quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Os Quebra-Molas e o Aumento da Poluição



Em João Monlevade os quebra-molas se tornaram uma praga endêmica, que vem se multiplicado rapidamente. É difícil rodar mais de 300 metros sem que haja a necessidade de transpor mais um quebra-mola, que geralmente é feito fora dos padrões técnicos, danificando a suspensão e desalinhando a direção dos veículos. 
Trata-se da única ação da Prefeitura e Settran, destinada a se fazer cumprir a regulamentação de trânsito no que diz respeito ao limite de velocidade das vias. O quebra-molas é um meio coercitivo para fazer o motorista cumprir o limite de velocidade local, eis que, no caso de se passar sobre ele em velocidade mais elevada, o veículo sofre choque mecânico, de baixo para cima, que pode danificá-lo, seriamente. Não se vê em João Monlevade, por exemplo, a inclusão efetiva da matéria “Trânsito” nos currículos escolares, já que o conhecimento das normas de trânsito também deve ser encarado como uma questão de cidadania. O bom cidadão não pode ser, ao mesmo tempo, um mau motorista. Também não se vê campanha educativa nem nada do gênero. E dá-lhe quebra-molas, que, invariavelmente, também são instalados, sem qualquer estudo técnico, para atender algum eleitor leigo que acha que ali existe a necessidade para mais um deles. 
Mas, se a prefeita manda instalar quebra-molas a torto e a direita, sem qualquer critério técnico, pouco se importando para com o transtorno e o dano ocasionado pelos mesmos nos automóveis dos contribuintes, deveria, pelo menos enxergar as questões ambientais e de saúde pública que envolvem os mesmos. É óbvio que a instalação massiva e indiscriminada de quebra-molas pela cidade aumenta o consumo de combustível da frota local, aumentando também a emissão de poluentes, o que significa um ar muito mais poluído e tóxico para o munícipe. No caso dos ônibus, caminhões e carretas, que utilizam o óleo diesel como combustível, a situação é muito mais grave. Segundo a OMS, os gases provenientes da queima nos motores diesel são umas das principais fontes de substâncias cancerígenas presentes na atmosfera dos centros urbanos. Resumo da Ópera: para atender seus eleitores, visando a manutenção do projeto de poder, a prefeita enche a cidade de quebra-molas, o que resulta numa cidade muito mais poluída para se viver e, conseqüentemente, submete o monlevadense à uma série de riscos respiratórios e de saúde. Será que vale o risco?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ofensas e denúncias infundadas serão riscadas ou excluídas a critério do autor do Blog. Obrigado pelo comentário.