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domingo, 13 de dezembro de 2009

História das Minas de Ouro e Diamante: A Fundação do Estado

A descoberta das jazidas de ouro pelos bandeirantes e sertanistas paulistas, no final do século XVII, despertou o interesse de pessoas de toda a espécie que logo se dirigiam para as minas. No entanto, a ocupação da região mineradora não se daria de maneira pacífica. Os paulistas, os descobridores do metal, se sentiram prejudicados com o fato de terem de dividir o ouro, a terra e o domínio social com portugueses, estrangeiros, baianos e outros povos, também atraídos pelas riquezas minerais. Os paulistas denominaram os forasteiros de emboabas em alusão às longas botas que calçavam, as quais os assemelhavam a uma ave pernalta e desengonçada que levava o mesmo indígena. Devido a enorme desavença que se estabeleceu e diante da inexistência de uma autoridade constituída, em 1707, irrompeu na região do Sertão do Cuieté (Caeté), onde o ouro era encontrado em grade quantidade a flor da terra, a guerra civil conhecida como Guerra dos Emboabas.Os anos de 1707 e 1709 foram marcados por intensa luta armada, que resultou no triunfo dos emboabas, que passaram a controlar as principais datas auríferas e provocaram o deslocamento dos paulistas para áreas mais afastadas, ao longo do Rio das Mortes (Tiradentes e São João Del Rei).

Emboaba típico

A necessária intervenção das autoridades coloniais no sentido de solucionar o conflito alertou a metrópole para a criação e regularização de órgãos administrativos no âmbito judiciário e fiscal. Entre as primeiras medidas oficiais estaria a distribuição de datas e sesmarias, definindo-se territórios e seus respectivos proprietários. Em 1710, a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro é criada, sendo escolhido para governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho.

Divisão administrativa do Brasil, após a Guerra dos Emboabas.

No ano seguinte, alguns arraiais mineradores são transformados nas primeiras vilas da capitania recém-criada e é fundada a Vila Real do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo (Mariana), a primeira sede da Capitania. Em 1720, ocorre em Vila Rica a Revolta de Felipe dos Santos contra a proibição da circulação do ouro em pó e a conseqüente instalação das Casas de Fundição, onde o metal seria quintado e Capitania de Minas é desmembrada da de São Paulo, passando a denominar-se Capitania das Minas de Ouro e Campos Gerais e a capital é transferida para Vila Rica de Albuquerque, a fim de se obter maior controle sobre a mais revoltosa das vilas mineiras, a futura Ouro Preto.

Julgamento de Felipe dos Santos.

Em 1816, o Sertão da Farinha Podre (atual Triângulo Mineiro) foi anexado ao território de mineiro, dando a Minas os contornos fronteiríços que conhecemos, hoje.
Em 1823, após a Independência do Brasil a capitania foi elevada a Provincia das Minas Gerais e posteriormente, com a proclamação da república, diante das dificuldades topograficas de Ouro Preto, a capital foi transferida para Belo Horizonte e a provincia é elevada a condição de estado.