Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Erro

Diante de um pleito em enorme disparidade do equilíbrio de forças, em que, como sempre, ficou patente a utilização abusiva de emissora de rádio, o uso da máquina e a condução da candidatura sufragada por quem se encontra com os direitos políticos cassados, Railton e Laércio não fizeram feio na disputa eleitoral de resultado mais apertado da história do Município. Foram apenas 126 votos entre a 1ª e a 2ª colocação. Significa dizer que se apenas 63 votos tivessem se transferido de Simone para Railton, haveria empate e o segundo se consagraria eleito, pois é ele o decano, conforme regra de desempate.
Tivéssemos errado um pouquinho menos, o corrupto Carlos Moreira não se manteria à frente da Prefeitura, a burlar a Lei da Ficha Limpa com uma candidatura laranja.
Erros são questões que devem ser discutidas apenas internamente, para que se aprenda com os mesmos, afim de não reniti-los novamente. E, invariavelmente, no caso específico, todos se originaram de uma incapacidade de se enxergar a política como ciência. O pior deles foi o de trazer para a campanha marqueteiro que, historicamente, sempre foi antagonista do grupo. Não se faz campanha com adversário. Agora, seguindo o perfil “editorial” pós-eleitoral da rádio Cultura, o jornal do marqueteiro mostra suas garras numa tentativa de arrebentar com a imagem Railton, por sua audácia de enfrentar a corja e alcançar o empate técnico de votos com a candidata do Moreira. Acreditar que o marqueteiro aposentou é mais uma vez desconsiderar o caráter científico da política e seguir cometendo o mesmo erro. O jornal segue a ser utilizado como instrumento publicitário para políticos, conforme os interesses do marqueteiro.