No ano
passado, o gabinete e assessores do entorno fritaram em fogo brando a imagem de
Laércio perante a opinião pública, quando enviaram para a Câmara um Código
Tributário, redigido sem a participação dos setores afetados e que majorava
taxas e impostos do Município em até 400%. O prefeito fritou durante meses.
Recentemente,
o gabinete voltou a fritar a imagem do prefeito, desta vez, em fogo alto,
quando se descobriu que o terminal rodoviário, até então em funcionamento, seria
substituído por dois barracões à beira da BR-381. Na verdade, já havia um grande desgaste
político envolvendo a situação vergonhosa que foi a transferência da Rodoviária
para a margem da BR e a posterior tentativa fracassada de adaptar no antigo
terminal num hospital público de 100 leitos, tudo o que foi malvadeza do
ex-prefeito Carlos Moreira. Mas agora, o gabinete do atual prefeito resolveu
não apenas potencializar esse desgaste político como também dividi-lo, com uma parte generosa para Laércio. Em outras palavras, vivi para testemunhar o PT dividindo com Carlos
Moreira o imenso desgaste político resultante da retirada da Rodoviária do
centro do Município. Na política, quem não soma, divide.
E por fim
(será?), o gabinete segue na fritura da imagem de Laércio junto à opinião
pública, desta vez, numa trempe industrial, quando não assume sua
responsabilidade política na administração da crise em curso com a Paróquia de
São José do Operário, cujo prédio da Matriz segue interditado sem acesso ao
público, fato jamais ocorrido no Município.
Assim a textura do peixe fica difícil de digerir.

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