quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Raio-X Quebrado


Há dias circula a informação de que o aparelho de raios-x do Hospital Margarida se encontra quebrado. Outro aparelho de imagem importante, o tomógrafo, também deixou de operar no hospital por falta de pagamento.
A verdade é que o Hospital Margarida não tem dinheiro para manter os mais básicos dos serviços hospitalares, como o fornecimento de exames de raio-x, mas tem para outros. Enquanto a paralisação de exames básicos atesta a grave crise administrativo-financeira vivenciada pelo único hospital do Município, para outras situações muito menos emergenciais não falta dinheiro. É o caso da contratação de funcionários e da manutenção de contratos de prestadores de serviço, como o plano de saúde Top Vida Card ou os empreiteiros de sempre que já reformaram o Hospital Margarida, pelo menos, umas três vezes. Será que uma instituição que não tem conseguido honrar com o custeio da manutenção de equipamentos básicos, estando também em atraso com o pagamento de honorários médicos desde fevereiro, pode ter condições de manter contratos onerosos de obra de reforma de construção civil, etc ou de abrir vagas para nova contração de pessoal? A resposta deveria ser não. Mas, não é o que acontece no Hospital Margarida. Com a aproximação do período eleitoral, mais e mais cabos eleitorais da prefeita são contratados, enquanto outros nunca têm o faturamento atrasado, apesar da alegada crise.
Como o Hospital Margarida é substancialmente subvencionado pelo Município, é preciso aprovar com urgência na Câmara lei que obrigue a ASVP a prestar contas quadrimestrais à sociedade sobre a verdadeira situação financeira e patrimonial do hospital, de forma a trazer a transparência que hoje não existe na gestão financeira do Margarida, inclusive revelando a verdade sobre as contratações de prestadores de serviço e de cabos eleitorais do governo. Somente assim, se poderá prevenir o HM da situação em que se encontra hoje. Porque não se engane. Quando a turma que está no poder lavar as suas mãos e entregar o Hospital Margarida com uma dívida de 30 milhões, à beira do fechamento, tudo deverá ser revelado.

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