quarta-feira, 30 de junho de 2010

Peter Gabriel - Growing Up Live

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Fezes Nutricionais

Li, hoje, no Blog Piolho de Cobra que algumas entidades que receberam uma doação de feijão da Prefeitura estão reclamando da presença de insetos e fezes de animas no donativo. Para o assessor de comunicação da Prefeitura, Marcos Martino, os insetos e a fezes não passam de uma imensa coleção de nutrientes, colocados à disposição dos mais carentes, conforme escreveu em seu blog.

2010: Ano Perdido para Prandini

Futurologia é uma coisa muito arriscada. Mas, como quem não arrisca não petisca, vamos lá. As coisas estão mesmo horripilantes para o governo Prandini. E a altíssima reprovação popular ao seu governo já é fato concreto. Vamos então traçar algumas perspectivas para um futuro próximo. Pois bem, considerando que já estamos nas vésperas do segundo semestre, sem que governo tenha produzido algum resultado satisfatório. Considerando a persistente situação deficitária das contas da Prefeitura e considerando, ainda, os impactos da eminente corrida eleitoral, 2010 já é um ano morto para a administração Prandini. Parece que haverá ainda para este ano uma verba de 3 milhões do governo estadual, carimbada para asfaltamento, o que poderá, na melhor das hipóteses, frear a atual tendência de queda na popularidade do prefeito, mas não revertê-la. Da forma negativa com que a opinião pública tem percebido a administração Prandini, qualquer coisa que se faça, hoje, isoladamente, vai transmitir ao povo a convicção de que não se fez mais do que a obrigação. E reze o Prandini, que é teólogo, para que a seleção de Dunga não perca a Copa. Porque se isso acontecer, só agravará as tendências, principalmente, considerando a campanha de marketing, engendrada por seus próprios pares, com qual se construiu no imaginário popular a inclinação para culpar Prandini por todas a mazelas do mundo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Morrer Precocemente é a Coisa Mais Comum Neste País

Acabo de ler no Blog do jornalista Marcelo Melo um texto que pode muito bem expressar a indignação de todos aqueles que vivem em cidades servidas pela Br 381, a rodovia da morte. A verdade é que morrer tem sido uma das coisas mais comuns neste país. E não apenas nas rodovias. Mas, na precariedade do sistema público de saúde, na violência e na criminalidade urbana, nas conseqüências da corrupção, na falta de saneamento, na ignorância e etc. O fato é que a vida humana no Brasil não tem valor algum. Vejo isso até mesmo nas decisões judiciais, nas quais, via de regra, são definidas indenizações irrisórias, quando o processo é motivado pela morte de algum ente querido, principalmente, nos casos em que o Estado é réu.

Altíssima Reprovação Popular: a Culpa é de quem?

Nos bastidores da política monlevadense, já existem subsídios cartesianos que comprovam que, hoje, Prandini é o prefeito com a maior reprovação popular de todos os tempos. Alguns atribuem tal situação à postura da rádio Cultura, que tem se dedicado, diuturnamente, a uma ferrenha oposição ao governo. Claro que a oposição da rádio contribui para que haja uma sensação desfavorável à administração. Más, sozinha, ela não teria capacidade para tal. O problema do governo não é a rádio, não são os jornais. O problema do governo é o próprio governo, que uma vez empossado, optou por se afastar do projeto político para qual foi eleito, abrindo mão dos mais essenciais pilares políticos e subestimando seus próprios eleitores, sua base, os partidos aliados e o povo.

sábado, 26 de junho de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: a Aparição da Santíssima Virgem nas Minas Setecentistas

Na segunda metade do século XVIII, fugindo de Portugal, onde o Marques de Pombal impusera uma implacável perseguição aos Jesuítas, chegaram à Capitania das Minas de Ouro e dos Campos Gerais, o arquiteto Antônio da Silva Barcarena e o misterioso Irmão Lourenço. Embrenhando-se pelos sertões de Minas, sempre em busca de isolamento e do anonimato que os afastasse da injusta persecução, os dois foragidos prometeram à Santíssima Virgem a construção de uma igreja, caso se livrassem de seus perseguidores. Inicialmente, chegaram às imediações da Vila Nova da Rainha (atual Caeté), onde divergiram se aquela localidade seria, suficientemente, isolada para o fim que desejavam. O Irmão Lourenço, então, rumou paro sul e buscou proteção entre os íngremes contrafortes da Serra do Caraça, onde se colocou a cumprir a sua promessa, erigindo ali uma capela dedicada à Nossa Senhora Mãe dos Homens, iniciando, assim, a fundação do conhecido Santuário e Colégio do Caraça. Barcarena, no entanto, permaneceu na Vila, onde passou a exercer o ofício de arquiteto, adquirindo verdadeira fortuna, até que, em meados da década de 1760, ocorreu um fato surpreendente naquelas serrarias que daria à Barcarena a confirmação de que ele havia se fixado no lugar certo: uma menina, filha de mineiros faiscadores, jurada muda de nascença, avistou por várias vezes no alto da serra a aparição da Santíssima Virgem Maria, trazendo em seus braços a imagem de seu Divino Filho morto, após ser retirado da Cruz.
Segundo a tradição, a menina, que nunca havia pronunciado uma só palavra na vida, passou a falar, perfeitamente, relatando com detalhes as divinas aparições. Chegara, assim, a oportunidade perfeita para que Barcarena cumprisse sua promessa feita à Virgem. 
Em 30 de setembro de 1767, a Cúria Eclesiástica de Mariana concedeu a Bracarena a licença para que erigisse uma capela com a invocação de Nossa Senhora da Piedade, no cimo da Serra. Rapidamente, a região transformou-se em centro de romeiros, devotos e o lugar tornou-se palco de inúmeros milagres e lendas. 
Barcarena empenhou-se na construção contra todas as dificuldades que se podem, facilmente, mensurar. Erigir uma capela em local de tão difícil acesso e transportar para uma altitude de 1800 metros os materiais necessários para a obra não foi uma tarefa simples. O término da construção da capela data de 1778. Após a morte de Barcarena, que foi sepultado no adro do templo, debaixo do altar da Virgem, vários ermitões o sucederam, continuando a zelar pelo Santuário. Em 1958, pelas aparições, por todos os milagres atribuídos à Virgem e pela massiva devoção dos mineiros, o Papa João XXIII proclamou Nossa Senhora da Piedade Padroeira do Estado de Minas Gerais.

Capela Nossa Senhora da Piedade, construída por Bracarena no topo da também Serra da Piedade, Caeté/MG.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Quem Paga o Pato?


Parece que a irresponsabilidade fiscal do governo Prandini tem infligido um sacrifício desumano a vários e de forma escalonada. Primeiro foram os fornecedores e contratados, que, há meses, não são pagos pela Prefeitura. Agora, são os funcionários comissionados, que já estão com seus salários atrasados. Ou seja, foi-lhes alienada a dignidade de, pelo menos em tese, alimentar-se, vestir-se, pagar o aluguel, as contas e etc. Quem será o próximo? Será o Povo?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A História se Repete: Foi-se o Ouro e Agora, vai-se o Minério

Nós, mineiros, parecemos fadados à lamentar, eternamente, pela voraz espoliação de nossa imensa riqueza aurífera. Historiadores calculam que, desconsiderando o intenso contrabando e a criatividade dos extravios, dos terrenos aluviais e das galerias subterrâneas e de Minas foram extraídos não menos que 800 toneladas de ouro puro. Metade desta enorme riqueza foi dividida entre Portugal, o Vaticano e a corte dos Habsburgos da Áustria, a dinastia absolutista mais influente da Europa, na época, da qual, não por acaso, descende a arquiduquesa e primeira esposa de Dom Pedro I, a Imperatriz Leopoldina. A outra metade do ouro mineiro foi parar nas mãos dos ingleses que, em 1703, pouco depois do descobrimento das ricas jazidas em solo brasileiro, impuseram à Portugal a celebração do Tratado de Methuen, também conhecido como o Tratado dos Panos e Vinhos, no qual, entre outras coisas, se estabeleceu que 50 por cento de todo o ouro encontrado na colônia portuguesa caberia à Inglaterra. Enquanto em Portugal, o ouro mineiro foi devorado pelo insaciável fausto da corte de Dom João V, na Inglaterra ele foi poupado, gerando o acúmulo de capital necessário para que o país se tornasse o pioneiro na Revolução Industrial. De uma forma ou de outra, o ouro subtraído das entranhas de Minas multiplicou por três a circulação monetária na Europa, já que era e ainda é usado como lastro para emissão de moeda, permitindo o enriquecimento daquele continente. E aqui, nas Minas Gerais, além das Igrejas Barrocas e do casario colonial, após a corrida do ouro, restaram apenas a subsistência e a decadência. Hoje, um novo ciclo de mineração ocorre em nossas terras. Tão importante como foi o ouro mineiro para a Revolução Industrial, agora é o minério de ferro, um dos principais insumos do Mundo Capitalista. Uma comparação simples pode nos dar uma idéia da colossal riqueza que representa o minério de ferro, muito maior que a do ouro que nos foi subtraído. Considerando a cotação do ouro, hoje, em 70 reais o grama, 800 toneladas do metal, corresponderiam a 56 bilhões de reais. Somente nos primeiros 5 meses deste ano, as exportações mineiras de minério de ferro alcançaram a incrível soma de 17 bilhões de reais. Ou seja, se as coisas continuarem como estão, em 15 meses, Minas terá perdido, em valores monetários nominais, o correspondente a todo o ouro levado pelos portugueses. A conta é meio grosseira, mas nos permite fazer um juízo de valor do que estamos vivendo em Minas. Ao contrário do ouro, que, apesar pilhado, moldou nossa cultura e nosso jeito de ser, o minério de ferro vai se esvaindo, deixando para traz nada mais que solos degradados, rios contaminados, destruição e pobreza. A política nacional de Royalties destinada ao setor da mineração é uma verdadeira afronta ao povo de Minas. Enquanto petroleiras pagam compensações vultosas pela exploração do petróleo, os municípios mineiros são ultrajados com contrapartidas aviltantes das mineradoras. Cruzar os braços e ver uma triste história se repedir não pode ser considerada uma opção. Afinal, errar uma vez é humano, errar duas é estupidez. Reforma nos Royalties da mineração, já!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Não é a Primeira Vez

O vereador Guilherme Nasser não é o primeiro a experimentar da perigosa estratégia de ataques pessoais perpetrada pelo grupo político do prefeito Gustavo Prandini. Lembro-me muito bem de uma outra matéria de capa, veiculada pelo mesmo jornal Bom Dia em que, em plena campanha eleitoral, se tentou atingir a imagem do então candidato Dr.Railton Franklin, com difamações de esfera pessoal, irrelevantes ao pleito. Lembro-me também, que, imediatamente, após à veiculação da tal matéria, o então coordenador da campanha, Emerson Duarte, lançou os carros de som nas ruas da cidade com uma mensagem de solidariedade ao candidato Railton pelo ocorrido, confundindo os potenciais eleitores de Prandini. Considerando a pequena margem de votos que elegeu o atual prefeito- apenas 1 por cento- mais um erro daquela natureza teria trazido a derrota à Prandini. E olha que foram vários.

TRE Aprova Prestação de Contas de Luis Amaral

O candidato a vereador pelo PC do B, Luis Fernando do Amaral, assim como outros vários candidatos que apoiaram o prefeito Gustavo Prandini, teve sua prestação de contas desaprovada por decisão proferida pelo Juiz Eleitoral de João Monlevade, Evandro Cangussu. A desaprovação das contas foi motivada, principalmente, pelo episódio da falsificação da assinatura de um recibo eleitoral que contabilizou uma doação de material de campanha, realizada pelo Sr. Adriano Buldrini e articulada pelo atual prefeito de Monlevade. Em recuso interposto por este blogueiro ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Amaral reverteu a decisão monocrática, obtendo a aprovação, com resalvas, de sua prestação de contas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

É Hora do PT Avaliar o seu Futuro

Três pilares foram fundamentais para a eleição de Prandini. O primeiro foi a conjuntura eleitoral, composta por três candidaturas, entre as quais, duas delas, a de Dr. Railton e a de Dona Conceição se fragilizaram por dividirem os votos de um mesmo nicho político. O segundo foi a ausência de liderança que na chamada Esquerda Monlevadense que foi, de forma oportunista, ocupada por Gustavo Prandini. E o terceiro e mais importante foi o arranjo de um grupo político forte, composto, sobre tudo, pela militância do Partido dos Trabalhadores, capaz de vencer as eleições. E hoje, o PT de Monlevade se encontra numa situação, que se não for revertida, à tempo e modo, colocará a agremiação partidária numa trajetória insustentável, sob o ponto de vista de seu futuro político. Ao contrário daquela equivocada estratégia de marketing reverso, na qual se é atribuída a culpa de todas as mazelas do município ao prefeito, com a veiculação em rádio e blog do jargão: “a culpa é do Prandini”, o que tem, realmente, se tornado recorrente e proverbial nas ruas da cidade é que todas as trapalhadas e a notória ineficiência do governo são culpa do PT. Aqueles que acompanham o governo de perto sabem que o pouco acerto e trabalho apresentado pela administração Prandini, com raras exceções, devem ser, justamente, atribuídas ao Partido dos Trabalhadores. No entanto, nesta insólita aliança que mantem com PV, o PT tem figurado como verdadeiro anteparo, sobre o qual se tem recaído todo o ônus político de um governo desastrado e engendrado por apenas duas pessoas. Está na hora do Partido dos Trabalhadores avaliar se é, realmente, viável para seu futuro permanecer à mercê de um governo que até o momento só lhe rendeu prejuízo político.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Povo Espera mais Trabalho e Transparência na Comunicação da Prefeitura

Como os outros 75 mil habitantes desta querida cidade que pagam uma variada gama de impostos, os quais, invariavelmente, resultam no seu salarão de 6 mil Reais, gostaria de pedir, encarecidamente, que vossa senhoria, deixasse, por um minuto que fosse, de contaminar a blogosfera com sua verborragia ilegítima e com outras trivialidades mais e assumisse sua função institucional de comunicador dos atos governamentais do Município, tornando público ao povo deste Município, através dos meios que lhes são adequados, os números e dados atuais da corrente e histórica Epidemia de Dengue, por que tem passado nossa João Monlevade, além de outros vários assuntos de interesse público e que o governo tem insistido em omitir da sociedade monlevadense, como, por exemplo, a verdadeira situação financeira da Prefeitura. A final de contas, o patrão já demonstrou inúmeras vezes que não titubeia em mandar para rua todo aquele a que lhe é dada a oportunidade de trabalhar e que não a aproveita.

Rapadura no Ponto


Li um texto do deputado federal Zé Fernando (PV/MG), publicado no Jornal Estado de Minas e reproduzido no Blog Rapadura, no qual o correligionário do prefeito Gustavo Prandini declarou que:

“Precisamos fazer, de forma definitiva, com que a Rodovia da Morte seja transformada na rodovia da vida, da produção, da geração de emprego e renda, do desenvolvimento, levando em seu leito um futuro melhor para todo o povo mineiro, que sempre tem, ao longo dos 510 anos do Brasil, contribuído com seu trabalho para o engrandecimento do país.”

Concordo com o deputado em relação à transformação pela qual a BR 381 deve passar. No entanto, ele cometeu um erro grosseiro que só evidencia que o nobre deputado não conhece a história e a identidade de Minas. O povo mineiro tem suas origens no final do séc. XVII e início do XVIII, período que se inicia com a descoberta do ouro, a partir de 1695, passando pela Guerra dos Emboabas e a conseqüente fundação da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, em 1711, e, finalmente, pelo episódio da Sedição de Vila Rica, em 1720, a partir do qual se instituiu a Capitania das Minas de Ouro e dos Campos Gerais. Por tanto, o povo mineiro, diferentemente do que afirmou o deputado, não tem contribuído para o engrandecimento do país, ao longo destes últimos 510 anos. Na melhor das hipóteses, o povo, genuinamente, mineiro existe há 315 anos. São estes os deputados que se dizem comprometidos com Minas. Para se cuidar ou administrar é preciso conhecer.

Caricatura Política

O atual governo não precisa mesmo de oposição. A Cada dia, a administração Prandini empenha suas forças e seu tempo para, por si só, produzir novos elementos que, somados aos já existentes, revelam a figura de um prefeito caricato, impondo a muitos uma situação de surrealidade, na qual seus eleitores se recusam a acreditar que lhe confiaram o voto. Como se não bastasse ter sido cassado, ter atravessado o rio a nado, ter quebrado a Prefeitura e ser responsabilizado por todas as mazelas do Município, através de uma inédita estratégia de marketing reverso engendrada em seu próprio gabinete, na qual tudo é culpa do Prandini, o prefeito agora assina cheques sem fundo. Mais uma para o folclore político local: o imaginário coletivo tem muito bem sedimentado em si o conceito de quem passa cheque sem fundo.

domingo, 20 de junho de 2010

Quanto Custa Sua Alma?


A vida de pára-quedista não é mesmo fácil. Agora, que o Marcos Martino voltou a se prestar ao papel de Bucha de Canhão do Pacto Umbilical, voltei a ler seu blog, que neste fim de semana, me divertiu bastante. O problema é que como se trata de um forasteiro que, em linguagem futebolística, só chegou a campo na prorrogação do segundo tempo do jogo e, por tanto, não pode saber do que fala, o Martino acaba expondo situações que se contrapõem ao discurso que ele mesmo usa para atacar aqueles que não admitem as injustiças de um governo inoperante e falido, politicamente. O Martino, por exemplo, escreveu um interessante texto em seu blog, intitulado “Quanto Custa Sua Alma?” que, automaticamente, me fez lembrar de seu patrão-mor, o Emerson Duarte. Lembro-me de um jornal de propriedade do Emerson Duarte denominado O Momento, que, logo que foi inaugurado, assumiu uma postura denuncista e aguerrida em relação ao então governo Moreira. Até que, o dito jornal passou a receber publicações da Prefeitura e, na mesma linha do texto do Martino, abandonou aquele perfil editorial aguerrido. Almas são compradas quando estão disponíveis à venda. O pior é usar de almas que nunca cobraram um centavo e lutaram contra tudo e contra todos, em prol de um projeto melhor para o Município e, após alcançadas as ferramentas institucionais para execução de tal projeto, foram descartadas como objetos vãos e desalmados, em nome da vaidade, da soberba, do orgulho e da ganância de alguns, elementos estes responsáveis pela revelação do maior fiasco político-administrativo da história de João Monlevade: O governo Prandini.

Oferta da Semana: apenas 1 Real

sábado, 19 de junho de 2010

Querido Marcos Martino,

Como se vê, assessor de comunicação da prefeitura, Marcos Martino, contrariando a compostura mínima esperada de alguém que ocupa o cargo que lhe foi atribuido no governo, resolveu voltar à blogosfera, com sua velha verborragia ilegítima de outrora, ingenuamente, se pronunciando sobre aquilo que não sabe ou que não tem conhecimento. Já opinei outras vezes e volto a dizer: assessor de comunicação é para comunicar, não lhe cabendo o papel de moderador de blogs. Mesmo assim, como o dia está, belamente, ensolarado e, como sempre, estou de muito bom humor, vou interromper minha leitura de sábado para esclarecer ao Martino algumas questões que ele próprio desconhece, já que não participou do movimento político-partidário que elegeu seu atual patrão:
Eu também poderia acusá-lo, Marcos Martino, de integrar uma certa corja, que poderia ter denominações variadas do tipo: a Nova Corja , a Corja de Hienas, a Corja-Mor, a Corja Mais e Melhor ou a Corja de Judas. Contudo, não o farei por um motivo simples. O substantivo “corja” deve ser empregado como o coletivo de vários indivíduos, que apresentam determinada característica e como sei que o governo é comandado por apenas dois indivíduos, o emprego do termo seria, gramaticalmente, inadequado, o que não posso admitir.
Quando me classifica como vira-folhas, gostaria de esclarecer que continuo fiel as minhas convicções e à meus ideais. Continuo na busca por uma Monlevade mais próspera e mais desenvolvida. A bem da verdade, Marcos Martino, quem virou a folha foi o seu patrão. Como já é proverbial na cidade a máscara de Prandini caiu. Gustavo Prandini prometeu instituir um governo aberto, sensível aos partidos, com participação das bases e do povo. Prometeu avanço, crescimento e desenvolvimento. Era este o projeto. E foi por isso que eu e vários companheiros nos envolvemos. Contudo, uma vez eleito por nós, Prandini se isolou no gabinete e delegou o poder das urnas a outro que não possui, sequer, legitimidade para tal, subtraindo de, praticamente, todos os companheiros de luta a oportunidade de participar, efetivamente, do governo. E o que se vê hoje é o governo mais fechado e hermético da história de Monlevade, que por tal razão, apresenta-se insensível às verdadeiras demandas do povo. Vencemos uma verdadeira guerra, contra tudo e contra todos, para participarmos de um governo e não para sermos empregados da Prefeitura. Vira-folhas é o Gustavo Prandini que nos prometeu um governo moderno e, após eleito por nós, instituiu uma administração arcaica, com vergonhosas praticas de nepotismo. Um governo obscuro que se nega à transparência, que oculta documentos de vereadores. Um governo do faz e desfaz, do vai e volta, sem qualquer planejamento. Um governo que não encara a realidade e não está pronto a ouvir a verdade. Um governo que subestima a boa-fé e a inteligência do povo. Um governo que está levando Monlevade ao retrocesso.
O que me fez envolver na política, Marcos Martino, foi acreditar que Monlevade poderia ser muito mais do que era. Foi olhar para a administração passada e enxergar que ela parecia aquém do que o Município merecia. Então, apareceu um jovem advogado que se colocou na posição de líder daqueles que pensavam como eu, prometendo que poderia fazer mais e melhor. Apoiei Prandini, até trinta dias depois do resultado do TRE que o confirmou no cargo, prazo que julguei suficiente para que mudanças profundas e estruturais ocorressem no governo, para que o projeto político original fosse executado. O histórico do Monlewood confirma isso. Como as mudanças não vieram e como estou certo de que não virão, não coaduno com este governo. Este não é o governo que pretendíamos para Monlevade. Percebo, hoje, que o governo Moreira foi ,infinitamente, superior ao de Prandini em quase todos os aspectos. Acredito que aquele nosso projeto político de desenvolvimento e renovação não está morto e, se depender de mim, não morrerá com Prandini. Más, se no futuro e, mesmo hoje, eu tiver que escolher entre Moreira e Prandini, fico com o primeiro. Moreira tem os seus problemas, mas é líder, tem palavra, valoriza os seus pares e durante seus 8 anos de governo, Monlevade experimentou sucessivos aumentos no investimento em educação, diferentemente de Prandini, que na primeira oportunidade que teve, reduziu os investimentos no setor. Pra mim, esta é a maior prova de que Prandni não passa de uma promessa vazia. Como executar um projeto político voltado para a mudança e para o desenvolvimento, preterindo a Educação? Como? Já cansei de escrever aqui no Monlewood que a Educação é a saída para todas as nossas mazelas. Somente entre 2006 e 2008, Moreira aumentou o investimento na educação de Monlevade em R$ 6 milhões, mantendo uma média de aumentos, ano a ano, de R$ 2,5 milhões, durante todo o seu governo. Só por esta razão, fico com o projeto de Moreira.

Matéria de Capa do Jornal Bom Dia

Assim como a Secretária de Saúde só está no primeiro escalão do governo porque é irmã do prefeito. O suposto caso da fisioterapeuta Fernanda só está na primeira página do jornal Bom Dia porque ela é esposa do vereador Guilherme Nasser.

Volto a Perguntar: e a Fazenda Solar?


(*)Em meio a toda esta euforia, envolvendo a duplicação da capacidade produtiva da Usina, um assunto ainda se apresenta meio nebuloso: o destino do importantíssimo patrimônio histórico presente nas adjacências da Arcelor Mittal. A Fazenda Solar e seu entorno, onde estão localizadas a antiga Senzala e a pioneira Forja Catalã constituem-se como bens de imensurável valor histórico, nos quais estão depositadas a origem, a memória e a identidade do povo monlevadense. Foi lá onde tudo começou. Obviamente, a duplicação da Usina se dará da forma mais, economicamente, viável para os acionistas, o que, conjugado à demanda por mais espaço para as novas instalações, pode colocar aquele importante patrimônio histórico em potencial situação de fragilidade. Apenas para relembrar ao leitor, o conjunto arquitetônico da Fazenda Solar de Monlevade é tombado para fins de preservação pelo inciso IX do artigo 170 de nossa Lei Orgânica. Parece necessária a formação de uma comissão, formada por integrantes da Câmara de Vereadores, da Casa de Cultura e da própria Usina para que haja uma sinergia de forças, visando a proteção máxima daqueles bens.

* Texto publicado em 8 de junho de 2010.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Parabéns ao Marcelo Melo

Parabéns ao Jornalista Marcelo Melo pelo excelente texto publicado, hoje, em seu blog, intitulado “Dizem que Monlevade não tem raiz… E nem identidade!” Vale a pena conferir. Pra quem ainda não conhece o Blog do Leunam – e se você é um deles, sinto muito, mas você está fora da preciosa atmosfera histórico-cultural que resiste em Monlevade - o endereço é http://blogdoleunam.wordpress.com . Ótima oportunidade para reflexões, sob o ponto de vista cultural, do tipo: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Se é que vamos. Abraço ao Grande Urso.

Morre o Nobel de Literatura José Saramago



José Saramago morreu esta sexta-feira aos 87 anos na sua residência da ilha espanhola de Lanzarote. Prémio Nobel da Literatura em 1998, o escritor português assinou uma vasta obra editada em mais de três dezenas de países. Militante comunista, em perpétua oscilação entre a ortodoxia ideológica e o discurso desalinhado de livre-pensador, Saramago deixa para a História uma trajetória tão inquieta como indelével.

"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma". José Saramago

Política Prandiniana do Boicote

Nunca se viu na história de João Monlevade um governo que usasse o boicote como principal ferramenta política, entre seus próprios aliados, com o faz a administração Prandini. E o PT , por sua importância fundamental na eleição do atual prefeito, tem sido a maior vítima deste incompreensível fenômeno. Tenho o testemunho fidedigno de ex-pevistas que, em ocasião de assembléia do Partido Verde, presenciaram o prefeito Gustavo Prandini proclamar que “ o PT está no governo, mas que para cada petista que assumiu cargo de chefia na administração, haverá alguém de confiança do PV para vigiá-lo.” Sem duvida nenhuma é uma tática política inédita entre aliados. Uma situação que salta aos olhos e que retrata muito bem essa, no mínimo estranha, estratégia do governo recai sobre a Secretaria de Serviços Urbanos (SSU), chefiada pelo petista e amigo Luis Pena. Nos primeiros messes da administração Prandini, a SSU contratou pessoal e equipamentos, se empenhando de forma sobre-humana para promover a limpeza do Município e, realmente, a cidade começou a ficar limpa. Mas, então, o gabinete do prefeito percebeu que o secretário estava alcançado uma positiva notoriedade frente à opinião pública e, sentindo-se - sabe-se lá porque -, ameaçado politicamente, tratou logo de podar, administrativamente, a secretaria de Luis Pena e o resultado foi, como não poderia deixar de ser, uma cidade mais suja, como se vê hoje. A pergunta que fica é a seguinte: que aliança é essa entre PV e PT? Ou ainda: qual será para o PT o custo político desta aliança que tem com o PV de Gustavo Prandini?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Guilherme Assis

Acabo de receber um telefonema amistoso do Guilherme Assis, que me esclareceu que o comentário de que trata o texto abaixo não foi escrito por ele. Eu já sabia disso. O tal comentário foi realizado por um anônimo na postagem “Graças a Deus Minas Mostra Minas saiu do ar”, publicada pelo blog do Guilherme Assis.

Provocação

Não costumo responder a provocações. Mas, a esta vou responder, de modo que o feitiço se virará contra o feiticeiro. Um fiel leitor, que já de antemão agradeço, me alertou que no blog do Guilherme Assis foi veiculado o seguinte comentário a meu respeito:

Dr. MONLEWOOD EM SEU BLOG, SEMPRE DESCE A RIPA NO ATUAL GOVERNO.
DEVEMOS NOS LEMBRAR QUE ELE TEVE A OPORTUNIDADE DE MOSTRAR TRABALHO, POIS FOI FUNCIONÁRIO POR UM PERÍODO.
MAS FICOU COMPROVADO QUE SUA ESPECIALIDADE É SÓ ACHAR DEFEITOS, SUA INCOMPETÊNCIA PARA COM O CARGO QUE OCUPOU FEZ COM QUE SAíSSE DO GOVERNO.
SERÁ QUE SE HOJE ELE FOSSE FUNCIONÁRIO ESTARIA POSTANDO TAIS COMENTÁRIOS, OU ISSO TUDO NÃO PASSA DE CHORO DE MENINO RESMUNGÃO?


Pois bem, vamos por partes. A julgar pelo estilo da escrita, que me é bem familiar,e pelo conteúdo, tenho quase certeza que o comentário acima partiu daquela zona obscura que órbita o gabinete do prefeito Gustavo Prandini. Como se vê, o comentário do Blog do Guilherme Assis atribui a minha saída do governo à uma tal incompetência para o cargo que ocupei. Gostaria de esclarecer aos caríssimos leitores que meu desligamento da administração Prandini teve as seguintes motivações, entre outras:

a) não empenhei 3 anos da minha vida para ser empregado da Prefeitura, o fiz para participar de um projeto político norteado pela promessa de desenvolvimento e transformação. No entanto, uma vez eleito, Prandini subtraiu daqueles que conquistaram a vitória nas urnas o legítimo direito de participar do governo, optando por delegar o comando do Município, exclusivamente, à Emerson Duarte.

b) Não empenei 3 anos da mina vida para ser boicotado no governo. Apesar de ter sido um dos principais soldados de Prandini e de ter dado meu sangue e meu suor, assim como vários outros, nunca foi visto pelo atual prefeito como um aliado. Nos 4 messes em que estive no governo, sempre procurei o prefeito em busca de apoio para o trabalho e sua resposta sempre foi “se vira”. Pedi computador para trabalhar. Pedi carro para trabalhar. Pedi equipamento para trabalhar. Pedi estrutura e a resposta sempre foi ”se vira”. Em março de 2009, ainda na chefia da Divisão de Meio Ambiente, preparei três projetos para serem apresentados na Semana da Água. Sem carro, sem computador e sem a menor estrutura, encaminhei à aprovação do prefeito uma proposta de projeto de lei, instituindo no município uma concepção de uso racional de recursos hídricos; um projeto de recuperação, preservação e monitoramento de todas as nascentes da cidade, em parceria com o IEF e o projeto do lançamento da pedra fundamental do ETE, em parceria com o DAE. Uma vez aprovados pelo prefeito, encaminhei os três projetos para a Assessoria de Comunicação para a publicidade devida, que nunca existiu, com exceção para o caso da ETE, em que houve palanque e cerimônia para o prefeito. Posteriormente, tive conhecimento que houve ordem do gabinete para que meus projetos não fossem publicados. E essa política de se boicotar aliados é uma marca da administração Prandini. O PT sabe bem disso.

c) Não empenhei 3 anos da minha vida para ver se formar no município o governo mais fechado e autoritário da história de João Monlevade. Após eleito, Prandini fez a opção por colocar os partidos que o apoiaram e sua própria base fora dos debates e das decisões políticas de sua administração em nome do Pacto Umbilical.

d) Não empenhei 3 anos da minha vida para ver formar em Monlevade um governo de práticas arcaicas, no qual parentes do prefeito aos montes tomaram a prefeitura com cargos e gratificações.

e) Não empenhei 3 anos da minha vida para ver o fisiologismo tomar conta da Prefeitura e o assessor de governo, Emerson Duarte, empregar na Enscon, empresa concessionária pública municipal, seu cunhado e outros dois parentes.

f) Não empenhei 3 anos da mina vida para ver Monlevade se transformar numa cidade suja, sem atmosfera cultural, com trânsito caótico, saúde precária, retrocesso nos investimentos em educação e epidemia de dengue.

g) Não empenhei 3 anos da minha vida para ouvir, dentro do gabinete do prefeito, de sua própria boca que ele não confiava em mim, depois de todo o apoio incondicional que lhe dei.

h) Por fim, em relação à incompetência a que me foi atribuída, esclareço que, recentemente, funcionários da Divisão do Meio Ambiente designaram o servidor Ricardo, também do Meio Ambiente, para que fosse até o prefeito pedir o meu retorno, o que agradeci, mas recusei.

Parece que Elogiei Cedo de Mais


Acho que existe uma cabeça de sapo cururu enterrada no Settran. Entra chefia e sai chefia e as coisas não mudam. Outro dia postei a respeito dos tambores amarelos que o Settran tem improvisado como elementos de sinalização, nas imediações do CEM e que estavam embaraçando bastante o trânsito naquele local. Vejo, hoje, que a situação voltou a se repetir: os tais tambores voltaram a impedir o trânsito simultâneo de veículos, ou seja, estão afunilando a avenida de modo a só passar um veículo por vez. Ainda falta um mínimo de bom senso no Settran.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Governo Confuso mesmo Quando o Assunto é Sério como a Saúde

Na edição de ontem, dia 15, do Jornal A Notícia foi veiculada uma extensa matéria a respeito da interminável novela, envolvendo os repasses da Prefeitura ao Hospital Margarida. E o que se viu foi um governo confuso, incapaz de avançar nas negociações e pior, um governo que insiste em subestimar a inteligência do povo. A secretária de Saúde e irmã do prefeito, Poliana Prandini, por exemplo, afirmou que a política da Prefeitura é de parceria com o hospital, ao passo que o chefe do executivo se expressou no sentido de que o Margarida deveria “trabalhar tendo como pensamento que o repasse não é garantido”. Se a parceria tem se concretizado através do repasse, como o prefeito pôde dizer o que disse? A secretária de Saúde disse ainda que no contrato firmado entre o Hospital e o Executivo ficou estabelecido que o repasse somente pode ser realizado se houver dinheiro em caixa na Prefeitura e, segundo ela, como atualmente não existe disponibilidade financeira, o Município não teria obrigação de efetuar o repasse. Ora, que parceria é essa, em que um dos parceiros se esquiva de suas obrigações? O que o povo espera da parceria entre a Prefeitura e o Margarida é que o governo assuma de uma vez por todas as obrigações que, naturalmente, tem com o único hospital da cidade.

Secretária de Saúde Admite que a Prefeitura está Quebrada

Ao dizer que no contrato firmado entre o Hospital e o Executivo está estabelecido que o repasse somente pode ser realizado se houver dinheiro em caixa na Prefeitura e que, como atualmente não existe disponibilidade financeira, não haveria a obrigação de se efetuar o repasse, a secretária de Saúde admitiu, mesmo que indiretamente, que o Município está quebrado. Moral da história: a verdade vem sempre à tona.

Hospital Margarida e Prefeitura: Política ou Anti-Política?

A novela envolvendo o Hospital Margarida e a Prefeitura, na verdade se trata de um embate entre grupos políticos. De um lado o prefeito Gustavo Prandini e do outro o provedor Lucien Marques, aliado fiel do Deputado Mauri Torres. Pois bem, se a natureza da questão é política, eu me pergunto: por que então o governo não articulou um nome de consenso, com desenvoltura e circulação entre os vários setores da sociedade para concorrer com Lucien à eleição que ocorreu no Margarida, em março deste ano? Assim, pelo menos, a administração Prandini teria tratado a questão, conforme sua natureza, ou seja, politicamente.

terça-feira, 15 de junho de 2010

BR 381: Descaso Total

Realmente, é muito difícil de entender a omissão com a qual o Governo Federal vem tratado a BR 381. A rodovia da morte, como é conhecida, possui uma importância vital para a economia do estado, já que liga importantes regiões de Minas e constitui, ainda, um dos maiores corredores de exportação do Sudeste. Recordista em acidentes fatais, a 381 exibe traçado obsoleto, sinalização precária e péssima manutenção. Os prejuízos causados pelos acidentes, pelas contensões e pelas inúmeras perdas de vidas humanas são incalculáveis. Todo ano, entre Ipatinga e Belo Horizonte, morrem cerca de 250 pessoas - um boeing - sem que o Governo tome qualquer medida para, sequer, amenizar a grave situação da rodovia. A duplicação seria o ideal, mas há medidas simples que, uma vez efetivadas, poderiam amenizar tal grave questão. A rodovia possui vários pontos críticos, que são de conhecimento de todos. Um deles, sem dúvida, é a famigerada curva do Corte de Pedra, localizada logo abaixo do acesso ao Bairro Tanquinho, onde a freqüência de acidentes é assustadora. E por que o DNIT não instala redutores eletrônicos de velocidade naquele local? Seria um ato simples com resultados, obviamente, expressivos. E não é apenas nas estradas que se percebe a falta de responsabilidade do Estado brasileiro. O mesmo ocorre nos aeroportos, na saúde, na educação, na segurança pública, na prestação jurisdicional e, por aí, vai... A cada 10 dias que trabalhamos, 4 são para o pagamento de impostos. Recursos há. O que falta é responsabilidade governamental que deve começar no gasto do dinheiro público e alcançar o verdadeiro dever do Estado.

Herança da Ditadura

Já pensei muito sobre onde estaria a raiz desta cultura de irresponsabilidade que afeta com tanta força o Estado brasileiro. A única saída que encontrei está na Ditadura Militar. Durante a Ditadura, a classe política brasileira foi forçada a entregar a administração do país aos militares. Assim, durante os vinte anos do regime de exceção, criou-se uma geração de políticos desacostumados a administrar o país. Com o fim da ditadura, esta mesma classe política voltou ao governo do país. No entanto, como dito acima, já estava inserida numa cultura avessa às questões administrativas do país, o que parece permanecer até os dias atuais.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Trânsito

Tenho notado que os pedestres de João Monlevade têm apresentado um comportamento, que, além de dificultar mais ainda o já tão caótico trânsito no centro da cidade, gera uma situação de risco para si mesmos. Que em Monlevade, poucos respeitam a faixa de pedestre não é nenhuma novidade. Mas agora, tem surgido uma “cultura” entre as criaturas bípedes que caminham pelo centro e por outras regiões, que consiste na seguinte fórmula: o sujeito se prepara para atravessar a rua - fora da faixa, como de costume - e, ao perceber a aproximação de um carro, vira o rosto 90 graus contra o veículo que se aproxima, dissimulando que não o vê e atravessa a via, na maior calma, como se fosse o único habitante do planeta, obrigando o condutor do automóvel a efetuar uma freada brusca para se evitar um atropelamento ou coisa pior. Esta prática tem sido muito comum, principalmente, entre os pedestres mais novos. Os pedestres de mais idade, dificilmente, cometem tal imprudência. E por quê? Porque tiveram uma educação que lhes trouxe consciência em relação ao trânsito e sabem que, fisicamente, é muito mais fácil parar uma pessoa do que um carro. Qualquer pedestre tem seu lugar no trânsito, devendo ser respeitado. Mas, aquele que não observa as regras de segurança, fingindo e dissimulando, assume o risco de ser atropelado ou de ser o responsável por mal maior. Educação é a palavra.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A CULPA É MIIINHAAAAAA!!!

A Culpa é do Prandini

Parece que, diante dos fartos motivos que a própria administração Prandini tem ofertado à imprensa local para que as manchetes e as notícias dos meios de comunicação não lhe sejam favoráveis, o governo resolveu adotar uma "ofensiva" estratégia de marketing, buscando melhorar sua desgastada imagem junto à opinião pública molevadense. Estou falando da nova onda “A culpa é do Prandini”, que tem sido veiculada em programa da rádio Alternativa e em blog do mesmo nome, com direito a promoção de prêmios, jingles e etc. Seria cômico se não fosse, potencialmente, catastrófico. É a primeira vez que vejo uma promoção de marketing político baseada em algo negativo, ou seja, a culpa. Como se não bastasse os vários acontecimentos que têm ajudado a construir uma imagem caricata do atual prefeito, tais como a cassação e a travessia à nado do Rio Santa Bárbara, agora, o próprio governo empenha suas forças para introduzir no imaginário da população que o Prandini é culpado por todos as mazelas da cidade. Vai entender...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Inércia Administrativa (republicado)

Tenho recebido vários emails, nos quais sou indagado sobre a inércia do governo. Diante de disso, peço licença ao leitor para republicar uma postagem antiga, o que faço com algumas pequenas atualizações:

É notório o marasmo que afeta a administração Prandini. Muitos creditavam a apatia do governo ao clima de incerteza imposto pelo processo de cassação do prefeito no TER de Minas. No entanto, o fantasma da cassação já é passado e a explosão de energia que se esperava eclodir, em conseqüência do resultado favorável na Corte Eleitoral não vingou. As engrenagens da máquina administrativa não giram. Ao que parece, o fantasma da cassação não era o único motivo da paradeira do governo.
Na política, espaço é quase tudo. Aquele que não assume seu espaço fica sem lugar. O espaço é, duramente, conquistado e pode ser, facilmente, perdido. Vejo, hoje, o marasmo do governo como conseqüência de uma ocupação inadequada e oportunista de vários espaços políticos, salvo raras exceções. O sentimento político que se tem da administração é que a Prefeitura parece um navio sem rumo, sem leme e sem timoneiro. Não há um norte. Não há uma linha ou um paradigma de governo. Não há uma trilha a ser seguida. Ou seja, não há liderança. O que se vê é um vácuo primário de comando.
Quando não se vê surgir em um governo uma liderança que estabeleça o norte e o paradigma administrativo, o que se tem é um grande espaço aberto que, em se tratando de política, é imediatamente ocupado por tantos quanto possam, conforme os ditames dos interesses pessoais e das oportunidades. O que ocorre é que o lugar político que deveria ser ocupado pelo líder tem se fragmentado em vários outros pequenos espaços que são, prontamente, disputados por vários outros indivíduos, gerando uma confusa situação de luta pelo poder de mando, na qual todo mundo dá ordem e ninguém obedece. Uma das principais causas da letargia que, notoriamente, afeta a administração Prandini é a falta de um líder que coloque, com justiça, cada qual em seu devido lugar, agregando forças, trilhando um caminho a ser seguido por todos e estabelecendo o paradigma do governo, de modo a impedir que os desmandos e os orgulhos pessoais se aflorem num verdadeiro caldeirão de vaidades, onde ninguém se entende e todos querem mandar. Enquanto não houver um líder que aponte o norte, o que se verá é o que se tem visto: muito cacique pra pouco índio e, consequentemente, muita confusão, muita intriga, muita vaidade, e muito marasmo e ineficiência. O líder é aquele que agrega forças. Sinergia é a palavra.

E a Fazenda Solar?


Em meio a toda esta euforia, envolvendo a duplicação da capacidade produtiva da Usina, um assunto ainda se apresenta meio nebuloso: o destino do importantíssimo patrimônio histórico presente nas adjacências da Arcelor Mittal. A Fazenda Solar e seu entorno, onde estão localizadas a antiga Senzala e a pioneira Forja Catalã constituem-se como bens de imensurável valor histórico, nos quais estão depositadas a origem, a memória e a identidade do povo monlevadense. Foi lá onde tudo começou. Obviamente, a duplicação da Usina se dará da forma mais, economicamente, viável para os acionistas, o que, conjugado à demanda por mais espaço para as novas instalações, pode colocar aquele importante patrimônio histórico em potencial situação de fragilidade. Apenas para relembrar ao leitor, o conjunto arquitetônico da Fazenda Solar de Monlevade é tombado para fins de preservação pelo inciso IX do artigo 170 de nossa Lei Orgânica. Parece necessária a formação de uma comissão, formada por integrantes da Câmara de Vereadores, da Casa de Cultura e da própria Usina para que haja uma sinergia de forças, visando a proteção máxima daqueles bens.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

História em Movimento: Dr. Joseph Hein e Dirigentes da Belgo Mineira Recepcionam os Grão-Duques de Luxemburgo, em Sabará/MG, em Filmagem de 1956

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Abraham Lincoln:"Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar a todas por todo o tempo."

"Estelionato Eleitoral"

Lembro-me da promissora figura política de Gustavo Prandini: o advogado jovem que se revestiu de um discurso igualmente promissor, apontando para a renovação, a mudança, o progresso e o desenvolvimento de João Monlevade. Eleito prefeito, o que tem povoado e perturbado o imaginário de seus eleitores é a celebre frase: para conhecer um homem, da-lhe poder. Na última reunião da Câmara Municipal o vereador Guilherme Nasser usou da tribuna para noticiar que o bairro São João não é atendido pelo projeto Vamos à Escola, aquele que fornece o transporte escolar aos estudantes do ensino básico e fundamental da rede púbica. Segundo Nasser, no São João, existem 38 jovens que necessitam se deslocar, à pé, para outros bairros a fim de que possam embarcar nos ônibus do projeto e chegar às escolas onde estão matriculados . Como se não bastasse ter interrompido uma trajetória de anos de sucessivos aumentos nos investimentos no setor da Educação do Município, o governo Prandini resolveu também isolar o bairro mais vulnerável da cidade, sob o ponto de vista econômico-social, das oportunidades educacionais disponíveis. Como poderemos garantir que os 38 jovens em questão não sejam aliciados e seduzidos pelo o tráfico se lhes é dificultado o acesso à única alternativa capaz de lhes assegurar uma vida digna e honesta? Gostaria de entender como será possível mudar o que tem de mudar, preterindo a educação dos jovens da cidade, nas mais variadas formas possíveis. O odor sulfuroso do "estelionato eleitoral" parece ter tomado a cidade por inteiro, principalmente quando o assunto é Educação.

sábado, 5 de junho de 2010

Motoclube Condores do Asfalto: Cultura Urbana


De todos os eventos do calendário monlevadense, o encontro de motociclistas promovido pelo motoclube Condores do Asfalto é um dos poucos em que se é oportunizado o afloramento de manifestações culturais, diretamente, voltadas para o amplo aspecto urbano do Município. Monlevade é um município quase que completamente urbano. Não possuímos zona rural significativa. Nascemos da indústria do aço e da Vila Operária construída pela Belgo Mineira, na década de 40. No entanto, o que se percebe na cidade é uma crescente influência de uma cultura sertaneja que parece tomar conta de tudo. Nas últimas décadas, manifestações culturais, caracteristicamente, urbanas tais como cinemas, bailes, festivais de música, feiras e etc cederam o lugar para eventos como cavalgadas e shows de música sertaneja. A programação das rádios, por exemplo, é quase que exclusivamente dedicada ao gênero sertanejo. A vocação de cidade pólo do Município é inegável. Mas quando assunto é cultura, o que se percebe é o contrário: Monlevade tem sido, fortemente, influenciada pela cultura dos municípios vizinhos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Fantasia ou Engano?

Essas tentativas temerosas do governo de criar realidades paralelas e fantasiosas só transmitem ao povo uma sensação de que estão querendo enganá-lo. Nesta semana, foi anunciado pela Imprensa que o Secretário de Fazenda, Júlio Sartori, declarou que a Prefeitura não está quebrada e conta com quase 10 milhões de reais em caixa. Porém, o secretário deixou de informar e de esclarecer que os recursos constantes no caixa do Município são relativos a verbas de convênios com os Governos Federal e/ou Estadual e, portanto, não podem ser aplicadas em despesas, senão aquelas a que se vinculam. É o caso dos 6 milhões da ETE, por exemplo. O dinheiro está lá, mas só pode ser usado na construção da ETE. Outro dia também, o assessor de governo, ou melhor o grão-prefeito-mor, Emerson Duarte, afirmou que a administração Prandini aumentou os investimentos em Educação. Contudo, esqueceu-se de esclarecer que tal aumento foi imposto pelo orçamento de 2009 do Governo Moreira e que, na verdade, o orçamento de 2010, este sim de autoria de Gustavo Prandini, prevê uma diminuição nos investimentos da Educação do Município da ordem de mais de R$ 600.000,00.

O Faz de Conta das Contas da Prefeitura

A edição de ontem do Jornal A Notícia trouxe uma matéria, na qual o Secretário de Fazenda do Município, Júlio Sartori, afirmou que a Prefeitura não estaria quebrada.
Não posso interpretar a afirmação do Secretário, senão da seguinte forma: o governo está pouco se lixando para as contas públicas. Ora, se houvesse sensibilidade da administração Prandini para com a notória crise financeira por que passa Prefeitura, a primeira medida seria encarar, frontalmente, o problema e, posteriormente, anunciar as medidas corretivas necessárias. Fingir que está tudo bem, manipulando números, numa afronta ao discernimento cidadão esclarecido não resolve o sério problema e, pior, tende a agravá-lo. Aliás, é o que tem feito o atual governo, desde sua posse: administrar uma cidade de fantasia que só existe no autismo de alguns.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Parabéns, Pena & Companhia



Parabéns ao Luis Pena, ao Antonino, ao Sílvio, ao Mãozinha e a todos os funcionários da Secretaria de Serviços Urbanos pela “geral” realizada na Praça da Paz, que, a meu ver, deveria se chamar Praça João de Oliveira Freitas. Seria uma justa homenagem a um dos maiores educadores desta cidade, o saudoso João Peixe. A praça nunca esteve tão limpa e está perfeita para mais uma manifestação da cultura e da fé dos mineiros de João Monlevade: os Tapetes e as Liturgias do Corpus Christi. A Vila Tanque agradece. A onça parda que havia instalado sua toca na praça, levando terror aos galinheiros da vizinhança, é que não gostou de ver desaparecer o seu habitat e, visivelmente decepcionada- foi o que disse o Vital do bar- voltou para a mata do Hospital Margarida, com o rabo entre as patas. Agora, os galos voltaram a cantar de madrugada e a produção de ovos, no bairro, se normalizou. Já era hora. O clima estava, realmente, muito tenso. Por falta de ovo caipira, fiquei seis meses sem poder degustar o omelete com espinafre da Dona Marilza. Ainda bem que o pesadelo acabou!

Entrevista com o Ex-pevista Sérgio Moura


Sérgio Moura foi presidente da Associação dos Diabéticos de João Monlevade (ASODIMON) e candidato à vereador pelo Partido Verde de Gustavo Prandini, tendo apoiado o atual prefeito, desde a fundação do PV, em João Monlevade. Há alguns meses, como inúmeros aliados, foi exonerado pelo prefeito. E é ele o entrevistado do Monlewood.

MONLEWOOD: o que te levou a se filiar ao Partido Verde?

SÉRGIO MOURA: Já era um desejo antigo, que somente pôde ser realizado em 2003, após a fundação do partido. Sempre me preocupei com as questões ambientais. Achava também que Monlevade necessitava de mudança e, como o partido era formado por jovens, achei que, nele, as coisas seriam mais fáceis de acontecer.

MONLEWOOD: o que te levou a apoiar Gustavo Prandini, durante todos estes anos?

SÉRGIO MOURA: Todo o discurso de Gustavo Prandini. Ele dizia que Monlevade precisava de políticos que governassem para o povo como um todo e não para uma panelinha, apenas. Ele falava em democracia, valorização dos companheiros e participação partidária. Lembro-me que, na época, fui presidente da ASODIMON, que sempre teve muito apoio de Lucien Marques. Inclusive o Lucien me convidou para me filiar ao PTB e o Prandini me disse “que era melhor eu permanecer com ele no PV, do que morrer abraçado com Luciem.” Arrependi muito de não ter ido para o PTB. Pelo menos lá eu sei que os aliados são respeitados e valorizados. Prandini usa os companheiros para pedir voto e trabalhar pra ele e depois os descarta. É o que ele está fazendo com o povo também. Depois que nós o elegemos, tudo mudou. A máscara caiu, mesmo! Ele não está cumprindo nada que prometeu. Nada mesmo!

MONLEWOOD: como você analisa o governo de Gustavo Prandini, hoje?

SÉRGIO MOURA: Pra mim é um governo sem rumo e acabado, o pior da história de Monlevade. Ele não dá conta da saúde, da limpeza da cidade, nem dos buracos das ruas. Nem é ele que manda. Quem governa a cidade é o Emerson Duarte. Nós apoiamos e votamos nele e quem manda é Émerson. Até nisso fomos enganados. Por que não foi Emerson o candidato a prefeito, então? Nunca vi Monlevade tão sem rumo. É um governo de mentiras e perseguições. Gustavo Prandini é o único político que persegue seus próprios aliados.

MONLEWOOD: por que você considera que há perseguição política no governo de Gustavo Prandini?


SÉRGIO MOURA: eu trabalhei no governo e fui vítima disso. Eu era chefe de serviço no PA. Sempre procurei fazer com que os funcionários atendessem melhor o povo e fui perseguido por causa disso. Por exemplo: tinha médico que chegava lá no PA, depois das 09:00 hs. e queria que agente anotasse o ponto como se ele tivesse chegado às 07:00 hs. Nunca aceitei isso, até que fiz uma reclamação na Ouvidoria e depois fui exonerado.Isso, pra mim é perseguição. O governo tinha era que resolver os problemas e não me exonerar porque eu não aceitava o que estava errado.