A imagem da Associação São Vicente de Paulo (ASVP/JM), entidade que administra o Hospital Margarida, nunca esteve tão ruim em João Monlevade. Desde o Golpe do Bingo, a imagem da ASVP/JM só vem declinando, em meio a muitas reclamações por atendimento humanizado e mais técnico, etc.
Recentemente, na tentativa de amenizar a situação, a ASVP
divulgou vídeo nas redes sociais com o qual enfatizou sobre o funcionamento do
setor de faturamento do hospital, revelou que a entidade conta com 900
empregados, informou que a casa está em dia com suas contas e que, por isso,
está até construindo novo prédio para instalar ala de procedimentos de alta
complexidade.
O que preocupa o povo é o atendimento desumano e de baixa
qualidade técnica em muitos setores do HM. Faturar, todos sabem que a ASVP/JM
fatura milhões. Ninguém quer ver imagens do setor de faturamento. A regra
numero 1 do pensamento racional é que a imagem é enganosa. O povo quer não
apenas ver, como também experimentar na prática é atendimento humanizado e
muito mais técnico. O número de 900
empregados demonstra que o hospital está inchado e se transformou num cabide
político de empregos, já que é a mesma quantidade de funcionários diretos da
Usina Siderúrgica local, até então o maior empregador privado no Município. Falando
em faturamento, esqueceu-se de esclarecer o vice presidente da ASVP/JM, durante
o vídeo, se os recursos para o custeio do novo prédio já se encontram
garantidos.
Neste contexto, a grande pergunta é: será que a ASVP/JM se
encontra, tecnicamente, apta a prestar serviços hospitalares de alta
complexidade no Hospital Margarida? Casos cirúrgicos simples que o corpo técnico
do hospital teve dificuldade em diagnosticar, recentemente, como apendicite e
vesícula, inclusive a que levou a óbito o menino Kaíque de apenas 10 anos de
idade, demonstram que a ASVP/JM não se encontra apta a prestar serviços de alta
complexidade, porque ela não se trata de entidade especialista em gestão
hospitalar.
Ocorre que, para melhor prestar os serviços de alta complexidade
é, absolutamente, necessário que a entidade administradora do hospital seja
especialista em gestão hospitalar, o que não é o caso da ASVP/JM. A entidade que hoje administra não é especialista
em gestão hospitalar, ela é apenas uma associação política que detém o título
de filantropia. É por isso que, hoje, o HM tem imensa dificuldade em realizar diagnósticos
cirúrgicos simples. Falta corpo técnico no hospital e sobram cargos políticos.
Nos últimos anos, cerca de 20 médicos se desligaram do HM porque a ASVP/JM não
os pagava salários compatíveis com o mercado. Falta cirurgião no Pronto Socorro
do Hospital porque o salário ofertado
pela ASVP/JM é muito menor do que aqueles praticados em outros hospitais da
região. E enquanto isso, a ASVP/JM jamais parou de construir e de executar obra
de construção civil no HM. Para o cimento, a areia e os tijolos a ASVP/JM paga
preço de mercado. Na verdade, a
especialidade da ASVP/JM é a de construção civil.
Com esta política de gestão hospitalar que privilegia a construção
civil em detrimento da contratação de corpo técnico qualificado e gabaritado
ficará até perigoso a ASVP/JM, que não é especialista em gestão hospitalar e detém
histórico de falhas técnicas recentes, passar a administrar o setor de alta
complexidade que estão construindo. Será
muito mais seguro para a população que, depois de construída e instalada a ala
de alta complexidade, a Hospital Margarida volte a ser administrado por uma
entidade especialista em gestão hospitalar. Assim, desde já, dou início à campanha: para
alta complexidade o Hospital Margarida necessita ser administrado por uma
entidade especialista em gestão hospitalar. A ASVP/JM se esgotou em sua ânsia de
construir algo que se encontra inabilitada para gerir. Passou da hora da
mudança. Quantas crianças mais terão que perder a vida no hospital com diagnóstico tardio de apendicite para que a ASVP/JM seja substituída por uma entidade especialista em gestão hospitalar?
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