Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quinta-feira, 16 de março de 2017

Manutenção de Provedor no Cargo Delonga Crise no Hospital



Apesar dos vários desmandos, das trapalhadas e das mostras contundentes de que não tem traquejo algum para gerir recursos públicos, o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes (foto), estreitamente, ligado ao grupo do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, é mantido no cargo, apesar da grave crise do Bingo em que colocou a casa de saúde.
Em primeiro lugar, fossemos um país sério, alguém com tanta proximidade a um ex-prefeito de direitos políticos cassados por várias condenações jamais assumiria cargo tão importante quanto o de provedor do Hospital Margarida. A crise do Bingo que atinge o Hospital foi encomendada no ano passado, em 1º de abril, dia da mentira, quando os conselheiros da Associação São Vicente de Paulo empossaram o braço-direito de um inelegível para a providoria do Margarida. Fosse alguém mais inclinado na defesa dos interesses precípuos do Hospital, a Associação dos Amigos do HM, entidade sem fins lucrativos, já teria realizado o Bingo, tais recursos já estariam disponíveis para benefício da casa de saúde e não haveria uma legião de portadores das respectivas cartelas sentido-se lesados. Mas, ao contrário, o atual provedor resolveu despejar a AAHM, suspender seus convênios e contratar uma empreiteira de engenharia civil que lucraria 40 mil reais para realizar o já tradicional Bingo. Não deu outra, e evento foi suspenso pela Justiça a pedido do Ministério Público, sem previsão de data para ocorrer nem devolução dos valores pagos pelas cartelas. 
E agora, que a crise do Bingo se desdobra numa profunda crise de credibilidade, os conselheiros seguem silentes. Não é possível conseguir resultados diferentes agindo sempre do mesmo modo, ou seja, com omissão. 
Caso nada seja feito, a atual crise de credibilidade pode se desdobrar numa crise financeira, administrativa e assim por diante, pois se o monlevadense não voltar a acreditar no Bingo, o hospital perderá uma valiosa fonte de recurso, cerca de 1 milhão de reais, sem a qual a já frágil situação de suas finanças só tende a se agravar. 
É preciso estancar a crise de credibilidade em que o atual provedor, José Roberto Fernandes, mergulhou o Hospital. É preciso que o monlevadense volte a acreditar no Bingo, que já foi importante fonte de recurso para a casa de saúde. È preciso demonstrar que o Hospital mudou depois da passagem desastrosa e tumultuada José Roberto. Neste momento, o Hospital precisa de credibilidade para restaurar sua normalidade. E não será, justamente, a manter o pivô da crise no comando da situação que o Hospital resgatará sua credibilidade junto à comunidade.

Desembargador Classifica Grupo de Moreira de "Facção Política"

Foto: divulgação de campanha
Não pode passar sem registro o termo utilizado pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Antônio Sérvulo, para fundamentar a condenação do ex-prefeito Carlos Moreira (foto) num dos processos que o fizeram inelegível, o da farra das permissões de uso, que pouco contribuíram para o desenvolvimento econômico local, ao contrário, trouxeram imensa insegurança jurídica para os permissionários, como não poderia ser diferente. Segundo o magistrado, as permissões favoreceram apenas àqueles que se alinhavam à “facção política” do ex-prefeito, conforme se transcreve a seguir:


[...]No caso em tela, verifica-se que o Sr. Carlos Ezequiel Moreira,
na condição de Prefeito do Município de João Monlevade, concedeu várias permissões de uso de bem público a particulares, sem o prévio procedimento licitatório, o que restou incontroverso nos autos.
Pois bem. A utilização de bem público por particular, de forma irregular e com prejuízo para o erário, configura-se como prática de improbidade administrativa, ao privilegiar o interesse particular em detrimento do interesse público, contrariando os princípios da moralidade, legalidade e impessoalidade.
Conforme ressaltado na sentença, a concessão das permissões de uso de bem público ora discutidas se subordinavam a critérios exclusivamente políticos, favorecendo, evidentemente, àqueles que se alinhavam à facção política do Prefeito.[...]


Número: 1.0362.08.089056-3/003
Relator: Des.(a) Antônio Sérvulo
Relator do Acordão: Des.(a) Antônio Sérvulo
Data do Julgamento: 27/11/2012
Data da Publicação: 07/12/2012

Como se vê, Moreira não está sozinho. Existe, nas palavras do desembargador, uma “facção”.

Mulher

Foto: divulgação de campanha


Monlevade tem como chefe do Executivo uma mulher, a primeira eleita prefeita de sua história, assim como também foi a primeira cassada antes mesmo de tomar posse, outro fato histórico.
Pena que a eleição da primeira prefeita não se deveu ao senso evoluido de igualdade de gênero do eleitorado monlevadense. 
Mas sim ao meio encontrado pelo inelegível ex-prefeito Carlos Moreira para transferir a alguém o potencial de votos que obtém manipulando o conteúdo político da Rádio Cultura sem olhar a quem, de modo a burlar a Lei da Ficha limpa que não vale um vintém e seguir cometendo aqueles mesmos atos que o tornaram inelegível na terra de ninguém.

Acervo do Museu Monlevade na Chuva



Que chuvinha boa (09/03/2017)! Só não é boa para o acervo do Museu Monlevade que, sem telhado, passou mais uma noite na chuva, deteriorando-se.
Já faz ano que a Arcelormittal retirou o telhado do Museu Monlevade. Assim, vários equipamentos da Fabrica de Ferro original de Monlevade se encontram ao relento, sujeitos à ação nociva das intempéries.
O Município comemora os 200 anos da Chegada de João Monlevade ao Brasil com o Museu fechado à visitação e, parcialmente, destelhado. E por que isso acontece? Acontece porque a Arcelormittal não admite manter o custo do Museu. Não admite o custo com funcionários para manter o Museu, manutenção, etc. Assim, retira o telhado para que o acervo se perca, pois, sem acervo, não haverá Museu e, conseqüentemente, o poderoso grupo siderúrgico indiano não terá que arcar com o custeio do mesmo. 
De outro lado, um Conselho de Patrimônio Histórico que, diante do imenso poder da siderúrgica, se omite e nada faz, apesar de se tratar de patrimônio histórico tombado pela Lei Orgânica do Município. Até mesmo aqueles engajados na divulgação da história de João Monlevade, quando é para defender seu grande legado perante o grande capital, se calam. 
E vai acontecendo como ocorrido com a Praça Ayres Quaresma, um dos maiores conjuntos de casario neoclássicos de Minas, sumariamente, demolido, sem qualquer diálogo com a sociedade. O conjunto arquitetônico do Solar Monlevade, que também compreende o Museu Monlevade, seu acervo, incluso o Martelo/Vapor, é a cereja do bolo destas bandas da Estrada Real. Só o Martelo/Vapor de Monlevade, a primeira máquina a vapor de Minas, se restaurado poderia fazer incríveis exibições que como era empregado. Ele apita, bufa e estremece o chão com os golpes do malho. Monlevade não tem atrações turísticas porque as destrói antes mesmo de conhecê-las.

terça-feira, 7 de março de 2017

Hospital Piorou



Em relação à inflexão ética do jornalista que publica que a curto prazo o Hospital Margarida melhorou, o que se pode dizer é que toda vez que o jornalista se porta a publiciteiro o resultado é pedante, enganoso e soa como matéria paga.
É óbvio que o Hospital Margarida, desde 1º de abril do ano passado, dia da mentira e data da posse do atual provedor José Roberto Fernandes, vem piorando numa bola de neve.
Em qualquer país, minimamente, sério figura como José Roberto Fernandes jamais ocuparia o cargo de gestor de uma instituição tão importante quanto o Hospital Margarida. Só a estreita relação do atual provedor com o inelegível ex-prefeito Carlos Moreira seria suficiente para tal. Moreira, além das causas que cassaram seus direitos políticos e outras tantas, é o pai do inacabado, interditado e pretenso hospital Santa Madalena, absurdamente, improvisado no prédio do antigo terminal rodoviário, ao custo de voláteis 22 milhões de reais em recursos públicos . Só foi prefeito porque utiliza poderoso meio de comunicação para manipular o eleitorado. Não fosse a utilização abusiva da Rádio Cultura, Moreira seria, politicamente, desconhecido em João Monlevade. Aliás, se fôssemos um país sério mais uma vez, Moreira estaria é na cadeia. 
Os números que são apresentados para justificar uma improvável melhora no Hospital Margarida são inaplicáveis ao caso porque se referem ao primeiro semestre de 2016, período fora da influência da “gestão efetiva” do atual provedor, que tomou posse apenas no final daquele interstício de tempo. 
A própria forma como tais números foram levantados demonstra que o Hospital piorou, porque traduz o descrédito que o atual provedor tem com a comunidade. Um provedor desacreditado será sempre ruim para o hospital. E aqueles números somente foram produzidos mediante o levantamento de uma Comissão Econômica, constituída pelo contador Carlos Arthuso, o diretor geral da Arcelormittal Monlevade, Marco Antônio de Macedo Bosco, o bancário Antônio Carlos Maroun e o empresário Sérgio Coura e formada, justamente, em razão do descrédito que a estreita relação entre José Roberto e o ex-prefeito Carlos Moreira impõe à atual providoria do Hospital.
José Roberto também já demonstrou várias vezes que não entende nada do assunto e que tem dificuldades para distinguir o público do privado. Seu desrespeito com profissionais da casa e a declarada falta de diálogo com os funcionários do hospital também o inabilitam para o cargo que ocupa. 
Não é preciso se socorrer em números para perceber que o hospital piorou com José Roberto Fernandes. O despejo e suspensão do convenio da Associação dos Amigos do HM para doações através da conta do DAE é fato latente. O hospital viu asfixiado seu principal parceiro e voluntário. O Bingo, importante fonte de recursos da casa, agora, é caso de polícia e, mais uma vez, o Hospital Margarida é forçado ao descrédito junto à comunidade: quem vai comprar cartela do Bingo da próxima vez em que for realizado? Se é que haverá uma próxima vez, pois a verdade é que José Roberto Fernandes sepultou o tradicional Bingo do Hospital, num literal jazigo de descrédito. 
E a renda do Bingo, estimada em 1 milhão de reais, como impacta nos números? Acho que a palavra, agora, fica com os integrantes da Comissão Econômica. O que eles acham disso tudo? Por que depois de todos os desmandos, não há seriedade que derrube o provedor? Ou será que só vão agir depois que José Fernandes fizer com o Hospital Margarida o mesmo que Carlos Moreira fez com o interditado e pretenso hospital Santa Madalena?

E por fim, depois que o diretor geral da Arcelormittal passou a integrar o Conselho Econômico do HM, a expectativa que se tem é que a siderúrgica passe a repassar, pelo menos, uns 250 mil reais mensais para o Hospital Margarida, a exemplo do que fazem outras empresas do ramo que é altamente poluidor e, portanto, demandante por oferta de serviços de saúde.