segunda-feira, 31 de maio de 2010

Quebradeira na Prefeitura: Quem Paga o Pato são os Funcionários e os Fornecedores

Nunca se viu a Prefeitura de João Monlevade tão quebrada quanto neste segundo ano de governo Gustavo Prandini. Parece que a crise mundial ainda assombra boa parte do municípios do país. Alguns, mais austeros e responsáveis, fizeram seu dever de casa e vão honrando com seus compromissos, mesmo que com muito sacrifício. Diferentemente do governo Prandini que ao contrário de, efetivamente, promover cortes e contingenciamentos nas despesas do Município, optou por desconsiderar os efeitos da crise, gastando como nunca, e por transferir o sacrifício, que deveria ser seu, à seus fornecedores e funcionários. Vários fornecedores da Prefeitura não recebem há meses. Até mesmo funcionários concursados estão deixando de receber por suas horas-extras e outras verbas trabalhistas, diante da quebradeira do governo. A administração Prandini não é a primeira a passar por uma crise financeira. Mas, sem dúvida alguma, é a que mais amargará seus efeitos por, justamente, não ter feito o dever de casa, ou seja, uma severa contenção de gastos. Quem paga o pato, hoje, são os fornecedores e os funcionários. Amanhã, será todo o povo.

domingo, 30 de maio de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: O Triunfo Eucarístico (1733), a Origem do Carnaval Brasileiro

Na primeira metade do século XVIII, durante o apogeu da extração aurífera, o processo colonizador nas Minas foi marcado por constantes conflitos entre os colonos e as autoridades metropolitanas, por disputas de interesses entre os próprios colonos e também entre as autoridades. Diante dessa realidade a postura da Coroa portuguesa, não se caracterizou apenas pela adoção de um intenso controle repressivo com vistas à submissão dos colonos. Dada a importância da região mineradora e o conseqüente receio de se perder o controle sobre as tumultuosas Minas, a Coroa tratou de estabelecer uma prática de submissão ligada à prudência para a resolução dos conflitos e das sublevações, pois era fundamental a quietação dos povos, para que as riquezas da Capitania pudessem chegar aos cofres do rei, da forma mais rápida e ordenada possíveis.
Neste contexto, introduziu-se na região Minas uma estratégia de controle político-social, baseada na promoção de laços de identificação entre colonizadores e colonizados, apresentando aos súditos coloniais os códigos culturais da metrópole. O Barroco, movimento cultural destinado a manter o poder temporal do Rei, emoldurou o suntuoso cenário para as fortes manifestações culturais que experimentariam as Minas Gerais. E estas foram as mais variadas possíveis. No entanto, em maio de 1733, Vila Rica (atual Outro Preto) foi palco da maior e mais expressiva festividade barroca do Brasil Colonial: O Triunfo Eucarístico, considerado por muitos historiadores como a origem do Carnaval Brasileiro.
A ocasião era de inauguração da Igreja Matriz de N. S. do Pilar. Toda Vila Rica se preparou para a festa. O Senado da Câmara determinou, sob pena de multa, que os moradores mantivessem luminárias em suas fachadas, durante as noites de festividades. A comemoração preliminar começou vários dias antes. Desde o final de abril dois grupos de pessoas ricamente vestidas, com bandeiras de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora do Pilar, tendo na outra face a custódia do Santíssimo Sacramento, percorriam as ruas da cidade e arredores, anunciando ao povo a futura solenidade. No dia marcado para a procissão, a cidade amanheceu, ricamente, ornamentada. No percurso entre as duas igrejas, as ruas foram atapetadas com flores e folhagens. Como homenagem dos moradores, nas janelas foram colocadas sedas e damascos, em meio a adornos de ouro e prata. Nas ruas, cinco arcos ornamentais, um deles de cera, e um altar para descanso do Santíssimo. Antes da saída do cortejo foi celebrada uma missa, durante a qual o Divino Sacramento esteve colocado em um braço de Nossa Senhora, em lugar do Menino Jesus. Deram início à procissão trinta e dois cavaleiros vestidos, militarmente, como cristãos e mouros, com dois carros de músicos instrumentistas e vocalistas. Logo em seguida, romeiros ricamente trajados, além de músicos com alegorias diversas. Seguiam-se quatro figuras a cavalo, representando os ventos dos quatro pontos cardeais. Todas, profusamente, revestidas com diamantes, ouro, rendas, sedas e plumas. Seguia-se um personagem, representando Ouro Preto, bairro de Vila Rica onde estava situada a nova Matriz do Pilar, para onde se dirigia o cortejo. Ele trajava vestes de tecidos finos, ornamentados com ouro e diamantes. O cavalo que montava era igualmente ornamentado com ouro, prata, esmeraldas e veludo. Vinham depois as esplendorosas figuras representando os corpos celestes: Lua, Marte, Mercúrio, Sol, Júpiter, Vênus e Saturno, todas com deslumbrantes indumentárias e fartamente escoltados. A seguir aparecia a figura que representava a Igreja Matriz do Pilar, com extraordinários ornamentos, portando um estandarte no qual estava, de um lado, a inscrição "Nossa Senhora do Pilar", e do outro a custódia eucarística. Após essas figuras, vinham as irmandades, conduzindo andores com seus santos padroeiros e cruzes de prata. Entre essas confrarias estavam as do Santíssimo Sacramento, da Senhora do Rosário, de Santo Antonio, de Nossa Senhora da Conceição e de Nossa Senhora do Pilar. Todos os participantes portavam trajes esplendorosos com acabamento em veludo e sedas, ouro, prata e pedrarias. Fechando a procissão, o Santíssimo Sacramento era conduzido pelo vigário da Matriz do Pilar, debaixo de um pálio de tela carmesim com ramos e franjas de ouro, sustentado por seis varas de prata. Logo atrás o Conde de Galvêas, Governador de Minas, com autoridades civis e militares da Capitania e de outras vilas mineradoras. Enfim, com toda a população de Vila Rica e arredores presente, foi uma grande apoteose de sinos tocando, bandas musicais, fogos e cânticos em homenagem ao Divino Sacramento. Os festejos prolongaram-se por três dias, com missas solenes, cavalhadas, corrida de touros e fogos de artifício. Nenhum outro acontecimento celebrado em Minas Gerais ou no Brasil Colonial teve tal esplendor, requinte de luxo e pompa.

"Triunfo Eucarístico de 1733, o vigário Felix Simões proclama para toda a cristandade: Eucharisthia in Translatione victrix , a Eucaristia vitoriosa na trasladação. Todo um reboliço de arte e política na religião popular ... ouro e música, fantasias e foguetes, teatros e serenatas, banquetes e danças, janelas com rendas e calçadas floridas...germina, nas minas gerais de Vila Rica, a semente cultural de um novo mundo, em sua mais lídima brasilidade." (Pe. José Simões).

Mas não foi apenas a manifestação do controle do poder real sobre a colônia. Foi também a celebração de um estado coletivo de euforia determinado pelo apogeu da aventura mineradora, nas Gerais, em que o ouro rompia as barreiras de uma sociedade, fortemente, estratificada, e pelo menos naquela ocasião, unia a todos, desde o escravo até o aristocrata, numa grande festa popular como ocorre até os dias atuais com o nosso Carnaval .     

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Resultado da Enquete: Prandini Merece o Salário de Prefeito de R$ 14.000,00?


Enquete na direita superior do BLog, realizada entre 21 e 28 de maio. Dos 126 internautas participantes, 20 votaram "sim" e 106 votaram "não".

A Notícia

Parece que quem redigiu o Editorial da edição do Jornal A Notícia de hoje andou lendo o Monlewood, especificamente as postagens "O Tesouro da Duplicação 1,2 e3", publicadas dia 26 de maio. Ou será tudo apenas uma coincidência? Não será possível! Até o título do Editorial parece ter sido "inspirado" nas postagens do Monlewood. Senão vejamos. Escrevi na quarta feira: (...) Temos em nossas mãos a oportunidade única de transformar nossa Monlevade, profundamente.(...) Será que é plágio? Exijo meus direitos autorais e faço questão que eles sejam pagos em cerveja. Afinal, hoje é sexta-feeeeira! Ta me devendo uma caixa, Jornal A Notícia.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Duplicação, Educação e Desenvolvimento

Nosso país investe 4,3 % do PIB (somatório de todas as riquezas produzidas no país) em educação, enquanto paga 4,1 % do PIB em juros da dívida pública à banqueiros de toda sorte, através da conta chamada Superávit Primário (dados de 2008). Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou ao Brasil uma meta de 8% do PIB em investimento em Educação. Não por acaso, países extremamente desenvolvidos como França, Alemanha, Noruega, Finlândia, Dinamarca e Japão, investem não menos que 10% de seu Produto Interno Bruto em Educação. Em outras palavras, não há desenvolvimento sem Educação. Enquanto o Brasil opta por transferir preciosa parte do suado produto do trabalho de seu povo à banqueiros da mais alta usura, preterindo a Educação de seus cidadãos, temos a oportunidade única, aqui em nossa cidade, de reverter este lamentável quadro, vinculando à Educação do Município o substancial aporte de receita que a Prefeitura arrecadará com a duplicação da produção da Usina.

Comunicado

Caríssimos leitores,hoje, acabei excluindo, acidentalmente, alguns comentários. Peço desculpas. Se os autores dos comentários excluídos quiserem comentar novamente, prometo ser mais cuidadoso. Um abraço a todos.

Teleférico

Tenho a informação de que o projeto do Teleférico do Areião, uma das promessas de campanha mais polêmicas de Prandini, está, praticamente, pronto e que será sim executado. Sabe por que? Porque o grão-prefeito-mor, Emerson Duarte, assim o quer. Governar é definir prioridades. Sem entrar no mérito de que o teleférico será instalado entre as terríveis e pouco atrativas voçorocas e crateras do Areião, que, ultimamente, tem sido usado como depósito de lixo. Sem entrar no mérito sobre estudos de impacto ambiental, viabilidade econômica ou custo para o erário, segurança, operação, manutenção e etc. Penso que existem outras prioridades para o Município. A saúde não vai bem. A educação não é condizente com as promessas de mudança. O trânsito está péssimo. O desafio da duplicação da Usina é premente. As finanças públicas estão desajustadas.......

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Parece que o Novo Chefe do Settran é Muito Mais Bem Entendido que o Outro



O Settran dividiu a pista da Avenida GetúlioVargas, na altura do número 4.557 em duas: uma para quem continua na avenida e outra para quem pega o acesso à esquerda para a Linha Azul. Em horário de pico, têm sido comuns contenções naquele ponto, já que os veículos que aguardam o semáforo do acesso à esquerda têm formado uma longa fila que impede os outros motoristas de seguirem em frente pela Getúlio Vargas. É este o caminho. É preciso que as vias sejam dividias, conforme a capacidade de cada uma, para que haja trânsito simultâneo de veículos, ao contrário do que se vê hoje: longas filas indianas em que se passa um carro por vez. É preciso maximizar o pouco espaço das vias do Município. Foi uma intervenção simples que fará muita diferença. Afinal, onde passa um boi, passa uma boiada. E onde passam dois bois, passa uma boiada na metade do tempo.

O Tesouro da Duplicação 1

Sem dúvida, a duplicação da Usina será um grande desafio para o Município de João Monlevade. No entanto, se soubermos incorporar os benefícios advindos da duplicação no desenvolvimento de nossa cidade, inauguraremos uma nova era de prosperidade em nossa cidade. Estima-se que, uma vez duplicada a produção da Usina, a receita anual da Prefeitura aumentará em, pelo menos, R$ 60.000.000,00. Nosso futuro depende, justamente, de como empregaremos estes valiosos recursos. Temos em nossas mãos a oportunidade única de transformar nossa Monlevade, profundamente. E, certamente, não há transformação que se efetive à margem da Educação.

O Tesouro da Duplicação 2

Teremos, então, a oportunidade de vincular, através de lei municipal, pelo menos, metade daquele valor ao o setor da Educação do Município e, junto a tal medida, construir uma ampla discussão, visando a redefinição do modelo da escola molevadense. Assim, haverá recursos suficientes para implantar em nossa cidade um modelo integral de escola que não apenas alfabetize e lecione a matemática, a física, a biologia e etc, mas que produza pessoas preparadas para os desafios da vida cívica, pessoas conscientes de si e do mundo que as cerca. E tal modelo de escola somente será possível mediante a valorização dos profissionais da Educação. Poderemos, definitivamente, dar dignidade aos professores do Município, viabilizando um piso salarial não inferior a R$ 1.500,00 e instituindo um plano de cargos e salários que os estimule a sempre buscar uma melhor qualificação.