segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Herói do Ano

O herói do ano em Monlewood City é o proprietário do Posto Girassol (pena que eu não sei o nome de bentito), que não se curvou ao cartel de combustíveis liderado pelo posto Longana. Estou entrando de férias. Agradeço a paciência de todos, principalmente ao Werton, Henrrique (Manthis) e ao Wir Caetano, pela contribuição ao debate. Boas Festas, feliz ano novo, paz e prosperidade a todos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PM Cobra Viatura da Prefeitura

Hoje pela manha ouvi uma entrevista na rádio cultura com o major comandante da companhia da Policia Militar e Monlevade. Primeiro me causou estranheza a veiculação de uma reportagem com o conteúdo “segurança pública”, dias após o tiroteio na praça do Lindinho que resultou no homicídio de um cidadão. O major, após exaltar o trabalho de sua corporação, conclamou todos a contribuir com a segurança do município e, por fim, cobrou da Prefeitura uma viatura.
Cada macaco no seu galho, major. Já passou da hora da Prefeitura dar um basta a essa relação parasitária que existe entre a PM e o município. A prefeitura cede de imóvel, gasolina, dá manutenção nos carros da PM e, agora tem que dar carro? A PM é uma instituição estadual, subordinada ao governo de Minas, este sim é quem tem que prover a polícia de viaturas. Para onde vão os impostos estaduais que pagamos? ITCD, ICMS, IPVA.

Batalha Campal no Centro Educacional

Ontem, último de aula da rede de ensino municipal, o Centro Educacional foi palco de épica batalha campal. Dezenas de alunos promoveram uma verdadeira guerra de ovos, farinha, bombas e muita tinta, com uso das mais avançadas táticas de guerrilha urbana . Gritaria, saltos, reféns, acrobacias, correria, derrapagens, revanches: um pandemônio completo. No outro dia, hoje, os principais protagonistas da batalha de ontem estavam, novamente, no colégio, só que desta vez, cabisbaixos e retraídos, recebiam as instruções do procedimento de recuperação de ano.
Existem formas mais saudáveis de se extravasar energia ou de comemorar o fim do ano letivo. O comportamento exibido pelos adolescentes, em plena praça pública, não pode ser o esperado de pessoas que estão em idade de formação de seu caráter. A juventude de hoje não respeita valores, não possui limites, está alienada e aculturada. É esse o futuro do município?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Paralelos entre Jango e Prandini

Não posso deixar de traçar algumas comparações políticas entre o governo Prandini e o governo de João Goulart, o presidente deposto pelo golpe militar de 64, obviamente, guardadas as devidas proporções. A presidência de João Goulart, assim como a prefeitura de Prandini, foi, politicamente, um dos governos mais fechados da historia brasileira. Apesar de preocupado com as reformas de base, historicamente, demandadas pelas camadas populares, Goulart era de personalidade retraída e adotou a postura de se isolar em seu gabinete, negando a máxima que política se faz com camaradagem, companheirismo e peito aberto. Depois de,”formalmente”, tomar posse da presidência do país, Goulart se apartou de sua base, dando as costas a seus apoiadores. Digo formalmente, porque as tomadas de decisão relativas às questões nacionais não cabia a Jango e sim a Brizola. Foi Leonel Brizola quem de fato governou durante o pouco tempo que Jango esteve a frente da Presidência da República.Vê semelhança com o governo Prandini? Nada contra Brizola. Mas tal situação, como já foi dito varias vezes aqui no blog, reveste as ações governamentais de ilegitimidade, causando ainda mais indignação e perplexidade junto aos apoiadores, já que o poder delegado pelas urnas é indelegável. Assim, no caso de Jango, a fato de ter se desvinculado de sua base e de ter delegado o comando da nação a outro culminaram na destruição do alicerce político necessário a realização das profundas reformas que pretendia, o que criou o contexto favorável ao golpe de 64. Jango não resistiu ao golpe, porque não teve condições políticas para tal. No caso de Prandini, obviamente não há sinal golpe no horizonte. Mas, assim como Jango, sua sustentação política se fragiliza a cada dia, diante da hermeticidade de seu governo e de sua opção de delegar o comando do município a seu assessor chefe de governo.

Comentação

Comentário à postagem Meio Ambiente: A Culpa é das Vacas

Fernando, corrigindo um equívoco: Na verdade, o potencial de recuperação do capim para recompor o CO2 teria que ser 3 vezes mais rápido, pois as plantas rasteiras não tem a mesma velocidade de neutralização do carbono. Com relação À queima da cana, existe um problema grave, que são as partículas de fumaça emitidas. Elas ficam em suspensão até que uma chuva ou as correntes de vento as dispersem. A queimada sempre ocorre no ciclo produtivo, portanto, ela não deixa de ter um grande impacto ambiental.
Infelizmente, a melhor forma de neutralizar o carbono não são os gramados, e sim as florestas.
Abraços
Manthis, ou Henriques


Prezado leitor, concordo que o potencial de absorção de carbono por plantas rasteiras é baixíssimo se comparado ao das árvores de tronco espesso. Contudo, o tema que abordei na postagem foi, exclusivamente, com relação a recente acusação de que a flatulência das vacas estaria acrescentando mais gazes estufa na atmosfera, com o que não posso concordar. O raciocínio é simples, se uma vaca ingere X quantidade de capim e, através da respiração ou da flatulência, emite Y quantidade de gases estufa (CO2 ou metano), de acordo co Lavoisier, quando, posteriormente, a mesma quantidade X de capim voltar a crescer no pasto (e esse crescimento tem de ocorrer, senão a vaca morre de fome), a quantidade Y de carbono, antes emitida, será imperativamente absorvida na composição do novo capim. É o ciclo da Biomassa. Quanto ao processo produtivo do etanol, concordo que as emissões de partículas advindas da queimada para limpeza do canavial gera impacto ambiental, mas não aumentam a quantidade de gases estufa na atmosfera.

O brigado pela contribuição ao debate.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mito Ambiental II


Outro mito ambiental recorrente se expressa no uso da imagem acima. A imagem destas chaminés é repetidamente usada para denunciar poluição atmosférica nos centros urbanos. Pois bem, estas chaminés não são chaminés. São turbinas de uma usina termo-nuclear. A suposta fumaça é vapor de água. Usina nuclear não emite poluentes na atmosfera.

Meio Ambiente: A Culpa é das Vacas


O meio ambiente, finalmente, está em voga. E põe voga nisso. É Copenhague pra cá, efeito estufa pra lá, desmatamento da Amazônia, créditos de carbono e etc. Caiu no senso comum. E como tudo que cai no senso comum, o tema meio ambiente passa a se contaminar com uma boa dose de preconceito e passionalidade, que fatalmente nos induzem a erro, numa disciplina que deve ser abordada cientificamente.
Agora estão falando que a flatulência do gado esta agravando o famigerado efeito estufa. Coitadas das vacas. Lavoisier deve estar se debatendo no túmulo. Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, dizia o pai da química. O gás metano expelido pelas vacas é resultado da fermentação do capim ingerido. Vaca não come carvão mineral nem bebe gasolina ou óleo diesel. Vaca come capim e capim é biomassa. Ciclo de biomassa não emite gás estufa. A Vaca, como qualquer animal comensal, inclusive você, emite uma grande quantidade de carbono ao longo da vida, a maior parte dele através da respiração, outra parte é através da flatulência, na forma de metano. No entanto, quando o metano emitido atinge a atmosfera ele é decomposto pelos raios solares em H2O (água) + CO2 (gás carbônico). Água não agrava o efeito estufa, CO2 sim. Contudo, como se trata de biomassa, quando o capim que foi devorado pela vaca brotar e voltar a crescer no pasto, todo o CO2 anteriormente emitido pela vaca, seja através da respiração ou da flatulência, será absorvido pelo crescimento do novo capim. È o ciclo da Biomassa. O conceito de que existem gases mais estufa do que outros, como se diz do metano, é equivocado. O planeta está se aquecendo porque a sua atmosfera está ficando mais espessa. A atmosfera funciona como o cobertor do planeta e quanto mais espesso for o cobertor maior será o calor.
É este o problema dos combustíveis fosseis. Eles constituem uma grande quantidade de matéria que se encontrava confinada no subsolo, fora da biosfera, e que foi, através de métodos artificiais, reintegrada à atmosfera. È um acréscimo de gases. Com a biomassa não ocorre isso. Não há acréscimo de gases na atmosfera. É como o que ocorre com o etanol, por exemplo. A queima do etanol emite carbono, mas essa emissão não pode ser considerada como acréscimo de gases na atmosfera porque, quando se planta uma nova safra de cana para se produzir mais etanol, todo o carbono emitido pela queima anterior é então absorvido pelo crescimento da nova cana, passando a compor a substancialidade da mesma. É um ciclo idêntico ao das vacas.

domingo, 13 de dezembro de 2009

História das Minas de Ouro e Diamante: A Fundação do Estado

A descoberta das jazidas de ouro pelos bandeirantes e sertanistas paulistas, no final do século XVII, despertou o interesse de pessoas de toda a espécie que logo se dirigiam para as minas. No entanto, a ocupação da região mineradora não se daria de maneira pacífica. Os paulistas, os descobridores do metal, se sentiram prejudicados com o fato de terem de dividir o ouro, a terra e o domínio social com portugueses, estrangeiros, baianos e outros povos, também atraídos pelas riquezas minerais. Os paulistas denominaram os forasteiros de emboabas em alusão às longas botas que calçavam, as quais os assemelhavam a uma ave pernalta e desengonçada que levava o mesmo indígena. Devido a enorme desavença que se estabeleceu e diante da inexistência de uma autoridade constituída, em 1707, irrompeu na região do Sertão do Cuieté (Caeté), onde o ouro era encontrado em grade quantidade a flor da terra, a guerra civil conhecida como Guerra dos Emboabas.Os anos de 1707 e 1709 foram marcados por intensa luta armada, que resultou no triunfo dos emboabas, que passaram a controlar as principais datas auríferas e provocaram o deslocamento dos paulistas para áreas mais afastadas, ao longo do Rio das Mortes (Tiradentes e São João Del Rei).

Emboaba típico

A necessária intervenção das autoridades coloniais no sentido de solucionar o conflito alertou a metrópole para a criação e regularização de órgãos administrativos no âmbito judiciário e fiscal. Entre as primeiras medidas oficiais estaria a distribuição de datas e sesmarias, definindo-se territórios e seus respectivos proprietários. Em 1710, a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro é criada, sendo escolhido para governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho.

Divisão administrativa do Brasil, após a Guerra dos Emboabas.

No ano seguinte, alguns arraiais mineradores são transformados nas primeiras vilas da capitania recém-criada e é fundada a Vila Real do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo (Mariana), a primeira sede da Capitania. Em 1720, ocorre em Vila Rica a Revolta de Felipe dos Santos contra a proibição da circulação do ouro em pó e a conseqüente instalação das Casas de Fundição, onde o metal seria quintado e Capitania de Minas é desmembrada da de São Paulo, passando a denominar-se Capitania das Minas de Ouro e Campos Gerais e a capital é transferida para Vila Rica de Albuquerque, a fim de se obter maior controle sobre a mais revoltosa das vilas mineiras, a futura Ouro Preto.

Julgamento de Felipe dos Santos.

Em 1816, o Sertão da Farinha Podre (atual Triângulo Mineiro) foi anexado ao território de mineiro, dando a Minas os contornos fronteiríços que conhecemos, hoje.
Em 1823, após a Independência do Brasil a capitania foi elevada a Provincia das Minas Gerais e posteriormente, com a proclamação da república, diante das dificuldades topograficas de Ouro Preto, a capital foi transferida para Belo Horizonte e a provincia é elevada a condição de estado.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Pesquisa Data o que?

Desculpem a lentidão do pensamento, mas só agora ficou claro para mim no que, realmente, consiste a assessoria política prestada ao prefeito por Márcio Passos: publicar na primeira página do A Notícia manchete de interpretações subjetivas de pesquisas de opinião favoráveis ao governo, a cada dois ou três meses. Digo interpretação subjetiva, porque se a primeira página trouxesse o resultado objetivo da pesquisa, a manchete seria, inexoravelmente, desfavorável ao governo. Números são números. O mais incrível é que o instituto que realiza a pesquisa é o Data Minas, a antiga Data Fato, que posteriormente às eleições de 2008, trocou de nome. Coincidentemente, durante os 90 dias de campanha, como representante jurídico da coligação do PV, movi cinco ações de impugnação contra as pesquisas fraudulentas da Data Fato ou Data Minas, muitas delas com deferimento judicial do pedido de impugnação, ou seja, em muitas delas a Justiça as considerou realmente fraudulentas e prejudicais ao então candidato Gustavo Prandini. Como as coisas mudam!Como mudam!
Confesso que todo este espírito natalino me enche de nostalgia e de saudades do tempo em que passava o Natal junto de meu avô materno. Como forma de reviver esta boa lembrança, peço licença ao leitor para publicar um foto de meu saudoso avô, Virgulino Ferreira da Silva, e seu bando.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dorinha Salva a Pele de Prandini

Vejam só essa: todos nós sabíamos que o corrente ano seria complicado sob o ponto de vista fiscal, haja vista a grave crise financeira que assolou a economia global. Em tempos de crise, a atividade econômica diminui, consideravelmente, o que reflete na arrecadação de impostos.
Assim, diante de um contesto econômico desfavorável, seria obrigatório o contingenciamento do orçamento da Prefeitura, em no mínimo 10%. 2009 deveria ser um ano de economia e prudência nos gastos. Mas o que se viu, ao contrário, foi uma gastança desenfreada: festas, cavalgada, Linha Azul e etc. Gastou-se tanto que faltou dinheiro para o décimo terceiro dos funcionários comissionados. Para eles, décimo terceiro só no ano que vem. Mas então, ocorreu um fato inacreditável: como a Câmara de Vereadores não possui capacidade tributária, sua receita advêm de repasses regulares realizados pela Prefeitura. Acontece que, o governo Prandini gastou tanto, mas tanto, que faltou dinheiro até para cobrir o último repasse para a Câmara Municipal. Entenderam bem? O governo não conseguiu sequer garantir o repasse de receita para Câmara de Vereadores, que é um dever constitucional básico do município. De tal forma que Dorinha teve de devolver, antecipadamente, para a Prefeitura o dinheiro que a Câmara economizou no último semestre, para, aí sim, a Prefeitura ter caixa para realizar o repasse ao legislativo. Santa Dorinha! Salvou a pele de Prandini. E se a Câmara não tivesse economias para devolver à Prefeitura? A situação se complicaria. A Constituição é clara:

Art. 29-A [...]
[...]
§ 2o Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal:
[...]
II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou
III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária.

Imaculadas Praças Natalinas


Realmente ficou linda a decoração natalina das praças de Monewood City .A Cidade fica bela, agradável e com aquele clima natalino que facilita a inserção de todos no ambiente de fraternidade própria do natal.Parabéns a Imaculada, da Divisão de Parques e Jardins, pelo trabalho.

The Blue Line (a linha azul)

Para alguns, pode parece cedo para se estabelecer um veredicto sobre a Linha a Azul. Mas se tal projeto for analisado objetivamente, o veredicto torna-se possível. A Linha Azul foi proposta como a solução para as sistemáticas contenções do trânsito no centro da cidade. Frisa-se: no centro da cidade. Mas, ao invés de enfocar a região central, a Linha Azul se enveredou em resolver problemas que não existiam, o que, ironicamente, multiplicou os problemas já existentes. A dificuldade do trânsito está no centro da cidade e não nos acessos aos bairros ou à BR. O Projeto da Linha Azul, com se vê, facilita o trafego de quem pretende deixar o centro, rumo ao Bairro de Lourdes e à BR 381, ao passo que dificulta o trânsito de quem desce dos bairros, rumo ao centro. A questão é que, quem vem ao centro, não vem por mero capricho, vem a procura de comércio, serviços, trabalho e etc. O cidadão não vai usar a Linha Azul só porque ela existe. Óbvio. Ele vai usá-la se e quando precisar dela, ou seja, quando tiver que sair do centro, rumo aos bairros. No entanto, a demanda predominante não é pelo acesso aos bairros e sim ao centro. Assim, as intervenções no trânsito deveriam se voltar para as questões relativas à fluidez do tráfego no centro da cidade, sem inventar chifre na cabeça de cavalo. Dificultar o acesso, de quem vem dos bairros, ao centro, não resolve nada e o que se tem percebido é um embaraço maior do que o de antes, o que é péssimo para o comércio, principalmente em época de festas. Mesmo que se façam os ajustes prometidos, a Linha Azul será, no mínimo, inócua. Como foi concedida, ela não atinge a raiz do problema. É mais uma daqueles projetos caríssimos Pra Inglês Ver. Muita pompa e circunstância, muita publicidade, muito estardalhaço, muita tinta, semáforos, faixas, monumentos, pra nada.

Falta Ambulância no PA ?

Apesar de a Prefeitura ter adquirido três novas ambulâncias, parece que ainda falta ambulância no PA. Salvo engano, o que parece realmente estar em falta na Prefeitura é motorista com carteira de habilitação categoria D para conduzir as novas ambulâncias Fiat Ducato. E se o problema for realmente este, mais uma vez faltou planejamento.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

História de Monlevade:Raríssimo Vídeo da Visita de Estagiários da Escola Superior de Guerra à Usina de Monlevade, em 1955.

Filmagem realizada na década de 50, nas instalações da Usina, contendo imagens dos alto-fornos, da aciaria, da trefilaria e do antigo cassino. Destaque para a presença do Diretor Superintendente Joseph Hein, do Engenheiro Geraldo Parreiras, de autoridades e de funcionários da época.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Prandini Ltda

Lembro me do jovem e então promissor candidato à prefeito, garantindo que, se eleito, promoveria um governo de ampla e irrestrita participação das bases, dos partidos e dos companheiros de luta. Passada a eleição, o que se viu? O governo mais fechado da história de João Monlevade.
Sempre tive repúdio ao governo Moreira por considerá-lo hermético de mais. Moreira não governou para o povo e sim para a sua própria base. Quem não integrasse a base moreirista não era considerado pela da prefeitura. Infelizmente, o governo Prandini conseguiu tem se revelado mais fechado ainda.
Hoje a prefeitura é administrada, sem se considerar o indispensável elemento político, como se fosse uma grande empresa Ltda. Aqueles que construíram a vitória nas urnas não são considerados e foram, em grande maioria, preteridos. Boa parte das cadeiras administrativas da prefeitura foi ocupada por indivíduos injustificados, estranhos à base político-eletiva, muitos deles apenas amigos da irmã, da esposa ou do chefe de governo do prefeito, além dos supostamente técnicos,igualmente estranhos, os quais, inacreditavelmente, assumiram colocações políticas na administração. Parece que a base foi boa para eleger o prefeito, mas não é tão boa para governar com dele. Como se não bastasse, inaugurou-se na Prefeitura uma política de demissões nunca vista. Liderança passou a ser sinônimo de autoridade para mandar embora. De tal forma que o pouco da base que restou no governo se viu num ambiente instável e inseguro, incompatível com as liturgias políticas necessárias à constante legitimação do poder. Apenas a vitoria nas eleições não é suficiente para a legitimidade do governo. A legitimidade deve ser construída, dia a dia, criando-se um ambiente político estável e favorável que convalide as ações governamentais, o que somente é possível através da manutenção de uma ampla e homogênea base política.
Sem falar no agravante político de se delegar as tomadas de decisão a que não possui legitimidade para tal. Apenas àquele para quem o povo delegou o poder cabe a tomada de decisão. Quem tem que decidir é o prefeito, ouvida a base. Quando se adota um modo de governo, no qual outro decide os rumos do município, tais decisões se tornam insustentáveis, sob o ponto de vista político. Política nao é o forte do governo Prandini.

sábado, 5 de dezembro de 2009

História das Minas de Ouro e Diamante: O Ouro Mineiro


Barra de ouro extraído em Minas,em 1809, devidamente quintado.

Em Minas, a descoberta do ouro se deu no final do séc. XVII, simultaneamente, por vários bandeirantes e sertanistas: Salvador Fernandes Furtado descobriu as lavras do Ribeirão do Carmo (Mariana), Antônio Dias Cardoso revelou a existência do metal precioso no vale do Tripuí (Ouro Preto), o padre João Faria descobriu o famoso ouro preto. João Lopes de Lima apontou outras jazidas no Ribeirão do Carmo. Borba Gato revelou as minas de Sabarabuçu (Sabará). Domingos Fonseca Leme descobriu ouro em um afluente do rio das Velhas. Domingos do Prado, no rio Pitangui. Bartolomeu Bueno, no rio Pará. Antônio Garcia Cunha, nas margens do rio das Mortes (São João DeL Rei).
Tantas descobertas simultâneas e em áreas relativamente distantes entre si, evidentemente, não foram meras coincidências. O desabrochar instantâneo de tantas minas tem explicação mais pragmática: em 1694, sucumbindo ao óbvio, a Coroa Portuguesa decidiu modificar a legislação que a tornava dona de todos os minérios encontrados no Brasil. A partir de então, o direito de posse das minas seria concedido ao descobridor, cabendo ao rei apenas e tão-somente um quinto dos achados. Agora, o ouro estava acessível a quem se interessasse por ele. Só então os sertanistas de São Paulo revelaram ao mundo as minas que já deveriam conhecer havia pelo menos 20 anos. O fato teve repercussão global, pois as lavras encontradas nas Gerais configuraram a maior descoberta de ouro registrada no planeta, até então. Foi o maior volume de ouro, explorado da forma mais célere. Portugal instituiu um método, extremamente, eficiente de exploração do ouro mineiro. Em breve, as mais de mil toneladas, oficialmente, arrancadas das entranhas da terra fariam o fausto e a opulência das cortes européias, especialmente da Inglaterra, graças ao Tratado de Methuen (o tratado dos vinhos e dos panos), curiosamente, assinado com Portugal,logo após ao descobrimento das minas auríferas, em 1703, no qual se estabeleceu, entre outros termos, que à Inglaterra caberia metade de todo o ouro descoberto no Brasil. Portugal se beneficiou com pouco do ouro explorado nas Minas Gerais. Boa parte da porção de ouro que caberia aos portugueses, conforme as absurdas cláusulas do tratado, foi parar nas mãos do Vaticano e da Casa Real dos Hapsburgs da Áustria, a monarquia mais influente da Europa, na época.
O ouro extraído de nossas terras criou as condições financeiras necessárias para a mais importante revolução econômica do mundo - a Revolução Industrial. O ouro mineiro permitiu que a circulação de moeda fosse triplicada na Europa, já que o metal era e ainda é usado como lastro para emissão monetária. Diante da abundância monetária conseqüente da abundância de ouro nos mercados europeus, foi possível o acúmulo de capitais que resultaram na Revolução Industrial, primeiramente, na Inglaterra, graças ao tratado dos vinhos, panos e muito ouro.
Mas, o ouro mineiro não foi todo perdido. Ele foi responsável pelo surgimento de uma cultura urbana frenética, complexa e esplendorosa, sem precedentes em terras americanas e ainda há bastante ouro em Minas. O chamado ouro de aluvião que se extraiu facilmente e em grande quantidade nas margens dos ribeiros, este sim se esgotou. O ouro de filões e veios ainda é farto.
O que, definitivamente, encerrou o ciclo do ouro em Minas foi a abolição da escravidão. Sem escravos a atividade se tornou inviável, sob o ponto de vista econômico. Foi quando houve o predomínio das companhias inglesas na exploração do ouro mineiro, as quais implantaram métodos industriais de extração do metal, alcançando grande produção, em continuidade à histórica pilhagem da riqueza de Minas. Posteriormente, diante da onda nacionalista que se irrompeu com o Estado Novo de Vargas e da justificada consternação que a usurpação de nosso ouro, historicamente, tem afetado o imaginário da nação, Getúlio Vargas, finalmente, desmantela grande parte do sistema de exploração aurífera montado pelos ingleses e ,desde então, explorar ouro em Minas se tornou tabu.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

STF Abre Processo Contra Mensalão Mineiro


O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ontem, 03/12/2009, um processo criminal contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB) e companhia. Agora, ele é réu numa ação penal e será julgado por suspeita de envolvimento no Mensalão Mineiro. Por 5 a 3, o STF aceitou a denúncia do Procurador Geral da República, que acusa Azeredo e outros políticos mineiros de participação em desvio de verba e de caixa dois em 1998, quando tentou a reeleição ao governo de Minas. Obviamente, Azeredo negou o Mensalão e disse que “será a oportunidade para que seja comprovada minha correção como agente público”.

Outro envolvido que também terá sua oportunidade de comprovar sua correção é o deputado Mauri Torres. Para o Procurador Geral, é preciso “apurar a conduta de Danilo de Castro e demais envolvidos sob os enfoques cível e criminal”. Segundo o Procurador, há indícios robustos que o secretário se associou ao deputado estadual Mauri Torres (PSDB) para avalizar um cheque no valor de R$ 707.000,00, contraído pela empresa SMP&B Comunicação de Marcos Valério, em 25 de novembro de 2004, no Banco Rural.

O povo monlevadese não vê a hora de conhecer as verdadeiras razões que levaram seu representante na Assembléia Legislativa, o deputado Mauri Torres (PSDB), a avalizar, ou seja, a garantir o pagamento pessoal, de um cheque de quase um milhão de reais a Marcos Valério.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Valorizar o Professor é Valorizar a Essência Humana

Considero os professores como os grandes heróis da república. Historicamente, o professor brasileiro tem recebido um tratamento muito aquém do merecido e do necessário ao desenvolvimento do país. Não raro, há casos de professore que compram giz do próprio bolso para trabalhar. Todavia, décimo quarto salário para a categoria me parece populismo e, até mesmo inconstitucional, haja vista o município não possuir competência para legislar sobre matéria de direito do trabalho e salário é sempre matéria trabalhista.Definitivamente, não é com populismo que vamos valorizar os professores municipais. É inconcebível, num município rico como o nosso que se pretende cidade pólo, não existir um plano de cargos e salário que valorize, dignifique, motive e possibilite ao professor sua qualificação profissional.
A essência humana reside na capacidade de agirmos conscientemente, imbuídos de racionalidade. Diferentemente do que se diz, o homem não é um ser naturalmente racional, mas sim cultural, ou seja, o homem é produto do meio. A grande questão é que há culturas que conseguem inserir o indivíduo em um meio racional, onde lhe é dada a capacidade de operar a racionalidade humana, de agir racionalmente. São as chamadas culturas civilizadas. Outras não conseguem, pois estão fortemente afetadas por convenções, dogmas, estigmas, passionalidades, preconceitos e, sobretudo pela ignorância que interessa apenas a aqueles que se beneficiam da vasta injustiça mundana que recai sobre um povo pouco racional. Aí, o resultado é o caos que hoje existe. A forma mais garantida de conseguirmos criar um cotidiano racional que traga a justiça, em seus mais variados e necessários aspectos, é através da educação universal de qualidade. Uma educação que prepare o cidadão para a vida, que crie um ser humano racional, consciente de si, que consiga entender e interagir com o mundo que o cerca. Você tem alguma dúvida de que o professor é fundamental neste processo? Valorizar o professor é valorizar a essência humana.

Utilidade Pública: Garrafas PET X Aterro Sanitário

No início do ano, fiz uma visita ao aterro sanitário, onde é depositado todo o lixo domestico e hospitalar produzido em nosso Município, Nova Era, Rio Piracicaba e Bela Vista. O que mais me impressionou no aterro foram as garrafas PET. Não é difícil imaginar que o aterro está tomado por garrafas PET. Parece até que o mundo vai acabar em garrafa PET. O problema é que a PET vai parar no aterro fechada, com a respectiva tampa bem apertada. Vou explicar: quando o lixo chega ao aterro, ele é despejado em valas e, posteriormente, compactado por um trator esteira, de modo a acomodá-lo no menor volume possível, o que contribui com a longevidade do aterro. Porém, as garrafas tampadas são resistentes a compactação, diferentemente das destampadas, que são completamente esmagadas e passam a ocupar um espaço ínfimo. Uma garrafa PET comum não esmagada ocupa o absurdo volume de dois litros. Como são infinitamente numerosas, tal volume se multiplica infinitamente, o que tem diminuído consideravelmente a vida útil do aterro. Quanto mais tempo durar o aterro sanitário, mais barato é para o Município e, obviamente, sobrará mais dinheiro para as escolas, postos de saúde e etc. Fica aqui o meu apelo: ao descartar uma garrafa PET no lixo, retire a tampa.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Estamos Correndo um Alto Risco de Morte

Basta analisarmos apenas um fator para chegarmos à conclusão que a forma como a sociedade brasileira se organiza está completamente equivocada. E a expressão “sociedade brasileira” deve ser entendida em todas as suas formas de organização, sejam elas institucionais ou não: nas relações interpessoais, na educação, na segurança, na saúde, no judiciário, na política, nos negócios, no mercado... em suma, desde as relações mais cotidianas, como pagar uma conta no banco, até as mais complexas, como ser submetido a uma cirurgia, percebem-se equívocos sistêmicos e estruturais que têm afastado de nós várias fatores essenciais à condição humana, dos quais o primordial seja o direito à vida. Em nenhum país do mundo, nem mesmo naqueles em guerra como Iraque, Sudão ou Afeganistão, morre-se tanto quanto no Brasil. Os hospitais brasileiros são os que mais matam. O trânsito brasileiro é o que mais mata. A violência urbana... nem se fala. O Brasil é o país que registra os maiores índices de mortes por crimes passionais. São inúmeras, abundantes, comuns e extremamente corriqueiras as formas pelas quais se morre no Brasil e com certeza, a ignorância é a que mais mata. De tal forma que não é preciso se fazer um estudo aprofundado para se aferir que algo está muito errado no Brasil, basta vislumbrarmos a quantidade escomunal de pessoas que morrem neste país, ano a ano. Isto, por si só demonstra que estamos no caminho errado.
O que se percebe é que o Estado brasileiro perdeu, como um todo, a sua capacidade de garantir ao cidadão o direito mais básico de todos: o direito a vida. Em outras palavras, o Estado perdeu sua razão de existir. A razão de existir do Estado é o cidadão. Na medida em que o Estado se manifesta incapaz se preservar e garantir a vida do cidadão ele, automaticamente, perde a razão de existir. De outro lado, ainda existe o agravante de que a própria sociedade enxerga com normalidade e passividade ao verdadeiro extermínio de seus iguais. O que tem ocorrido é que todo o fisiologismo, patrimonialismo, jeitinho brasileiro ilícit(o jeitinho brasileiro expressa a vasta e necessária criatividade de nosso povo, o que não pode acontecer é o jeitinho transgredir a lei), somados a toda corrupção, impunidade, irresponsabilidade, ignorância, má escolaridade e etc, que, historicamente, permeiam a forma como nós nos organizamos em sociedade, têm se manifestado de modo tão danoso a nós mesmos que a vida humana passou a não ter valor no Brasil.Estamos exterminando a nós mesmos.
Assim, diante de um Estado incapaz e de uma sociedade leniente entramos num ciclo vicioso de autodestruição no qual qualquer um de nós é uma vítima em potencial. Estamos correndo um alto risco de morte, neste país. O próximo pode ser você e de uma forma "bem normal": no trânsito, no PA, na enchente, na fila do SUS, na 381, na calçada de casa, no tiroteio, no trabalho, na escola,no incêndio, na pobreza, na ignorância, no ciúme, na raiva.....

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Nó Azul

A linha Azul já foi inaugurada com toda pompa e circunstância. Entretanto, não se tem percebido os benefícios, os quais tal projeto se propôs. Como já foi dito aqui, o problema básico do trânsito monlevadense reside na falta de espaço das vias, o que se concretizou como conseqüência da falta de planejamento urbano da cidade, nas últimas décadas. Volto a repetir: devemos escolher entre destinar o pouco espaço de nossas vias ao estacionamento de veículos ou ao tráfego. A solução para os freqüentes congestionamentos é proibir o estacionamento de veículos na Av. Wilson Alvarenga e, para isso, construir estacionamentos públicos no centro da cidade, onde o cidadão possa deixar seu carro. Que se cobre um real ou cinqüenta centavos por hora. Dois pontos ótimos para a construção de amplos estacionamentos são o terreno ao lodo do Zamburguer e o prédio abandonado em frente ao Centro Educacional. Assim, o cidadão que viesse ao centro teria um lugar seguro e barato onde deixar seu automóvel e a avenida ficaria livre para o tráfego, minimizando a ocorrência de congestionamentos. Monlevade se tornou uma cidade tão complexa que a Administração Pública não pode prescindir do instituto da desapropriação para solucionar os problemas advindos de tal complexidade.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Monlevade, Mauri e as Instituições Estaduais

É inaceitável como, numa cidade complexa como a nossa, várias instituições estaduais essenciais à qualidade de vida, à ordem e à segurança dos munícipes são simplesmente inexistentes. Em Monlevade não existe IML (Instituto Médico Legal). As pessoa mortas em nosso município são submetidas a exames de necropsia, numa sala totalmente inadequada, pra não dizer bizarra, localizada nas dependências do Cemitério do Baú, entregues às moscas e à completa precariedade do lugar. O médico legista pode ser considerado um verdadeiro herói por conseguir aferir a causa mortis dos falecidos num ambiente sem refrigeração, sem câmaras frigoríficas, sem assepsia, sem equipamentos e até mesmo sem auxiliares treinados, já que quem auxilia o legistas são os funcionários das funerárias.
Monlevade não possui corpo de bombeiros e, vira e mexe, alguém perde sua casa nas chamas, correndo o risco de morte.
A Delegacia de Polícia vive uma situação de precariedade atroz. Se não fosse o substancial apoio da prefeitura e os desdobramentos das autoridades policiais, ela já teria fechado suas portas. Onde está o governo do Estado? Onde estão os articuladores dos interesses de Monlevade junto ao governo estadual? Por que o deputado Mauri Torres, líder do governo na Assembléia de Minas, não defende as reais necessidades do município junto ao governo? Mauri, cadê o IML, o Corpo de Bombeiros, a estrutura da polícia... Cadê, Mauri?

sábado, 28 de novembro de 2009

História das Minas de Ouro e Diamante: Guido Tomás Marlière, O Imperador do Rio Doce


Guido Tomás Marlière, nascido na França em 3 de dezembro de 1767, foi o mais importante colonizador das regiões do Vale do Rio Doce, Mucurí, Jequitinhonha e da zona da mata de Minas. De uma família monarquista, após estudar humanidade e filosofia, entrou para o exército francês, aos 18 anos. Vivenciou a Revolução Francesa e a era Napoleônica. Lutou contra as forças revolucionárias e, vencido, fugiu, com militares, para a Alemanha, integrando-se à legião anti-napoleônica do Visconde Mirabeau. Derrotado por Napoleão, seguiu para a Inglaterra, sendo enviado pelos ingleses a Portugal, em 1797, para defender as terras lusitanas de possível invasão napoleônica. Em 1802, foi criada em Lisboa a Guarda Real de Polícia Montada, para qual ingressou Guido Marlière, como Porta Estandarte. Começou aí, sua vida no Exército Português. Promovido a Alferes em 1807, acompanhou a Família Real portuguesa em sua intrépita fuga para o Brasil, em 1808.No Brasil, especificamente, na Província de Minas Gerais, foi promovido a Tenente, Capitão e Diretor Geral dos Índios em 1816; Major em 1821, Tenente-Coronel em 1823; Comandante de todas as Divisões do Rio Doce, e, finalmente, Coronel de Cavalaria em 1827. Iniciou seu trabalho em Minas, solicitando sua designação para um lugar afastado da civilização onde pudesse trabalhar entre os índios. O pedido de Marlière foi atendido e, em 1813, chegou à região compreendida hoje pelo município de Rio Pomba. Ali deu início a um grande trabalho de adequação de índios de diferentes nações, sobretudo a dos Botocudos, índios guerreiros atropófagos que viviam na região do Rio Doce e alfuentes. Guido Tomás Marlière foi o primeiro indigenista em terras tupiniquins.

Botocudos em Marcha de Guerra: Debret

Sua primeira missão foi a de fazer um levantamento sobre usurpação de terras, abusos fundiários e, ao mesmo tempo, promover a restituição das terras indígenas ocupadas pelos brancos.Pelo sucesso da missão Marlière obteve a nomeação para o cargo de Diretor Geral dos Índios em Minas Gerais. Propôs a substituição de administradores inadequados ao trato com o indígena; a criação de escola primária; a assistência hospitalar, além de verificar a possibilidade de ocorrência de ouro na região. A educação proposta por Marliere baseava-se no princípio da aproximação do indígena com o branco.Seu trabalho no vale do Rio Doce junto aos botocudos o tornou célebre. Fundou numerosas povoações e colaborou para a formação de muitos municípios, todos resultantes de aldeamentos indígenas, destacando-se: Guidoval, Visconde do Rio Branco, Guiricema, Cataguases, São Geraldo, Muriaé, Miraí, Astolfo Dutra, Conselheiro Pena, Governador Valadares, Pocrane Tarumirim, Resplendor, São Domingos do Prata, Mesquita, Marlièria, Jaguaraçu, Jequitinhonha, Argirita e São João Nepomuceno. Como diretor-geral dos Índios em Minas Gerais, construiu o Quartel de Guidoval em um lugar chamado Serra da Onça, de onde comandava toda região. Foi neste quartel em que veio a falecer em 15 de junho de 1836, onde estão sepultados seus restos mortais no Monumento do Guido.
Para nós, monlevadenses, talvez o fato histórico mais relevante envolvendo o francês Guido Tomas Marlière seja aquele relacionado com o transporte do maquinário da fábrica de ferro de outro ilustre francês, Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade. Foi Guido Marlière quem se encarregou de transportar, em canoas, através do Rio Doce e do Rio Piracicaba, as 12 toneladas de equipamentos adquiridos na Inglaterra, destinados à fabrica de ferro de Jean de Monlevade, conforme demonstram os extratos de ofícios emitidos por Marlière à autoridades de Minas e à comandados, os quais passo a transcrever:

...Não devo deixar de manifestar a vossa mercê os devidos louvores, pela breve prontificação de Embarcações seguras para o transporte eficaz das maquinas destinadas para a Fábrica de Ferro de Mr. de Monlevade, pelo Rio Doce acima, como o Ordenou o Excelentíssimo Governo desta Província, o que vossa mercê porá em execução logo que se lhe apresentar o Condutor delas Achiles Le Nois, ou pessoa da sua parte, não havendo perigo, ou cheias, que o prognostiquem: neste caso deverão tais maquinas esperar tempo favorável. Deus guarde vossa mercê.

...Em lugar das cinco Canoas que Vossa Mercê me pediu pela sua de 18 de setembro de 1827, mandei doze para prestar-lhe o auxilio que Excelentíssimo Governo desta Província me Ordenou prestasse e fizesse prestar pelas Divisões de Meu Comando para a subida das importantes Maquinas de Mr. de Monlevade, guarnecidas as Canoas com os respectivos Canoeiros e víveres e até para vossa mercê mandei o que me pediu...

...Voltando destes negócios aos do Rio Doce, tenho de Participar à Vossa excelência que em execução de hum despacho do excelentíssimo ex-presidente desta província , Visconde de Caethé, datado de 13 de marco deste ano, à requerimento do Capitão Felix de Monlevade, em que me é ordenado auxiliar e fizesse auxiliar pelas Divisões de meu comando a entrada pela Barra daquele Rio de suas maquinas, que pelo seu peso não tinham outro método de introduzir em Minas, mandei construir pelos soldados 12 canoas para esse fim e as fiz descer no meado do passado para o seu transporte aos Porto de Canoas, sobre o aviso que tive pelo Correio da saída daquelas Maquinas, a 18 de setembro do Porto do Rio de Janeiro em sua Sumaca comboiada por duas pequenas Embarcações de Guerra; mas duas canoas do Comércio chegadas proximamente a Antonio Dias-abaixo, do beira mar não dão noticias daquela Expedição, o que me dá inquietações, pois sobrara tempo para haverem ali chegado...

...As Maquinas para a Fábrica de Mr. Monlevade mencionadas no meu ofício de 16 de dezembro do ano expirado e que julgava perdidas vem em fim subindo pelo Rio Doce e foram encontradas pelo acima referido Comerciante no Sítio da Madeira Gigante entre Linhares e as Escadinhas...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

As Famigeradas Concessões de Uso, ou Melhor, de Abuso

A cidade está um reboliço por conta das famigeradas concessões públicas. Ótimo sinal. A final de contas, a questão envolve o patrimônio público, ou seja, o nosso patrimônio, o patrimônio do povo.Os beneficiados justificam o injustificável como podem. Um deles delongou-se tanto em justificativas que, como hoje é sexta-feira e já encerrei o expediente, não resisti em analisá-las, sob o ponto de vista lógico.

O beneficiário da concessão de terreno público disse: Sabendo das inúmeras permissões de uso que há mais de uma década vinham sendo autorizadas como estímulo ao empreendedorismo no município, solicitei verbalmente a então prefeito Carlos Moreira, em 2003, a liberação de área para ampliar as empresas das quais sou sócio-proprietário...

A razão diz: o beneficiário tenta justificar a concessão imoral, alegando que concessões são realizadas para estimular o empreendedorismo. Falso. O empreendedorismo deve ser estimulado através de ações como o Distrito Industrial, a Incubadora de Empresas,o Planejamento fiscal e etc. As malfadadas concessões não podem ser consideradas como estímulo ao empreendedorismo, já que não é dada a possibilidade de participação das concessões à todos os empreendedores do Município ou, pelo menos, aos que se enteressarem por elas. Não há isonomia. Somente os correligionários e apadrinhados do prefeito da época são agraciados com concessões.

O beneficiário disse:...Não deve existir, pelo menos na Prefeitura de João Monlevade, nenhuma outra permissão de uso com tanta documentação. E antes de investir mais de R$100 mil na conclusão da obra, enviei toda a documentação ao Ministério Público (Promotora Gisele) solicitando avaliação, o que não obtive resposta apesar de esperar mais de 100 dias para iniciar os trabalhos na área...

A razão diz: o fato de haver fartura documental não significa nada. Em Direto, não raro, um documento de uma página desbanca todo um calhamaço de papeis. Se tais documentos são tão legítimos e robustos,não há que se preocupar. Eles servirão para alicerçar a defesa do beneficiário numa provavel ação judicial. Deveria saber o beneficiário que o MP não é órgão de consultoria jurídica. Ele deveria ter procurado um advogado.

O beneficiário disse: ...Quando solicitei área à Prefeitura, o fiz porque apurei que a maioria dos municípios brasileiros que estimulam o desenvolvimento econômico o faz com permissão de uso de áreas públicas, exatamente como vinham fazendo os prefeitos Germin Loureiro, Laércio Ribeiro e Carlos Moreira em João Monlevade...

A razão diz: espero que alguém tenha lido a minha postagem sobre os gêneros de falácias, intitulada Filosofia Municipal II : Como se Proteger dos Sofistas. Estamos diante da falácia Apelo à multidão. Não é porque todos fazem é que está correto(leia a postagem). Ademais, a grandíssima maioria das desafortunadas concessões foram realizadas por Carlos Moreira e, naquela ocasião, diferentemente do que ocorreu no governo Laércio, os beneficiários das concessões não foram microempresários, associações, cooperativas ou hipossuficientes; foram todos correligionários, partidários, eleitores, afilhados, apadrinhados e compadres de Moreira.

Leviandade Política no Margarida



O bem estimado Hospital Margarida, abrigado por aquele belíssimo prédio construído em arquitetura predominantemente neoclássica, com frontispício caracterizado por elementos barrocos, no qual se destaca o frontão curvilíneo encimado por um concha longitudinal e decorado por um medalhão vazio com estreitas e suaves cimalhas onduladas, foi inaugurado em 1952 pelo então governador de Minas, Juscelino Kubitscheck, que na ocasião chamou a atenção de seu secretário de saúde e disse:"construa um desses em Belo Horizonte, que seja a quarta parte deste...".
Durante Décadas, mantido pela Usina, o Hospital Margarida foi tido como referência regional em excelência de atendimento, até que há alguns anos a Usina resolveu, de uma hora pra outra, transferir sua responsabilidade para com o hospital e o Margarida ingressou num ciclo de decadência.
Talvez seja compreensível o fato da Usina ter se abstido em relação ao hospital, já que se dedica ao ramo da siderurgia e não ao hospitalar, apesar de sua atividade ser considerada como de alto potencial poluidor, o que afeta a saúde das pessoas, demandando atividade hospitalar. Todavia, me pareceu imprudente a forma como a coisa foi resolvida, principalmente em se tratando do único hospital da cidade. A Usina não poderia ter deixado o hospital do modo como o fez, ou seja, repentinamente e sem planejamento. Deveria ter havido um programa de desligamento do hospital a ser implementado, gradativamente, num período mínimo de 5 anos. Mas, o fato é que após o desligamento da Usina, o hospital se viu na condição de órfão e passou por inúmeras situações de desmando, negligencia e politicagem.
O Município, então governado por Carlos Moreira foi por muito tempo, totalmente, negligente com o Margarida, até enxergar nele a oportunidade de usá-lo como plataforma política para a construção de um candidato a prefeito: Lucien Marques. Antes de Lucien assumir a cadeira de provedor do hospital, nada ou quase nada foi feito pelo Margarida por parte do governo Moreira ou pelo governo do estado. A estratégia era colocar Lucien como o messias que salvaria o Hospital Margarida e, com isso, legitimá-lo a concorrer às eleições municipais de 2008. Contudo, apesar de todo o esforço de Moreira e de todo o dinheiro gasto no hospital, por questões próprias do processo eleitoral, o provedor do hospital não se posicionou, satisfatoriamente, nas pesquisas eleitorais e Moreira teve de apelar para Dr. Raílton Franklin, o terceiro nas pesquisas, atrás de Dona Conceição e Prandini. Com Lucien no comando do hospital, o deputado Mauri Torres passou a articular vultosas somas de dinheiro advindas do orçamento do governo Aécio Neves que, somadas aos investimentos do próprio governo Moreira, tiraram o Margarida da penúria que se encontrava. A Gervásio Engenharia, empresa que se tornou especialista em vencer licitações no governo Moreira, assumiu a obra do novo CTI e, então com recursos, o Margarida passou a prospera. E a novela politiqueira envolvendo o hospital está longe de acabar. Só que a disputa agora é pra ver quem é o administrador mais eficiente no setor da saúde municipal: Prandini ou Lucien? O Hospital Margarida é interesse de todos e essencial para o Município e região. Não podemos permitir que o Margarida seja usado como plataforma político eleitoral de pretensos candidatos a prefeito.Assim, as questões relativas à gestão do Margarida devem ser discutidas nos foros adequados, de maneira politicamente oportuna. Do contrário, é contribuir para as ambições da oposição de usar o hospital como plataforma eleitoral para as próximas eleições municipais.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

E o Governo... Tem Base?

É natural e necessário que o partido ou a coligação vencedora das eleições busque ampliar a sua base política, após o pleito. Contudo, tal ampliação deve observar princípios éticos mínimos no campo político. Não se pode, por exemplo, fazer alianças com adversários diametralmente opostos: água e óleo não se misturam. Um caso exemplificativo é o de Teles do PA. Teles tem raízes fortes no grupo de Moreira, um adversário diametralmente oposto ao governo Prandini. Mesmo assim, ele foi acolhido politicamente pelo prefeito. Pragmático, Teles assumiu um cargo no governo e, posteriormente, com a cassação de Robertinho, assumiu sua cadeira no Legislativo, junto aos oposicionistas na Câmara. Surpresa? Traição? Não. Teles simplesmente se demonstrou fiel ao grupo moreirista.
O mais sensato, politicamente, seria que o atual governo buscasse uma maior aproximação com Dona Conceição Winter e seu grupo, a final a peemedebista conquistou um patrimônio eleitoral de mais de 10.000 votos no ultimo pleito e sua sigla se caracteriza como um partido de centro, ou seja, não é diametralmente oposto ao governo. Dorinha é ótima, mas não possui o patrimônio político-eleitoral de Conceição.
Contudo, inacreditavelmente, o que se viu foi o contrario. O governo se aproximou sistematicamente dos morerista, agraciando-os com cargos e mais cargos, principalmente, na área da Saúde; na medida em que deprimiu e decotou a sua base original: aquela que elegeu Gustavo Prandini prefeito. Vários soldados de Prandini foram colocados de fora do governo. Vários..., inclusive presidente de importante partido integrante da coligação Monlevade em Boas Mãos. Sem falar no modo de governo que foi implantado na Prefeitura, no qual partido político não tem voz, onde quem toma decisões é Emerson Duarte, que não possui respaldo político e nem foi eleito para tal, o que colabora mais ainda para a redução da base política de Prandini, haja visto o inconformismo natural que tal situação gera numa base que não é ouvida e nem possui espaço político no governo.
De fato, hoje, a base que sustenta Prandini é formada praticamente pelo Partido dos Trabalhadores e ninguém mais, salvo raras exceções. Aquela base ampla e forte que se concretizou como a maior condicionante para a eleição do prefeito não existe mais.Tem base???

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A Notícia Falsa

A edição desta terça feira do jornal A Notícia deu destaque para a Conferência Municipal de Saúde, estampando em letras garrafais a seguinte manchete: “Gustavo Prandini diz que discutir saúde pública é muito complexo”.

De duas, uma. Ou o assessor político do prefeito quer colocá-lo numa posição de demagogo que subestima a capacidade da platéia em discutir um assunto supostamente complexo demais ou quer colocá-lo na posição de quem não tem capacidade própria para discutir um assunto tão complexo. Qual você escolhe? Uma coisa é certa: com Marcio Passos como assessor político, Prandini não precisa de inimigos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Rapadura no Ponto


Saiu no Rapadura:OPOSTOS SE ATRAEM

Muita gente intrigada com a amizade cada vez maior entre os jovens vereadores Belmar Diniz (PT) e Guilherme Nasser (PSDB), adversários ferrenhos no plenário da Câmara Municipal de João Monlevade.
O primeiro é líder do governo e o segundo um dos líderes da oposição.
Mesmo assim e por isso mesmo, não me surpreenderia se Belmar fosse padrinho de casamento de Guilherme em cerimônia que acontece neste final de ano.


Márcio Passos reconhece e tem receio da grande potencialidade política do vereador Belmar Diniz. Belmar é jovem, trabalhador, carismático, possui pouca ou nenhuma rejeição junto ao eleitorado e é filho de ninguém menos que Leonardo Diniz, uma espécie de divindade política no município.
Assim, como forma de manter a potencialidade do jovem vereador apenas no plano das potencialidades, Guilherme Nasser o tem vigiado de perto, com o simples propósito de neutralizá-lo politicamente . O pior é que Belmar não enxerga as verdadeiras intenções de Nasser que tem conseguido alcançar suas pretensões com muita facilidade.
A cadeira de parlamentar pertence ao partido. Belmar Diniz deveria ouvir mais o seu partido e aproveitar a maturidade e experiência políticas dos inúmeros ícones políticos que integram o PT. Deveria conviver com seus companheiros do Partido dos Trabalhadores e não com aqueles que somente pretendem enclausurá-lo numa caixa de pandora política. Acorda, Belmar. Em política, não existe esta conversa de que os opostos se atraem.

domingo, 22 de novembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rapadura no Ponto

Saiu no Rapadura: HOSPITAL MUNICIPAL

Todas as informações técnicas surgidas até agora passam um atestado de acerto ao prefeito Gustavo Prandini (PV), por sepultar a idéia do hospital municipal para montar em seu lugar o Centro de Especialidades Médicas.
Uma empresa especializada e com longa experiência no setor, finaliza estudo sobre o assunto e deve atestar como acertada a decisão do prefeito.
Eu, particularmente, nunca tive dúvida sobre isso. O hospital municipal comprometeria as finanças do município e poderia inviabilizar o Margarida.


Através desta postagem fica fácil perceber que Márcio Passos é plenamente favorável à transformação do Hospital Municipal em um Centro de Especialidades Médicas e não me resta duvida que o assessor político particular do prefeito teve importante papel nesta decisão. Parece-me coerente a alegação de que o município, hoje, não comportaria dois hospitais, o Margarida e o Municipal. Contudo as implicações políticas de não colocar o Hospital Municipal em funcionamento podem ser severas. A massa eleitoral não entende o que venha ser um Centro de Especialidades Médicas. Na verdade a maioria nem consegue entoar de forma concatenada os quatro vocábulos: CENTRO DE ESPECIALIDADES MÉDICAS. Todavia, o termo HOSPITAL é bem definido no imaginário das massas. O povo sabe o que é um hospital. O povo tem ânsia pelo hospital, principalmente, em se tratando de uma obra já prometida por outro governo.
Márcio Passos nega, mas o Hospital Santa Madalena constituiu a maior estratégia de marketing eleitoral do governo passado. Faltou competência para inaugurá-lo no prazo. Se inaugurado, Railton, certamente, venceria as eleições.
Politicamente, o mais sensato a se fazer seria traçar um plano de, em longo prazo, transformar o Madalena num verdadeiro hospital, transferir o Pronto Atendimento para o seu prédio e inaugurá-lo com a denominação hospital. Deixar de inaugurar uma promessa tão desejada de outro governo, fatalmente, será interpretado como incapacidade e incompetência administrativa pelo eleitor. Podem esperar, daqui três anos, Moreira voltará prometendo dar ao povo o tão desejado HOSPITAL que Prandini não teve a competência de fazer.
Transferindo-se o PA , nada mais que o PA, pelo menos no momento, para o prédio do Santa Madalena e mantendo-se a denominação de HOSPITAL MUNICIPAL, na medida em que as pessoas obtivesem atendimento médico, internação e etc, haveria a impressão de que o hospital foi inaugurado, de que estaria funcionando e de que Prandini foi tão capaz quanto Moreira pretendeu ser.
Posteriormente, com o passar do tempo e na medida do possível, gradativamente, se implementariam os melhoramentos que o povo merece, de modo a conformar o Madalena às condições de um verdadeiro hospital. Do contrário é mais lenha na fogueira dos moreiristas e um tiro político no pé. O mais absurdo é que Marcio Passos sabe disso tudo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

História das Minas de Ouro e Diamante: José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, O Primeiro e Único Barão de Cocais


José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barão de Cocais, foi um dos mais proeminentes políticos da região, durante o Primeiro e o Segundo Império. Nasceu na Fazenda da Cachoeira, a dois quilômetros da vila colonial de Cocais (hoje, distrito de Barão de Cocais) e foi batizado em 16 de dezembro de 1792 na Capela de Santana de Cocais (hoje Cocais).

Casou-se com Antônia Thomazia de Figueiredo Pinto Coelho, na Capela de Santa Quitéria, em Catas Altas, em 2 de fevereiro de 1819.


Filho do brigadeiro Antônio Caetano Pinto Coelho da Cunha, ele foi enviado pelos pais para estudar no Rio de Janeiro, onde acabou ingressando no Exército Imperial, alcançando a patente de tenente-coronel.
Era primo de Felício Pinto Coelho de Mendonça, o primeiro marido da marquesa de Santos, D. Domitila de Castro.
Em 1822, participou do movimento da Independência e, em 1830, elegeu-se deputado geral do Império. Em 1833, tornou-se empresário, ao fundar a Companhia de Mineração Brasileira da Serra de Cocais, em associação com os ingleses da National Mining Company. O regente Diogo Feijó, em 1835, nomeia-o governador da província de Minas Gerais e, em 1840, vota pela maioridade de D. Pedro II do Brasil.
Em 1842, foi aclamado governador interino de Minas Gerais, em Barbacena, aceitando ser Comandante-Chefe da Revolução Liberal de Minas, ao lado de Teófilo Ottoni, do Cônego Marinho e outros. Como estrategista militar, vence todas as batalhas, mas resolve recuar no quartel-general na famosa batalha de Santa Luzia, para atender ao pedido de pacificação do futuro duque de Caxias, que o visitou na Vila de Cocais. Cassados os seus direitos políticos, dois anos depois e anistiado, reelege-se Deputado Geral de 1844 a 1848 pela Provincia de Minas Gerais.
Devido a sua lealdade, D. Pedro II o intitula barão em 1855. Viria a falecer catorze anos depois, vítima de tuberculose, sendo sepultado em sua capela de batismo.

O CASO DA FABULOSA HERANÇA DO BARÃO DE COCAIS:

Enquanto acionista da companhia de mineração do Morro Velho, o Barão de Cocais enviou para depósito num banco em Londres avultadas somas em moeda corrente e em ouro. Morreu sem ter levantado as quantias então depositadas, nem os seus herdeiros, na época, reclamaram quaisquer direitos a esta herança. Em 1965, o banco inglês, informou ao governo brasileiro da existência desta conta que, após 100 anos sem que os valores fossem levantados, iria prescrever a favor da coroa britânica. Os seus descendentes (de 4ª e 5ª geração) correram aos cartórios e a advogados para provar o seu parentesco e realizar o processo de habilitação para a herança. Os herdeiros não se entenderam nem mandaram um procurador comum à Inglaterra. Passaram-se 5 anos e perderam a fabulosa herança. Segundo consta, o valor acumulado seria de 120 milhões de Libras esterlinas, mais juros acumulados em 100 anos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Irmão, o Hospital e a Política


Conheço pouco o irmão do prefeito, Luis Alpino. Mas pelo pouco que conheço dele sei que é um profissional virtuoso e um cidadão de bem. Contudo, pareceu-me um tanto inadequada a atitude do presidente da associação médica de enviar a Marcio Passos uma carta contendo alegações fortes contra o Hospital. Por pior que seja a situação do Margarida, roupa suja se lava em casa, principalmente em se tratando do presidente da associação médica. O episódio só contribuiu para dar aos moreiristas, principalmente à rádio cultura, justificativa, mesmo que falaciosa, para expor o governo. Já ouvi gente dizendo que o irmão do prefeito quer fechar o Margarida. Politicamente foi terrível.

A Notícia Falsa

Veja como o jornal A Noticia se reveste de artifícios engenhosos em suas reportagens, conforme é o interesse de seu proprietário. Na edição da última terça, o periódico publicou matéria com a seguinte manchete: “Comissão deve pedir mais prazo para análise de áreas públicas” . Em seguida, reporta, a seguinte informação: “...O Ministério Público considerou as cessões problemáticas por não ter havido licitação. Por isso, acertou com a Prefeitura a retomada de todas as áreas que estiverem em desconformidade com a lei 8666/93...” Pois bem, como Marcio Passos é um dos maiores beneficiários deste esquema que tem sido definido como o Escândalo das Doações, ele tenta minimizar a ilegalidade das concessões, alegando que o Ministério público as considerou problemáticas. Simplista, não? Problemática é eufemismo. As cessões, como já foi dito aqui, são totalmente incompatível com os Princípios Republicanos, violam os Princípios Constitucionais da Impessoalidade, da Isonomia, da Probidade Administrativa, da Concorrência Econômica, constituem verdadeira imoralidade e completa ilegalidade, podendo até mesmo serem consideradas como favorecimento pessoal ilícito.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Rapadura no Ponto

Saiu no Rapadura: MAIS CURIOSIDADE

Aí retorno para João Monlevade e outro curioso vem perguntar se eu me sinto como um dos jornalistas mais importantes da cidade e da região.
Aí fui obrigado a responder que nem jornalista me considero e que já não tenho idade para fazer papel de bobo a ponto de me achar importante.
Êta povo besta, sô!


Esta é uma das muitas postagens de Márcio Passos que revela claramente como, através de subterfúgios, ele tenta fabricar uma idéia e, engenhosamente, epurrá-la garganta a baixo do leitor. Na postagem em análise, a idéia central fabricada por Marcio Passos é de que ele, segundo ele mesmo, é o jornalista mais importante da cidade e da região. Como sabe que dizer isso de si mesmo soaria em tom de vaidade e arrogância, ele cria um subterfúgio com o seguinte mecanismo: coloca uma pessoa para indagar a idéia central pretendida (de que ele é o melhor jornalista da cidade e região), o que afasta de si a vaidade de elogiar a si mesmo e, no final, caracteriza a tal pessoa como sendo besta, o que sugere que ele não concorda com a idéia de ser o melhor jornalista da cidade e região, o que afasta de si a arrogância que é natural daqueles que se dizem os melhores dos melhores. Contudo, a mensagem principal que Marcio Passos pretende construir na mente e no imaginário do leitor é a de que ele é o jornalista mais importante da cidade e região.E por falar em melhores dos melhores, lembre-se que Marcio Passos, há pouco tempo, realizou o evento Os Cem Melhores, no qual recebeu um troféu que foi erguido por ele mesmo diante de todos, ou seja, ele realizou um evento com ampla publicidade para ele mesmo ser premiado. Modesto, não?

Rapadura no Ponto

Saiu no Rapadura: NOVO ASSESSOR DE COMUNICAÇÃO

O prefeito de João Monlevade, Gustavo Prandini, anunciou no início da noite desta segunda-feira, 9, o mais novo integrante do Governo Municipal. O redator, roteirista, publicitário, produtor, compositor e cantor, Marcos José Martino Abreu Lima, 45, assume a Assessoria de Comunicação e Relações Públicas da Prefeitura.
Natural de Alvinópolis, Marcos Martino, vive atualmente em Belo Horizonte onde trabalha também como coordenador de campanha política, com destaque para produção de rádio e televisão. Outra atividade é a empresa, de sua propriedade, a Marcos Martino Produções. Entre as experiências profissionais que acumula estão o Palácio das Artes, Rádio Inconfidência e 98 FM.
“Trata-se de uma oportunidade fantástica por acreditar muito no que representa o Governo do prefeito Gustavo Prandini, de renovação, de visão futurista, de transição para um jeito novo de se fazer política”, comenta Marcos Martino, que começou a trabalhar na Prefeitura nesta terça-feira, 10.


Alguém duvida que o novo assessor de comunicação da Prefeitura e afilhado político de Márcio Passos ? Cuidado, gente!!

Rapadura no Ponto

Saiu no Rapadura:ALERTA VERMELHO NO HM

As declarações do médico Alpino Prandini, presidente da Associação Médica de João Monlevade, sobre a questão dos plantões e segurança no Hospital Margarida são de tamanha gravidade que assustam.
É preciso uma força tarefa urgente para discutir ações quem impeçam mortes e outros problemas no único hospital da cidade que já admite até acabar com a pediatrias.
Vale a pena conferir matéria de capa do A Notícia na edição desta terça-feira.


Márcio Passos pretende tumultuar mais ainda o Setor Municipal da Saúde, sugerindo a criação desta tal força tarefa que no final das contas apenas servirá para expor mais ainda a situação da Saúde no Município. Calcanhar de Aquiles da Administração Prandini, a Saúde tem sido sistematicamente sabotada pelas dezenas de moreristas que inacreditavelmente ocupam cargos de confiança no PA e em vários postos de saúde. Marcio Passos sabe disso e tem os moreristas da saúde articulados em torno de si.

Rapadura no Ponto

Saiu no Rapadura:SEM TV NÃO DÁ

Praticamente 60 horas após o temporal de segunda-feira, os sinais de TV das emissoras de Minas continuavam fora do ar em João Monlevade sem nenhuma nota ou explicação da Prefeitura.
Além de deixar a população sem as notícias do Estado, isso dá um desgaste político de grande tamanho.


Com esta postagem, Márcio Passos pretende restabelecer a transmissão do sinal da TV Bandeirantes Minas, na qual Carlos Moreira comanda um programa de televisão destinado exclusivamente à sua promoção política. Márcio Passos está simplesmente buscando o fortalecimento político de Moreira, como se seria de esperar.

Rapadura no Ponto


Inauguro hoje no Monlewood a “coluna” Rapadura no Ponto, na qual procurarei desmascarar as mensagens subliminares contidas nos textos publicados pelo assessor político do prefeito, Márcio Passos, em seu Blog, Rapadura: www.rapadura.blogspot.com. Que Deus tenha piedade de minha alma.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Os Amigos do Rei e Os Terrenos da Prefeitura

O vocábulo República deriva do latim: Res Publica, ou seja, Coisa Pública. Na República, o privado não se confunde com o público. Assim uma República verdadeira deve perseguir o bem comum e o interesse público. Não Podemos permitir que o patrimônio público municipal seja espoliado e usado para atender a interesses particulares de cabos eleitorais, correligionários, consortes e, sobretudo, de marqueteiros de prefeito.
Nos imóveis públicos devem construídas escolas, creches e postos de saúde, não oficinas, sede de jornal, marmorarias, depósitos e etc. O argumento de tais empreendimentos gerarem renda e empregos para o município não se sustenta. O tráfico de drogas também gera empregos re renda para muitos. E Agora, depois de anos desfrutando dos bens públicos, inclusive sem recolher IPTU, os beneficiados por este clientelismo inaceitável querem indenização pelas benfeitorias realizadas nos imóveis da Prefeitura. É muita cafajestice. Quem construiu ilegalmente em terreno da prefeitura, o fez por próprio risco. Além do mais, boa parte dos termos de seção de uso contem uma cláusula no sentido de que a Prefeitura não indenizará as benfeitorias realizadas nos imóveis durante a vigência do termo. Em outras palavras, os beneficiários das seções de uso já estavam cientes do descabimento da indenização, quando da assinatura dos respectivos termos. É nisso que dá ser espertalhão. Esta é uma pratica ilegal, imoral, incompatível com os princípios republicanos, além de violar os Princípios Constitucionais da Impessoalidade, da Isonomia, da Probidade Administrativa e da Concorrência Econômica. Na realidade, o que está acontecendo é que algum prefeito tem usado o patrimônio público para subsidiar a atividade econômica de seus comparsas. Imagine só: uma marmoraria, jornal ou qualquer outro ramo de atividade empresarial que recebe terreno de graça, que não paga IPTU e que não paga aluguel se coloca em posição vantajosa em relação aos seus concorrentes, já que, diferentemente daqueles, estes não são amigos do Rei, e por isso tem que arcar com o custo do aluguel, do terreno, do IPTU e etc, o que é o correto. Veja que tal situação, além de tudo aqui já dito, abala a concorrência econômica no Município e quem perde é o consumidor.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

E o Corpo de Bombeiros, Mauri?


A responsabilidade de se instituir no Município um batalhão do Corpo de Bombeiro é muito mais de Mauri Torres do que da Prefeitura. O Corpo de Bombeiros é uma instituição estadual subordinada ao governo de Estado de Minas. Mauri, como representante do povo de João Monlevade junto à Assembléia de Minas, tem a responsabilidade de articular com o governo mineiro a instituição de Corpo de Bombeiros na cidade. Se não o faz é porque tem sido negligente com o povo monlevadense. E olha que ele teve mais de duas décadas pra isso, já que está no fim de sua quinta legislatura como deputado estadual, mas nunca demonstrou interesse no assunto.

Palávras de Maquiavel


Segundo o patrono da Política Moderna, o bom Príncipe (governante) deve ser virtuoso e afortunado.
A virtude consiste no fato do Príncipe apresentar características de um verdadeiro líder. Deve ter comando, deve agir com justiça, agregar seu povo em torno de si, deve ser prudente e avançar sempre. A fortuna consiste no fato de o Príncipe ter sorte em seu governo, não sendo atingido por elementos catastróficos que abalem a sua administração. Se Prandini possui as virtudes de um Príncipe, ainda não as demonstrou. Já quanto à fortuna, lembro que Prandini assumiu o governo em meio a uma das piores crises financeiras da história, o Rio Piracicaba, com trinta dias de governo, transbordou, inundando o Bairro Santa Cruz, fato que não acontecia há anos e, agora, vem essa tempestade que arrasou a cidade, inclusive com vítimas fatais. O trem ta feio.

Os Justos Pagarão Pelos Pecadores. Prandini Desagrada os Deuses e Monlevade é Castigada com Dilúvio

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Horror no PA


O Jornal da Cultura veiculou hoje mais uma matéria jornalística, denunciando o mau funcionamento da Saúde Municipal. Só que desta vez, o caso é de um absurdo terrível.
Segundo a rádio, neste fim de semana, um senhor de idade deu entrada no PA com o quadro de infarto. Atendido, o paciente se estabilizou, ficando em observação. Parece que na troca do plantão do médico e das enfermeiras, o paciente foi deixado sozinho, sem acompanhamento e acabou rolando na maca, caindo no chão. Absurdamente, quem encontrou o senhor caído no chão do PA foi o motorista da ambulância, que de pronto chamou as enfermeiras que o colocaram de volta na maca e o levaram para uma sala. Após todo o ocorrido, foi anunciada a morte do senhor e, pasmem, a causa mortis foi definida como por câncer em estado terminal, sem que nele nunca fora diagnosticado qualquer câncer em toda sua vida. Que Absurdo!! Que Vergonha!! Que administração é essa? Onde está a responsabilidade do profissional da saúde? É absolutamente imprescindível que a Prefeitura apure o caso e puna com rigor os eventuais culpados sob pena de vermos tal absurdo se repetir em nosso município. Em outras palavras, cabe à Prefeitura tomar todas as providencias e se revestir de toda a cautela para que tal desrespeito com a vida humana não ocorra nunca mais em em Monlevade

domingo, 8 de novembro de 2009

Filosofia Municipal II : Como se Proteger dos Sofistas


Sofista é aquele que pratica o sofisma. O instrumento, ou seja, a ferramenta do sofista é a falácia. Falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar eficazmente o que alega, apesar de parecer verdadeiro. É a famosa conversa pra boi dormir, com o objetivo de induzir a audiencia ao engano. Sofisma é a arte da enganação.
O primeiro passo para se defender dos sofistas é saber reconhecer as várias categorias de falácias. Por isso elenco a variedade de falcias mais usadas:

• Argumentum ad antiquitatem (Argumento de antiguidade ou tradição):
Afirmar que algo é verdadeiro ou bom porque é antigo ou "sempre foi assim".
Ex: "Eduardo é funcionário antigo da Prefeitura. Se ele diz que é assim, deve ser verdade."

• Argumentum ad hominem (Ataque ao argumentador):
Em vez de o argumentador provar a falsidade do enunciado, ele ataca a pessoa que fez o enunciado.
Ex: "Se foi um burguês quem disse isso, certamente é engodo".

• Argumentum ad ignorantiam (Argumento da Ignorância):
Ocorre quando algo é considerado verdadeiro simplesmente porque não foi provado que é falso (ou provar que algo é falso por não haver provas de que seja verdade). Note que é diferente do princípio científico de se considerar falso até que seja provado que é verdadeiro.
Ex: "Existe vida em outro planeta, pois nunca provaram o contrário"

• Non sequitur (Sem sequência)):
Tipo de falácia na qual a conclusão não se sustenta nas premissas. Há uma violação da coerência textual.
Ex: "Que nome complicado tem este futebolista. Deve jogar muita bola!"

• Argumentum ad Baculum (Apelo à Força):
Utilização de algum tipo de privilégio, força, poder ou ameaça para impor a conclusão.
Ex: "Acredite em Deus, senão queimará eternamente no Inferno."
"Acredite no que eu digo; não se esqueça de quem é que paga o seu salário"

• Argumentum ad populum (Apelo ao Povo):
É a tentativa de ganhar a causa por apelar a uma grande quantidade de pessoas.
Ex: "A maioria das pessoas acredita em alienígenas, portanto eles existem."
"Inúmeras pessoas usam essa marca de roupa; portanto, ela possui um tecido de melhor qualidade."

• Argumentum ad Verecundiam (Apelo à autoridade) ou Magister Dixit (Meu mestre disse):
Argumentação baseada no apelo a alguma autoridade reconhecida para comprovar a premissa.
Ex: "Se o Prefeito disse isso, então é verdade."

• Dicto Simpliciter' (Regra geral):
Ocorre quando uma regra geral é aplicada a um caso particular onde a regra não deveria ser aplicada.
Ex: "Se você matou alguém, deve ir para a cadeia." (não se aplica a certos casos como nos de legítima defesa)

• Generalização Apressada (Falsa indução):
É o oposto do Dicto Simpliciter. Ocorre quando uma regra específica é atribuída ao caso genérico.
Ex: "Minha esposa me traiu. Logo, as mulheres tendem à traição."

• Falácia de Composição (Tomar o todo pela parte):
É o fato de concluir que uma propriedade das partes deve ser aplicada ao todo.
Ex: "Todas as peças deste caminhão são leves; logo, o caminhão é leve."

• Falácia da Divisão (Tomar a parte pelo todo):
Oposto da falácia de composição. Assume que uma propriedade do todo é aplicada a cada parte.
Ex: 1) "Você deve ser rico, pois estuda em um colégio de ricos."
2) "A ONU afirmou que o Brasil é um país com muita violência e injustiça; logo, a ONU chamou-nos a todos nós brasileiros de violentos e injustos".

• Falácia do homem de palha:
Consiste em criar idéias reprováveis ou fracas, atribuindo-as à posição oposta.
Ex: "Deveríamos abolir todas as armas do mundo. Só assim haveria paz verdadeira." Ou ainda, "Meu adversário, por ser de um partido de esquerda, é a favor do comunismo radical, e quer retirar todas as suas posses, além de ocupar as suas casas com pessoas que você não conhece."

• Cum hoc ergo propter hoc : (falsa causa)
Afirma que apenas porque dois eventos ocorreram juntos eles estão relacionados.
Ex: "O Guarani vai ganhar o jogo de hoje porque hoje é quinta-feira e até agora ele ganhou em todas as quintas-feiras em que jogou."

• Post hoc ergo propter hoc :
Consiste em dizer que, pelo simples fato de um evento ter ocorrido logo após o outro, eles têm uma relação de causa e efeito. Também conhecida como "Correlação não implica causa". (Correlation does not imply causation).
Ex: "O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por parte dos EUA. Portanto, a paz foi alcançada devido à utilização das armas nucleares."

• Petitio Principii :
Ocorre quando as premissas são tão questionáveis quanto a conclusão alcançada.
Ex: "Sócrates tentou corromper a juventude da Grécia, logo foi justo condená-lo à morte."

• Circulus in Demonstrando :
Ocorre quando alguém assume como premissa a conclusão a que se quer chegar.
Ex: "Sabemos que Joãozinho diz a verdade pois muitas pessoas dizem isso. E sabemos que Joãozinho diz a verdade pois nós o conhecemos."

• Falácia da Pressuposição :
Consiste na inclusão de uma pressuposição que não foi previamente esclarecida como verdadeira, ou seja, na falta de uma premissa.
Ex: "Você já parou de bater na sua esposa?"

• Ignoratio Elenchi (Conclusão sofismática):
Ou "Falácia da Conclusão Irrelevante". Consiste em utilizar argumentos válidos para chegar a uma conclusão que não tem relação alguma com os argumentos utilizados.
Ex: "Os astronautas do Projeto Apollo eram bem preparados, todos eram excelentes aviadores e tinham boa formação acadêmica e intelectual, além de apresentar boas condições físicas. Logo, foi um processo natural os EUA ganharem a corrida espacial contra a União Soviética pois o povo americano é superior ao povo russo."

• Anfibologia ou Ambigüidade:
Ocorre quando as premissas usadas no argumento são ambíguas devido à má elaboração sintática.
Ex: "Venceu o Brasil a Argentina."
"Ele levou o pai ao médico em seu carro."

• Acentuação :
É uma forma de falácia devido à mudança de significado pela entonação. O significado é mudado dependendo da ênfase das palavras.
Ex: compare: "Não devemos falar MAL dos nossos amigos." com: "Não devemos falar mal dos nossos AMIGOS".

• Acidente:
Quando considera-se essencial o que é apenas acidental.
Ex: "A maior parte dos políticos são corruptos. Então a política é corrupta."

• Falácias tipo "A" baseado em "B" (Outro tipo de Conclusão Sofismática) :
Ocorrem dois fatos. São colocados como similares por serem derivados ou similares a um terceiro fato.
Ex:
1. "O Islamismo é baseado na fé."
2. "O Cristianismo é baseado na fé."
3. "Logo o islamismo é similar ao cristianismo."

• Falácia da afirmação do consequente :
Esta falácia ocorre quando se tenta construir um argumento condicional que não está nem do Modus ponens (afirmação do antecedente) nem no Modus Tollens (negação do conseqüente). A sua forma categórica é:
Se A então B.
B
Então A.
Ex: "Se há carros então há poluição. Há poluição. Logo, há carros."

• Falácia da negação do antecedente :
Esta falácia ocorre quando se tenta construir um argumento condicional que não está nem do Modus ponens (afirmação do antecedente) nem no Modus Tollens (negação do consequente). A sua forma categórica é:
Se A então B.
Não A
Então não B.
Ex: "Se há carros então há poluição. Não há carros. Logo, não há poluição."

• Falsa dicotomia (bifurcação):
Também conhecida como "falácia do branco e preto". Ocorre quando alguém apresenta uma situação com apenas duas alternativas, quando de fato outras alternativas existem ou podem existir.
Ex: "Se você não está a favor de de mim então está contra mim."

• Argumentum ad Crumenam :
Esta falácia é a de acreditar que dinheiro é fator de estar correto. Aqueles mais ricos são os que provavelmente estão certos.
Ex: "O Barão é um homem vivido e conhece como as coisas funcionam. Se ele diz que é bom, há de ser."

• Argumentum ad Lazarum :
Oposto ao "ad Crumenam". Esta é a falácia de assumir que apenas porque alguém é mais pobre, então é mais virtuoso e verdadeiro.
Ex: "Joãozinho é pobre e deve ter sofrido muito na vida. Se ele diz que isso é uma cilada, eu acredito."

• Argumentum ad Nauseam :
É a aplicação da repetição constante e a crença incorreta de que quanto mais se diz algo, mais correto está.
Ex: "Se Joãozinho diz tanto que sua ex-namorada é uma mentirosa, então ela é."

• Plurium Interrogationum :
Ocorre quando se exige uma resposta simples a uma questão complexa.
Ex: "O que faremos com esse criminoso? Matar ou prender?"

• Red Herring :
Falácia cometida quando material irrelevante é introduzido no assunto discutido para desviar a atenção e chegar a uma conclusão diferente.
Ex: "Será que o palhaço é o assassino? No ano passado um palhaço matou uma criança."
• Retificação :

Ocorre quando um conceito abstrato é tratado como coisa concreta.
Ex: "A tristeza de Joãozinho é a culpada por tudo."

• Tu quoque (Você Também):
Falácia do "mas você também". Ocorre quando uma ação se torna aceitável pois outra pessoa também a cometeu.
Ex:"Você está sendo abusivo.E daí? Você também está."

• Inversão do Ônus da Prova :
Quando o argumentador transfere ao seu opositor a responsabilidade de comprovar o argumento contrário, eximindo-se de provar a base do seu argumento.
Ex: "A Fada-do-Dente existe, pois ninguém nunca conseguiu provar que ela não existe."


•Apelo à multidão:
Quem conhece a expressão “maria-vai-com-as-outras” certamente saberá quando uma falácia de apelo à multidão está sendo usada. Basicamente, esse é o tipo de raciocínio que diz “se todos fazem, então eu devo fazer também”. Políticos bons de voto adoram essa linha de argumento, religiosos proselitistas também.

Ex: “Você não acha que se uma religião cresce tanto em tão pouco tempo é porque Deus está com ela?Dez milhões de pessoas não podem estar erradas. Junte-se à nossa igreja você também.”


Proteja-se contra os Sofista. Eles dissimulam a verdade, mentem e usam as pessoas como coisa descartável. O único interesse do sofista é com sigo mesmo. Cuidado!

sábado, 7 de novembro de 2009

Filosofia Municipal: Sofismas


Sofisma é um raciocínio aparentemente válido, mas inconclusivo, pois é contrário às próprias leis e à realidade. Também são considerados sofismas os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, mas que são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda. Por definição, o sofisma tem o objetivo de dissimular uma ilusão de verdade, apresentado-a sob esquemas que aparentam seguir as regras da lógica.
É um conceito que remete à ideia de falácia, sem ser necessariamente um sinônimo.
Historicamente o termo sofista, no primeiro e mais comum significado, é equivalente ao paralogismo matemático, que é uma demonstração aparentemente rigorosa que, todavia, conduz a um resultado nitidamente absurdo. Atualmente, no uso freqüente e do senso comum, sofisma é qualquer raciocínio caviloso ou falso, mas que se apresenta com coerência e que tem por objetivo induzir outros indivíduos ao erro mediante ações de má-fé.
Você conhece alquém que dissimula uma ilusão de realidade na Prefeitura? Cuidado ele é um sofista.

Reviravolta no PMDB


Quem pensou que poderia passar um rolo compressor sobre Dr. Antônio e Conceição Winter se enganou redondamente. Aquele que achou que poderia tomar de assalto o PMDB apenas demonstrou que não é aquilo que pensa que é, que não respeita nada nem ninguém e que está brincando de fazer política. Quanta incapacidade e arrogância! A onipotência só leva a um lugar: o chão.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vergonha Municipal



Existe um bueiro danificado em frente ao antigo terminal rodoviário e antigo Hospital Santa Madalena há meses. O fato é que o tal bueiro, ou melhor, o tal buraco tem colocado em risco vários veículos que trafegam por aquela via, além do embaraço que tem trazido ao trânsito. Que vergonha!Ta parecendo o governo Moreira. A Prefeitura perdeu a capacidade de consertar bueiros? O único sinal da Prefeitura no local é uma placa indicando o recúo à direita, que por ter sido colocada já em cima do buraco se tornou tao perigosa quanto ele. Muda o que tem que mudar, governo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Educação, Já.


Só há uma forma de alcançarmos o prometido futuro que está guardado para esse país: Educação. Quando conseguirmos universalizar a educação pública de qualidade e entenda-se qualidade como aquela educação que traga consciência e civismo às pessoas, o futuro chegará: morrerão muito menos pessoas no trânsito, na violência urbana, nos hospitais; seremos muito mais racionais e a natureza sofrerá menos; haverá menos espaço para políticos corruptos, haverá mais respeito, mais ordem e mais gentileza. Sala de aula sem qualidade é sala de aula vazia.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

História das Minas de Ouro e Diamante: Chico Rei, O Rei do Congo no Brasil.

Chico Rei, nascido Galanga no Congo, África, como monarca guerreiro e sumo-sacerdote do deus pagão Zambi-Apungo, foi capturado com toda a sua corte por comerciantes portugueses de escravos e vendido com o filho, Muzinga, no Rio de Janeiro, em 1740.Durante a travessia da África para o Brasil, a rainha Djalô e a filha, a princesa Itulo, foram jogadas ao mar pelos marujos do navio negreiro Madalena, numa tentativa de aplacar a ira dos deuses, que assolaram a embarcação com uma tempestade que quase a levou ao naufrágio. Comprado dos traficantes pelo minerador Augusto de Andrade Góis, Galanga, então batizado de Chico, foi levado à Vila Rica (Ouro Preto) para trabalhar na famosa Mina de Ouro da Encardideira. Lider nato e extremamente carismático, em pouco tempo, Chico conquista a confiança do proprietário da mina, passando a conduzir a exploração dos filões e veios auríferos, pessoalmente. Chico Rei, então, descobre um grande filão de ouro depositado nas entranhas da mina, acontecimento este que é logo atribuído às providências de Santa Efigênia e de Nossa Senhora do Rosário, o qual é mantido inexplorado e oculto do dono da mina. O tempo passa e a Mina da Encardideira começa a apresentar sinais e exaustão. Sem saber do rico veio aurífero guardado por Chico Rei e, portanto, julgando esgotado o ouro de sua mina, Augusto de Andrade Góis vende a Encardideira a Chico Rei, que já havia alcançado sua liberdade, pagando por sua carta de alforria com o ouro que conseguiu nos extravios, no trabalho aos domingos e nos dias santos.
O primeiro negro proprietário de uma mina de ouro na Capitania de Minas Gerais, condição esta que deixou furioso o Governador de Minas, Gomes Freire de Andrada, o conde de Bobadela. Chico Rei então passa a explorar o filão aurífero que havia ocultado de todos. Com o grande volume de ouro que extrai da mina, Chico Rei alforria outros 400 cativos, entre os quais, todos os integrantes da sua corte africana, sendo, por isso, considerado um dos maiores libertadores de escravos do Brasil. Aproveitando, habilmente, de uma brecha no sistema colonial, Chico Rei, um homem inteligente, carismático e enérgico, torna-se rei novamente no exílio. Em 6 de janeiro de 1747, data em que o calendário católico comemora o Dia de Reis, Vila Rica foi surpreendida por uma festa que desconhecia. Galanga, rei do Congo, batizado Chico, como todo escravo trazido a Minas, é coroado pelo Bispo de Mariana rei da Irmandade do Rosário dos Homens Pretos Alforriados. Vila Rica se torna palco das liturgias que outrora Chico Rei praticara no Congo como rei e sumo-sacerdote, só que desta vez, as dedica às santas católicas, para as quais manda erguer a Igreja de Santa Efigênia e a Igreja do Rosário dos Homens Pretos.

Cortejo da Rainha do Congado: Carlos Julião.

Assim, nos dias santos dedicados à Santa Efigenia, a santa negra, e à Virgem padroeira dos escravos e negros forros, Nossa Senhora do Rosário, e em dia de reis, Chico Rei e sua corte tomam as ruas de Vila Rica em ricas indumentárias, seguidos por músicos e dançarinos, ao som de caxambus, pandeiros, marimbas e ganzás. É a festa do Rei do Congo nas Minas do Brasil.

Congado, Rugendas.

É a celebração da alegria e da perseverança de um Rei que, embora tenha sido escravizado junto com sua corte, por seu próprio trabalho e com muita astúcia e inteligência, volta a ser rei e líder de sua gente, deixando um legado, que permanece vivo há quase 300 anos e que se traduz numa das mais tradicionais expressões da cultura do povo das Minas: o Congado.

O Rally do Jacuí


O acesso à Monlevade pelo Bairro Jacuí está na contra mão da pretensão de nos firmamos como cidade pólo. Historicamente, aquele acesso nunca despertou muito interesse entre nossos governantes municipais e hoje não parece ser diferente. O que já era precário foi amplamente destruído pela Gasmig. Em vários trechos da estrada do Jacuí, onde havia asfalto, hoje há uma camada de lama de dois palmos de espessura. Com o excesso de chuva dos últimos dias, passar pelo Jacuí se transformou num verdadeiro rally.