segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Patrimônio dos Candidatos: Simone e Moreira


A edição da última sexta-feira do jornal A Notícia trouxe matéria em que comparou o patrimônio declarado pelos candidatos à eleição majoritária e indicou Simone Carvalho como a mais pobre de todos, detentora do menor deles, num total de R$ 11.900,00. Mais uma vez, o impresso desinforma a população, politicamente.
Ora, se Simone só é candidata porque é a atual mulher de Moreira, que se encontra inelegível, correto fosse somar o patrimônio de ambos e divulgá-lo como dela apenas.
Vai saber, por exemplo, onde foram parar os muito mais de 22 milhões de reais investidos na adaptação do terminal rodoviário num hospital de 100 leitos que nunca funcionou e se encontra interditado!
Em vídeo postado, recentemente, pela candidata no Facebook, Moreira jura que  não tem fazenda, não tem posto de gasolina e não tem hotel, como o povo anda dizendo.  

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

MOREIRA É DESMENTIDO POR VOTO DE RELATOR NOVAMENTE

Também no vídeo que circula na internet, o ex-prefeito inelegível Carlos Moreira justifica sua condenação no caso das Farras das Permissões de Uso, alegando que teria agido dentro da lei, emitindo os respectivos decretos e concedendo os imóveis públicos apenas para pessoas sem condições de moradia.
Não foi o que fundamentou o relator da apelação interposta por Moreira naquele processo, o Eminente Desembargador Dárcio Lopardi Mendes que em seu voto assinalou conforme se transcreve:

APELAÇÃO CÍVEL N° 1.0362.04.049870-5/001
- COMARCA DE JOÃO MONLEVADE 
- APELANTE(S): MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
- APELADO(A)(S): CARLOS EZEQUIEL MOREIRA
-RELATOR: EXMO. SR. DES. DÁRCIO LOPARDI MENDES

[...]
Observa-se que é inegável que a conduta do Prefeito Municipal, Carlos Ezequiel Moreira, ora apelado, afrontou os princípios constitucionais regentes da atividade pública e não encontra amparo no ordenamento jurídico pátrio.
[...]
Na hipótese vertente, a conduta Prefeito Municipal, ora apelado, sobressai-se pela afronta ao princípio da legalidade e da moralidade, pois como demonstrado de forma exaustiva através dos documentos acostados aos autos, o mesmo concedeu permissões de uso de terrenos públicos para fins de moradia, mediante "termos concessivos específicos" (fls. 38/169 e 185/193) e não mediante decretos, numerados em ordem cronológica e publicados na imprensa oficial, conforme prevê o artigo 155 da Lei Orgânica do Município de João Monlevade, in verbis:
[...]
No caso, não há que se falar que não houve conduta dolosa do apelado, isso porque, as permissões de moradia foram concedidas sem qualquer critério objetivo que justificasse as escolhas dos beneficiários.
Conforme ressaltado pelo ilustre Promotor de Justiça, "não existiu qualquer procedimento prévio que permitisse a avaliação da real situação econômica do beneficiário, de sorte que as permissões eram concedidas com base em critérios escusos e subjetivos.
[...]


VOTO DE DESEMBARGADOR DESMENTE MOREIRA

Circula na internet vídeo de Carlos Moreira em que o ex-prefeito inelegível justifica que foi condenado no processo da UFOP por falha de sua defesa que teria “perdido prazo”.
Não foi o que fundamentou o relator da apelação interposta por Moreira naquele processo, o Eminente Desembargador Júlio César Lorens, que em seu voto assinalou:
Número da Apelação Criminal 1.0362.09.099843-0/00
Relator: Des.(a) Júlio César Lorens
Relator do Acordão: Des.(a) Júlio César Lorens
Data do Julgamento: 24/09/2013
Data da Publicação: 30/09/2013
[...]
Ademais, estou convencido de que a condenação não ocorreu por uma suposta falha na defesa, mas, sim, pelo convincente acervo probatório constante dos autos.
[...]
Em outras palavras, a condenação de Moreira naquele processo se deu mediante convincente acervo probatório, ou seja, por meio de prova documental robusta e não por falha de sua defesa como quer fazer crer neste momento eleitoral.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Moreira, Simone e a Verdade sobre a Implantação da Ufop e Uemg

Candidato da Chapa Paraguaia, ao estilo Rádio Cultura, já está buscando desinformar o eleitor sobre a verdade da implantação dos campus da Ufop e da Uemg em João Monlevade. Ele afirma que as duas universidades públicas foram instaladas no governo do ficha-suja, inelegível Carlos Moreira, como se tal medida tivesse partido do ex-prefeito ímprobo. Afirma também que a atual consorte conjugal de Moreira, a candidata a prefeita Simone, supostamente, teria participado de todo o processo, numa tentativa de fazer o eleitor crer que a mesma tem alguma experiência administrativa e espírito público. 
Ocorre que a única relação que Moreira tem com as universidades é o casuísmo: era ele o prefeito e como tal não fez mais do que a obrigação de recebê-las. 
A iniciativa de se instalar a Ufop e a Uemg em Monlevade, na verdade, não foi de Moreira. A vinda das universidades fez parte de um acordo firmado entre o governo federal, o governo do estado e a empresa Vale como condicionante para a instalação da Mina de Brucutu, em São Gonçalo. Perceba que os cursos inicialmente oferecidos pelas universidades eram todos voltados para a atividade mineradora: Engenharia de Minas, Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção e Sistemas de Informação. Monlevade foi escolhida, por ser a cidade mais próxima de Brucutu, com condições estruturais para abrigar as duas universidades.
O que Moreira fez, posteriormente, foi desviar recursos da Prefeitura para custear a formatura de um sobrinho na UFOP, o que lhe rendeu um processo criminal por desvio de renda pública, em que o ex-prefeito foi condenado a 2 anos de reclusão, substituída por prestação de serviços à comunidade, e inabilitação para o exercício de cargo eletivo por 5 anos. Foi mais uma ação que tornou Moreira inelegível, obrigando-o a lançar sua mulher candidata, numa tentativa de burlar a Lei da Ficha-Limpa.

Quebra-Molas



A única política pública da administração Teófilo/Moreira voltada para o trânsito de João Monlevade é a instalação de quebra-molas. Ensino da legislação de trânsito nas escolas nem pensar: se o povo passar a estudar as normas de trânsito nas escolas (como acontece nos países desenvolvidos) também pode querer aprender sobre os direitos básicos gerais, o que pode ser muito perigoso para o status quo.
E para atender alguns pedidos pontuais de eleitores em vésperas de eleições, o Settran sai instalando quebra-molas cidade afora, todos fora dos padrões técnicos exigidos pelo Contran. O nome correto daquilo é quebra-carro. 
Será que nunca viram uma lombada eletrônica? Monlevade não suporta mais tanto atraso.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Avião que se preza tem "trem de pouso"



Os nortistas creditam aos Irmãos Wrights o primeiro vôo de avião, supostamente,realizado em 1903. Ocorre que a geringonça dos Wrights não era autônoma e dependia de uma catapulta fixa para alçar vôo. 
O primeiro vôo autônomo, motorizado e controlado foi de Santos Dumont, em 1906, com o 14-Bis, equipado com rodas para decolagem e aterrissagem, que por se tratar de invento concedido por um mineiro não poderia ser chamado de outra coisa senão “Trem de Pouso”.
Logo após, em 1907, Dumont concebeu La Deimoselle (foto), um revolucionário aparelho com motor dianteiro, asas, cauda, niveladores e leme traseiros e, obviamente, "Trem de Pouso", cuja configuração é utilizada até hoje pela grande maioria dos aviões. 
Avião que se preza tem "Trem de Pouso". Porque não adianta nada voar e, depois, esborrachar a cara no chão.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Concurso Público

O concurso publico, recentemente, anunciado pela atual administração pode até ocorrer. Mas, é difícil acreditar que boa parte das 277 vagas seja, de fato, chamada a efetivar os quadros da Prefeitura.
Primeiro, porque o governo Torres tem, sistematicamente, terceirizado a prestação dos serviços públicos em João Monlevade, a contratar empreiteiras que possuem seus próprios funcionários. Difícil acreditar que as empreiteiras serão deixadas de lado para que funcionários concursados voltem a prestar os serviços públicos, diretamente.

Segundo, porque é ano eleitoral e a sensação que se tem é a de que também querem se aproveitar da situação de crescente desemprego para atrair número, proporcionalmente, grande de concorrentes/eleitores, que por motivos óbvios, acabarão induzidos a votar na candidata do governo, na esperança de, um dia, assumirem uma das 277 vagas anunciadas.            

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Oficializada Chapa Railton/Laércio

Ontem foi oficializada a chapa Dr. Railton (PDT) e Dr. Laércio(PT) para concorrer, respectivamente, aos cargos de prefeito e vice na corrida eleitoral que se inicia no próximo dia 7 de agosto.
Se por um lado, em campo adversário, a reação à composição da chapa foi de incontida irritação, por outro, a dobradinha Railton/Laércio foi capaz de reunificar a esquerda monlevadense em torno de um projeto comum para o Município.

A irritação adversária também demonstra o grande potencial da chapa e tem a mesma origem da precipitação com que possíveis aliados, até então, conduziram o processo de escolha de seus candidatos majoritários. A ansiedade tem grande capacidade em fechar portas na política.        

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Railton e Laércio de Vice

Até o momento, a composição mais viável para colocar João Monlevade de volta nos trilhos do desenvolvimento é a de Railton Franklin (PDT), prefeito e Laércio Ribeiro (PT), vice. Além de ambos puírem experiência política, o primeiro já tendo exercido a vereança e o segundo o mandato de prefeito, são médicos atuantes no Hospital Margarida, que demandará atenção especial do próximo governo para não se transformar no H. Santa Madalena.