Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Associação Médica Pronuncia que Declarações de Provedor "Ofendem a Classe Médica como um Todo"

Em carta aberta, subscrita agora há pouco, a Associação Médica de João Monlevade, por meio de seu presidente, Dr. Manuel Furtado, repercutiu o absurdo episódio em que se envolveu, recentemente, o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes. Segundo o documento, as declarações de José Roberto “ofendem a classe médica como um todo” e o atual provedor “demonstra não conhecer, ou no mínimo, não respeitar a imensa história da instituição e trajetória dos seus profissionais”.
Reproduzo abaixo a íntegra do documento:


A Associação Médica de João Monlevade e o Corpo Clínico do Hospital Margarida lamentam profundamente o episódio ocorrido na semana passada, quando o Provedor do Hospital Margarida, Sr. José Roberto Fernandes, partiu para uma agressão gratuita ao Dr. Getúlio Garcia, após se irritar com críticas feitas em um Blog escrito pelo filho do médico. Extrapolando uma situação que em nada dizia respeito ao Dr. Getúlio, que em momento algum fez qualquer tipo de comentário público sobre a instituição ou a própria pessoa do provedor, sequer o conhece.
Trata-se de um profissional renomado na cidade, com 38 anos de serviços prestados ao Hospital Margarida, extremamente discreto, que sempre deu assistência adequada e de forma prestativa aos pacientes internados, sejam estes do SUS ou particulares. E que, além disso, sempre atendeu na rede pública, tanto em Postos de Saúde da Prefeitura, quanto através do próprio CISMEPI. E que nunca se envolveu em “picuinhas” como esta.
Convém lembrar que, de acordo com quaisquer dos regimentos, tanto do Corpo Clínico quanto o do Hospital, quanto de acordo com o próprio CRM, com todo esse tempo de serviço e contribuição, qualquer médico do Hospital Margarida poderia pleitear realmente atender somente seus pacientes e nem configurar mais em nenhuma escala de plantão ou até mesmo de sobreaviso. O que não é o caso do Dr. Getúlio, que nunca solicitou tal direito, já adquirido há anos, e se mantém numa escala de sobreaviso, por sinal, não remunerada.
São declarações que ofendem a classe médica como um todo e que em nada contribuem para o bom relacionamento entre os médicos e o Hospital Margarida, tão necessário principalmente em momentos de crise como o que estamos vivendo. Principalmente vindo do principal lastro de representação da entidade e da própria Associação São Vicente de Paulo, que acabou de assumir este cargo tão importante e que demonstra não conhecer, ou no mínimo, não respeitar a imensa história da instituição e trajetória dos seus profissionais. Trata-se de uma declaração inflamada por questões de cunho pessoal, que ofendem profissionalmente um médico respeitado que nada tinha a ver com a história.
Solicitamos que o Conselho da entidade reveja se é mesmo este tipo de postura que esperam dos seus representantes e que o Sr. José Roberto consiga mais equilíbrio diante de críticas, sem partir para agressões gratuitas e de certa forma irresponsáveis àqueles que contribuem enormemente para o funcionamento do Hospital Margarida.
Sendo assim, declaramos mais uma vez que, apesar de nos sentimos muito desapontados com este triste e reprovável episódio, tranquilizamos a população que, episódios como este não interferem no atendimento e que o vínculo dos médicos com o Hospital é muito mais estreito. E que, apesar de diversas administrações passarem pela entidade, nós continuamos sempre disponíveis para dar o melhor atendimento à população.
João Monlevade, 1º de julho de 2016.
Dr. Manuel Furtado Neto
CRM 36860