Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Procurado


Deparo-me com out-door fixado na Av. Wilson Alvarenga, região central de João Monlevade, com uma enorme foto do ímprobo e inelegível Carlos Moreira. Deve ser um anúncio de recompensa, pensei. PROCURADO, POR LESAR MONLEVADE EM DEZENAS DE MILHÕES DE REAIS!
Mas, não. Tratava-se de anúncio publicitário de uma ótica local. Quem em sã consciência associaria sua marca à imagem do ex-prefeito mais processado da história de João Monlevade, com bens bloqueados pela Justiça, sucessivas condenações por ato de improbidade administrativa e incurso na Lei da Ficha Limpa?
Vivemos o final dos tempos em que os valores éticos estão todos invertidos, em que malfeitores são idolatrados como deuses.  

Evite marcas que se associam a corruptos!  

sábado, 13 de setembro de 2014

Rio Mineiro





RIO MINEIRO

Ó Rio avermelhado das Gerais,
Quanto do teu vermelho é sangue e nada mais!
Quantos filhos perderam os pais,
Quantos desastres ambientais,
Para que, mundo afora, se enriquecessem com nossos metais!
Terá valido a pena? Mineração nenhuma pode valer a pena
Diante de compensação (royalties) tão pequena.


Nas fotos, aspecto do Rio Itabirito, afluente do Rio das Velhas, após o rompimento de uma barragem de rejeito de minério de ferro, operada pela mineradora Herculano, em Itabirito/MG, ocorrido na última terça-feira, vitimando três funcionários da empresa.  






quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Rompimento de Barragem em Itabirito: Prelúdio do Futuro de Minas Gerais

O rompimento de uma barragem de rejeito da mineração de ferro da mineradora Herculano, ocorrido ontem em Itabirito, vitimando três trabalhadores da empresa e causando expressivo dano ambiental, pode ser apenas o prelúdio de uma fração do que o futuro reserva para Minas Gerais, caso a atual política de compensações do setor de mineração não se altere.
Essas imensas e perigosíssimas barragens de rejeito estão por toda Minas Gerais, muitas delas dentro de bacias de importantes mananciais de abastecimento d’água e, portanto, demandarão monitoramento e manutenção para todo o sempre. E quando o minério de ferro acabar, quem proverá ou pagará pela manutenção desse imenso e instável passivo ambiental?
Não acredite neste engodo de que há minério para mais 300 ou 400 anos, pois a duração da jazida depende apenas da velocidade de sua exploração e a cada dia a tecnologia torna mais rápida a extração do ferro em Minas Gerais. E quando isso acontecer, o que vai ser de Minas? Qual o desenvolvimento que o ciclo da Mineração do Ferro terá trazido a Minas Gerais? Quantos, mundo afora, terão se enriquecido com os metais do subsolo mineiro e o que terá restado a Minas Gerais?
Com a atual política de royalties da mineração (somente 3% sobre o lucro) quase nada tem restado a Minas Gerais, além de cenas trágicas como a de ontem em Itabirito.  

Minas não é mais, essencialmente, mineira como antes

Durante o Ciclo do Ouro, quando o Brasil era colônia de Portugal, quem descobrisse o metal precioso, em Minas Gerais, tinha o direito de minerá-lo. A jazida era então dividida em datas, parte delas cabia ao rei, pagava-se o quinto e o mineiro minerava.
Hoje, o mineiro não pode mais minerar. No caso do minério de ferro impera um sistema que resulta num grande monopólio em que apenas uma empresa controla mais de 70% das ricas jazidas de Minas Gerais.
O ouro, então, virou tabu. Não existe transparência nenhuma na exploração do ouro em Minas  e se o mineiro for até o aluvião e, de forma artesanal, no uso de uma bateia, assim como era há 300 anos, e apurar dois gramas de ouro( R$ 150, 00), depois de um longo dia de trabalho, ele é, imediatamente, preso pela polícia.       

Que Minas Gerais é essa que o mineiro não pode mais minerar?

Em Breve, Teremos que usar Máscaras




Fortemente, contaminado pelo populismo moreirista e temendo “perder votos”, o governo Teófilo Torres se afasta de qualquer política pública séria, voltada para a fiscalização no Município.
O setor de transporte pesado, demandado pela realidade de super-exploração da Mina do Andrade pela Arcelormittal,  então, não é fiscalizado em nada. Inúmeras carretas se utilizam das vias públicas como se fossem pátio rodoviário e nada acontece. Algumas, mais antigas, expelem colunas ascendentes de fumaça negra e tóxica e não são fiscalizadas. O minério de ferro que se perde no transporte rodoviário vai se acumulando pelas sarjetas das avenidas e a Arcelormittal não é chamada a se responsabilizar pelo dano causado ao ambiente urbano. Outras carretas trafegam, livremente, com a caçamba descoberta emitindo particulado rua afora. Também existem aquelas que derramam parte de sua carga nas vias publicas, como demonstram as fotos.
Assim, não há como ter qualidade de vida nesta cidade.

E somada à inoperância deste governo em tudo que demanda a liderança do prefeito, no caso das fotos, as mesmas carretas que derramam parte de suas cargas nas ruas, também são aquelas que transitam, intensamente, sobre as mesmas, levantando poeira em quantidade, que se espalha por todo o centro de João Monlevade. A continuar assim, em breve, teremos que usar máscaras anti poeira.     

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Trinta Dias do 1º Turno

Invariavelmente, colhe-se o que se planta. E fico, extremamente, feliz em ver que o fenômeno Marina Silva atingiu, certeiramente, logo a candidatura de Aécio Neves, que representa os interesses da parasitária e malévola Elite Brasileira, dos juros altos, da concentração de riqueza, do superávit-primário escandaloso, do entreguismo e da manipulação da mídia.
Nas sociedades mais igualitárias e mais desenvolvidas do mundo, em que suas elites inserem o país num contexto robusto de racionalidade, como Noruega, Finlândia ou Dinamarca,  dificilmente, uma tragédia pessoal como a de Eduardo Campos produzira tamanha reviravolta no processo eleitoral como a que se verificou no Brasil, recentemente. E o motivo disso é simples: indivíduos inseridos em contextos lógicos tendem a tomar suas decisões de forma racional. Assim, como a tragédia de Eduardo Campos, logicamente, não torna Marina mais apta a governar o Brasil, tal evento não surtira maiores efeitos naquelas sociedades. 
Mas, como estamos no Brasil, onde a Elite Nacional, para manter seu parasitismo e seus desvios mil, se recusa, terminantemente, a promover um contexto filosófico mínimo no país, capaz de ensinar o indivíduo a pensar e a raciocinar e, ao contrário, induz tudo para o passional, Aécio já era, vítima dessa mesma passionalidade: o feitiço virou-se contra o feiticeiro.
Contudo, neste momento, a cerca de 30 dias do primeiro turno das eleições e apesar deste país, propositalmente, passional, acredito que, uma vez exaurida toda aquela comoção dos dias que sucederam a morte de Eduardo Campos e com novas denúncias sobre a Petrobrás, relacionadas ao nome de ex-governador de Pernambuco, acredito que Marina deve perder seu fôlego, se é que se pode atribuir tal aptidão a quem preenche o perfil de uma tuberculosa. Afinal, apesar de toda a irracionalidade que salta aos olhos neste país, o Brasil tem a sua disposição as novas mídias que foram determinantes na eclosão dos históricos Protestos de Junho de 2013 e que, da mesma forma, também serão determinantes neste pleito. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Minério de Ferro para o Hospital Margarida


Como a Arcelomittal não apresenta dado algum sobre a superexploração do Andrade, vou tentar apresentar alguns números no sentido de esclarecer a magnitude de tamanha riqueza, que diariamente, circula em nossas ruas.
Atualmente, corre a informação extra-oficial de que são extraídas da Mina do Andrade cerca de 300 carretas diárias de minério de ferro, com uma média de 40 toneladas por veículo (há dias em que o número de carretas sobe para 360). Considerando o preço da tonelada do minério de ferro, em julho de 2014, em 95 dólares e a cotação atual da moeda americana, em 2 reais e 20 centavos, conclui-se que a empresa fatura diariamente, o soma de 2 milhões e 508 mil reais. Em trinta dias, o faturamento da mineração no Andrade alcança a incrível soma de cerca de 75 milhões e 240 mil reais. Isso, considerando apenas o ferro escoado em carretas, sem levar em conta o que é transportado pela linha férrea.
Por certo, a cava da Mina do Andrade se encontra localizada no município de Bela Vista de Minas, para onde são recolhidos os respectivos royalties: apenas 3% sobre o lucro da mineradora. No entanto, como é Monlevade que absorve todo o ônus sócio-ambiental da atividade mineradora do Andrade, apresenta-se justa e razoável a necessidade da empresa contribuir com o custeio do Hospital Margarida, até mesmo como forma de compensar o Município pelos transtornos e danos causados pelo transporte rodoviário do minério de ferro. Além do mais, o Hospital também atende à população de Bela Vista, como os de toda a região.
Há que se ter em mente ainda que o Hospital Margaria foi concebido, construído e mantido durante décadas pela saudosa Belgo-Mineira, cujo desligamento com a casa de saúde se deu de forma unilateral e muito abrupta, não obedecendo a um procedimento escalonado e paulatino que propiciasse maior estabilidade econômica para o Hospital.
Exemplo semelhante é o de Ipatinga, onde a Usiminas mantém o Hospital Márcio Cunha.
Não há lei que obrigue a Arcelormittal a colaborar com o custeio do Margarida. Mas, moralmente, a empresa não só pode como também deve se unir aos esforços para manter o Hospital de Louis Ensch longe das crises financeiras e do risco de fechamento de setores importantes do hospital. E aquele valor de 240 mil reais que excede o faturamento mensal de 75 milhões com a mineração já seria algo bastante expressivo. Não é possível que tanta riqueza não possa se traduzir em justos benefícios para o cidadão monlevadense e para todos  os demais que buscam atendimento no Hospital.                    

Gambiarra



Uma das fortes marcas dos governos Moreira foi a gambiarra. O Pretenso Santa Madalena e a trincheira do Moreira que o digam.
Como Moreira se encontra, festejadamente, inelegível pela lei da Ficha Limpa, o ex-prefeito-improbo busca sobrevida nos filhos de Mauri, atuando como muleta política dos mesmos. Ademais, Teófilo e Moreira são egressos do mesmo nicho eleitoreiro e aliados de primeira ordem.
Assim, como não poderia ser diferente, o moreirismo acaba afetando a atual administração de forma muito marcante.
Recentemente, o governo Teófilo Torres re-asfaltou parte da Avenida Wilson Alvarenga nas imediações da chamada trincheira do Moreira, desviando-se, porém, de nivelar a alvenaria dos bueiros naquele ponto da via. Ao invés disso, recorreu-se aos assentos catedráticos da mais pura gambiarra moreirista para soldar vergalhões sobre as grades dos tais bueiros. Quando vi funcionário da Prefeitura executando o serviço, me indaguei: será que ele não vê o trânsito de carretas, com peso acima de 40 toneladas?
Como demonstram as fotos, invariavelmente, a lei do menor esforço resulta em esforço dobrado e em se tratando de esforços públicos quem paga o pato é o contribuinte monlevadense, em meio aos solavancos do bueiro desnivelado.         

    

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Margarida na Lei de Responsabilidade Fiscal


Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 15 e seguintes), o emprego de recursos públicos na instalação de estrutura demandante de custeio, como a construção de um Pronto Socorro ou de um CTI, deve ser acompanhada de  “estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes” e de “declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias”. Do contraio, tal ação pode ser considerada não autorizada, irregular e lesiva ao patrimônio público.
Significada dizer que ao se instalar o Pronto Socorro e o CTI do Margarida, sem que fosse garantido o custeio de tais estruturas, os envolvidos, inclusive os figurões do governo de Minas, como Danilo de Castro, violaram, frontalmente, os ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ademais, uma política de saúde pública que se orienta, majoritariamente, para a instalação de estruturas físicas, sem que haja a responsabilidade em se garantir o custeio das mesmas, revela o interesse ávido e imediato em execução de voluptuosas obras de engenharia civil.  É uma situação que demanda profunda análise sobre os contratos de execução de obras no Margaria, já que, como ocorreu com o malfadado Santa Madalena, o que vem importando parece na saúde pública monlevadense, nesses últimos 15 anos, é a instalação de estrutura por empreiteiras contratadas, figurando o atendimento para a população como uma possível e, muitas vezes, remota conseqüência disso tudo. É a política do “construir é preciso, o resto que se dane!” Quem são essas empreiteiras e até onde vão seus interesses junto à Administração Pública?