Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

sábado, 28 de junho de 2014

Arcelormittal Fez Acesso Encima de Nascente








Fico vendo a publicidade (que bom que Mittal voltou a publicar na imprensa local!) da Arcelormittal nos meios de comunicação impressos e sempre noto que o grupo indiano destaca sua preocupação ambiental com as nascentes, entre, supostamente outras.
Então, ficava eu imaginando quais nascentes seriam essas... Será que Mittal estaria se referindo àquele cocho d’água e possível criatório da Dengue, no Bairro Areia Preta, que o indiano diz que cuida?
Hoje, depois de algumas andanças, tenho a convicção de que a nascente que Mittal tanto cuida só pode ser aquela em cima da qual o indiano instalou o trevo rodoviário que dá acesso à Mina do Andrade, por meio da Estrada do Forninho, que liga Monlevade a Itabira.
Vejam pelas fotos que o acesso construído, há pouco tempo, pela Arcelormittal na Estrada do Forninho foi instalado, literalmente, em cima de uma nascente que, portanto, sofreu grave intervenção topográfica e que se encontra sem a devida cobertura vegetal, além de outros cuidados.
E vejam que apesar de Mittal, a nascente ferida ainda segue em seu encargo sagrado de produzir água, a ponto de os transeuntes que por ali passam já terem improvisado no local pequenas bicas para captarem daquela água, a fim de matarem a própria sede (fotos).    

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Asfalto Elei(Tito)reiro


Governar é definir prioridades. 
Como resta claro que a prioridade é eleger o irmão do prefeito, Tito Torres, deputado estadual, o atual governo contraiu endividamento junto ao governo de Minas para asfaltar vias da cidade que, apesar de já estarem asfaltadas, são submetidas a novo asfaltamento, por localizarem-se em regiões comerciais, o que confere mais visibilidade ao asfalto.
Fosse prioridade desse governo, por exemplo, a busca pelo fortalecimento da vocação de cidade pólo que tem o Município, certamente, o que estaria recebendo asfaltamento são os últimos quatro quilômetros da estrada de Santa Rita de Pacas que liga Monlevade a São Gonçalo.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Coisa de outro Mundo


Novidade em Monlevade são as lixeiras instaladas no centro para receber o material da varrição de rua. Lixeiras em Monlevade são sempre uma novidade!!!Pena que essas o cidadão não pode usar. São de uso exclusivo da empresa que tem prestado o serviço. 
Já foram, irreverentemente, batizadas de "Módulo Lunar" ,em homenagem aos primeiros homens a pisarem na Lua. O tambor da direita representa Neil Armstrong, o do meio, Buzz Aldrin, e o da esquerda, Michael Collins (este último apesar de não ter pisado na Lua tripulou o Módulo de Comando do Missão). Coisa de outro mundo!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Indícios de Desvio de Recursos no Margarida: Operação Abafa/Desvio das Atenções da Opinião Pública

No início do mês, o vereador Belmar Diniz, apresentou durante reunião ordinária do Legislativo relatório de auditoria, recentemente, realizada pelo Ministério da Saúde no Hospital Margarida, apontando para gravíssimos indícios de desvio de recursos públicos naquela unidade hospitalar.
Segundo o documento, após exaustiva auditoria, o Hospital não conseguiu apresentar  a documentação necessária (recibos e notas) à comprovação da efetiva utilização dos repasses de recursos públicos realizados, mensalmente, pela Prefeitura, para o custeio do Pronto Socorro e pagamento de plantonistas.    
Esperava-se que tema de tamanha gravidade ocupasse as páginas dos jornais monlevadenses tempo suficiente para a devida elucidação do caso. Mas, infelizmente,, não foi o que ocorreu.
O Jornal A Notícia, por exemplo, vem reportando e tratando o caso com perturbadora subestimação e uso de eufemismos, além de outros. Na edição de ontem, o bi-semanário foi a Nova Era buscar matéria de capa que envolve a atual secretária de fazenda, Laura Carneiro, numa série de irregularidades na execução de obras públicas, quando foi prefeita daquele município. E não publicou sequer uma linha a respeito das graves denúncias que pesam sobre a gestão do Hospital Margarida, que remetem ao ano 2005 e muito além.
Claro que o caso Laura Carneiro merece destaque e apuração. No entanto, se tal acontecimento, na cidade vizinha, mereceu do Jornal a manchete de capa e matéria de primeira página-ímpar do bi-semanário, esperava-se, no mínimo, o mesmo tratamento para com o caso local do Margarida, já que neste, o volume de recursos públicos, supostamente, desviados é de muito maior vulto. Assim, não há como se interpretar a postura do Jornal, senão como uma tentativa triste de, intencionalmente, desviar as atenções, de Monlevade, para Nova Era, neste momento em que o Margarida não poderia deixar de estar sob os holofotes.  
Mas, a se considerar que os graves indícios de desvio de recursos públicos no Margarida atingem, diretamente, a gestão psdbista ao longo dos últimos 10 anos no hospital, sempre conduzida de forma eleitoreira, e inclusive figuras do grupo como o sempre ex-pré-candidato a prefeito, Lucien Marques, que é a todo tempo citado no relatório; tal postura do jornal não é de surpreender, eis que o relatado pelos auditores possui o potencial de um avassaladora hecatombe politica .
Parece aquela mesma tônica absurda dos Mensalões: os mensaleiros de Brasília estão todos presos, cumprindo pena, fato até então inédito no país; os do PSDB estão, rigorosamente, todos soltos, sem perspectiva de serem punidos, muito embora este tenha precedido àquele. Definitivamente, pau que dá em Chico não dá em Francisco.               

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A Falácia da Arcelormittal Impertinente


Há algum tempo já estava aprovada na Câmara uma audiência pública para debater questões atinentes à nova realidade vivenciada no Município junto à Arcelormittal.
Depois de muita pressão, foi realizada uma reunião na Câmara com a participação de representantes da empresa, em que se esperava que todas as questões locais atinentes ao poderoso grupo indiano pudessem ser esclarecidas. Infelizmente não foi o que aconteceu.
A siderúrgica se recusou, terminantemente, a responder sobre o tema mineração, justificando-se que a atividade é exercida por outra empresa do grupo. Aliás, naquele momento, os próprios dirigentes da Arcelormital criaram, em João Monlevade, duas modalidades de Arcelormittal: a pertinente e a impertinente.
Sabemos que na prática, as coisas não funcionam assim até mesmo pela dependência que a Usina tem do minério de ferro extraído do Andrade pela, agora, impertinente Arcelormittal Mineração.
A falácia da impertinência pode até colar, lá na Índia. Mas aqui, não. Ademais, se a empresa convidada, não pôde ou não quis responder, que se convoque a Arcelormittal Mineração, pois são muitas as respostas esperadas pelo povo de João Monlevade, principalmente, em relação à poluição particulada e à afetação das vias do Município diante do intenso fluxo de pesado trafego rodoviário do transporte do minério de ferro.    
  
 PS: Agora é de se entender porque Guilherme Nasser faz uso da tribuna para asseverar “que a Arcelormittal não pode ser criticada”. O atual presidente da Câmara recebeu doação de campanha do poderoso grupo siderúrgico indiano (imagem), na eleição de 2012.         

Guilherme Nasser Embaraça Pedido de Documentação na Câmara


Recentemente, aviei à Câmara pedido de cópia da documentação orçamentária do Legislativo referente aos gastos com publicidade, efetivados, nos últimos 17 meses.
Nesta semana recebi despacho juridicoso, de uma lauda, assinado pelo vereador Guilherme Nasser (imagem), alegando que a expressão “documentação orçamentária referentes aos gastos com publicidade” é  “extremamente ampla, não se podendo depreender efetivamente quais documentos o requerente pretende copiar”.
Senão vejamos, como citado, no requerimento foram empregados os vocábulos “gastos” e “efetivados”. E gastos efetivados só podem se traduzir nas respectivas notas fiscais de serviços. Ademais, mesmo que seja amplo o pedido, por determinação legal, a documentação deve ser, integralmente, entregue, sob pena de responsabilidade do presidente da Casa, Guilherme Nasser, que só está querendo embaraçar o meu pedido.
Entrei em entendimento com a Diretoria da Câmara e, segundo foi informado, a documentação será disponibilizada em breve.
E como eu sempre digo, muito mais do que imagem ou discursos, administrações são o retrato direto daquilo que produzem. E para Guilherme Nasser, que gosta muito de fazer pose para flash, a fotografia ficou emoldurada por uma boa dose de obscuridade, ou seja, de falta de transparência.     

       

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Djalma Bastos se Desajusta novamente: "A Inveja Doentia Machuca o Coração"


É a terceira reunião da Câmara consecutiva que citam meu nome em plenário. Na primeira vez, foi o vereador Guilherme Nasser que mentiu a meu respeito. Requeri a cópia do áudio e ainda não tive tempo de ouvi-lo. Na quarta-feira passada, foi a vez de Djalma Bastos, líder do governo Teófilo Torres na Câmara (vídeo).
Srs. Guilherme Nasser e Djalma Bastos, não percam seu tempo comigo. Eu não sou nada! Discutam a cidade. Fiscalizem. Assumam suas funções. Tanto assunto importante a ser tratado no Município, visando a qualidade de vida: revisão do Código de Posturas, regulamentação do processo de verticalização da cidade,  Código Ambiental, acessibilidade....e os senhores direcionando seus tímidos esforços contra a minha humilde pessoa. 
E esclarecendo ao Sr. Djalma Bastos, não estive em seu terreno. Estivemos eu e Luis Cláudio, no terreno de seu vizinho, que, inclusive, confessou, voluntariamente, que te detesta. As fotos que instruíram a denúncia junto ao MP contra o vereador, por ato de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e dano ao erário, foram em sua grande maioria da torre da Prandinet instalada, ilegalmente, em seu terreno e não da OI como o senhor alega. É verdade que às sextas-feiras era comum a minha permanência, em torno das 06:30 hs., na rua de seu comércio, mas era a contragosto, porque do senhor quero distância: eu estava apenas aguardando a chegada de Lucas, nosso ex-operador de mesa, do programa Transparência Monlevade na Rádio Comunicativa, 87.9 FM, que é transmitido todas as sextas, 07:00 hs. para compartilhar uma carona.       
O jargão “arremessa a pedra e esconde as mãos” não me cabe, já que a denuncia formalizada pelo Transparência Monlevade junto ao MP leva minha identificação e assinatura. Além do mais, o fato foi amplamente divulgado pela mídia.
Quanto ao verborrágico cacofônico: “a inveja doentia machuca o coração”, informo que não tenho inveja de quem mantém e dissimula contrato de aluguel ilícito com a Prefeitura, recebendo mensalinho danoso aos cofres públicos, à República e à Democracia. Aprendi ainda criança que sempre agimos imbuídos de qualquer passionalidade, seja ela a inveja, por exemplo, acabamos agindo contra nossos próprios interesses, o que acaba de ocorrer com vossa excelência em relação a Thiago Tito: foi tentar atingir a imagem do jovem vereador pelo fato dele se sair muito bem nas pesquisas de opinião, dado seu carisma e sua atuação exemplar, e quem saiu com nariz de palhaço foi o senhor, ao revelar sua natureza destemperada e desagregadora.        

terça-feira, 10 de junho de 2014

Sinval só Volta para a Câmara Depois da Campanha de Tito Torres


O atual secretário de serviços urbanos, Sinval Jacinto Dias, confirmou na semana passada que vai voltar para a Câmara.
Sinval deixou sua cadeira no Legislativo, logo do início no mandato de Teófilo Torres, para dar lugar ao exercício de seu suplente, o vereador, virtualmente mudo, Zé Lascado.
Sinval não declarou quando voltará a exercer a vereança, mas está claro que será após as edições deste ano.  Antes disso, tudo como dantes no Quartel de Abrantes.
É óbvio que a manobra que levou Zé Lascado a assumir uma vaga na Câmara, a contragosto e ao arrepio da vontade popular apurada nas urnas do último pleito, não foi conduzida para, por exemplo, melhorar a qualidade dos trabalhos no Legislativo ou coisa que o valha. Afinal, quem substitui Sinval é um parlamentar inapto, por sua própria natureza, a provocar qualquer debate em plenário.
O exercício do mandato do vereador suplente, na verdade, tem como único objetivo alargar a base eleitoral da candidatura do irmão do prefeito e filho de Mauri, Tito Torres e nada mais.
Moral da história: Monlevade se encontra há 18 meses, de um lado, com um secretário de serviços urbanos de baixos resultados e sem lugar  fora Câmara e, de outro, com um vereador, completamente, apático e impassível no Legislativo. Tudo ao dispêndio do erário e com o único objetivo de eleger Tito Torres deputado estadual. Esse é o projeto político que o Clã dos Torres tem para com o Município: o poder pelo poder, pouco importando a vontade popular ou o preço que o monlevadense, literalmente, paga por isso. E o povo que se lasque!     

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Auditoria Aponta para Graves Indícios de Desvio de Recursos Públicos no Hospital Margarida

Auditoria apresentada pelo Vereador Belmar Diniz na última reunião ordinária da Câmara, realizada no Fundo Municipal da Saúde e Hospital Margarida pelo Ministério da Saúde a pedido do Ministério Público, com a finalidade de verificar a ausência de médicos nos plantões e a prestação continuada de recursos repassados para o hospital, aponta para graves indícios de desvio de recursos públicos naquela instituição.
Segundo o relatório, “ a Secretaria Municipal de Saúde não apresentou a totalidade dos termos de convênio e das prestações de contas relativos aos repasses efetuados ao Hospital Margarida, a título de subvenção, conforme descriminado no anexo I, em desacordo com o solicitado no Comunicado de Auditoria n° 092/2013. Além da documentação referente ao período anterior a dezembro de 2006, não foram apresentados os Termos de Convênio referentes aos períodos de dezembro de 2006 a janeiro de 2008 e de maio a dezembro de 2010, além das prestações de contas relacionadas aos períodos de novembro e dezembro de 2007, março a dezembro de 2010, agosto a dezembro de 2010 e de novembro de 2012 a janeiro de 2013”.
Significa dizer que a auditoria realizada no Margarida não encontrou a documentação necessária (recibos e notas) à comprovação da efetiva utilização dos repasses públicos realizados, mensalmente, pela Prefeitura, para os fins a que se destinam: custeio do Pronto Socorro e pagamento de plantonistas.
A grande pergunta que todos se fazem é a seguinte: onde foram parar esses recursos públicos destinados ao custeio do PS e ao pagamento de plantonistas?
Tratam-se graves indícios de desvio de recursos públicos que demandam esclarecimento categórico por conta dos envolvidos: administração municipal e gestores do Margarida.  

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Djalma Tenta Armar Circo na Câmara


Ontem, durante a reunião ordinária da Câmara, o líder do governo Teófilo Torres, vereador Djalma Bastos (na foto junto de Guilherme Nasser), fez uso da tribuna para tomar as dores de Vanderlei Miranda, no caso da permuta de terreno público, em que se pretendia beneficiar parente deste último. Djalma também aproveitou para se referir à nosso amigo Luis Cláudio, como radialista que expôs, desnecessariamente, a imagem de Vanderlei Miranda no caso. Por fim, Djalma, relembrou o escândalo do Mensalinho da Prandinet, em que o mesmo mantinha um contrato de aluguel dissimulado e ilegal com a Prefeitura, que já lhe rendeu, ao lado de Prandini, Teófilo e o filho, o bloqueio judicial dos bens em Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público, mediante denúncia do Transparência Monlevade, cuja motivação Djalma atribuiu a um grande sentimento de inveja, citando minha pessoa.
Primeiramente, Vanderlei, toda vez em que um vereador se envolver em causa que beneficia parente, é melhor que ele se abstenha de atuar, passando a bola a outro vereador, pra não ficar parecendo legislação em causa própria. Segundo, que o caso das permutas já é um assunto superado: o juiz suspendeu, a pedido do MP, todas as permutas em João Monlevade. Outra, que nas permutas o Municípios sempre perde... O melhor instituto é o de desapropriação. Se a Prefeitura precisa de uma faixa de terra, desaproprie e pague o valor do terreno.
Em relação a Djalma Bastos, vi que sua intenção ontem era de me desestabilizar para que eu o mandasse para o lugar que merece, ocupando o picadeiro do circo que o vereador tentou armar, sem o menor êxito, ficando ao final ele mesmo com o grande nariz de palhaço.          
E inveja também não tenho nenhuma de quem dissimula e mantém contrato de aluguel ilegal com o Município, contraditoriamente, ocupando cargo que deveria zelar pela lisura dos contratos públicos, entre tantas outras coisas.   

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Nota de Repúdio contra Laura Carneiro

Consagra a Constituição da República/88:

Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

Note que o texto se utiliza da expressão “nunca menos”, ou seja, tais percentuais correspondem ao mínimo a ser aplicado na Educação: os entes federativos podem e devem aplicar mais, já que, atualmente, aplicando-se o mínimo constitucional, o Brasil tem investido em Educação apenas cerca de 5% do PIB, enquanto que países desenvolvidos investem de 10 a 12%.     
Ontem, através de uma regra de três realizada com dados extraídos do Jornal A Notícia, chegamos a conclusão que o governo Teófilo Torres investiu, durante o 1ª quadrimestre orçamentário, aviltantes 14% da receita total na Educação Municipal.
Enquanto, a duras penas, o país vai se convencendo da necessidade de se qualificar e de se dobrar para 10% do PIB os investimentos em Educação no sentido de que haja condições para que o país passe, realmente, a se desenvolver, sob o ponto de vista mais importante que é o humano; a Dona Laura Carneiro, ex-prefeita de Nova Era e operadora do Choque de Gestão, nada contra a corrente e avilta a Educação Municipal com inaceitáveis 14% da receita investidos no setor. São 11 incríveis pontos percentuais abaixo do mínimo constitucional que já tem se demonstrado insuficiente.
Enquanto Monlevade deveria estar pensando em seu futuro e na possibilidade de se criar de um Fundo Municipal da Educação, com a receita extra que se terá com o novo laminador da Usina, para destinar esse acréscimo de recursos na Educação e assim, qualificar sua mão-de-obra, o que junto de uma política econômica audaciosa, poderia atrair para o Município empresas demandantes de trabalhadores qualificados, gerando mais empregos, renda e receita; o governo Teófilo Torres tem a cara de pau de aviltar a Educação dessa forma! Uma coisa é certa: não querem uma população pensante na cidade. E sem uma educação pública de qualidade, com um novo modelo de escola cívica, ética e filosófica jamais avançaremos, como foi prometido na campanha passada.
Fica registrado aqui o meu repúdio contra mais esse atentado perpetrado pelo governo Teófilo/Laura/Moreira contra a Educação Monlevadense. A população não pode se conformar com essa situação.         

terça-feira, 3 de junho de 2014

"Estou otimista com Monlevade"

Vale uma reflexão o texto redigido pelo meu amigo e jornalista, Thiago Moreira, e publicado na edição de hoje do Jornal A Notícia como título “Estou otimista com Monlevade”.
Nele, o autor traz uma série de dados e números,  sobre o atual governo que merecem uma análise mais realista, considerando que o otimismo verdadeiro deve se superar como um mero sentimento ou sensação para se fundar, concretamente, na realidade dos fatos.
Segundo o otimismo ufanista do autor, não é verdade que “o governo não fez nada, não garantiu nada, não conseguiu recursos junto aos governos estadual e federal” e passa a elencar uma série de ações, por meio das quais Monlevade estaria “avançando”, conforme se transcreve ao mesmo tempo em que se analisa:

-Maior aquisição de veículos da história: 12, dentre eles, ambulâncias e vans. [Parabéns para o governo Teófilo. Numa cidade que ostenta um modelo de gestão da saúde voltado, prioritariamente, para a contratação de empreiteiras executoras de infra-estrutura, como a do Santa Madalena, por exemplo, em detrimento da contratação de profissionais da área médica que possam, efetivamente, atender à população; serão necessárias muitas ambulâncias para removerem os pacientes e as parturientes para serem atendidos em outra cidade.]

-R$ 2,3 milhões revitalização da Armando Fajardo.
-R$ 5,5 milhões asfaltamento de diversas ruas
-R$ 3 milhões recapeamento avenidas Getúlio Vargas (Sta Bárbara e Belmonte), Isaac Cassemiro e Gentil Bicalho
-Pista de caminhada da Gentil Bicalho
-R$ 4,5 milhões revitalização da Alberto Lima [Ao contrário do que foi prometido durante a campanha, que o pai do prefeito, Mauri Torres, detinha a senha do cofre do governo de Minas e derramaria uma enxurrada de recursos a fundo perdido em JM, esses gastos com asfalto se somam a uma crescente dívida que deverá ser paga pelos próximos prefeitos. E é uma pena que esse asfalto não possa ser transformado em merenda escolar, em atendimento médico, em abastecimento contínuo de água tratada e etc. Aliás, o pouco resultado isolado que se tem desta administração é obtido por meio da contratação de empreitarias. Tudo mais que dependa da liderança ou da atuação direta do prefeito permanece parado.]   

-834 casas populares no bairro Planalto, com 3.300 pessoas beneficiadas, investimento de R$ 50 milhões, maior da história.[Opa! Pera lá! Esse aí é o Programa Minha Casa Minha Vida, cujos investimentos são do Governo Federal. Ta certo que o atual governo é fraco em resultados. Mas, chegar a usurpar o mérito alheio soa como desespero! Não vamos nos desesperar ainda...]

-R$ 620 mil ampliação e reforma de unidades de saúde
-R$ 1,3 milhão construção do novo posto de saúde do Centro Social Urbano do Loanda.
-R$ 250 mil construção da Unidade Farmácia de Minas [Olha o choque de Gestão aí, gente!!! Enquanto o gasto com a saúde ensaia uma trajetória descendente em relação ao governo passado, evidenciando cortes de gasto no setor, empreiteiras são contratadas para executar obra de construção civil. Esperamos que o Coque de Gestão seja deixado de lado e médicos sejam contratados para que haja atendimento nessas novas unidades de saúde. ]


-R$ 650 mil em medicamentos
-R$ 150 mil laboratório
-R$ 968 mil novo equipamento de endoscopia
-R$ 50 mil em exames de mamografia [Pena que esses medicamentos não chegam à Policlínica para serem distribuídos para a população. Pena que o governo tenha que dispensar 50 mil com exames de mamografia, enquanto o mamógrafo permanece inoperante no prédio do Santa Madalena, a espera de alvará de funcionamento. Esperamos que o mesmo não aconteça com o novo equipamento de endoscopia]    

-Melhoria do abastecimento de água [Onde? A cidade ainda sofre com a falta d’água recorrente em vários Bairros.]
-Unidade do Sebrae MG [Parabéns para o governo! Esperamos que o Sebrae não seja usado para terminar de terceirizar os serviços públicos de João Monlevade como determinam os ditames do Choque de gestão de Dona Laura Carneiro]
-Novo curso de engenharia [Promessas ao vento... Como será possível mais um curso na UEMG se a doutrina do Choque de Gestão impõe severos cortes em investimentos na educação, seja no Município ou no Estado? Esse é um paradoxo ainda não decifrado pela Dona Laura Carneiro]
-Iluminação na Gentil Bicalho [Parabéns, Cemig!]
Acesso do Jacuí liberado [Mais do que obrigação em proceder à manutenção dos acessos viários do Município. Obra realizada com recursos captados pelo governo anteriores]

-Ressaltar, também, as economias feitas pela gestão Guilherme Nasser na Câmara, que devolveu, ano passado, R$ 2,1 milhões à Prefeitura e, este ano, R$ 300 mil. [Ora, se nos 12 meses do ano passado, o Nasser devolveu 2,1 milhões ao Município, considerando que já estamos no sexto mês do ano, o Nasser já deveria ter devolvido, pelo menos de 1 milhão até o momento, e não apenas 300 mil, o que revela que os gastos atuais da Câmara com publicidade e eventos  estão, exageradamente altos]

   

Choque de Gestão: Prefeitura tem 26 Milhões em Caixa, Trajetória de Gasto na Saúde é de Queda e Investimento na Educação não Supera os 14% da Receita

Segundo matéria veiculada na edição de hoje do Jornal A Notícia, a Prefeitura tem 26 milhões em caixa e somente no primeiro quadrimestre deste ano, o governo Teófilo Torres aplicou 21,92% da receita total em  ações de saúde, o que corresponde ao valor  R$ 9.750.753,93. Considerando que o governo passado, mesmo que de forma atrapalhada, chegou a aplicar na área da saúde cerca de 30% da receita municipal, os números atuais demonstram uma vertiginosa trajetória de queda nos gastos da saúde em João Monlevade.
Outro número que chama a atenção é relativo aos investimentos em educação. Ainda segundo a matéria jornalística, o Município gastou no último quadrimestre R$ 6.256.287,93 com a educação. No entanto, o jornal não informa a porcentagem que representa esse valor frente a receita total. A fazer a boa e velha regra de três, baseada nos valores já informados, chega-se à percentagem de cerca 14% da receita, investidos em educação, quando a Constituição de 88 determina que o Município não pode investir menos de 25% da receita no setor. Alguma coisa está errada ou o absurdo é, realmente, muito grande! Alguém ainda tem dúvida da vigência suprema do Choque de Gestão em João Monlevade?   

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Choque de Gestão na Saúde: Obra de Construção Civil ou Atendimento Médico

Muito mais do que o discurso que adotam ou a imagem que divulgam de si, governos, são o resultado direto daquilo que produzem. Significa dizer que devemos avaliar os governantes não por suas palavras nem por suas imagens, mas sim por aquilo que, efetivamente, produzem.
Como não poderia deixar de ser diferente, o que se tem visto nos últimos 10 anos em matéria de saúde pública em João Monlevade é muito discurso, muita imagem, muito mármore, muito prédio batizado com nome de parente de político, muita pretensão e, na prática, apenas a instalação de estruturaras caríssimas e dispendiosas que não assumem sua função social, por não terem sido construídas de acordo com as normas técnicas vigentes, como é o caso do pretenso hospital Santa Madalena, ou por estarem inseridas num contesto de gestão administrava que não atinge a razão de existir de qualquer sistema de saúde, seja público ou privado, que é o de oferecer atendimento efetivo à população, como tem sido o caso do Hospital Margarida. 
Nota-se que a grande ânsia em contratar empresas executoras de obras de engenharia civil, muito típica do chamado Choque de Gestão tucano, tem tomado a saúde pública monlevadense com muita contundência e o resultado tem sido insatisfatório quando não é trágico.
Exemplo maior de tragédia na saúde pública monlevadense é o Santa Madalena, idealizado pelo ex-prefeito Carlos Moreira, em que a ânsia descontrolada em contratar empresas para a realização de obras de engenharia civil fez com que nada menos do que 22 milhões de reais fossem investidos na obra de adaptação do antigo terminal rodoviário num pretenso hospital de cem leitos. E tudo ficou apenas na pretensão, pois o resultado foi um Frankenstein de concreto, erigido sem a obrigatória observância dos critérios técnicos de vigilância sanitária, acarretando numa estrutura impassível dos necessários alvarás de funcionamento, o que impede que aquele malfadado trambolho seja credenciado pelo SUS, obrigando o Município a arcar com a integralidade de seu custeio que chega a mais de 1 milhão de reais mensais.
Infelizmente, o Hospital Margarida também não foge da incrível ânsia do Choque de Gestão em contratar empreiteiras executoras de obras de construção civil. Lá já se construíram CTI, Pronto Socorro e etc. No entanto não há atendimento: não contratam médicos. Hoje em dia, nem mesmo quem tem plano de saúde é atendido no Margarida. Mas, as obras continuam em ritmo acelerado... No final das contas, quem se beneficia com esse modelo? O povo ou os empreiteiros?
Um prédio moderno de Pronto Socorro ou de CTI jamais assumirá sua função social ou sua razão de existir, se os respectivos profissionais não forem contratados para tal. Hoje, é necessária a adoção de um novo modelo que consiga conjugar os dois fatores: atendimento efetivo e instalação da estrutura demandada. Do jeito que está,  o atual modelo de gestão da saúde pública monlevadense parece não ter como objetivo primordial o atendimento médico da população, mas apenas a contratação de empreiteiros. Pois muito além das aparências, é esse o resultado que se tem percebido...