segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A 1ª Mulher Eleita Prefeita de João Monlevade


A eleição da primeira mulher ao cargo de prefeita de João Monlevade seria de orgulhar ao munícipe, se não tivesse transcorrido como ocorreu.
Considerando a atuação ativa na campanha da "atual chefe do Executivo" do ex-prefeito Carlos Moreira, que não poderia jamais participar da atividade partidária por se encontrar com os direitos políticos suspensos, ficou claro que a eleição da primeira mulher ao cargo de prefeita de João Monlevade, não se deu em decorrência de uma consciência do eleitor sobre a igualdade de gênero ou coisa parecida.
Deu-se, na verdade, como conseqüência do estratagema encontrado pelo ex-prefeito Carlos Moreira para, uma vez inelegível, artificialmente, vincular seu nome à candidata, de modo a lhe transferir o potencial de votos que tem como ex-prefeito e manipulador demagogo do conteúdo político veiculado na rádio Cultura, burlando a Lei da Ficha Limpa.  

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Provedor Inimigo do Hospital Margarida


A AAHM (Associação dos Amigos do Hospital Margarida) é hoje uma das entidades mais importantes na viabilização econômica e no aparo do Hospital Margarida. Durante os últimos 10 anos, a AHHM arrecadou recursos da ordem de R$ 1.400.000,00, que foram, integralmente, revertidos em prol  do Hospital Margarida, através da compra e manutenção de equipamentos e aparelhos hospitalares, rouparia, utensílios, mobiliário e reformas de toda sorte no hospital, tudo comprovado por notas fiscais e contabilizado pelo Conselho Fiscal da entidade. 
Recentemente, o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes (foto), que em audiência pública recente na Câmara de Vereadores confessou  não entender nada de hospital, exigiu que a AAHM começasse a repassar os recursos provenientes das doações ao hospital não mais por meio da aquisição de bens e serviços, mas através de dinheiro vivo depositado na conta da casa de saúde, o que foi, devidamente, recusado pela associação, vez que existe proibição expressa de seu estatuto neste sentido: estatutariamente, a AAHM não está autorizada a repassar recursos em dinheiro para o Hospital Margarida.
Foi o suficiente para o atual provedor, José Roberto Fernandes, iniciar uma série de retaliações contra a AAHM. Primeiro, José Roberto ajuizou uma ação de reintegração de posse contra a AAHM, despejando-a da sala que ocupava no HM, onde desempenhava suas atividades fim. Agora, o atual provedor requereu ao DAE a suspensão do convênio que possibilitava ao munícipe a doação de recursos ao HM através do pagamento da conta de água. 
Obviamente, as atitudes tomadas pelo atual provedor prejudicam sobremaneira as atividades tão bem desempenadas pela AAHM e colocam a relevante associação em situação crítica de insegurança diante da persecução de sua finalidade de colaborar com a subsistência da casa de saúde. O que José Roberto Fernandes está fazendo é, de fato, inviabilizar a AAHM .
O provedor deveria compreender que a AAHM representa o esforço da sociedade civil organizada em colaborar com a sobrevida do único hospital do Município. Quando o provedor age com revanchismo covarde e desmedido contra a AAHM, como tem ocorrido, ele atinge, diretamente, o próprio Hospital Margarida, além de toda a sociedade que se organizou por meio de uma associação para amparar a casa de saúde, inclusive cada doador que por meio do pagamento da conta de água realiza ou já realizou doações para o HM.
Com propriedade, este é a quem se pode chamar de verdadeiro provedor inimigo  do Hospital Margarida! E ele ainda não esclareceu porque é o único provedor da história recente do hospital que não aceita doações da AAHM em bens e serviços, somente em dinheiro. Será que é para utilizar a grana para contratar mais cabos eleitorais de Simone/Moreia no hospital? Ou será para bancar revista para se autopromover e veicular propaganda das óticas americanas, da qual é sócio? Ou a grana é para uma de suas inúmeras empresas fraturarem no Hospital?  

AAHM Estranha Pedido do Provedor






A AAHM (Associação dos Amigos do Hospital Margarida) emitiu, recentemente, comunicado em que diz estranhar pedido do provedor da casa de saúde, José Roberto Fernandes.
Segundo o documento, datado de 28/12/2016 (imagens),  o atual provedor do Hospital Margarida exigiu da AAHM que  os valores arrecadados pela entidade a título de doação para o HM fossem depositados, em dinheiro, na conta da casa de saúde.
No entanto, como também informou a AAHM, o estatuto da entidade não autoriza repasses em dinheiro, diretamente, na conta do hospital.
Em represália, José Roberto Fernandes ajuizou ação de reintegração de posse contra a AAHM, despejando-a da sala onde mantinha suas atividades administrativas no hospital e enviou requerimento ao DAE solicitando que a autarquia municipal suspendesse o convênio que, até então, possibilitava o cidadão monlevadense efetuar doações ao HM por meio do pagamento da conta de água.   
No comunicado, a AAHM também pediu aos doadores do Hospital Margarida que procurem compreensão e entendimento nos atos do provedor José Roberto Fernandes.        


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Empresa de Simone Tem Sede na Casa do Provedor



Uma das empresas da prefeita eleita Simone Carvalho (imagens) tem sede na Avenida Getúlio Vargas, 369, Bairro Areira Preta, João Monlevade, que é o mesmo endereço onde reside do atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes. A esposa do provedor, Cristiana Patrícia Conceição Fernandes, é sócia da prefeita nesta empresa, constituída em 2011 e denominada Representações Minas Gerais LTDA , cujo objeto social é a prestação de serviços no ramo imobiliário, a corretagem na compra venda e locação de imóveis, etc.

200 Anos da Chegada de Monlevade ao Brasil

2017 marca os duzentos anos da chegada do Frances Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade ao Brasil. João Antônio de Monlevade, como passou a assinar o nome, chegou ao porto do Rio de Janeiro em agosto de 1817, ingressando, logo após, para Minas Gerais a fim de estudar suas reservas minerais, por incumbência da Escola Politécnica de Paris.
Monlevade foi autor de importantíssimos feitos na história de Minas Gerais. É dele, por exemplo, o primeiro estudo da mineralogia mineira (1853), com o qual delineou o Quadrilátero Ferrífero. Foi ele também o primeiro a implantar uma máquina a vapor em Minas Gerais (1828), a primeira da Indústria Brasileira. Sua formidável Fábrica de Ferro foi, de longe, a mais importante do Império Brasileiro e se distinguiu das demais pela variedade de equipamentos com que contava e pelos artefatos que produzia, alguns com mais 900 quilos de peso.
Foi também Monlevade o responsável por viabilizar, decisivamente, uma importante fase da mineração do ouro em Minas Gerais,  inaugurada a partir do primeiro quartel do sec. XIX pelas Companhias Inglesas que passaram a empregar método industrial na extração do metal precioso. Era a Fábrica de Ferro de Monlevade  que produzia as ferramentas de ferro e os pesados equipamentos destinados a processar o minério aurífero nas Minas de Ouro de Gongo Soco, Morro Velho, Pari, além de tantas outras mantidas pelos ingleses naquele período.
Foi essa 3ª fase da mineração do ouro tão expressiva para a história e para a formação do povo mineiro que ainda nos dias atuais encontramos suas reminiscências no modo de falar do mineiro.  Foi convivendo com os ingleses dessas companhias que o mineiro passou a empregar termos como “Sô”, “Uai” e “Trem”. “Sô” tem sua origem na palavra inglesa “Sir” com a qual os ingleses eram tratados. “Uai” também vem do inglês: “Why?”.  E “Trem” tem sua origem em “Train”, que ainda não era o trem de ferro, mas sim o sistema de vagonetes utilizado  para extrair o minério aurífero das galerias subterrâneas das minas operadas pelas Companhias Inglesas.
A biografia de Monlevade desafia a tese difundida nos bancos de escola de que o subdesenvolvimento do Brasil também se deve ao fato de o país, durante os séculos passados, jamais ter apresentado vocação para a Indústria.  Também desmente a afirmativa histórica de que o ouro extraído em Minas jamais fora utilizado na aquisição de bens de capital, pois foi com o vultoso dote em ouro que recebera pelo casamento com Clara Sophia, sobrinha do Barão de Catas Altas, o mais rico minerador da época, que Monlevade importou pesado maquinário para equipar sua extraordinária Fábrica de Ferro.
Apesar de tanta importância, a história de Monlevade segue omitida dos livros escolares e o município de leva seu nome comemorará os 200 anos de sua chegada ao Brasil com o Museu instituído em sua residência e sede administrativa de sua Fábrica de Ferro - o Solar Monlevade -  fechado à visitação, com parte do telhado suprimido pela Arcelormittal e várias peças do  acervo expostas à intempéries, perdendo-se. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Contas são Reprovadas e Simone pode ser Cassada

 Foi publicada na tarde de ontem a decisão da Justiça Eleitoral que reprovou as contas de campanha da candidata Simone Moreira, digo, Carvalho, eleita prefeita na disputa política de resultado mais apertado da história de João Monlevade. 
Segundo consta da sentença, as contas de Simone e Fabrício Lopes foram reprovadas devido a recebimento de recursos financeiros de duas fontes vedadas por lei: permissionário de serviço público e empresa comercial; ausência de declaração de receitas e despesas no montante de R$ 4.272,00 e R$ 20.479,73, respectivamente, e declaração intempestiva de doação de campanha em evento realizado pelo candidato Guilherme Nasser no Real Esporte Clube. 
A reprovação das constas, por si só, não acarreta em cassação automática de Simone. Mas, se tais irregularidades forem suficientes para configurar abuso de poder econômico, Simone pode enfrentar processo de cassação na Justiça Eleitoral, principalmente, considerando a diferença de apenas 126 votos para o segundo Colocado, Dr. Railton: por ter sido tão apertado, a mínima comprovação de qualquer meio abusivo ou vedado em lei na campanha da candidata será capaz de reverter o resultado do pleito. Da data de diplomação de Simone, agendada para o próximo dia 12, abre-se temporada de caça de 15 dias em que Ministério Público, candidatos, partidos e coligações podem ajuizar a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo por fraude, abuso de poder político, econômico, etc, requerendo a cassação de Simone.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Prestação de Contas de Simone é "Rabo de Foguete"


A Prestação de Contas da prefeita eleita, Simone Carvalho, está um verdadeiro “rabo de foguete”. 
Relatório divulgado pela Justiça Eleitoral, recentemente, aponta uma extensa série de irregularidades na prestação de contas da candidata, que deve ser diplomada no próximo dia 12. Resta saber se, uma vez empossada, quantos meses Simone se sustentará no cargo. 
Segundo relatório técnico, as irregularidades nas contas de Simone e Fabrício Lopes vão desde gastos de campanha junto a pessoas jurídicas, sem emissão de notas fiscais, passando por doações de recursos acima da capacidade econômica dos doadores; inúmeras omissões de despesas, até a utilização de recursos de fonte vedada, como a doação de empresa e de permissionário de serviço público. 
Segundo a Lei 9050/97, a decisão que julgar as contas da candidata eleita deve ser publicada até 3 dias antes da diplomação, lembrando que uma rejeição das contas, por si só, não acarreta em cassação automática. Para tal, será preciso postular processo autônomo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Quem Manda no Brasil?

O Brasil não é uma coincidência como muitos pensam. O Brasil é, propositalmente, montado para ser, exatamente, o que ele é hoje. E quem são essas pessoas que mandam e montam o Brasil contemporâneo? São cerca de 10.000 credores da dívida pública brasileira que, apesar de não produzem sequer um parafuso para a nação, recebem, livremente todo ano, quase que a metade do orçamento da União em juros, sem que o brasileiro tenha a menor consciência de tal situação, pois a mesma não é pautada pela grande mídia. Esses é que mandam no Brasil, comandando a mídia, o setor financeiro, os meios de produção, a política, etc. O Brasil é deles. Tudo esta montado em função deles. Trabalhamos para eles. 
É verdade, se os 10 mil credores recebem todo ano quase que a metade do orçamento público em juros e se conforme a carga tributária brasileira, a cada 10 dias trabalhados o contribuinte trabalha 4 só para pagar impostos, significa que o equivalente a 2 dias de trabalho do brasileiro ficam com os banqueiros e os outros 2 são divididos entre a previdência, a saúde, a educação, a cultura, a segurança, o esporte, etc. É por isso que o Brasil não tem recursos para nada. É porque existem 10.000 pródigos no Brasil. 
Quem são eles? Essa é a primeira grande pergunta. É preciso dar nome aos bois e conhecer essa gente até para que o país possa dirigir um basta a cada um deles. Com o que gastam tanto dinheiro? Realmente, apenas no ano de 2014 esses 10 mil receberam cerca de 900 bilhões de reais em juros do governo. Ninguém viu esse dinheiro ser investido em ciência e tecnologia, infra-estrutura ou no patrocínio da arte. Será que gastam isso tudo em Miami, Las Vegas ou no cassino de Monte Carlo? Por que temos que pagar tanto dinheiro para essa gente? Que dívida é essa? Porque devemos tanto se temos tudo em nosso país?
Enquanto isso, a Globo pauta apenas a reforma da previdência, que não representa sequer a metade do gasto da União com os juros dos 10 mil credores. O problema do Brasil são os aposentados que deram a vida inteira de trabalho para o país. Os 10 mil que consomem metade do orçamento, sem qualquer trabalho em troca são os manda-chuva. E ainda tem a Pec 241 que limita ainda mais as despesas com educação e saúde, sem, contudo, também limitar o pagamento dos 10 mil credores. Ao contrário, a expectativa é de manutenção das altas taxa se juros, que no cartão de crédito chega a 450% ao mês. E não tem erro: ou você é daqueles ricos que recebem os juros do governo ou você é daqueles pobres que trabalham 2 a cada 10 dias para bancar a vida fácil que eles levam.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Campanha "Doe Uma Lona para a Arcelormittal"


Agora que o período chuvoso dá sinais de iniciar-se convém o lançamento da campanha de fim de ano “Doe uma lona para a Arcelormittal”.
É que a poderosa siderúrgica indiana, por motivos de "segurança", mandou retirar o telhado do Museu Monlevade que tem em seu acervo itens preciosos remanescentes da famosa Fábrica de Ferro de Jean de Monlevade, como a desconhecida e escondida 1º Máquina a Vapor da Indústria Brasileira, o Martelo-Vapor de Monlevade, além de vários outros.
Ocorre que algumas das peças do museu são em madeira, como o engenho de uma das rodas hidráulicas (foto) utilizadas para soprar os fornos da Fábrica de Ferro original, citado no relatório elaborado pelo próprio Monlevade, em 1853, a pedido do governador de Minas, in verbis:          
   
..."Na fábrica velha existem duas rodas hidráulicas poderosas... um bicame ou tanque d’água, colocado a trinta palmos acima do fundo do canal, e no meio da casa está recebendo a aguada tôda do ribeirão, dando a fôrça motriz para as duas rodas, e o vento necessário por meio de quatro trompas, repartidos com canais de braúna por tôdas as partes".

Exposta à chuva, a madeira da Roda Hidráulica está, obviamente, apodrecendo e os bens histórico-culturais mais uma vez se perdem nas mãos da Arcelormittal.

Então, inicio a campanha “Doe uma lona para a Arcelormital” para que a siderúrgica tenha, pelo menos,  uma lona para jogar sobre o engenho da Roda Hidráulica de Monlevade, de forma a protegê-la da chuva e de, minimamente, preservar o bem cultural.      

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Doído e Esclarecedor

Doído e, ao mesmo tempo, esclarecedor é ler em página do jornal A Notícia texto do marqueteiro de campanha de Railton que confessa não ser daqueles que apontam o dedo para o inelegível Carlos Moreira a chamá-lo de corrupto.
Ante de mais nada, essa conversa de “apontar o dedo” é muito circulante entre aqueles que cultuam a impunidade no Brasil. Não existe dedo apontado, existe a necessidade de punir os corruptos e afastá-los da Administração Pública. Será que corrupto é só aquele que, literalmente, mete a mão no dinheiro público? Claro que não. É também corrupto aquele que distribui dezenas de terrenos públicos, por meio de permissões,  para apenas seus correligionários e cabos-eleitorais, num claro artifício de troca de favores eleitoreiros para se manter no poder.  Será que alguém que não fosse do grupo político de Moreira recebeu alguma permissão de uso de terno público para instalar negócio?Claro que não. Isso, obviamente, só não pode ser corrupção para quem se beneficiou do esquema. E ainda tem muito mais. Tem a Farra do Lixo, a licitação da Enscon, os 22 milhões jogados fora no pretenso hospital Santa Madalena, etc. Tudo se arrastando na morosidade da justiça local.   

Realmente, o terror de qualquer marqueteiro político é a pecha de corrupto que pode incidir sobre seus clientes, mesmo que indiretos.