Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

terça-feira, 23 de maio de 2017

Amnésia Demagógica: Simone Contrata 25 para Descobrir o que Fazer







Recentemente, a prefeita Simone Carvalho anunciou que enviou 25 “pesquisadores” aos bairros da cidade a fim de coletarem dados para a formulação do Plano Plurianual (PPA), que é a peça orçamentária que conterá as diretrizes básicas das ações governamentais a serem implementadas para o quadriênio 2018/2021.
A primeira análise a se fazer é que a prefeita já assimilou com muita propriedade a demagogia com que o ex-prefeito inelegível, Carlos Moreira, manipula o ouvinte da rádio Cultura, conforme seu interesse pessoal de poder. Não é por coincidência que moreira mantém em seu programa o quadro “Pesquisa do Dia”, que ora é utilizado para achincalhar a imagem de seus adversários, sem o devido contraditório, ora é utilizado para desviar a atenção do público de assuntos que realmente o interessam. 
Tal qual o quadro da Rádio Cultura, Simone, agora, utiliza de um considerável cabide de empregos – 25 “pesquisadores”, pagos pelo contribuinte - para tentar desviar a atenção da opinião pública de que não se move na direção do cumprimento de suas promessas de campanha. Se a prefeita, realmente, estivesse preocupada com questões orçamentárias que afetam o PPA, já teria tratado de enviar para apreciação da Câmara o projeto de lei que autorizaria a concessão da chamada taxa mínima de água, ou seja, a prometida água de graça para o povo. Isto ela não o faz, até porque prometeu o que não pode cumprir, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe aquilo que é chamado de renúncia de receita. 
Ora se a prefeita não sabe o que colocar no PPA é muito simples: basta reler seu programa de governo. Além de água de graça, o povo quer ver como resultado das ações de governo os prometidos faculdade de Medicina, remédios entregues em casa, Estação de Tratamento de Esgoto, câmeras no Centro Comercial, novo Centro Comercial, ouvir a população sobre o PA, 4 ônibus da saúde, valorização do servidor, Instituto Médico Legal, etc, etc. O resto é a velha e tão prejudicial demagogia moreirista, apoiada por tantos.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Capitalismo Enviesado Moreirista e o Negócio da China da Pontes de Minas


O empreendedor verdadeiramente capitalista é aquele que se submete ao livre mercado, às regras da livre concorrência e ao risco inerente a todo negócio. É aquele que vence por, livremente, ofertar ao mercado o melhor serviço ou produto pelo menor preço.
Não nos governos influenciados por Carlos Moreira. A orbitar o moreirismo, invariavelmente, encontram-se empreiteiros muito pouco capitalistas, pois não se submetem ao liberalismo econômico. Ao contrário, se prendem com vigor nas tetas do erário, tornando-se a razão de ser do governo. 
Expoente disso foi o pretenso hospital Santa Madalena, improvisado no prédio da antiga Rodoviária ao desperdício de 22 milhões de reais em recursos públicos. O fato de a unidade não ser passível de alvará de funcionamento, em conseqüência de graves e insanáveis irregularidades da obra, comprova que ali o interesse primeiro foi o faturamento das empreiteiras (22 milhões de reais), pouco se importando o resultado. Não é por menos que se encontra interditado e inacabado. Na época, a empreiteira Gervásio Engenharia, de propriedade de sobrinho de Mauri Torres faturou vários contratos na obra do Santa Madalena.
E como ela, houve a Prohetel, que segundo o Ministério Público, causou prejuízo da ordem de 4 milhões de reais aos cofres públicos, no escândalo da Farra do Lixo. Há a ENSCON, a passagem de ônibus maus cara do interior de Minas, envolvida em vários processos por fraude contra a licitação, com condenação recente. Há o caso da Farra dos Permissionários, em que apenas prestadores de serviços “da facção política” de Carlos Moreira foram beneficiados, sem contrapartida, em prejuízo do patrimônio público. Junte-se a eles a empreiteira Pacheco Engenharia, com sede em Viçosa (reduto eleitoral de Rodrigo de Castro) que evaporou o dinheiro do Bingo do Hospital, a empreiteira Geosolos, que, após o escárnio do Santa Madalena, substituiu a Gervásio Engenharia e passou a prestar serviço de reforma no Hospital Margarida. Este último outro caso emblemático, já que, apesar do atraso de salário de médicos do CTI, a Geosolos não deixa de faturar. Atrasa-se o salário de médicos, mas jamais o faturamento da Geosolo. Será que uma instituição que não tem dinheiro para pagar médicos em dia pode se dar ao luxo do mármore e do granito? Então, onde reside o interesse público? Na prestação do serviço essencial de saúde ou no faturamento de empreiteiros? O Bingo que o diga.
Outra empreiteira que agora se vê senhora de um verdadeiro negócio da China, junto à prefeitura, é a Pontes de Minas. A Pontes de Minas, que, contratualmente, presta o serviço de limpeza publica, apos terceirizado no governo de Teófilo Torres, agora atinge o ápice do capitalismo moreirista. Já não executava o serviço a contento, eis que a cidade nunca se encontrara tão suja quanto nos últimos 4 anos, assim como a Gervásio Engenharia não entregou um hospital de 100 leitos para o povo, assim como a Pacheco não realizou o Bingo, assim como a Geosolos não entregou um novo telhado para Hospital, pois apesar de tê-lo trocado, chove dentro do Margarida, etc. Mas a Pontes de Minas passou para uma situação muito mais cômoda. Embora esteja contrata para prestar o serviço de limpeza urbana, faturando mês a mês, agora, a prefeita Simone Carvalho, por meio do programa “Melhorando seu Bairro”, passou a empregar funcionários e insumos públicos para prestar o serviço que se encontra terceirizado e deveria ser realizado pela Pontes de Minas. Enquanto fatura milhões, a Pontes de Minas não precisa mais contratar funcionários, manter quadro de pessoal, pagar pelos insumos nem nada. A prefeitura faz o serviço. A vida é muito boa para o empreiteiro moreirista!
E o eleitor ainda cai no engodo “da força do povo”. Povo que nada! O moreirismo é a força do empreiteiro parasitário, incompetente, que fatura alto e não entrega ao povo o contratado. Agora, para ter um cidade minimamente limpa, o cidadão tem que pagar duas vez, uma através do serviço prestado pela prefeitura, outra pelo faturamento da empreiteira contratada. Enquanto isso, uma meia-dúzia se enriquece e para o povo faltam saúde, asseio público, transporte público eficiente a preço módico, hospital Santa Madalena, Bingo (recurso para HM), telhado eficiente para o Margarida, recursos financeiros que poderiam ser investidos em outros setores, etc, etc.

Apresar de Proibido de Contratar com Poder Público, Carlos Moreira Segue nas Programações das Rádios



Nas várias condenações por ato de improbidade administrativa que pesam contra Carlos Moreira, invariavelmente, o ex-prefeito também é condenado à proibição de contratar com o Poder Publico. 
No caso, por exemplo, da Farra das Permissões de Uso, em que Carlos Moreira concedeu inúmeras permissões de uso de imóveis públicos, sem a devida licitação, observando apenas critérios políticos e “favorecendo , evidentemente, àqueles que se alinhavam à facção política do prefeito”, nos termos do voto do relator do processo, o ex-prefeito também foi condenado à proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de 5 anos, além de, obviamente, a já conhecida perda dos direitos políticos pelo mesmo prazo.
Recentemente, em nova condenação por ato de improbidade administrativa, Moreira foi novamente proibido de contratar com o Poder Público por mais 3 anos, além de outras. 
A proibição de contratar como o Poder Público atinge as três esferas de governo, municipal, estadual e federal e significa que, pelo prazo assinalado, o ex-prefeito permanece vetado de celebrar qualquer contrato, seja formal ou informalmente, com a Administração pública direta ou indireta.
Se Carlos Moreira está proibido de contratar com o Poder Público, ele não pode participar da edição e realização da programação da Rádio Cultura, pois a radiodifusão é considerada serviço de natureza pública, outorgado pela União. Ora, sem Moreira se encontra impedido de contratar com o Poder Público, ele não pode participar da elaboração e da realização de um serviço público, como faz nas rádios Cultura e Global, onde mantém programas, com os quais exerce a manipulação política do eleitorado. Para se ter uma ideia, a atual prefeita Simone Carvalho já teve o mandato cassado, liminarmente, as contas de campanha reprovadas em 1ª e 2ª instâncias e, até o momento, o noticiário da Rádio Cultura não divulgou absolutamente nada a respeito. O nome disto é manipulação política, imprensa tendenciosa e censura política. 
É preciso compreender que situações absurdas, como a dos 22 milhões de reais jogados fora na tentativa fracassada de adaptar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo terminal rodoviário, além de tantas outras que o tornaram inelegível, têm origem na manipulação política que Carlos Moreira faz na rádio Cultura e, mais recentemente, na rádio Global. Então, diga não a qualquer forma de manipulação política. Exija o cumprimento das condenações dos corruptos. Diga Moreira, fora da Rádio Cultura!

Teatro no Processo do Bingo do Hospital Margarida

A empreiteira de engenharia civil denominada Leonardo Pacheco ME, com sede em Viçosa, reduto eleitoral de Rodrigo de Castro, e contratada pelo atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, ao custo de R$ 40.000,00, para realizar o, até então, beneficente Bingo do HM, sob a justificativa de que a realização de tal evento demanda o emprego de complexos conceitos de engenharia, não compareceu a audiência de conciliação designada para o ultimo dia 10 no Fórum local. 
Depois de suspenso o Bingo pela Justiça, a empreiteira, que, segundo o provedor era muito gabaritada e possuía capacidade econômica para a realização do evento, responde a processo para devolver o valor correspondente às cartelas adquiridas pela população, orçado em 1 milhão de reais.
Até agora, nada do dinheiro, apesar de uma determinação judicial para fazê-lo. Estranho também é o fato de o provedor não ter requerido, judicialmente, o bloqueio de bens e/ou de ativos financeiros sob a titularidade da empreiteira para garantir a devolução dos valores das cartelas. De modo que, até o momento, a pretensão judicial aviada por José Roberto Fernandes à Justiça com vistas à devolução do dinheiro do Bingo não passou de uma peça de teatro, pois não foi acompanhada de requerimento de medidas duras, mas necessárias à garantia da devolução dos valores.

Rotativo Abusivo


Vejam o valor da multa aplicada no sistema de estacionamento rotativo vigente no Município para a descrição “não possui crédito eletrônico ativo” : R$ 195,23 (cento e noventa e cinco reais e vinte e três centavos) e cinco pontos na carteira. É mais cara do que a taxa de licenciamento anual! 
O grande problema, para não dizer o grande ilícito, do Rotativo é que, para o usuário controlar o crédito que tem, necessita da aquisição de um Smartphone, que também não é barato, e da contratação do serviço de internet para o Smartphone, ambas situações vedadas por lei. Não se pode subordinar a prestação de um serviço à aquisição de um produto e a contratação de outro serviço. É o que dispõe o Código de Defesa do Consumidor:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:
I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;
[...]

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Enquanto isso, no Hospital Margarida...



Enquanto o faturamento de empreiteira que já reformou o Margarida 3 vezes jamais atrasa, existem, no CTI, médicos sem receber o salário há 3 meses no Hospital .
Como todo grande hospital, o HM é cliente recorrente dos Correios. Correspondência, exames, aparelhos, etc, são despachados e recebidos todos os dias. Atualmente, o Margarida tem apenas recebido encomendas dos Correios que, por falta de pagamento, não tem podido remeter as postagens do Hospital. O Margarida está devendo também aos Correios. 
Funcionário do setor administrativo do Margarida, que pediu para não ser identificado, a fim de não sofrer perseguição, disse que o real motivo de o provedor José Roberto Fernandes ter instalado catracas nas portarias do Hospital foi para dificultar o acesso de quem comprou cartela do Bingo suspenso pela Justiça e, agora, cobra pela devolução dos valores. Ainda segundo o funcionário, José Roberto tem demonstrado muita irritação diante da cobrança pela devolução dos valores pagos pelas cartelas do Bingo e não quer saber de cobradores no Hospital.

Manipulação Política e Cassação de Simone



Vinda de uma candidatura caracterizada como evidente esquivo à condição de inelegibilidade do ex-prefeito Carlos Moreira, não é de surpreender o processo de cassação de Simone, fundado em abuso de meio de comunicação social. 
Uma vez suspensos seus direitos políticos, mediante inúmeras condenações judiciais, Carlos Moreira lançou a candidatura da até então desconhecida Simone Carvalho, participando ativamente de toda a sua campanha, inclusive dos materiais de propaganda impressa e eletrônica, até mesmo a emprestar-lhe o sobrenome, passando então a se chamar Simone Moreira, para que transferisse os votos que obtém no processo de manipulação política que comanda na Rádio Cultura, de modo a se manter a influenciar o poder local.
O fundamento do processo de cassação de Simone não causa espanto porque não advêm de uma prática pouco usual por parte de Carlos Moreira. Pelo contrário, Simone e Fabrício Lopes sofrem imenso risco de terem os mandatos cassados pela Justiça pela prática do mesmo ato cometido, diuturnamente, por Carlos Moreira na Rádio Cultura, que é a manipulação política de meio de comunicação. A diferença é que a manipulação previamente apurada em procedimento investigatório do Ministério Público, que instrui o processo de cassação, se deu em outro veículo de comunicação, o jornal O Celeste. Em outras palavras, Moreira simplesmente levou para o jornal o modelo de manipulação política que há décadas é levado a cabo na Rádio Cultura. Mas, desta vez, o tiro saiu pela culatra. O Ministério Público detectou a manipulação, realizou procedimento prévio de investigação e pediu, liminarmente, a cassação de ambos, prefeita e vice, o que, prontamente, foi deferido pela Justiça Eleitoral, informação esta jamais divulgada pelo noticiário da Rádio Cultura. A cassação agora segue para ser confirmada em sentença, com audiência de instrução e julgamento designada para o próximo dia 31. 
O motivo é que não é fácil comprovar a manipulação política na programação de uma rádio. Depende de horas de monitoramento, de horas de gravação do conteúdo, de degravações, etc. Já em relação a jornal é muito mais fácil. Cada edição é prova documental, é modalidade de prova robusta, praticamente, irrefutável, pois permanece tudo escrito no papel. Documentar o ilícito nunca é uma boa ideia. 
Como visto, há jornalista em João Monlevade que não compreende que, sob o ponto de vista técnico, não existe Democracia em ambiente de manipulação dos meios de comunicação. Uma democracia básica se constitui pela independência dos 3 Poderes, eleições periódicas e Imprensa Livre! 
Assim, para o Direito Eleitoral, a manipulação dos meios de comunicação é sim considerada hipótese que corrompe o processo democrático de escolha dos candidatos, caracterizando situação gravíssima e suficiente para ensejar a cassação de prefeita e vice-prefeito.

Carlos Moreira, Mauro Lara e ENSCON Condenados pelo Tribunal



Na semana passada (25/04/2017), o ex-prefeito Carlos Moreira (na foto com seu séquito de seguidores) foi, novamente, condenado por ato de improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. 
Trata-se de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público em que Carlos Moreira foi acusado de contratar, em 2001, a ENSCON Viação LTDA, empresa concessionária do serviço de transporte público em João Monlevade, para fornecer vale-transporte específico a estudantes cadastrados na Secretaria Municipal de Educação, sem prévio processo licitatório. Posteriormente, em 2005, a ENSCON foi, novamente, contratada, também sem licitação, para o fornecimento de passagens para estudantes do ensino público. Segundo a decisão, além de contratada sem a devida licitação, a Enscon passou a prestar o próprio serviço de transporte de estudantes , alterando, irregularmente, o objeto das contratações que já eram ilícitas. 
De acordo com o relator do processo, o Desembargador Jair Varão, “ restou demonstrado que os requeridos (Moreira e Mauro Lara) violaram a regra da necessidade de licitação com o claro intuito de direcionar a contratação para sociedade empresária” (ENSCON).
Além de Carlos Moreira, também foram condenados por unanimidade de votos, o proprietário da ENSCON, Mauro Lara, e a própria ENSCON VIAÇÃO LTDA.
O réu Carlos Ezequiel Moreira foi condenado à suspensão dos seus direitos políticos pelo prazo de cinco anos, pagamento de multa civil de 5 (cinco) vezes o valor da remuneração que percebia no cargo de prefeito e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios direta ou indiretamente do Poder Público Municipal, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. O réu Mauro Severino Lara foi condenado à suspensão de seus direitos políticos pelo prazo de três anos, bem como a proibição de contratar com o Poder Público Municipal ou dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. A ré Enscon Viação Ltda foi condenada à proibição de contratar com o Poder Público Municipal ou dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

Melhorando seu Bairro


A prefeita Simone Carvalho lançou no início da semana passada, no Bairro 1º de Maio, o Projeto Melhorando Seu Bairro, que inclui a capina e a limpeza de ruas e logradores públicos. 
Que Monlevade se encontra imunda, necessitando de um grande mutirão de limpeza ninguém tem dúvida. No entanto, é preciso que a prefeita tome o cuidado para não incorrer em ato de improbidade administrativa. É que já existe uma empresa contratada pelo Município ( a Pontes de Minas) para realizar o mesmo serviço. O Município não pode empenhar pessoal e maquinário públicos para realizar um serviço específico já licitado a uma empreiteira. 
A Pontes de Minas deve estar achando ótima a situação: a Prefeitura faz o serviço enquanto a empreiteira seque a faturar alto. Aliás, o projeto lançado pela prefeita apenas comprova que, apesar de custar milhões aos cofres públicos, a terceirização do serviço de limpeza pública não consegue manter a cidade, devidamente, limpa. E no final das contas, o contribuinte paga 2 vezes pelo mesmo serviço.

Ônibus da Saúde


No domingo (21), a prefeita Simone Carvalho participou de evento realizado no bairro Cruzeiro Celeste, em que o Ônibus da Saúde, uma de suas promessas de campanha, foi apresentado à comunidade, apesar de o veículo adaptado para receber os consultórios médico e odontológico se encontrar na oficina, em manutenção. Ou seja, até o momento, nada do prometido ônibus da Saúde, lembrando que foram prometidas ao eleitorado nada menos do que 4 unidades do mesmo, como consta da propaganda eleitoral anexa. 
Na saúde, como nos demais setores, Simone segue a linha política do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira de adaptar e improvisar estruturas destinadas à prestação dos respectivos serviços. Foi assim com a tentativa absurda e fracassada de improvisar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo Terminal Rodoviário, ao custo de 22 milhões de reais e, agora em escala menor, ocorre o mesmo no caso de ônibus adaptados como consultórios médicos e odontológicos.
O mínimo de bom-senso sanitário informa que tais veículos não oferecem as condições mínimas exigidas para o funcionamento de um consultório médico ou odontológico. Como higienizar, sanitariamente, um ônibus velho e enferrujado? Como manter uma temperatura interna, minimamente, suportável aos pacientes num ônibus estacionado na rua, sob o sol? No caso dos consultórios odontológicos, por exemplo, os dejetos do cuspidor são canalizados por um mangote que os despeja, diretamente, na rede de drenagem da água da chuva, geralmente um bueiro, o que viola o Código de Posturas e contraria qualquer noção sanitária, minimamente, aceitável.
Como se vê, onde está Carlos Moreira, seja diretamente ou por meio de sua preposta, o resultado para saúde de João Monlevade é o improviso, a gambiarra e o absurdo sanitário. Aliás, depois dos mais de 22 milhões de reais castos no interditado prédio da antiga rodoviária (hospital Santa Madalena), como é que Simone e Carlos Moreira têm coragem de colocar o povo para ter atendimento médico dentro desses paus-de-arara imundos e claustrofóbicos que são os ônibus da Saúde?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Greve


A prefeita Simone Carvalho completa os 100 primeiros dias de seu mandato com um grande e suculento abacaxi para destacar.
Trata-se de um crescente movimento grevista por parte do funcionalismo público municipal que reivindica a perda salarial dos últimos anos e apresenta também uma característica incomum. Nos bastidores do movimento, nota-se uma dicotomia muito grande entre servidores concursados e comissionados, em que os primeiros acusam os segundos de não possuir conhecimento técnico necessário para o cargo, de ficar muito tempo à toa ou nas redes sociais e de receber gratificações desmerecidas, já que pouco trabalham. 
É um começo difícil para Simone que, apesar de já transcorridos os primeiros 100 dias de seu governo, ainda não consegui imprimir personalidade própria a seu mandato.

Mamógrafos



A secretaria de saúde de João Monlevade comemora com alarde a chegada de um mamógrafo itinerante do governo de Minas, que se encontra estacionado no prédio do antigo terminal rodoviário (foto), onde realizará 50 exames.

O que os ouvintes da Rádio Cultura não sabem é que, encontra-se instalado, exatamente, naquele mesmo prédio, adaptado para ser um hospital de 100 leitos ao custo de 22 milhões de reais em recursos públicos, outro mamógrafo há mais de 8 anos sem funcionar, porque a obra de Carlos Moreira não respeitou as normas básicas da Vigilância Sanitária e, portanto, não é passível de concessão de alvará de funcionamento.
Ou seja, não fosse a falta de seriedade tão característica do moreirismo, o mamógrafo da secretaria de saúde já poderia contar com quase uma década de operação no combate ao câncer de mama e a monlevadense não teria que se submeter a serviço ambulante para realizar o exame.

Provedor/Carlos Moreira



O Brasil vive num triste estado de confusão filosófica, que é quando o espaço é ocupado por um objeto inapropriado. Em suma, é quando uma coisa errada é colocada no lugar errado. Popularmente, se diz que o brasileiro contemporâneo guarda a panela debaixo da cama e o penico dentro fogão.
Quando a Lei da Ficha Limpa cassa os direitos políticos do mau gestor, o tornado inelegível, ela busca, justamente, resolver parte da confusão filosófica em que o Brasil se encontra metido, principalmente, no setor da política, afastando o político, comprovadamente, corrupto do poder, vez que o sistema político brasileiro favorece o contrário.
Quando o nome do ex-prefeito Carlos Moreira foi lançado nos rol dos inelegíveis, o recado dado pela Justiça era de que o radialista devia ser mantido longe do poder, por ter se revelado um gestor improbo quando teve a oportunidade de chefiar o Executivo municipal. Manter o político com histórico de condenação por ato de improbidade administrativa longe do poder é também prevenir a corrupção. 
Mas, infelizmente, muitos não vem a corrupção como um problema a ser combatido. O atual provedor do Hospital Margarida, por exemplo, o José Roberto Fernandes já demonstrou que não tem a menor aversão contra corrupto. E mais, também já demonstrou que, ao contrário, é um agente da confusão filosófica que impera em nosso cotidiano, na qual as coisas se encontram de ponta-cabeça, a ponto de um corrupto ser alçado à condição de garoto-propaganda nos meios de comunicação, ou seja, de exemplo para toda a sociedade.
Quem não se lembra quando, José Roberto Fernandes, promoveu campanha publicitária das óticas Americanas em que Carlos Moreira, apesar de já condenado, figurou como garoto-propaganda, em vários out-doors fixados pela cidade afora (foto)? Com isso, além de proceder como agente de confusão filosófica, José Roberto, também revelou outras duas coisas: que não vê problema algum na corrupção e que, é, extremamente, próximo de Carlos Moreira ou vice-versa.
O problema da proximidade do atual provedor com o inelegível Carlos Moreira e que a mesma sempre vai resultar em comunicação entre ambos. E toda vez que os dois se comunicarem, politicamente, o resultara não será muito diferente daqueles que levaram Carlos Moreira à condição de inelegível.
Veja só como não é consciência. O grupo de Carlos Moreira, que, costumeiramente, apresenta incontrolável inclinação para contratação de empreiteiras, gastou 22 milhões para adaptar o prédio do antigo Terminal Rodoviário num pretenso hospital de 100 leitos. Resultado: o monlevadense perdeu uma boa Rodoviária, 22 milhões e o PA que lá funcionou até ser fechado. Hoje o prédio está interditado e ninguém sabe o paradeiro dos 22 milhões de reais. José Roberto Fernandes brigou com a Associação dos Amigos do Hospital Margarida, entidade sem fins lucrativos que promovia o Bingo do Hospital e contratou empreiteira para realizar o evento. Resultado: o Bingo foi suspenso pela Justiça a pedido do Ministério Público e o Hospital perdeu uma importante fonte de recursos. Hoje, ninguém acredita mais no Bingo e ninguém sabe onde foi parar o valor correspondente à venda das cartelas, calculado em 1 milhão de reais.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Maior Crime de Lesa-Pátria Monlevadense



A foto acima enquadra a visão do maior absurdo e exemplo de desperdício de recursos públicos da história do médio-Piracicaba . Maior crime de lesa-pátria local. Um verdadeiro Frankenstein de concreto, adaptado no prédio do antigo terminal rodoviário ao custo de 22 milhões de reais dos impostos do contribuinte para ser um pretenso hospital de 100 leitos. Foram 22 milhões de reais direto para o bolso dos empreiteiros em troca de uma imensa gambiarra que não respeitou as normas da Vigilância Sanitária e, portanto, é impassível de concessão de alvará de funcionamento, encontrando-se atualmente inacabado e interditado. Realmente, o resultado não importava, desde que as empreiteiras faturassem.
Informação que jamais foi divulgada no noticiário da Rádio Cultura. Na Cultura nunca se divulgou sobre a inexistência de alvará de funcionamento da obra, que existe um andar inteiro inacabado, que por falta, justamente, de alvará, existe um mamógrafo há 8 anos inativo naquele prédio, que o elevador comprado segue se perdendo, encaixotado, porque é maior do que seu foco, que não havia previsão orçamentária para o custeio de um segundo hospital no Município, etc. Nada disso a Radio Cultura divulga. 
E ficam aí os empresários, empreiteiros ricos, bancando os bem sucedidos, os impolutos, o bom moço e até o guru espiritual, enquanto mais um diagnóstico de câncer de mama é feito tardiamente por falta de funcionamento de mamógrafo, apesar dos 22 milhões de reais. Muitos são manipulados, outros fazem a opção em participar de toda a coisa e não se importam de utilizar um poderoso veículo de comunicação para manipular , enganar e produzir situações como a do pretenso Hospital Santa Madalena.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Um Ano de José Roberto Fernandes

No último dia da mentira, 1º de abril passado, o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, completou um ano à frente do cargo.
Apenas 1 ano foi tempo suficiente para o atual provedor deixar um relevante rastro de desmandos e trapalhadas que, recentemente, culminaram na dilaceração completa da credibilidade que o Bingo do Hospital Margarida tinha junto a sociedade local. Depois de José Roberto, quem tem coragem de comprar uma cartela do Bingo do Hospital? Acho que, como ex-provedor do Margarida, só Lucien Marques que parece ter dado às costas para o Hospital, na medida em que seu silêncio o faz conivente com todos os desmandos do atual provedor. 
A seguir, relembramos algumas posturas e medidas adotadas pelo braço direito do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, José Roberto Fernandes, à frente do único hospital do Município:

- Segregou pacientes do SUS e dos Convênios;
-brigou com a principal entidade filantrópica do Hospital, a Associação dos Amigos do Hospital Margarida (AAHM);
-Insurgiu-se contra o fato de a AAHM apenas atingir a persecução de seu objeto estatutário através da doação de bens e serviços para o Hospital, queria só doação em dinheiro;
-promoveu ação de despejo contra a AAHM;
-pediu o cancelamento do convenio entre o DAE e a AAHM para realização de doações por meio do pagamento da conta de água;
-barrou a entrada de vereadores no Hospital;
-Instalou catracas para dificultar o acesso ao hospital,
- instalou ar-condicionado em determinadas salas do hospital, demonstrando pouca vocação para vicentino. Vicentino que se preza toma banho frio e não se submete a ar-condicionado e outros luxos custosos;
- atrasa o pagamento de médicos, congela os salários de funcionários, mas não atrasa o faturamento das empreiteiras que atuam Hospital, principalmente, a de execução de obra de construção civil que já reformou o Margarida 3 ou 4 vezes nos últimos 15 anos;
-não estabelece diálogo com os funcionários da casa;
-é acusado de perseguir funcionários;
-é acusado de demitir funcionários técnicos do Hospital e contratar indicações políticas do grupo de Carlos Moreira;
- Inviabilizou o tradicional Bingo do Hospital Margarida, com isso a casa de saúde já deixou de faturar 1 milhão de reais;

sexta-feira, 31 de março de 2017

Provedor: Prova de Idoneidade?


Primeiramente, fico lisonjeado em ver que, para o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandez, o indeferimento de representação minha no Ministério é encarado como prova de idoneidade.
Inicialmente, o Ministério Público também indeferiu o pedido de investigação contra o vereador Guilherme Nasser e o professor de dança, no caso do projeto “Vem Dançar” . Foi por ordem do Procurador do Estado que o caso foi retomado, resultando em condenação de multa de  R$25 mil para ambos.
Já disse e repito, apenas a estrita aproximação que José Roberto Fernandes tem com o ex-prefeito, Carlos Moreira,  condenado por desvio de verba pública e inúmeros atos lesivos ao Patrimônio Público, além de vários outros processo de improbidade administrativa em curso na Justiça local, com os direitos políticos cassados, etc,  já o inabilita, sob o ponto de vista da moralidade que deve reger os atos da vida pública, para ser gestor de recursos públicos no Hospital Margarida.

Agora, vou peticionar ao Procurador Geral de Justiça.          

terça-feira, 28 de março de 2017

Touceiras de Mato










Este é o resultado da terceirização do serviço de limpeza pública (fotos). Touceiras de mato por toda parte. As fotos são apenas de vias centrais do Município. A considerar os bairros a situação é de selva. 
Lembra muito o ocorrido com o interditado e inacabado hospital Santa Madalena de Carlos Moreira. As empreiteiras faturaram 22 milhões de reais e não entregaram um hospital de 100 leitos para o povo. Agora, a empreiteira fatura horrores e não entrega a cidade limpa. As coisas não mudam.

Tudo isso com o surto de febre amarela que ronda a região, se jã não bastasse a dengue que, veladamente, assolou o Município no ano passado, favorecida pela imundice geral que toma toda a cidade.

Monlevade e as 5 Cordilheiras de Ferro de Minas Gerais: "Uma só delas encerra mais ferro do que todas as da Europa reunidas"


O relatório emitido por Monlevade em 1853 a pedido do governador, Francisco Diogo de Vasconcelos, é considerado o primeiro relato sobre a riqueza mineral do ferro em Minas Gerais.
163 anos após ser redigido, a primeira parte do documento (imagem acima), a que trata das jazidas de ferro em Minas, impressiona pela magnitude colossal das extensões das jazidas. Segundo Monlevade, além inúmeros outros pontos de ocorrência do mineral, Minas Gerais tem 5 principais Cordilheiras de Ferro e somente uma dela tem mais ferro do que todas as da Europa reunidas. A partir das descrições de Monlevade, é, realmente, impressionante como as minas de ferro de Congo Soco, Brucutu, Cauê e Conceição pertencem ao mesmo veio ferrífero, ou seja à 4ª Cordilheira, a maior delas, com 20 léguas (130 km) de extensão. Assim como as de Itabirito, Nova Lima, Belo Horizonte, Sabará e Caeté pertencem a outro veio, a 5ª Cordilheira. Ou como a Mina do Andrade e do Morro Agudo também estão dispostas sobre um mesmo veio de ferro, a Segunda Cordilheira. 
Igualmente, inacreditável é que, ao se traçar um quadro no Mapa de Minas em torno das Cordilheiras de Ferro descritas por Monlevade, tem-se, precisamente, formado o Quadrilátero Ferrífero (imagem abaixo), cuja perpendicular Monlevade calculou em “termo médio de 18 léguas”(120 km).
Também chama a atenção a pureza do mineral ferrífero de Minas Gerais, que, segundo Monlevade, tem 76% de seu peso em ferro, “o mais rico que se conhece”.
Monlevade também traz a importante informação de que é dentro da região ferrífera que ocorre a maioria das minas de o ouro e as mais ricas aparecem entre as camadas de ferro, o que torna plausível a afirmativa comum de que muitos países lavam o minério de ferro exportado por Minas e tiram dele o ouro.
Transcrevo a seguir a 1ª Parte do Relatório de João Antônio de Monlevade, datado de 12/12/1853:


“Na Província de Minas, além de inúmeras camadas de mineral de ferro, mais ou menos extensas, existem cinco principais cordilheiras; e pode-se afirmar que uma só delas encerra mais ferro do que todas as da Europa reunidas, atendendo não somente a sua extensão a sua extensão e poder, como a riqueza do mineral, o mais rico que se conhece; pois que analisado quimicamente contem 76 % de seu peso em ferro.
Elas quase sempre são acompanhadas de outras camadas de ferro denominadas - Jacutinga, as quais são compostas do mesmo ferro oxidulado, ou protóxido de ferro, de manganês d’óxido de titânio, etc, etc, em estado arenoso. Também em superposição, ou nos encostos delas , existem as camadas de canga, ou hidrato de ferro mineral, muito empregado na Europa para produção, nos fornos altos, de ferro líquido. A canga pela análise dá somente de 25 a 35% de ferro. É das duas primeiras camadas somente, que se extrai o ferro destes contornos. O último mais pobre, pelo sistema de fundição usado nesta Província, daria muito pouco ferro . A direção geral das camadas é de N.N.E a S.S.O . Elas são deitadas ao nascente. A sua grossura varia de 1/8 a ¼ de légua. A profundidade delas é desconhecida.
A primeira cordilheira a Leste principia perto de Sacramento, município de Santa Bárbara, Freguesia da Prata, passa em S. Domingos, Jequitibá, atravessa o Rio Piracicaba, um dos maiores confluentes do Rio Doce, e vai continuando nas matas, ainda não descortinadas acima do Ribeirão de Cocais Grande (Antônio Dias), onde apresenta-se poderosa. Comprimento total conhecido doze léguas. Em toda sua extensão de um lado a outro mata geral, terreno fertilíssimo e águas altas.
A segunda aponta perto do Piracicaba a 3 ½ léguas acima do arraial de S, Miguel, na fazenda do professor Abreu, e forma esta serra elevada que acompanha a margem esquerda do rio; o pico saliente denominado – Morro Agudo- prolonga-se adiante da fábrica de J. A. Monlevade, que ela atravessa em comprimento de uma légua. Extensão total dez léguas.
A terceira aparece no Capão, ao sul d’Ouro Preto, onde ela forma uma parte importante ao Oeste da Cidade; segue para Santa Anna, Antônio Pereira; forma no Morro da Água Quente o encosto da Serra da Mãe dos Homens (Caraça) e a diante da lavra de G. Mor Innocencio desaparece. Extensão de 12 léguas. 
A 4ª surge na ponta Sul da Serra Mãe dos Homens a 1 ½ légua da povoação de Capanema; vai se dirigindo ao N., passando perto da Cachoeira, Morro Vermelho, Roça Grande: segue para o Gongo (Soco), Cocais, Burucutu, Serra da Conceição e de Itabira, formando o Pico elevado da Cidade. Extensão vinte léguas. 
A 5ª, e última ao Oeste, tem sua origem no sul do pico elevado de Itabira do Campo (Itabirito), o qual é inteiramente formado de ferro oxidulado. Ela acompanha esta imensa cordilheira saliente até ao Curral d’El-Rei, atravessa o Rio das Velhas em Sabará, prolonga-se até a muito elevada Serra da Piedade perto de Caeté, aonde ela forma uma grande parte da mesma. Extensão total 18 léguas. É muito provável que estas grandes camadas vão aparecer ao norte em Gaspar Soares, Candonga, na Serra Negra, no Grão Mogor, etc, etc; lugares todos riquíssimos de ferro. A distância destas cinco camadas da 1ª a Leste até a última 5ª ao Oeste, tomada perpendicularmente à direção delas é termo médio de 18 léguas. Nos terrenos interpolados , as duas camadas extremas incluídas, é que existem a maioria das minas de ouro, e as mais ricas tem aparecido nas camadas de ferro, assim como no Ouro Preto, Sabará, Gongo, Itabira, etc, etc.”
[...]

quinta-feira, 16 de março de 2017

Manutenção de Provedor no Cargo Delonga Crise no Hospital



Apesar dos vários desmandos, das trapalhadas e das mostras contundentes de que não tem traquejo algum para gerir recursos públicos, o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes (foto), estreitamente, ligado ao grupo do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, é mantido no cargo, apesar da grave crise do Bingo em que colocou a casa de saúde.
Em primeiro lugar, fossemos um país sério, alguém com tanta proximidade a um ex-prefeito de direitos políticos cassados por várias condenações jamais assumiria cargo tão importante quanto o de provedor do Hospital Margarida. A crise do Bingo que atinge o Hospital foi encomendada no ano passado, em 1º de abril, dia da mentira, quando os conselheiros da Associação São Vicente de Paulo empossaram o braço-direito de um inelegível para a providoria do Margarida. Fosse alguém mais inclinado na defesa dos interesses precípuos do Hospital, a Associação dos Amigos do HM, entidade sem fins lucrativos, já teria realizado o Bingo, tais recursos já estariam disponíveis para benefício da casa de saúde e não haveria uma legião de portadores das respectivas cartelas sentido-se lesados. Mas, ao contrário, o atual provedor resolveu despejar a AAHM, suspender seus convênios e contratar uma empreiteira de engenharia civil que lucraria 40 mil reais para realizar o já tradicional Bingo. Não deu outra, e evento foi suspenso pela Justiça a pedido do Ministério Público, sem previsão de data para ocorrer nem devolução dos valores pagos pelas cartelas. 
E agora, que a crise do Bingo se desdobra numa profunda crise de credibilidade, os conselheiros seguem silentes. Não é possível conseguir resultados diferentes agindo sempre do mesmo modo, ou seja, com omissão. 
Caso nada seja feito, a atual crise de credibilidade pode se desdobrar numa crise financeira, administrativa e assim por diante, pois se o monlevadense não voltar a acreditar no Bingo, o hospital perderá uma valiosa fonte de recurso, cerca de 1 milhão de reais, sem a qual a já frágil situação de suas finanças só tende a se agravar. 
É preciso estancar a crise de credibilidade em que o atual provedor, José Roberto Fernandes, mergulhou o Hospital. É preciso que o monlevadense volte a acreditar no Bingo, que já foi importante fonte de recurso para a casa de saúde. È preciso demonstrar que o Hospital mudou depois da passagem desastrosa e tumultuada José Roberto. Neste momento, o Hospital precisa de credibilidade para restaurar sua normalidade. E não será, justamente, a manter o pivô da crise no comando da situação que o Hospital resgatará sua credibilidade junto à comunidade.

Desembargador Classifica Grupo de Moreira de "Facção Política"

Foto: divulgação de campanha
Não pode passar sem registro o termo utilizado pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Antônio Sérvulo, para fundamentar a condenação do ex-prefeito Carlos Moreira (foto) num dos processos que o fizeram inelegível, o da farra das permissões de uso, que pouco contribuíram para o desenvolvimento econômico local, ao contrário, trouxeram imensa insegurança jurídica para os permissionários, como não poderia ser diferente. Segundo o magistrado, as permissões favoreceram apenas àqueles que se alinhavam à “facção política” do ex-prefeito, conforme se transcreve a seguir:


[...]No caso em tela, verifica-se que o Sr. Carlos Ezequiel Moreira,
na condição de Prefeito do Município de João Monlevade, concedeu várias permissões de uso de bem público a particulares, sem o prévio procedimento licitatório, o que restou incontroverso nos autos.
Pois bem. A utilização de bem público por particular, de forma irregular e com prejuízo para o erário, configura-se como prática de improbidade administrativa, ao privilegiar o interesse particular em detrimento do interesse público, contrariando os princípios da moralidade, legalidade e impessoalidade.
Conforme ressaltado na sentença, a concessão das permissões de uso de bem público ora discutidas se subordinavam a critérios exclusivamente políticos, favorecendo, evidentemente, àqueles que se alinhavam à facção política do Prefeito.[...]


Número: 1.0362.08.089056-3/003
Relator: Des.(a) Antônio Sérvulo
Relator do Acordão: Des.(a) Antônio Sérvulo
Data do Julgamento: 27/11/2012
Data da Publicação: 07/12/2012

Como se vê, Moreira não está sozinho. Existe, nas palavras do desembargador, uma “facção”.

Mulher

Foto: divulgação de campanha


Monlevade tem como chefe do Executivo uma mulher, a primeira eleita prefeita de sua história, assim como também foi a primeira cassada antes mesmo de tomar posse, outro fato histórico.
Pena que a eleição da primeira prefeita não se deveu ao senso evoluido de igualdade de gênero do eleitorado monlevadense. 
Mas sim ao meio encontrado pelo inelegível ex-prefeito Carlos Moreira para transferir a alguém o potencial de votos que obtém manipulando o conteúdo político da Rádio Cultura sem olhar a quem, de modo a burlar a Lei da Ficha limpa que não vale um vintém e seguir cometendo aqueles mesmos atos que o tornaram inelegível na terra de ninguém.

Acervo do Museu Monlevade na Chuva



Que chuvinha boa (09/03/2017)! Só não é boa para o acervo do Museu Monlevade que, sem telhado, passou mais uma noite na chuva, deteriorando-se.
Já faz ano que a Arcelormittal retirou o telhado do Museu Monlevade. Assim, vários equipamentos da Fabrica de Ferro original de Monlevade se encontram ao relento, sujeitos à ação nociva das intempéries.
O Município comemora os 200 anos da Chegada de João Monlevade ao Brasil com o Museu fechado à visitação e, parcialmente, destelhado. E por que isso acontece? Acontece porque a Arcelormittal não admite manter o custo do Museu. Não admite o custo com funcionários para manter o Museu, manutenção, etc. Assim, retira o telhado para que o acervo se perca, pois, sem acervo, não haverá Museu e, conseqüentemente, o poderoso grupo siderúrgico indiano não terá que arcar com o custeio do mesmo. 
De outro lado, um Conselho de Patrimônio Histórico que, diante do imenso poder da siderúrgica, se omite e nada faz, apesar de se tratar de patrimônio histórico tombado pela Lei Orgânica do Município. Até mesmo aqueles engajados na divulgação da história de João Monlevade, quando é para defender seu grande legado perante o grande capital, se calam. 
E vai acontecendo como ocorrido com a Praça Ayres Quaresma, um dos maiores conjuntos de casario neoclássicos de Minas, sumariamente, demolido, sem qualquer diálogo com a sociedade. O conjunto arquitetônico do Solar Monlevade, que também compreende o Museu Monlevade, seu acervo, incluso o Martelo/Vapor, é a cereja do bolo destas bandas da Estrada Real. Só o Martelo/Vapor de Monlevade, a primeira máquina a vapor de Minas, se restaurado poderia fazer incríveis exibições que como era empregado. Ele apita, bufa e estremece o chão com os golpes do malho. Monlevade não tem atrações turísticas porque as destrói antes mesmo de conhecê-las.

terça-feira, 7 de março de 2017

Hospital Piorou



Em relação à inflexão ética do jornalista que publica que a curto prazo o Hospital Margarida melhorou, o que se pode dizer é que toda vez que o jornalista se porta a publiciteiro o resultado é pedante, enganoso e soa como matéria paga.
É óbvio que o Hospital Margarida, desde 1º de abril do ano passado, dia da mentira e data da posse do atual provedor José Roberto Fernandes, vem piorando numa bola de neve.
Em qualquer país, minimamente, sério figura como José Roberto Fernandes jamais ocuparia o cargo de gestor de uma instituição tão importante quanto o Hospital Margarida. Só a estreita relação do atual provedor com o inelegível ex-prefeito Carlos Moreira seria suficiente para tal. Moreira, além das causas que cassaram seus direitos políticos e outras tantas, é o pai do inacabado, interditado e pretenso hospital Santa Madalena, absurdamente, improvisado no prédio do antigo terminal rodoviário, ao custo de voláteis 22 milhões de reais em recursos públicos . Só foi prefeito porque utiliza poderoso meio de comunicação para manipular o eleitorado. Não fosse a utilização abusiva da Rádio Cultura, Moreira seria, politicamente, desconhecido em João Monlevade. Aliás, se fôssemos um país sério mais uma vez, Moreira estaria é na cadeia. 
Os números que são apresentados para justificar uma improvável melhora no Hospital Margarida são inaplicáveis ao caso porque se referem ao primeiro semestre de 2016, período fora da influência da “gestão efetiva” do atual provedor, que tomou posse apenas no final daquele interstício de tempo. 
A própria forma como tais números foram levantados demonstra que o Hospital piorou, porque traduz o descrédito que o atual provedor tem com a comunidade. Um provedor desacreditado será sempre ruim para o hospital. E aqueles números somente foram produzidos mediante o levantamento de uma Comissão Econômica, constituída pelo contador Carlos Arthuso, o diretor geral da Arcelormittal Monlevade, Marco Antônio de Macedo Bosco, o bancário Antônio Carlos Maroun e o empresário Sérgio Coura e formada, justamente, em razão do descrédito que a estreita relação entre José Roberto e o ex-prefeito Carlos Moreira impõe à atual providoria do Hospital.
José Roberto também já demonstrou várias vezes que não entende nada do assunto e que tem dificuldades para distinguir o público do privado. Seu desrespeito com profissionais da casa e a declarada falta de diálogo com os funcionários do hospital também o inabilitam para o cargo que ocupa. 
Não é preciso se socorrer em números para perceber que o hospital piorou com José Roberto Fernandes. O despejo e suspensão do convenio da Associação dos Amigos do HM para doações através da conta do DAE é fato latente. O hospital viu asfixiado seu principal parceiro e voluntário. O Bingo, importante fonte de recursos da casa, agora, é caso de polícia e, mais uma vez, o Hospital Margarida é forçado ao descrédito junto à comunidade: quem vai comprar cartela do Bingo da próxima vez em que for realizado? Se é que haverá uma próxima vez, pois a verdade é que José Roberto Fernandes sepultou o tradicional Bingo do Hospital, num literal jazigo de descrédito. 
E a renda do Bingo, estimada em 1 milhão de reais, como impacta nos números? Acho que a palavra, agora, fica com os integrantes da Comissão Econômica. O que eles acham disso tudo? Por que depois de todos os desmandos, não há seriedade que derrube o provedor? Ou será que só vão agir depois que José Fernandes fizer com o Hospital Margarida o mesmo que Carlos Moreira fez com o interditado e pretenso hospital Santa Madalena?

E por fim, depois que o diretor geral da Arcelormittal passou a integrar o Conselho Econômico do HM, a expectativa que se tem é que a siderúrgica passe a repassar, pelo menos, uns 250 mil reais mensais para o Hospital Margarida, a exemplo do que fazem outras empresas do ramo que é altamente poluidor e, portanto, demandante por oferta de serviços de saúde.      

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Violência Alarmante: Turma do Moreira não Quer o Olho Vivo


João Monlevade vive uma das maiores ondas de violência e criminalidade de sua história. Se levadas em conta as notícias que circulam no Whastapp, a impressão é que se mata um a cada cinco dias, roubos de carros e motos diários, múltiplos furtos, tiroteios, etc. 
Segurança Pública é de competência estadual. Cabe ao estado de Minas promovê-la. No entanto, existe muita coisa que pode ser realizada pelo município, com vistas a melhorar os índices locais de segurança pública. Um deles é a instalação do sistema de monitoramento por câmaras, também conhecido como Olho Vivo. 
Ocorre que em qualquer administração influenciada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, como é o caso da atual, haverá sempre um desinteresse muito grande por parte do Município em instalar o sistema de monitoramento por câmeras, situação, que, apesar de absurda, chega a ser compreensível em se tratando de governo tão contaminado pela idolatria do moreirismo, levada à cabo pela turma que não se importa com a desonestidade na política. 
O problema do moreirismo com o Olho Vivo é que, uma vez instalado e realizados os convênios de cessão das imagens para os órgãos interessados, tais como o SETTRAN, as polícias Civil e Militar, a Justiça Eleitoral ou o Ministério Público, por exemplo, a cidade passa a ser monitorada como um todo. Assim, além de registrar os crimes comuns, também passarão a registro os crimes e atos lesivos ao patrimônio público, os crimes eleitorais, os atos de improbidade administrativa, etc. Será possível, por exemplo, registrar imagens de vereador que incorre em abuso de poder político, fazendo mudança, em troca de voto no Residencial Planalto; de material de construção extraviado do DVO; de carro da prefeitura em lugar errado em hora errada; de funcionário público pedindo voto em horário de expediente e tantas outras coisas. E isso o moreirismo não quer. 
Se o Olho Vivo já estivesse instalado no centro comercial da cidade, além de facilitar a elucidação das ocorrências criminais naquela área, também inibiria casos como o audacioso acerto de contas (homicídio) ocorrido, recentemente, na Praça do Lindinho, às 10 horas da manhã. Se soubesse que era filmado, o assassino teria procurado outro local para executar sua tarefa, que não fosse em pleno centro de Monlevade à luz do dia.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Perseguição do Provedor já Traz Prejuízo para Pacientes e Hospital


A disputa – para não dizer perseguição -  que o atual provedor do HM, José Roberto Fernandes,  vem impondo à Associação dos Amigos do Hospital Margarida (AAHM) já começa a se materializar em prejuízos concretos para pacientes e para própria Casa de Saúde.  
Como se trata de uma instituição sem fins lucrativos, era a AAHM quem promovia o Bingo, importante fonte de recurso do Hospital.  Com o descredenciamento da AAHM para promover o Bingo e a contratação de empreiteira de engenharia para realizar o evento, como realizado por José Roberto Fernandes, importante meio de arrecadação de recursos para o Hospital foi cancelado pela Justiça, a pedido do Ministério Público, sem data para acontecer.  Em outras palavras, como estava previsto para novembro de 2016, valores que já deveriam estar, efetivamente,  arrecadados  em prol do Hospital por meio do Bingo, agora, são uma miragem no horizonte do custeio da Casa de Saúde. Ou seja, já é prejuízo certo para o Margarida.
Era também a AAHM que promovia a manutenção e a compra de uma série de equipamentos médicos, hospitalares e cirúrgicos para o Hospital como, por exemplo, os perfuradores empregados nas cirurgias ortopédicas .  Recentemente, inconformado com a disposição estatutária que impede a AAHM de repassar recursos em dinheiro para o Margarida, o atual provedor, José Roberto Fernandes, tomou uma série de medidas que, na prática, inviabilizaram as atividades da Associação,  impossibilitando-a de exercer suas parcerias com o Hospital,  como era o caso da compra e da manutenção dos equipamentos cirúrgicos.  Foi só impedir a AAHM de comprar ou de pagar pela manutenção de tais equipamentos que os perfuradores ortopédicos passaram a não apresentar condição de funcionamento, encontrando-se quebradas as 5 unidades do aparelho, e os pacientes que procuram o Hospital para a realização de cirurgias ortopédicas simples estão sendo rejeitados e encaminhados para outro nosocômio.  É o alto preço que o povo paga pelo desmando e a inaptidão para o cargo!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Belmar Diniz, O Sindicato e Algo Mais

Na última reunião ordinária da Câmara, o vereador Belmar Diniz fez pronunciamento, cobrando postura mais incisiva do Sindicato dos Metalúrgicos diante do grave acidente com a panela de gusa ocorrido nessa semana na Aciaria da Arcelomittal. Dois operários foram feridos, gravemente.
O estranho é que ele mesmo, Belmar Diniz, vereador pelo Partido dos Trabalhadores, não assumiu a cobrada postura incisiva diante da Arcelormittal pelo ocorrido, a quem cabe a responsabilidade pela segurança do trabalhador, conforme a legislação trabalhista. Ninguém também entendeu porque Belmar Diniz não desceu para a Usina e não fez piquete na porta da Arcelormittal para exigir mais segurança para o operário monlevadense!
E digo mais! Belmar Diniz é um dos responsáveis pela apertada derrota de Railton e Laércio nas últimas, pois a estrutura da campanha majoritária no Bairro Cruzeiro Celeste foi, intensa e descaradamente, utilizada para pedir votos para o parlamentar.  Assim, faltaram os 126 votos para eleger Raíton e Laércio e um vereador que, no último mandato votou em todos os projetos de Teófilo Torres, foi eleito,  ao pesado custo  do sacrificando um projeto político progressista para o Município de João Monlevade.

É um exemplo claro de como a desonestidade é sempre malévola e prejudicial, pois a esperteza que favoreceu a eleição de Belmar fulminou, por diferença 126 votos, uma oportunidade de mudança para João Monlevade.  Isso não é política científica! É oportunismo, fingimento e idiotice (no sentido grego do termo) de uma turma que apóia este tipo de coisa, que está na contramão de um projeto desenvolvimentista para João Monlevade.       

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Provedor: Bingo foi a Gota D'Água

Ontem, encontrei uma funcionária do Hospital Margarida, que, indignada, elencou uma série de atitudes tomadas pelo atual provedor, José Roberto Fernandes, as quais classificou como, completamente, absurdas e, por fim, demonstrou sua incompreensão diante da total apatia dos Vicentinos, a quem classificou de gente muito séria e comprometida com a filantropia, com relação à sequencia de desmandos e tropeços da atual providoria da casa de saúde, como a decisão de suspender o convênio da Associação dos Amigos de HM com o DAE, o despejo da AAHM, a recusa de receber doações em bens e serviços da AAHM, a desautorização da AAHM para realizar o Bingo, a contratação de empreiteira de engenharia para promover o Bingo por 40 mil reais, o cancelamento do Bingo pela Justiça, a recusa em revelar o nome da empresa contratada, a recusa em permitir a fiscalização de vereadores no Hospital, a falta de garantia na devolução dos valores pagos pelas cartelas, etc
Então, respondi à funcionária que, primeiramente, ela não deveria confundir a consagrada Sociedade São Vicente de Paulo, dos chamados Lazaristas ou Vicentinos, que, em Minas Gerais, se dedicam à filantropia desde 1820, com a Associação São Vicente de Paulo, criada em João Monlevade como entidade mantenedora do Hospital Margarida. 
Expliquei também que, apesar de não serem os mesmos vicentinos, o Conselho do HM também pode comprovar que é tão sério e dedicado à filantropia quanto o outro. Basta demonstrar sua seriedade na prática, porque o silêncio ensurdecedor com que o Conselho do Hospital tem tratado a questão, até o momento, tem sugerido omissão e condescendência  por parte do mesmo. 
O episódio da suspensão judicial do  Bingo é apenas a gota d'água que faz derramar um oceano de falta de condições para que José Roberto Fernandes siga à frente da Providoria do Hospital Margarida. É preciso restabelecer a seriedade no HM. Todos esperam uma atitude do Conselho. Instituição tão importante quanto o HM não pode seguir exposta ao vexame público como se tornou a tônica da Casa de Saúde desde a posse de José Roberto Fernandes, em 1º de Abril de 2016, dia da mentira, obviamente.