Neste exato
momento o Município de João Monlevade se encontra com o serviço de coleta
seletiva de lixo suspenso; com a travessia da Rua Duque de Caxias interditada,
em função de um semáforo enguiçado; com as missas suspensas na Matriz São José
do Operário, em conseqüência da dificuldade de restauro do bem histórico por
parte do governo municipal; com vários
horários de ônibus suspensos pela Enscon e com o serviço de terminal rodoviário
próprio encerrado ( a Rodoviária de Monlevade agora é uma baia de parada de ônibus
do Graal). Isso em falar na recorrente falta d’água em muitos bairros, trânsito
caótico e violento, caos na Saúde, muita dificuldade de se manter a cidade
limpa e na crise político-institucional entre a Câmara de Vereadores e a
Secretaria de Educação.
O cenário
demonstra que algo sistêmico está ocorrendo no governo do prefeito Laércio
Ribeiro. E o nome disso é perda de capacidade política para executar as ações
de governo. Fazer uma aliança com
adversários históricos para ganhar a eleição pode até dar certo. Contudo,
governar com uma base política tão heterogênica e, muitas das vezes,
diametralmente oposta no campo político é uma arte que pode se materializar
apenas através do manejo da política com a ciência que ela é, não admitindo o
amadorismo político com que o gabinete do prefeito trata a política.
Hoje dentro
da administração, o corpo político do prefeito - que são os cargos comissionados
- tem dúvidas sobre quem verdadeiramente manda na prefeitura, se é Laércio, Dorinha, Machadão ou até Carlos
Moreira. E como se trata de um governo, minoritariamente, petista, o que se vê é
a maioria do condicionado agindo internamente como oposição ao PT, como fizeram
a vida toda. O resultado é a paralisação administrativa sistêmica que se vive
hoje. Estamos assistindo a arquitetura política que elegeu Laércio ruir. É o início do desmoronamento. Apesar das causas serem diferentes, está tudo
muito parecido com o caos político que se verificou com aquele jovem prefeito,
também apoiado pelo PT, que terminou o mandato como uma série de serviços
públicos suspensos, caos político-administrativo e os 80% de rejeição popular,
que lhe custaram um auto-exílio político de 10 anos em Juiz de Fora.

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