sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Drummond: Feliz Ano Novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"Eu Acuso": Um Tributo ao Professor Kássio Vinícius Castro Gomes, Assassinado por um Aluno

Texto extraído do Blog Bocão no Púlpito do amigo Marcelinho.


Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que… estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente
espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.”

Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando…

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar „tudo isso que está aí‟; “mais importante que ter conhecimento é ser „crítico‟.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a
mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da
paparicação ao aluno – cliente…

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente, deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas
graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou
pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e
essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota
baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

Para Refletir

Se há no universo uma força física que pode ser, diretamente, relacionada a Deus, o nome dela é Gravidade. É a Força da Gravidade que cria as estrelas, os planetas, transforma a matéria e coloca o cosmos numa suposta harmonia.

Para Refletir

As religiões são todas muito parecidas. A diferença é que umas alienam mais que outras. O que não se deve é confundir Deus com religião.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo

Presépio da Dona Marilza

Estou de férias, desde sexta-feira passada, quando se iniciou o recesso forense, que termina em 08 de janeiro. Neste período estarei um pouco ausente. Gostaria de agradecer, imensamente, a todos que acessaram o Monlewood neste ano que se encerra. Tem sido um prazer enorme compartilhar minhas idéias com leitores tão politizados, entre outras qualidades. Desejo do fundo do coração um feliz natal a todos. Muita saúde e paz! E que em 2011, nossa querida Monlevade possa entrar no rumo definitivo da prosperidade e do desenvolvimento humano. Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eleição na Câmara

A Isnpiração Corre Mais Rápido do que o Tempo


Ontem, aquele que considero como o último grande brasileiro vivo completou 103 anos de idade. O arquiteto Oscar Niemyier comemorou seu aniversário, inaugurando mais uma obra na orla da cidade de Niterói, região metropolitana do Rio, quando explicou: "o trabalho me distrai."

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Juíza Anula Licitação da ENSCON

Neste último 09 de dezembro, a juíza titular da Primeira Vara Cível da Comarca de João Monlevade, Paula Murça Machado Rocha Moura, julgou procedente o pedido de nulidade da licitação realizada no Governo do ex-prefeito Carlos Moreira, que outorgou à ENSCON Viação LTDA a concessão do serviço de transporte coletivo do Município, na categoria regular e especial de estudantes. A Ação Civil pública foi movida pelo Ministério Público, após denúncia da AUTCOM (Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de João Monlevade), que constatou fortes indícios de fraude no procedimento licitatório. Da decisão cabe recurso.

Martino Coloca a Estrela do PT na Ponta da Pinça

Imagem extraída do Blog Cenários de Marcos Martino.

Como se não bastasse ter publicado em seu blog comentários absurdos do tipo: “na verdade, o PT não tem hoje nenhum candidato com potencial para vencer. Mas tem muita gente vaidosa e aqueles radicais de sempre, doidos pra botar fogo no circo” e “E agora José? Será que o PT vai se transformar no Partido dos aposentados ou vai mudar de nome para PTI, Partido da Terceira idade? Posso estar errado, mas acho que está faltando uma renovação”, o assessor de comunicação de Prandini, agora, publica uma imagem da Estrela do PT, símbolo maior da luta do Partido dos Trabalhadores, na ponta de uma pinça, reduzida de sua grandeza, menor que uma unha de um polegar, como se fosse um objeto qualquer, passível de ser pinçado, tal qual um espinho, por exemplo. Com todo o respeito, Martino, se há um espinho político no Partido dos Trabalhadores, o nome dele é Prandini.

E o Futuro do PT?

Em poucos dias, Prandini chegará à metade de seu mandato. É este o momento exato para o Partido dos Trabalhadores definir o seu futuro político. Não há mais condições e, muito menos, tempo para se fazer uma reviravolta no governo que aí está. E ouçam o que eu digo: o principal responsável pelo fracasso do atual governo, ou seja, o modelo político-administrativo prandinista, não vai mudar uma vírgula. As inúmeras tentativas do PT neste sentido já se mostraram infrutíferas, confirmando a imutabilidade de tal modelo. Ademais, como dito acima, não há mais tempo hábil para se desconstruir o modelo que hoje vigora e se reconstruir um novo. A pergunta, então, é simples e direta: o Partido dos Trabalhadores vai se permitir ser arrastado para o fundo do poço cavado, exclusivamente, por Prandini e seu gabinete? Em política, tudo tem o seu momento e sua forma. Depois, não adianta chutar cachorro morto.

O PT e o Governo

Nestes últimos dois dias, um ocupante do primeiro escalão do governo Prandini tem usado de seu blog para disparar avaliações pré-conceituosas e falaciosas a respeito do Partido dos Trabalhadores de João Monlevade. Apesar de infundadas, as tais avaliações, uma vez elaboradas por alguém que orbita de modo muito próximo o gabinete do prefeito, refletem de maneira fiel a forma como o PT é visto dentro do governo. Muito se tem especulado sobre o futuro do PT na atual administração. Alguns dizem que ele deve romper com Prandini. Outros que a relação política entre o partido e Prandini nunca esteve tão estreita. A verdade é que Prandini já rompeu com o PT e o partido ainda não se deu conta isso. Alegações vindas do seio da atual administração têm sido recorrentes no sentido de que “o PT é governo e tem mais secretarias que a maioria dos partidos da base aliada.” É verdade. O PT tem algumas secretarias. Mas, pára por aí. O essencial não tem sido permitido ao partido: executar o seu projeto político para Monlevade, paralelamente, ao do PV. Na realidade, além de não conseguir executar seu próprio projeto político, Prandini não tem permitido ao Partido dos Trabalhadores a execução do seu, pois vê na figura de cada petista um adversário em potencial. A aliança entre Prandini e o PT foi apenas eleitoral. Para se ter uma idéia, o PT sequer é consultado nas tomadas de decisão do governo. Sem participação política efetiva, não há que se falar que o Partido dos Trabalhadores é governo. Semana passada o Vereador Guilherme Nasser usou da tribuna da Câmara para reclamar da falta de dotação orçamentária específica para a subprefeitura do Cruzeiro Celeste no Orçamento 2011. Sabe o que isso significa? Que a subprefeitura, que era administrada pelo PT, foi fechada, definitivamente. Este é apenas um dos vários exemplos de boicote político sofrido pelo PT, no governo prandinista. O tempo está passando e não há outra opção ao Partido dos Trabalhadores, senão a de romper com este governo que até o momento só lhe impôs ônus políticos.

Outra Frase do Assessor de Comunicação de Prandini

E agora José? Será que o PT vai se transformar no Partido dos aposentados ou vai mudar de nome para PTI, Partido da Terceira idade? Posso estar errado, mas acho que está faltando uma renovação.

Extraída do Blog Cenários, na postágem Caixa de Marimbondos, de autoria de Marcos Martino.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Educação Chinesa Obtém o 1º Lugar na OCDE. Brasil Fica em 53º

A china já tem esgotada a expansão de sua fronteira agrícola, não possui riquezas minerais consideráveis, não possui jazidas de petróleo, não possui uma Amazônia em seu território, não é abençoada pelo sol dos trópicos, tão pouco possui recursos hídricos em abundância, mas possui algo que o Brasil ainda não tem: um povo cada vez mais educado. Nos últimos anos, o governo chinês tem intensificado os investimentos em educação. E os efeitos da medida já se fazem sentir no país. A China ficou em primeiro lugar no levantamento do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) divulgado semana passada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo, produzido a cada três anos, faz um raio-x da situação da educação no mundo e organiza uma lista com 65 países, entre membros e parceiros da organização. A China atingiu as maiores pontuações em todas as áreas avaliadas pela OCDE: leitura, matemática e ciências, sendo ainda o país com maior número de alunos classificados como nível 5 e 6, as maiores notas que podem ser atribuídas no relatório. Os índices chineses para leitura, matemática e ciência são de 556, 600 e 575 pontos, respectivamente. As médias da OCDE para essas áreas são: 492, 496 e 501. Entendeu, agora, o porquê do estrondoso crescimento chinês? Confira, abaixo, o ranking geral do Programa Internacional de Avaliação de Alunos(clique na imagem):

Frase do Assessor de Comunicação, Marcos Martino

Na verdade, o PT não tem hoje nenhum candidato com potencial para vencer. Mas tem muita gente vaidosa e aqueles radicais de sempre, doidos pra botar fogo no circo.

Extraída do Blog Cenários, na postágem Política é Como Núvens, de autoria de Marcos Martino

Ainda Árvore de Natal

O recente episódio do incêndio na árvore de natal da Prefeitura, além de ter se revelado como um espetáculo bizarro e de mau agouro para muitos daqueles que presenciaram o ocorrido, também oportunizou a alguns integrantes do governo mais uma chance de demonstrarem o quanto estão envoltos por uma atmosfera de paranóia, que sempre coloca a administração como vítima dos recorrentes acontecimentos que têm abalado de forma histórica a avaliação de Prandini como prefeito. Antes mesmo que árvore da Praça Sete esfriasse, o responsável pela comunicação oficial do governo, o Marcos Martino, por exemplo, fez uso de seu blog para levantar suspeitas de sabotagem e de ação deliberada no incêndio do ornamento natalino. Apesar de a própria administração ter optado por não esclarecer o incidente, substituindo a árvore queimada sem periciá-la, parece ter havido um consenso de que tudo não passou de um acidente, ocasionado por um instalação elétrica inapropriada. Ora, sem uma leitura precisa da realidade que o cerca, o governo vai continuar onde está, ou seja, em lugar nenhum. Para se resolver qualquer problema é preciso, primeiramente, encará-lo de frente. Assumir uma postura de vítima é enganar a si próprio. Tudo que vem ocorrendo neste governo: a debandada da base, a quebradeira e a paralisia da Prefeitura, as dificuldades na Câmara e etc são conseqüências diretas do jeito prandinista de administrar. E o povo sabe muito bem disso.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Desdobramentos do Processo da “Farra do Lixo”

Em 19 de outubro último, a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais negou provimento ao recurso interposto por Carlos Moreira, que visava reverter a decisão liminar da Juíza Paula Murça da 1ª Vara Cível da Comarca de João Monlevade, determinando a indisponibilidade de bens do ex-prefeito, até o valor de R$3.935.780,27 (três milhões, novecentos e trinta e cinco mil, setecentos e oitenta reais e vinte e sete centavos). O recurso é relativo à Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público contra Carlos Moreiras, Prohetel Projetos e Construções e outros sete envolvidos, após denúncia realizada por este blogueiro, no caso que ficou conhecido como a “Farra do Lixo” e que gerou um prejuízo de quase 4 milhões de reais aos cofres do município, segundo o MP. Veja alguns extratos da decisão do tribunal:

[...]
Infere-se da documentação acostada aos autos que os sete primeiros requeridos, na condição de agentes públicos, ainda durante o procedimento licitatório, optaram por modalidade licitatória inadequada de tomada de preços, violaram impedimento legal, dada a participação direta, na comissão de licitação, do contador da empresa licitante e vencedora, Delci Sérgio Couto.
[...]
Extrai-se da documentação acostada que, antes mesmo de completar doze meses, o contrato sofreu vários reajustes ilegais, que resultaram em um acréscimo de 66,72% (sessenta e seis vírgula setenta e dois por cento), totalizando o valor de R$670.354,51 (seiscentos e setenta mil, trezentos e cinqüenta e quatro reais e cinqüenta e um centavos).
Tem-se que, do início da prestação de serviço, qual seja, 06/01/2003 até o oitavo reajuste, em 01/11/2006, o valor inicial do contrato foi reajustado em 152,79% (cento e cinquenta e dois vírgula setenta e nove por cento), chegando ao montante de R$1.125.000,00 (um milhão e cento e vinte e cinco mil reais).
[...]
Assim, verifica-se haver nos autos fortes indícios de que os requeridos fraudaram o caráter competitivo do certame licitatório deste Município de João Monlevade, objetivando favorecer a ré Prohetel Projetos e Construções Ltda.
[...]
Assim, confirmada a presença dos requisitos ditos faltosos, de se manter a decisão arrostada por seus próprios e jurídicos fundamentos. Com estas considerações, NEGO PROVIMENTO ao recurso, revogando o efeito suspensivo outrora concedido.


A íntegra da decisão do Tribunal está disponível neste Link.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Árvore de Natal da Prefeitura Pega Fogo





Por volta das 19:20 hs, desta quinta feira, monlevadenses que passavam pelo centro de Carneirinhos foram surpreendidos por uma senha inusitada e trágica. Em meio a comentários de populares do tipo: “bem que o prefeito falou que iria dar uma esquentada na sua popularidade”, a árvore de natal instalada pela prefeitura, em plena Praça Sete de Setembro, foi completamente consumida pelas chamas. As causas do incêndio ainda não foram divulgas. Lamentável.

Monlevade: Péssima Qualidade na Prestação de Serviços

Monlevade, enquanto cidade pólo, possui uma inegável vocação para a prestação de serviços. Más, a qualidade deste setor precisa melhorar muito:

OFICINA MECÂNICA

Outro dia, minha furreca velha apresentou um quadro de superaquecimento no motor. Procurei uma conhecida oficina mecânica da cidade e o funcionário me disse que o problema decorria do entupimento do radiador e do travamento da válvula termostática. Então, o radiador foi retirado e enviado a uma oficina especializada para manutenção e a válvula substituída. Depois de dois dias, peguei o carro na oficina e o aquecimento persista. Aí, me disse o mecânico que o problema era, na verdade, ventoinha queimada. O carro ficou mais um dia parado na oficina e além de pagar pela ventoinha nova, tive de pagar também pelo primeiro serviço que de nada adiantou. Finalmente, consigui tirar o carro da oficina e adivinha: aquecimento, aquecimento e aquecimento. Desta vez por falta d água no sistema de refrigeração do motor, que vazou numa trinca ocasionada pelo desnecessário processo de desentupimento. E o carro ficou mais dois dias parado na oficina para reparo. Rezei bastante e fui buscar o carro. Dei uma volta na rua e vi que, graças a Deus, o motor deixou de superaquecer. Mas, então, percebo um barulho estranho, vindo de debaixo do capô, como se algo solto estivesse batendo. Era o danado do radiador, desta vez, com o suporte quebrado. Brincadeira!!! Os caras danificaram o radiador, novamente! O carro ficou mais dois dias parado na oficina para a troca do radiador. Resultado: meu carro ficou uma semana sem rodar, dificultando minha vida profissional, tive de gastar mais do que deveria, esquentei o cerebelo e a oficina perdeu um cliente.

LOJA DE ARTIGOS PARA BEBÊS

Coisa de uns 30 dias, liguei para uma conhecidíssima loja especializada em artigos para bebês, querendo me informar a respeito de carrinhos e outros acessórios. Fui conversando com a funcionária sobre preço, forma de pagamento e outras coisas mais. Então, eu disse a ela que precisaria de tudo em dobro, pois se tratavam os bebês de gêmeas. E ela me perguntou: já nasceram? Eu disse: ainda não. Está quase. Foi então que ela me disse com a maior naturalidade: é bom esperar nascer, porque geralmente, no caso de gêmeos, costuma nascer um morto, aí o senhor vai ficar no prejuízo. Resultado: desliguei o telefone e comprei tudo em outra loja.


SERVIÇO DE INFORMÁTICA

Nunca consegui, em João Monlevade, um prestador de manutenção em computador que resolvesse o problema de primeira. Serviços simples, como formatar uma máquina, por exemplo, transformam-se numa verdadeira novela. A última vez em que precisei formatar meu PC, tive de retornar à loja três vezes para que seus funcionários colocassem meu computador em condição de funcionamento satisfatório. Se alguém souber de uma boa loja, por favor me indique.

BOMBEIRO HIDRÁULICO

Anteontem, a tomada elétrica da cozinha lá de casa começou a verter um pouco d'água. Chamei o bombeiro. Ele examinou daqui, espiou dali e disse que teria de quebrar a parede, pois o problema vinha de um vazamento da rede hidráulica da pia da cozinha. Então, pensei: de jeito nenhum! E disse a ele pra voltar no outro dia. Fiquei intrigado com aquilo e resolvi dar uma olhada na laje da casa. Subi lá e vi que havia uma telha fora do lugar e que a água da chuva estava entrando dentro da rede elétrica, ocasionando o suposto vazamento. Imagina se eu tivesse deixado o bombeiro quebrar a parede!

O fato é que a péssima qualidade da prestação de serviço em João Monlevade, além de colocar em xeque a paciência do mais tolerante cidadão, reflete negativamente na economia da cidade. Toda vez que um problema não é resolvido de forma categórica e definitiva significa que estamos desperdiçando tempo e recursos que poderiam ser usados de outra forma mais produtiva. E o pior é que além de não resolverem seu problema de maneira eficaz, não raro te causam outros, até mais graves do que os primeiros. Falta qualificação e responsabilidade.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Catas Altas: Pérola do Barroco Mineiro


A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Catas Altas, é uma das pérolas do barroco mineiro. Considerado um dos maiores e mais importantes templos católicos de Minas, a Matriz abriga obras dos mestres Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manuel da Costa Ataíde. O início de sua construção data do ano de 1729, substituindo uma pequena capela anterior que já não comportava o número de fiéis. Suas características arquitetônicas externas a remetem à segunda fase do Barroco Mineiro: paredes de taipa de pilão, alicerces e alvenaria de pedra, frontispício rígido e relativamente simples, com a presença de elementos ornamentais em cantaria. Esta jóia barroca possui ainda características únicas em seu exterior. Sobre suas torres, erguem se elegantes pináculos alongados ao estilo mourisco, de clara influência árabe. Entre as torres, observa-se um frontão em forma de onda, típico das igrejas litorâneas do Brasil colonial, mas, pouco comum na arquitetura religiosa das Minas setecentistas e, segundo contam os antigos, inspirado no Pico Catas Altas, que localizado, no alto da Serra do Caraça, domina toda a paisagem da pequena cidade histórica.
Pico Catas Altas, Serra do Caraça.


Possui ainda um peculiar alpendre externo, destinado a abrigar romeiros, a exemplo apenas da Igreja São Pedro dos Clérigos, em Mariana, e da Igreja do Rosário dos Homens Pretos Alforriados, em Ouro Preto. Apesar de conter retábulos inacabados, seu interior é riquíssimo e esplendoroso, apresentando características das três fazes do Barroco Mineiro, inclusive o Rococó, o que demonstra que a feitura de sua ornamentação interna demorou tempo suficiente para passar pela cronologia de todas as fases barrocas de Minas.








terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Licitação Sob Suspeita

Como ensina a sabedoria popular: pau que nasce torto morre torto. Nos últimos dias, blogs e jornais da cidade têm veiculado informações que colocam o processo licitatório destinado à publicidade oficial sob suspeita de grave irregularidade. Como se não bastasse o estranhíssimo episódio da publicação do resultado da concorrência pública, antes do encerramento do certame, agora chega a notícia de que os envelopes contendo as propostas das empresas participantes foram abertos, sem a presença das mesmas. Para um governo já desgastado por se envolver em polêmicas de toda sorte, o melhor seria cancelar a dita licitação e recomeçá-la do zero, observando-se o princípio da estrita legalidade. A Câmara deve ficar de olho.

Amigos Cantando Contra Fome

Domingo, 19 de dezembro, a partir das 13:00 hs, na área de cavalgada em Bela Vista de Minas, será realizado o evento beneficente Amigos Cantando Contra Fome, que contará com a participação de 23 atrações artísticas, entre cantores e bandas da região:

01- Relber e Alan
02- Infocus
03- Sandro e Wellington
04- Fabrício e Elcimar
05- Manos Samba
06- Bráulio e Ricardo
07- Ramon Tavares e Rian
08- Cartolas
09- Christian e Francis
10- Davi e Christiano
11- Aline Cristine
12- Sandro Dornellas
13- Tony e Maxx
14- João Lucas e Diogo
15- Junior e Vinicius
16- Ronaldo e Rafael
17- Sergio e Delson
18- Álvaro e Vinicius
19- Maicon e Douglas
20- Kenny e Kerlon
21- DJ Serginho Boladão
22- DJ Wanderley
23- Grupo Vem Samba

Ingressos a R$ 2,00, mais um quilo de alimento não perecível(menos sal e fubá), à venda com membros da Associação Centro de Saúde Modesto Antônio de Ávila. Em Monlevade, na Ótica Novo Mundo e em todas a Lojas da Souarte.

Rua Cerâmica: Lixo, Fedentina e Falta de Educação




A Rua Cerâmica, localizada próximo ao marco inicial da Linha Azul e a poucos metros do Centro Educacional e do DAE, se transformou num vergonhoso lixão em pleno centro da cidade. Seus moradores desrespeitam as Posturas Municipais, depositando lixo nos passeios e nas sarjetas, numa vexaminosa demonstração de falta de educação, falta de asseio, falta de inteligência, falta de civilidade e de falta de bom senso. Mal sabem os malfeitores, que além de estarem transformando sua própria rua numa pocilga imunda e fétida, tal pratica contribui para a disseminação de doenças e parasitas e, em caso de chuva forte, aquele lixo poderá obstruir bueiros e galerias, colaborando para a ocorrência de inundações. Ou será que eles sabem disso tudo e estão pouco se lixando?É um absurdo!

sábado, 4 de dezembro de 2010

O Fundamento Religioso do Conflito entre Árabes e Judeus

A ORIGEM DAS TRÊS RELIGIÕES MONOTEÍSTAS

O judaísmo, o cristianismo e o islamismo compõem uma linha evolutiva religiosa que se originou no politeísmo egípcio, há mais de quatro mil e quinhentos anos. No Egito antigo, a religião era moldada por um variado panteão de deuses. A primeira tentativa de reforma monoteísta ocorreu, sem sucesso, no reinado do Faraó Akhenaton. Do politeísmo egípcio originou-se o judaísmo, que, por sua vez, deu origem ao cristianismo, que se fundiu ao judaísmo e deu origem ao islã. É essa a linha de evolução religiosa monoteísta: primeiro o judaísmo, depois o cristianismo e, por último, o islã. A fato de serem religiões distintas, que se originaram umas nas outras, faz com que as três possuam vários elementos em comum. E as divergências se originam, justamente, da ambição de de domínio de cada qual por esses elementos comuns, que, na maioria das vezes, se traduzem em lugares sagrados. Poucos sabem, mas, Jesus, que era judeu, é um dos seis mais importantes profetas do Islã e o Al Corão, o livro sagrado islamita, dispensa mais páginas à passagem da Virgem Maria do que o próprio Novo Testamento e esta última descende, diretamente, da Casa de Davi, o rei que unificou as 11 tribos de Judá na Reino de Israel - Isso, só para demonstrar, grosseiramente, o quão relacionadas estão as três religiões monoteístas.

RETROSPECTO HISTÓRICO DA REGIÃO DO CONFLITO

Pois bem, feita esta resumida introdução, vamos à origem religiosa do conflito em si. Segundo a tradição, Deus ordenou aos judeus que fosse construído um grande templo em sua honra, para guardar a Arca da Aliança, contendo os Dez Mandamentos. Em 960 AC, o rei Salomão termina a obra, erguendo, em Jerusalém, sobre o lugar onde se acredita ter ocorrido o episódio em que Abraão sacrificaria seu filho Isaac em prova de fé, um dos mais monumentais e belos templos da antiguidade. O Templo de Salomão representava a unidade nacional judaica e nele funcionavam as maiores instituições do Estado judeu. Em 585 AC, o Templo é destruído pelos babilônios. Décadas depois, ele é reconstruído e destruído novamente, desta vez, pelos Assírios. Em 4 DC, o Templo é reconstruído pelo rei Herodes. Certa vez, Jesus, que visitava o Templo, constantemente, profetizou: “não ficará pedra sobre pedra”. Em 67 DC, os Romanos destroem o Templo e, com seus ricos despojos, constroem o Coliseu, em Roma. A partir daí, os judeus são expulsos de Jerusalém e o Cristianismo se instala na Terra Santa. Então, surge o Islã, uma religião, estritamente, voltada para o comércio, assim como as demais, e com um forte impulso expansionista, baseado na Jihad, a Guerra Santa. É o tempo das Cruzadas, as guerras entre cristãos e islâmicos por entrepostos comerciais, como Jerusalém, por exemplo. Em 1187, Jerusalém é, definitivamente, tomada pelos islâmicos que constroem sobre as ruínas do Templo de Salomão a Grande Mesquita do Domo da Rocha, um dos mais importantes templos islâmicos.

A MESQUITA E O TEMPLO DE SALOMÃO

Então, a História passa pela idade média, moderna e contemporânea, chegando ao pós guerra, quando em 1948, é refundado, com apoio da ONU, o Estado de Israel, iniciando-se uma grande onda migratória de judeus exilados para a Terra Santa. Só que então, depois de todo o processo histórico ocorrido, ao retornarem ao seu país original, os judeus se depararam como uma mesquita construída onde se localizava o sagrado Templo de Salomão. A ausência do Templo representa uma lacuna pesada na religião, na cultura e no Estado Judeu. Para o judaísmo sua reconstrução é imprescindível. O grande problema é que para reconstruí-lo faz-se necessário destruir a mesquita islâmica, o que é, totalmente, inaceitável para os árabes. É esse o fundamento religioso do conflito. De uma forma ou de outra, toda a tensão naquela área gira em torno da possível reconstrução do Templo de Salomão. Claro que por traz da religião também existem as questões geopolíticas, econômicas, étnicas e etc.


Foto da Esplanada do Templo de Salomão, para os judeus, e Esplanada das Mesquitas, para os palestinos. Foi neste lugar que o patriarca de judeus e islâmicos, Abraão, recebeu a intervenção da arcanjo Gabriel, quando estava pronto para sacrificar a vida de seu filho, como forma de demonstração de fé a Deus. Segundo a tradição judaica, o filho era Isaac, do qual descende todo o povo judeu. Mas, segundo a tradição islâmica, o filho era Ismael, de quem descende todo o povo islâmico. É neste lugar também que o maior profeta do Islam, Maomé, acendeu aos céus. O domo dourado é da Mesquita, que foi construída onde se localizava o Templo de Salomão. O muro abaixo da Mesquita é o famoso Muro das Lamentações, que nada mais é que um muro de arrimo, que sustentava o Templo de Salomão e onde, como o próprio nome diz, os judeus lamentam a ausência e a perda do templo sagrado.

Templo de Salomão é Reconstruído em São Paulo

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Brasil Reconhece Estado Palestino

-O Globo-

O Brasil reconheceu o Estado palestino, considerando as fronteiras de 1967, o que significa identificar todos os territórios ocupados na Cisjordânia (Jerusalém Oriental e arredores) como parte da nação palestina. A decisão, comunicada no início da tarde desta sexta-feira pelo Palácio do Itamaraty, atende a um pedido formalizado em carta enviada pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 24 de novembro.
Os territórios ora reconhecidos pelo governo brasileiro como parte do Estado palestino foram ocupados por Israel em junho de 1967, ao final da Guerra dos Seis Dias, conflito que opôs Israel aos vizinhos árabes (Egito, Síria e Jordânia).
De acordo com a chancelaria brasileira, a decisão "não implica abandonar a convicção de que são imprescindíveis negociações entre Israel e Palestina, a fim de que se alcancem concessões mútuas sobre as questões centrais do conflito".
"A iniciativa é coerente com a disposição histórica do Brasil de contribuir para o processo de paz entre Israel e Palestina, cujas negociações diretas estão neste momento interrompidas, e está em consonância com as resoluções da ONU, que exigem o fim da ocupação dos territórios palestinos e a construção de um Estado independente dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967", afirma a nota do Itamaraty.
O governo Lula ainda argumenta que mais de cem países reconhecem o Estado palestino, entre eles todos os principais parceiros do Brasil em negociações multilaterais, como Índia, China, Rússia e África do Sul. E destaca que todos são países que "mantêm relações fluidas com Israel".
"Paralelamente, nunca foram tão robustas as relações bilaterais com Israel. Os laços entre os dois países têm-se fortalecido ao longo dos anos, em paralelo e sem prejuízo das iniciativas de aproximação com o mundo árabe e muçulmano", informa a chancelaria.
Na nota, o Ministério de Relações Exteriores ainda diz que o reconhecimento do Estado palestino reafirma "sua tradicional posição de favorecer um Estado palestino democrático, geograficamente coeso e economicamente viável (...) Apenas uma Palestina democrática, livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios israelenses por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional".
O Itamaraty também explica que o Brasil reconhece a Organização para Libertação da Palestina (OLP) desde 1975, entidade extinta e que deu lugar à Autoridade Palestina. Em 1993, o Brasil autorizou a abertura de Delegação Especial Palestina, com status diplomático semelhante às representações das Organizações Internacionais. Em 1998, o tratamento concedido à Delegação foi equiparado ao de uma embaixada.

Teleférico: o Sonho Acabou


Acabo de saber que uma empresa de Poços de Caldas teria recebido trinta mil reais da Prefeitura para confirmar o óbvio: João Monlevade não possui potencial turístico que viabilize a instalação de um teleférico. É um momento de profunda tristeza para o Monlewood. Confesso que tenho sonhado, recorrentemente, com o teleférico. Desde que li o Programa de Governo de Prandini, não há sequer uma noite em que pego no sono e minha abstração não me coloca a bordo de uma pequena e equilibrada gôndola, que, estampada com os dizeres “Teleférico da Gente”, desliza, suavemente, por um fio oscilante, no mais puro balé aéreo, movendo-se entre voçorocas terríveis e as apocalípticas crateras do Areião, enquanto a mais refrescante e delicada brisa do crepúsculo me faz sentir o cheiro pútrido do lixo descartado pela Prefeitura à beira das nascentes. É uma pena. Prandini fecharia seu mandato com chave de ouro.

Frase da Semana

“Quem pariu Mateus que o embale.”

Extraída da coluna Emporum da edição de hoje do jornal A Notícia.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Vereador e a Escola

Semana passada, estava eu conversando com um vereador sobre a necessidade de se priorizar a educação pública municipal. Dizia a ele que se conseguíssemos remodelar e reestruturar as escolas do Município, nossa cidade melhoraria, em todos os sentidos, e daríamos o decisivo grande passo rumo ao desenvolvimento definitivo. Propus a ele que usássemos, pelo menos, a metade da receita advinda da duplicação da Usina para a constituição de um fundo municipal de investimento na educação, através do qual poderíamos instituir a escola em tempo integral, conceder mais dignidade salarial aos professores e investir mais em infra-estrutura e qualificação dos profissionais do setor. Conversei, conversei e conversei.... e o vereador ficou me olhando, atônito, como se eu fosse um extra terrestre. Então, como última forma de convencimento, me vali do Relatório de Desenvolvimento Humano, publicado recentemente pelas Nações Unidas, no qual se reconheceu que a má qualidade da educação se caracteriza como a principal causa de todas as mazelas brasileiras. Aí, a perplexidade tomou conta, por completo, do edil. O maior entrave à educação de qualidade não passa pela falta de recursos, baixos salários dos professores, nem nada disso. Neste, como em todos os casos, o maior entrave é que a sociedade, como um todo, não enxerga a educação de qualidade como prioridade. Para a maioria das pessoas, se há vagas, merenda e transporte escolar, a escola está funcionando bem. Enquanto a sociedade não perceber que a escola vai de mal a pior e que a educação é fundamental para o desenvolvimento humano do país, nada se resolverá.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Blog do Melo

Hoje, o Marcelo Melo escreveu um texto intitulado “A culpa é de quem manda e não de quem obedece”, sobre o qual gostaria de tecer algumas considerações, na posição de ex-vice presidente do Partido Verde/JM, de Representante Jurídico e advogado da coligação que elegeu o atual prefeito e de apoiador incondicional de Prandini, do ano de 2004 à abril de 2009, quando deixei o governo. Pela experiência que tive durante todo este período, pude concluir de maneira inequívoca que o governo que aí está é o resultado e o reflexo de Emerson Duarte. É ele quem toma, exclusivamente, as decisões de governo. E foi essa a maior de todas as inconformidades que me levaram a deixar o governo. Primeiro, porque o Emerson Duarte não fora eleito para tal. Segundo, porque esse modelo não estava nem está dando certo. E terceiro, porque, a meu ver, se Prandini pretendia delegar o poder das urnas à alguém, deveria, ser a seu partido, o que nunca ocorreu, nem mesmo da maneira mais tênue. Nós, que acreditávamos em Prandini como aquele que poderia construir uma João Monlevade mais humana, mais próspera, mais justa e mais cultural, não empenhamos vários anos de nossas vidas para eleger alguém que nos fizesse meros empregados da Prefeitura. O fizemos para participar de um processo de mudança, em que cada qual teria o seu lugar e a oportunidade de colaborar para a execução de um projeto muito maior do que qualquer indivíduo. Mas Prandini virou as costas para esse compromisso, optando pela delegação incondicional do poder que lhe fora conferido pelas urnas a seu assessor de governo, causando a debanda geral de sua base, de uma forma ou de outra. E o resultado é este que aí está. Por fim, com uma coisa eu concordo com o Melo. Apesar de este governo ser sim o mais fiel reflexo de Emerso Duarte dentro daquilo que defino como Pacto Umbilical, a responsabilidade é toda de Prandini. É ele o prefeito e foi ele quem optou por esses caminhos. É a melhor situação para o jargão: a culpa é do Prandini.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pacto Umbilical em Alta

Na prática, o decreto que retira dos secretários sua autonomia para ordenar despesas e as concentra nas mãos do prefeito revela que o Pacto Umbilical permanece mais forte do que nunca. Para aqueles que ainda não sabem do que se trata, Pacto Umbilical é aquele modelo de gestão específico, no qual o assessor de governo Emerson Duarte toma, exclusivamente, as decisões político-administrativas e Prandini, automaticamente, assina em baixo. Essa manobra, além de centralizar ainda mais poder nas mãos de quem realmente manda, ou seja, do assessor de governo, sugere a intenção de controle sobre aqueles secretários ou outros ocupantes de cargos comissionados que pretendam concorrer a algum cargo eletivo nas próximas eleições municipais. Afinal, a partir janeiro próximo, o atmosfera política do Município já estará toda voltada para o pleito 2012 e Prandini, que – escrevam o que eu digo – também será candidato, não permitirá que, de dentro de seu governo, emerja algum concorrente.

Prandini Decreta a Centralização dos Gastos da Prefeitura

Numa tentativa de controlar os gastos da Prefeitura, prandini, por meio de um decreto municipal, retirou de seus secretários a autonomia para ordenação de despesas e se instituiu com única autoridade competente para tal. Ou seja, despesa no governo, só com autorização direta do prefeito. Ora, mas não foi o próprio prandini que prodigalizou e torrou o dinheiro da Prefeitura, instituindo novas secretarias, uma atrás da outra, e criando cargos e gratificações sem critério, além de regalias diversas, tais como mordomo oficial, gabinete reformado novo em folha e carrão oficial zero quilometro? É mais um episódio que confirma a dificuldade do chefe do Executivo em encarar e compreender a realidade dos fatos, atribuindo sempre aos outros a responsabilidade por suas mazelas político-administrativas. A quebradeira da Prefeitura deve ser culpa do secretariado mesmo...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Faltam Médicos

Na última reunião da Câmara, os vereadores Doró e Belmar Diniz apresentaram algumas sugestões para se tentar combater a constante falta de médicos no setor da saúde pública do Município. Uma delas foi o aumento do salário dos médicos. Pois, eles têm razão. A irrevogável lei da demanda e da oferta também se aplica ao mercado de trabalho. Atualmente, existe uma defasagem enorme entre a demanda por profissionais de medicina e a oferta de médicos no mercado profissional. O cooperativismo da classe dificulta a abertura de novos cursos de medicina, o que, consequentemente, diminui a oferta de médicos, num mercado de trabalho em que a demanda por novos profissionais é sempre crescente. Para se ter uma idéia, um médico recém formado, sem qualquer especialização, pode, facilmente, receber um salário entre 12 e 15 mil reais. É um valor altíssimo para a saúde públicas deste Município. Num primeiro momento, a única forma de atrair novos médicos para nossa cidade é apresentar salários compatíveis com mercado, mesmo que pareçam absurdos. Ao passo que, num segundo momento, se faz necessária a oferta de mais profissionais, através da ampliação e da abertura de novos cursos de medicina, na região.

domingo, 28 de novembro de 2010

Leitora Comenta: Mais Destrato do Governo

Kelli disse...

"A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio." Carlos Drummond de Andrade
Postado pelo PRANDINI em seu twitter.
Ter fé com certeza é algo muito importante, mas é preciso lembrar que em muitos casos a Fé nos leva a extremos desnecessário, como a intolerancia e o excesso de vaidade. Considero que o raciocínio lógico e inteligente é algo fundamental para uma pessoa agir com coesão. Ter fé é ter fidelidade e compromissos e promessas.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Isonomia que Dá em Chico Dá em Francisco

Na república, a isonomia é sempre imprescindível. E não por capricho, mas sim por necessidade, sob pena de se descaracterizar a própria condição republicana. Por certo, é necessário que haja isonomia na solução das irregularidades das permissões de uso dos terrenos públicos. E por que tal solução é necessária? Ora, porque as permissões, da forma em que foram feitas, ou seja, sem contrapartida para o Município, violam, justamente, o princípio da isonomia. Imagine que alguém receba uma permissão de uso, que é destinada à instalação de um estacionamento comercial, por exemplo. Considerando que não haverá necessidade de pagamento de aluguel ou de gasto com a aquisição do imóvel, o permissionário ficará em condição privilegiada de concorrência em relação a outros eventuais estacionamentos da cidade, que, certamente, terão que pagar aluguel ou investir um valor expressivo na aquisição do terreno. Como se vê, as permissões, como foram realizadas, afetam até o mais consagrado princípio do capitalismo: a livre concorrência.

Guerra à Criminalidade no Rio de Janeiro

FATO HISTÓRICO


Pela primeira vez, desde que o crime organizado tomou conta do Rio de Janeiro, se vê uma ação coordenada, envolvendo forças federais e estaduais, no combate direto a traficantes e criminosos. Em 1992, em ocasião da ECO-92, o exército se envolveu na segurança do Rio, mas não houve confrontos diretos. As ações dos últimos dias sinalizam para um “tudo ou nada”, que demonstra a intenção das autoridades cariocas em dar um basta à vergonhosa situação de violência e criminalidade que vem assolado o Rio, nestas últimas três décadas.

APOIO DA POPULAÇÃO


Ao contrário da recorrente afirmativa de que “o morador do morro dá cobertura ao criminoso e que o bandido dá cobertura social à comunidade”, a população carioca tem apresentado apoio maciço às operações de combate.

ORIGEM SOCIAL DA CRIMINALIDADE


Vivemos numa sociedade de consumo em massa, na qual a mídia impõe, diuturnamente, que a virtude somente pode ser conquistada através do consumo e que o indivíduo apenas terá valor se possuir os bens que o mercado oferta naquele momento. Ou seja, não somos mais a palavra que comprimos ou a conseqüência de nossos atos. Somos o que temos. Mas, a mesma sociedade que determina estes valores, impede, através de fatores históricos, como a concentração de renda, por exemplo, que grande parte dos brasileiros participe dos processos de consumo. Assim, como se vive apenas uma vez e ninguém quer passar pela vida como um indivíduo sem virtudes, tende-se a se recorrer ao crime para se alcançar a virtude de consumo. Entenda que não estou dizendo que pobreza é sinônimo de criminalidade e sim que uma sociedade que estabelece o “ter” como valor ético e não estende à ampla maioria de seu povo as condições para tal, fatalmente, conviverá com o crime.

ORIGEM INSTITUCIONAL DA CRIMINALIDADE


As condições institucionais que levaram o Rio de Janeiro à situação em que se encontra hoje perpassam pela ausência do estado (educação, saneamento básico, saúde e etc) nos bolsões de pobreza e chega a seu calcanhar de Aquiles: o modelo policial brasileiro.Como já escrevi antes, não há no mundo civilizado e desenvolvido um modelo de segurança pública baseado em duas polícias, como ocorre aqui em terras tupiniquins. No Brasil, a segurança pública é atribuída à dua polícias distinas: a Militar e Civil. A primeira, empenhada no policiamento ostensivo e na preservação da ordem pública e a segunda com a função de polícia judiciária ou investigativa. Em poucas palavras, a PM prende em flagrante delito e a Civil investiga o crime para a instrução do processo penal. No entanto, as atribuições das duas polícias são indivisíveis, pois a investigação deve se iniciar no próprio flagrante e não em momento posterior à ele, posto que o crime também é indivisível. Assim, como ocorre nos países desenvolvidos, a mesma polícia que efetua a prisão em flagrante deve promover a investigação criminal. No Brasil, ao se adotar um modelo policial dividido, criou-se vários elementos que, somados, resultam na quase completa ineficiência policial, que é, hoje, a maior causa da criminalidade nacional. Estima-se que apenas 3% dos crimes ocorridos em território nacional são solucionados pela polícia, o que garante a regra da impunidade, que por sua vez, estimula o crime. A existência de duas polícias impôs às polícias Militar e Civil uma situação de rivalidade que só alimenta a ineficiência do combate ao crime. A informação, por exemplo, que é a maior arma contra a criminalidade, não passa de uma polícia para a outra. Isso, sem falar do sucateamento e das péssimas condições de operação das instituições e dos baixos salários dos policiais. Outras situações mediatas também devem ser resolvidas, como a falência do sistema carcerário e a corrupção de vários outros setores do estado.

SOLUÇÃO DEFINITIVA


Combater a criminalidade na ponta, como se tem feito nos últimos dias no Rio é necessário e um bom começo. Mas, para se resolver definitivamente a questão da criminalidade carioca e brasileira se faz necessário muito mais. É preciso reformar a polícia e atacar, de forma institucional, a miséria e a pobreza, além de atacar a corrupção e a inefici6encia que permeia vários setores do estado.

51


O Monlewood alcançou, hoje, a marca de 51 seguidores. Agradeço, imensamente, a cada internauta que prestigia este Blog. Muitíssimo Obrigado a todos. Afinal, não há outra razão de existir deste espaço, que não seja os seus leitores.

Mais Destrato do Governo

Em reunião ocorrida ontem, no auditório da Prefeitura e destinada à discussão das permissões de uso dos terrenos públicos, o gabinete de Prandini voltou atrás em, praticamente, tudo que já estava acordado entre os permissionários e a administração, impondo ainda mais insegurança à já complicada situação.
Nunca se viu, em toda a história de João Monlevade, um modelo político-administrativo tão incoerente, inconstante e incapaz de cumprir os acordos e as palavras que firma.
Mentiras e engodos são usados, ampla e irrestritamente, como pretensas ferramentas de manipulação de aliados, da opinião pública e de vários outros, num cenário em que a vaidade parece ser a finalidade de tudo.
E é, justamente, a supremacia desta vaidade o principal fator do histórico insucesso do governo e encaminhará a todos que a ela se submetem ao inevitável ostracismo político, à seu tempo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sucessão no CISMEPI

Sei que não existe ninguém insubstituível. Mas, sei tambem que existem aqueles que são de difícil substituição. Alexandre Bastieri, atual administrador do CISMEPI, é um deles. Nestes últimos dois anos em que esteve à frente do CISMEPI, Alexandre empreendeu um modelo de gestão eficiente, realista e austero. Apesar de ainda não haver qualquer definição formal a respeito, as conseqüência mais prováveis do processo de sucessão política ocorrido, ontem, no Consorcio sugerem uma reflexão: não seria fácil substituir o sucesso de gestão, alcançado por Alexandre Bastieri no CISMEPI.

Reunião com os Permissionários de Terrenos Públicos

Hoje, às 19:30 hs, será realizada, na Prefeitura, mais uma reunião entre o governo Prandini e os permissionários de uso de terrenos públicos municipais. Em reuniões passadas, seguindo a recomendações do Ministério Público, ficara acordado entre a administração e os permissionários que, a fim de se resolver, definitivamente, a questão, o Município poderia proceder à permuta (troca) dos terrenos cedidos. Ou seja, em troca do oferecimento de outros terrenos equivalentes, os permissionários poderiam adquirir a propriedade dos terrenos cedidos por governos anteriores. Assim, muitos compraram terrenos em diversos bairros do município, objetivando a permuta acordada e, consequentemente, a solução final do litígio. No, entanto o governo (como sempre) parece ter voltado atrás e tem sinalizado que não aceitará mais as permutas. Quem confiou na palavra da atual administração e adquiriu terreno, objetivando resolver o problema, corre o risco de ficar chupando o dedo, literalmente. A reunião de hoje promete ser efervescente.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mais Uma Derrota Político-Astral para Prandini

Conforme postagem publicada pelo Blog do Marcelo Melo, o prefeito de João Monlevade, Gustavo Prandini, não logrou êxito em sua tentativa se reeleição para a presidência do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Piracicaba, o CISMEPI. Durante a eleição que ocorreu hoje na sede da AMEPI, seis prefeitos apresentaram seus votos, resultando em empate, ocasião em que o voto de minerva foi estabelecido por sorteio. Venceu o Prefeito de São Domingos do Prata, o sortudo Fernando Rôlla. Parece que alguém não consultou seu horóscopo, hoje.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Lixo na Praça: Chiqueiro Monlevadense


Lixo espalhado em pleno canteiro da Praça da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Carneirinhos: educação “zero”.

Imprensa

Sou, terminantemente, contra as permissões de uso de terrenos públicos da forma anti-republicana em que foram feitas. Também não admito o argumento inconclusivo de que as permissões se revestem de alguma normalidade, por constituírem uma prática rotineira neste país. Em 1888, às vésperas da abolição da escravatura, a elite conservadora e escravocrata brasileira se valia, justamente, deste argumento, ou seja, de que era normal escravizar, pois todos sempre possuíram escravos no Brasil, numa tentativa de impedir a decretação da Lei Áurea. Hoje, sambemos que a escravidão, sob o ponto de vista social, foi o maior erro histórico desta nação, com graves conseqüências e feridas abertas ainda hoje não resolvidas. Mas, voltando à vaca fria... É certo que as tais permissões somente poderiam se materializar por meio de procedimentos licitatórios, nos quais, qualquer cidadão teria o direito de concorrer a um dos terrenos, caso interessado. No entanto, a atitude do governo de retomar, judicialmente, apenas o imóvel concedido ao Jornal A Notícia acaba esbarrando numa questão delicadíssima: a liberdade de imprensa. Não vejo problema algum em um jornal exibir um perfil editorial de esquerda ou de direita, progressista ou conservador. Diferentemente dos canais de rádio e de televisão, que são outorgados através de concessões e, por isso, devem revestir de isonomia suas atividades, os jornais impressos são constituídos como pessoa jurídicas de direito privado, bastando para tal o registro notarial, o que os faculta uma certa inclinação ideológica, caso lhes seja pertinente. Mais uma vez, não estou fazendo defesa de ninguém. Tão pouco estou categorizando o perfil editorial de nenhum jornal da cidade. E se determinado veículo de comunicação tem abusado da Liberdade de Imprensa, existem os meios legais mais adequados para coibir tal prática. Se isso ainda não aconteceu é porque faltou maturidade político-administrativa ou porque não se concretizaram as justificativas para tanto. O fato é que, apesar de estar sediado, irregularmente, em terreno público, o Jornal A Notícia é, reconhecidamente, um dos mais importantes e acreditados órgãos da imprensa monlevadense. Não há como se negar isso. E, ao mesmo tempo em que se deve buscar o saneamento das questões relativas às permissões de uso dos terrenos públicos, há que se garantir a inviolabilidade das prerrogativas da imprensa local, seja ela quem for.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Último Episódio das Concessões de Terrenos Públicos

A concessão de terrenos públicos realizadas por alguns prefeitos de João Monlevade e com mais intensidade e liberalidade pelo ex-prefeito Carlos Moreira constituem verdadeira afronta aos princípios da república, além de inaceitável uso político do patrimônio público. É admissível e louvável que o administrador público promova essa espécie de concessão, objetivando incentivar e fomentar o desenvolvimento econômico do Município. E é neste sentido que o parágrafo 3º do art. 140 da Lei Orgânica deve ser interpretado. Contudo, tal concessão deve ser realizada, através de processo licitatório, de modo a permitir a participação isonômica de qualquer interessado. E como sabemos, em João Monlevade, via de regra, o que se viu nos últimos anos foi a reiterada repartição de terrenos municipais entre correligionários, apadrinhados políticos e cabos eleitorais. Na semana passada, o governo Prandini logrou êxito num pedido liminar para a reintegração da posse de um destes terrenos, concedido ao Jornal A Notícia. Pois bem, como digo, administrar é definir prioridades, conforme a oportunidade e a conveniência do interesse público. Não faço aqui a defesa de ninguém. Mas, penso que tal medida teria sido mais oportuna e adequada se realizada nos primeiros 6 meses de governo, abrangendo todas as concessões irregulares. Administrativamente, ela não está errada. Muito pelo contrário. Mas, politicamente, por atingir apenas um concessionário, é de uma temeridade enorme. Pode ser mais um erro de estratégia política que engrossará ainda mais a bola de neve que vem descendo rumo à Prefeitura.

Leilão de Áreas Públicas: Falácias

Primeiro quebra a Prefeitura e coloca a culpa na crise. Agora fatura com a alienação da Folha, transferindo para o próprio funcionário o ônus pelo 13º salário, e envia para a Câmara uma suplementação de crédito que confirma que a arrecadação foi maior do que a prevista no orçamento. Pra onde foi tanto dinheiro, então? Não satisfeito, ainda insiste no leilão da 7 terrenos público para saldar a contrapartida de obras conveniadas já anunciadas, sob o pretexto mentiroso de que o prefeito estaria recuperando e ampliando o patrimônio público e coibindo a especulaçao imobiliária. Sem entrar em questões de moralidade ou legalidade, as concessões públicas não diminuem o patrimônio público, já que não se tratam de alienações. A prefeitura apenas perde a posse e o uso de tais bens. Assim não há que se falar em recuperação patrimonial, pois os terrenos nunca deixaram de pertencer à propriedade municipal, o que também desconstrói a justificativa da especulação. Somente quem pode alienar pode especular. Do mesmo modo também não há que se falar em ampliação de patrimônio, porquanto, num primeiro momento haverá uma alienação, ou seja, uma perda patrimonial, e só depois o investimento em obras. E (-) com (+) é igual a zero! Como já escrevi antes, os terrenos pertencentes à municipalidade devem ser encarados como uma espécie de reserva imobiliária estratégica, destinada a instalação de novas repartições públicas, conforme o crescimento da cidade as demande. Permitir a dilapidação do patrimônio público, sob o pretexto de investimento em obras, numa já comprovada conjuntura de irresponsabilidade financeira, é convalidar a incompetência, premiar o mau administrador e maximizar a possibilidade futura de mais irresponsabilidade.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

CTI

O Editorial do Jornal A Notícia trouxe, hoje, um interessante texto sobre a garantia de recursos para o funcionamento do CTI do Hospital Margarida. Tratando-se de um CTI regional, que atenderá a vários municípios vizinhos, nada mais razoável e justo que o CISMEPI participe deste novo desafio de mantê-lo em funcionamento. Outra que também deve ser chamada a colaborar é a ArcelorMittal. A exemplo de outras siderúrgicas inclinadas à responsabilidade social, tal qual a USIMINAS, que, em Ipatinga, mantém duas unidades do famoso e conceituado Hospital Márcio Cunha, a ArcelorMittal também pode e deve ajudar. Afinal, a Usina tem que ter em mente que não só a população da região, mas também os seus funcionários e, até mesmo os do alto escalão, serão potenciais beneficiados e, portanto, poderão ter suas vidas salvas pelo CTI. E digo isso também para a elite monlevadense. Em caso de infarto agudo do miocárdio, por exemplo, o helicóptero da UNIMED deve levar, no mínimo, uns 30 minutos, entre o acionamento e a remoção do paciente para o CTI mais próximo, em Belo Horizonte. E aí, já era: infarto agudo não espera 30 minutos. Assim, pensar na viabilidade do CTI é pensar vida do chefe e do empregado da Usina, do empresário da cidade, do cidadão comum, do amigo, do filho e até mesmo na própria vida. Todos serão potenciais pacientes do CTI.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

As 10 Instituições Mais Confiáveis do Brasileiro/2010

1º. Forças Armadas: 66%
2º. Igreja Católica: 54%
3º. Emissoras de TV: 44%
4º. Grandes Empresas: 44%
5º. Imprensa Escrita: 41%
6º. Governo Federal: 41%
7º. Judiciário: 33%
8º. Polícia: 33%
9º. Congresso Nacional: 20%
10º. Partidos Políticos: 8%


Fonte: Índice de Confiança na Justiça, Fundação Getúlio Vargas

No Final das Contas, Quem Pagará o 13º Será o Próprio Funcionário

No final das contas, quem pagará o 13º salário do funcionalismo municipal será o próprio servidor público. Apesar de o Monlewood defender que, de acordo com o legislação pertinente, o valor apurado com a alienação da folha de pagamento não poderia ser usado para o pagamento do salário do funcionalismo, por se tratar de receita de capital, está claro que o será. Mas, como em economia e finanças não existe mágica, prevalece a “máxima” de que para existir um crédito há de se haver um débito. Aqui, o crédito está representado pelo valor apurado com a alienação da folha: os 2,9 milhões de reais. E o débito será realizado, ao longo do tempo, com a cobrança das tarifas bancarias, sobre a conta do funcionário. Obviamente, o banco adquiriu a folha da Prefeitura, objetivando o lucro. Numa conta simples, se dividirmos o valor obtido com alienação da folha (2,9 milhões) pelo número de funcionários da Prefeitura (2.200), chegaremos ao valor de R$ 1.318,00 (mil trezentos e dezoito reais), que cada funcionário terá de pagar ao banco, na forma de tarifas e serviços bancários, apenas para que a instituição financeira empate o valor pago pela folha. Isso, sem computar o lucro do banco, o que, certamente, aumentará ainda mais aquele valor. Em suma, o 13º pago agora, será, paulatinamente, cobrado dos funcionários, no decorrer da administração da folha pelo banco, acrescido do lucro, juros e correção monetária. Ora, se eu estou pagando meu próprio salário, significa que não estou recebendo. É mais um engodo da Administração Prandini!

Vereadores Comemoram o 13º do Funcionalismo

Ontem, na reunião da Câmara, alguns vereadores da base do prefeito comemoraram com entusiasmo a, então, viabilidade de caixa para o pagamento do 13º salário do funcionalismo público municipal. Diante de um governo desastroso e paralítico, atos básicos e ordinários são comemorados como conquistas épicas. Eu também vou comemorar: parabéns ao Prandini por ter garantido ao funcionalismo o mais básico de seus direitos. Viva! Viva! Neste ritmo, ano que vem, vão mandar o primeiro astronauta monlevadense à Lua.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Alienação da Folha: o Pior Foi a Justificativa

O governo continua a subestimar a inteligência do cidadão comum, achando que pode manipular opinião pública e controlar a realidade dos fatos, conforme seus interesses. Desta vez, foi em relação à justificativa para a alienação da folha de pagamento do servidor municipal. Segundo publicado no jornal Bom Dia, a alienação da folha teria sido uma recomendação do Ministério Público Federal. Ora, como se sabe, não é atribuição do MPF atuar junto aos municípios, a não ser que haja interesse da União envolvido, o que parece não ser o caso, nem mesmo pelo envolvimento da Caixa Econômica Federal, já que ela foi a maior prejudicada, perdendo o direito de gestão da folha. Na verdade, tal prerrogativa pertence ao MP Estadual. Por que é tão difícil se extrair a verdade deste governo?

Definição de Receita de Capital

A definição de Receita está estampada no art. 11 e parágrafos da Lei4.320/64:

Art. 11 - A receita classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas: Receitas Correntes e Receitas de Capital.

§ 1º - São Receitas Correntes as receitas tributária, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes.

§ 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente.


Por exclusão, a receita realizada através da alienação da folha, obviamente, não se enquadra em nenhuma das categorias do parágrafo primeiro, porquanto não é oriunda de tributos, contribuições, de rendas de bens da Prefeitura, da exploração agropecuária, de serviços ou industrial, de transferência de outro ente da federação ou de outras receitas correntes como multas, indenizações e etc. E por inclusão, ela se enquadra, perfeitamente, em uma das descrições trazidas pelo parágrafo segundo, que, justamente, define as Receitas de capital (em negrito): conversão em espécie, ou seja, em numerário, de um direito de titularidade da Administração, ou seja, de sua folha de pagamento. A palavra chave, neste caso, é “Alienação”. Em regra, sempre em que houver uma alienação, como de fato houve, seja de bem corpóreo, como imóveis, ou incorpóreos, como direitos, a receita será de capital. E assim, reitero o que está dito na postagem anterior. Os vereadore devem ficar atentos. Parece que vem por aí mais irresponsabilidade fiscal.

Alienação da Folha de Pagamento

Basta saber se Prandini, realmente, poderá aplicar a receita advinda da alienação da folha de pagamento na cobertura de despesa corrente, como é o caso do 13º salário do funcionalismo. A princípio não. Salvo melhor juízo, o valor apurado com a alienação da folha de pagamento constitui uma das modalidades da chamada Receita de Capital. Assim, na inteligência do art. 44 da lei de Responsabilidade Fiscal fica vedada sua utilização para o pagamento do 13º salário.Outra questão a se considerar é a forma através da qual essa receita passará a integrar o Orçamento Municipal. Por se tratar de Receita de Capital deverá ser vinculada a uma despesa também de capital, ou seja, a investimentos.

Prandini Aliena Folha de Pagamento por 2,9 Milhões

Acabo de ler no Blog do Thiago Moreira que a Prefeitura, em mais uma tentativa desesperada em realizar receita para o pagamento do 13º salário dos servidores, alienou, por 2,9 milhões de reais, a folha de pagamento do funcionalismo ao Banco Itaú. Como a alienação foi feita por pregão na modalidade maior preço e o banco vencedor, obviamente, objetiva o lucro, quem vai pagar por essa manobra desesperada do governo será o funcionário da Prefeitura. E como isso acontecerá? Através das tarifas bancárias. O funcionalismo municipal pode esperar um aumento relativo na cobrança de tarifas em sua folha de pagamento.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Guerra Cambial

Nas últimas semanas, a economia brasileira vem sofrendo uma hostilidade externa sem precedentes, desde que conquistou sua estabilidade monetária. Desta vez não estamos sob o ataque do capital especulativo ou do oportunismo financeiro. Estamos sim sob o ataque direto da maior economia do mundo, os Estados Unidos da América. Recentemente, o Banco Central norte-americano despejou 600 bilhões de dólares no mercado financeiro. Como os Estados Unidos e boa parte do mundo ainda amargam sérias conseqüências da Crise de 2008, boa parte deste dinheiro tende a aportar em terras tupiniquins, atraído pelas elevadas taxas de juros e pelo bom momento da economia brasileira. O resultado então é a valorização do Real frente ao Dolar, o que facilita as importações brasileiras, ao passo que dificulta nossas exportações. Assim, o Brasil perde mercado para seus produtos em outros países, ao mesmo tempo em que vê seu mercado interno ser inundado com produtos estrangeiros, artificialmente, barados que colocam em xeque a indústria nacional. É a chamada Guerra Cambial. E a situação é muito mais séria do que se imagina. Sem pretensão para o alarmismo, basta lembrar que após a crise financeira de 1929, o mundo se viu diante de situação cambial idêntica, que acabou culminando na Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Restauração da Matriz de São Gonçalo


É, simplesmente, extraordinária a notícia da bem sucedida restauração da Igreja Matriz de São Gonçalo. Numa triste época em que nossos valores e tradições são desconstruídos na incrível velocidade de novos modismos, é também uma demonstração de sensibilidade histórica e cultural das autoridades e do povo são-gonçalense. O início da construção da Matriz se deu a partir do ano de 1730, no auge da exploração aurífera. Curiosamente, dentro do processo de evolução da arquitetura religiosa do sec. XVIII, em Minas, as características internas e externas apresentas pela Igreja Matriz de São Gonçalo parecem dificultar seu enquadramento preciso entre as três distintas fases do Barroco Mineiro. Apesar de apresentar o exterior emoldurado pelo frontispício simples e em linhas retangulares, o que a remete à Primeira Fase do Barroco Mineiro, seu interior apresenta decoração sóbria e elegante, no mais puro estilo rococó, próprio da Terceira Fase. Seja como for, é uma jóia da arquiteta barroca e uma testemunha ocular do alvorecer da civilização mineira que deve ser, imperiosamente, preservada e que vale muito a pena visitar par se apreciar cada detale de seu interior, elaborado e executado pelo Mestre Francisco Vieira Servas.

Dificuldade Financeira da ENSCON?

Alguém sabe dizer qual é o Lucro da ENSCON? É claro que a empresa que pratica, relativamente, uma das tarifas mais caras de transporte coletivo, quiçá, do Brasil, sempre perseguirá o lucro. É essa a essência do capitalismo. Mas em se tratando de empresa concessionária de serviço público essencial, o seu lucro deve ser razoável. Vale dizer que o lucro da ENSCON deve ter como teto a média do setor. Assim não há como discutir o preço da tarifa sem, antes, se conhecer o lucro da empresa. Seguindo este raciocínio, enquanto a concessionária não apresentar o seu balaço financeiro e sua contabilidade, agindo com a transparência que deve ser própria de uma prestadora de serviço público, também não há que se falar em dificuldade financeira. Está aí uma boa oportunidade para uma audiência pública.

Projeto de Lei para o Custeio do Transporte dos Portadores de Necessidades Especiais

Tramita na Câmara o projeto de lei 628/2010, que dispõe sobre a fonte de recurso para custear a gratuidade do transporte coletivo dos portadores de necessidades especiais. No início de seu mandato, como forma de compensar a instituição da tarifa social de 1 Real e o congelamento do preço da passagem paga via EsconCard, Prandini acordou com a ENSCON, a concessionária do transporte coletivo do Município, o custeio da gratuidade do transporte dos portadores de necessidades especiais. Posteriormente, em decorrência da grave crise financeira provocada pelo governo, Prandini interrompeu o custeio, inicialmente, acordado, o que teria comprometido a situação econômica da ENSCON. Agora, os vereadores pretendem obrigar a Prefeitura a custear o benefício, atraves da aprovação de uma lei municipal de autoria do Vereador Sinval (PSDB).Mas a situação não é assim tão simples como imagina Sinval. Com a devida vênia do Procurador da Câmara, segundo previsão da Lei de Responsabilidade Fiscal, a pretenção da obrigatoriedade da despesa somente se concretizará, caso o projeto de lei de autoria do tucano traga em seu bojo a estimativa de impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes e a origem dos recursos para seu custeio. Do contrário, mesmo que aprovada por maioria absoluta, a lei não passará de um instrumento natimorto.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Monlevade: Guerra Política ou Jogo de Interesses?

João Monlevade parece um caldeirão político efervescente. No entanto, o debate político acalorado que se tem visto, principalmente, nos últimos dois anos, infelizmente, não é fruto de uma consciência politizada ou cívica, por um motivo simples: a cidade em si não tem sido discutida, propositivamente. O que se tem visto são farpas cruzadas lançadas entre situação e oposição, denunciando a falta de capacidade de uns em lidar com o poder e a doentia inconformação de outros ocasionada pela perda daquele mesmo Poder. Enquanto o povo é preterido e colocado em meio a este fogo cruzado, assistindo atônito a esta guerra de interesses, Monlevade perece. Dois são os fatores básicos que fomentam este triste cenário da política contemporânea monlevadense: o primeiro é caracterizado pela completa inabilidade do governo em informar e em lidar com os meios de comunicação do Município e o outro é constituído pelo inaceitável abuso de um destes meios de comunicação: a rádio Cultura, que é usada de forma anti-democrática e anti-republicana para atingir fins, visivelmente, políticos. Assim, está instaurado em nossa cidade um circulo vicioso de ataques inconstrutivos e de desinformação em massa, completamente, incompatível com qualquer processo de avanço democrático.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Prandini não Veio Mesmo a Trabalho II

Em 29 de setembro último, publiquei aqui no Monlewood uma postagem intitulada “Prandini não Veio Mesmo a Trabalho”. Naquela data, chamei a atenção do leitor para o visível marasmo administrativo que afetava (e ainda afeta) o governo e para sua forte inclinação em contratar empresas terceirizadas para lhes transferir o trabalho para o qual fora eleito. Agora, chega a notícia de que o governo pretende reduzir o horário de funcionamento da Prefeitura, numa tentativa desesperada de diminuir seu custo operacional e fazer caixa para o pagamento do 13º salário do funcionalismo. Ou seja, se as pretensões da atual administração se confirmarem e se somadas as terceirizações, Prandini, muito provavelmente, será o prefeito que, matematicamente, menos trabalhou na história de João Monlevade.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

George Washington

O governo não é uma razão, também não é eloquência, é força. Opera como o fogo; é um servente perigoso e um amo temível; em nenhum momento se deve permitir que mãos irresponsáveis o controlem.

BR 381

No último fim de semana, tive, novamente, o desprazer de trafegar pela BR 381. Está certo que a rodovia tem um traçado obsoleto, é mal sinalizada e possui excesso de trafego. Mas, não creio que apenas a sua duplicação possa resolver o inaceitável e recorrente morticínio que se vê ao longo da estrada. A bem da verdade, a duplicação somente evitará as colisões frontais, o que já será um grande avanço. Mas, se nada for feito a respeito da melhor formação dos condutores e de uma fiscalização mais eficiente no âmbito da observância da legislação de trânsito, a maior responsável pelas mortes na estrada – a imprudência - continuará matando e causando prejuízos.

Caso Boca

Ontem, o policial militar Vitor Renato Murta foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pela morte do mecânico monlevadense Marcelo Gomes Pereira, o Boca.
Em 26 de agosto de 2006, enquanto pilotava sua motocicleta, Boca foi morto com um tiro nas costas pelo policial militar, sob a absurda justificativa de que o mecânico praticava direção perigosa. É mais um triste e lamentável episódio que comprova que a polícia necessita de melhor formação e mais preparo para o exercício de sua função.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Relatório de Desenvolvimento Humano: Educação

O Relatório de Desenvolvimento Humano do ano de 2010, elaborado e publicado na semana passada pela Organização das Nações Unidas (ONU) considera que a má qualidade do ensino afigura-se como a principal causa dos problemas enfrentados pelos brasileiros. Segundo o RDH/2010, uma educação de qualidade poderia aumentar o nível de renda e, acima de tudo, contribuir para uma maior conscientização da população brasileira de modo a garantir um voto mais acertado, o que levaria a melhores políticas públicas, que seriam, diretamente, responsáveis por melhorias na saúde e pela diminuição da violência, seja ela urbana ou doméstica. Acorda, Brasil. Está na hora de ir para a escola de qualidade.

A Invasão das Casas do Nova Monlevade

O episodio das invasões das casas construídas pela Prefeitura no Bairro Nova Monlevade evidencia bem a falta de consideração e o pouco caso que o povo tem assumido face ao atual governo, além de, mais uma vez, confirmar o imenso estado de confusão administrativa que afeta a gestão do prefeito pevista. Mas, o pior é que o gabinete ainda pensa que está acima de Deus e do mundo e que pode manipular a mente de todos, afastando a verdade das discussões, como praxe. Foi esta a impressão que ficou quando, em nota pertinente, o governo informou que “algumas das pessoas que hoje estão nos imóveis são aquelas cadastradas que, em comum acordo com a Prefeitura, decidiram tomar posse para contribuir na conservação das casas”. Quer dizer, então, que as invasões foram motivadas pelo desejo de conservação das casas pelos invasores? Está aí o maior erro de Prandini: achar que todos são idiotas. Na dificílima situação política em que se encontra, Prandini nunca perderia a oportunidade de fazer palanque para inaugurar aquelas casas, bem a seu estilo: como muita pompa, circunstância e pouca substancialidade. O caso das invasões das casas do Nova Monlevade é mais um fruto do relaxado modelo administrativo adotado por Prandini e representa um novo golpe no já fragilizado estômago político da atual gestão. Por fim cito Abraham Lincoln:"Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar a todas por todo o tempo."

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Absurdo: Prandini Insiste na Venda dos Terrenos Públicos

Ao que parece, Prandini não desistiu da idéia de leiloar terrenos públicos, numa tentativa desesperada de realizar receita para aliviar a crise financeira causada pela irresponsabilidade de gastos de seu governo. Ao contrário do que foi dito aqui no Monlewood, dias atrás, o projeto de lei que autoriza a alienação de 7 terrenos de propriedade do povo monlevadense não foi retirado de tramitação na Câmara de Vereadores. Todos nós sabemos que a crise financeira mundial só não afetou aqueles municípios localizados na Lua ou em Marte. No entanto, apesar de toda a adversidade econômica, apenas a Prefeitura de João Monlevade se viu à beira do colapso financeiro, em toda região. Municípios do Médio Piracicaba, como Itabira, Santa Bárbara, Barão de Cocais e todos os outros não quebraram como ocorreu em João Monlevade. Assim, ao contrário do que justifica o governo, quem levou a Prefeitura às vias da bancarrota não foi a crise e sim a irresponsabilidade do gasto desenfreado, num momento que deveria ser de cautela financeira. Se Prandini anunciou obras conveniadas como a ETE do Cruzeiro Celeste e a Cozinha Comunitária sem fazer a necessária provisão de recursos da contrapartida cometeu um grande erro de estratégia político-administrativa, que não pode ser pago pelo patrimônio do povo. Em outras palavras, quem deve arcar com as conseqüências de seus próprios erros é o gabinete e não o povo. Se a Câmara permitir a absurda venda dos terrenos públicos estará premiando o erro e compactuando com a irresponsabilidade administrativa de Prandini, abrindo um perigoso precedente, que pode ter como conseqüência futura ainda mais irresponsabilidade financeira, que, provavelmente, só terá fim depois que Prandini vender o último terreno do povo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Então, Venceu Dilma

A nação brasileira conquistou mais uma grande e histórica vitória no último domingo. Não só elegeu a primeira mulher presidente do Brasil, como também optou em dar continuidade ao projeto político que, há oito anos, interrompeu a viciada alternância de poder de grupos, tradicionalmente, oligárquicos e resistentes em entregar aos filhos da pátria a vasta riqueza nacional.
Tive a impressão de que o processo eleitoral poderia ter sido mais tranqüilo caso o candidato escolhido para concorrer à Presidência da República tivesse emergido das bases do Partido dos Trabalhadores, ao contrário do que fez o Presidente Lula, escolhendo, pessoalmente, a sua sucessora. E para tanto, citaria os nomes de Tarso Genro ou de Patrus Ananias. Assim, penso que o difícil procedimento da transferência de votos de Lula e até mesmo a empatia eleitoral para com seu candidato teria ocorrido de forma mais natural e, consequentemente, mais eficiente.
Mas, o importante é que Dilma venceu e, assim, venceu o povo brasileiro. O desafio, agora, depois de, em 8 anos, se ter distribuído mais a renda nacional, será, indubitavelmente, de se investir em educação de qualidade.

domingo, 31 de outubro de 2010

Poluição Visual ao Quadrado


Como se já não bastasse o forte e negativo impacto visual gerado pela variada gama de elementos de publicidade presentes por todo o ambiente urbano monlevadense, o descaso com o estado de conservação dos imensos estandartes publicitários instalados na Avenida Gentil Bicalho tem maximizado, exponencialmente, a situação de desconforto visual verificada no centro da cidade. Alguns deles estão rasgados, em frangalhos, com lonas dependuras sobre a via, afrontando a legislação municipal pertinente e desafiando o setor de fiscalização da Prefeitura pevista. A impressão de quem passa por aquela avenida é de uma cidade onde impera o desleixo administrativo e o desmazelo urbano.

Maravilha da Engenhosidade Humana

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