quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O Principal Produto da Fábrica de Ferro Monlevade





Muito distantes daquele discurso romanceado comumente utilizado para descrever o pioneiro empreendimento metalúrgico de João Antônio de Monlevade como “uma pequena forja catalã, fabriqueta de enxadas e artigos para a agricultura”, as peças dos museus e os documentos históricos revelam o contrário, uma indústria pesada, de grande escala e engajada, sobretudo, no fornecimento de artefatos de ferro empregados na mecanização do processo de mineração de ouro e, portanto, diretamente ligado à economia mineradora e não à agricultura, como se conta, inserindo, com muita propriedade o Município no mapa da Estrada Real. O fenômeno da deturpação histórica é corriqueiro no Brasil e afeta com grande intensidade tudo que se relaciona com a Ciclo do Ouro em Minas Gerais. Assim como Monlevade é associado à agricultura o mineiro é tomado pelo estereótipo de caipira, apesar de as Minas terem se estabelecido por meio de núcleos urbanos ordenados a que se impunham severas regras de arruamento e posturas. O propósito é esfacelar a identidade brasileira, porque, assim fica muito mais fácil sabotar o país em benefício de uma elite parasitária e infecunda, como se tem exacerbado nos últimos anos. Se o mineiro tivesse consciência de sua história, de sua identidade, do que Minas representa, já teria deflagrado um revolta contra o que ocorre no Brasil, como, por muito menos, fez Felipe dos Santos e tantos outros. 
Uma consulta ao Catálogo de Preços da Fábrica de Ferro de Monlevade revela que ela produzia enxadas, foices, machados, ferraduras, cravos, ferramentas para ferrar, pregos, fechaduras para portas, tachos, bigornas, aguilhões, ferro em barras, argolas para eixo, cavilhas, ferragem completa para carro de bois, engenho de serra “e mais todos os objetos precisos para o uso, e concertos de toda natureza, por preços cômodos”. Monlevade produzia de tudo que podia ser feito de ferro naquela época. De fato, seu o produto mais popular era a enxada. No entanto, não era o principal produto da fábrica.
Em 1853, Monlevade escreveu que “por dia rende a fábrica 30 arrobas (450 quilos) de ferro quase todo reduzido em obras, principalmente em mãos de pilões para as Companhias Inglesas, e Mineiras Brasileiras...” Como se vê, segundo registro do próprio Monlevade, o principal produto de sua Fábrica era as mãos de pilões para as companhias inglesas e mineiras e não ferramentas para a agricultura, como muitos dizem. O que Monlevade chama de “mãos de pilão” são, na verdade, as cabeças de ferro dos trituradores do denominado Engenho de Eschwege, muito utilizado naquela fase da mineração para triturar o quartzito aurífero e dele lavar o ouro nas companhias mineradoras inglesas que se instituíram às dezenas por toda a Minas Gerais, a partir de 1825.
Naquela época, o ouro de aluvião, tão facilmente, encontrado sob a superfície do solo, às margens dos ribeiros e julgado inesgotável, dava sinais claros de exaustão. Era preciso trabalhar os veios, de onde o ouro de aluvião se originava. Para tal, novas técnicas e equipamentos foram introduzidos na mineração regional, principalmente, pelas companhias inglesas. Uma delas foi o emprego do Engenho de Eschwege, que consistia numa grande roda d’água, acoplada a um eixo giratório que transmitia a força necessária para erguer uma série de pilões de madeira, cujas as bases eram pesados blocos de ferro . O eixo girava, erguendo os pilões que , com meia volta, perdiam o apoio e caiam sobre a rocha, triturando-a , num movimento de sobe e desce contínuo. 
O aludido engenho levou o nome de seu inventor, o Barão de Eschwege, metalúrgico alemão que, a exemplo de Monlevade, veio para o Brasil, na leva de exploradores que se seguiu à transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808, a fim de estudarem as riquezas naturais do país. O Engenho de Eschwege aumentou muito o rendimento das Minas de Ouro, naquele período.
No Museu do Ouro em Sabará existe um exemplar do Engenho de Eschwege, que, por 50 anos funcionou em Brumal, Santa Bárbara . Nele é possível verificar a série de oito trituradores, cujas cabeças de ferro de 80 quilos, cada uma, eram o principal produto da Fábrica de Ferro de João Antônio de Monlevade.
Se você nunca viu algo produzido por Monlevade, deleite-se com visão destes oito aríetes, devidamente, equipados com as cabeças de ferro forjadas em sua Fábrica. A fita perimétrica na foto demonstra que, infelizmente, a estrutura deste belo e, talvez, último exemplar do Engenho de Eschwege se encontra instável, demandando por restauração, tendo uma das cabeças de ferro se soltado do pilão de madeira, situação que, embora lamentável, permite verificar que as mesmas apresentam um cabo concêntrico por meio do qual eram conectadas aos pilões de madeira e fixadas com duas argolas quadradas. Todas forjadas pelo Martelo-Vapor de Monlevade. 
A produção em escala de tais artefatos de ferro insere Monlevade diretamente na economia mineradora, ao mesmo tempo, que reafirma o caráter industrial de seu empreendimento, pois, como consistiam em insumo produtivo, as mãos de pilão podem ser caracterizadas como bens de capital. Era um produto muito demandado. Estima-se que, naquela época, funcionavam cerca de 50 Engenhos de Eschwege na região de Sabará, Santa Bárbara, Caeté e Nova Lima, cujas cabeças de ferro forjado precisavam ser substituídas após 90 dias de trabalho contínuo. 
Pelo peso e número das peças, é improvável que as mão de pilão eram transportadas da Fábrica de Monlevade até as companhias mineradoras em lombo de mulas. Monlevade abriu na região uma considerável rede de estradas carroçáveis, ergueu pontes sobre os rios Piracicaba e Santa Bárbara e contava com carros de bois de quatro rodas e "carretões à moda europeia", cujas ferragens ele mesmo fabricava. Eles eram conduzidos por seus escravos, utilizados nos trabalhos de sua fábrica e para o transporte de sua produção. Houve carretão de Monlevade que levou um aguilhão de ferro forjado com 900 quilos de peso para a Mina do Morro Velho, em Nova Lima. Peças maiores foram transportadas para a Mina do Gongo Soco. Muito provavelmente, as mãos de pilão também eram transportadas nos carretões de Monlevade. 
Pode-se dizer que foi a produção dos artefatos de ferro da Fábrica de Monlevade que viabilizou, tecnicamente, a última fase da mineração do ouro em Minas Gerais, marcada pela mecanização e não apenas pela utilização do Engenho de Eschwege, como também pelo emprego de vagonetes sob trilhos nas galerias subterrâneas. No Museu Monlevade, atualmente, destelhado e fechado à visitação, existe um exemplar destes vagonetes. 
A herança linguística desta ultima fase da mineração do ouro deixou traços que ainda podem ser observados no jeito de falar do mineiro. Foi convivendo com os ingleses das companhias mineradoras que o mineiro passou a empregar em seu vocabulário termos como “Sô”, “Uai” e “Trem”. “Sô” tem sua origem na palavra inglesa “Sir” com a qual os ingleses eram tratados. “Uai” também vem do inglês, “Why”, que significa “Por quê”. Considerando a brasilidade do mineiro e até mesmo o significado da expressão “para inglês ver” o vocábulo “Why” devia ser a palavra que o mineiro mais ouvia de seu patrão inglês: Por quê? Por quê? Por quê? E “Trem” tem sua origem em “Train”, que não era o trem de ferro, mas sim o sistema de vagonetes utilizado para extrair o minério aurífero das galerias subterrâneas das minas operadas pelas Companhias Inglesas.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Por que o Brasileiro é tão desonesto?


Atualmente, salvo raras e valiosas exceções, o brasileiro se tornou alguém que se indigna com toda a escandalosa corrupção que se vê em Brasília, mas que no seu dia a dia não acredita na ética, não a pratica e age conduzido pela Lei de Gerson, tentando tirar vantagem de qualquer situação que se apresente. Mas, por que isso acontece? Afinal, como já disse Leandro Karnal, “não existe governo corrupto em país de gente honesta”.

Diante desta questão, o primeiro entendimento que se deve ter é que a assombrosa corrupção que afeta o país se trata de fenômeno contemporâneo, nem sempre fomos assim. Se analisarmos, por exemplo, o período da história brasileira que vai da proclamação da República à ascensão de Vargas, quando o Brasil viveu a chamada “ La Belle Epoque”, encontraremos uma sociedade influenciada por fortes conceitos éticos em que havia respeito, responsabilidade e o agir ético era considerado uma virtude. As fotos da época revelam que naqueles idos a grande maioria dos homens usava bigode e era por uma razão ética. Garantia-se a palavra assumida entregando ao credor um fio do próprio bigode. Daí a origem do termo fiança. 
Hoje, vigora a desonestidade geral. Não se iluda. A corrupção generalizada que se vê em Brasília é reflexo direto da desonestidade comum que afeta o cotidiano do brasileiro. Então, por que somos um povo tão desonesto, atualmente? A resposta é simples. Ninguém nasce ético. Ética é questão de formação, de um modo ou de outro. Aquele modelo de família rígido e patriarcal que vigorou, plenamente, até o final da “La Belle Epoque”, chamado de “berço”, que fazia sua formação ética na Igreja e detinha a responsabilidade de transferi-la aos filhos não existe mais em função da adoção de novos costumes introduzidos pela modernidade e da fissão entre Estado e Igreja. Nota-se, então, que, durante seu processo de modernização, o Brasil perdeu as duas instituições que, historicamente, se atribuía a formação ética de seu povo. E sem meios de formação ética não há como se esperar por um contexto, minimamente, ético. 
Na era moderna, duas instituições são fundamentais na formação ética e na circulação dos conceitos éticos do Estado Moderno: a escola e a mídia. 
Ocorre que, na escola pública brasileira contemporânea, ética não é disciplina obrigatória. O Brasil forma professores, jornalistas, engenheiros, etc, que nunca tiveram uma lição de ética na vida, não conhecem a ética como disciplina. Aliás, o modelo de escola pública nacional se encontra, totalmente, falido e não tem conseguido, sequer, alfabetizar o aluno. Atualmente, o Brasil tem 50 milhões de analfabetos funcionais, que são aqueles que lêem, mas não compreendem a que foi lido. E se não alfabetiza, também não pode ser efetivo na formação ética ou em qualquer outra.
Concomitantemente, o Brasil contemporâneo tem ainda um modelo de grande mídia, que são as novelas da Rede Globo, que não faz circular os conceitos éticos, muito pelo contrário, circula todos os maus exemplos de comportamento desonesto que se pode imaginar. É preciso ter em mente que todo comportamento que é veiculado pela grande mídia, invariavelmente, será replicado em massa na sociedade. O brasileiro que interpreta o Brasil a partir das novelas da Rede Globo chega à conclusão de que a sociedade brasileira é, inevitavelmente, desonesta e que, se ele não seguir o mesmo caminho, não conseguirá nada da vida.
Assim, se de um lado no Brasil contemporâneo, não há formação ética e, de outro, a grande mídia, intencionalmente, só faz circular os conceitos de desonestidade, não há como se instituir um país honesto. Então se você está indignado com a desonestidade que afeta o país, o primeiro passo é não repetir os comportamentos exibidos pelas novelas globais. Saiba que a Rede Globo foi fundada em 1965 no contexto do Golpe Militar com apoio decisivo do poderoso grupo de mídia estadunidense Time Life. Uma das doutrinas de formação da Rede Globo é que o Brasil jamais encontre condições de sobrepujar a hegemonia estadunidense no continente. Por isso o parâmetro de comportamento apresentado ao Brasil pela Globo é a desonestidade. A disseminação da corrupção generalizada é o meio mais eficaz de se sabotar um imenso país. Sentimos isto na pele, atualmente. O segundo passo é cobrar e lutar por um modelo de escola pública que seja, realmente, eficiente, que prepare para a vida e que adote a ética como disciplina. O terceiro é cobrar e lutar pela reforma dos meios de comunicação para que o Brasil possa adotar um modelo de grande mídia capaz de se alinhar aos interesses nacionais. 

Ética não dá em árvores! Ética se forma e se foi possível formar a ética do povo brasileiro no passado, também podemos fazer o mesmo para o futuro.

Falta D´Água no Bairro do Vice-Prefeito



A Vila Tanque, bairro do vice-prefeito cassado Fabrício Lopes, tem sofrido muito com o abastecimento de água tratada, não apenas pela falta recorrente de água, como pela péssima qualidade dela. 
Como ocorre com todas as comunidades do entorno da Usina, o Bairro Vila tanque tem parte do abastecimento de água tratada mantida pelo DAE e outra parte pela Arcelormittal. Alguns bajuladores dizem que a Arcelormittal fornece água de graça para os moradores, o que não é verdade. É que, principalmente, durante a noite a Sinterização emite colunas imensas de pó que toma tudo o que alcança e só pode ser retirado com muita água e horas de trabalho. Agora, que as atividades do Alto-Forno e da Sinterização se encontram suspensas em função de uma parada programada, é possível perceber como os carros, as vidraças, janelas, calhas, terreiros e passeios têm ficado livres do pó. Então, trata-se de uma compensação ambiental e não água de graça.
Acontece que já há algum tempo a Arcelormittal não dá manutenção na rede de adutoras e reservatórios que se estendem do morro ao fundo da Igreja N. S. de Fátima e alcança a mata do Clube Embaúba, de modo que o sistema se encontra, atualmente, cheio de vazamentos. Há casos de vazamentos na rede que a água desperdiçada acumula nos quintais das casas, formando criatórios de mosquitos, como ocorreu no ano passado na Escola Eugênia Scharle. O que a Arcelormittal faz é manter um carro-pipa que roda o dia inteiro abastecendo o primeiro reservatório abaixo do Clube Embaúba, cujo abastecimento d’água também foi cortado pela Arcelormittal.
De um lado, tem-se um governo que finge que os bairros do entorno da Arcelormittal ainda são de responsabilidade da Usina, abandonando-os. De outro, o grande capital que não é fiscalizado em nada, não é chamado a assumir suas responsabilidades junto à comunidade e que sequer limpa a própria sujeira que faz. No meio, uma comunidade que não conhece os seus direitos e endeusa a multinacional em troca de cada vez menos postos de trabalho, sem compreender que o grande capital só se encontra aqui instalado em função da lucrativa exploração dos recursos locais, como o riquíssimo ferro da Mina do Andrade, a água do Rio Piracicaba, a mão-de-obra monlevadense, a ferrovia, etc. 
E no que diz respeito ao abastecimento d’água, o resultado não poderia ser outro senão a águas suja ou a falta dela na torneira.

Sobre o Parecer do MP na Cassação de Simone


Parecer de Ministério Público não vincula voto de desembargador. O ex-prefeito Gustavo Prandini, atualmente, auto-exilado em Juiz de Fora, teve parecer favorável do Ministério Público para ser cassado no TRE, mas, nos votos dos desembargadores, foi absolvido.
O TRE/MG é político como todo tribunal. Assim, a confirmação da cassação de Simone e Fabrício vai depender muito mais de articulação política do que qualquer outra coisa. Internamente, existe articulação política até para se chegar ao resultado de qual tese jurídica deva prevalecer.
Matéria jurídica para cassação existe, até porque o parecer do Ministério Público foi muito pouco técnico ao argumentar que se as matérias veiculadas no jornal O Celeste não fossem verdadeiras os candidatos prejudicados teriam ajuizado ações de direito de resposta na Justiça Eleitoral, coisa que, de fato, não ocorreu. Ora, não é porque não houve processo que o ilícito não ocorreu. Diariamente, ocorrem inúmeros ilícitos que jamais serão levados ao conhecimento da Justiça. O Parecer do Ministério Público foi político, o que não surpreende. 
Se os agentes políticos que apoiaram a candidatura de oposição, como o deputado Nozinho e o governo de Minas, tiverem força para articular o cumprimento da lei junto ao TRE, Simone será cassada. Do contrário, será absolvida.

Clip Comemorativo dos 200 Anos da Chegada de Monlevade




Acho que qualquer pretexto já é suficiente para se comemorar Monlevade. João Antônio de Monlevade é um dos personagens mais importantes da história de Minas Gerais. Foi pioneiro e visionário em vários sentidos, além de autor de feitos decisivos para história de Minas que só poderiam ser realizados por ele e mais nenhum outro, naquela época. E ao contrário do que, comumente, se diz ou lê a respeito de sua obra, seu empreendimento aqui instalado não se tratou de “uma pequena forja catalã fabricante de enxadas e ferramentas agrícolas”. Muito mais do que isso, a “Soberba Fábrica de Ferro de Monlevade”, nas palavras de Guido Thomaz Marlieri, representou a indústria pesada da época, pois era equipada de pesado maquinário, no qual se destaca nada menos que a primeira máquina a vapor empregada em método industrial no Brasil, o desconhecido Martelo-Vapor de Monlevade, importado da Inglaterra por meio de inédita e arriscadíssima navegação pelos rios Doce e Piracicaba e capaz de forjar peças de ferro de mais de 900 quilos de peso que eram acomodadas em carretões de quatro rodas tracionados por várias juntas de bois e transportadas, de São Miguel para as Minas de Ouro de Morro Velho, em Nova Lima, Pari, em Santa Bárbara, Gongo Soco, em Barão de Cocais, etc. Monlevade foi o principal fornecedor de artefatos de ferros para as Companhias Mineradoras Inglesas que se instalaram às dezenas por toda a Minas Gerais, a partir do primeiro quartel do sec. XIX, e empregavam processos e equipamentos industrias na mineração do ouro, como o trem-minerador, um sistema de trilhos e vagonetes que retirava o minério aurífero das galerias subterrâneas e o Engenho de Eschwege, uma roda hidráulica acoplada a um conjunto de trituradores que, previamente, processavam o minério para lavagem do ouro, o que aumentava muito a produção da minas. Era Monlevade quem produzia as cabeças de ferro dos trituradores dos engenhos de Eschwege, que precisavam ser substituídas a cada 90 dias de trabalhos ininterruptos na Minas de Ouro. Muito mais do que em relação à agricultura, a história de Monlevade está, diretamente, ligada à última fase da mineração do ouro em Minas, o que insere o Município de forma muito especial no mapa da Estrada Real, outra situação completamente desconhecida. Durante os 50 anos em que funcionou sob seu comando, a Fábrica de Ferro de Monlevade foi, de longe, a mais importante do Império Brasileiro. 
Então, Monlevade apresenta todos os motivos para ser festejado a todo o momento. Circula no Youtube clip comemorativo aos 200 anos da chegada de João Antônio de Monlevade ao Brasil. O bom é que abandonaram aquela idéia errônea da comemoração dos 200 anos de chegada de Monlevade a São Miguel. Antes de se instalar em São Miguel, Monlevade passou anos viajando por Minas Gerais, estudando e enviando relatórios mineralógicos para a Escola Politécnica de Paris e chegou a morar em Sabará e Caeté, onde instalou fornos e amargou imensa dificuldade de produção pela falta de matas para fazer o carvão. Monlevade só vem a se instalar em São Miguel a partir de 1824, aproximadamente. Documento histórico comprobatório disso existe, é sua sesmaria. A data de fixação de Monlevade em São Miguel é a data da concessão de sua sesmaria. Então é correto, sensato e justo que esperemos 7 anos para comemorarmos a chegada de Monlevade a estas terras. 
Agora, o que nos traz insatisfação é ver que empresa envolvida no escândalo da Farra do Lixo, ocorrido no governo Carlos Moreira, que segundo o Ministério Público, trouxe um prejuízo de 4 milhões de reais aos cofres públicos municipais, patrocina o clip. Nos países desenvolvidos, onde existe parâmetro ético e, portanto, desenvolvimento, patrocinadores envolvidos em escândalos públicos de corrupção são, imediatamente, excluídos ou desconsiderados. Aqui, no país da corrupção, eles têm publicidade garantida. Não é por menos que aqui impera o subdesenvolvimento. 
Outra coisa que também chamou a atenção no clip foi o disparate em apresentarem imagens do Museu Monlevade, como ele se encontra, atualmente, ou seja, destelhado e com as peças, sobretudo, as de madeira, ao relento, perdendo-se sob efeito das intempéries. No país do subdesenvolvimento se comemora bicentenário de fato histórico com o acervo do museu (foto), que deveria preservar a memória do comemorado, se perdendo por falta de telhado, consideração, visão e fiscalização.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A Cara do Provedor no Letreiro do Hipermercado


Leio agora no blog do jornalista que também se mete a marketeiro político que o Hipercomercial Monlevade fechou parceria com o Hospital Margarida. Trata-se de um projeto que permite ao consumidor doar o troco ou parte dele ao HM, quando efetuar compra no Hipermercado, a exemplo do que já ocorre na unidade do EPA em João Monlevade, onde é possível doar para o Hospital da Baleia pelo mesmo sistema. Trata-se de episódio que leva a três reflexões. 
A primeira, que o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, depois de desgastar em demasia sua própria imagem com os inúmeros equívocos e arbitrariedades que cometeu, como o despejo e a perseguição à AAHM, o cancelamento judicial do Bingo, a não devolução do valor pago pelas cartelas, a falta completa de transparência de onde se encontra o valor arrecadado com o evento suspenso a pedido do Ministério Público, etc, etc, agora busca associar sua imagem à de entidades sólidas locais, na tentativa de fazer comunicar a credibilidade que tais instituições desfrutam junto ao público com sua própria imagem. O ruim é que, da mesma forma que a credibilidade de um comunica com a imagem do outro, o descrédito do outro também pode comunicar com a imagem do primeiro. 
A segunda é que, a completa falta de transparência com que o atual provedor trata a séria questão da contabilidade dos valores arrecadados com o Bingo não inspira a confiança necessária para que se doe nem um centavo para Hospital Margarida. Enquanto, José Roberto Fernandes não devolver cada centavo corrigido, arrecadado com venda das cartelas do Bingo, não merece nenhuma doação. Por isso, sua manutenção no cargo de provedor, depois de arruinar com a credibilidade do Bingo do Hospital Margarida, tem sido tão danosa para a casa de saúde. 
Quem tem interesse em doar ou viabilizar doações para o Hospital Margarida deve fazê-lo por meio da Associação dos Amigos do Hospital Margarida, que é instituição idônea, sem fins lucrativos, que por uma década promoveu o Bingo do Hospital, sem qualquer problema, figurando como a instituição da sociedade civil organizada que mais contribuiu com a manutenção do Hospital nos últimos tempos. 
Agora, quando passo pela Avenida Gentil Bicalho e olho para aquele moderno Hipermercado, só vejo a cara do atual provedor (imagem) naquele letreiro e fico imaginado onde é que foi parar o dinheiro do Bingo do Margarida. Será que está depositado numa conta corrente, poupança? Ou será que está aplicado em títulos públicos? Aplicado em fundos de pensão? De quanto é a taxa de juros? Cadê o dinheiro? Vai devolver com juros ou sem juros?

Será que Leonardo Diniz...



Recentemente, o pivô da cassação dos mandatos de Simone e Fabrício Lopes, o jornal O Celeste (imagem), publicou a manchete que se segue: Será que, se Leonardo Diniz, fundador do PT em João Monlevade, estivesse vivo, aceitaria a traição da maiorias dos petistas com seu filho?

O impresso, que já está em campanha diante da grande possibilidade de realização de novas eleições que ele mesmo deu causa, refere-se à um suposto descontentamento do filho de Leonardo Diniz, o vereador Belmar Diniz, que estaria insatisfeito com o Partido dos Trabalhadores local. 
Mais uma vez chama a atenção a capacidade do periódico de confundir as posições e de inverter a verdade. A pergunta correta não é a estampada naquela manchete. Aliás, sobre o histórico político de Belmar Diniz, as perguntas podem ser muitas. Será que, se estivesse vivo, Leonardo asseitaria o voto de Belmar Diniz a vafor da terceirização do DAE? Será que aceitaria o voto de Belmar a favor do Rotativo? Aceitaria também o voto de Belmar que autorizou a ENSCON deixar de cobrar a passagem em dinheiro a bordo do coletivo? Será que Leonardo ainda asseitaria o fato de a estrutura da campanha majoritária no Bairro Cruzeiro Celeste ter sido, indevidamente, utilizada quase que exclusivamente para pedir votos para Belmar, levando a derrota da coligação integrada pelo seu partido, o PT, por diferença de apenas 126 votos? Será?
Hoje, mais do que nunca, Belmar Diniz é um dos vereadores mais importantes para o Moreirismo. Primeiro, porque durante os últimos 5 anos como vereador votou em todos os projetos de lei decisivos do grupo de Carlos Moreira. Segundo, porque Belmar fez Railton e Laércio perderem as últimas eleições, quanto passou a concorrer com os votos dos mesmos, ao ser, indevidamente, beneficiado com a estrutura da campanha de prefeito e vice no Novo Cruzeiro. E tudo isso para o Moreira é ótimo!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Aumento do Preço da Água e a Isenção da Taxa Mínima


Na semana passada o monlevadense foi surpreendido por mais um aumento da taxa de água. 11,17% de reajuste, contra uma inflação de menos de 3% nos últimos 12 meses. O aumento causa ainda mais indignação quando confrontado com um dos principais eixos de promessas de campanha da prefeita Simone/Carlos Moreira que foi a isenção da taxa mínima de água.
Segundo compromisso firmado com a população na última campanha eleitoral, quem consumisse até determinado volume de água ficaria isento de taxa. A prefeita Simone já cumpriu 8 meses de mandato e ainda não conseguiu enviar para a Câmara o projeto de lei que institui a prometida isenção da taxa mínima, até porque prometeu o que não pode cumprir. A isenção que já foi instituída por Carlos Moreira no passado trata-se de modalidade de renúncia de receita, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e, porquanto vigorou, colocou o DAE numa situação de sucateamento sem precedentes, iniciando o processo de falta d’água recorrente em que o Município ainda se encontra. Ato típico de governo populista como o de Carlos Moreira. Populista é aquela medida que, num primeiro momento recebe clamor popular, mas que não se sustenta ao longo do tempo, trazendo graves conseqüências para a população, posteriormente. Se hoje falta água em seu bairro, é o custo que o cidadão paga pela isenção da taxa implementada no passado para reeleger Carlos Moreira a seu segundo mandato como prefeito.
Também não se pode deixar de creditar o atual aumento da conta de água ao ex-prefeito Teófilo Torres e aos vereadores da última legislatura, com destaque para Belmar Diniz, que aprovaram o projeto de lei 889/2015, autorizando a transferência da incumbência em se fixar e reajustar o valor da tarifa, do DAE para o Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico, com sede em Belo Horizonte. Isso mesmo, o reajuste veio de Belo Horizonte. Sem saber, com tal medida, os vereadores reduziram até suas próprias prerrogativas de fiscalizar a composição do preço da taxa, já que aqui, no Município de João Monlevade, eles são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos. Em Belo Horizonte, não. 
Tal transferência de prerrogativa ainda é outro empecilho para a prefeita cumprir seu compromisso de isenção da taxa mínima, já que, atualmente, cabe ao Consórcio fazê-lo e não ao DAE. Nem adianta dizer que não sabia pois é assim desde 2015.

Geração de Empregos

Na semana passada circulou a informação de que o município de João Monlevade foi o segundo a mais gerar empregos no estado de Minas Gerais. De acordo com o Ministério do Trabalho, Monlevade gerou 2.152, nos sete primeiros meses de 2017. 
Foi o bastante para setores do governo Simone/Carlos Moreira comemorarem a notícia, que soa como um alento neste período de crise vivido pelo país, como se fossem o pai da criança.
Ocorre que o governo Simone/Carlos Moreira não tem qualquer relação com fato. Não há no Município a execução de políticas públicas voltadas para o estabelecimento de ambiente favorável aos negócios ou à geração de postos de trabalho.
O grande número de postos de trabalho abertos no Município se devem, exclusivamente, à obra de manutenção do Alto-forno (foto) e de outros departamentos da Arcelormittal. Estima-se que cerca de 3.000 trabalhadores participarão das obras de reparo na Usina, que devem perdurar por 45 dias.
De modo que, finalizadas as obras de manutenção na Arcelormital, cerca de 3.000 trabalhadores deverão ser dispensados e João Monlevade passará a ser um dos municípios mineiros que mais demitirão no segundo semestre de 2017.

Cavalgada, Alienação Cultural e a Incapacidade de Realização do Governo Simone

A exemplo do ocorrido no ano passado, em 2017, João Monlevade não terá Cavalgada. De certo modo é até um alívio, considerando que a maior festa da cidade se revestiu muito daquele caráter caipiresco, importado dos canaviais de São Paulo, em que prevalece a monocultura enlatada do chamado sertanejo universitário que tem por objetivo transformar o jovem num caipira, pois na roça não existe Polis, no sentido grego do termo. Assim, como um caipira, o jovem se torna inapto a se prestar a agente político do país.
No entanto, com um pouco de conhecimento e vontade política, a Cavalgada poderia se tornar numa festa de celebração das tradições regionais e locais. Poucos sabem, mas a Avenida Getúlio Vargas é um importante trecho da Estrada Real que permitia o acesso de localidades como Sabará, Santa Bárbara, São Gonçalo, Itabira, etc, à Fábrica de Ferro de João Monlevade, à São Miguel do Piracicaba e além. Era pelo traçado que hoje corresponde à Avenida Getúlio Vargas, um dos poucos caminhos carroçáveis da Estrada Real na época, que Monlevade escoava a sua produção por meio de tropas de muares e carretões de quatro rodas puxados por juntas de bois no século XIX. Para se ter uma ideia, havia um carretão puxado por bois que deixava a Fábrica de Ferro de Monlevade, rumando para a direção de Carneirinhos e se dirigia até a Mina de Ouro do Morro Velho, em Nova Lima, levando peça de ferro de mais de 900 quilos de peso. Além do mais, a via também era muito freqüentada pelas variadas tropas que mantinham negócios com Monlevade e por aquelas que utilizavam as duas pontes mantidas por ele sobre o Rio Piracicaba, coisa rara na época. Em 1853, o próprio Monlevade escreveu:

[...]
Enfim, este lugar outrora inteiramente deserto, está hoje muito freqüentado pelas numerosas tropas carregadas de mantimentos que vão para a mata e saem dela, assim como por outras que têm negócios com a casa, todas se aproveitando das estradas, e no tempo de seca de uma das pontes que franqueei ao público. [...]


Vale lembrar também que a região tem grande tradição em tropeirismo. O município vizinho de Itabira detém o título de capital tropeira de Minas Gerais, cujo distrito de Ipoema alberga o Museu do Tropeiro. 
Como se vê, as possibilidades de se transformar a Cavalgada numa festa de cultura regional, formadora da identidade local são infinitas. Mas, a turma que está no poder não quer assim. Então, se for para manter o caráter alienante da festa é melhor até que não se faça.
No entanto, sob o ponto de vista político, a não realização da Cavalgada pode ser encarada como um triste termômetro do governo Simone: um termômetro da incapacidade de realização do governo Simone/Carlos Moreira. A capacidade de realização de qualquer governo depende muito de liderança política. Quando se faz a opção por eleger uma prefeita que é preposta política de um ex-prefeito inelegível, como é o caso de Carlos Moreira, muito desta liderança se perde na confusão sobre quem, realmente, tem a palavra final no governo. 
Além desta perda política natural, que dificulta as realizações do governo, ainda se soma o fato de Carlos Moreira se encontrar esgotado, politicamente. A capacidade de realização política de Carlos Moreira se esgotou com a adaptação do antigo terminal rodoviário num hospital de 100 leitos ao custo de muito mais de 22 milhões em recursos públicos. É preciso que o eleitor compreenda a cassação dos direitos políticos de Carlos Moreira como seu esgotamento político e, por conseqüência, com a incapacidade política de realizar eventos e projetos. Prova disto é que o pouco de realização que se vê na atual administração, como o asfaltamento de ruas já calçadas, por exemplo, se dá por meio da terceirização das ações de governo à empreiteiras que entregam um péssimo serviço à comunidade. Tudo mais que dependa da liderança direta da prefeita ou de Carlos Moreira se encontra estagnado no Município.

Cassados os Direitos Políticos do Ex-prefeito Teófilo Torres


O ex-prefeito de João Monlevade, Teófilo Faustino Miranda Torres Duarte (PSDB), filho do ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais, Mauri Torres, foi condenado à cassação dos direitos políticos pelo prazo de 03 anos, em ação de improbidade administrativa, por ter sido contratado, sem licitação, pelo município de Nova Serrana para prestar consultoria jurídica nas áreas tributária e previdenciária. 
Teófilo também foi condenado à proibição de contratar como Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo mesmo prazo.
Diante da cassação dos mandatos de Simone e de Fabrício e da possibilidade concreta de realização de novas eleições no fim deste ano, Teófilo era apontado como possível candidato do grupo de situação a concorrer o pleito temporão, uma vez que as condenações judiciais andam esvaziando o PSDB local de lideranças aptas a concorrer as eleições. 
Carlos Moreira já se encontra com os direitos políticos cassados até a metade do corrente século. Simone e Fabrício, caso confirmadas as cassações no TRE, terão os direitos políticos cassados pelos próximos 08 anos. Agora é o ex-prefeito, Teófilo, que se soma ao extenso rol dos inelegíveis do PSDB em João Monlevade, o que descarta por completo uma possível candidatura sua nas eleições que podem ser convocadas nos últimos meses deste ano.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Provedor Sinaliza para Substituição de Corpo Clínico do Hospital Margarida



Já escrevi que o médico que trabalha no Margarida não pode mais ficar alheio às questões políticas locais, eis que o hospital não é mais administrado pela saudosa e extinta Belgo-Mineira. Há algum tempo, o HM é subvencionado pelo Município, tendo, portanto, o governo municipal grande influência diante das decisões tomadas no âmbito do hospital. 
Recentemente, o atual provedor do HM, José Roberto Fernandes, anunciou uma auditoria no Hospital, a se realizar por meio de parceria com a Fundação São Francisco Xavier (FSFX).
Ocorre que, a partir de 2014, a FSFX passou a administrar o Hospital Carlos Chagas de Itabira, que já contou com 150 leitos. Atualmente, na gestão da FSFX, o hospital passou a contar com o número de apenas 50 leitos e, praticamente, todos os médicos do corpo clínico do Carlos Chagas foram substituídos por profissionais vinculados à própria FSFX.
É que se percebe por parte atual gestão do Margarida uma inconformidade muito grande em empenhar a subvenção que é, mensalmente, repassada pelo Município para o pagamento de honorários médicos. Eles têm outras prioridades, como a contratação de empreiteira para instalar granito no piso do hospital ou a contratação de particular para realizar o Bingo beneficente, suspenso pela Justiça. Aliás, quem precisa de médico quando se tem o ex-vereador Werneck a receitar medicamentos para a população?!!
Outra leitura também verosímil que se pode fazer diante da possível substituição do corpo clinico do HM é que a atual gestão da casa de saúde não quer saber de médicos atrevidos que lançam candidaturas para ao cargo de prefeito e vice, a disputar e quase vencer o grupo de Carlos Moreira nas urnas, como foi o caso da última eleição municipal, a mais concorrida da história política de João Monlevade. .

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Falácia do Caso Werneck



Um dos problemas básicos do Brasil é que na mídia convencional não circula um ideário capaz de levar o país ao desenvolvimento pleno. Ou seja, a raiz do problema do Brasil é de ideia, de pensamento. 
Na mídia convencional brasileira o que circula é a mentira e o discurso falacioso. Mentira todo mundo sabe o que é. Já a falácia é a mentira travestida de verdade.
A política é uma ciência humana e deve ser manejada como tal. Significa dizer que a decisões políticas, o que inclui a escolha do voto, não devem ser subsidiadas por mentiras e por discursos falaciosos. Portanto, é muito importante que o cidadão tenha domínio básico das técnicas de retórica para saber identificar e, assim, desconsiderar o discurso mentiroso e falacioso no momento da tomada de suas decisões políticas. 
O discurso mentiroso é o mais fácil de identificar. Geralmente, ele é apresentado desacompanhado de contexto probatório. Também é aquele que se faz em incoerência com o histórico do político, por exemplo, pois o sujeito político deve ser avaliado pelo seu histórico. Seria como Carlos Moreira abraçar o discurso da ética em seu programa de rádio, quando, na verdade, seu histórico é de múltiplas condenações por ato de improbidade administrativa e desvio de verba pública enquanto ex-prefeito.
A falácia é um pouco mais difícil de identificar, pois, como disse, é travestida de uma verdade. Segundo a Wikypédia “na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega“. Do latim “fallere”, que significa enganar. No site da Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia) pode-se ter acesso às várias modalidades de falácias.
A edição da semana passada o jornal O Celeste, cujo editor, Gilson Elói, recentemente foi condenado a 8 anos de suspensão dos direitos políticos no processo que cassou os mandatos de Simone e Fabrício Lopes, publicou matéria que é um exemplo clássico de falácia na modalidade "Argumentum ad hominem", com a qual, em vez de o argumentador provar a falsidade do enunciado, ele ataca a pessoa que fez o enunciado.
Na matéria (imagem), que trata da situação escandalosa envolvendo o ex-vereador Werneck, que estava receitando medicamentos em posto de saúde, vê-se que o jornal, ao contrário enfrentar o mérito do caso, ataca o denunciante do ocorrido, ao estampar manchete que diz “Denúncia feita contra gerente de Posto de Saúde na Região do Cruzeiro Celeste pode complicar vida do denunciante”. Mais uma vez, o impresso presta um desserviço à comunidade, pois a Democracia e feita de instituições e o cidadão não pode ser desencorajado a efetuar denuncia diante do ilícito. Ao contrário, o cidadão deve ser encorajado a denunciar os malfeitores e as instituições devem funcionar buscando a responsabilidade dos envolvidos. Os fatos narrados sobre o ocorrido são graves e, à luz do Direito Penal, podem configurar exercício ilegal da medicina. Ou seja, é caso de política.
O cidadão não deve se amedrontar diante de matérias falaciosas como a publicada pelo jornal O Celeste, que segue como instrumento de manipulação política no Município. Ao contrário, deve sempre denunciar os ilícitos e cobrar atuação das instituições diante de cada caso. Só assim o país muda. 
E quanto ao jornal O celeste, se for o caso de leitura, faça-a sempre buscando identificar as mentiras e as falácias, considerando ainda seu histórico recente, que é de manipulação política de meio de comunicação.

Cumplicidade Ficha-Suja



A foto anexa é de reunião recente do primeiro escalão do governo Simone. A conformação da mesa demonstra quem dita as ordens no governo. Apesar de se encontrar inelegível e com os direitos políticos cassados por múltiplas condenações em ato de improbidade administrativa é o radialista e ex-prefeito Carlos Moreira que toma assento na cabeceira da mesa . 
No moreirismo existem dois tipos de pessoas. Os manipulados, que são aqueles conduzidos pelo controle político-eleitoreiro do conteúdo veiculado pela rádio Cultura, até porque é natural que a pessoa considere como verdade aquilo que ouve numa emissora de rádio, cujo noticiário jamais divulgou a verdade sobre o extenso histórico de improbidade administrativa de Carlos Moreira . E os cúmplices, que são aqueles que sabem das múltiplas condenações de Carlos Moreira, que sabem de sua inelegibilidade, sabem dos imensos prejuízos causados pelo mesmo, como os mais de 22 milhões evaporados no hospital Santa Madalena, mas que não se importam em participar de um governo que, de fato, é ditado por um corrupto. São aqueles que não trazem para a política qualquer parâmetro ético e que, na verdade, consideram que ética e política não devem caminhar de mãos dadas. Sentem-se indignados com a corrupção de Brasília, não agüentam tanta falcatrua, mas onde vivem se associam a um corrupto comprovado , incurso na Lei da Ficha-Limpa, impossibilitado de votar e ser votado, como meio de viabilizarem a práticas dos mesmos atos que o tornaram inelegível. 
Não há como alcançar resultados diferentes, agindo sempre da mesma forma. Para trazer a corrupção a níveis aceitáveis no Brasil é preciso afastar, de vez, os corruptos do poder. É preciso colocar a ética em prática, não se associar a quem corrompe a democracia mediante abuso e controle político de meio de comunicação e, sobretudo, não participar de estratagema destinado a auxiliar político ficha-suja a se esquivar de sua condição de inelegibilidade e seguir influenciando o poder, como foi o caso da eleição e composição do governo Simone. Moreira não está sozinho.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Não Anuncie em Veículo de Comunicação que Corrompe a Democracia Monlevadense

Recentemente, o cidadão monlevadense se envergonhou em assistir à cassação do mandato da prefeita, motivada pelo abuso de meio de comunicação social por parte do jornal O celeste, durante a última campanha para a Prefeitura. Seu proprietário Gilson Elói (foto) inclusive foi condenado a 8 anos de perda dos direitos políticos por praticar o falso jornalismo e a manipulação política de meio de comunicação impresso. Assim como o ex-prefeito Carlos Moreira, não poderá se apresentar às urnas nas próximas eleições para apresentar seu voto como cidadão. Um gambá cheira o outro.
Caro comerciante, não anuncie em veículo de comunicação que é utilizado para corromper a Democracia Monlevadense. Não seja conivente com a manipulação de meio de comunicação. Ela só tem trazido malefícios para o Município, como por exemplos, o interditado e inacabado hospital de 100 leitos adaptado no prédio da antiga Rodoviária, ao custo de mais de 22 milhões de reais de recursos públicos, ou a Farra do Lixo, que deu um rombo de 4 milhões de reais nos cofres da Prefeitura, a Farra das Permissões, etc, etc.        

terça-feira, 18 de julho de 2017

Provedor se Mostra Hostil à Medicina Local


O médico integrante do Corpo Clínico do Margarida precisa compreender que o Hospital há algum tempo não é mais gerido pela saudosa Belgo Mineira, bons tempos em que  a Casa de Saúde passava ao largo da politicagem hoje vigente.
Atualmente, é diferente. HM é subvencionado pelo Município e administrado pela Associação São Vicente de Paulo, uma entidade pouco representativa, comandada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira.  Então, o médico não pode se dar ao luxo de se afastar das questões políticas que passaram a envolver o Hospital. Ao contrário, deve se mobilizar politicamente para dar um basta a tudo que vem ocorrendo no Margarida, desde a posse do atual provedor José Roberto Fernandes. Não há prestação de serviço de saúde sem médico.
José Roberto Fernandes, além de não pagar sobreaviso a determinas clinicas do Hospital, atrasa salários de médicos. Em novembro de 2016 devia R$ 465.000,00 (quatrocentos e sessenta e cinco mil reais) em pagamentos de médicos. Logo que assumiu o cargo, José Roberto Fernandes descredenciou famosa clínica da cidade que funciona como hospital/dia, obrigando-a  se credenciar junto a hospital de Itabira para seguir funcionando. O atual provedor não compreende que as clínicas particulares prestam o serviço de saúde de forma complementar ao sistema público.  José Roberto Fernandes se mostra um provedor hostil à medicina monlevadense, que é uma das mais avançadas da região e o médico precisa compreender esta nova realidade e se organizar para respondê-la, antes que ele faça com o Hospital Margarida o mesmo que Carlos Moreira fez com o interditado e inacabado hospital Santa Madalena.  O Bingo ele já destruiu! A AAHM ele já perseguiu! Q que será o próximo?  

Boicote ao Comerciante Sujão


Infelizmente, ainda há no centro de João Monlevade comerciantes que só olham para o próprio , profundo e cavernoso umbigo e não se importam com as conseqüências de sua atividade para a limpeza da cidade e a segurança do trânsito local.
Como demonstra a foto anexa, há lojistas que adotam a prática publicitária de fixar panfletos nos pára-brisas dos automóveis estacionados pelas vias do Centro. O problema é que, além reduzirem a visão que o motorista tem através do pára-brisa, o que pode favorecer um acidente, invariavelmente, os panfletos vão parar na rua, contribuindo para sujar ainda mais uma cidade já imunda.
Então, você, que vem ao Centro para fazer compras, etc, boicote as lojas que sujam a cidade. Não compre de lojas como da foto anexa. Por uma Monlevade mais limpa e mais segura!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

30 Anos da Demolição da Praça Ayres Quaresma











A passagem do ano de 2017 completa os 30 anos do fechamento e da demolição da Praça Ayres Quaresma e do belíssimo casario em estilo arquitetônico neoclássico de seu entorno, com exceção do edifício do Colégio Estadual que continua de pé, apesar de fechado à visitação. 
A Praça Ayres Quaresma representou o epicentro cultural de um modelo de Usina Siderúrgica integrada à cidade e à comunidade, instalado pela saudosa Belgo-Mineira a partir de 1935, que perdurou até 1987, quando foi fechada e demolida. Durante cinquenta anos a siderurgia bancou o welfare state monlevadense. Depois disso, deu as costas à comunidade e encravou-se em muros. Hoje, o que sobrou dos prédios históricos se encontra mal cuidado, sujo, empoeirado e inacessível.
A demolição do casario neoclássico da Praça Ayres Quaresma representou ainda a maior destruição de arcos romanos, tão característicos da arquitetura local, que se tem notícia. Um verdadeiro crime contra o patrimônio arquitetônico de João Monlevade. Minas é pródiga em Barroco, Art Déco, gótico, modernismo, etc, mas é pobre em Neoclássico. A Roma Monlevadense foi destruída! A Acrópole se foi, para dar lugar a um pátio de cargas. Roma não se destrói, Roma se assimila.
Hoje, são as preciosas e raras peças do destelhado e inacessível Museu Monlevade que se perdem sob a ação das intemperes e, como com a Praça Ayres Quaresma, não há autoridade para cobrar respeito pela identidade monlevadense.



quarta-feira, 12 de julho de 2017

Em 5 Linhas Ministério Público Desmascara Bingo de José Roberto Fernandes


Não podem passar sem registro as argumentações fundamentadas pelo Ministério Público na Ação Civil Pública que proibiu a realização do último Bingo do Hospital Margarida, movida contra a Associação São Vicente de Paulo e Leonardo Pacheco Batista ME, esta última empresa contratada pelo atual provedor José Roberto Fernandes para organizar  o evento.
Bastante elucidativa é a argumentação do MP presente na página 15 da petição inicial do aludido processo em tramite na 1ª Vara Cível da Comarca de JM, sob protocolo de número 362.16.008778-3, a qual se transcreve a seguir:  

...“Percebe-se, portanto, que a referida empresa pode estar fazendo muito dinheiro às custas de consumidores desavisados, que, estimulados pelo caráter “beneficente” do bingo, pagam pelas cartelas sem ter noção de que parte do valor que está pagando não reverterá às entidades que emprestam seus nomes aos bingos, mas sim ao organizador do evento, o que denota que tais bingos não são totalmente beneficentes, como no presente caso”...
    

Contra fatos não há argumentos. Em  cinco linhas o promotor de justiça conseguiu, categoricamente, desmascarar a “filantropia” exercida pelo  atual provedor José Roberto Fernandes no Hospital Margarida. 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O Peso de Belmar Diniz

Perdemos as últimas eleições municipais para nós mesmos. Foram vários os erros cometidos internamente pelo grupo que levaram à derrota nas urnas por uma diferença tão pequena de votos.
Mas, talvez, o erro mais gritante e inaceitável ocorrido na última eleição tenha relação com a estrutura da Campanha Majoritária, ou seja, dos candidatos a prefeito e a vice, montada no Bairro Cruzeiro Celeste, que, nos últimos 20 dias da disputa eleitoral foi, intensa e descaradamente, utilizada para pedir votos para o vereador Belmar Diniz. Assim, Belmar Diniz foi eleto, mas faltaram os 126 votos para eleger Railton e Laércio. Aliás, pode-se dizer que Belmar Diniz foi eleito com o voto alheio, que pertencia a Railton e Laércio.
Gostaria de compreender o pensamento lógico que fundamenta o sacrifício de uma Campanha Majoritária, representada pelo desejo de mudança, para se reeleger um vereador que no último mandato votou a favor de todos os projetos do governo Torres, como o Rotativo, a terceirização do DAE, a autorização para a Enscon recusar o pagamento da passagem em dinheiro e tantos outros. 
Trata-se de um exemplo claro de como a desonestidade é sempre malévola e prejudicial ao todo, pois a esperteza que favoreceu a eleição de Belmar fulminou, por diferença de apenas 126 votos, uma oportunidade de mudança e de esperança para João Monlevade. 
A cassação de Simone projeta a possibilidade concreta de realização de novas eleições para prefeito e vice no fim do ano. Mas, se o grupo seguir cometendo os mesmos erros, é muito provável que o grupo de Moreira vença novamente.

Compreenda a Natureza Pública do Serviço Prestado pela Rádio Cultura

Não se abre uma rádio como se abre uma padaria. Segundo a Constituição, o serviço de radiodifusão sonora tem natureza pública e depende de outorga de concessão para ser realizado, ou seja, trata-se de serviço público, pertencente ao povo de João Monlevade, que é outorgado a terceiro para sua prestação. Significa dizer que o serviço de radiodifusão deve se submeter aos princípios da administração pública, entre eles, os da moralidade e da legalidade, além daqueles que regem a ordem constitucional vigente, como os princípios da igualdade e liberdade. Ainda segundo a Constituição, a produção e a programação das emissoras de rádio aos seguintes princípios:
I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Assim, conclui-se que o serviço de comunicação prestado por meio de rádio deve ser isonômico, livre, possuir caráter educativo, informativo, cultural, regional e obedecer a valores éticos. Tudo o que não se vê na programação veiculada pela rádio Cultura.
Na rádio Cultura, o serviço de radiodifusão não é isonômico porque Carlos Moreira abre espaço apenas para os interesses de seu grupo político na programação da “Rádia”. Não é livre, porque o conteúdo veiculado pela Cultura se encontra preso aos interesses políticos de Carlos Moreira. Não possui caráter educativo, porque não se pode estabelecer um processo, minimamente, educacional em ambiente de amarras políticas. Não é informativo, porque Moreira não informa sobre as verdades que envolvem seu grupo político, como não informou, tecnicamente, sobre os motivos da cassação de Simone ou como não informa sobre suas múltiplas condenações em ato de improbidade administrativa ou sobre a realidade que envolve obra de adaptação da Rodoviária num interditado e inacabado hospital de 100 leitos aos custo de mais de 22 milhões de reais de recursos públicos, além de várias outras coisas. E, por fim, não se pode dizer que a “Rádia” obedece a valores éticos porque, além de não cumprir os paramentos constitucionais do serviço público de radiodifusão, é comandada por um ex-prefeito multicondenado, inelegível, com os direitos políticos cassados e proibido de contratar com o Pode Público.

Dizer não à corrupção é dizer não à manipulação política na rádio Cultura


Toda cassação de prefeito é histórica e cabe registro. Mas, a cassação de Simone Carvalho torna-se ainda mais emblemática por ter ocorrido como conseqüência de abuso de meio de comunicação ocorrido durante as eleições passadas. No caso, o abuso de seu por meio da manipulação política do conteúdo veiculado por jornal local. 
É que há décadas, o radialista Carlos Moreira opera a mesma manipulação política do conteúdo veiculado pela Rádio Cultura, sem a qual jamais teria se tornado prefeito de Monlevade e sem a qual também não seria citado nas pesquisas de intenção de voto, apesar de inelegível e de seus direitos políticos cassados.
É presido que o mesmo controle judicial que se abateu sobre a manipulação política do jornal também seja estendido à Rádio Cultura. Não é possível que João Monlevade siga sofrendo de manipulação política de conteúdo de veículo de comunicação social, seja ele qual for, muito menos por meio de emissora de rádio, que é uma concessão pública, situação que, comprovadamente, produziu o ex-prefeito mais processado da história de Minas e que já trouxe tantos prejuízos ao erário monlevadense, o maior deles, a evaporação de mais de 22 milhões de reais na absurda tentativa de adaptar o prédio do antigo terminal rodoviário num hospital de 100 leitos, que se encontra atualmente inacabado e interditado.
Aliás, de acordo com as múltiplas condenações de Carlos Moreira em ato de improbidade administrativa, o ex-prefeito não poderia seguir participando da elaboração do serviço público de radiodifusão, haja vista que também se encontra proibido de contratar com o Poder Público. Ora, quem está proibido de contratar com o Poder Público também não pode participar ou elaborar a prestação de serviço público.
Lembre-se sempre que, tecnicamente, não pode existir Democracia em ambiente de manipulação da imprensa e dos veículos de comunicação. A prefeita cassada Simone Carvalho aprendeu isso da pior forma, se é que aprendeu. 
Assim, sem a manipulação do conteúdo político da Rádio, Moreira jamais teria alcançado o poder e, conseqüentemente, Monlevade não teria sofrido tantos prejuízos como os ocorridos nos últimos 20 anos. 
Em Monlevade, para dizer não à corrupção, é preciso dizer não a Carlos Moreira. E para dizer não a Carlos Moreira, é preciso dizer não à manipulação política da rádio Cultura.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Cassados por Manipulação de Veículo de Comunicação


O motivo da cassação dos mandatos de Simone e Fabrício, em se tratando de João Monlevade, é muito mais comum do que se pensa. Simone e Fabrício Lopes tiveram os mandatos cassados pela Justiça pela prática do mesmo ato cometido, diuturnamente, por Carlos Moreira na Rádio Cultura, que é a manipulação política de meio de comunicação. A diferença é que a manipulação que resultou na cassação de ambos se deu em outro veículo de comunicação, o jornal O Celeste. Em outras palavras, Moreira simplesmente levou para aquele jornal o modelo de manipulação política que há décadas é levado a cabo na Rádio Cultura. Mas, desta vez, o tiro saiu pela culatra. O Ministério Público detectou a manipulação, realizou procedimento prévio de investigação e procedeu ao ajuizamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral que cassou o mandato dos dois.
O motivo é que não é fácil comprovar a manipulação política na programação de uma rádio. Depende de horas de monitoramento, de horas de gravação do conteúdo, de degravações, etc. Já em relação a jornal é muito mais fácil. Cada edição é prova documental, é modalidade de prova robusta, praticamente, irrefutável, pois permanece tudo escrito no papel. 
Em João Monlevade ainda falta a compreensão de que, sob o ponto de vista técnico, não existe Democracia em ambiente de manipulação dos meios de comunicação. Uma democracia básica se constitui pela independência dos 3 Poderes, eleições periódicas e Imprensa Livre! 
Assim, para o Direito Eleitoral, a manipulação dos meios de comunicação é considerada hipótese que corrompe o processo democrático de escolha dos candidatos, caracterizando situação gravíssima e suficiente para ensejar a cassação de mandatos.

Da decisão que determinou a cassação dos mandatos de Simone e Fabrício cabe recurso ao TRE, sendo lícita aos cassados a manutenção nos cargos enquanto aguardarem o julgamento da apelação, que tem levado de 45 a 90 dias para ocorrer. Contudo, caso a cassação seja mantida pelo TRE, as cassados são, imediatamente, afastados dos cargos e novas eleições são convocadas no Município.  


Cassados Mandatos de Simone e Fabrício

Simone Carvalho e Fabrício Lopes, eleitos prefeita e vice-prefeito de João Monlevade, no pleito municipal de 2016, acabam de ter os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral, ao fundamento de abuso de meio de comunicação social (jornal O Celeste) nas eleições. Também foram condenados à inelegibilidade para as eleições que se realizarem nos próximos 8 anos. Mais informações a seguir.