Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Cassados por Manipulação de Veículo de Comunicação


O motivo da cassação dos mandatos de Simone e Fabrício, em se tratando de João Monlevade, é muito mais comum do que se pensa. Simone e Fabrício Lopes tiveram os mandatos cassados pela Justiça pela prática do mesmo ato cometido, diuturnamente, por Carlos Moreira na Rádio Cultura, que é a manipulação política de meio de comunicação. A diferença é que a manipulação que resultou na cassação de ambos se deu em outro veículo de comunicação, o jornal O Celeste. Em outras palavras, Moreira simplesmente levou para aquele jornal o modelo de manipulação política que há décadas é levado a cabo na Rádio Cultura. Mas, desta vez, o tiro saiu pela culatra. O Ministério Público detectou a manipulação, realizou procedimento prévio de investigação e procedeu ao ajuizamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral que cassou o mandato dos dois.
O motivo é que não é fácil comprovar a manipulação política na programação de uma rádio. Depende de horas de monitoramento, de horas de gravação do conteúdo, de degravações, etc. Já em relação a jornal é muito mais fácil. Cada edição é prova documental, é modalidade de prova robusta, praticamente, irrefutável, pois permanece tudo escrito no papel. 
Em João Monlevade ainda falta a compreensão de que, sob o ponto de vista técnico, não existe Democracia em ambiente de manipulação dos meios de comunicação. Uma democracia básica se constitui pela independência dos 3 Poderes, eleições periódicas e Imprensa Livre! 
Assim, para o Direito Eleitoral, a manipulação dos meios de comunicação é considerada hipótese que corrompe o processo democrático de escolha dos candidatos, caracterizando situação gravíssima e suficiente para ensejar a cassação de mandatos.

Da decisão que determinou a cassação dos mandatos de Simone e Fabrício cabe recurso ao TRE, sendo lícita aos cassados a manutenção nos cargos enquanto aguardarem o julgamento da apelação, que tem levado de 45 a 90 dias para ocorrer. Contudo, caso a cassação seja mantida pelo TRE, as cassados são, imediatamente, afastados dos cargos e novas eleições são convocadas no Município.  


Cassados Mandatos de Simone e Fabrício

Simone Carvalho e Fabrício Lopes, eleitos prefeita e vice-prefeito de João Monlevade, no pleito municipal de 2016, acabam de ter os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral, ao fundamento de abuso de meio de comunicação social (jornal O Celeste) nas eleições. Também foram condenados à inelegibilidade para as eleições que se realizarem nos próximos 8 anos. Mais informações a seguir.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Provedor às Avessas: Evaporador de Recursos



Uma rápida consulta ao dicionário revela que “provedor” é, sobretudo, aquele que provê, ou seja, aquele obtém ou angaria recursos a fim prover algo dos insumos básicos para seu funcionamento.
Tudo o que o atual provedor do Hospital Margarida não é. Apesar da intensa e dispendiosa campanha publicitária iniciada pelo atual provedor, recentemente, e das matérias pagas divulgadas em determinados blogs, a verdade é que José Roberto Fernandes vem se consagrando como um verdadeiro provedor à avessas.
Ao contrário de estreitar as parcerias com a AAHM, entidade sem fins lucrativos, que na última década mais recursos arrecadou e reverteu para o HM, José Roberto Fernandes pediu para o DAE suspender o convenio que permitia à associação receber doações por meio do pagamento da conta de água, despejou a AAHM de sua sala administrativa no Hospital e a descredenciou de realizar o tradicional Bingo. Assim, José Roberto diminuiu em muito a capacidade de arrecadação de recursos da AAHM. Resultado: a AAHM se viu forçada a também diminuir, substancialmente, a transferência de bens e serviços para o HM. Em outras palavras, José Roberto agiu de modo a diminuir recursos para o hospital. Atuou como provedor à avessas. 
Não satisfeito, o atual provedor, com já dito, descredenciou a AAHM da realização do Bingo do Hospital, outra importante e tradicional fonte de recursos do Hospital Margarida, e resolveu contratar uma empreiteira de engenharia civil para realizar o evento, ao custo de 40 mil reais. O Bingo, então foi cancelado pela Justiça, a pedido de Ministério Público, ao fundamento de que a contratação de José Roberto retirava o caráter filantrópico do evento. Passados 6 meses da data prevista para realização do Bingo, José Roberto ainda não devolveu o valor arrecadado com a venda das cartelas, orçado em 1 milhão de reais, nem esclarece onde foi parar tanto dinheiro. Desta feita, José Roberto agiu como provedor às avessas 3 vezes. A primeira, quando deixou de realizar o Bingo pela AAHM, que nunca cobrara para tal, e contratou uma empreiteira, ao custo de 40 mil reais. Criou despesa desnecessária. A segunda, quando efetivou uma contratação ilícita que causou o cancelamento do Bingo, fazendo com que o Hospital deixasse de arrecadar 1 milhão de reais com evento, recursos que já deveriam estar disponíveis desde janeiro. Só em relação ao Bingo, pode-se creditar a José Roberto menos 1 milhão em recursos para o Hospital. A terceira foi quando, através de todas as suas ações, fez o tradicional Bingo figurar nas páginas policiais dos jornais, caindo em descrédito e fragilizando importante fonte de recursos do Hospital. Você compraria uma cartela do Bingo, depois de José Roberto Fernandes? Veja que, muito diferentemente do que é divulgado em matérias pagas e afins, as ações de José Roberto invariavelmente redundam em diminuição de recursos para o Hospital Margarida e descrédito para tão importante instituição monlevadense. 
Por fim, ainda sobre o Bingo do Hospital, José Roberto também tem se notabilizado como evaporador de recursos, porque até o momento não dá conta do paradeiro dos 1 milhão de reais das cartelas do Bingo, não diz se então numa conta bancária, se então aplicados rendendo juros. Os recursos, simplesmente, evaporam!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Com imagem desgastada, provedor utiliza a de funcionários para tentar reverter crise de credibilidade



É óbvio que, após tantos tropeços por parte do atual provedor, José Roberto Fernandes, como a perseguição contra a AAHM e a proibição judicial de realização do Bingo, a imagem do Hospital Margarida não estaria lá estas coisas. No quesito credibilidade, a situação é ainda pior. Basta alguém anunciar que está vendendo cartela do Bingo do Hospital para todos saírem correndo. 
No final de semana passado não havia pediatra atendendo as urgências clínicas no Hospital, apenas na maternidade. O atual provedor não contrata pediatra, porque não quer empenhar os recursos do Hospital com o pagamento de salários de médicos. Ele tem outras prioridades. Faltam médicos, mas não faltam recursos para a realização de massiva campanha publicitária através dos meios eletrônicos. 
Entendemos que a imagem do hospital não vai nada bem. Mas é ainda pior para a imagem do Hospital deixar de contratar profissionais indispensáveis à prestação do serviço público de saúde para buscar reverter o processo de deterioração da imagem da casa, que já dura 14 meses, com o emprego de campanha publicitária. A melhor propaganda para o HM é o efetivo atendimento ao público, o que não tem ocorrido, por falta de interesse político em contratar profissionais. Não adianta empenhar recursos em campanha publicitária, se de fato, não há atendimento no hospital, como foi o caso da pediatria no fim de semana passado.
Muito pelo contrário, o tipo de campanha publicitária adotado pelo atual provedor, José Roberto Fernandes, apenas confirma a crise de credibilidade e a péssima imagem que a atual gestão do Hospital Margarida adquiriu junto a sociedade local. Diferente da revista editada pelo provedor, que geralmente circula trazendo sua imagem, a marca de sua loja comercial e sempre cita seu nome, a campanha publicitária adotada pelo HM, que utiliza o slogan “o Hospital Margarida é feito de gente” se vale da imagem apenas de funcionários da casa, daqueles que realmente são os responsáveis pelo funcionamento do Hospital, num claro engenho elaborado para proveito da imagem deles a fim de se sugerir credibilidade. E só se utiliza da imagem alheia aquele que já não tem a sua própria imagem, até porque, depois que o dinheiro do Bingo evaporou não sobrou muita coisa da imagem do atual provedor.

Impasse da Samarco


É preciso expressar a mais completa, total e irrestrita solidariedade ao prefeito de Santa Bárbara, Leris Braga, que condicionou o licenciamento para que a mineradora Samarco volte a retirar água do Rio Conceição, no Distrito de Brumal à realização de estudo de impacto ambiental. O prefeito também cobra da mineradora outro paradigma de exploração mineral, após o rompimento da Barragem do Fundão. Está corretíssimo o prefeito Leris Braga e merece o apoio de todo minero que tem consciência histórica do passado de glória da mineração nas Minas Gerais.
A mineração do ouro não destruiu vilas e um rio inteiro porque era descentralizada e baseada em pequenos e médios mineradores. Qualquer um que descobrisse ouro podia minerá-lo. Naquela época, era permitido ao mineiro ser dono de Mina de Ouro. Hoje, se o mineiro for ao aluvião e, mesmo utilizando método artesanal, apurar algum ouro é imediatamente preso por crime ambiental, enquanto as grandes mineradora podem tudo, até matar e arrasar o Rio Doce, sem que ninguém delas seja preso. 
Atualmente o mineiro participa da mineração em seu estado apenas como empregado. As minas se tornaram propriedade apenas das grandes mineradoras, muitas delas estrangeiras.O ouro definiu, absolutamente, tudo em Minas Gerais, desde as fronteiras, a culinária, o modo de ser, de viver, a cultura, a arte, a religião... O ouro produziu o Barroco Mineiro, Aleijadinho, Ataíde. E hoje, o que a mineração das imensas e puríssimas jazidas de ferro produz em Minas Gerais, além da destruição e cada vez menores postos de trabalho? Os royalties pagos pelas mineradoras para explorarem o ferro de Minas são os mais aviltantes do planeta. Enquanto Minas viveu sob o jugo português, pagava-se o Quinto, ou seja, 20% sobre a produção bruta de ouro. Hoje, que deveríamos ser livres, as mineradora pagam apenas 2% de royalties e levam todo nosso minério de ferro para o exterior, deixando um rastro de destruição.
O prefeito de Santa Bárbara está corretíssimo em exigir mudança porque, absolutamente, nada mudou após a tragédia da Samarco. O modelo minerário vigente, baseado em monopólio, que foi verdadeira a causa do rompimento da Barragem do Fundão segue inalterado. E não há como se obter resultados diferentes, a agir sempre do mesmo modo. Muda, Minas! Leris Braga, aqui em João Monlevade também estamos com você!

Apesar de cassados os direitos políticos, Moreira segue a frente da Prefeitura



Já escrevi que a eleição da primeira mulher ao cargo de prefeita de João Monlevade não se deveu à consciência do eleitor sobre a igualdade de gênero ou coisa parecida
Deu-se, na verdade, como conseqüência do estratagema engendrado pelo ex-prefeito Carlos Moreira para, oportunistamente, vincular seu nome à candidata, de modo a lhe transferir o potencial de votos que tem como ex-prefeito e manipulador demagogo do conteúdo político veiculado na rádio Cultura e, assim, esquiva-se dos efeitos da cassação de seus direitos políticos, da Lei da Ficha Limpa e seguir comandando o Município, apesar de suas múltiplas condenações em atos de improbidade administrativa e crime contra a administração pública.
A fotografia tirada na semana passada em evento da atual administração, realizado na Associação dos Aposentados junto aos secretários e demais cargos comissionados “para ver se o governo Simone deslancha”, comprova que Carlos Moreira segue a influenciar a administração pública local, apesar de inelegível e cassados seus direitos políticos. Como se vê, o ex-prefeito multicondenado não só teve acento entre as autoridades, como se tem a informação de que discursou no evento conclamando os presentes a se engajarem no governo de Simone. 
A análise que também se faz é de que o condicionado de Simone, apesar de numeroso, não anda com o moral elevado e de que é baixa a influência política da prefeita sobre os mesmos. 
Neste cenário muitos são manipulados, até porque é natural que as pessoas acreditem no que é veiculado na programação de uma rádio, mas também existem muitos que fazem a opção por apoiar um corrupto comprovado e por participar de todo uma trama para mantê-lo no poder.

Ar Irrespirável no Centro de João Monlevade




A Organização Mundial da Saúde já classificou a fumaça de óleo diesel como substância cancerígena. 
O ar das avenidas centrais de João Monlevade, principalmente, da Wilson Alvarenga que concentra alto fluxo de caminhões e ônibus, encontra-se, muitas vezes, literalmente irrespirável. Em determinadas horas do dia, é impossível sentar à mesa de algum estabelecimento para, por exemplo, tomar um sorvete ou um café, diante das sucessivas rajadas de fumaça que além de cancerígena, irrita as vias aéreas e lança uma fuligem que acinzenta tudo. 
Existem muitos veículos desregulados circulando pela vias do Município. Muitos deles são ônibus da Enscon ou prestam serviço para a Prefeitura. 
É óbvio que num governo, altamente, influenciado pelo moreirismo não se precisa esperar por fiscalização neste caso, até porque se houver fiscalização séria fica difícil evaporar 22 milhões de reais como no caso de pretenso hospital Santa Madalena. Para o moreirismo fiscalização atrapalha e tira voto, o que é lamentável porque influencia, muito negativamente, na qualidade de vida no centro da cidade.

As Lições de Monlevade 200 Anos Depois de sua Chegada ao Brasil




Então, quais são as lições que João Antônio Monlevade nos deixa, depois de 200 anos de sua chegada ao Brasil?
A primeira lição é de bravura e coragem. Deixar a vida palaciana na França, cruzar o atlântico e ingressar em Minas Gerais em lombo de mula e assim percorrer quase todo seu território, muitas vezes ainda não desbravado, estudando e enviando relatórios freqüentes para a Escola Politécnica de Paris já é uma ato de extrema coragem. Fundar uma indústria num vale distante, selvagem, de mata fechada e povoado por índios antropófagos também demanda muita bravura. 
Monlevade foi pioneiro em várias coisas. Foi o primeiro a realizar uma corrida de ferro-gusa em Minas Gerais, ainda em Sabará. Foi o primeiro a organizar uma indústria, caracterizada pelo emprego intensivo de máquinas, muito antes do Barão de Mauá. Foi o primeiro a empregar uma máquina a vapor em processo industrial de produção. Foi o primeiro a produzir peças imensas de ferro, de mais de 900 quilos de peso. Foi o primeiro a confeccionar relatório sobre a imensa riqueza ferrífera do subsolo mineiro, etc, etc. 
Foi visionário quando profetizou “o futuro grandioso desta terra... não está no ouro, nos diamantes, mas sim no ferro, este grande agente da civilização...” Foi visionário quando requereu a instalação de uma ferrovia até Vitória, quase cem anos antes da inauguração da ferrovia Vitória-Minas. Foi visionário quando requereu a instalação de uma escola normal de metalurgia duas décadas antes da fundação da Escola de Minas de Ouro Preto. 
Monlevade também foi o Homem certo, na hora certa. Depois de já ter percorrido quase todo o território mineiro, estudando suas riquezas minerais; de já ter instalado fornos em Sabará e Caeté, onde enfrentou grande dificuldade pela falta do carvão, Monlevade viu a oportunidade de se tornar fornecedor das Companhias Inglesas de Mineração de Ouro que, a partir de 1825 se instalaram às dezenas por toda Minas Gerais e por empregarem processos industriais na exploração dos veios de ouro, demandavam a produção de uma variada gama de artefatos de ferro. Monlevade então se instalou em São Miguel, onde havia vastas matas para a produção do carvão , minério de ferro abundante e de ótima qualidade e acesso ao Rio Piracicaba, cuja navegação foi determinante para que Monlevade transportasse do porto do Rio de Janeiro, até sua fábrica, os 7.500 quilos de maquinário que importou da Inglaterra, incluso o Martelo-Vapor, o que capacitou sua indústria a se tornar a principal fornecedora das Companhias Inglesas. 
E a grande mensagem que Monlevade transmite é esta, da capacitação, da qualificação profissional, da visão empresarial e, sobre tudo, do emprego da tecnologia no trabalho. O Martelo-Vapor de Monlevade era o que havia de mais tecnológico em matéria de metalurgia na época. Sem ele, Monlevade não teria nada a fazer aqui. Sem ele e seus escravos, que eram exímios artesãos e operários capacitados, Monlevade jamais teria apresentado as condições para responder às demandas que lhe eram colocadas pelo mercado da mineração.
Então, se ainda não utiliza um máquina em seu trabalho, procure se capacitar para tal e passe a empregá-la em seu ofício. A tecnologia é capaz do impossível! Quem poderia imaginar, que no início de sec. XIX, um metalúrgico instalaria um Martelo-Vapor nas margens do Rio Piracicaba e, a partir dali, produziria imensas peças de ferro que, por 50 anos, viabilizariam a última fase da mineração aurífera em Minas Gerais? Tudo isso só se tornou possível mediante muita coragem, conhecimento, capacitação, visão e o emprego da tecnologia. 
Hoje, o Martelo-Vapor de Monlevade (fotos) integra o acervo do museu destelhado e fechado à visitação mantido pela Arcelormittal.


6 Meses e Dinheiro do Bingo Segue Evaporado


Passados 6 meses da decisão judicial que proibiu a realização do Bingo do Hospital Margarida, por considerá-lo destituído de caráter filantrópico, o atual provedor, José Roberto Fernandes, ainda não deu conta de restituir aos participantes os valores correspondentes às cartelas pagas, orçadas em 1 milhão de reais. Também não esclareceu onde foi parar tanto dinheiro, se está em conta bancária ou se foi aplicado, rendendo juros. Não informou também de que maneira pretende restabelecer a confiança que a sociedade monlevadense depositava no Bingo do HM, de quando o mesmo era realizado pela Associação dos Amigos do Hospital Margarida e era uma importante fonte de recursos para o Hospital.

sábado, 27 de maio de 2017

Caraça: O Maior Colégio da História do Brasil

“Entre a luz e o mistério, até as pedras se humanizam.”

José Nazareno Ataíde, ex-aluno.




Majestosamente, encravado na serra de mesmo nome, no município de Catas Altas/MG, numa região de fauna e flora riquíssimas, zona de transição entre os biomas da Mata Atlântica e do Cerrado, em meio a ocorrências geológicas monumentais, tais como cavernas e gargantas profundas, escarpas vertiginosas, belíssimas cachoeiras, rios cristalinos, campos de altitudes, paisagens rupestres, picos, vales e montanhas, encontra-se situado o Santuário do Colégio do Caraça, historicamente, o mais ontológico instituto de formação filosófica, educacional e cultural do estado de Minas Gerais e do Brasil, de propriedade da Província Brasileira da Congregação da Missão, dos Padres Lazaristas, da Sociedade São Vicente de Paulo.
O complexo do Caraça  se estrutura como uma verdadeira cidadela, composta por vários prédios que vão da arquitetura colonial, passando pelo barroco, até o neo-gótico, e são interligados por uma série de ruelas, passadiços, corredores, escadas e passagens. O Caraça se encontra posicionado de maneira em que se aproveita dos íngremes paredões de granito da serra em formato de ferradura de seu entorno para guarnecer sua retaguarda e seus flancos, como se fosse uma verdadeira fortaleza natural. De modo que o único acesso ao Caraça que dispensa a prática de dificílima escalada é por meio de uma rota sinuosa que chega a seu portão frontal(imagem abaixo).   


Em 1881, o Imperador Pedro II esteve no Caraça e exclamou: “só o Caraça paga toda a viagem a Minas!”
O botânico alemão Carl Friedrich Philipp von Martius passou pelo Caraça, na segunda década do séc. XIX, e se impressionou com sua imensa variedade de plantas e de animais.
O famoso naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire também esteve no Caraça, em 1816, e o definiu como “o grande desfiladeiro existente na Serra do Espinhaço”, nome da extensa cordilheira riquíssima em minérios, principalmente, ferro, ouro e gemas, que se entende de norte a sul do estado de Minas Gerais, onde, ao final do séc. XVII, foram descobertas e estabelecidas as mais fabulosas Minas de Ouro de toda a humanidade, não só pela vasta difusão e extraordinário volume extraído das jazidas, mas, principalmente, pela civilização complexa, riquíssima, sincrética e fundida no índio brasileiro, no branco europeu e no negro do Congo, que ali floresceu, da qual o Barroco e o Rococó ainda são o maior e mais sublime expoente de arte deste continente Americano.   
E é no contexto colonial do Ciclo do Ouro que se insere o início da história do Caraça, em 1774, quando, vindo de Portugal, o Irmão Lourenço funda ali um eremitério, destinado a receber peregrinos à procura de retiro e penitência.  Lourenço, então, constrói uma capela barroca, evocada a Nossa Senhora Mãe dos Homens, e manda vir de Roma 86 relíquias, das quais a mais preciosa é o corpo embalsamado de São Pio Mártir (foto abaixo), soldado romano crucificado por professar a fé cristã e exumado da Catacumba de Santa Ciríaca, onde, no subsolo romano, descansam os primeiros mártires da Cristandade. Trata-se do primeiro corpo de santo, trasladado ao Brasil.


Em 1820, após a morte do Irmão Lourenço, Dom João VI, rei de Portugal, Brasil e Algarves, já devidamente instalado no Rio de Janeiro, doa o Caraça ao padre ultramontano (reformista) Antônio Ferreira Viçoso (Dom Viçoso), lazarista e filho da Ordem de São Vicente de Paulo, que ali estabelece o Noviciado Brasileiro da Congregação da Missão, inaugurado com o nome de Casa Imperial de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Neste mesmo ano, é fundado o Colégio do Caraça, um fabuloso educandário que viria ser uma das mais sólidas, tradicionais e importantes instituições culturais do estado de Minas Gerais e do Brasil, em toda a história. Em 1883, é consagrado o atual grande templo do Caraça, substituindo a pequena ermida do Irmão Lourenço. É quando, finalmente, se inaugura no Brasil o estilo neo-gótico. A partir de então, como em rivalidade com as íngremes escarpas geológicas de seu redor, eleva-se aos céus a esguia torre da nova igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, cujos 15 vitrais verticalizados passam a conduzir os raios solares ao interior da nave, intensamente, iluminada, anunciando que, doravante, o homem poderia alcançar as graças do Criador por meio das Luzes do Conhecimento.
Quase onze mil alunos passaram pelo Colégio do Caraça. Durante quase dois séculos, o Caraça produziu uma notável elite pensante para Minas e para o Brasil. Nenhuma outra instituição de ensino brasileira pode ter o orgulho de, por exemplo, ostentar, uma lista de 120 ex-alunos, em que, absolutamente, todos foram deputados por Minas Gerais e por vários outros estados, deputados dos governos centrais, senadores, governadores e vice-governadores de estados de diferentes regiões do país ou presidentes e vice-presidentes da República, como faz o Caraça. Isso, sem contar os inúmeros ex-alunos que se dedicaram apenas à política local de seus municípios, tornando-se prefeitos, vice-prefeitos ou vereadores e não fazem parte desta lista. O Caraça também formou cerca de 500 padres e 21 bispos, no Seminário que também manteve, além de uma grande variedade de outros profissionais como magistrados, ouvidores, ministros, advogados, economistas, professores, médicos, engenheiros, cientistas, etc.
Entre os alunos que estudaram no Colégio do Caraça e que se destacaram na política regional e nacional os nomes mais, comumente, lembrados são os de Afonso Augusto Moreira Pena, Antônio Augusto de Lima, Antônio Benedito Valadares Ribeiro, Arthur da Silva Bernardes, Astolfo Dutra Nicácio, Olegário Dias Maciel, entre outros. Mas, apesar de não terem estudado no Caraça, ainda se formaram no humanismo dos Padres Lazaristas figuras como João Pinheiro da Silva, Raul Soares de Moura, Gerson Camata, Juscelino Kubitschek de Figueiredo, João Kubitschek de Oliveira, Bento Munhoz da Rocha, Ney Braga, Jânio da Silva Quadros e até Fernando Collor de Melo.
O historiador José Ferreira Carrato descreve em sua obra “As Minas Gerais e os Primórdios do Caraça” as características de um típico ex-aluno do Colégio do Caraça, também chamado de caracense:


“O forte dos ex-alunos caracenses é o bacharelismo… uma sólida formação humanística constante do melhor domínio da arte de falar e escrever bem, fundamentada em estudos intensivos da retórica, do Latim e da Língua Pátria. Mais Latim que tudo mais. O resultado desta mentalidade é um sujeito profundamente convicto de suas crenças religiosas. Severo até a dureza da moral, mas temperando nas convicções com certa bonomia quase dialética, a que não falta o respeito pelas convicções alheias; geralmente excelente conversador, muito bom orador, escrevendo com fluência e elegância…” 

Desde sua fundação no séc. XIX, o Colégio do Caraça figurou como verdadeiro irradiador dos princípios humanistas e de seus conceitos filosóficos, atuando como instituto fundamental na matriz da chamada “Mineiridade” e como indutor de ideais progressistas e reformistas que, por exemplo, influenciaram toda a modernidade brasileira. 
Na madrugada de 28 de maio de 1968, um incêndio preciso atingiu a Grande Biblioteca do Colégio do Caraça, consumindo grande parte de seu precioso acervo, composto por 50.000 volumes, entre os quais, obras de Aristóteles, Romero, Virgílio, Camões, além de raríssimas coleções como a “Flora Brasiliensis” de Von Martius, a única existente no país, e a “História Natural” de Plínio, o Velho, editada antes da invenção da Imprensa, por Gutenberg. Da Biblioteca, o fogo se alastrou por todo o prédio que também abrigava um museu de história natural, o teatro e os dormitórios dos alunos. Milagrosamente, todos os 90 alunos que, no momento do incêndio, dormiam nos alojamentos acima, se salvaram e ainda conseguiram, heroicamente, socorrer das chamas cerca de 15.000 livros, justamente, os dos séculos XVI, XVII e XVIII, considerados os mais raros. Encerravam-se, assim, de maneira trágica e repentina, as atividades de tão glorioso Colégio.
Na época, um fogareiro elétrico, supostamente, esquecido ligado no cômodo da Encadernação, setor da Biblioteca utilizado para o restauro dos livros, foi apresentado, publicamente, como a causa do terrível sinistro.  Ainda hoje, no museu, posteriormente, criado entre as alvenarias de pedra que restaram do prédio incendiado, o aludido fogareiro elétrico da marca Fame se encontra em exibição, assumindo, oficialmente, toda a culpa pelo ocorrido.
Após o incêndio de 68, o Colégio encerrou suas atividades e o Caraça caiu em situação de desamparo, sendo, completamente, ignorado pelas autoridades governamentais, apesar dos imensos esforços da AEALAC (Associação dos Ex-Alunos, Lazaristas e Amigos do Caraça).
Somente após a redemocratização do Brasil, com a promulgação da Constituição de 1988, o IPHEA (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais), em 1989, procedeu ao restauro de parte do prédio incendiado e, em 1990, ele foi re-inaugurado, passando a abrigar um valioso Museu, um auditório e a atual Biblioteca, composta pelos 15.000 volumes que foram, heroicamente, salvos pelos alunos e padres naquela fatídica madrugada de 28 de maio de 1968. Ainda em 1990, foi criada a Reserva Particular do Patrimônio Natural do Santuário do Caraça, com 12.403 hectares de área, ambientalmente, protegida. O Caraça ainda guarda um órgão de 700 tubos, o primeiro construído em Minas, a “Santa Ceia”, maior tela de Ataíde, mestre-pintor do Barroco Mineiro, contemporâneo e consorte artístico de Mestre Aleijadinho, Academias Literárias, além de várias outras preciosidades, muitas delas, ainda a serem re-descobertas.

Órgão de 700 tubos do Caraça


Santa Ceia de Ataíde, uma das mais identitárias obras de Minas Gerais.  
Atualmente, o Caraça é uma Casa Religiosa que oferece hospedagem aos que procuram conhecer suas belezas naturais, sua história e sua densa cultura (foto abaixo).          

Veja também: 1968, Também para o Colégio do Caraça, o Ano que não Terminou

terça-feira, 23 de maio de 2017

Amnésia Demagógica: Simone Contrata 25 para Descobrir o que Fazer







Recentemente, a prefeita Simone Carvalho anunciou que enviou 25 “pesquisadores” aos bairros da cidade a fim de coletarem dados para a formulação do Plano Plurianual (PPA), que é a peça orçamentária que conterá as diretrizes básicas das ações governamentais a serem implementadas para o quadriênio 2018/2021.
A primeira análise a se fazer é que a prefeita já assimilou com muita propriedade a demagogia com que o ex-prefeito inelegível, Carlos Moreira, manipula o ouvinte da rádio Cultura, conforme seu interesse pessoal de poder. Não é por coincidência que moreira mantém em seu programa o quadro “Pesquisa do Dia”, que ora é utilizado para achincalhar a imagem de seus adversários, sem o devido contraditório, ora é utilizado para desviar a atenção do público de assuntos que realmente o interessam. 
Tal qual o quadro da Rádio Cultura, Simone, agora, utiliza de um considerável cabide de empregos – 25 “pesquisadores”, pagos pelo contribuinte - para tentar desviar a atenção da opinião pública de que não se move na direção do cumprimento de suas promessas de campanha. Se a prefeita, realmente, estivesse preocupada com questões orçamentárias que afetam o PPA, já teria tratado de enviar para apreciação da Câmara o projeto de lei que autorizaria a concessão da chamada taxa mínima de água, ou seja, a prometida água de graça para o povo. Isto ela não o faz, até porque prometeu o que não pode cumprir, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe aquilo que é chamado de renúncia de receita. 
Ora se a prefeita não sabe o que colocar no PPA é muito simples: basta reler seu programa de governo. Além de água de graça, o povo quer ver como resultado das ações de governo os prometidos faculdade de Medicina, remédios entregues em casa, Estação de Tratamento de Esgoto, câmeras no Centro Comercial, novo Centro Comercial, ouvir a população sobre o PA, 4 ônibus da saúde, valorização do servidor, Instituto Médico Legal, etc, etc. O resto é a velha e tão prejudicial demagogia moreirista, apoiada por tantos.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Capitalismo Enviesado Moreirista e o Negócio da China da Pontes de Minas


O empreendedor verdadeiramente capitalista é aquele que se submete ao livre mercado, às regras da livre concorrência e ao risco inerente a todo negócio. É aquele que vence por, livremente, ofertar ao mercado o melhor serviço ou produto pelo menor preço.
Não nos governos influenciados por Carlos Moreira. A orbitar o moreirismo, invariavelmente, encontram-se empreiteiros muito pouco capitalistas, pois não se submetem ao liberalismo econômico. Ao contrário, se prendem com vigor nas tetas do erário, tornando-se a razão de ser do governo. 
Expoente disso foi o pretenso hospital Santa Madalena, improvisado no prédio da antiga Rodoviária ao desperdício de 22 milhões de reais em recursos públicos. O fato de a unidade não ser passível de alvará de funcionamento, em conseqüência de graves e insanáveis irregularidades da obra, comprova que ali o interesse primeiro foi o faturamento das empreiteiras (22 milhões de reais), pouco se importando o resultado. Não é por menos que se encontra interditado e inacabado. Na época, a empreiteira Gervásio Engenharia, de propriedade de sobrinho de Mauri Torres faturou vários contratos na obra do Santa Madalena.
E como ela, houve a Prohetel, que segundo o Ministério Público, causou prejuízo da ordem de 4 milhões de reais aos cofres públicos, no escândalo da Farra do Lixo. Há a ENSCON, a passagem de ônibus maus cara do interior de Minas, envolvida em vários processos por fraude contra a licitação, com condenação recente. Há o caso da Farra dos Permissionários, em que apenas prestadores de serviços “da facção política” de Carlos Moreira foram beneficiados, sem contrapartida, em prejuízo do patrimônio público. Junte-se a eles a empreiteira Pacheco Engenharia, com sede em Viçosa (reduto eleitoral de Rodrigo de Castro) que evaporou o dinheiro do Bingo do Hospital, a empreiteira Geosolos, que, após o escárnio do Santa Madalena, substituiu a Gervásio Engenharia e passou a prestar serviço de reforma no Hospital Margarida. Este último outro caso emblemático, já que, apesar do atraso de salário de médicos do CTI, a Geosolos não deixa de faturar. Atrasa-se o salário de médicos, mas jamais o faturamento da Geosolo. Será que uma instituição que não tem dinheiro para pagar médicos em dia pode se dar ao luxo do mármore e do granito? Então, onde reside o interesse público? Na prestação do serviço essencial de saúde ou no faturamento de empreiteiros? O Bingo que o diga.
Outra empreiteira que agora se vê senhora de um verdadeiro negócio da China, junto à prefeitura, é a Pontes de Minas. A Pontes de Minas, que, contratualmente, presta o serviço de limpeza publica, apos terceirizado no governo de Teófilo Torres, agora atinge o ápice do capitalismo moreirista. Já não executava o serviço a contento, eis que a cidade nunca se encontrara tão suja quanto nos últimos 4 anos, assim como a Gervásio Engenharia não entregou um hospital de 100 leitos para o povo, assim como a Pacheco não realizou o Bingo, assim como a Geosolos não entregou um novo telhado para Hospital, pois apesar de tê-lo trocado, chove dentro do Margarida, etc. Mas a Pontes de Minas passou para uma situação muito mais cômoda. Embora esteja contrata para prestar o serviço de limpeza urbana, faturando mês a mês, agora, a prefeita Simone Carvalho, por meio do programa “Melhorando seu Bairro”, passou a empregar funcionários e insumos públicos para prestar o serviço que se encontra terceirizado e deveria ser realizado pela Pontes de Minas. Enquanto fatura milhões, a Pontes de Minas não precisa mais contratar funcionários, manter quadro de pessoal, pagar pelos insumos nem nada. A prefeitura faz o serviço. A vida é muito boa para o empreiteiro moreirista!
E o eleitor ainda cai no engodo “da força do povo”. Povo que nada! O moreirismo é a força do empreiteiro parasitário, incompetente, que fatura alto e não entrega ao povo o contratado. Agora, para ter um cidade minimamente limpa, o cidadão tem que pagar duas vez, uma através do serviço prestado pela prefeitura, outra pelo faturamento da empreiteira contratada. Enquanto isso, uma meia-dúzia se enriquece e para o povo faltam saúde, asseio público, transporte público eficiente a preço módico, hospital Santa Madalena, Bingo (recurso para HM), telhado eficiente para o Margarida, recursos financeiros que poderiam ser investidos em outros setores, etc, etc.

Apresar de Proibido de Contratar com Poder Público, Carlos Moreira Segue nas Programações das Rádios



Nas várias condenações por ato de improbidade administrativa que pesam contra Carlos Moreira, invariavelmente, o ex-prefeito também é condenado à proibição de contratar com o Poder Publico. 
No caso, por exemplo, da Farra das Permissões de Uso, em que Carlos Moreira concedeu inúmeras permissões de uso de imóveis públicos, sem a devida licitação, observando apenas critérios políticos e “favorecendo , evidentemente, àqueles que se alinhavam à facção política do prefeito”, nos termos do voto do relator do processo, o ex-prefeito também foi condenado à proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de 5 anos, além de, obviamente, a já conhecida perda dos direitos políticos pelo mesmo prazo.
Recentemente, em nova condenação por ato de improbidade administrativa, Moreira foi novamente proibido de contratar com o Poder Público por mais 3 anos, além de outras. 
A proibição de contratar como o Poder Público atinge as três esferas de governo, municipal, estadual e federal e significa que, pelo prazo assinalado, o ex-prefeito permanece vetado de celebrar qualquer contrato, seja formal ou informalmente, com a Administração pública direta ou indireta.
Se Carlos Moreira está proibido de contratar com o Poder Público, ele não pode participar da edição e realização da programação da Rádio Cultura, pois a radiodifusão é considerada serviço de natureza pública, outorgado pela União. Ora, sem Moreira se encontra impedido de contratar com o Poder Público, ele não pode participar da elaboração e da realização de um serviço público, como faz nas rádios Cultura e Global, onde mantém programas, com os quais exerce a manipulação política do eleitorado. Para se ter uma ideia, a atual prefeita Simone Carvalho já teve o mandato cassado, liminarmente, as contas de campanha reprovadas em 1ª e 2ª instâncias e, até o momento, o noticiário da Rádio Cultura não divulgou absolutamente nada a respeito. O nome disto é manipulação política, imprensa tendenciosa e censura política. 
É preciso compreender que situações absurdas, como a dos 22 milhões de reais jogados fora na tentativa fracassada de adaptar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo terminal rodoviário, além de tantas outras que o tornaram inelegível, têm origem na manipulação política que Carlos Moreira faz na rádio Cultura e, mais recentemente, na rádio Global. Então, diga não a qualquer forma de manipulação política. Exija o cumprimento das condenações dos corruptos. Diga Moreira, fora da Rádio Cultura!

Teatro no Processo do Bingo do Hospital Margarida

A empreiteira de engenharia civil denominada Leonardo Pacheco ME, com sede em Viçosa, reduto eleitoral de Rodrigo de Castro, e contratada pelo atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, ao custo de R$ 40.000,00, para realizar o, até então, beneficente Bingo do HM, sob a justificativa de que a realização de tal evento demanda o emprego de complexos conceitos de engenharia, não compareceu a audiência de conciliação designada para o ultimo dia 10 no Fórum local. 
Depois de suspenso o Bingo pela Justiça, a empreiteira, que, segundo o provedor era muito gabaritada e possuía capacidade econômica para a realização do evento, responde a processo para devolver o valor correspondente às cartelas adquiridas pela população, orçado em 1 milhão de reais.
Até agora, nada do dinheiro, apesar de uma determinação judicial para fazê-lo. Estranho também é o fato de o provedor não ter requerido, judicialmente, o bloqueio de bens e/ou de ativos financeiros sob a titularidade da empreiteira para garantir a devolução dos valores das cartelas. De modo que, até o momento, a pretensão judicial aviada por José Roberto Fernandes à Justiça com vistas à devolução do dinheiro do Bingo não passou de uma peça de teatro, pois não foi acompanhada de requerimento de medidas duras, mas necessárias à garantia da devolução dos valores.

Rotativo Abusivo


Vejam o valor da multa aplicada no sistema de estacionamento rotativo vigente no Município para a descrição “não possui crédito eletrônico ativo” : R$ 195,23 (cento e noventa e cinco reais e vinte e três centavos) e cinco pontos na carteira. É mais cara do que a taxa de licenciamento anual! 
O grande problema, para não dizer o grande ilícito, do Rotativo é que, para o usuário controlar o crédito que tem, necessita da aquisição de um Smartphone, que também não é barato, e da contratação do serviço de internet para o Smartphone, ambas situações vedadas por lei. Não se pode subordinar a prestação de um serviço à aquisição de um produto e a contratação de outro serviço. É o que dispõe o Código de Defesa do Consumidor:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:
I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;
[...]

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Enquanto isso, no Hospital Margarida...



Enquanto o faturamento de empreiteira que já reformou o Margarida 3 vezes jamais atrasa, existem, no CTI, médicos sem receber o salário há 3 meses no Hospital .
Como todo grande hospital, o HM é cliente recorrente dos Correios. Correspondência, exames, aparelhos, etc, são despachados e recebidos todos os dias. Atualmente, o Margarida tem apenas recebido encomendas dos Correios que, por falta de pagamento, não tem podido remeter as postagens do Hospital. O Margarida está devendo também aos Correios. 
Funcionário do setor administrativo do Margarida, que pediu para não ser identificado, a fim de não sofrer perseguição, disse que o real motivo de o provedor José Roberto Fernandes ter instalado catracas nas portarias do Hospital foi para dificultar o acesso de quem comprou cartela do Bingo suspenso pela Justiça e, agora, cobra pela devolução dos valores. Ainda segundo o funcionário, José Roberto tem demonstrado muita irritação diante da cobrança pela devolução dos valores pagos pelas cartelas do Bingo e não quer saber de cobradores no Hospital.

Manipulação Política e Cassação de Simone



Vinda de uma candidatura caracterizada como evidente esquivo à condição de inelegibilidade do ex-prefeito Carlos Moreira, não é de surpreender o processo de cassação de Simone, fundado em abuso de meio de comunicação social. 
Uma vez suspensos seus direitos políticos, mediante inúmeras condenações judiciais, Carlos Moreira lançou a candidatura da até então desconhecida Simone Carvalho, participando ativamente de toda a sua campanha, inclusive dos materiais de propaganda impressa e eletrônica, até mesmo a emprestar-lhe o sobrenome, passando então a se chamar Simone Moreira, para que transferisse os votos que obtém no processo de manipulação política que comanda na Rádio Cultura, de modo a se manter a influenciar o poder local.
O fundamento do processo de cassação de Simone não causa espanto porque não advêm de uma prática pouco usual por parte de Carlos Moreira. Pelo contrário, Simone e Fabrício Lopes sofrem imenso risco de terem os mandatos cassados pela Justiça pela prática do mesmo ato cometido, diuturnamente, por Carlos Moreira na Rádio Cultura, que é a manipulação política de meio de comunicação. A diferença é que a manipulação previamente apurada em procedimento investigatório do Ministério Público, que instrui o processo de cassação, se deu em outro veículo de comunicação, o jornal O Celeste. Em outras palavras, Moreira simplesmente levou para o jornal o modelo de manipulação política que há décadas é levado a cabo na Rádio Cultura. Mas, desta vez, o tiro saiu pela culatra. O Ministério Público detectou a manipulação, realizou procedimento prévio de investigação e pediu, liminarmente, a cassação de ambos, prefeita e vice, o que, prontamente, foi deferido pela Justiça Eleitoral, informação esta jamais divulgada pelo noticiário da Rádio Cultura. A cassação agora segue para ser confirmada em sentença, com audiência de instrução e julgamento designada para o próximo dia 31. 
O motivo é que não é fácil comprovar a manipulação política na programação de uma rádio. Depende de horas de monitoramento, de horas de gravação do conteúdo, de degravações, etc. Já em relação a jornal é muito mais fácil. Cada edição é prova documental, é modalidade de prova robusta, praticamente, irrefutável, pois permanece tudo escrito no papel. Documentar o ilícito nunca é uma boa ideia. 
Como visto, há jornalista em João Monlevade que não compreende que, sob o ponto de vista técnico, não existe Democracia em ambiente de manipulação dos meios de comunicação. Uma democracia básica se constitui pela independência dos 3 Poderes, eleições periódicas e Imprensa Livre! 
Assim, para o Direito Eleitoral, a manipulação dos meios de comunicação é sim considerada hipótese que corrompe o processo democrático de escolha dos candidatos, caracterizando situação gravíssima e suficiente para ensejar a cassação de prefeita e vice-prefeito.

Carlos Moreira, Mauro Lara e ENSCON Condenados pelo Tribunal



Na semana passada (25/04/2017), o ex-prefeito Carlos Moreira (na foto com seu séquito de seguidores) foi, novamente, condenado por ato de improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. 
Trata-se de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público em que Carlos Moreira foi acusado de contratar, em 2001, a ENSCON Viação LTDA, empresa concessionária do serviço de transporte público em João Monlevade, para fornecer vale-transporte específico a estudantes cadastrados na Secretaria Municipal de Educação, sem prévio processo licitatório. Posteriormente, em 2005, a ENSCON foi, novamente, contratada, também sem licitação, para o fornecimento de passagens para estudantes do ensino público. Segundo a decisão, além de contratada sem a devida licitação, a Enscon passou a prestar o próprio serviço de transporte de estudantes , alterando, irregularmente, o objeto das contratações que já eram ilícitas. 
De acordo com o relator do processo, o Desembargador Jair Varão, “ restou demonstrado que os requeridos (Moreira e Mauro Lara) violaram a regra da necessidade de licitação com o claro intuito de direcionar a contratação para sociedade empresária” (ENSCON).
Além de Carlos Moreira, também foram condenados por unanimidade de votos, o proprietário da ENSCON, Mauro Lara, e a própria ENSCON VIAÇÃO LTDA.
O réu Carlos Ezequiel Moreira foi condenado à suspensão dos seus direitos políticos pelo prazo de cinco anos, pagamento de multa civil de 5 (cinco) vezes o valor da remuneração que percebia no cargo de prefeito e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios direta ou indiretamente do Poder Público Municipal, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. O réu Mauro Severino Lara foi condenado à suspensão de seus direitos políticos pelo prazo de três anos, bem como a proibição de contratar com o Poder Público Municipal ou dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. A ré Enscon Viação Ltda foi condenada à proibição de contratar com o Poder Público Municipal ou dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

Melhorando seu Bairro


A prefeita Simone Carvalho lançou no início da semana passada, no Bairro 1º de Maio, o Projeto Melhorando Seu Bairro, que inclui a capina e a limpeza de ruas e logradores públicos. 
Que Monlevade se encontra imunda, necessitando de um grande mutirão de limpeza ninguém tem dúvida. No entanto, é preciso que a prefeita tome o cuidado para não incorrer em ato de improbidade administrativa. É que já existe uma empresa contratada pelo Município ( a Pontes de Minas) para realizar o mesmo serviço. O Município não pode empenhar pessoal e maquinário públicos para realizar um serviço específico já licitado a uma empreiteira. 
A Pontes de Minas deve estar achando ótima a situação: a Prefeitura faz o serviço enquanto a empreiteira seque a faturar alto. Aliás, o projeto lançado pela prefeita apenas comprova que, apesar de custar milhões aos cofres públicos, a terceirização do serviço de limpeza pública não consegue manter a cidade, devidamente, limpa. E no final das contas, o contribuinte paga 2 vezes pelo mesmo serviço.

Ônibus da Saúde


No domingo (21), a prefeita Simone Carvalho participou de evento realizado no bairro Cruzeiro Celeste, em que o Ônibus da Saúde, uma de suas promessas de campanha, foi apresentado à comunidade, apesar de o veículo adaptado para receber os consultórios médico e odontológico se encontrar na oficina, em manutenção. Ou seja, até o momento, nada do prometido ônibus da Saúde, lembrando que foram prometidas ao eleitorado nada menos do que 4 unidades do mesmo, como consta da propaganda eleitoral anexa. 
Na saúde, como nos demais setores, Simone segue a linha política do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira de adaptar e improvisar estruturas destinadas à prestação dos respectivos serviços. Foi assim com a tentativa absurda e fracassada de improvisar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo Terminal Rodoviário, ao custo de 22 milhões de reais e, agora em escala menor, ocorre o mesmo no caso de ônibus adaptados como consultórios médicos e odontológicos.
O mínimo de bom-senso sanitário informa que tais veículos não oferecem as condições mínimas exigidas para o funcionamento de um consultório médico ou odontológico. Como higienizar, sanitariamente, um ônibus velho e enferrujado? Como manter uma temperatura interna, minimamente, suportável aos pacientes num ônibus estacionado na rua, sob o sol? No caso dos consultórios odontológicos, por exemplo, os dejetos do cuspidor são canalizados por um mangote que os despeja, diretamente, na rede de drenagem da água da chuva, geralmente um bueiro, o que viola o Código de Posturas e contraria qualquer noção sanitária, minimamente, aceitável.
Como se vê, onde está Carlos Moreira, seja diretamente ou por meio de sua preposta, o resultado para saúde de João Monlevade é o improviso, a gambiarra e o absurdo sanitário. Aliás, depois dos mais de 22 milhões de reais castos no interditado prédio da antiga rodoviária (hospital Santa Madalena), como é que Simone e Carlos Moreira têm coragem de colocar o povo para ter atendimento médico dentro desses paus-de-arara imundos e claustrofóbicos que são os ônibus da Saúde?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Greve


A prefeita Simone Carvalho completa os 100 primeiros dias de seu mandato com um grande e suculento abacaxi para destacar.
Trata-se de um crescente movimento grevista por parte do funcionalismo público municipal que reivindica a perda salarial dos últimos anos e apresenta também uma característica incomum. Nos bastidores do movimento, nota-se uma dicotomia muito grande entre servidores concursados e comissionados, em que os primeiros acusam os segundos de não possuir conhecimento técnico necessário para o cargo, de ficar muito tempo à toa ou nas redes sociais e de receber gratificações desmerecidas, já que pouco trabalham. 
É um começo difícil para Simone que, apesar de já transcorridos os primeiros 100 dias de seu governo, ainda não consegui imprimir personalidade própria a seu mandato.