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sábado, 13 de março de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: o Aqueduto Quebra-Ossos de Catas Altas


Os aquedutos constituem parte importante da história das civilizações. Na Antiguidade, tornaram-se, especialmente, famosos os aquedutos de Ramsés II, no Antigo Egito, o de Semíramis, na Babilônia , e o de Salomão , em Israel. Na Roma e Grécia antigas, os aquedutos representaram a viabilidade habitacional das Cidades Estado. Na história do Brasil, foram raros os exemplares de aquedutos. O mais conhecido deles foi o Aqueduto da Carioca, inaugurado em 1750, sob a direção de José Fernandes Alpoim e que, hoje, é denominado Arco da Lapa. No entanto, bem perto daqui, no belíssimo município de Catas Altas, existem as ruínas daquele que foi o mais expressivo aqueduto construído nas Minas Gerais Colonial: o Aqueduto Quebra-Ossos. Construído por escravos, iniciando-se no sopé da Serra do Caraça e, originalmente, estendendo-se por quase 40 km, o Quebra-Ossos foi concluído no início do da última década do séc. XVIII e foi utilizado para conduzir grande quantidade de água para a lavagem do minério aurífero.

Na obra Memórias Chorographicas, escrita por Álvaro Astolfo de Silveira, publicada em 1921, encontra-se uma interessante referência sobre o aqueduto:

A respeito dos regos para mineração, certamente um dos mais notáveis, não só pelo seu grande desenvolvimento difficuldade de sua construção, é o que recolhia aguas da serra do Caraça e as conduzia por um percurso de 8 léguas até Brumado, ponto em que era utilizada para a extração do ouro. Recolhia este rego águas de córregos da serra do Caraça, córregos da Cachoeira, do Tanque Preto e do Quebra-Ossos. Em seu percurso há diversas obras d’arte importantes,um túnel de cento e tantos metros de extensão; um aqueducto de 160 metros de comprimento por 1’”5, de largura, feito de pedras seccas e de uma solidez admirável;... Esse aqueducto, chamado de “andaime” ...custou uma arroba de ouro”.