quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Responsável pelo "Golpe do Bingo" no Hospital Margarida é candidato a deputado


O ex-provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, responsável pelo “golpe do Bingo”, agora é candidato a deputado federal, pelo Avante, partido de Fabrício.

Para quem não se lembra, entre outras muitas coisas, José Roberto Fernandes foi o provedor responsável por fazer o até então tradicional Bingo do Hospital Margarida perder seu caráter beneficente, segundo o Ministério Público, ocasionando na suspensão judicial do evento. Ocorre que, após a suspensão do evento pela Justiça, a requerimento do Mistério Público, o Bingo, que já havia se tornado acontecimento concorrido do calendário monlevadense e importante fonte de receita para o Hospital Margarida, jamais ocorreu e o valor arrecadado com a venda das cartelas, orçado em torno de um milhão de reais, jamais caiu na conta da casa de saúde, como também jamais foi devidamente devolvido aos adquirentes das cartelas.    E o Bingo do Hospital, diante do arrasamento de sua reputação, jamais pode ser realizado novamente, porque depois de Zé Roberto Fernandes, ninguém mais teria coragem de adquirir uma cartela para participar do evento. Assim, o Hospital perdeu uma importante fonte de receita e os adquirentes das cartelas ficaram a ver navios.  

Agora, por incrível que possa parecer, o responsável pelo “golpe do Bingo” é candidato a deputado, como se nada tivesse acontecido. Então, estamos aqui mais uma vez para rememorar os fatos, que são gravíssimos, e subsidiar o voto consciente. Não vote em candidatos com histórico de golpe milionário na praça local. Vote consciente!   


 

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Fabrício e a Política do Mexido e Circo

Foto/Divulgação
 


O homem não é um ser racional. O homem é um ser cultural. E há culturas que conseguem inserir o homem num ambiente de racionalidade. Quando isso acontece, o desenvolvimento deslancha. João Monlevade já foi, sem dúvida, uma cidade muito mais rica, culturalmente. Isso ocorreu quando a Belgo-Mineira era a locomotiva cultural do município que fomentava toda uma sistemática cultural local que ia desde a implantação de uma arquitetura identitária, passando pela instituição de um calendário de festas, eventos e indo muito além, até uma criação de uma cultura de planejamento e ordenamento urbano, por exemplo.   Afinal, a cultura é muito mais do que festas, aulas de pintura e de dança. Para se ter uma ideia, naqueles tempos havia até cinema, coisa que não existe mais há muito tempo. Mas, infelizmente, com o fechamento do viaduto do Morro do Geo e a demolição da arquitetura da Praça Ayres Quaresma ocorrido em 1987, a Belgo-Mineira acabou e com ela se foi a grande locomotiva cultural do município. Desde então, Monlevade nunca mais viveu aquela pujança cultural dos áureos tempos da Belgo-Mineira. Ao contrário, sob o ponto de vista cultural, a cidade se mostrou muito pouco conservadora, deixando se perder boa parte de sua arquitetura, o cinema, muitas tradições, a urbanidade, a cordialidade, o padrão educacional, os grandes carnavais, os festivais, os eventos esportistas, etc, etc.    

Recentemente, tem se visto a Casa de Cultura de João Monlevade realizando muitas festas no Município. Mas, nenhuma delas é, autenticamente, monlevadense. A Casa de Cultura, infelizmente, não tem conseguido realizar o resgate da cultura local. Foi o caso, por exemplo, do Festival Gastronômico Mistura, realizado no último fim de semana na Praça do Povo, com a co-participação luxemburguesa, a mesma nacionalidade que fundou a Belgo-Mineira a partir de 1935.  Quando o evento foi anunciado com o nome de “Mistura”, ficou a impressão de que o carro chefe do festival gastronômico seria o mexido. Afinal, um bom mexido de arroz, feijão, sobras do almoço e pimenta malagueta pode ser bem gastronômico e bastante monlevadense, sobretudo, no jantar. Contudo, não foi o que aconteceu. Não se viu nenhum prato tipicamente monlevadense no festival. Nada de vaca atolada, feijão tropeiro, galo-pé, joelho de porco, frango com quiabo, etc, etc, no festival. Também não se viu nenhum prato original daqueles que eram servidos, por exemplo, no Cassino Monlevade, nem nada de bata-doce que era o principal produto agrícola consumido na Fazenda Carvoeira e Fábrica de Ferro Monlevade, fundada a partir de 1828. Um feijão tropeiro feito com farinha de batata-doce teria sido muito gastronômico e, autenticamente, monlevadense.  Em outras palavras, foi um festival gastronômico nada autêntico diante da cultura monlevadense. Nem mesmo os ingredientes dos pratos premiados no festival foram divulgados.  Nova Era, por exemplo, realizará um Festival Gastronômico nos próximos dias na Fazenda da Vargem, cujo ingrediente principal será um produto local, a mandioca. Já em Monlevade, ninguém sabe do que eram feitos os pratos que venceram o festival.

O festival gastronômico “Mistura” foi mais uma mostra da dificuldade existente em João Monlevade de se resgatar a cultura local e, de outro lado, da aptidão da Prefeitura do PT em realizar festas, enquanto a cidade se encontra imunda, mal cuidada, com recorrentes cortes no abastecimento de água, falta de atendimento adequado no Hospital Margarida, etc. Infelizmente, não destoou da política de pão e circo vigente com vistas a eleger Fabrício prefeito em 2024. Tivesse sido mexido e circo, teria sido mais autêntico.  

  

quinta-feira, 9 de junho de 2022

O Óbito do Bebê de 9 meses no Hospital Margarida


 

Segundo denúncia, amplamente, circulada nas redes sociais no ultimo fim de semana, um bebê de 9 meses chegou a óbito no Hospital Margarida, depois de uma espera de 12 horas dentro da unidade de saúde por atendimento pediátrico. Ainda conforme o denunciado, não havia pediatra no hospital no momento do óbito.

A Associação São Vicente de Paulo (ASVP), criada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira para administrar o Hospital Margarida é uma verdadeira caixa preta. Apesar dos valores milionários em recursos públicos da saúde repassados pelo Município, etc, e das muitas doações realizadas pelos munícipes, a ASVP não presta conta à sociedade do que anda fazendo com tanto dinheiro. Outro problema é que a ASVP não é uma entidade representativa da sociedade civil organizada de João Monlevade. Ela é hermética e representa apenas os interesses da patota do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira. Veja na imagem anexa, que no Pronto Socorro do Hospital Margarida existe uma placa, homenageado um político, cuja elegibilidade foi caçada pela Justiça em função da prática de inúmeros atos de improbidade administrativa. A ASVP não é uma entidade especialista em gestão hospitalar, ela é uma entidade política.       

Algum vereador mais responsável deveria propor projeto de lei, obrigando qualquer entidade subvencionada pelo Município, a prestar contas de tais valores em audiência pública na Câmara, inclusive das doações dos munícipes. Assim, ficaríamos sabendo quanto da subvenção a ASVP tem gastado, por exemplo, com sucessivas obras de construção civil ou com a contratação de médicos para atender a população. Aliás, se tem uma coisa que a ASVP se tornou especialista é em realizar obra de construção civil no Hospital Margarida. A ASVP está sempre reformando ou construindo no Margarida. E advinha, as empreiteiras que realizam as obras no Margarida são exatamente as mesmas que faturaram aqueles absurdos mais de 22 milhões de reais na tentativa fracassada de se adaptar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo terminal rodoviário. O pretenso hospital Santa Madalena jamais saiu do papel, apesar da evaporação de muito mais de 22 milhões de reais em recursos públicos, contudo o Pronto Socorro do HM não deixou de ser batizado de Madalena (foto) em homenagem ao maior escândalo político-administrativo ainda não resolvido em João Monlevade.

A meu ver, a tragédia que se abateu sobre a família do bebê que faleceu, recentemente, no HM tem relação direta com essa especialização da ASVP em executar obra de construção civil. Ou se constrói ad infinitum no Hospital Margarida ou se contrata médico para atendimento da população. O que adianta construir grandes instalações, se elas não são preenchidas com médicos contratados para atender a população? No momento da morte do bebê, não houve atendimento pediátrico, mas as obras de construção civil para mais uma ampliação do Hospital estão em ritmo acelerado e não podem parar. E os recursos para o custeio destes novos setores que estão sendo construídos, já estão garantidos? A verdade é que o recurso com o qual o pediatra deveria ter sido, previamente, contratado para o pronto atendimento daquele bebê, cuja família tem minha solidariedade, foi parar no bolso dos mesmos empreiteiros que tantos prejuízos já causaram ao Município no caso do absurdo Hospital Santa Madalena, por exemplo. Imagina se fosse seu filho!

O povo de João Monlevade precisa escolher se o Hospital Margarida assumirá sua função de prestar atendimento médico adequado à população ou se seguirá enriquecendo empreiteiros de obra de construção civil. As duas coisas a tragédia do bebê de 9 meses já demonstrou que não são possíveis.  

quarta-feira, 8 de junho de 2022

O Melhor Momento de Railton

 

Dr. Railton vem subindo com firmeza a escada da cura pela provação por que tem passado. Será mais uma experiência pessoal que o qualifica ao cargo de prefeito de João Monlevade, já que se o médico encontra dificuldade na liberação de tratamento junto ao plano privado de saúde do qual é cooperado, imagina-se o que acontece com o cidadão médio na rede pública.

Dr. Railton está em seu melhor momento político. Depois de uma longa trajetória política como vereador e vice-prefeito, por muitos mandatos, Dr. Railton demonstrou na última eleição, quando alcançou a vice-liderança da disputa, à frente da candidata do governo,  que segue como um candidato competitivo, sem precisar se relacionar com os setores da velha política monlevadense.  Significa dizer que na última eleição, Dr. Railton não se elegeu prefeito por muito pouco, sem ter que se vender à turma de Machadão, livrando-se dos enredos novelescos do PT local, livrando-se da turma do inelegível Carlos Moreira e bem longe da turma do Fabrício. 

Tudo do que um prefeito deve se livrar, se pretende realmente empreender a verdadeira mudança de que Monlevade precisa e merece.       

terça-feira, 24 de maio de 2022

Do Compromisso de Auditoria do PT ao Assentimento do Santa Madalena

Durante a campanha eleitoral, o atual prefeito Laércio Ribeiro assumiu o compromisso de realizar uma ampla auditoria no Município, buscando esclarecer os indícios claros de irregularidade que saltam os olhos. O mais gritante deles é sem dúvida o chamado Hospital Santa Madalena, que consistiu na tentativa absurda e fracassada do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira de improvisar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo terminal rodoviário, ao custo de muito mais de 22 milhões de reais de recursos públicos da saúde. E a perda para o povo monlevadense não se limitou apenas aos mais de 22 milhões de reais que evaporaram na obra. Além do pretenso hospital de 100 leitos que jamais saiu do papel, Monlevade também perdeu um Terminal Rodoviário centralizado e muito bem estruturado e o Pronto Atendimento, que depois de instalado naquele local, também se tornou inviável.
Mas depois de eleito o atual prefeito, não foi o que aconteceu. Ao contrário da prometida auditoria, o que se tem visto é o assentimento do governo do PT de Laércio Ribeiro em relação ao Santa Madalena. Exemplo disso é que no mês passado, a Farmácia Municipal foi transferida para o prédio do famigerado Santa Madalena. Recentemente, o governo municipal também anunciou que demolirá o prédio da antiga Policlínica e o reconstruirá, mais amplo, para abrigar um centro odontológico e uma unidade básica de saúde. Em outras palavras, depois de reconstruído o prédio onde funcionou por décadas, a Policlínica não retornará para o mesmo, seguindo a funcionar no Santa Madalena, para onde foi transferida a fim de arranjarem alguma destinação para aquele custoso trambolho de concreto, depois de o funcionamento do PA se revelar inviável naquele local imundo que não é passível de alvará sanitário.
Assim, o governo do PT vai abraçando devagarzinho o Santa Madalena, descumprindo seu compromisso de campanha. Resta muito claro que a auditoria do PT esbarrou na figura do vice-prefeito, Fabrício Lopes, que, nos bastidores, já é candidato a chefe do executivo em 2024, tem sido governo nos últimos 15 anos e, portanto, não tem interesse em revelar os “malfeitos” dos quais participou, nem de comprometer a imagem daquele com quem ele pode se realinhar, politicamente, num futuro próximo.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

"Farra do Lixo": Rejeitado Recurso que Impedia Remessa do Processo para o Tribunal de Justiça


 

Ontem, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitaram mais um recurso interposto por um dos envolvidos naquele  que foi  o maior escândalo de corrupção já descoberto no Município e que ficou conhecido, popularmente, como a Farra do Lixo, depois de desbaratado pelo advogado Fernando Garcia, isto é, euzinho, mediante representação documentada junto ao Ministério Público local.  

A Farra do Lixo consistiu numa série de irregularidades administrativas verificadas durante a gestão do ex-prefeito inelegível, Carlos Moreira (foto de campana), na contratação por parte do Município de empresa para a prestação do serviço de coleta do lixo urbano. Durante a execução do contrato, que superou o limite legal de 60 meses de vigência, era realizada por Carlos Moreira e companhia uma média de dois termos aditivos anuais, sem justificativas plausíveis, sempre majorando o valor do mesmo, o que rapidamente extrapolou  o limite legal da licitação que foi realizada na modalidade tomada de preços. O valor do prejuízo causado aos cofres públicos de João Monlevade pela Farra do Lixo e calculado pelo Ministério Público no ano de 2010 foi da ordem de 3,9 milhões de reais.  Se reajustado, este valor, que deverá ser restituído ao erário, deve superar os 5 milhões de reais.

Ontem, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitou o último recurso que suspendeu a tramitação do processo da Farra do Lixo, impedindo-o de ser remetido para apreciação em segunda instância. Caso seja confirmada a sentença condenatória da Farra do Lixo no Tribunal de Justiça, o ex-prefeito inelegível, Carlos Moreira, ficará novamente inelegível por mais 8 anos.     

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Segue a Destruição do Legado Arquitetônico de Louis Ensch


É estarrecedor como o monlevadense, no geral, não tem tido capacidade nem sensibilidade para preservar a arquitetura legada por Louis Ensch. O que não foi demolido, tem sido descaracterizado, dia a dia.

Falo do outrora belíssimo conjunto arquitetônico da Avenida Aeroporto e da Rua Dr. Geraldo Soares de Sá (foto), na Vila Tanque, que já foi tão representativo da Cidade Industrial de Louis Ensch. A arquitetura é uma das mais primordiais formas de arte da civilização.  Aquelas casas são imensamente amplas e possuem construção muito sólida, demandando pouquíssima alteração. O máximo seria alguma reforma para atualizar os banheiros, a cozinha e nada mais. No entanto, não é o que se tem visto Em vez, de um consenso para conservarem a arte, ou seja, a arquitetura das casas e a homogeneidade do casario, depois de vendidas pela Belgo Mineira, os atuais proprietários se engajaram numa disputa de puro exibicionismo para, supostamente, apontar quem tem mais capacidade econômica de modificá-las. Um ergue um puxadinho no telhado, o vizinho ergue um maior. O outro desfigura parte da fachada, o vizinho desfigura a fachada inteira.  E o resultado tem sido a descaracterização sistemática da arquitetura e, por conseguinte, a destruição da arte e, portanto, de um insubstituível elemento da identidade local. Prova de que a capacidade econômica, por si só, não é sinônimo de alto nível cultural.  Lembro-me de quando era criança, descia aquelas ladeiras em disparada a bordo de meu carrinho de rolimã fechado, de dois metros de comprimento e, na volta, quando tinha de rebocar todo aquele peso morro acima com o auxílio de uma corda, parava várias vezes para retomar o fôlego, tendo a grata oportunidade de apreciar a beleza arquitetônica daquele casario homogêneo. No início, achava que todas as casas eram iguais. Mas, depois, percebi que apesar de muito parecidas, não havia nenhuma casa igual a outra. Cada uma tinha algum elemento arquitetônico diferente da outra. O gradil das casas era baixo e, em virtude das muitas amizades de infância, tínhamos acesso aos quintais delas, por onde passávamos para chegar à mata, onde colhíamos morangos silvestres e atravessávamos o riacho dependurados no cipó. Hoje tudo acabou, não há mais a beleza arquitetônica do casario, carrinhos de rolimã, até porque os passeios também foram modificados, impedindo o trânsito deles, nem acesso à mata. Definitivamente, não estamos evoluindo.      

E tudo isso vem ocorrendo ao arrepio da Casa de Cultura, do Conselho de Patrimônio Cultural e da Prefeitura, cujo mandatário é, justamente, morador da Vila Tanque. É muito triste ver tudo se acabando e sendo destruído.  De outro lado, também houve aqueles que reformaram as casas, conservando a sua originalidade. Estes estão de parabéns pela sensibilidade artística. Hoje, o casario mais bem conservado e representativo da arquitetura monlevadense é o conjunto arquitetônico da Rua Imbé, também no Bairro Vila Tanque, com aquelas belíssimas casas suspensas.     

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Núcleos da Fundação Crê-Ser na Estruturação Política de Fabrício

Imagem: Comunicação da Prefeitura
 

Política se faz com pessoas. A verificar-se a forma como foi estruturado o atual governo do prefeito Laércio Ribeiro (PT), resta claro que o mesmo não se trata de uma repetição de seu mandato de 1996. Politicamente, a atual administração se encontra composta por cerca de 80% de cargos comissionados indicados por Fabrício, muitos deles, gente de confiança do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, pois Fabrício não apenas é egresso do moreirismo, como hoje é seu maior herdeiro. Nos bastidores do governo é, perfeitamente, visível que a prefeitura e a administração pública indireta se encontram aparelhadas, quase que exclusivamente, para eleger Fabrício prefeito em 2024, o que é muito lamentável, já que o Município precisa se desenvolver e Fabrício, na verdade, é um apolítico, pois tem sido governo nos últimos 15 anos. Fabrício foi, Simone e agora também o é no governo do PT. Ou seja, Fabrício representa o chamado “centrão”, que é aquele espectro que não tem projeto político para Monlevade, a não ser o de se alinhar ao governo de situação, seja ele qual for, em troca de cargos na Prefeitura e nas fundações e autarquias municipais.  

Amostra disso é o que vem se desenrolando na Fundação Crê-ser. Recentemente, foram inaugurados mais dois núcleos da Fundação Crê-ser, um no Bairro Amazonas, outro no Nova Monlevade, num total de oito. Adivinha quem é a diretora executiva da Fundação Crê-ser! Helenita Melo Lopes, ninguém menos do que a mãe de Fabrício, cujo salário, entre janeiro e abril de 2022, variou de R$ 9.018,11 à R$ 15.030,17, conforme se fez constar do Portal da Transparência do Município.

Agora, eu te pergunto: esses núcleos da fundação Crê-ser que estão sendo rapidamente inaugurados, um atrás do outro, serão utilizados para complementar os estudos dos alunos da rede pública municipal de ensino, ou se transformarão comitês políticos de Fabrício em 2024?      

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Sistema de TV brasileiro foi quase todo montado durante a ditadura





Então vamos lá, vamos parar de repetir as coisas como papagaios e vamos pensar, que é o que deveria distinguir o ser humano dos animais irracionais.

O atual sistema de televisão brasileiro composto pela Rede Globo, SBT, Bandeirantes e Record foi quase todo montado durante a Ditadura Militar que perdurou de 1964 a 1988. A Globo foi fundada em 1965, em função do Golpe de 1964, pelo poderoso grupo de mídia estadunidense Time-Life, houve até uma CPI na época, que obviamente, acabou em pizza. SBT e Bandeirantes foram fundados em 1981 e 1967, respectivamente, ou seja, em plena vigência da ditadura. A única que não foi fundada na ditadura foi a Record, que é de 1953. Contudo, a emissora passou por vários donos e fazes, de tal modo que a Record que existe hoje foi re-fundada em 1989, logo após a redemocratização, mas ainda dentro de um sistema concebido pela ditadura. Só por este motivo, ou seja, por ter sido fundado durante um regime ditatorial, o sistema de televisão brasileiro deveria ter passado por uma reformulação completa, após redemocratização do país em 1988, coisa que nunca aconteceu. Se o Brasil se pretende uma democracia de fato, ele jamais poderia conviver um sistema de mídia fundado sob os ditames de uma ditadura.        

Mas, infelizmente, não pára por aí. Além de fundado pela ditadura, o sistema de televisão aberto brasileiro também é um monopólio dissimulado. Muito embora seja constituído por 4 canais de TV, não há ampla concorrência no sistema, pois ele é formado por apenas uma grande emissora, a Rede Globo, e outras 3 emissoras médias, o SBT, a Band e a Record, situação que, por exemplo, não acontece nos EUA, onde o sistema comporta 4 grandes emissoras, dezenas de médias e centenas de pequenas.

E a Rede Globo é a maior emissora não porque ela seja competente, etc, mas sim porque o sistema fundado pela ditadura lhe concedeu de mão beijada o monopólio de 70% do faturamento do setor.  Na prática, nenhuma outra emissora concorre com a Rede Globo, a não ser pontualmente. Se há alguma concorrência, ela ocorre apenas entre as médias emissoras: SBT, Band e Record. Aliás, as outras emissoras apenas existem para dissimular que o sistema não é um monopólio da Globo.

Outra característica indesejável do sistema é que ele é extremamente conservador por não contar com um programa sério para se debater política. Não se engane, o Brasil só é o país do futebol, porque o futebol é o tema mais pautado pela grande mídia brasileira que ainda é a televisão. Se tivéssemos programas sérios para se debater política na TV, já poderíamos ter resolvido muitos de nossos problemas. Ainda há outras questões problemáticas. A Globo, por exemplo, é uma mídia sem ética, o que é um erro grave civilizatório. A função da mídia é sempre a de influenciar o comportamento das massas. Ela informa, enquanto influencia comportamento. Ela entretém enquanto influencia comportamento. Os enredos das novelas da Rede Globo são pautados pela “lei de Gerson” e exibem todos os expedientes de desonestidade possíveis. Quem assiste é testemunha disso! Não tenha dúvida, todo esse comportamento reprovável exibido nas novelas da Globo são replicados na sociedade brasileira, pois é essa a função da mídia. A problemática ainda atinge o SBT que é utilizado pelo seu proprietário para vender os produtos financeiros e os bens de consumo que suas empresas comercializam, o que é completamente antiético. Se você tiver à disposição um canal de TV para fazer publicidade dos produtos comerciais ou financeiros de suas empresas, você também ficará imensamente rico. E o cara ainda é idolatrado!  A Bandeirantes, historicamente, é muito voltada para o futebol. E como já dito, o Brasil só é o país do futebol porque o esporte é um dos temas mais pautados pela TV brasileira. Se amanhã, o futebol for banido da programação da TV e substituído pelo críquete, em menos de uma década o Brasil se transforma no país do críquete.  A Record é utilizada para cobrar dízimo e vender coisa ungidas, situação ainda pior do que a do SBT.

O que o Brasil precisa é de uma grande reformulação no seu sistema de grande mídia que ainda é a TV. Se o Brasil se pretende uma democracia de fato, não pode mais conviver com um modelo de mídia fundado e estruturado por um regime ditatorial, nem com o monopólio de apenas uma emissora. Precisamos, urgentemente, de concorrência, pluralidade e, portanto, de realizar a reforma dos meios de comunicação.     

       

 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Ex-prevedor condenado por falsa acusação de segregação racial vai palestrar em Encontro Afro



  

O ex-provedor do HM, José Roberto Fernandes, multi-condenado pela Justiça em função da prática de uma série de atos ilícitos quando “administrou” aquela casa de saúde, entre eles, por acusar, falsamente, médico do Corpo Clínico de cometer segregação racial no Hospital Margarida, vai palestrar em Encontro Afro, segundo anuncia “outdoor” instalado em avenida da cidade (fotos).            

Pertinente se faz relembrar que enquanto esteve à frente do hospital, José Roberto Fernandes, foi responsável pela consecução do maior golpe já realizado na praça monlevadense, quando inúmeras cartelas do então tradicional Bingo do Margarida foram vendidas, o evento foi suspenso pela Justiça, por ter perdido seu caráter beneficente como fundamentou o Ministério Público, e o valor arrecadado evaporou, sem deixar rastro.   

Agora, o autor do golpe do Bingo, que mentiu e utilizou uma questão tão séria como a racial para prosseguir o Corpo Clínico do HM, vai palestrar em Encontro Afro. Monlevade está virada de ponta-cabeça!