Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Provedor Sinaliza para Substituição de Corpo Clínico do Hospital Margarida



Já escrevi que o médico que trabalha no Margarida não pode mais ficar alheio às questões políticas locais, eis que o hospital não é mais administrado pela saudosa e extinta Belgo-Mineira. Há algum tempo, o HM é subvencionado pelo Município, tendo, portanto, o governo municipal grande influência diante das decisões tomadas no âmbito do hospital. 
Recentemente, o atual provedor do HM, José Roberto Fernandes, anunciou uma auditoria no Hospital, a se realizar por meio de parceria com a Fundação São Francisco Xavier (FSFX).
Ocorre que, a partir de 2014, a FSFX passou a administrar o Hospital Carlos Chagas de Itabira, que já contou com 150 leitos. Atualmente, na gestão da FSFX, o hospital passou a contar com o número de apenas 50 leitos e, praticamente, todos os médicos do corpo clínico do Carlos Chagas foram substituídos por profissionais vinculados à própria FSFX.
É que se percebe por parte atual gestão do Margarida uma inconformidade muito grande em empenhar a subvenção que é, mensalmente, repassada pelo Município para o pagamento de honorários médicos. Eles têm outras prioridades, como a contratação de empreiteira para instalar granito no piso do hospital ou a contratação de particular para realizar o Bingo beneficente, suspenso pela Justiça. Aliás, quem precisa de médico quando se tem o ex-vereador Werneck a receitar medicamentos para a população?!!
Outra leitura também verosímil que se pode fazer diante da possível substituição do corpo clinico do HM é que a atual gestão da casa de saúde não quer saber de médicos atrevidos que lançam candidaturas para ao cargo de prefeito e vice, a disputar e quase vencer o grupo de Carlos Moreira nas urnas, como foi o caso da última eleição municipal, a mais concorrida da história política de João Monlevade. .

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Falácia do Caso Werneck



Um dos problemas básicos do Brasil é que na mídia convencional não circula um ideário capaz de levar o país ao desenvolvimento pleno. Ou seja, a raiz do problema do Brasil é de ideia, de pensamento. 
Na mídia convencional brasileira o que circula é a mentira e o discurso falacioso. Mentira todo mundo sabe o que é. Já a falácia é a mentira travestida de verdade.
A política é uma ciência humana e deve ser manejada como tal. Significa dizer que a decisões políticas, o que inclui a escolha do voto, não devem ser subsidiadas por mentiras e por discursos falaciosos. Portanto, é muito importante que o cidadão tenha domínio básico das técnicas de retórica para saber identificar e, assim, desconsiderar o discurso mentiroso e falacioso no momento da tomada de suas decisões políticas. 
O discurso mentiroso é o mais fácil de identificar. Geralmente, ele é apresentado desacompanhado de contexto probatório. Também é aquele que se faz em incoerência com o histórico do político, por exemplo, pois o sujeito político deve ser avaliado pelo seu histórico. Seria como Carlos Moreira abraçar o discurso da ética em seu programa de rádio, quando, na verdade, seu histórico é de múltiplas condenações por ato de improbidade administrativa e desvio de verba pública enquanto ex-prefeito.
A falácia é um pouco mais difícil de identificar, pois, como disse, é travestida de uma verdade. Segundo a Wikypédia “na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega“. Do latim “fallere”, que significa enganar. No site da Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia) pode-se ter acesso às várias modalidades de falácias.
A edição da semana passada o jornal O Celeste, cujo editor, Gilson Elói, recentemente foi condenado a 8 anos de suspensão dos direitos políticos no processo que cassou os mandatos de Simone e Fabrício Lopes, publicou matéria que é um exemplo clássico de falácia na modalidade "Argumentum ad hominem", com a qual, em vez de o argumentador provar a falsidade do enunciado, ele ataca a pessoa que fez o enunciado.
Na matéria (imagem), que trata da situação escandalosa envolvendo o ex-vereador Werneck, que estava receitando medicamentos em posto de saúde, vê-se que o jornal, ao contrário enfrentar o mérito do caso, ataca o denunciante do ocorrido, ao estampar manchete que diz “Denúncia feita contra gerente de Posto de Saúde na Região do Cruzeiro Celeste pode complicar vida do denunciante”. Mais uma vez, o impresso presta um desserviço à comunidade, pois a Democracia e feita de instituições e o cidadão não pode ser desencorajado a efetuar denuncia diante do ilícito. Ao contrário, o cidadão deve ser encorajado a denunciar os malfeitores e as instituições devem funcionar buscando a responsabilidade dos envolvidos. Os fatos narrados sobre o ocorrido são graves e, à luz do Direito Penal, podem configurar exercício ilegal da medicina. Ou seja, é caso de política.
O cidadão não deve se amedrontar diante de matérias falaciosas como a publicada pelo jornal O Celeste, que segue como instrumento de manipulação política no Município. Ao contrário, deve sempre denunciar os ilícitos e cobrar atuação das instituições diante de cada caso. Só assim o país muda. 
E quanto ao jornal O celeste, se for o caso de leitura, faça-a sempre buscando identificar as mentiras e as falácias, considerando ainda seu histórico recente, que é de manipulação política de meio de comunicação.

Cumplicidade Ficha-Suja



A foto anexa é de reunião recente do primeiro escalão do governo Simone. A conformação da mesa demonstra quem dita as ordens no governo. Apesar de se encontrar inelegível e com os direitos políticos cassados por múltiplas condenações em ato de improbidade administrativa é o radialista e ex-prefeito Carlos Moreira que toma assento na cabeceira da mesa . 
No moreirismo existem dois tipos de pessoas. Os manipulados, que são aqueles conduzidos pelo controle político-eleitoreiro do conteúdo veiculado pela rádio Cultura, até porque é natural que a pessoa considere como verdade aquilo que ouve numa emissora de rádio, cujo noticiário jamais divulgou a verdade sobre o extenso histórico de improbidade administrativa de Carlos Moreira . E os cúmplices, que são aqueles que sabem das múltiplas condenações de Carlos Moreira, que sabem de sua inelegibilidade, sabem dos imensos prejuízos causados pelo mesmo, como os mais de 22 milhões evaporados no hospital Santa Madalena, mas que não se importam em participar de um governo que, de fato, é ditado por um corrupto. São aqueles que não trazem para a política qualquer parâmetro ético e que, na verdade, consideram que ética e política não devem caminhar de mãos dadas. Sentem-se indignados com a corrupção de Brasília, não agüentam tanta falcatrua, mas onde vivem se associam a um corrupto comprovado , incurso na Lei da Ficha-Limpa, impossibilitado de votar e ser votado, como meio de viabilizarem a práticas dos mesmos atos que o tornaram inelegível. 
Não há como alcançar resultados diferentes, agindo sempre da mesma forma. Para trazer a corrupção a níveis aceitáveis no Brasil é preciso afastar, de vez, os corruptos do poder. É preciso colocar a ética em prática, não se associar a quem corrompe a democracia mediante abuso e controle político de meio de comunicação e, sobretudo, não participar de estratagema destinado a auxiliar político ficha-suja a se esquivar de sua condição de inelegibilidade e seguir influenciando o poder, como foi o caso da eleição e composição do governo Simone. Moreira não está sozinho.