos.
Guilherme Nasser, inteire-se da Constituição que vossa excelência jurou defender e respeitar:

Art. 5°[...]
[...]
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
[...]
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
[...]
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
[...]
§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
[...]

Colocar a Arcelormittal dentro de uma redoma de cristal é cometer a heresia da idolatria e, ao mesmo tempo, condenar a siderurgia local a se definhar, asfixiada nos próprios gases poluentes que produz.         
Ninguém, em sã consciência pode ser contrário à produção do aço, mas a Usina deve assumir suas responsabilidades sociais e também mitigar os graves impactos ambientais e estruturais que a mineração do Andrade tem apresentado ao Município, além de outros.
E não tenham dúvida, enquanto tiver apenas uma carreta de minério de ferro que possa ser explorada, Mittal não larga o osso. Isso, sem falar que a Usina de Monlevade é uma das mais lucrativas do mundo. Quem não quer uma siderúrgica que tem a sua disposição a Ferrovia Vitória/Minas, o Porto de Tubarão, a Mina do Andrade (até quando?), a água do Rio Piracicaba, a cultura produtiva da Belo-Mineira e o 4° mercado de automóveis do mundo, num momento em que a atividade da construção civil nunca esteve tão aquecida?      

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Monlevade 50 Anos: Uma Sugestão de Pesquisa aos Historiadores Locais

Um dos aspectos menos elucidados da história da Usina de Monlevade tem sido sua presumível participação no esforço de guerra aliado durante a Segunda Guerra Mundial. Ou você acha que os luxemburgueses se sacrificariam tanto para erguer aqui uma moderna siderúrgica apenas para contribuir com a siderurgia nacional? Eles, realmente, tinham interesses mais prementes, naquela época, como o de produzir aço suficiente para a fabricação de equipamentos que pudessem ser utilizados no combate contra a poderosa máquina de guerra nazista e derrotar Hitler.  A própria nave da Matriz de São José Operário, conformada em “V” e inaugurada poucos anos após o término do conflito("V" da Vitória), invoca a vitória dos aliados na Segunda Grande Guerra e atesta o engajamento da saudosa Belo-Mineira no esforço de guerra aliado.
Neste contexto e diante dos inúmeros naufrágios levados a cabo por submarinhos alemães no Atlântico-sul, incidentes sobre embarcações que transportavam insumos brasileiros para o esforço de guerra aliado, durante o conflito, fico imaginando se entre esses navios não teria haveria algum, carregado de fio-máquina ou de aço monlevadense. Seria uma história e tanto! Fica a sugestão de pesquisa para os historiadores locais.