sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Governo Laércio dá Sinais de Paralisia Administrativa


 

Neste exato momento o Município de João Monlevade se encontra com o serviço de coleta seletiva de lixo suspenso; com a travessia da Rua Duque de Caxias interditada, em função de um semáforo enguiçado; com as missas suspensas na Matriz São José do Operário, em conseqüência da dificuldade de restauro do bem histórico por parte do governo municipal;  com vários horários de ônibus suspensos pela Enscon e com o serviço de terminal rodoviário próprio encerrado ( a Rodoviária de Monlevade agora é uma baia de parada de ônibus do Graal). Isso em falar na recorrente falta d’água em muitos bairros, trânsito caótico e violento, caos na Saúde, muita dificuldade de se manter a cidade limpa e na crise político-institucional entre a Câmara de Vereadores e a Secretaria de Educação.

O cenário demonstra que algo sistêmico está ocorrendo no governo do prefeito Laércio Ribeiro. E o nome disso é perda de capacidade política para executar as ações de governo.  Fazer uma aliança com adversários históricos para ganhar a eleição pode até dar certo. Contudo, governar com uma base política tão heterogênica e, muitas das vezes, diametralmente oposta no campo político é uma arte que pode se materializar apenas através do manejo da política com a ciência que ela é, não admitindo o amadorismo político com que o gabinete do prefeito trata a política.

Hoje dentro da administração, o corpo político do prefeito - que são os cargos comissionados - tem dúvidas sobre quem verdadeiramente manda na prefeitura,  se é Laércio, Dorinha, Machadão ou até Carlos Moreira. E como se trata de um governo, minoritariamente, petista, o que se vê é a maioria do condicionado agindo internamente como oposição ao PT, como fizeram a vida toda. O resultado é a paralisação administrativa sistêmica que se vive hoje. Estamos assistindo a arquitetura política que elegeu Laércio ruir.  É o início do desmoronamento.  Apesar das causas serem diferentes, está tudo muito parecido com o caos político que se verificou com aquele jovem prefeito, também apoiado pelo PT, que terminou o mandato como uma série de serviços públicos suspensos, caos político-administrativo e os 80% de rejeição popular, que lhe custaram um auto-exílio político de 10 anos em Juiz de Fora.           

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