quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Aplausos para Belmar Diniz

Ontem, o Vereador Belmar Diniz participou da manifestação promovida pelos moradores do Bairro José Elói, que protestavam contra a incapacidade do governo Prandini em solucionar, definitivamente, a situação de verdadeira calamidade em que se encontra a Rua do Andrade, há meses.
Pois bem, Belmar...em relação ao ocorrido ontem, posso dize que o vereador muito bem aproveitou a oportunidade de se colocar ao lado do povo, contra aqueles tiranos incompetentes que fizeram a opção por cruzar os braços, diante das mais básicas demandas da população, enquanto chafurdam, desastrosamente, sobre a receita dos impostos pagos pelo cidadão monlevadense.
Ninguém, Belmar Diniz, tem o direito de lhe dizer o que, como e quando o vereador deve agir na devesa do povo que o elegeu, a não ser o próprio povo. E ontem, num momento raro e extraordinário na vereança municipal, o que se viu na porta da Prefeitura foi um vereador monlevadense, realmente, apoiar e defender um demanda legítima, surgida no seio do povo desta cidade, que tem sofrido em demasia, há três anos.
E por se tratar, justamente, de um ano eleitoral é que todos aqueles que desejam o melhor para João Monlevade, sejam eles petistas, liberais, conservadores, verdes, vermelhos ou partidários de quaisquer outras ideologias, devem se unir para, através do processo democrático que se avizinha, desconstruir esta entidade político-administrativa tão retrograda, desagregadora, desumana e destrutiva, representada pelo governo Gustavo Prandini e, ao mesmo tempo, eleger aquele que colocará Monlevade no rumo do progresso e do desenvolvimento que todos nós merecemos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Moradores da Rua do Andrade fazem Passeata e vão à Prefeitura




Cansados do descaso e da incapacidade da atual administração em resolver, de forma definitiva, as péssimas condições da Rua do Andrade, moradores do Bairro José Elói e adjacências promoveram na tarde de hoje uma passeata de protesto, que passou pelo centro da cidade e terminou na Prefeitura, onde os manifestantes esperavam encontrar o Prefeito Gustavo Prandini, que, no entanto, se negou a recebê-los. A tarefa de ouvir os manifestantes coube à uma comissão governista, formada pelo Assessor de Governo Tadeu Figueiredo, pelo Secretário de Serviços Urbanos Luiz Pena, pelo Secretário de Obras Fabrício Lopes e pelo responsável junto a obra Wagner Rolla.
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Apesar da entonação de adaptações cantadas, como “ Prandini, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”, o prefeito não recebe os manifestantes (veja vídeo acima).
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Tadeu: ...”se a ArcelorMittal quiser contratar empresa para reparar o dano que ela causou, ela pode”...(veja vídeo acima).
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Morador sugere parceria entre Prefeitura e ArcelorMittal(veja vídeo acima).
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Moradores e Prefeitura acordam em fechar o trânsito de parte da Rua do Andrade, até que a situação da via se normalize (veja vídeo acima).

A Aceleração da Monstruosa Dívida Prandinista

A edição da última sexta feira do Jornal A Notícia trouxe uma matéria alarmente sobre a crescente dívida pública monlevadense. Segundo estimativa veiculada pelo órgão de imprensa, a dívida acumulada pelo governo Prandini já ultrapassa os absurdos e mosntruosos 20 milhões de reais - um triste e perigoso recorde na história político-administrativa do Município.
Infelizmente, tal situação fora prevista, aqui no Monlewood, em 15 de outubro de 2010, quando publiquei:

ORÇAMENTO/2011

Errar uma vez é humano. Duas é burrice. O governo Prandini já cometeu um erro descomunal, quando, ao invés de gastar conforme a receita, efetivamente, arrecada, optou por realizar despesas, baseando-se apenas na receita prevista no Orçamento da Prefeitura, que convenhamos, pode ou não ser alcançada. Tal situação levou a administração a uma quebradeira sem precedentes na história do Município, como é de conhecimento de todos. Agora, o governo envia para apreciação da Câmara um Orçamento/2011 com uma receita, visivelmente, superestimada em mais de 20 milhões de reais, em total desarmonia com a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ora, se da primeira vez quebraram a Prefeitura por conta de uma previsão de receita não alcançada em conseqüência da insensibilidade para com a crise financeira global, desta feita, estão colocando novamente a Prefeitura no rumo da bancarrota, fantasiando recursos que serão empenhados, mas que podem não entrar no caixa. Em outras palavras, o Orçamento/2011 traz consigo a mesma fórmula que quebrou a Prefeitura neste segundo ano de gestão Prandini. Só que desta vez a fórmula sai dos bastidores do gabinete para ser institucionalizada por Lei Municipal, a LOA. É a institucionalização da quebradeira!

O pior é que, se nos três primeiros anos de mandato, Prandini e sua equipe gastaram, desenfreadamente, neste último, que é eleitoral, as coisas não prometem melhorar. Considerando o histórico de gastança e de ineficiência desta administração e o fato de Prandini não contar com outro instrumento para tentar se re-eleger que não seja o uso da máquina pública, a expectativa é de um aumento acelerado da dívida.
E os legalistas que se contenham, pois não haverá Lei de Responsabilidade Fiscal suficiente para barrar a obsessão e a vaidade desmedida pelo poder.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

As Chances de Reeleição de Prandini nos Erros do Grupo não Governista

Passado o carnaval, as articulações políticas, visando a disputa eleitoral de outubro próximo, prometem se aquecer.
Desta vez, o eleitorado monlevadense se vê diante do surgimento de um cenário político um tanto incomum: de um lado, um prefeito, extremamente, fraco, em todos os sentidos; de outro, um ex-prefeito, que, embora fortalecido pela fraqueza do primeiro, encontra-se impedido, juridicamente, de candidatar-se e, entre ambos, uma série de vários nomes, que, salvo uma ou duas exceções, pretendem se valer da oportunidade, ocasionada pela atual falta de grandes candidatos para, envaidecidamente, tentar alcançar a cadeira de maior mandatário do Município.
Ao contrário do que se tem escutado, amplamente, pelas ruas da cidade, Prandini ainda tem alguma chance de se reeleger prefeito. Basta que o grupo que não é governo cometa erros sucessivos. Significa dizer que a chave para a reeleição de Gustavo Prandini não esta nas mãos do atual prefeito. Mas, sim nas mãos do grupo que não é governo. Se ele errar demais, Prandini pode ser reeleito.
E o primeiro grande erro que o grupo não governista pode cometer é o de se fragmentar para concorrer às próximas eleições. O grupo deve se unir em torno de um projeto em comum para João Monlevade. Deve superar as vaidades individuais de alguns e se aglutinar, em volta de um candidato, capaz de resgatar o Município das sombras da desventura prandinista e colocá-lo, no rumo do progresso e do desenvolvimento.
Uma conjuntura eleitoral formada por mais de três candidaturas, indiscutivelmente, fortaleceria as pretensões de Prandini em se reeleger prefeito por mais quatro anos.
Mais do que nunca, o momento do grupo não governista é de união.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Iphan Vai Propor Ação Contra Vândalas que Quebraram Cruz em Ouro Preto

Peça do século XIX foi quebrada por turistas no domingo de carnaval (Foto: Eduardo Tropia/Ouropress).

G1:
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Ouro Preto vão mover uma ação civil pública para responsabilizar as três turistas que danificaram a cruz da Ponte da Barra durante o carnaval, informou o chefe do Escritório Técnico do instituto na cidade, Rafael Arrelaro. Nesta quinta-feira (23), o Iphan vai fazer uma vistoria no local para reunir informações sobre o dano ao patrimônio tombado.
A peça, talhada em pedra Itacolomy, tem mais de 200 anos e foi quebrada no domingo(19) durante a passagem de um bloco. Duas jovens de 20 anos e uma de 23 subiram na cruz e foram detidas, depois que moradores chamaram a polícia. Elas foram autuadas por dado ao patrimônio histórico, mas pagaram fiança e foram liberadas. Segundo a Polícia Militar, as suspeitas moram em Santos (SP).
O valor da cruz não pode ser mensurado, porque vai além do preço construtivo e envolve aspectos culturais, de acordo com o Iphan. Duas peças se soltaram, e apenas a base maciça pode ser vista nesta quinta-feira (23). A ponte, além de ter tombamento federal desde 1950, fica situada em um conjunto urbano tombado pelo Iphan em 1938.
O reparo foi estimado em R$ 3 mil. "É uma obra relativamente simples, porque não envolve maquinário, nem diversidade de material. A pedra é uma material local e há mão de obra especializada na cidade”, disse Arrelaro. O Iphan informou que vai dar colaboração técnica à prefeitura, que contrata o restaurador.
O tempo estimado para o reparo não foi informado. Segundo o Iphan, o instituto não registrou outros casos de dano ao patrimônio em Ouro Preto durante o carnaval.
A Guarda Municipal da cidade e a PM informaram que a peça foi localizada no mesmo dia caída no leito do córrego que passa debaixo da ponte. A Polícia Civil não comentou o caso nesta quinta-feira (23).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Vândalas Paulistas Depredam Monumento Cultural em Ouro Preto

Um monumento histórico, artístico e religioso foi depredado no domingo de carnaval, em Ouro preto, por três turistas provenientes da cidade de Santos, São Paulo (Só podia ser obra de paulista! Bom mesmo foi em 1711, quando os paulistas foram expulsos das Minas de Ouro, na Guerra dos Emboabas).
Trata-se da cruz do século XIX, esculpida em pedra do Itacolomy, que há mais de 200 anos guarnecia o parapeito da Ponte da Barra, próxima ao centro histórico da cidade.
De acordo com o Boletim de Ocorrência lavrado pela Polícia Militar, as vândalas, que ainda não tiveram seus nomes divulgados, subiram nos braços da cruz que não suportaram o excesso de peso e se quebraram. As três foram presas em fragrante delito, por dano contra o patrimônio histórico, e liberadas, após o pagamento de fiança.
A Prefeitura de Ouro Preto estuda medidas a serem adotadas contra vândalos que, recorrentemente, depredam o patrimônio da Capital Cultural de Minas.
Particularmente, penso que a primeira providência a se tomar deveria ser a ampla divulgação dos nomes e das fotos desses incivilizados. Seria interessante também a criação de um rol de pessoas mal vindas (ou não bem vindas) às cidades históricas de Minas, cadastradas pela Secretaria de Turismo do Estado.

Ainda Carnaval: Zé do Bode

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Um Boizinho no Samba do Prata (vídeo)



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Esse é o bloco do Zé do Bode, uma das mais tradicionais figuras do carnaval de São Domingos do Prata. Este ano, por falta de bode, os foliões foram impelidos por um bezerro.

Carnaval de São Domingos do Prata (fotos e vídeos)






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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Vicente Celestino

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Iara (Rasga o Coração)

Vicente Celestino

Se tu queres ver a imensidão do céu e mar
Refletindo a prismatização da luz solar
Rasga o coração, vem te debruçar
Sobre a vastidão do meu penar

Rasga-o, que hás de ver
Lá dentro a dor a soluçar
Sob o peso de uma cruz
De lágrimas chorar
Anjos a cantar preces divinais
Deus a ritmar seus pobres ais

Sorve todo o olor que anda a recender
Pelas espinhosas florações do meu sofrer
Vê se podes ler nas suas pulsações
As brancas ilusões e o que ele diz no seu gemer
E que não pode a tia dizer nas palpitações
Ouve-o brandamente, docemente a palpitar
Casto e purpural num treno vesperal
Mais puro que uma cândida vestal

Hás de ouvir um hino
Só de flores a cantar
Sobre um mar de pétalas
De dores ondular
Doido a te chamar, anjo tutelar
Na ânsia de te ver ou de morrer

Anjo do perdão! Flor vem me abrir
Este coração na primavera desta dor
Ao reflorir mago sorrir nos rubros lábios teus
Verás minha paixão sorrindo a Deus
Palma lá do Empíreo
Que alentou Jesus na cruz
Lírio do martírio
Coração, hóstia de luz
Ai crepuscular, túmulo estelar
Rubra via-sacra do penar

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um Ano sem Marcão


Alguém se habilita a escrever algo, diante desta foto? O espaço está aberto.

A Desfaçatez Eleitoreira Prandinista no Aumento Real do Risco de Inundações

Flagrante da Rua Joana D’arc, durante chuva torrencial, no mês de janeiro deste ano. Detalhe para o Chafariz do Prandini, à esquerda, e para o grande volume de água que já assolava a via, mesmo antes da aplicação do asfalto nas ruas adjacentes. Com o asfaltamento, inclusive de outras ruas vizinhas, as expectativa é que o volume d’água aumente, no mínimo, em 20 %.

Geralmente, o cidadão comum tende a enxergar o asfaltamento de ruas como item ou fator incontestável de progresso e de desenvolvimento. Realmente, o asfalto pode ser visto sob tal ponto de vista, desde que as devidas prevenções sejam observadas, ao se asfaltar uma rua de bolquetes, de pés-de-moleque ou de paralelepípedos, como é o caso da Joana D’árc e da grande maioria de vias urbanas que foram, recentemente, asfaltadas pela administração prandinista.
Ninguém é contra o asfalto em si. O que não se pode aceitar é que um prefeito que passou quase a totalidade de seu mandato com os braços cruzados, prodigalizando e endividando o orçamento público, sem obter resultados relevantes para a comunidade; venha, no apagar das luzes de seu governo, contrair novas dívidas junto ao BDMG para financiar um projeto, ambientalmente, irresponsável de asfaltamento de várias ruas e avenidas da cidade, numa tentativa desesperada e inconseqüente de dar prosseguimento a seu projeto pessoal de poder.
Já é certo que aos próximos prefeitos, além do encargo de administrar a monstruosa dívida deixada por Prandini, o que, obrigatoriamente, se traduzirá em menor oferta de serviços públicos para a população e numa política de achatamento salarial para professores e para o funcionalismo em geral, também terão de repensar o ambiente urbano da cidade, no que diz respeito ao aumento real do risco de enchentes e de inundações que o asfaltamento pradinista tem imposto ao monlevadense.
Sabe-se, que o asfaltamento de ruas bloquetadas impermeabiliza o solo, impedindo a absorção natural da água da chuva, o que aumenta em cerca de 20% a quantidade de água a ser drenada pela rede pluvial, além de também aumentar, consideravelmente, a velocidade com que as enxurradas causam os alagamentos.
E no caso específico do asfaltamento prandinista, a Prefeitura, irresponsavelmente, não realizou nenhum estudo técnico-ambiental, visando gerar dados capazes de conduzir a ações que pudessem mitigar ou compensar o risco de inundações que ela mesma tem potencializado.
Vale dizer que o Estudo de Impacto Ambiental, obrigatório para obras desta envergadura, conforme determina o art. 225 da Constituição, absurdamente, não foi realizado pelo governo do Partido Verde.
Em outras palavras, estão, cinicamente, transformando a cidade de João Monlevade numa grande bacia de inundações, submetendo seus moradores à graves riscos, para, em nome da vaidade e do eleitoreiro, satisfazer a pretensa obsessão de continuidade do mais destrutivo, retrógrado e, ambientalmente, incorreto modelo de governo que já se instalou em nosso Município. E que São Pedro tenha piedade de nossas almas!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Caso da Rua Joana D'arc


Na manhã da última sexta feira, recebi um telefonema de moradores da Rua Joana D’arc, que diziam precisar, com urgência, de um advogado para embargar uma obra da Prefeitura. Como por coincidência, naquele momento, eu me encontrava nas redondezas do Bairro Alvorada, atendi ao chamado, rapidamente.
Chegando lá, fui recebido pelo comerciante Reinaldo Pimenta, proprietário da empresa Centralfer, que me esclareceu sobre o grande problema das inundações, que, recorrentemente, atingem aquele ponto do bairro, situação esta que, certamente se agravaria, caso a Prefeitura continuasse o asfaltamento daquela rua, iniciado naquele dia, sem que a comunidade fosse, devidamente, ouvida.
Expliquei ao Sr. Reinaldo, que então me constituiu advogado para representá-lo diante da administração pública local, que, diante do ritmo acelerado das obras de asfaltamento na Rua Joana D’arc, não haveria tempo hábil para o encaminhamento de uma ação judicial ao Fórum da Comarca e que uma manifestação popular seria mais adequada, naquele momento.
E foi o que fizemos. Reunimos um grupo expressivo de moradores do bairro preocupados com a questão, bloqueamos a rua e aguardamos a chegada de representantes da Prefeitura.
Em pouco tempo, fomos visitados por uma comitiva governista, formada pelo assessor de governo Tadeu Figueiredo, pelo chefe do gabinete prandinista, Luiz Cláudio do Patrocínio, pelo secretário de obras Fabrício e outros.
Luiz Cláudio, como sempre, muito truculento e contraproducente, mais atrapalhou do que ajudou. Contudo, o diálogo foi possível em relação ao Tadeu e ao Fabrício. Mediante minha solicitação, ficou acordado entre os moradores da rua e os representantes da Prefeitura que as obras seriam interrompidas, designando-se para segunda feira, uma reunião entre os envolvidos para tratar e se discutir o assunto, ocasião, em que, também a meu pedido, seria exibido para os interessados o Estudo de Impacto Ambiental e a Licença ou a Autorização Ambiental da obra de asfaltamento, conforme se comprometeu o assessor de governo Tadeu Figueiredo. Assim, conciliadas as partes, o trânsito da Rua Joana D’arc foi liberado e a manifestação, encerrada.
Ontem, foi realizada na prefeitura a reunião, então, marcada, que contou com a presença de Tadeu Figueiredo, Fabrício, o secretário de serviços urbanos, Luiz Pena, o engenheiro da Prefeitura Tales, morados da Rua Joana Dárc, eu, além de outros. Estranhamente, não estava presente o secretário de Meio Ambiente, Cristiano Vasconcelos, apesar de o tema envolver, diretamente, sua pasta.
O secretário de obras Fabrício, apresentou a proposta de execução de um projeto de redimensionamento da rede de drenagem da Rua Joana D’arc, através da qual, o engenheiro da Prefeitura Tales assegurou que o problema seria solucionado. No entanto, por se tratar de uma intervenção que demandaria manutenção constante da Prefeitura, coisa que, infelizmente, não se vê nesta administração, alguns moradores e comerciantes sugeriram que fosse realizado, previamente, o rebaixamento do pavimento da rua para só, então, se proceder ao asfaltamento da mesma, o que foi considerado um tanto inviável pela Prefeitura, que se comprometeu em realizar, junto da comunidade interessada, um estudo, visando compensar e mitigar os graves efeitos que o asfaltamento de vias bloquetadas causam no meio ambiente urbano, especificamente, naquilo que concerne a ocorrência de inundações.
Particularmente, o que mais me chamou a atenção diante de todo o ocorrido e do comportamento evasivo dos representantes do governo Prandini é que, irresponsavelmente, a Prefeitura não possui o Estudo de impacto Ambiental nem a Licença ou a Autorização Ambiental para promover este asfaltamento indiscriminado que tem promovido na cidade, à poucos meses das eleições.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Poucas Novidades para Moreira

Sinceramente, não vejo novidade alguma em relação à situação de Carlos Moreira e a viabilidade jurídica do ex-prefeito de candidatar-se prefeito, não próximas eleições. E, neste sentido, republico a postagem veiculada, aqui no Monlewood, em 29 de agosto de 2011, com pouquíssimas alterações, que coloco entre os parênteses:

Tenho ouvido comentários no sentido de ainda haver alguma possibilidade jurídica de o ex-prefeito Carlos Moreira concorrer à cadeira maior do Executivo Municipal, no próximo pleito(e que tudo já está resolvido na Justiça para a candidatura do radialista. Definitivamente, não é o que demonstra sua última condenação, desta vez, por ato definido como crime. É verdade...) no Direito tudo é possível. Mas, no caso específico de Moreira, as possibilidades são muito improváveis. O fato é que, tecnicamente, Moreira já é incurso na celebrada lei da ficha limpa e, portanto, encontra-se, hoje, inelegível.
Fosse a Ação Civil Pública que condenou o radialista na suspensão de seus direitos políticos a única a tramitar no Tribunal de Justiça mineiro, talvez, valendo-se de um também improvável recurso favorável para a 3ª instância, poder-se-ia vislumbrar uma pequena luz no fim do túnel. No entanto, são (tão) numerosos os processos contra o ex-prefeito no TJ, que, a esta altura do campeonato, ou seja, a menos de um ano (6 meses) do início das eleições, dificilmente, sua inelegibilidade será revertida, em tempo hábil. Muito pelo contrário, o tempo, agora, corre contra Moreira, impulsionando uma extensa esteira de processos que, um a um, devem complicar ainda mais suas pretensões políticas por, talvez, 15 ou 20 anos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Quem Afogou Joana D'arc?

Recebi alguns emais de leitores curiosos para saber se o autor do Monlewood era o advogado envolvido na manifestação democrática e a conseqüente paralisação do asfaltamento, ocorridas na última sexta feira , na Rua Joana D’arc. Pois é, era ele (eu) mesmo! Coisas do destino!
Ainda não tive, de ontem pra hoje, a oportunidade para parar e redigir um texto sobre o assunto, o que apenas faço agora, entre um rápido malabarismo com outras responsabilidades. Amanhã, escreverei sobre o fato, suas causas, conseqüências, legislação aplicável e sobre a suspeita de que a Prefeitura não possui Licença ou Autorização Ambiental para a série de asfaltamentos que tem promovido na cidade nem o Relatório de Impacto Ambiental pertinente, abordando as conseqüências do asfaltamento prandinista para a ocorrência e o agravamento de inundações e enchentes no ambiente urbano da cidade.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Moradores do Belmonte Fecham Rua em Protesto

Moradores do Belmonte promovem apitaço e fecham rua do bairro em manifestação contra o descaso do atual governo com as vias do bairro e cobram providência do prefeito Gustavo Prandini (veja o vídeo). Foi a segunda manifestação do gênero, ocorrida hoje na cidade. Mais cedo, moradores do Bairro José Elói também fecharam a Rua do Andrade pelo mesmo motivo.

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A Falta de Pediatras no Margarida

Essencialmente, o problema da falta de pediatras no Hospital Margarida tem relação direta como uma lei econômica irrevogável: a da oferta e da demanda.
O fato é que o problema da falta de médicos, que também é nacional, decorre da incapacidade da sociedade brasileira em formar profissionais de medicina em número correspondente à demanda de médicos do país, seja por falta de investimentos em faculdades ou por interesse da própria classe.
Da mesma forma que o preço do álcool combustível sobe durante a entressafra da cana de açúcar, impulsionado pela redução da oferta do produto no mercado, o valor do salário do médico também aumenta quando o número de profissionais não acompanha a demanda sempre crescente de vagas, que se tem verificado no setor da saúde pública ou privada brasileira. E como, atualmente, tal discrepância é enorme, a remuneração do médico vai às alturas e, diante disso, muitos hospitais e mesmo prefeituras não conseguem mais, sob o ponto de vista financeiro, contratar profissionais de medicina em número suficiente à suas necessidades.
Aí, o profissional vira uma espécie de semi-deus, passando a escolher como, quando e onde trabalhar.
E só tem uma forma de resolver isso: aumentando o número de médicos formados no Brasil, de modo a ajustar o desequilíbrio que existe, hoje em dia, entre a oferta e a demanda por profissionais da área. E quando isso acontecer, o profissional vai dar graças a Deus por ter a oportunidade de ser escalado para um plantão no Margarida.

Segurança Pública



A grave crise que se verifica no setor da segurança pública brasileira pode ser explicada por uma conjunção de complexos fatores, que em sua grande maioria estão fora do alcance de atuação dos municípios.
Para ilustrar, rapidamente, temos uma Constituição que confundiu o crime político com o crime comum e que, por isso, abriu as portas da impunidade generalizada, criando a perigosa sensação de que o crime compensa. Temos, na ponta do sistema de segurança pública, um modelo de polícia baseado em duas corporações mal estruturadas, que, geralmente, se rivalizam: a Polícia Civil e a Militar, o que resulta, por exemplo, em dados absurdos de ineficiência, como o de que no Brasil, 90% dos homicídios não são elucidados. Temos um sistema prisional falido, apesar das melhoras dos últimos anos, que funciona com verdadeira faculdade do crime. Temos um judiciário pouco aparelhado e emperrado na cultura da morosidade, que aumenta ainda mais a sensação de impunidade, principalmente, para os mais abastados. Temos uma escola apenas voltada para os vestibulares e despreocupada em formar conceitos humanos, morais e cívicos, o que alimenta a crise de valores e a explosão de crimes passionais que vivemos na atualidade. Temos ainda corrupção institucionalizada, corruptores contumazes, ineficiência do gasto público, descaso das autoridades e tantas outras coisas.
Os problemas são numerosos e, como já dito, a maioria deles foge da competência legal e administrativa dos municípios, pois demandam reformas na legislação estadual ou federal, emendas à Constituição e até a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.
No entanto, podemos sim fazer algumas coisas, aqui em nossa cidade. A primeira é nos mobilizarmos, de forma que a nossa voz seja ouvida no Município e além dele. A segunda é envolver todos os setores da sociedade, em volta de um grande debate sobre a questão, buscando uma maior interação entre eles, pois segurança pública é direito e dever de todos. E a terceira e a mais fundamental é buscarmos, através de nossas experiências, recursos e demandas, construir um modelo de Escola em Tempo Integral que além de instruir o aluno para o vestibular, acenda as consciências, formando cidadãos na cultura da racionalidade, da paz, do respeito, da honestidade, da solidariedade, do trabalho e de tudo mais que nos torna, essencialmente, humanos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Maravilha da Estrada Real

"Só o Caraça paga toda a viagem à Minas."


Dom Pedro II

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Recentemente, o Santuário do Caraça, foi eleito uma das sete maravilhas da Estrada Real. Título mais que merecido para o antigo colégio que conserva uma das mais expressivas construções neo-góticas de Minas, a Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, além de capelas e de um imponente casario colonial.
O antigo internato, onde se formaram presidentes da república, como, por exemplo, o santabarbarense Afonso Pena, também é pródigo em belezas naturais. Situado no complexo geológico da Serra do Espinhaço, numa zona de transição entre o cerrado e mata atlântica, a paisagem do Caraça é marcada pela presença abundante de ribeiros cristalinos, cachoeiras caudalosas, montanhas onduladas, desfiladeiros escarpados, picos elevados, vales íngremes e cavernas naturais de incrível beleza.
A flora e a fauna são riquíssimas e, nesta última, se destaca o famoso Lobo Guará, uma criatura tímida e magnífica que de lobo tem apenas o nome, pois, na verdade, trata-se de uma grande e esbelta raposa, adaptada à vida no cerrado.
O Caraça, realmente, é esplendido! O duro é ler nos jornais da região que o prefeito de Catas Altas, Saulo Moraes, município que abriga o Santuário, comemorou o título obtido pelo antigo colégio e completou: “ Catas Altas tem um conjunto de elementos que a torna especial. Temos o Santuário do Caraça, cachoeiras belíssimas, igrejas com pinturas de Aleijadinho e muita história para contar”. Para o prefeito Saulo, vai uma dica: Mestre Aleijadinho não era pintor. Além de atual patrono das artes plásticas brasileiras, Antônio Francisco Lisboa foi arquiteto, escultor e entalhador. Catas Altas tem pinturas de Mestre Athayde, este sim pintor, o maior do Barroco Mineiro.

Asfaltamento Prandinista: Exemplo de Desperdício de Recurso Público

Exemplo vergonhoso de falta de planejamento e de, consequentemente, descaso e desperdício de dinheiro público foi o asfaltamento recente, realizado na Rua Lucindo Caldeira, localizada a poucos metros da Prefeitura.
A administração prandinista asfaltou a rua numa semana, na outra, abriu uma vala sobre a via, inutilizando toneladas de asfalto, e ainda depositou o material desperdiçado sobre as calçadas (fotos), violando o Código de Posturas Municipais.
Pois é...como não será Prandini quem terá de apertar as contas públicas para quitar as dívidas contraídas para o asfaltamento anunciado, atualmente, mas sim os próximos prefeitos, a farra e a irresponsabilidade com os recursos públicos correm soltas.
É a prova cabal de que não há o mínimo planejamento na manutenção das vias do Município e de que o asfaltamento, então, promovido pelo atual governo não passa de uma tentativa de manobra eleitoreira, que já contabiliza altos custos para os cofres públicos, além de comprometer ainda mais a saúde financeira do Município, que já se encontra atolado em dívidas.

Olha o asfalto novo do Prandini, destruído na calçada.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cratera do Dae é Calçada

E ainda tem gente que diz que os blogs atrapalham a administração prandinista.
Ontem, publiquei, aqui no Monlewood, uma postagem, denunciando a falta de eficiência do Dae em finalizar o reparo asfáltico de uma cratera que se formou, há cerca de um mês, no leito da Rua Duque de Caxias, já que o problema havia surgido em decorrência do rompimento de uma rede hidráulica e, recentemente, a autarquia adquiriu 1.000 (mil) toneladas de asfalto para ser empregado, justamente, neste fim.
E não é que, hoje, deram um jeito de nivelar e de calçar o buraco (foto acima). Sem dúvida, houve algum progresso. Só esta faltando, agora, a camada asfáltica para se terminar o serviço, definitivamente. Ou será que aquela montureira de asfalto comprada pelo Dae, com recursos que deveriam ser empenhados na solução dos vários problemas que existem no sistema de abastecimento público de água, foi parar no asfaltamento eleitoreiro de Prandini? E o que está parecendo.

Tereza Cristina

Dona Tereza Cristina foi, entre várias outras coisas, a última imperatriz consorte do Brasil (Segundo Império-1840 à 1889), esposa de Dom Pedro II e mãe das princesas Isabel e Leopoldina. Era reconhecida por sua discrição e por sua forte inclinação às ciências naturais, aos estudos das culturas clássicas, à arqueologia, à literatura, ao canto e às artes em geral.
Hoje, uma outra Tereza Cristina parece povoar o consciente coletivo de uma nação, que, às nove horas da noite, pára em transe para assistir a mais um capítulo da novela.
Trata-se de uma Tereza Cristina escandalosa, vazia, fútil, materialista, desumana, canina, protagonista das mais inimagináveis intrigas e que é, inconseqüentemente, apresentada pela grande mídia nacional como exemplo da mulher contemporânea brasileira.
O grande erro da mídia nacional é pensar que ela deve reproduzir ou desdobrar aquilo que existe mais sórdido, fútil e mesquinho na sociedade brasileira. Ou seja, de que a grande mídia -e estou falando da novela das nove- deve mostrar ao Brasil tudo de negativo que acontece no cotidiano das relações brasileiras, mesmo que de forma exagerada, pois tal papel é da imprensa.
A imprensa é que deve colocar os podres para fora. É a imprensa que deve desentranhar a realidade nacional e mostrá-la à sociedade brasileira, por pior que ela seja.
À grande mídia cabe o papel de dar o exemplo, de criar modelos baseados naquilo que o Brasil pretende ser com nação. A novela deve dar exemplo de honestidade, de solidariedade, de respeito, de igualdade, de trabalho e de todos aqueles valores, sem os quais, nenhum país do mundo alcançou o patamar do desenvolvimento pleno.
Já reparou, por exemplo, que a Tereza Cristina, personagem da novela, é riquíssima, cercada de luxo e, simplesmente, não trabalha? Como, então, construiremos o Brasil que queremos se o trabalho, condição essencial para tal, não é explorado, dentro da mídia, como exemplo a ser seguido?
Teria sido muito mais producente, no que diz respeito à criação de modelos capazes de inspirar a nação nos valores aptos à construção do país que desejamos, se a personagem Tereza Cristina fosse inspirada, ao menos, no dedinho do pé da imperatriz Tereza Cristina, que, certamente, ao soar das nove badaladas noturnas, deve se debater no túmulo, com os gritos e escândalos da Christiane Torloni.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Asfalto do Dae na Suspeita do Desvio de Finalidade da Autarquia

Durante a primeira semana de janeiro deste ano, o rompimento de uma rede do Dae, localizada na Rua Duque de Caxias, a poucos metros da sede daquela autarquia municipal, resultou na formação de uma grande cratera subterrânea que comprometeu o pavimento asfáltico naquele ponto da via.
Funcionários do Dae, então, instalaram um anteparo nas bordas da cratera (foto abaixo) e, posteriormente, realizaram o reparo da rede danificada e aterraram o interior do imenso buraco que havia se formado no subsolo da rua.

Ocorre que já se passou quase um mês da formação da tal cratera e o Dae ainda não terminou o serviço iniciado, promovendo o necessário re-asfaltamento do local e, por conta disso, já se percebe a formação de uma nova cratera no mesmo lugar de antes (foto abaixo), o que pode resultar na perda do trabalho já realizado e, consequentemente, no desperdício de recursos públicos.


Será que está faltando asfalto, no Dae? É bom lembrar que no fim do ano passado o Dae comprou 1.000 (mil) toneladas de asfalto, que levantaram fortes suspeitas de desvio de finalidade da autarquia, mas que foram justificadas pelo então diretor, Geraldo Amaral, como sendo necessárias, exatamente, para tal finalidade, ou seja, para o re-asfaltamento daqueles pontos das ruas, em que houve a realização de reparo da rede abastecimento de água ou de esgoto.
Ora, o fato de o Dae não re-asfaltar as intervenções que promove nas vias do Município, nem mesmo as que realiza na própria porta, como é o caso, certamente, sugere que aquela enorme quantidade de asfalto comprado pela autarquia, há poucos meses, pode ter parado no asfaltamento eleitoreiro do prefeito Gustavo Prandini. Ou será que tudo não passa daquela falta de eficiência e da incompetência, típicas da atual administração?
Por via das dúvidas, é bom que a Câmara fique atenta e exija uma prestação de contas em relação à grande quantidade de asfalto comprado pelo Dae, recentemente. É preciso saber onde e como este asfalto tem sido aplicado, pois, caso as suspeitas se confirmem, não se pode aceitar que os recursos que deveriam ser utilizados no já sofrido e falho sistema de abastecimento de água tratada sejam usados de maneira tão irresponsável por uma administração que não se move, a não ser, motivada pela a vaidade do poder.