Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quinta-feira, 16 de março de 2017

Acervo do Museu Monlevade na Chuva



Que chuvinha boa (09/03/2017)! Só não é boa para o acervo do Museu Monlevade que, sem telhado, passou mais uma noite na chuva, deteriorando-se.
Já faz ano que a Arcelormittal retirou o telhado do Museu Monlevade. Assim, vários equipamentos da Fabrica de Ferro original de Monlevade se encontram ao relento, sujeitos à ação nociva das intempéries.
O Município comemora os 200 anos da Chegada de João Monlevade ao Brasil com o Museu fechado à visitação e, parcialmente, destelhado. E por que isso acontece? Acontece porque a Arcelormittal não admite manter o custo do Museu. Não admite o custo com funcionários para manter o Museu, manutenção, etc. Assim, retira o telhado para que o acervo se perca, pois, sem acervo, não haverá Museu e, conseqüentemente, o poderoso grupo siderúrgico indiano não terá que arcar com o custeio do mesmo. 
De outro lado, um Conselho de Patrimônio Histórico que, diante do imenso poder da siderúrgica, se omite e nada faz, apesar de se tratar de patrimônio histórico tombado pela Lei Orgânica do Município. Até mesmo aqueles engajados na divulgação da história de João Monlevade, quando é para defender seu grande legado perante o grande capital, se calam. 
E vai acontecendo como ocorrido com a Praça Ayres Quaresma, um dos maiores conjuntos de casario neoclássicos de Minas, sumariamente, demolido, sem qualquer diálogo com a sociedade. O conjunto arquitetônico do Solar Monlevade, que também compreende o Museu Monlevade, seu acervo, incluso o Martelo/Vapor, é a cereja do bolo destas bandas da Estrada Real. Só o Martelo/Vapor de Monlevade, a primeira máquina a vapor de Minas, se restaurado poderia fazer incríveis exibições que como era empregado. Ele apita, bufa e estremece o chão com os golpes do malho. Monlevade não tem atrações turísticas porque as destrói antes mesmo de conhecê-las.