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sábado, 22 de janeiro de 2011

História das Minas de Ouro e Diamante: A Descoberta do Ouro Preto

No final do sec. XVII, as riquíssimas minas do Ribeirão do Carmo (atual Marina) já haviam sido descobertas. Ordens da Coroa Portuguesa determinavam a Artur de Sá (governador da Capitania do Rio de Janeiro) que subisse em pessoa ao sertão, a fim estabelecer novas minas e de auentar a produção das já descobertas. Em 1697, Artur de Sá ruma à Capitania de São Paulo, em busca de provisões e de aparelhamento para a expedição para qual fora designado. Já em Taubaté, em meio ao turbilhão migratório que se seguia para as Minas, fervilhava, de boca em boca, a notícia do descobrimento de um granito misterioso, escuro, cor de aço, de tamanhos variados e forma arredondada, que, imediatamente, chamou a atenção do governador carioca.



O primeiro descobridor destes granitos foi um mulato que, juntamente, com alguns paulistas, esteve no sertão para capturar e escravizar índios. Chegando à encostas do Rio Tripuí, nas imediações do Pico do Itacolomi (atual cidade de Ouro Preto), desceu ao fundo do vale para matar a sede no curso d'água e passando uma cuia pela margem do rio, percebeu que alguns granitos cor de aço ficaram depositados no fundo do recipiente.
Sem saber do que se tratava e nem mesmo seus companheiros, tratou o descobridor de levar consigo um porção daquelas pepitas escuras, que tinha conseguido tão facilmente. Chegando a Taubaté, indagaram: que casta de metal era aquele? Artur de Sá, intrigado com o enigmático achado, mandou que lhe trouxessem uma daquelas amostras para análise. Sem pestanejar, pegou uma das pepitas e a levou à boca, trincando-a com os dentes. Naquele momento, revelou-se que por debaixo de uma fina capa escura escondia-se o etal precioso: tratava-se de ouro puro, do legendário Ouro Preto. Mais tarde, a ciência viria a explicar tal fenômeno: a presença de ferro e de ouro no leito do Rio Tripuí, somada ao PH característico de suas águas, possibilitou a ocorrência de um processo natural de galvanização, que, durante milhares de anos, revestiu as pepitas de ouro de uma fina e escura camada de óxido de ferro.