quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Museu da Língua Portuguesa

Antes da Rede Globo, no Brasil, "farmácia" era escrito com “Ph” e a referência de segunda língua era o latim. Com a Rede Globo, o cotidiano do brasileiro foi introduzido a uma boa dose de americanismos em que até mesmo palavras de mesmo significado na língua portuguesa são substituídas por termos em inglês dos EUA. Não é por menos que uma de suas últimas novelas se intitulou “I Love Paraisópolis”.
Para quem sempre (norte)americanizou o Brasil, sobretudo, através da língua, como Roberto Marinho, a fundação de um Museu da Língua Portuguesa chega a ser uma grande contradição.
A visão de um museu em chamas é sempre terrível. Mas, talvez no trágico incêndio do Museu da Língua Portuguesa da Fundação Roberto Marinho, o destino tenha empreendido uma revanche pela publicação da matéria, pejorativamente, intitulada “Carcaça do Caraça” e veiculada na edição de “O Globo” de 29 de maio de 1968, noticiando o terrível incêndio ocorrido no Colégio do Caraça, um dia antes, e a duvidosa tese do incêndio acidental.
Senão vejamos: a raríssima Biblioteca da mais tradicional e producente Escola de Filosofia de Minas Gerais arde em chamas numa madrugada de lua cheia, no teto da Serra do Espinhaço, em maio de 68, o ano mais conturbado da Ditadura Militar e querem que acreditemos que tudo não passou de obra do acaso? Difícil!
A julgar pelas alturas das chamas, a coisa anda quente para o Dr. Roberto no outro plano.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Aprovado Projeto que Terceiriza o DAE

Foi aprovado na reunião da última quarta-feira, na Câmara, por unanimidade dos vereadores, o projeto lei 889/2015 de autoria do prefeito Teófilo Torres que terceiriza o DAE, transferindo ao Consórcio de Saneamento Intermunicipal de Saneamento Básico a prerrogativa de fixar e reajustar as tarifas e de prestar um série de serviços como abastecimento d’água tratada, esgotamento sanitário, coleta de lixo, limpeza urbana, etc.
Os vereadores disseram que não há transferência na prestação dos serviços de saneamento básico, etc. No entanto, resta bem claro no respectivo Protocolo de Intenções que a finalidade do Consórcio de Saneamento é a prestação de vários serviços, conforme se transcreve:

CLÁUSULA SEXTA (das finalidades). O CISAB-RC tem como finalidade o planejamento, a regulação, a fiscalização, a prestação de serviços públicos de saneamento básico [MUITO CLARO NESTE PONTO QUE O CONSÓRCIO TAMBÉM TEM A FINALIDADE DE PRESTAR SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO] e a prestação de outros serviços de interesse da gestão dos serviços públicos de saneamento básico aos Municípios consorciados e ao prestadores desses serviços, em sua área de atuação, na forma da lei federal 11.445, de 5 de janeiro de 2007 e legislação complementar.

O Protocolo, então, dá uma previsão ampliada do que vem a ser saneamento básico, incluindo outros serviços como varrição de rua e coleta de lixo:

CLÁUSULA SEGUNDA (dos conceitos)
V- serviços públicos de saneamento básico: conjunto de serviços de coleta e manejo de resíduos sólidos, de limpeza urbana, de abastecimento, de esgotamento sanitário e de drenagem e manejo de águas pluviais, bem como infra-estruturas destinadas exclusivamente a cada um desses serviços:
[...]

O Protocolo ainda diz:

CLÁUSULA SÉTIMA (dos objetivos específicos). São objetivos do CISAB-RC:
[...]

III- fixar, reajustar e revisar tos valores das taxas, tarifas e outras formas de contraprestação dos serviços públicos de saneamento básico dos Municípios Consorciados,...
[...]

VI-prestar serviços de assistência técnica e [OLHA A BRECHA] outros não descritos no inciso V desta cláusula e fornecer e ceder bens a:
[...]

Ou seja, resta patente a terceirização do DAE e de outros serviços.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Meia Verdade


A desinformação jornalística veiculada na edição da última sexta-feira do Jornal A Notícia e intitulada “Cartório Eleitoral confirma que, hoje, Moreira poderia ser candidato” trata-se daquilo que se pode chamar de meia verdade proposital. O jornal contou apenas a parte da história que lhe interessou. O restante da verdade que não era conveniente foi suprimido.
Pode ser verdade que não consta no Cartório Eleitoral registro de impedimento para candidatura em 2016. No entanto, a Justiça Eleitoral é apenas um dos vários ramos do Judiciário de onde pode emanar condenação capaz de gerar a inelegibilidade.
Segundo a Lei 9.504/97, a Lei das Eleições, o pedido de registro de candidaturas deve ser instruído com certidões fornecidas pelas justiças Eleitoral, Estadual e Federal (ambas as últimas nas varas cíveis e criminais, etc).  E é por meio do conteúdo contido em tais documentos que, cada ramo da justiça certifica pela existência ou não de causa impeditiva do registro do candidato.     
Assim, ficaram faltando na matéria “jornalística” sobre a suposta elegibilidade de Moreira as informações prestadas pelas varas cíveis e criminais da Comarca de João Monlevade, além da Justiça Federal.       


Aprovado em 1º Turno Projeto de Lei que Terceiriza o DAE e Outros Serviços


Nenhum órgão de imprensa noticiou, mas já foi aprovado em 1º turno na reunião da quarta-eira passada na Câmara de Vereadores de João Monlevade o projeto de lei 889/2015 (imagem) de autoria do prefeito Teófilo Torres que terceiriza a prestação de vários serviços públicos, incluindo saneamento básico, abastecimento de água tratada, e que transfere, a fundo perdido, os bens e o patrimônio do Departamento de Águas e Esgotos (DAE) ao Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico Região Central (CISB RC). Segundo o respectivo Protocolo de Intenções,  uma vez aprovado o projeto de lei 889/2015, o prefeito Teófilo Torres estará autorizado a terceirizar para o CISB RC não apenas serviços como o abastecimento d água e esgoto sanitário, como também coleta do lixo doméstico e hospitalar, varrição e limpeza pública, além do manejo das águas pluviais e execução de obras.  Aprovado o projeto, será a maior terceirização de serviços públicos da história de João Monlevade! E pior, ainda segundo o aludido Protocolo de intenções, o Consórcio, que tem sede em Belo Horizonte, também terá autonomia para fixar e reajustar as tarifas, arrecadar, multar, promover suas próprias licitações e ainda contratar empreiteiras para executar obras de infra-estrutura e executar serviços, além de outros. No caso do DAE, a autarquia municipal, simplesmente, deixará de existir. E os funcionários, o que ocorrerá com eles?   
Assim, Teófilo entregará, de mão beijada, boa parte da Municipalidade para empreiteiros. Coisa muito parecida com o que já ocorreu com a manutenção da iluminação pública que, recentemente, foi transferida para outro consórcio que já contratou a Prohetel, a empreiteira protagonista da Farra do Lixo, para prestar o serviço.  Aliás, esta tem sido a tônica do governo Torres, desde sua posse: cortar investimentos na saúde e na educação para realizar caixa a fim de contratar empreiteiras prestadoras de serviços públicos que sempre foram realizados, diretamente, pelo Município. Com a varrição pública e a manutenção das vias foram a mesma coisa!
Na prática, Teófilo, que já recebeu a pecha de fantasma pelo caso de Nova Serrana e por pouco se mover, está delegando ao Consórcio boa parte do trabalho que, em João Monlevade, sempre coube ao prefeito. Está terceirizando a gestão de serviços públicos indispensáveis que ele, como prefeito, foi eleito para manter. Não quer mesmo trabalhar e ainda entrega o patrimônio público e a independência administrativa do Município!
O projeto de lei 889 entra na pauta da Câmara na próxima quarta-feira para apreciação em 2º turno.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Impeachment

Depois de que os três integrantes do PT no Conselho de Ética da Câmara declaram voto favorável ao prosseguimento do processo de cassação de Eduardo Cunha, o presidente da Casa, flagrado com uma conta na Suíça, não declarada, no valor de 5 milhões de dólares, resolve receber um pedido de impedimento da presidente da Republica, por conta de operações de antecipação de receita, realizadas junto a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, para o pagamento dos programas sociais e praticadas desde os governos Fernando Henrique Cardoso.
O bom do impeachment é que ele pode definir o imenso quadro de incerteza política que vive o Brasil desde que o abominável Aécio das Neves perdeu as eleições.
É o Senado, onde o governo tem maioria, que decidirá o destino de Dilma, lembrando que o julgamento do pedido de impeachment tem natureza política.
Em havendo absolvição da presidente, encerra-se a instabilidade política e Dilma terá condições de governar até o término de seu mandato. Do contrário, Dilma será afastada e assume o vice, Michel Temer, do PMDB, partido, igualmente, mergulhado na Lava-Jato. Então, novas eleições serão convocadas e Aécio, do PSDB, partido envolvido, impunemente, em todos os maiores escândalos de corrupção do Brasil contemporâneo e até em tráfico internacional de pasta-base de cocaína em helicóptero, será eleito presidente, resolvendo-se, assim, definitivamente, todos os problemas da corrupção no Brasil.
Claro que não! O Brasil de hoje é muito diferente do de 1964 e não aceitará um novo golpe. Haverá reação que pode levar o país a uma espécie de convulsão civil. Aí sim, haverá profunda crise econômica, desemprego massivo, desabastecimento e violência no campo. Os apoiadores do impeachment que assumam suas responsabilidades.  

Esteriótipo de Caipira da Rede Globo Sufoca Minas Gerais

Todo povo soberano produz seus próprios alimentos. Daí a importância de se valorizar a cultura voltada para o campo, para a agricultura, pecuária, etc.
Particularmente, em Minas Gerais, antes que se pudesse consolidar uma cultura agro-pastoril, o que se viu foi a terrível fome do início dos 1700, em que não poucos mineiros eram encontrados mortos pelos caminhos da Minas, segurando uma espiga de milho na mão e um punhado de ouro na outra, sem ter outro alimento.
No entanto, apesar da importância do campo, a essência de Minas não se molda ao estereotipo de caipira que a grande mídia, capitaneada pela Rede Globo, pinta do mineiro. E o motivo é simples: as Minas de Ouro são urbanas! Minas nasce e se estabelece urbana! Em 1750, Ouro Preto já era uma metrópole ordenada e de arquitetura padronizada, com mais 150 mil habitantes, mais populosa que Nova York, no mesmo período. Mariana, ainda em meados do séc. XVIII, foi a primeira cidade das Américas com traçado urbano planejado, ruas retas e praças retangulares. Basta conhecer uma das inúmeras cidades históricas de Minas para ver com os próprios olhos a indiscutível urbanidade mineira. As Minas de Ouro iam se descobrindo e, em frente, logo se construía um casarão, conforme padronizado pelos Códigos de Posturas, rapidamente, já havia o arruamento, uma capela, a Matriz e, assim, os núcleos urbanos mineradores iam se formando. 
O Barroco e o Rococó, por exemplo, são fenômenos artísticos próprios de uma sociedade complexa e urbana por excelência. Aliás, a qualidade da arte é um bom parâmetro para se avaliar a civilidade e a urbanidade de um povo. E em todo o continente, nada se compara, em qualidade, ao Barroco Mineiro. Não é por menos que na Europa, Aleijadinho é considerado a re-encarnação mulata de Michelangelo. Em Minas, as novas gerações o desconhecem por completo. 
E por que o estereotipo de caipira? Ora, em primeiro lugar, porque o caipira não minera. Vê algum mineiro minerando? Vê algum mineiro proprietário de Mina de Ferro? Tudo é das grandes mineradoras e se o mineiro, artesanalmente, ousar faiscar algum ouro, ali no aluvião, ele é, imediatamente, preso pela polícia ambiental. Segundo, porque o mineiro, no passado, sempre foi, politicamente, muito rebelde, afeto a levantes, sedições e inconfidências. O caipirismo serve para domar a rebeldia histórica do mineiro, já que o caipira não se envolve com a política e no campo não existe o conceito grego de Polis. 
A verdade é que o estereotipo de caipira que a Rede Globo impõe sobre o mineiro sufoca Minas Gerais de todas as maneiras, inclusive, culturalmente, e afasta o mineiro da mineração. E o resultado verificado em Mariana, recentemente, comprova que Minas não pode se colocar de costas para a mineração.

E se Fecharem as Minas!!!


Não há Mineiridade que possa se calar diante da manchete chantagista estampada sob uma foto aérea da Mina de Brucutu na capa da edição do jornal A Notícia da última sexta-feira, intitulada “E se fecharem as minas?”.
Mais uma vez o órgão de imprensa faz circular a mensagem de que devemos dar graças ao Criador por contarmos com a benevolência do grande capital para explorar nossas riquezas e que, por isso, essas empresas não devem ser “incomodadas”. Pois foi por considerar que a cobrança pela responsabilidade sócio-ambiental da Samarco era um “incômodo” que não houve fiscalização adequada na Barragem do Fundão! Hoje Minas é vítima da maior catástrofe ambiental do continente Americano.
Aliás, é assim que o jornal também trata a siderurgia em João Monlevade e o resultado tem sido a imensa destruição do patrimônio histórico que se verificou na Praça Ayres Quaresma, o fechamento do Museu do Solar Monlevade, a deterioração de prédios históricos, como Cassino Monlevade, e uma Usina, completamente, fechada ao Município. Outra catástrofe!
O Capitalismo Mundial não vive sem o ferro de Minas Gerais. As Minas de Ferro somente serão fechadas após o ultimo vagão descarregar sua carga metálica no porto de Tubarão. 
E ademais, a atual crise do preço do minério de ferro tem sua origem, justamente, no atual e nefasto modelo de mineração que é um oligopólio das grandes mineradoras, muitas delas estrangeiras. Foram as maiores produtoras de ferro do mundo, a Vale e as australianas Rio Tinto e BHP, que se uniram para aumentar em demasia a oferta de ferro no mundo, jogando o preço da commoditie no chão, para, literalmente, quebrar as médias mineradoras, principalmente, as chinesas. Apenas em relação ao 1º semestre deste ano, a Vale teve um aumento de 6,2% na produção de minério de ferro, considerando o mesmo período de 2014. Com o assustador aumento dos últimos anos, também se verificou um grande acréscimo na produção do rejeito. E o resultado todos conheceram em Mariana. 
Com o atual modelo de mineração, nunca se produziu tanto minério de ferro e tanto rejeito, a preço tão baixo. Isso, sem falar nos royalties da mineração vigentes, que são os mais baratos do mundo. É esse o interesse de Minas?!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Condenação Criminal Causa Inelegibilidade de Carlos Moreira

É certo que o candidato a prefeito para 2016 da situação é Teófilo. Mas, aqueles que insistem em lançar a candidatura do corrupto e gambiarreiro Carlos Moreira ao pleito de 2016 demonstram apenas duas coisas: que são como ele e que andam desinformados ou desinformando. E para um veículo de comunicação social como um jornal, a desinformação pega muito mal. Aliás, é preciso uma reflexão sobre o quanto o Jornal A Notícia tem, realmente, contribuído para que Monlevade encontre seus rumos na política nestas últimas décadas, porquanto Moreira também é fruto do ex-bi-semanário e de seu indissociável marketing político.
Contudo, ao contrário do que desejam as forças conservadoras de João Monlevade, Moreira, o ex-prefeito da Farra do Lixo, da Farra dos Permissionários, da fraude da licitação da Enscon (que produz uma das passagens mais caras de Minas), da gambiarra generalizada, como, por exemplo, o pretenso Hospital Santa Madalena (um inútil elefante branco de mais de 22 milhões de reais em recursos públicos desperdiçados), encontra-se, na verdade, inelegível para o próximo pleito e além. 
Em 30/09/2013 a Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça confirmou, por unanimidade, a condenação em 1ª Instância do ex-prefeito de João Monlevade, Carlos Moreira, por desvio de renda pública, conforme se transcreve:
“...para condenar o réu Carlos pela prática do delito previsto no art. 1º, inciso I, do Decreto Lei 201/1967, à pena de 02 (dois) anos reclusão, em regime aberto, substituindo a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária, no valor de um salário mínimo, determinando, ainda, a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou
de nomeação, sem prejuízo da reparação civil do dano causado ao
patrimônio público ou particular”.

Como se vê, a decisão, que já se encontra transitada em julgado, ou seja, não cabe mais recurso, condena, expressamente, Moreira a 5 anos de inabilitação para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação. Como Moreira não recorreu, a decisão gerou efeito 10 dias após sua publicação. Assim, considerada apenas esta condenação, Moreira se encontra inelegível até 10 de outubro de 2018. Aplicada a Lei da Fixa Limpa, Moreira encontra-se, apenas com este processo, inelegível até 2021. Como Moreira ainda tem dezenas de outros processos em trâmite, a maioria por ato de improbidade administrativa, o ex-prefeito, felizmente, se encontra inelegível pelas próximas gerações. Outros dados do processo:

Número do 1.0362.09.099843-0/001 Númeração 0998430-
Relator: Des.(a) Júlio César Lorens
Relator do Acordão: Des.(a) Júlio César Lorens
Data do Julgamento: 24/09/2013
Data da Publicação: 30/09/2013
EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL - DESVIO DE RENDA PÚBLICA -NULIDADE DO FEITO - INOCORRÊNCIA - RECURSO NÃO PROVIDO. O CPP é expresso ao estabelecer, em seu art. 563, que "nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa".
APELAÇÃO CRIMINAL Nº 1.0362.09.099843-0/001 - COMARCA DE JOÃO MONLEVADE - APELANTE(S): CARLOS EZEQUIEL MOREIRA - APELADO(A)(S): MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS - CORRÉU: GERALDA MARIA DE CASTRO OLIVEIRA



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Delcídio

É, realmente, uma coisa horrorosa o senador Delcídio do Amaral! Incrível como que mesmo sob os holofotes, investigações, prisões e condenações da Lava-Jato, ainda não deixam de praticar aqueles mesmos atos de corrupção.
É porque em Brasília a política só funciona assim. Quem não corrompe não governa. Este é o modelo de Presidencialismo de Coalizão Multipartidário Brasileiro, herdado pela Ditadura (o Código Eleitoral é de 1965) no qual o governo só consegue maioria no Congresso por meio do loteamento dos cargos dos ministérios e das estatais, etc. E os caras não querem os cargos para servir a nação. O querem para servir a si próprios, executar contratos milionários, etc. Algo natural num país em que a escola não faz formação ética e a grande mídia (Rede Globo) só faz circular a Lei de Gerson.
Destruir um partido não solucionará a grave e histórica questão política brasileira que permanece irresoluta de 1964. 
O caminho de se buscar o impedimento de Dilma para Michel Temer do PMDB, partido também atolado na Lava-Jato, assumir até que novas eleições sejam realizadas para Aécio Neves do PSDB, partido envolvido, impunemente, em todos os maiores escândalos da política brasileira, exercer um governo tampão e todos fingirem que a corrupção foi abolida no Brasil não resolve nada. Será apenas mais do mesmo, com a imensa diferença de que quando são os tucanos estão no poder seus imensos escândalos de corrupção são, prontamente, abafados pela mídia, nada é apurado e todos se livram impunes. Não vi o senador Perrella, braço direito de Aécio, ser preso no caso dos 450 quilos de pasta-base de cocaína no helicóptero. A lei deve valer para todos. 
E, cá entre nós, entre um modelo em que há corrupção e ela é superexposta na mídia, os envolvidos são processados e os culpados são condenados; e outro, em que a corrupção é toda abafada, à moda do Elitismo Brasileiro, fico com o primeiro.
O Brasil precisa é seguir punindo os corruptos, sem elitismos, e da Reforma Política, aquela mesma que, junto de outras, Jango anunciou que realizaria em 1964, a elite não permitiu e deu o Golpe. Já são 51 anos de atraso e contando...

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Rede Globo: 1 Oscar X 14 Emmys


Ontem a Rede Globo ganhou mais 2 Emmys, o maior prêmio da Televisão Mundial. Logo com a novela “Império”, a produção de mais baixo nível moral e intelectual dos últimos tempos da televisão brasileira, em que um tal comendador solucionava suas questões, fraudando, impunemente, sua própria morte.
 No total, a Rede Globo acumula 14 Emmys. Enquanto Oscar, o Brasil só tem 1, com o filme Orfeu Negro, de 1959.
É o que demonstra o quanto os EUA tem interesse no atual modelo de grande mídia brasileiro, majoritariamente, dominado pela Rede Globo, ao passo que subestimam e desprezam o Cinema Nacional.
Os EUA, que tiverem participação decisiva na fundação da Rede Globo, em 1965, logo após o Golpe Militar, por motivos óbvios, não têm interesse em fomentar o Cinema Brasileiro, porque a 7ª arte é a mídia de massas, típica dos países desenvolvidos. O Cinema é multitemático e libertador! Não há produção que receba o Oscar de Melhor Filme, sem que apresente um profundo conteúdo filosófico em seu enredo.
Enquanto que, nas novelas da Globo, os conceitos filosóficos não circulam e os enredos são sempre os mesmos. A novela das 18:00, invariavelmente, é do tipo água-com-açúcar. Geralmente, é uma novela de época. A novela das 19:00 é do tipo besteirol, com muito apelo sexual. Sempre tem homem travestido de mulher. E a novela das 21:00 – a pior de todas - é o oba-oba nacional, em que circulam, intensamente, a Lei de Gerson, exemplos luxuriantes de desonestidade, fraudes e corrupção, além de tramas passionais em que os personagem deixam de trabalhar para engendrar a morte alheia em, terríveis expedientes de ódio, raiva, ciúmes e inveja. É o que o País se tornou neste últimos 51 anos de Rede Globo.         

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A Sentença de Tiradentes e o Habeas Corpus do Presidente da Samarco


Como registrado nos Autos da Devassa Mineira, por defender Minas do jugo português e da pesada carga tributária que insidia sobre a mineração do ouro, principalmente, a Derrama, Tiradentes foi condenado conforme se transcreve:


“...portanto condenam ao Réu Joaquim José da Silva Xavier por alcunha o Tiradentes, Alferes que foi da tropa paga da Capitania de Minas a que com baraço e pregão seja conduzido pelas ruas publicas ao lugar da forca e nella morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Villa Rica aonde em lugar mais publico della será pregada, em um poste alto até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregados em postes pelo caminho de Minas no sitio da Varginha e das Sebolas (sic) aonde o Réu teve as suas infames práticas e os mais nos sitios de maiores povoações até que o tempo também os consuma; declaram o Réu infame, e seus filhos e netos, tendo-os, e os seus bens applicam para o Fisco e Câmara Real, e a casa em que vivia em Villa Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique e não sendo própria será avaliada e paga a seu dono pelos bens confiscados e no mesmo chão se levantará um padrão pelo qual se conserve em memória a infamia deste abominavel Réu...” 


O presidente da Samarco, mineradora responsável pelo maior desastre ambiental brasileiro, ocorrido recentemente em Mariana, estendendo-se pelo Rio Doce até o litoral, já conseguiu na Justiça um habeas corpus preventivo para não ser preso.  

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A Importância Histórica do Rio Doce para Monlevade

A considerar que nos encontramos fixados do lado leste da Serra do Espinhaço na predominância do riquíssimo e bastante já devastado bioma da Mata Atlântica, de clima tropical úmido, o rio que drena toda essa região, ou seja, o Rio Doce, por si só, tem importância quase condicionante para tudo.
No entanto, para o francês Jean de Monlevade e para o município que posteriormente foi fundado com seu nome, o Rio Doce representou a única maneira de se introduzir a primeira máquina a vapor empregada em método industrial no Brasil, representando um verdadeiro marco tecnológico de uma era, que, como tudo em Minas, é mantido escondido e longe dos livros oficiais de história.
Ninguém nunca ouviu falar, o monlevadense nunca estudou sobre ela na escola, mas João Monlevade tem a primeira máquina a vapor do Brasil. Trata-se de um martelo-pilão de 1.200 quilos e sua respectiva caldeira, fabricados na Inglaterra e adquiridos por Jean de Monlevade com o polpudo dote em ouro que recebeu do casamento com Clara Sofia de Souza Coutinho, sobrinha do Barão de Catas Altas e sua esposa por toda a vida.
Nas primeiras décadas do séc. XIX, não havia ferrovias em Minas e o único transporte entre o Rio de Janeiro e terras mineiras era realizado por tropas de muares, que, obviamente, não comportavam equipamentos tão pesados.
A máquina a vapor de Monlevade e outros equipamentos de origem inglesa desembarcaram no porto do Rio de Janeiro, de onde saíram em 18 de setembro de 1827 rumo a foz do Rio Doce, no Espírito Santo, local em que foram transferidas para canoas militares, as quais foram conduzidas rio acima, com o auxilio de índios Krenak - a mesma etnia que fechou a ferrovia Vitória/Minas em protesto pela morte do Rio Doce, recentemente - até chegar à Fábrica de Ferro de Monlevade, situada em São Miguel do Piracicaba, em 8 de abril de 1828. Foi uma façanha sem precedentes em Minas! Imagina-se o quão interessante seria a leitura do diário desta jornada! Ao todo, foram 7.500 quilos de equipamentos, incluindo a fornalha e o martelo a vapor, que, atualmente, se encontram expostos no museu fechado para a visitação da Arcelormittal.
Hoje, após a Catástrofe de Mariana, se a mesma viajem fosse realizada pelo Rio Doce, muito provavelmente, a máquina a vapor de Monlevade ficaria atolada na espessa lama da Samarco/Vale/BHP.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Segurança Pública: Jornal poupa Teófilo e Djalma e Joga Batata Quente para a PM


Descaradamente, já engajado na campanha eleitoral do próximo ano, o Jornal A Notícia veiculou manchete de capa, na edição da última sexta-feira (imagem), que joga a batata quente da segurança pública em João Monlevade no colo apenas da Polícia Militar, a quem cabe o policiamento ostensivo das ruas, numa tentativa de blindar o prefeito Teófilo Torres e o presidente da Câmara Djalma Bastos do ônus político resultante da grande manifestação realizada pelos comerciantes na semana passada.   
No entanto, no caso do latrocínio do comerciante Inácio Viana, morto com um tiro na cabeça por dois menores, os autores do delito foram, rapidamente, apreendidos pela PM e apresentados às autoridades competentes. 
Aventou-se a possibilidade dos mesmos serem soltos diante da falta de vagas apropriadas para a internação dos menores. Onde está o deputado Tito Torres que ainda não se engajou na instalação de uma Casa de Internação de Menores Infratores no Município? E o prefeito, que é irmão do deputado? Por que ele não se mexe? Muito pode ser feito pela Prefeitura em convênio com as polícias e demais instituições.
Na falta de vagas deveriam internar os menores na casa de Teófilo. Ou melhor, deveriam desapropriar o Sítio Xopotó, de propriedade do pai do prefeito, e criar ali um colégio-agrícola para a internação de menores infratores.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Da Lama à Lama: o Apocalipse da Samarco/Vale/BHP

O verdadeiro apocalipse que se verificou após o rompimento de duas barragens de rejeitos da mineração do ferro no município de Mariana – a primeira Capital de Minas Gerais – nada mais é do que o resultado direto do mais selvagem modelo minerário vigente no mundo, num país onde as relações pessoais e institucionais replicam o contexto de patifaria, desonestidade, tramas e esperteza, no oba-oba nacional transmitido, diariamente, pela Grande Mídia Brasileira: as novelas da Globo. O resultado não poderia ser outro num Brasil em que a Lei de Gerson é a única a circular pelos meios de comunicação tradicionais e, assim, o dinheiro cala, compra e corrompe a uma imensa maioria.
As barragens se romperam porque as imensas somas de dinheiro, que rende o Ciclo da Mineração do Ferro, compraram a todos. Compraram bancadas inteiras de deputados e senadores no Congresso. Compraram a mídia. Compraram a fiscalização. E todos se venderam porque a grande mídia é a novela da Globo e a poderosa emissora dos Marinhos conduz o imaginário nacional para a desonestidade geral. A escola também não faz formação ética e o modelo tradicional de família é cada vez mais flexibilizado por esta mesma mídia.   
Digam o que for de Portugal, mas na época do Brasil-Colônia havia formação moral. Minas se fundou em meio a maus costumes, selvageria, ganância e a Guerra dos Emboabas. E dentro daquele contexto de violência, Dom João V, imediatamente, ordenou que a Igreja se instalasse “para moralizar as Minas”. Não faço aqui defesa da Igreja, mas foi ela a responsável pela formação moral do mineiro durante quase 3 séculos. E hoje, onde o cidadão comum faz sua formação ética? Em lugar nenhum! Ao contrário, a mídia conduz no sentido oposto.     
Durante a colonização portuguesa, o sistema minerário vigente também era muito mais democrático, justo e producente do que o atual. Segundo o Regimento das Minas, quem descobrisse a jazida de ouro tinha o direito de minerá-la. Até mesmo aos escravos era concedido o direito de minerar o ouro aos sábados e nos dias santos e, assim, milhares compram sua alforria. Nada alforriou mais escravos no Brasil do que o Ouro Mineiro!   
Hoje, em Minas, se mineiro se dirigir ao aluvião e apurar algum ouro, mesmo utilizando métodos artesanais, ele é imediatamente preso pela Polícia Ambiental. Mas, a Vale e outras grandes mineradoras, muitas delas multinacionais, todas podem minerar à vontade. Também se pagava muito mais imposto sobre a mineração naquela época. O Quinto era de 20% sobre a produção bruta do ouro. Atualmente, as grandes mineradoras não pagam mais que 3% de seu lucro em royalties da mineração.
Em Minas, o ouro criou tudo! Foi o metal precioso que delimitou as fronteiras mineiras, com exceção da região do Triangulo que seria anexada posteriormente. Foi o ouro que amalgamou a fabulosa civilização que aqui se formou, urbana, riquíssima em diversidade, cultura e sofisticada nos meios, modos e costumes. O ouro pagou por tudo que era conhecido e disponível no mundo, naquela época, as artes, as letras, a religião e até pensamentos de liberdade, impelindo a queda de barreiras, dinamizando as relações e criando o que, até então, era considerado o improvável na Américas. Aliás, Minas é reconhecida por historiadores como o terceiro grande movimento civilizatório do continente Americano, ficando atrás apenas dos Astecas e Incas.
E hoje, o que o Ciclo do Ferro produz para Minas, além de cada vez menores postos de trabalho e catástrofes colossais? Qual é a civilização mineradora que temos? A Civilização da lama ferruginosa?
Levanta da lama, Minas Gerais. Por muito menos seus patronos promoveram insurreições históricas. Honra a memória de Felipe dos Santos, Cláudio Manoel e Tiradentes. A lama não é lugar para Minas Gerais! 

Em Reunião Tumultuada Djalma Bastos é Vaiado na Câmara


Comerciantes Protestam na Câmara por Segurança





As dependências da Câmara estiveram apinhadas de gente na reunião ordinária de ontem. Comerciantes fecharam suas portas mais cedo na tarde desta última quarta-feira e se dirigiram à Câmara de Vereadores para cobrar das autoridades locais soluções diante da onda de violência e criminalidade que atinge o Município e que chegou a seu ápice, na semana passada, com a ocorrência do latrocínio que vitimou o comerciante Inácio Alves Viana, de 57 anos.        
Liderança do movimento fez uso da tribuna para exigir atitude por parte das autoridades e proclamou: “Não queremos morrer de morte violenta. Queremos morrer de morte natural!”
Durante o ato, chamaram a atenção o embaraço e a incapacidade de condução da situação por parte do presidente da casa, o vereador Djalma Bastos, que foi vaiado pela multidão. Estranho é que, desta vez, Djalma não acionou a polícia para conter os manifestantes como ocorreu, recentemente, em reunião da Câmara de João Monlevade.      
Irritados com apatia de Djalma, os manifestantes se retiraram das galerias e se dirigiriam para rua, onde houve novo discurso. O vereador Guilherme Nasser até tentou convencer a multidão a deixar a portaria da Câmara e marchar rumo ao Fórum, mas foi repreendido pelas lideranças do movimento.  
A multidão, então, se dispersou com a advertência de que, caso soluções efetivas não sejam tomadas em relação à segurança pública no Município, novas manifestações serão realizadas.     


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Parafraseando Pessoa em Bento Rodrigues

Diante do número de feridos e de vítimas fatais, do imenso dano ambiental, da destruição do Patrimônio Histórico do sec. XVIII, do soterramento de parte da Estrada Real e de toda a destruição que se verifica no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, após o rompimento de uma barragem de rejeitos da lavagem do minério de ferro da Samarco Mineração, é preciso cuidar para que a lama tóxica vermelha não alcance o Rio Piracicaba.

Rio Mineiro (Piracicaba e Doce)

Ó Rio avermelhado das Gerais,
Quanto do teu vermelho é sangue e nada mais!
Quantos filhos perderam os pais,
Quantos desastres ambientais,
Para que, mundo afora, outros se enriquecessem com nossos metais!
Terá valido a pena? Mineração nenhuma pode valer a pena
Diante de compensação (royalties) tão pequena.   

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Inácio

Na terça-feira passada, um sentimento misto de revolta e consternação tomou o centro comercial  de João Monlevade. Com um tiro na cabeça, dois menores, um de 15 e o outro de 16 anos, ambos moradores do Bairro São João, tiraram a vida do comerciante Inácio Alves Viana de 57 anos mediante a prática de latrocínio.
De fato, o acentuado aumento da criminalidade que se tem verificado em João Monlevade nos últimos 12 meses, em sucessivos furtos, roubos, assaltos e arrombamentos, agora, chega a seu ápice, difundindo a sensação de que toda a sociedade se encontra refém da bandidagem.         
A primeira análise que se deve fazer sobre o caso é que os autores do delito não são marginais, como se costuma classificar quem comete crimes desta natureza no Brasil. Se, realmente, estivessem à margem da sociedade monlevadense, eles não poderiam alcançar o cidadão de bem, como ocorreu. São eles um produto direto de nossa sociedade. Monlevade produziu nesta semana mais dois jovens homicidas.
Dos 6 aos 17 anos, os ensinos fundamental e médio são obrigatórios no Brasil. O que aconteceu para que estes menores, ao contrário de estarem na escola, estivessem na rua matando para roubar? Onde estavam a Vara da Infância e Juventude, o Ministério Público, o Conselho Tutelar, os pais dos menores, a Secretaria de Educação, etc? A tratar-se de latrocínio cometido por menores, as instituições falharam em prevenir a ação delitiva.
Especificamente, no que concerne o menor, outro grande problema é que a mídia faz circular a ideia de que a menoridade é sinônimo de impunidade. O menor, segundo a mídia, não pode ser punido nem mesmo preso em decorrência de ato infracional (crime). Tudo uma grande mentira de uma mídia de que não serve o país e em que a verdade não é divulgada. A pena privativa de liberdade aplicável ao menor está prevista no art. 121 do ECA. Falta às autoridades vontade e competência para cumprir a lei.              
E o pior é que, após o ocorrido, aquelas mesmas instituições dão sinais que falharão novamente na punição dos envolvidos, uma vez que o próprio juiz de Direto que trata do caso, em entrevista, já alegou dificuldade em manter os menores internados, informando ainda que os mesmos podem ser liberados por falta de vagas no sistema.
Especificamente, no que concerne o menor, outro grande problema é que a mídia faz circular a ideia de que menoridade é sinônimo de impunidade. O menor, segundo a mídia, não pode ser punido nem mesmo preso em decorrência de ato infracional (crime). Tudo uma grande mentira de uma mídia que não serve o país e em que a verdade não é divulgada. A pena privativa de liberdade aplicável ao menor está prevista no art. 121 do ECA e deve ser aplicada          
Enquanto a violência aumenta em João Monlevade, contraditoriamente, a notícia que se tem é a de que o Centro Educacional pode fechar. Logo o CEJM, que durante anos foi referência na educação local e que, geograficamente, também atende a alunos do Bairro São João, que, por ausência de políticas públicas e omissão das autoridades, representa um ponto nefrálgico na segurança pública local e, hoje, é uma espécie de gueto esquecido, encravado em plena região central do Município. 
A sociedade não deveria aceitar tão passivamente o assassinato de um trabalhador dentro de seu próprio local de trabalho. Mas, apesar de tamanha barbárie, nada mudará porque desde 1964 tudo está montado para o país não mudar. As imensas forças conservadoras que dominam os meios de comunicação, etc, não querem mudanças. Nem mesmo no Município.      
Apesar de segurança pública ser matéria de competência dos estados, há uma série de medidas que podem ser tomadas, localmente, para a redução da criminalidade. Falta prefeito, vereador...



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Fechamento do PA: Madalena não é Mãe de Prandini


Certamente, foi o Prandini e sua irmã, a secretária de saúde da época, que, num dos maiores erros de tantos que cometeu, transferiu o PA para o prédio da antiga Rodoviária. Se o ex-prefeito pevista, hoje em situação de auto-exílio político em Juiz de Fora, tivesse, na época, tido a coragem e a liderança para, mediante auditoria, fechar aquela tremenda irresponsabilidade que foi o pretenso Hospital Santa Madalena e entregado o caso para Ministério Público, talvez, Carlos Moreira estaria, hoje, na cadeia e o sistema de saúde pública do Município, certamente, estaria em condições muito melhores de financiamento e atendimento.
Para quem ainda tem dúvidas de quem foi a idéia de adaptar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo terminal rodoviário, ao custo de 22 milhões de reais, cujas instalações foram, recentemente, fechadas pelas autoridades, por apresentarem inúmeras irregularidades de projeto, publico acima a Lei Municipal 1.784/2008, assinada pelo ex-prefeito Carlos Moreira, que dispõe sobre a criação, implantação e denominação do pretenso Hospital Santa Madalena. Além do mais Madalena era mãe de Moreira e não de Prandini.  

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Juiz Manda Fechar P.A.



Inacabado e improvisado no prédio da antiga rodoviária pelo ex-prefeito Carlos Moreira, ao custo de 22 milhões de reais, o pretenso hospital Santa Madalena é, sem dúvida, o maior exemplo de irresponsabilidade administrativa e de desperdício de dinheiro público da história de João Monlevade, não apenas pelo alto custo de uma obra que não se enquadra nas normas técnicas pertinentes e, portanto, não é passível de concessão de alvará de funcionamento, mas também porque o sistema de saúde pública monlevadense já demonstrou que não comporta outra estrutura a concorrer com o Hospital Margarida.
Imagine um investimento de 22 milhões de reais numa imensa gambiarra, cujas características desafiam todas as normas da Vigilância Sanitária e, por isso, não pode abrigar um hospital, um PA ou até mesmo um posto se saúde! Pois é isso que aconteceu com o pretenso Hospital Santa Madalena de Carlos Moreira.
Na sexta-feria passada, mediante provocação do Ministério Público, o juiz de direito determinou o fechamento do PA que se encontra instalado no que seria o Hospital Santa Madalena, batizado assim em homenagem à mãe de Carlos Moreira.
O próprio Moreira, imediatamente, fez uso da rádio Cultura, de propriedade do pai do prefeito Teófilo Torres para, mais uma vez, mentir e enganar a população ao fazer veicular a informação falsa de que a decisão de fechamento do PA havia sido tomada por Teófilo, como conseqüência da grande onda de calor que atinge o Município e do incorrigível defeito no ar condicionado do prédio, que, recentemente, já havia recebido manutenção no valor de R$ 96.879,72.
Tudo mentira! Quem mandou fechar o PA foi o juiz, devido às irregularidades, à precariedade e às más condições do prédio de 22 milhões, engendrado por Carlos Moreira para, supostamente, se prestar a um hospital de 100 leitos.
Em entrevista, a secretária de saúde alegou que a decisão de fechamento do PA foi tomada “pensando nos usuários e nos pacientes”. Ocorre que nada relacionado ao pretenso Hospital Santa Madalena foi feito pensando no povo. Muito pelo contrário, o Santa Madalena foi concebido apenas para justificar a contratação das já conhecidas empreiteiras que realizaram aquela grande gambiarra dentro do prédio da antiga rodoviária.  O objetivo era apenas executar contratos milionários com obras de construção civil, pouco importando o que seria construído ou o resultado da obra. Tanto é que aquele trambolho do concreto nunca conseguiu aprovação dos órgãos de saúde para funcionar e, agora, finalmente, se encontra fechado.
Registre-se na História de João Monlevade que Carlos Moreira fez o povo perder uma das mais bem estruturadas rodoviárias do interior de Minas para evaporar 22 milhões de reais em recursos públicos e canonizar sua mãe como santa, parindo aquele Frankenstein de concreto, de custeio caríssimo, que passou a onerar sobremaneira o sistema público de saúde, impedindo o Município de investir muito mais no Hospital Margarida, o único da cidade. Em outras palavras, Moreira arrebentou com a saúde pública monlevadense!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Desperdício D'água e Praga de Pernilongos na Vila Tanque




As habitações próximas à sede da Paróquia Nossa Senhora de Fátima no Bairro Vila Tanque estão sofrendo com uma verdadeira infestação de pernilongos. Em determinadas residências é possível se encontrar 200 ou 300 indivíduos, que durante o dia procuram locais sombreados, como garagens e cômodos externos, onde aguardam o cair da noite a fim de adentrarem em nossas casas, em revoadas, para perturbar nosso sono e nos submeter ao risco da transmissão da dengue.       
Ocorre que ao lado da Escola Estadual Eugênia Scharle existe um grande vazamento d’ água tratada que escorre pela rua e alcança um bueiro, onde se acumula, antes de ser drenada pela rede, como se vê pelas fotos. Deve ser o foco desta verdadeira praga bíblica! Alô, Vigilância Sanitária!
E, além do mais, nestes tempos de crise hídrica, o imenso vazamento de água, oriundo da Escola Estadual, que tem seu abastecimento da mesma rede que provê a Hospital Margarida, por si só já seria um absurdo completo.       

Minha Casa, Minha Vida: 832 Casas Entregues em João Monlevade




Ocorreu na quarta-feira passada em João Monlevade a inauguração do Residencial Planalto, depois da Vila Operária de Louis Ensch, o maior projeto habitacional da história do Município, constituído por 832 casas, equipadas com aquecimento solar, e desenvolvido no âmbito do Programa Minha Casa Minha vida do governo Dilma Rousseff.
Estiveram presentes na cerimônia, realizada, simultaneamente, em vídeo-conferência com outros três municípios em que milhares de casas tambbém foram entregues por Dilma, a ministra de desenvolvimento social e combate à fome Tereza Campello, o vice-governador de Minas,  Antônio Andrade, o prefeito Teófilo Torres, além de militantes do Partido dos Trabalhadores e das 832 famílias contempladas no projeto.
O investimento foi em 100% de recursos do governo federal no total de R$ 49.911.076,00. Nem mesmo o asfaltamento foi realizado Prefeitura. O Município entrou somente com uma questionável isenção do ISS para a empreiteira construtora no valor de 3 milhões, exatamente, a quantia  que, agora, falta aos cofres públicos para a realização da obra de reparo da cratera do Bairro Areia Preta, como justifica o governo Teófilo Torres.   

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Reunião da Câmara Marcada por Vários Protestos




A sessão ordinária de ontem na Câmara Municipal foi marcada por vários protestos e galerias lotadas.
Moradores do Areia Presta, mais uma vez, cobraram pela solução da cratera que surgiu no bairro há três anos. Estudantes da EMIP manifestaram contra o descaso das autoridades locais em relação ao Laboratório de Química da escola.  Estudantes da UEMG/Campus Monlevade protestaram contra a insegurança nas imediações da Universidade, a imundice e o matagal no entorno do Campus, a deficiência da iluminação pública e a má administração do trânsito no local, além do que eles consideraram o completo abandono da UEMG por parte do poder público monlevadense. Teófilo Torres. Esse resolve!
Houve até protesto contra os salários dos vereadores.   

Protesto de Estudantes contra Abandono da UEMG por parte das Autoridades Locais




Ontem, estudantes da UEMG/Campus Monlevade realizaram passeata pelo centro da cidade, de onde se dirigiram para Câmara e protestaram contra os freqüentes assaltos a estudantes nas imediações da Universidade, a imundice e o matagal no entorno do Campus, a deficiência da iluminação pública, a má administração do trânsito no local por parte do SETTRAN e o abandono da UEMG em relação ao poder público monlevadense. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Passeio para Mobilidade


O que faz a falta de um prefeito em Monlevade! Contratou empreiteiras para instalar passeio na cidade, em nome de uma falsa propagada mobilidade. Houve também passeio que terminava no meio do trajeto e erradicação de árvores. Milhões foram gastos com passeio, apesar da evidente prioridade do reparo da Cratera do Areia Preta. As avenidas que dão acesso ao sítio Xopotó, de propriedade do pai do prefeito receberam não apenas passeio como asfalto.
O passeio da foto foi instalado, recentemente, e já se encontra há mais de 60 dias obstruído por pedras grandes que rolaram da encosta. Este o resultado de um prefeito que terceiriza a prestação dos serviços e não acompanha a execução dos contratos com as empreiteiras. Aliás, o pouco de atividade que se vê no governo Teófilo Torres é realizada através de empreiteiras terceirizadas. Tudo mais que depende da liderança do prefeito se encontra estagnado, inclusive a solução da Cratera.
Está aí a mobilidade de Teófilo Torres!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

João Monlevade: a Primeira Máquina a Vapor de Minas Gerais

A foto acima é da Caldeira da Máquina a Vapor importada da Inglaterra por Jean de Monlevade, chegada aqui em 1828. Hoje ela se encontra exposta no museu mantido no Solar Monlevade

Pioneiramente, a maneira mais provável de se ter introduzido uma maquina a vapor no território de Minas Gerias seria por meio da navegação, ou seja, por uma incursão ao território mineiro através de um rio caudaloso e navegável, como o São Francisco, de preferência, a bordo de um Vapor, que, como o próprio nome diz, trata-se de uma embarcação cuja propulsão é gerada pela energia do vapor.  Uma vez ingressado o Vapor em território mineiro, ali estaria a primeira máquina a vapor a operar em Minas Gerais. O primeiro Vapor a singrar as águas do Velho Chico foi o Saldanha Marinho,  em 1871. O famoso Benjamin Guimarães, ainda em funcionamento num percurso turístico em Pirapora é de 1919.
Outro meio presumível de se introduzir uma máquina a vapor em Minas seria através da implantação da primeira ferrovia, não apenas porque o trem é capaz de transportar com facilidade uma máquina a vapor, mas também porque uma locomotiva à lenha é uma máquina a vapor por excelência. Assim, a primeira “Maria Fumaça” a trafegar pelo território mineiro seria, mesmo que genericamente, também a primeira máquina a vapor a operar em Minas Gerais. A primeira ferrovia instalada em Minas foi a Estrada de Ferro Leopoldina, inaugurada em 1874, ligando a cidade de Leopoldina a Porto Novo do Cunha (Além Paraíba). Comparativamente, a primeira ferrovia instalada no Brasil foi a Estrada de Ferro Mauá, inaugurada em 1854.
Já a máquina a vapor de Jean de Monlevade chegou à sua Fábrica de Ferro em 8 de abril de 1828, importada da Inglaterra, através da navegação de canoas militares pelos rios Doce e Piracicaba. Muito, provavelmente, deve ser a primeira máquina a vapor a operar em Minas Gerais ou até mesmo a primeira do Brasil já que não encontrei dado algum na Internet sobre o tema. Em Portugal, a primeira máquina a vapor empregada na indústria é de 1835, ou seja, 7 anos depois da de Jean de Monlevade.
E o mais interessante é que a monlevadense não se trata de uma máquina a vapor móvel destinada ao transporte, como uma locomotiva ou uma embarcação, concebida para se deslocar, mas sim de um aparato fixo empregado na produção de artefatos de ferro. Era, portanto, uma máquina a vapor empregada numa embrionária indústria metalúrgica que, passados 187 anos, ainda prospera no Município.
Infelizmente, o museu mantido pela indiana Arcelormittal no Solar Monlevade não se encontra disponível à pesquisas e visitações, o que dificulta a apuração de tais informações, mas deveria ser um grande martelo a vapor, utilizado para forjar o ferro. Outra peculiaridade é que a Máquina a Vapor de Monlevade, por ser tão precoce, era operada por escravos, situação bastante contraditória, uma vez que foi justamente o advento da indústria que revolucionou o processo produtivo, possibilitando a abolição da escravidão.
Como ocorre com Minas Gerais, em João Monlevade aspectos importantes da história local são mantidos, propositalmente, trancafiados e escondidos de seu povo. Com isso, temos nossa identidade tolhida para sermos conduzidos como gado e, desconhecendo nossa história, somos impossibilitados de compreender o presente e de projetar nosso futuro, além de perdermos um imenso potencial turístico.  
Enquanto a pioneiríssima Máquina a Vapor de Jean de Monlevade eleva o Município à condição indelével de Berço da Indústria Siderúrgica Brasileira, Prefeitura e CDL se engajam numa campanha publicitária intitulada “Monlevade, Capital Mundial do Fio-Máquina”, para bajular e promover o produto do grande capital. E assim, seguimos sem rumo e sem identidade. Aliás, nunca me ensinaram nada sobre a Máquina a Vapor de Monlevade nas escolas em que estudei neste Município. E quem pensa que esta máquina a vapor ficou perdida no passado engana-se. Ela tem tudo a ver com o Laboratório de Ciência e Tecnologia, recentemente, inaugurado pela UFOP/Campus Monlevade.      

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sô Dirceu


Faleceu no sábado passado, 03 de setembro de 2015, Sr. Dirceu, um dos mais antigos funcionários da extinta Companhia Siderúrgica Belgo Mineira.
Durante décadas, Sô Dirceu trabalhou, como bombeiro hidráulico, na manutenção e operação do sistema de adutoras e reservatórios, que abastecem o Bairro Vila Tanque e o Hospital Margarida de água potável, a partir de uma estação de tratamento que funciona dentro da Usina.
Também prestava serviços de pedreiro, marceneiro e jardinagem. Foi ele quem fez meu primeiro carrinho de rolimã. Sô Dirceu conhecia todas essas matas que circundam a Vila Tanque e suas serpentes peçonhentas, ou “cobras bravas” como ele as chamava, com destaque para as perigosíssimas jararacas e a abominável surucucu.    
Se uma cobra aparecia em algum quintal da vizinhança, o que não era incomum, bastava aciona-lá que ele a removia, entorpecendo o animal com um pouco de rapé.
Uma vez, eu ainda era bem criança e ele me trouxe um me trouxe um filhote desgarrado de tatu, que fugiu no primeiro dia. Noutra, ele me trouxe um filhote de quati. Fugiu no segundo.  

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Mauri: 25 Anos de Vida Pública

O bajulante caderno especial veiculado na edição de hoje do jornal A Notícia, reverenciando os 25 anos de vida pública do ex-deputado estadual, pai do prefeito de João Monlevade e atual conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais, é o atestado definitivo de que o ex-bi-semanário se trata, entre outras coisas, do braço político-publicitário de Mauri Torres e sua prole na mídia escrita local - o que não é novidade - e inaugura de foma rasteira o período eleitoral. Já estamos em campanha e o engodo de que o eleitor deve reeleger Teófilo porque ele é filho do deus-pagão Mauri Torres já está colocado.  Aliás quem criou o slogan "Teófilo: esse resolve" foi o proprietário do jornal que também foi marqueteiro da campanha de Teófilo. 
Na extensa matéria especial foi uma pena que o ex-bi-semanário não contou o tempo de vida pública de Mauri, desde que o mesmo passou a ocupar o cargo de contínuo na Prefeitura Monlevadense, assumido em 1968. Será que o nobre ex-deputado não se orgulha dos tempos de contínuo? Pois assim, ele já estaria completando quase invejável meio século de vida pública.
E convenhamos... dizer que um deputado estadual foi o responsável pela instalação do Campus da UFOP - uma universidade federal -  em João Monlevade, é o mesmo que afirmar que Teófilo Torres foi o responsável pela construção das 832 populares do Programa Minha Casa Minha Vida, efetivado aqui com 100% de recursos do Governo Federal, ou seja, pura e oportunista usurpação de mérito alheia. Tal pai, tal filho!
Infelizmente, como não poderia ser diferente, o ex-bi-semanário esqueceu-se de elencar entre os memoráveis feitos de Mauri o irrefutável aval que o ex-deputado prestou a um cheque no valor atualizado de 1 milhão de reais para a empresa SMP&B de Marcos Valério, no escândalo que ficou conhecido como o Mensalão Tucano.         
Vida pública tem é quem serve ao bem comum.Utilizar-se de astúcia para, nos bastidores, atender a desejos  de governos duvidosos como o de Aécio & Cia e ao mesmo tempo enriquecer-se sobremaneira não é mérito para ninguém. O mensaleiro em âmbito municipal é tucano do PSDB. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Não Há como o Brasil Ser um País Honesto com Uma Mídia como a Globo!

Não se engane. Toda essa corrupção que domina os diversos setores da política brasileira nada mais é do que o mais fiel reflexo de uma sociedade que se tornou corrupta. O político corrupto não cai de pára-quedas em Brasília, nem é importado do estrangeiro. Além de ser eleito pelo povo, ele é produto direto da sociedade brasileira. O Brasil contemporâneo produz corrupção em escala fabril.  
Os mais antigos devem se lembrar muito bem que o Brasil já foi lugar de gente e políticos honestos. Era o tempo em que as pessoas firmavam a palavra com o fio do bigode e o país ainda contava com toda uma estrutura de formação ética de seu povo.
Ética não se adquire por osmose. Ética se forma. Ninguém dá aquilo que não tem. Para se cobrar ética, seja na política ou em qualquer outra esfera da sociedade brasileira, é preciso formar o senso ético do povo.   
Durante séculos, desde a colonização, o Brasil contou com um efeciente sistema de formação ética de seu povo que tinha como epicentro a autoridade moral da Igreja  e como pilar o modelo a família tradicional, esta última também uma invenção da Igreja. Era quando se dizia que a “educação vem do berço”.
Com a modernização do país, a partir da terceira década do séc. XX, o Estado Laico foi afastando a Igreja de seu papel de autoridade moral do país e a modernidade flexibilizou muito o modelo conservador de família. O Brasil, então, se viu esvaziado de seu sistema original de formação ética, apesar de que ainda há locais em que ele funciona, mas são poucos.  
Diante de tais transformações,  o ideal seria que o país tivesse substituído o sistema antigo de formação ética por outro moderno. Significa dizer que a escola deveria se encarregar da formação ética do cidadão e, concomitantemente, a grande mídia deveria passar a circular os valores éticos com os quais o país pretende se construir.
No entanto, quando a instituição de um modelo nacional de escola moderna com conteúdo ético, filosófico e cívico foi anunciado pelo Governo João Goulart, junto de várias outras reformas institucionais, a elite parasitária brasileira não permitiu e deflagrou o Golpe de 64. E, absurdamente, passados 51 anos do golpe, o Brasil ainda não conseguiu instituir tal modelo de escola. Aliás, o atual modelo de escola pública brasileira não consegue, sequer, alfabetizar seus alunos, de forma que o Brasil conta hoje com mais de 40 milhões de analfabetos funcionais, que são aqueles que leem, mas não conseguem interpretar e escrevem, mas não conseguem dissertar. E pior... além do país contar cada vez menos com a Igreja, a família e a escola na formação ética de seu povo, o atual modelo de grande mídia nacional, não coincidentemente, fundado logo após o Golpe de 64 – a Rede Globo – ao invés de fazer circular valores éticos em sua programação, ao contrário, veicula os piores enredos de desonestidade, fraudes, trambiques,  golpes e tramas de toda má sorte.
Todo país moderno é, em grande medida, resultado de sua mídia. A grande mídia brasileira são as novelas da Globo, principalmente, a das 21:00 horas, que é o chamado horário nobre. E invariavelmente, a novela das 9 horas na Globo só faz circular, diariamente, mensagens antiéticas como “o mundo é dos espertos”, além de contra-valores como a “Lei de Gerson” e o “jeitinho Brasileiro” que transgride a lei e mais uma série de outros maus exemplos de violência e de solução dos problemas cotidianos com emprego de ilícitos e malversações.   O cidadão comum que toma a mídia produzida pela Globo como um espelho do país – o que é natural de se esperar – deixa até de se engajar em atividades produtivas para empregar seus esforços nos mais desumanos expedientes passionais de ódio, raiva, ciúme e inveja, que são os elementos que dominam as relações inter-pessoais nos enredos das novelas. Não é incomum resolverem suas questões cotidianas através da trama da morte alheia. Casos em que filhos matam os pais e vice e versa, como os Boldrini, Richthofen e da menina Isabela, são cada dia mais comuns na sociedade brasileira e são todos produzidos pela Globo.
Simplesmente, não há como o Brasil ser um país de gente honesta com uma mídia como a Globo.  A historiografia da Globo comprova que ela esta aqui para sabotar o Brasil. E a forma mais eficiente de sabotar um país é disseminar a corrupção por todos os cantos. E neste quesito, a Globo tem sido imbatível. É por isso que a reforma dos meios de comunicação é a mãe de todas as reformas. Chega se sabotagem!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Ministério Público Inicia Procedimento para Apurar Abandono de ETE

É assustador como um prefeito jovem e iniciante na política como Teófilo Torres possa se prestar a práticas politiqueiras tão arcaicas e atrasadas, como não dar continuidade a obras iniciadas por prefeitos adversários.
Apesar de inconclusa, o prefeito anterior inaugurou em abril de 2012, ao dispêndio de 6 milhões de reais em recursos públicos a primeira Estação de Tratamento de Esgoto do Município. Para entrar em funcionamento, a ETE do Cruzeiro Celeste ainda necessita da instalação da  rede dos receptores do esgoto sanitário.
Ocorre que são já passados quase  ¾ do mandato do prefeito atual, sem que o mesmo apresentasse qualquer sinalização no sentido de conclusão da obra. Muito pelo contrário, a ETE do Cruzeiro Celeste, concebida para despoluir o Córrego Jacuí, encontra-se, hoje, totalmente, abandonada pela Administração Pública, entrando em estado de deterioração de suas instalações, o que gera sustancial prejuízo ao Patrimônio Público, a considerar-se o valor da obra.
Diante de tamanho absurdo, o Ministério Público recebeu, na semana passada,  representação formal contra  a postura reprovável do prefeito Teófilo Torres, instaurando procedimento administrativo para apuração do caso, já tendo, inclusive, expedido ao prefeito ofício para que preste informações no prazo de 15 dias. Seguiremos acompanhando o caso de perto.   


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

3.500 Execuções Fiscais do Município de João Monlevade Afogam a Justiça Local

Infelizmente, o operador do Direito que atua na Comarca de João Monlevade, raramente, vê na atividade forense local o emprego de ferramentas ou mesmo metas voltadas para a celeridade dos feitos, como previsto na Constituição, in verbis, “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. Existe uma cultura de morosidade.
No entanto, também existem outros fatores que pesam sobre a celeridade da tramitação dos processos na Justiça Comum local. Segundo sentença prolatada nos autos da execução fiscal de número 0040213-12.2011.8.13.0362 pelo juiz titular da 1ª Vara Cível do Fórum Milton Campos, David Pinter Cardoso; em dezembro de 2014, havia 3.442 execuções fiscais em trâmite na Justiça local, todas movidas pelo Município de João Monlevade, sendo 2.844 com valores inferiores a mil reais e apenas 102 com valores superiores a 4 mil reais. Segundo o Magistrado, 1/4 do total de processos que tramitam em sua vara é de execuções fiscais do Município, donde se conclui que a Municipalidade é a maior demandante da Justiça Local, afogando, sobremaneira o Fórum local. E o pior é que, ainda segundo o magistrado, quase que a totalidade daquelas milhares de execuções movidas pelo Município é de valores que não compensam o custo dos processos.  
Pinter Cardoso também fundamentou que o próprio Estado que executa é o responsável pela prestação jurisdicional, sendo que o custo de uma execução fiscal para o Poder Judiciário é de R$ 2.263,00 e que, portanto, as execuções de valores inferiores àquele são prejudiciais ao erário.
É a primeira vez, em 8 anos, que vejo um juiz apresentar dados sobre a tramitação dos feitos, com preocupação sobre a celeridade dos mesmos.
Justiça que tarda falha! E a de João Monlevade tem falhado muito neste sentido.              

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Primavera

Os sabiás já começaram a cantar há algum tempo. Os Ipês Amarelos já floriram. E hoje é inaugurada a Primavera, que segue na predominância de dias secos e intensamente ensolarados, apesar de que ontem ainda era inverno.
A falta de umidade no ar, que já vem de semanas, parece fortalecer os raios solares que irradiam energia para tudo. Ela também pode ser sentida nas vias respiratórias. É tanta energia que há momentos em que se tem a impressão de estar diante do quarto estado da matéria, o plasma.
O que todo monlevadense espera de São Pedro nesta primavera é chuva muita chuva bem distribuída para compensar os dois últimos anos de estiagem, mas não muito para não agravar a situação da Cratera do Bairro Areia Preta. Como não existe prefeito em João Monlevade, só nos resta contar com a Providência Divina.

    

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Caíram as vendas? Baixe os preços.

O melhor remédio para a queda de vendas verificada no comércio monlevadense neste ano se chama “queda de preços”. Aliás, é o que estabelece a irrevogável lei econômica da oferta e demanda. Se a demanda caiu, os preços também devem cair.
Até as crises arranjadas geram uma gama de oportunidades e já passou da hora do comerciante monlevadense modernizar a forma de composição dos preços do comércio local. Aqui em Monlevade, o comerciante adquire uma calça jeans na 25 de Março, em São Paulo, por R$ 25,00 e a revende por R$ 200,00. Não existe margem de lucro, mas sim multiplicação escalonada dos lucros, que passam de 100, 200 ou 300%. Coisa muito similar com o que ocorria no Mercantilismo do séc. XV, quando comerciastes abasteciam uma nau portuguesa de especiarias, açúcar e seda, em Goa, e a revendiam na Europa obtendo lucros exorbitantes de 400%, na chamada Carreira da Índia.
O comercio moderno se caracteriza por margens menores de lucros que são compensadas  pelo grande volume de vendas. Se seu comércio vende pouco, trate de modernizá-lo. E comece pelos preços.  O Brasil não volta a crescer antes que haja deflação dos preços.     

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Cratera: Teófilo X Mittal

Cratera do Bairro Areia Preta hoje cedo. 

É preciso esclarecer que, apesar do terreno onde se abriu a cratera no Bairro Areia Preta pertencer à Arcelormittal e de a siderúrgica ter sua parte de responsabilidade no ocorrido, como demandante do intenso tráfego pesado de carretas naquele trecho da Avenida Getúlio Vargas, cabe, em última análise, ao prefeito Teófilo Torres a tarefa indelegável de conduzir todo processo para solução da questão, seja com ou sem a Arcelormittal.   
E nisto, Teófilo está atrasado há quase 3 anos, trancafiado em seu gabinete..    

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Governo Torres Sinaliza para Crise Financeira

Teófilo Torres foi eleito prefeito de João Monlevade utilizando o argumento de que era filho do ex-deputado Mauri Torres, figura até então influente no governo de Minas. Durante sua campanha circulou com intensidade o jargão de que Teófilo detinha a “senha do cofre” do governo mineiro e que, portanto, enxurradas de recursos, a fundo perdido, seriam destinadas ao Município, através do alegado prestígio de Mauri junto à tucanada mineira.
Passados quase 3 anos do mandato de Teófilo, a promessa de bonança financeira não se confirmou e o que se vê na Prefeitura, ao contrário, é uma preocupante sinalização de que o Município ruma para a crise financeira. .      
Recentemente, o governo dos Torres se viu obrigado a apresentar lista de demissão de 80 funcionários da Prefeitura para adequar a queda da receita corrente líquida ao limite de gasto com pessoal definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, atestando não somente o inchaço da máquina, como a dificuldade vivida pelas finanças públicas. Neste caso específico, certamente, houve a influência da retração da economia brasileira na queda da receita, mas, principalmente, da trapalhada ministrada pelo prefeito, no início do ano, quando do aumento abusivo do IPTU, que acabou atrasando, consideravelmente, o ingresso de receita nos cofres públicos.  
Agora, chegam as notícias de que o governo Torres tem atrasado os indispensáveis repasses financeiros para o Hospital Margarida e até o pagamento de prestadores de serviço público indispensável, como a limpeza pública. Aliás, o fato de o governo Torres ter terceirizado tantos serviços públicos que, antes, eram prestados, diretamente, pelo município também pesa sobremaneira as finanças do Município, já que o vultoso lucro dos empreiteiros passou a caracterizar uma despesa a mais no orçamento.  
O próximo ano é de eleições municipais, quando os governos tendem a gastar mais.
Tudo isso acende uma luz vermelha no que diz respeito o equilíbrio das contas públicas, colocando o Município no rumo de uma grave e reverberante crise financeira. Resta saber, se Teófilo disporá de tempo e condições suficientes para reverter este quadro. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

80 Anos da Usina e uma Reflexão

Nesta ocasião em que a Usina Monlevade completa 80 anos, mais fechada do que nunca, muitas reflexões se fazem necessárias. Entre elas e talvez a mais importante, a relação da Arcelormittal com a Imprensa local.
Não é possível que a Arcelormittal siga a ser tratada pelos órgãos de imprensa local como se fosse uma padaria ou uma bodega qualquer. A atividade siderúrgica trata-se de indústria pesada de transformação e, no caso de Monlevade, tudo que a Mittal faz ou deixa de fazer tem implicações diretas no centro histórico do Município, no meio ambiente, na qualidade de vida dos munícipes e na economia local. 
O modelo vigente de comunicação inaugurado ainda na década de 80, a partir do ingresso de co-fundador do Jornal A Notícia na Assessoria de Comunicação da Usina, só tem feito retroceder a dialética que existiu entre a Siderúrgica e o Município, nos tempos da saudosa Companhia Siderúrgica Belgo Mineira. Para citar um exemplo devastador: foi esse modelo de comunicação o maior responsável pela destruição dos edifícios históricos e do casario neo-clássico da Praça Ayres Quaresma, ocorrido no final dos anos 80. E de lá, pra cá, a Usina se fechou ainda mais para o Município. Até a era Mittal, então, o monlevadense jamais havia convivido com uma Usina tão hermética e autista. Nem mesmo o Museu instalado no Solar Monlevade encontra-se disponível à visitação. Os edifícios que compõem a identidade monlevadense, como o prédio do Antigo Cassino, se encontram em estado preocupante de deterioração, apresentando até pichações. Isso, sem falar na poeira emitida pela atividade siderúrgica que toma conta dos bairros no entorno da Usina.
O fato é que qualquer modelo de comunicação que insira a poderosa Arcelormittal dentro de uma redoma de cristal, como tem ocorrido há décadas, não pode estar apto a contribuir para o desenvolvimento e a qualidade de vida de João Monlevade. Já viu, por exemplo, alguma foto de efluente da Usina escorrendo pela sarjeta de Avenida Getúlio Vargas estampar a coluna “Casa da Mãe Joana” do Jornal A Notícia? Enquanto a imprensa local não pautar tais situações, elas não serão resolvidas e, por conseguinte, não haverá qualidade de vida no Município.Uma imprensa que não colabora para o desenvolvimento da sociedade não tem razão de existir.