quinta-feira, 26 de março de 2026

CRISE POLÍTICA PARA LAÉRCIO


 

É notório que o ambiente político para o prefeito Laércio Ribeiro (PT) tem se deteriorado muito neste seu terceiro mandato. E é óbvio que o gabinete do prefeito petista tem a maior parcela de culpa neste processo já que é muito fechado, autoritário, desagregador e presepeiro. E quando o nome do chefe de gabinete do Executivo, Gentil Bicalho, é repetidamente citado em reuniões da Câmara por tais motivos, chegou o momento de rever a composição do secretariado.

Se a situação política de Laércio já não ia bem de modo geral, agora o prefeito tem que administrar um pedido de instalação de CPI que visa investigar a regularidade dos gastos da Fundação Casa de Cultura, do período de 2021 a 2025.  O pedido de abertura de CPI foi protocolado pelo vereador Revetre Teixeira e já conta com as cinco assinaturas necessárias para passar pelo procedimento de admissibilidade na Casa Legislativa.  

Está na hora de Laércio realizar uma boa reforma em seu gabinete, até porque ele é parte do problema, se não quiser sofrer um impeachment.     

quarta-feira, 18 de março de 2026

EFEITO NOVO CÓDIGO TRIBUTÁRIO: MONLEVADE PERDE FRIGORÍFICO PARA SÃO GONÇALO


 Imagem Ilustrativa 

Circula nos meio de comunicação que o principal grupo supermercadista do município de João Monlevade vai instalar um frigorífico na cidade vizinha de São Gonçalo do Rio Abaixo. O valor do novo empreendimento é de 21 milhões de reais. A unidade ocupará uma área de 23 mil metros quadrados. A expectativa é de faturamento anual acima de 20 milhões de reais e a geração de 30 empregos direitos, sendo que 80% das vagas devem ser preenchidas por mão de obra local. Um empreendimento desta magnitude não pode ser anunciado sem planejamento prévio e a pergunta que não se cala é a seguinte: Por que o grupo que tem bases econômicas muito bem consolidadas em João Monlevade escolheu o município vizinho de São Gonçalo para empreender? 

Parte da resposta é, sem dúvida, o ambiente desfavorável aos negócios e de insegurança jurídica causado pela proposta do Novo Código Tributário de João Monlevade, aprovado pelo governo Laércio Ribeiro no apagar das luzes do ano de 2024. É preciso recordar que o Novo Código Tributário proposto por Laércio previa, inicialmente, reajustes de tributos da ordem de 200, 300 e até 400% de aumento. 

Na oportunidade, em junho de 2025, publiquei matéria neste blog, alertando que “a tendência é que, diante da nova realidade tributária desfavorável, empresas migrem para municípios vizinhos. É o PT exportando empregos e renda para fora de Monlevade.” E é o que testemunhamos agora, uma grande empreendimento de empresários monlevadenses sendo instalado em São Gonçalo, como consequência da ânsia do governo Laércio em arrecadar e de sua dificuldade em promover no Município um ambiente atrativo para negócios. Parabéns para São Gonçalo!

quarta-feira, 4 de março de 2026

A VAIDADE DO PT NA QUIMIOTERAPIA SEM ALVARÁ SANITÁRIO DE FUNCIONAMENTO


No final do ano passado, o presidente Lula esteve em Itabira para inaugurar uma unidade de quimioterapia no município vizinho. Foi o suficiente para gerar uma crise se ciúmes no gabinete do prefeito Laércio Ribeiro.  Afinal, como é que Lula vai a Itabira e não visita João Monlevade, que é tão próxima e governada pelo PT? A resposta é simples, Lula não esteve em Monlevade como fez em Itabira porque o gabinete do prefeito não havia planejado nem viabilizado a implantação da Quimioterapia ainda no primeiro ano do mandato do presidente petista.  Se o tivesse feito, Lula teria vindo a Monlevade inaugurá-la.

Mas mesmo assim, movido pela ciumeira, logo após a presença de Lula em Itabira, o governo Laércio anunciou a implantação de uma unidade de quimioterapia em João Monlevade, na tentativa de receber Lula no Município no final de um eventual quarto mandato do presidente petista.

Nesse contexto, algumas questões saltam os olhos. A primeira delas é o fato de o anúncio da implantação de uma quimioterapia apresentar motivação passional e não técnica. Na política quando a motivação para determinado ato não é técnica, o resultado geralmente também não é técnico, o que, na área da saúde, não costuma produzir bons resultados. A segunda questão é que, diante do ambiente político polarizado e da dificuldade de aprovação popular do atual governo de Lula, sobretudo, em função da alta no custo de vida representada pelo aumento constante dos preços de combustíveis, alimentos, energia elétrica, etc, e da imensa dificuldade do PT em colocar em prática o conteúdo programático do partido, pode ser que Lula não seja reeleito. Assim, se lula perder a reeleição,  ele não será o presidente no final do mandato de Laérico e, portanto, não poderá comparecer à João Monlevade para inaugurar a Quimioterapia, o que esvazia a motivação passional do ato. E o terceiro problema é o lugar escolhido pelo gabinete de Laércio para instalação da suposta Unidade de Quimioterapia, que foi o prédio do antigo terminal rodoviário, onde hoje funciona a Secretaria de Saúde e onde num passado recente se tentou adaptar um hospital de 100 leitos.

O problema é que o prédio que resultou da tentativa fracassada de adaptar um hospital de cem leitos no antigo terminal rodoviário não é passível de concessão de alvará de funcionamento sanitário, pois a obra milionária lá realizada pelo ex-prefeito Carlos Moreira, que é adversário do PT, não respeitou os parâmetros técnicos para a construção de uma unidade de saúde. Há pouco tempo, tentaram instalar naquele prédio insalubre uma unidade de necrotério do IML, o que foi recusado pelo governo do estado, justamente, diante da insalubridade e da falta de alvará sanitário do edifício. Conhecendo o rigor das formalidades adotadas pelo governo federal para a instalação de unidades de saúde, pode-se afirmar que o PT local jamais conseguirá instalar naquele prédio insalubre uma unidade de Quimioterapia.    

Além da questão técnica, é muito incoerente da parte do PT de João Monlevade pretender instalar uma unidade de quimioterapia naquele prédio concebido pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, quando que na verdade o PT deveria é denunciar as péssimas condições sanitárias daquele local e o absurdo que foi a tentativa de adaptar na Rodoviária um pretenso hospital de 100 leitos. Assim o PT dá sobrevida política ao Moreira, que já anda falando que o pretenso Hospital Santa Madalena, que nunca se viabilizou, apesar dos muito mais de 22 milhões de reais em dinheiro público da saúde gastos na obra, tem que ser finalizado. 

A única solução para aquele prédio é instalar um pátio para reciclagem de material de construção no município e a partir dele, demolir toda a obra que foi feita dentro do antigo terminal rodoviário, reciclando os materiais e procedendo à atualização das redes de água, esgoto, elétrica, etc, do prédio a fim de receber de volta naquelas instalações o serviço de Rodoviária, que tanto orgulhava os monlevadense. O restante é ciumeira política, esquizofrenia em fortalecer politicamente o adversário e enganação dirigida ao povo em prometer algo que é muito bem vindo para a população, mas que é tecnicamente impossível de se instalar naquele prédio insalubre.Uma unidade de Quimioterapia não pode funcionar sem alvará sanitário.   

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

INÍCIO DO ANO LEGISLATIVO EXPÕE DESGASTE POLÍTICO DE LAÉRCIO


O poder desgasta. Então, em exercício da primeira metade do 3º mandato como prefeito é natural que Laércio apresente algum desgaste político a essa altura. No entanto, considerando a reação da Câmara já no início do ano legislativo e todo o conteúdo político que circula nas redes sociais, etc, é possível verificar que o desgaste da imagem do prefeito tem desempenhado uma trajetória ascendente acelerada. Para Laércio, que não poder ser candidato nas próximas eleições, pouca diferença faz. No entanto, para Dorinha Machadão, que deve ser a candidata a prefeita apoiada pelo PT,  a diferença é muita já que ela conta com o atual prefeito para que seja seu principal cabo eleitoral. Para isso, Dorinha precisa que Laércio termine o mandato bem avaliado.

O desgaste político de Laércio já vem do ano passado quando o imbróglio, ou melhor, a barbeiragem jurídico-administrativa  do Novo Código Tributário fritou a imagem do prefeito junto a opinião pública por muitos meses e sobretudo junto aos setores econômicos do Município, o que produz estragos muito mais pontuais e profundos. Depois, a candidata a presidente do PT apoiada pelo prefeito perdeu as eleições, o que também já não era um bom sinal.  Mas, quem chegou a assistir as duas primeiras sessões da Câmara para o ano de 2026 já pôde sentir que não houve uma reversão no quadro e que o prefeito, definitivamente, também não voa em céu de brigadeiro na Casa Legislativa. Quando o presidente da Câmara faz uso da tribuna para elencar expressamente as três piores secretarias do governo é porque a relação entre os dois poderes do Município vai de mal a pior. E relação ruim entre poderes é sempre um problema de gestão do gabinete do Prefeito.  Além de uma Câmara bem mais hostil, o prefeito ainda enfrenta uma série de reclamações, repletas de vídeos e imagens, que são postadas por populares diariamente nas redes sociais e que não são resolvidas pelo governo. Fato muito emblemático nesse sentido ocorreu recentemente na Rua Leonardo Diniz, onde, cansados da ineficiência e da embromação da prefeitura para reparar as más condições do logradouro, os próprios moradores fecharam  a rua em protesto.  Quando o povo fecha rua em João Monlevade é porque o caldo está entornando.   Tão emblemático que a rua então fechada pelo povo tinha que ter a denominação de Leonardo Dinz, ex-prefeito de João Monlevade pelo PT.  Se os petistas do gabinete do prefeito realmente honrassem a história do partido e fossem um pouco mais inteligentes já teriam subido à  Rua Leonardo Diniz e resolvido a situação, até para não expor o prefeito à tamanha incoerência. O povo também tem reclamado muito de não conseguir encaminhamento para seus problemas na Prefeitura e de ser tratado lá apenas com embromação e nenhuma ação.  

E não adianta negar, o prefeito tem amargado muitas dificuldades políticas como conseqüência de ter escolhido mal os membros de seu gabinete, que são aqueles que deveriam fazer a ponte entre o chefe do Executivo e o povo. Política se faz com quem tem formação e atuação políticas. Fazer política com amigos é algo que pode sair caro. O gabinete de Laércio é hermeticamente fechado, não dialoga com a comunidade nem com setores de maior formação política do  próprio partido, tendo, por exemplo ignorado completamente a nova presidência do PT que não foi convidada a integrá-lo, outro erro gritante.  Se articulasse com o PT, a Rua Leonardo Diniz não estaria do jeito em que se encontra. O gabinete de Laércio não é preenchido por cientistas políticos, com rara exceção, são todos noveleiros que não perdem um capítulo sequer da novela das 9 da Rede Globo, replicando dentro do partido e do gabinete todos aqueles expedientes de malfeitoria tão deploráveis exibidos pela tela da TV. Aliás, o único cientista político que havia no PT teve suas assas cortadas, não por coincidência, pelo gabinete de Laércio e depois de ter que deixar o governo, hoje felizmente alça vôos muito mais altos na capital Belo Horizonte.

Olha, se alguém pretende contar com a figura do prefeito como cabo eleitoral na próxima eleição municipal,  é melhor dar um sacudida no gabinete do chefe do executivo. Do contrário, o PT não terá condições de cumprir com o acordado na campanha, que era contar com um prefeito/cabo eleitoral bem avaliado.  

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PRÉ- CARNAVAL DE MONLEVADE ACABA EM TUMULTO E ÓBITO NA AVENIDA


Gosto muito de carnaval, principalmente aquele carnaval tradicional mineiro das cidades históricas.  Vico feliz que Monlevade, que já teve tradição de grandes carnavais de rua, de salão e até desfiles suntuosos de fantasias (basta visitar as fotos do Mestre Diló), depois de décadas de quase nenhuma festa momesca, tenha agora pelo menos um pré-carnaval. Sim, carnaval é diferente. Carnaval tem data para ocorrer. O carnaval termina 40 dias antes da primeira lua cheia da primavera no hemisfério norte. E infelizmente, no carnaval, Monlevade segue tendo um vazio cultural, pois não há carnaval no Município há décadas. É muito estranho a cidade ter pré-carnaval e não ter carnaval. Geralmente a festa se inicia no pré-carnaval e só termina na quarta-feira de cinzas. Em Monlevade, não. Durante os dias de carnaval a cidade se esvazia.

De qualquer forma, o pré-carnaval 2026 esteve bonito até um certo ponto. Os blocos de marchinhas foram lindos. Mas quando a juventude foi para rua ao som daquelas músicas de conteúdo adulto explícito, compostas de palavrões e todas aquelas denominações escandalosas  para as genitálias humanas, o tempo fechou e o clima ficou pesado. Muito embora seja esse o tipo de música que os meios de mídia direcionam para a juventude e até para as crianças e adolescentes brasileiros, não é o que se pode esperar de um governo municipal, ainda mais aquele que tem um prefeito intitulado de Amigo da Criança.  Afinal foi uma festa de acesso livre para crianças e adolescentes. Sem falso moralismo, pra quem é adulto, maior de 18 anos e gosta daquele tipo de música, sem problema, cada um sabe o que faz. Mas, não a criança e o adolescente. Conteúdo de sexo explícito, consumo de álcool, jogo, etc, tudo isso é impróprio para crianças, adolescentes e deveria ser evitado de ser direcionado para os jovens porque não influenciam o bom comportamento e no caso das crianças e adolescentes exige uma responsabilidade que elas não possuem pela própria definição de menor.  O conteúdo adulto aliena a infância, prejudicando sua formação. Quanto mais influenciada por conteúdo adulto, menor será a formação da criança.  E o que se espera da Casa de Cultura é justamente o oposto, que ela direcione para a criança e o adolescente monlevadense conteúdo que aprimore a construção de sua identidade e de sua formação. Já basta o que faz a televisão. E o termo “adultização”, que começa só agora a ser debatido pelo brasileiro é antigo. Teve início com a Xuxa que era atriz de conteúdo adulto e referência para a infância brasileira nos anos de 1980. Contudo, um prefeito verdadeiramente amigo da criança jamais poderia colaborar para o processo de adultização por que passa a infância local e brasileira, como se viu no pré-carnaval. Boa hora para a Câmara propor projeto de lei que proíba o direcionamento de conteúdo adulto para crianças e adolescentes em festas, escolar e quaisquer eventos no Município.     

Trata-se de uma violência cultural contra a juventude. E como violência gera violência, no caso do desfecho do pré-carnaval os palavrões e xingamentos daquelas músicas criaram um clima tão pesado na avenida que se desdobrou em tumulto, demandando a intervenção da Polícia Militar que se viu obrigada a fazer uso de equipamento não letal para dispersar a confusão, que obstruia o trânsito local. No último quesito, faltaram mais planejamento e atuação do Setran.

Como se já não estivesse ruim ainda houve um óbito em função de capotamento de veículo no contexto de pré-carnaval. Olha, se o pré-carnaval foi assim,  acho melhor a gente continuar sem carnaval ainda por um tempo.