Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

terça-feira, 18 de julho de 2017

Provedor se Mostra Hostil à Medicina Local


O médico integrante do Corpo Clínico do Margarida precisa compreender que o Hospital há algum tempo não é mais gerido pela saudosa Belgo Mineira, bons tempos em que  a Casa de Saúde passava ao largo da politicagem hoje vigente.
Atualmente, é diferente. HM é subvencionado pelo Município e administrado pela Associação São Vicente de Paulo, uma entidade pouco representativa, comandada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira.  Então, o médico não pode se dar ao luxo de se afastar das questões políticas que passaram a envolver o Hospital. Ao contrário, deve se mobilizar politicamente para dar um basta a tudo que vem ocorrendo no Margarida, desde a posse do atual provedor José Roberto Fernandes. Não há prestação de serviço de saúde sem médico.

José Roberto Fernandes, além de não pagar sobreaviso a determinas clinicas do Hospital, atrasa salários de médicos. Em novembro de 2016 devia R$ 465.000,00 (quatrocentos e sessenta e cinco mil reais) em pagamentos de médicos. Logo que assumiu o cargo, José Roberto Fernandes descredenciou famosa clínica da cidade que funciona como hospital/dia, obrigando-a  se credenciar junto a hospital de Itabira para seguir funcionando. O atual provedor não compreende que as clínicas particulares prestam o serviço de saúde de forma complementar ao sistema público.  José Roberto Fernandes se mostra um provedor hostil à medicina monlevadense, que é uma das mais avançadas da região e o médico precisa compreender esta nova realidade e se organizar para respondê-la, antes que ele faça com o Hospital Margarida o mesmo que Carlos Moreira fez com o interditado e inacabado hospital Santa Madalena.  O Bingo ele já destruiu! A AAHM ele já perseguiu! Q que será o próximo?  

Boicote ao Comerciante Sujão


Infelizmente, ainda há no centro de João Monlevade comerciantes que só olham para o próprio , profundo e cavernoso umbigo e não se importam com as conseqüências de sua atividade para a limpeza da cidade e a segurança do trânsito local.
Como demonstra a foto anexa, há lojistas que adotam a prática publicitária de fixar panfletos nos pára-brisas dos automóveis estacionados pelas vias do Centro. O problema é que, além reduzirem a visão que o motorista tem através do pára-brisa, o que pode favorecer um acidente, invariavelmente, os panfletos vão parar na rua, contribuindo para sujar ainda mais uma cidade já imunda.      

Então, você, que vem ao Centro para fazer compras, etc, boicote as lojas que sujam a cidade. Não compre de lojas como da foto anexa. Por uma Monlevade mais limpa e mais segura!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

30 Anos da Demolição da Praça Ayres Quaresma











A passagem do ano de 2017 completa os 30 anos do fechamento e da demolição da Praça Ayres Quaresma e do belíssimo casario em estilo arquitetônico neoclássico de seu entorno, com exceção do edifício do Colégio Estadual que continua de pé, apesar de fechado à visitação. 
A Praça Ayres Quaresma representou o epicentro cultural de um modelo de Usina Siderúrgica integrada à cidade e à comunidade, instalado pela saudosa Belgo-Mineira a partir de 1935, que perdurou até 1987, quando foi fechada e demolida. Durante cinquenta anos a siderurgia bancou o welfare state monlevadense. Depois disso, deu as costas à comunidade e encravou-se em muros. Hoje, o que sobrou dos prédios históricos se encontra mal cuidado, sujo, empoeirado e inacessível.
A demolição do casario neoclássico da Praça Ayres Quaresma representou ainda a maior destruição de arcos romanos, tão característicos da arquitetura local, que se tem notícia. Um verdadeiro crime contra o patrimônio arquitetônico de João Monlevade. Minas é pródiga em Barroco, Art Déco, gótico, modernismo, etc, mas é pobre em Neoclássico. A Roma Monlevadense foi destruída! A Acrópole se foi, para dar lugar a um pátio de cargas. Roma não se destrói, Roma se assimila.
Hoje, são as preciosas e raras peças do destelhado e inacessível Museu Monlevade que se perdem sob a ação das intemperes e, como com a Praça Ayres Quaresma, não há autoridade para cobrar respeito pela identidade monlevadense.



quarta-feira, 12 de julho de 2017

Em 5 Linhas Ministério Público Desmascara Bingo de José Roberto Fernandes


Não podem passar sem registro as argumentações fundamentadas pelo Ministério Público na Ação Civil Pública que proibiu a realização do último Bingo do Hospital Margarida, movida contra a Associação São Vicente de Paulo e Leonardo Pacheco Batista ME, esta última empresa contratada pelo atual provedor José Roberto Fernandes para organizar  o evento.
Bastante elucidativa é a argumentação do MP presente na página 15 da petição inicial do aludido processo em tramite na 1ª Vara Cível da Comarca de JM, sob protocolo de número 362.16.008778-3, a qual se transcreve a seguir:  

...“Percebe-se, portanto, que a referida empresa pode estar fazendo muito dinheiro às custas de consumidores desavisados, que, estimulados pelo caráter “beneficente” do bingo, pagam pelas cartelas sem ter noção de que parte do valor que está pagando não reverterá às entidades que emprestam seus nomes aos bingos, mas sim ao organizador do evento, o que denota que tais bingos não são totalmente beneficentes, como no presente caso”...
    

Contra fatos não há argumentos. Em  cinco linhas o promotor de justiça conseguiu, categoricamente, desmascarar a “filantropia” exercida pelo  atual provedor José Roberto Fernandes no Hospital Margarida. 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O Peso de Belmar Diniz

Perdemos as últimas eleições municipais para nós mesmos. Foram vários os erros cometidos internamente pelo grupo que levaram à derrota nas urnas por uma diferença tão pequena de votos.
Mas, talvez, o erro mais gritante e inaceitável ocorrido na última eleição tenha relação com a estrutura da Campanha Majoritária, ou seja, dos candidatos a prefeito e a vice, montada no Bairro Cruzeiro Celeste, que, nos últimos 20 dias da disputa eleitoral foi, intensa e descaradamente, utilizada para pedir votos para o vereador Belmar Diniz. Assim, Belmar Diniz foi eleto, mas faltaram os 126 votos para eleger Railton e Laércio. Aliás, pode-se dizer que Belmar Diniz foi eleito com o voto alheio, que pertencia a Railton e Laércio.
Gostaria de compreender o pensamento lógico que fundamenta o sacrifício de uma Campanha Majoritária, representada pelo desejo de mudança, para se reeleger um vereador que no último mandato votou a favor de todos os projetos do governo Torres, como o Rotativo, a terceirização do DAE, a autorização para a Enscon recusar o pagamento da passagem em dinheiro e tantos outros. 
Trata-se de um exemplo claro de como a desonestidade é sempre malévola e prejudicial ao todo, pois a esperteza que favoreceu a eleição de Belmar fulminou, por diferença de apenas 126 votos, uma oportunidade de mudança e de esperança para João Monlevade. 
A cassação de Simone projeta a possibilidade concreta de realização de novas eleições para prefeito e vice no fim do ano. Mas, se o grupo seguir cometendo os mesmos erros, é muito provável que o grupo de Moreira vença novamente.

Compreenda a Natureza Pública do Serviço Prestado pela Rádio Cultura

Não se abre uma rádio como se abre uma padaria. Segundo a Constituição, o serviço de radiodifusão sonora tem natureza pública e depende de outorga de concessão para ser realizado, ou seja, trata-se de serviço público, pertencente ao povo de João Monlevade, que é outorgado a terceiro para sua prestação. Significa dizer que o serviço de radiodifusão deve se submeter aos princípios da administração pública, entre eles, os da moralidade e da legalidade, além daqueles que regem a ordem constitucional vigente, como os princípios da igualdade e liberdade. Ainda segundo a Constituição, a produção e a programação das emissoras de rádio aos seguintes princípios:
I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Assim, conclui-se que o serviço de comunicação prestado por meio de rádio deve ser isonômico, livre, possuir caráter educativo, informativo, cultural, regional e obedecer a valores éticos. Tudo o que não se vê na programação veiculada pela rádio Cultura.
Na rádio Cultura, o serviço de radiodifusão não é isonômico porque Carlos Moreira abre espaço apenas para os interesses de seu grupo político na programação da “Rádia”. Não é livre, porque o conteúdo veiculado pela Cultura se encontra preso aos interesses políticos de Carlos Moreira. Não possui caráter educativo, porque não se pode estabelecer um processo, minimamente, educacional em ambiente de amarras políticas. Não é informativo, porque Moreira não informa sobre as verdades que envolvem seu grupo político, como não informou, tecnicamente, sobre os motivos da cassação de Simone ou como não informa sobre suas múltiplas condenações em ato de improbidade administrativa ou sobre a realidade que envolve obra de adaptação da Rodoviária num interditado e inacabado hospital de 100 leitos aos custo de mais de 22 milhões de reais de recursos públicos, além de várias outras coisas. E, por fim, não se pode dizer que a “Rádia” obedece a valores éticos porque, além de não cumprir os paramentos constitucionais do serviço público de radiodifusão, é comandada por um ex-prefeito multicondenado, inelegível, com os direitos políticos cassados e proibido de contratar com o Pode Público.

Dizer não à corrupção é dizer não à manipulação política na rádio Cultura


Toda cassação de prefeito é histórica e cabe registro. Mas, a cassação de Simone Carvalho torna-se ainda mais emblemática por ter ocorrido como conseqüência de abuso de meio de comunicação ocorrido durante as eleições passadas. No caso, o abuso de seu por meio da manipulação política do conteúdo veiculado por jornal local. 
É que há décadas, o radialista Carlos Moreira opera a mesma manipulação política do conteúdo veiculado pela Rádio Cultura, sem a qual jamais teria se tornado prefeito de Monlevade e sem a qual também não seria citado nas pesquisas de intenção de voto, apesar de inelegível e de seus direitos políticos cassados.
É presido que o mesmo controle judicial que se abateu sobre a manipulação política do jornal também seja estendido à Rádio Cultura. Não é possível que João Monlevade siga sofrendo de manipulação política de conteúdo de veículo de comunicação social, seja ele qual for, muito menos por meio de emissora de rádio, que é uma concessão pública, situação que, comprovadamente, produziu o ex-prefeito mais processado da história de Minas e que já trouxe tantos prejuízos ao erário monlevadense, o maior deles, a evaporação de mais de 22 milhões de reais na absurda tentativa de adaptar o prédio do antigo terminal rodoviário num hospital de 100 leitos, que se encontra atualmente inacabado e interditado.
Aliás, de acordo com as múltiplas condenações de Carlos Moreira em ato de improbidade administrativa, o ex-prefeito não poderia seguir participando da elaboração do serviço público de radiodifusão, haja vista que também se encontra proibido de contratar com o Poder Público. Ora, quem está proibido de contratar com o Poder Público também não pode participar ou elaborar a prestação de serviço público.
Lembre-se sempre que, tecnicamente, não pode existir Democracia em ambiente de manipulação da imprensa e dos veículos de comunicação. A prefeita cassada Simone Carvalho aprendeu isso da pior forma, se é que aprendeu. 
Assim, sem a manipulação do conteúdo político da Rádio, Moreira jamais teria alcançado o poder e, conseqüentemente, Monlevade não teria sofrido tantos prejuízos como os ocorridos nos últimos 20 anos. 
Em Monlevade, para dizer não à corrupção, é preciso dizer não a Carlos Moreira. E para dizer não a Carlos Moreira, é preciso dizer não à manipulação política da rádio Cultura.