quinta-feira, 19 de novembro de 2009

História das Minas de Ouro e Diamante: José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, O Primeiro e Único Barão de Cocais


José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barão de Cocais, foi um dos mais proeminentes políticos da região, durante o Primeiro e o Segundo Império. Nasceu na Fazenda da Cachoeira, a dois quilômetros da vila colonial de Cocais (hoje, distrito de Barão de Cocais) e foi batizado em 16 de dezembro de 1792 na Capela de Santana de Cocais (hoje Cocais).

Casou-se com Antônia Thomazia de Figueiredo Pinto Coelho, na Capela de Santa Quitéria, em Catas Altas, em 2 de fevereiro de 1819.


Filho do brigadeiro Antônio Caetano Pinto Coelho da Cunha, ele foi enviado pelos pais para estudar no Rio de Janeiro, onde acabou ingressando no Exército Imperial, alcançando a patente de tenente-coronel.
Era primo de Felício Pinto Coelho de Mendonça, o primeiro marido da marquesa de Santos, D. Domitila de Castro.
Em 1822, participou do movimento da Independência e, em 1830, elegeu-se deputado geral do Império. Em 1833, tornou-se empresário, ao fundar a Companhia de Mineração Brasileira da Serra de Cocais, em associação com os ingleses da National Mining Company. O regente Diogo Feijó, em 1835, nomeia-o governador da província de Minas Gerais e, em 1840, vota pela maioridade de D. Pedro II do Brasil.
Em 1842, foi aclamado governador interino de Minas Gerais, em Barbacena, aceitando ser Comandante-Chefe da Revolução Liberal de Minas, ao lado de Teófilo Ottoni, do Cônego Marinho e outros. Como estrategista militar, vence todas as batalhas, mas resolve recuar no quartel-general na famosa batalha de Santa Luzia, para atender ao pedido de pacificação do futuro duque de Caxias, que o visitou na Vila de Cocais. Cassados os seus direitos políticos, dois anos depois e anistiado, reelege-se Deputado Geral de 1844 a 1848 pela Provincia de Minas Gerais.
Devido a sua lealdade, D. Pedro II o intitula barão em 1855. Viria a falecer catorze anos depois, vítima de tuberculose, sendo sepultado em sua capela de batismo.

O CASO DA FABULOSA HERANÇA DO BARÃO DE COCAIS:

Enquanto acionista da companhia de mineração do Morro Velho, o Barão de Cocais enviou para depósito num banco em Londres avultadas somas em moeda corrente e em ouro. Morreu sem ter levantado as quantias então depositadas, nem os seus herdeiros, na época, reclamaram quaisquer direitos a esta herança. Em 1965, o banco inglês, informou ao governo brasileiro da existência desta conta que, após 100 anos sem que os valores fossem levantados, iria prescrever a favor da coroa britânica. Os seus descendentes (de 4ª e 5ª geração) correram aos cartórios e a advogados para provar o seu parentesco e realizar o processo de habilitação para a herança. Os herdeiros não se entenderam nem mandaram um procurador comum à Inglaterra. Passaram-se 5 anos e perderam a fabulosa herança. Segundo consta, o valor acumulado seria de 120 milhões de Libras esterlinas, mais juros acumulados em 100 anos.