segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Poucas Novidades para Moreira

Sinceramente, não vejo novidade alguma em relação à situação de Carlos Moreira e a viabilidade jurídica do ex-prefeito de candidatar-se prefeito, não próximas eleições. E, neste sentido, republico a postagem veiculada, aqui no Monlewood, em 29 de agosto de 2011, com pouquíssimas alterações, que coloco entre os parênteses:

Tenho ouvido comentários no sentido de ainda haver alguma possibilidade jurídica de o ex-prefeito Carlos Moreira concorrer à cadeira maior do Executivo Municipal, no próximo pleito(e que tudo já está resolvido na Justiça para a candidatura do radialista. Definitivamente, não é o que demonstra sua última condenação, desta vez, por ato definido como crime. É verdade...) no Direito tudo é possível. Mas, no caso específico de Moreira, as possibilidades são muito improváveis. O fato é que, tecnicamente, Moreira já é incurso na celebrada lei da ficha limpa e, portanto, encontra-se, hoje, inelegível.
Fosse a Ação Civil Pública que condenou o radialista na suspensão de seus direitos políticos a única a tramitar no Tribunal de Justiça mineiro, talvez, valendo-se de um também improvável recurso favorável para a 3ª instância, poder-se-ia vislumbrar uma pequena luz no fim do túnel. No entanto, são (tão) numerosos os processos contra o ex-prefeito no TJ, que, a esta altura do campeonato, ou seja, a menos de um ano (6 meses) do início das eleições, dificilmente, sua inelegibilidade será revertida, em tempo hábil. Muito pelo contrário, o tempo, agora, corre contra Moreira, impulsionando uma extensa esteira de processos que, um a um, devem complicar ainda mais suas pretensões políticas por, talvez, 20 ou 30 anos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Quem Afogou Joana D'arc?

Recebi alguns emais de leitores curiosos para saber se o autor do Monlewood era o advogado envolvido na manifestação democrática e a conseqüente paralisação do asfaltamento, ocorridas na última sexta feira , na Rua Joana D’arc. Pois é, era ele (eu) mesmo! Coisas do destino!
Ainda não tive, de ontem pra hoje, a oportunidade para parar e redigir um texto sobre o assunto, o que apenas faço agora, entre um rápido malabarismo com outras responsabilidades. Amanhã, escreverei sobre o fato, suas causas, conseqüências, legislação aplicável e sobre a suspeita de que a Prefeitura não possui Licença ou Autorização Ambiental para a série de asfaltamentos que tem promovido na cidade nem o Relatório de Impacto Ambiental pertinente, abordando as conseqüências do asfaltamento prandinista para a ocorrência e o agravamento de inundações e enchentes no ambiente urbano da cidade.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Moradores do Belmonte Fecham Rua em Protesto

Moradores do Belmonte promovem apitaço e fecham rua do bairro em manifestação contra o descaso do atual governo com as vias do bairro e cobram providência do prefeito Gustavo Prandini (veja o vídeo). Foi a segunda manifestação do gênero, ocorrida hoje na cidade. Mais cedo, moradores do Bairro José Elói também fecharam a Rua do Andrade pelo mesmo motivo.

video

A Falta de Pediatras no Margarida

Essencialmente, o problema da falta de pediatras no Hospital Margarida tem relação direta como uma lei econômica irrevogável: a da oferta e da demanda.
O fato é que o problema da falta de médicos, que também é nacional, decorre da incapacidade da sociedade brasileira em formar profissionais de medicina em número correspondente à demanda de médicos do país, seja por falta de investimentos em faculdades ou por interesse da própria classe.
Da mesma forma que o preço do álcool combustível sobe durante a entressafra da cana de açúcar, impulsionado pela redução da oferta do produto no mercado, o valor do salário do médico também aumenta quando o número de profissionais não acompanha a demanda sempre crescente de vagas, que se tem verificado no setor da saúde pública ou privada brasileira. E como, atualmente, tal discrepância é enorme, a remuneração do médico vai às alturas e, diante disso, muitos hospitais e mesmo prefeituras não conseguem mais, sob o ponto de vista financeiro, contratar profissionais de medicina em número suficiente à suas necessidades.
Aí, o profissional vira uma espécie de semi-deus, passando a escolher como, quando e onde trabalhar.
E só tem uma forma de resolver isso: aumentando o número de médicos formados no Brasil, de modo a ajustar o desequilíbrio que existe, hoje em dia, entre a oferta e a demanda por profissionais da área. E quando isso acontecer, o profissional vai dar graças a Deus por ter a oportunidade de ser escalado para um plantão no Margarida.

Segurança Pública



A grave crise que se verifica no setor da segurança pública brasileira pode ser explicada por uma conjunção de complexos fatores, que em sua grande maioria estão fora do alcance de atuação dos municípios.
Para ilustrar, rapidamente, temos uma Constituição que confundiu o crime político com o crime comum e que, por isso, abriu as portas da impunidade generalizada, criando a perigosa sensação de que o crime compensa. Temos, na ponta do sistema de segurança pública, um modelo de polícia baseado em duas corporações mal estruturadas, que, geralmente, se rivalizam: a Polícia Civil e a Militar, o que resulta, por exemplo, em dados absurdos de ineficiência, como o de que no Brasil, 90% dos homicídios não são elucidados. Temos um sistema prisional falido, apesar das melhoras dos últimos anos, que funciona com verdadeira faculdade do crime. Temos um judiciário pouco aparelhado e emperrado na cultura da morosidade, que aumenta ainda mais a sensação de impunidade, principalmente, para os mais abastados. Temos uma escola apenas voltada para os vestibulares e despreocupada em formar conceitos humanos, morais e cívicos, o que alimenta a crise de valores e a explosão de crimes passionais que vivemos na atualidade. Temos ainda corrupção institucionalizada, corruptores contumazes, ineficiência do gasto público, descaso das autoridades e tantas outras coisas.
Os problemas são numerosos e, como já dito, a maioria deles foge da competência legal e administrativa dos municípios, pois demandam reformas na legislação estadual ou federal, emendas à Constituição e até a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.
No entanto, podemos sim fazer algumas coisas, aqui em nossa cidade. A primeira é nos mobilizarmos, de forma que a nossa voz seja ouvida no Município e além dele. A segunda é envolver todos os setores da sociedade, em volta de um grande debate sobre a questão, buscando uma maior interação entre eles, pois segurança pública é direito e dever de todos. E a terceira e a mais fundamental é buscarmos, através de nossas experiências, recursos e demandas, construir um modelo de Escola em Tempo Integral que além de instruir o aluno para o vestibular, acenda as consciências, formando cidadãos na cultura da racionalidade, da paz, do respeito, da honestidade, da solidariedade, do trabalho e de tudo mais que nos torna, essencialmente, humanos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Maravilha da Estrada Real

"Só o Caraça paga toda a viagem à Minas."


Dom Pedro II

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Recentemente, o Santuário do Caraça, foi eleito uma das sete maravilhas da Estrada Real. Título mais que merecido para o antigo colégio que conserva uma das mais expressivas construções neo-góticas de Minas, a Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, além de capelas e de um imponente casario colonial.
O antigo internato, onde se formaram presidentes da república, como, por exemplo, o santabarbarense Afonso Pena, também é pródigo em belezas naturais. Situado no complexo geológico da Serra do Espinhaço, numa zona de transição entre o cerrado e mata atlântica, a paisagem do Caraça é marcada pela presença abundante de ribeiros cristalinos, cachoeiras caudalosas, montanhas onduladas, desfiladeiros escarpados, picos elevados, vales íngremes e cavernas naturais de incrível beleza.
A flora e a fauna são riquíssimas e, nesta última, se destaca o famoso Lobo Guará, uma criatura tímida e magnífica que de lobo tem apenas o nome, pois, na verdade, trata-se de uma grande e esbelta raposa, adaptada à vida no cerrado.
O Caraça, realmente, é esplendido! O duro é ler nos jornais da região que o prefeito de Catas Altas, Saulo Moraes, município que abriga o Santuário, comemorou o título obtido pelo antigo colégio e completou: “ Catas Altas tem um conjunto de elementos que a torna especial. Temos o Santuário do Caraça, cachoeiras belíssimas, igrejas com pinturas de Aleijadinho e muita história para contar”. Para o prefeito Saulo, vai uma dica: Mestre Aleijadinho não era pintor. Além de atual patrono das artes plásticas brasileiras, Antônio Francisco Lisboa foi arquiteto, escultor e entalhador. Catas Altas tem pinturas de Mestre Athayde, este sim pintor, o maior do Barroco Mineiro.

Asfaltamento Prandinista: Exemplo de Desperdício de Recurso Público

Exemplo vergonhoso de falta de planejamento e de, consequentemente, descaso e desperdício de dinheiro público foi o asfaltamento recente, realizado na Rua Lucindo Caldeira, localizada a poucos metros da Prefeitura.
A administração prandinista asfaltou a rua numa semana, na outra, abriu uma vala sobre a via, inutilizando toneladas de asfalto, e ainda depositou o material desperdiçado sobre as calçadas (fotos), violando o Código de Posturas Municipais.
Pois é...como não será Prandini quem terá de apertar as contas públicas para quitar as dívidas contraídas para o asfaltamento anunciado, atualmente, mas sim os próximos prefeitos, a farra e a irresponsabilidade com os recursos públicos correm soltas.
É a prova cabal de que não há o mínimo planejamento na manutenção das vias do Município e de que o asfaltamento, então, promovido pelo atual governo não passa de uma tentativa de manobra eleitoreira, que já contabiliza altos custos para os cofres públicos, além de comprometer ainda mais a saúde financeira do Município, que já se encontra atolado em dívidas.

Olha o asfalto novo do Prandini, destruído na calçada.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cratera do Dae é Calçada

E ainda tem gente que diz que os blogs atrapalham a administração prandinista.
Ontem, publiquei, aqui no Monlewood, uma postagem, denunciando a falta de eficiência do Dae em finalizar o reparo asfáltico de uma cratera que se formou, há cerca de um mês, no leito da Rua Duque de Caxias, já que o problema havia surgido em decorrência do rompimento de uma rede hidráulica e, recentemente, a autarquia adquiriu 1.000 (mil) toneladas de asfalto para ser empregado, justamente, neste fim.
E não é que, hoje, deram um jeito de nivelar e de calçar o buraco (foto acima). Sem dúvida, houve algum progresso. Só esta faltando, agora, a camada asfáltica para se terminar o serviço, definitivamente. Ou será que aquela montureira de asfalto comprada pelo Dae, com recursos que deveriam ser empenhados na solução dos vários problemas que existem no sistema de abastecimento público de água, foi parar no asfaltamento eleitoreiro de Prandini? E o que está parecendo.

Tereza Cristina

Dona Tereza Cristina foi, entre várias outras coisas, a última imperatriz consorte do Brasil (Segundo Império-1840 à 1889), esposa de Dom Pedro II e mãe das princesas Isabel e Leopoldina. Era reconhecida por sua discrição e por sua forte inclinação às ciências naturais, aos estudos das culturas clássicas, à arqueologia, à literatura, ao canto e às artes em geral.
Hoje, uma outra Tereza Cristina parece povoar o consciente coletivo de uma nação, que, às nove horas da noite, pára em transe para assistir a mais um capítulo da novela.
Trata-se de uma Tereza Cristina escandalosa, vazia, fútil, materialista, desumana, canina, protagonista das mais inimagináveis intrigas e que é, inconseqüentemente, apresentada pela grande mídia nacional como exemplo da mulher contemporânea brasileira.
O grande erro da mídia nacional é pensar que ela deve reproduzir ou desdobrar aquilo que existe mais sórdido, fútil e mesquinho na sociedade brasileira. Ou seja, de que a grande mídia -e estou falando da novela das nove- deve mostrar ao Brasil tudo de negativo que acontece no cotidiano das relações brasileiras, mesmo que de forma exagerada, pois tal papel é da imprensa.
A imprensa é que deve colocar os podres para fora. É a imprensa que deve desentranhar a realidade nacional e mostrá-la à sociedade brasileira, por pior que ela seja.
À grande mídia cabe o papel de dar o exemplo, de criar modelos baseados naquilo que o Brasil pretende ser com nação. A novela deve dar exemplo de honestidade, de solidariedade, de respeito, de igualdade, de trabalho e de todos aqueles valores, sem os quais, nenhum país do mundo alcançou o patamar do desenvolvimento pleno.
Já reparou, por exemplo, que a Tereza Cristina, personagem da novela, é riquíssima, cercada de luxo e, simplesmente, não trabalha? Como, então, construiremos o Brasil que queremos se o trabalho, condição essencial para tal, não é explorado, dentro da mídia, como exemplo a ser seguido?
Teria sido muito mais producente, no que diz respeito à criação de modelos capazes de inspirar a nação nos valores aptos à construção do país que desejamos, se a personagem Tereza Cristina fosse inspirada, ao menos, no dedinho do pé da imperatriz Tereza Cristina, que, certamente, ao soar das nove badaladas noturnas, deve se debater no túmulo, com os gritos e escândalos da Christiane Torloni.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Asfalto do Dae na Suspeita do Desvio de Finalidade da Autarquia

Durante a primeira semana de janeiro deste ano, o rompimento de uma rede do Dae, localizada na Rua Duque de Caxias, a poucos metros da sede daquela autarquia municipal, resultou na formação de uma grande cratera subterrânea que comprometeu o pavimento asfáltico naquele ponto da via.
Funcionários do Dae, então, instalaram um anteparo nas bordas da cratera (foto abaixo) e, posteriormente, realizaram o reparo da rede danificada e aterraram o interior do imenso buraco que havia se formado no subsolo da rua.

Ocorre que já se passou quase um mês da formação da tal cratera e o Dae ainda não terminou o serviço iniciado, promovendo o necessário re-asfaltamento do local e, por conta disso, já se percebe a formação de uma nova cratera no mesmo lugar de antes (foto abaixo), o que pode resultar na perda do trabalho já realizado e, consequentemente, no desperdício de recursos públicos.


Será que está faltando asfalto, no Dae? É bom lembrar que no fim do ano passado o Dae comprou 1.000 (mil) toneladas de asfalto, que levantaram fortes suspeitas de desvio de finalidade da autarquia, mas que foram justificadas pelo então diretor, Geraldo Amaral, como sendo necessárias, exatamente, para tal finalidade, ou seja, para o re-asfaltamento daqueles pontos das ruas, em que houve a realização de reparo da rede abastecimento de água ou de esgoto.
Ora, o fato de o Dae não re-asfaltar as intervenções que promove nas vias do Município, nem mesmo as que realiza na própria porta, como é o caso, certamente, sugere que aquela enorme quantidade de asfalto comprado pela autarquia, há poucos meses, pode ter parado no asfaltamento eleitoreiro do prefeito Gustavo Prandini. Ou será que tudo não passa daquela falta de eficiência e da incompetência, típicas da atual administração?
Por via das dúvidas, é bom que a Câmara fique atenta e exija uma prestação de contas em relação à grande quantidade de asfalto comprado pelo Dae, recentemente. É preciso saber onde e como este asfalto tem sido aplicado, pois, caso as suspeitas se confirmem, não se pode aceitar que os recursos que deveriam ser utilizados no já sofrido e falho sistema de abastecimento de água tratada sejam usados de maneira tão irresponsável por uma administração que não se move, a não ser, motivada pela a vaidade do poder.