Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Violência Alarmante: Turma do Moreira não Quer o Olho Vivo


João Monlevade vive uma das maiores ondas de violência e criminalidade de sua história. Se levadas em conta as notícias que circulam no Whastapp, a impressão é que se mata um a cada cinco dias, roubos de carros e motos diários, múltiplos furtos, tiroteios, etc. 
Segurança Pública é de competência estadual. Cabe ao estado de Minas promovê-la. No entanto, existe muita coisa que pode ser realizada pelo município, com vistas a melhorar os índices locais de segurança pública. Um deles é a instalação do sistema de monitoramento por câmaras, também conhecido como Olho Vivo. 
Ocorre que em qualquer administração influenciada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, como é o caso da atual, haverá sempre um desinteresse muito grande por parte do Município em instalar o sistema de monitoramento por câmeras, situação, que, apesar de absurda, chega a ser compreensível em se tratando de governo tão contaminado pela idolatria do moreirismo, levada à cabo pela turma que não se importa com a desonestidade na política. 
O problema do moreirismo com o Olho Vivo é que, uma vez instalado e realizados os convênios de cessão das imagens para os órgãos interessados, tais como o SETTRAN, as polícias Civil e Militar, a Justiça Eleitoral ou o Ministério Público, por exemplo, a cidade passa a ser monitorada como um todo. Assim, além de registrar os crimes comuns, também passarão a registro os crimes e atos lesivos ao patrimônio público, os crimes eleitorais, os atos de improbidade administrativa, etc. Será possível, por exemplo, registrar imagens de vereador que incorre em abuso de poder político, fazendo mudança, em troca de voto no Residencial Planalto; de material de construção extraviado do DVO; de carro da prefeitura em lugar errado em hora errada; de funcionário público pedindo voto em horário de expediente e tantas outras coisas. E isso o moreirismo não quer. 
Se o Olho Vivo já estivesse instalado no centro comercial da cidade, além de facilitar a elucidação das ocorrências criminais naquela área, também inibiria casos como o audacioso acerto de contas (homicídio) ocorrido, recentemente, na Praça do Lindinho, às 10 horas da manhã. Se soubesse que era filmado, o assassino teria procurado outro local para executar sua tarefa, que não fosse em pleno centro de Monlevade à luz do dia.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Perseguição do Provedor já Traz Prejuízo para Pacientes e Hospital


A disputa – para não dizer perseguição -  que o atual provedor do HM, José Roberto Fernandes,  vem impondo à Associação dos Amigos do Hospital Margarida (AAHM) já começa a se materializar em prejuízos concretos para pacientes e para própria Casa de Saúde.  
Como se trata de uma instituição sem fins lucrativos, era a AAHM quem promovia o Bingo, importante fonte de recurso do Hospital.  Com o descredenciamento da AAHM para promover o Bingo e a contratação de empreiteira de engenharia para realizar o evento, como realizado por José Roberto Fernandes, importante meio de arrecadação de recursos para o Hospital foi cancelado pela Justiça, a pedido do Ministério Público, sem data para acontecer.  Em outras palavras, como estava previsto para novembro de 2016, valores que já deveriam estar, efetivamente,  arrecadados  em prol do Hospital por meio do Bingo, agora, são uma miragem no horizonte do custeio da Casa de Saúde. Ou seja, já é prejuízo certo para o Margarida.
Era também a AAHM que promovia a manutenção e a compra de uma série de equipamentos médicos, hospitalares e cirúrgicos para o Hospital como, por exemplo, os perfuradores empregados nas cirurgias ortopédicas .  Recentemente, inconformado com a disposição estatutária que impede a AAHM de repassar recursos em dinheiro para o Margarida, o atual provedor, José Roberto Fernandes, tomou uma série de medidas que, na prática, inviabilizaram as atividades da Associação,  impossibilitando-a de exercer suas parcerias com o Hospital,  como era o caso da compra e da manutenção dos equipamentos cirúrgicos.  Foi só impedir a AAHM de comprar ou de pagar pela manutenção de tais equipamentos que os perfuradores ortopédicos passaram a não apresentar condição de funcionamento, encontrando-se quebradas as 5 unidades do aparelho, e os pacientes que procuram o Hospital para a realização de cirurgias ortopédicas simples estão sendo rejeitados e encaminhados para outro nosocômio.  É o alto preço que o povo paga pelo desmando e a inaptidão para o cargo!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Belmar Diniz, O Sindicato e Algo Mais

Na última reunião ordinária da Câmara, o vereador Belmar Diniz fez pronunciamento, cobrando postura mais incisiva do Sindicato dos Metalúrgicos diante do grave acidente com a panela de gusa ocorrido nessa semana na Aciaria da Arcelomittal. Dois operários foram feridos, gravemente.
O estranho é que ele mesmo, Belmar Diniz, vereador pelo Partido dos Trabalhadores, não assumiu a cobrada postura incisiva diante da Arcelormittal pelo ocorrido, a quem cabe a responsabilidade pela segurança do trabalhador, conforme a legislação trabalhista. Ninguém também entendeu porque Belmar Diniz não desceu para a Usina e não fez piquete na porta da Arcelormittal para exigir mais segurança para o operário monlevadense!
E digo mais! Belmar Diniz é um dos responsáveis pela apertada derrota de Railton e Laércio nas últimas, pois a estrutura da campanha majoritária no Bairro Cruzeiro Celeste foi, intensa e descaradamente, utilizada para pedir votos para o parlamentar.  Assim, faltaram os 126 votos para eleger Raíton e Laércio e um vereador que, no último mandato votou em todos os projetos de Teófilo Torres, foi eleito,  ao pesado custo  do sacrificando um projeto político progressista para o Município de João Monlevade.

É um exemplo claro de como a desonestidade é sempre malévola e prejudicial, pois a esperteza que favoreceu a eleição de Belmar fulminou, por diferença 126 votos, uma oportunidade de mudança para João Monlevade.  Isso não é política científica! É oportunismo, fingimento e idiotice (no sentido grego do termo) de uma turma que apóia este tipo de coisa, que está na contramão de um projeto desenvolvimentista para João Monlevade.       

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Provedor: Bingo foi a Gota D'Água

Ontem, encontrei uma funcionária do Hospital Margarida, que, indignada, elencou uma série de atitudes tomadas pelo atual provedor, José Roberto Fernandes, as quais classificou como, completamente, absurdas e, por fim, demonstrou sua incompreensão diante da total apatia dos Vicentinos, a quem classificou de gente muito séria e comprometida com a filantropia, com relação à sequencia de desmandos e tropeços da atual providoria da casa de saúde, como a decisão de suspender o convênio da Associação dos Amigos de HM com o DAE, o despejo da AAHM, a recusa de receber doações em bens e serviços da AAHM, a desautorização da AAHM para realizar o Bingo, a contratação de empreiteira de engenharia para promover o Bingo por 40 mil reais, o cancelamento do Bingo pela Justiça, a recusa em revelar o nome da empresa contratada, a recusa em permitir a fiscalização de vereadores no Hospital, a falta de garantia na devolução dos valores pagos pelas cartelas, etc
Então, respondi à funcionária que, primeiramente, ela não deveria confundir a consagrada Sociedade São Vicente de Paulo, dos chamados Lazaristas ou Vicentinos, que, em Minas Gerais, se dedicam à filantropia desde 1820, com a Associação São Vicente de Paulo, criada em João Monlevade como entidade mantenedora do Hospital Margarida. 
Expliquei também que, apesar de não serem os mesmos vicentinos, o Conselho do HM também pode comprovar que é tão sério e dedicado à filantropia quanto o outro. Basta demonstrar sua seriedade na prática, porque o silêncio ensurdecedor com que o Conselho do Hospital tem tratado a questão, até o momento, tem sugerido omissão e condescendência  por parte do mesmo. 
O episódio da suspensão judicial do  Bingo é apenas a gota d'água que faz derramar um oceano de falta de condições para que José Roberto Fernandes siga à frente da Providoria do Hospital Margarida. É preciso restabelecer a seriedade no HM. Todos esperam uma atitude do Conselho. Instituição tão importante quanto o HM não pode seguir exposta ao vexame público como se tornou a tônica da Casa de Saúde desde a posse de José Roberto Fernandes, em 1º de Abril de 2016, dia da mentira, obviamente.            

Desembargador Nega Efeito Suspensivo a Simone e Fabrício

O desembargador Carlos Roberto de Carvalho, que assumiu a relatoria da argüição de suspeição, aviada ao TRE por Simone Carvalho e Fabrício Lopes na Ação de Investigação Judicial Eleitoral em que a prefeita e vice-prefeito de João Monlevade foram, liminarmente, cassados sob forte suspeita de abuso de meio de comunicação social (Jornal O Celeste), negou efeito suspensivo ao incidente processual e determinou o prosseguimento do processo que teve audiência de instrução cancelada, recentemente, e tramita na 150º Zona Eleitoral de João Monlevade. Nova audiência deve ser remarcada nos próximos dias.

Entrevista com o Provedor: Alguém Entendeu?



Não posso deixar de comentar a entrevista que circula no Youtube (vídeo acima), concedida pelo atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, que mais uma vez não esclareceu nada nem convenceu ninguém. 
De início, chama a atenção como o provedor se apresenta: apenas repetiu que escolheu Monlevade para viver, mas não apresentou qualquer qualidade técnica que o habilitasse para o cargo e terminou sua apresentação afirmando que “cuidar do Hospital Margarida não é simplesmente cuidar do hospital para alguém”. Alguém entendeu?
Questionado sobre a recusa em se revelar o nome da empresa contratada para promover o Bingo, o atual provedor respondeu que “naturalmente, nós evitamos falar no horário que nós entendemos que não é próprio”. Alguém entendeu? Qual seria, então, o horário próprio para se falar da gestão de recursos públicos? 
Incompreensível também foi o provedor afirmar que “no Hospital Margarida as coisas são cuidadas com toda a lisura possível, com toda seriedade possível” Ora, o que se espera é que o hospital seja administrado em plena lisura e em plena seriedade, já que recebe, mensalmente, considerável subvenção pública. Essa lisura e seriedade possíveis do provedor têm sido insuficientes. Será que pode haver lisura numa situação em que cônjuge do gestor de recursos públicos, o provedor, é sócia em empresa junto da prefeita que é quem ordena o repasse de recursos públicos para o hospital? Aliás, o nome correto para isso seria lisura impossível. E coloca no jornalista que é muito afoito a culpa por ter se negado a revelar o nome da empresa contratada para o bingo. Incoerente foi o provedor afirmar que precisa esperar o cumprimento de acordos para revelar tais informações, já que a empresa já estava, terminantemente, contratada e o bingo com a data designada para novembro do ano passado, ou seja, 3 meses atrás. 
Tentou ainda justificar o bingo ilegal, utilizando a falácia na modalidade “apelo à multidão” na medida em que afirmou que bingo como o cancelado pela justiça, já havia ocorrido em Santa Bárbara, Barão de Cocais, Itabira e Rio Piracicaba: “se toda região estava fazendo esse tipo de ação, entendíamos que também podíamos fazer”. Alguém explica ao provedor que Monlevade não é toda região.
Mais uma vez, o atual provedor confessou que não entende nada de hospital, ao afirmar que “naturalmente, nós da administração do Hospital Margarida nem temos experiência para fazer um evento de tal natureza nem temos habilidade e conhecimento suficiente”. Faltou esclarecer porque, então, retirou o bingo da alçada da Associação dos Amigos do Hospital Margarida, instituição que o promoveu, anualmente, durante a última década, sem custos para o hospital, ao contrário da empresa de engenharia, contratada por 40 mil reais. 
O pior foi quando o provedor tentou justificar a contratação de um engenheiro para realizar o bingo, dando a entender que “um evento da magnitude” de um bingo depende de uma intrincada engenharia para acontecer. 
E, por três vezes, se esquivou de responder, objetivamente, o porquê da recusa em revelar o nome da empresa contratada para o evento e deu a entender que não pode dizer que a empresa contratada está fugindo de sua responsabilidade, ao mesmo tempo em que também não pode dizer que ela está cumprindo com sua responsabilidade. Alguém entendeu?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A Verdade sobre o Parecer da PRE no Processo de Cassação de Simone e Fabrício


Nesta semana, circulou em impresso da cidade a desinformação de que o procurador regional eleitoral teria emitido parecer favorável à prefeita cassada Simone Carvalho, que governa amparada por liminar do TRE/MG, no caso que envolve o abuso de veículo de comunicação social (Jornal O Celeste), durante o período eleitoral passado. Não é verdade.
O parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, que se encontra disponível para consulta no site do TER/MG, vincula-se, na realidade, à liminar concedida em sede de Mandado de Segurança, que possibilitou Simone e Fabrício Lopes serem diplomados, enquanto a decisão de cassação de ambos pelo juiz eleitoral não for confirmada em sentença e acórdão do Tribunal.
Assim, não se pode falar que o aludido parecer é favorável à Simone Carvalho, no sentido de favorecê-la no mérito da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de meio de comunicação social, que tramita na Justiça Eleitoral de João Monlevade. Nele não há nenhum posicionamento no sentido da caracterização ou não do abuso de meio de comunicação social, na visão do Ministério Público da segunda instância eleitoral, já que o mérito da questão ainda não chegou ao TRE. Situação diferente da do Ministério Público local, que foi quem requereu a cassação imediata de Simone e Fabrício, naquela oportunidade, considerando se encontrar, cabalmente, “comprovado abuso nos meios de comunicação, bem como do poder político dos representados no Município de João Monlevade”, como já argumentou nos autos da mencionada AIJE.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

História Deturpada de Monlevade



A história de João Monlevade é tratada de forma muito parecida da história de Minas Gerais, o que não se encontra escondido é deturpado.
No ano em que se comemora o bi-centenário da chegada do francês, Jean de Monlevade, ao Brasil, já se vê circular em impresso frase do tipo “ Há 200 anos Jean Felix chegou à nossa terra e fundou a primeira forja catalã do país.”
Primeiro, é preciso ter em mente que a motivação inicial para Monlevade cruzar o Atlântico foi, mediante incumbência da Escola Politécnica de Paris, o estudo das riquezas minerais de Minas Gerais, coisa que levou determinado tempo para se materializar. Monlevade não veio direto do porto do Rio de Janeiro para São Miguel, onde fundaria seu empreendimento em 1817. Assim, não é correto afirmar que há 200 anos Monlevade chegou à nossa terra. Antes de se fixar em São Miguel, Monlevade esteve em S. J. Del Rey, Congonhas, Ouro Preto, Sabará, Caeté, Catas Altas, Santa Bárbara, percorreu toda Minas Gerais, sempre enviando relatórios para a França, com exceção de Diamantina, onde foi expressamente proibido de entrar, por ordem de Dão João VI. Segundo correspondência disponível no Arquivo Público Mineiro,  mantida entre o senador do Império Antônio Gonçalves Gomide e José Bonifácio, em 1823, ou seja, 6 anos depois de chegar ao Brasil, Monlevade ainda é encontrado a residir em Caeté, conforme se transcreve:

[...]
Reside no termo da Vila de Caeté Mr. Monlevade, sábio mineralógico, e que já trabalhou muitos anos em minas semelhantes na França. Este homem, amigo do Brasil como se fosse indígena, me tem dito que de bom grado se prestaria a ir ensinar a construção de fornos e o modo de fundirem os minerais e de se separar a prata do chumbo. Portanto, se V. Ex. encarregar o sobredito Monlevade esta diligência, julgo que verá os resultados que ainda não se puderam obter de outras mãos. Talvez a criação de uma companhia seja o meio mais adequado de se empreenderem em grande estes trabalhos, para o que, mesmo para cooperar com Mr. Monlevade, lembro a V. Ex. o generoso patriotismo, do Capitão-mor e G. Mr. Geral João Batista Ferreira do Souza Coutinho, em quem já falei a V. Ex., e a quem pode o Governo Provincial cometer a direção total deste negócio, cujo sucesso então asseguro a V. Ex. Rio de Janeiro, 16 de maio de 1823, Ilmo e Exmo Sr. José Bonifácio de Andrada e Silva – Antônio Gonçalves Gomide.

Monlevade só vem a se fixar em São Miguel, onde ergueu sua residência e sede administrativa de seu empreendimento – o Solar Monlevade – a partir de 1824. Então vamos esperar o alvorecer de 2024 para anunciarmos os 200 anos da chegada de Monlevade à nossa terra .
Neste anos de 2017, comemoram-se, na verdade, os 200 anos da chegada de Monlevade ao porto de Rio de Janeiro. O Rio deve estar empolvorosa!
Também não é verdade que Monlevade fundou a primeira forja catalã do Brasil. Aliás a utilização do termo “forja catalã” também tem sido responsável por deturpar e diminuir a história de Monlevade, pois não permite um vislumbre da dimensão de sua obra metalúrgica. Monlevade foi pioneiro em vários aspectos, mas não foi o primeiro e instalar uma forja catalã no Brasil. Antes de Monlevade, já funcionavam várias forjas catalãs em Minas: em Itabira, no Serro, nos arredores de Ouro Preto, Congonhas. Todas, diminutas, artesanais e, portanto, muito diferentes do empreendimento monlevadense. Catalão é apenas o método de se fundir o ferro. O termo mais adequado para se designar a empresa de Monlevade é “Fabrica de Ferro”, pois era a única, naquela época, equipada com variado maquinário, importado da Inglaterra e introduzido em Minas através de inédita e aventurosa navegação pelos rios Doce e Piracicaba, contando, inclusive, com o Martelo/Vapor de 1.200 quilos (fotos), a primeira máquina a vapor de Minas Gerais, utilizado para forjar peças de até 900 quilos de peso, coisa impensável de se produzir no Brasil antes da Fábrica de Monlevade, que, durante as numerosas décadas em que funcionou, foi considerada a mais importante do Império Brasileiro, conforme os registros. É o advento da máquina a vapor que inaugura a Era Moderna e cria o conceito de Indústria. 
Sejamos fieis, pelo menos, ao nosso Patrono.“Pequena forja catalã” é um termo que apenas diminui o imenso legado de um dos mais importantes personagens da História Mineira, alimentando, por exemplo, as forças que não se sentem confortáveis diante da formação de nossa identidade local e mantêm o Museu Monlevade fechado à estudo e à visitação.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

BINGO: Provedor Inviabiliza Recurso para o Hospital Margarida

É de conhecimento geral que a realização de bingos e outros eventos tem sido um dos meios encontrados para se levantar recursos para o Hospital Margarida. 
Na última década, coube à Associação dos Amigos do Hospital Margarida (AAHM), entidade sem fins lucrativos da sociedade civil organiza, a realização de bingos e eventos neste sentido, além de outras fontes de recursos. 
Recentemente, inconformado com o fato de a AAHM transferir os recursos angariados nos bingos, etc, ao Hospital através da compra de bens e serviços, o atual provedor, José Roberto Fernandes, não apenas despejou a associação de sua sala no Margarida, como pediu ao DAE que suspendesse o convênio que possibilitava ao munícipe doar à Casa de Saúde através da conta d"água e contratou uma empresa para realizar o tradicional Bingo do Hospital Margarida. Como a empresa contratava, a Leonardo Pacheco Batista Engenharia ME, CNPJ 03.107.330/0001-79, com sede em Viçosa,  obviamente, não era "sem fins lucrativos" e, diferentemente dos realizados pela AAHM, cobraria R$ 40.000,00 pelo bingo que, inicialmente, seria realizado em 3 de novembro passado, o Ministério Público foi acionado e o evento se encontra suspenso pela Justiça, sem previsão de data para ocorrer.     
Resumo da novela: a "inconformação" do provedor José Roberto Fernandes em relação à AAHM e a contratação irregular de uma empresa de engenharia para promover o Bingo resultaram no cancelamento de do evento que era uma importante fonte de recursos para o Hospital. Em outras palavras, José Roberto Fernandes só faz inviabilizar recursos para o Margarida. É o provedor às avessas, verdadeiro inimigo do Hospital Margarida.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O que muda com o governo Simone?


Fundamentalmente, pouca coisa muda do governo Teófilo Torres/Moreira para a administração Simone Carvalho/Moreira. Já deu para percebe por quê?
O inelegível Carlos Moreira foi figura central no governo Teófilo Torres, que deu prosseguimento à imensa obsessão daquele grupo político em terceirizar serviços públicos, contratando empreiteiras especialistas em vencer licitações. Durante o governo Teófilo relevantes serviços públicos foram terceirizados, como a varrição de rua, a manutenção das vias (tapa buraco), a manutenção e implantação da sinalização horizontal de trânsito, o Rotativo e até a prerrogativa do DAE em fixar o preço da tarifa da água. E o que se viu foi uma cidade imunda, que, por isso, teve uma das piores epidemias de dengue dos últimos tempos, esburacada, mal sinalizada, um Rotativo caro e com ruas adjacentes vazias e três aumentos da conta da água em menos de 12 meses. E todos esses serviços muito mais caros ao contribuinte, pois neles está embutido o lucro de empreiteiro, coisa que não existe na Administração Pública. Paga-se mais, por menos.
Com Simone, que, inclusive já foi cassada e governa por força de liminar, essa tendência não deve se inverter, até porque a própria prefeita tem suas empresas. Teófilo foi muito influenciado por Carlos Moreira, mas não era de arregaçar as mangas. Por isso encerrou o mandato com 13,5 milhões em caixa. Não foi economia, foi falta de projeto para empregar tais recursos.
Já Simone não será apenas influenciada por Carlos Moreira, mas sim, comandada, diretamente, pelo ex-prefeito. Atuará sempre como sua pré-posta política dentro de seu projeto pessoal de poder. 
Assim, o que se pode esperar do mandato de Simone, dure o quanto durar, é mais contratação de empreiteiras, mais populismo, mais demagogia e coisas do tipo do pretenso e interditado hospital Santa Madalena ou do inacabado matadouro municipal.

O Colunista, o Mau Político e o Colégio do Caraça



Peço licença ao colunista Luis Ernesto para explorar a ideia muito oportuna apresentada em sua coluna da última edição. 
Segundo o colunista, “atualmente, são raros os políticos que ficarão na história, seja por atos marcantes, ideologia e, principalmente, posição de liderança contra as mazelas de nosso país. Infelizmente, a maioria de nossos representantes de hoje será simplesmente esquecida, ou lembrada apenas por estar em listas de delações premiadas de empreiteiros picaretas e atolados na lama da corrupção. Salvo raras exceções.”
Ele tem razão, os políticos de hoje não são como os de antigamente. Mas, por que isso ocorre? É simples! Porque nossa sociedade está conformada para produzir este tipo de político. Cidadão consciente e político honesto não brotam do chão, são produzidos. E, diferentemente, de épocas passadas, hoje, a sociedade brasileira contemporânea não faz formação política, não faz formação ética e não faz filosófica, que são os ensinamentos indispensáveis para se produzir o tão desejado e quase extinto político honesto e competente. 
Hoje, o Brasil tem um modelo de escola pública que funciona apenas meio turno e não ensina os direitos básicos, a cidadania, a política, a ética e que somente em 2012 voltou a lecionar a filosofia. Na verdade, o atual sistema de educação pública brasileira não consegue sequer alfabetizar, satisfatoriamente, seu povo. O Brasil tem hoje cerca de 60 milhões de analfabetos funcionais, produzidos por esse sistema, que são aqueles que leem, mas não compreendem o que foi lido e por isso também não podem escrever. O analfabetismo não é meio fértil para política. Sem letras e compreensão não pode haver boa política, como é experimentado, hoje. 
Tome por exemplo, o fabuloso Colégio do Caraça. O Caraça é consagrado como o colégio mais importante da história política brasileira. Apenas o Caraça pode ostentar uma lista de 120 ex-alunos, em que, absolutamente, todos foram deputados por Minas Gerais e por vários outros estados, deputados federais, senadores, governadores e vice-governadores de estados de diferentes regiões do país, presidentes e vice-presidentes da República. Em regra, gente honesta e competente como Afonso Pena, Augusto de Lima, Benedito Valadares, Artur Bernardes, Olegário Maciel, etc. Jânio Quadros, citado pelo colunista, não estudou no Caraça, mas se formou no mesmo humanismo do Colégio Paranaense, também mantido pelos incríveis padres lazaristas em Curitiba. E todos formados, com muita disciplina, nas lições de filosofia, história, cidadania, ética, política, etc, do Colégio do Caraça, etc.
Imagine que em 28 de maio de 1968, o ano mais conturbado da Ditadura Militar, a Grande Biblioteca do Caraça foi incendiada, encerrando as atividades do Colégio. Foi assim: em 64, foi dado o Golpe, em 66, a filosofia foi proibida nos currículos escolares e em 68, a mais tradicional Escola de Filosofia de Minas ardeu chamas. Coincidência? 
E hoje, como são formados os políticos brasileiros? Quais instituições substituíram o papel que coube ao Caraça, na formação política? Nenhuma! Além de uma escola totalmente avessa à formação política, ainda temos um modelo de grande mídia, que só divulga as mazelas da política nacional e não pauta as grandes demandas políticas nacionais. Para se ter uma ideia, dentre as 5 maiores emissoras de televisão do mundo, a Rede Globo é a única que não tem em sua programação um programa sério para se discutir política. O único que abordava a matéria e, mesmo assim, oscilando entre tantos outros temas, era o programa do Jô Soares, encerrado no fim do ano passado pela emissora. 
Outro ponto relevante na ideia do colunista, é que ela admite que já tivemos políticos honestos e competentes, o que desbanca o entendimento circulante de que o Brasil sempre teve apenas políticos corruptos e omissos. A história mostra que o Brasil pôde contar com muitos políticos honestos e eficientes num passado não muito distante. E se pôde fazê-lo no passado, o mesmo também pode ser feito no presente e para o futuro. Basta querer recriar as condições para tal. O Brasil nunca precisou tanto de instituições como o Colégio do Caraça quanto agora. Será que dá pra reativá-lo? Ou vamos continuar nesse mar de lama e incompetência?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Ética: Com a Palavra o Provedor

Recentemente, em ocasião de audiência pública realizada na Câmara, logo após o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, confessar com todas as letras que não entendia nada da questão médica debatida na ocasião, indaguei-lhe pelo o que, então, ele se considerava gabaritado para exercer a função de provedor da casa de saúde. E ele respondeu: - minha ética!  
Vamos, então, analisar a ética do provedor.
Conforme o respectivo contrato social , a ilustríssima senhora prefeita de João Monlevade, Simone Carvalho, é sócia ao lado de cônjuge do provedor, a Sra Cristiane Patrícia Conceição, na empresa Representações Minas Gerais LTDA, que tem como objeto social "representantes comerciais e agente do comércio de mercadorias em geral, prestação de serviços no ramo de imobiliaria, corretagem na compra, venda e locação de imóveis, serviços de despachante imobiliário, de veículos, seguros e de administração de condomínios em geral, com sede na própria residencia do provedor.   
Então, pergunto: será que é, verdadeiramente, ético o sujeito gerir recursos públicos que são repassados ao Hospital por iniciativa e ordem da prefeita que é sócia de sua própria esposa?
Com a palavra o provedor.