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domingo, 4 de janeiro de 2015

O que Desejo para Minas Gerais em 2015

Para 2015, desejo que o mineiro deixe de acreditar que é caipira. Desejo que o mineiro volte a compreender que seu estado se chama Minas Gerais, porque aqui se estabeleceu e floresceu uma civilização única e riquíssima, em todos os aspectos, em meio a mineração do ouro. Desejo que o mineiro olhe para as primeiras vilas aqui fundadas, a partir do descobrimento do ouro em 1695, como Ouro Preto, Mariana e Sabará, e perceba que Minas nasce e se firma urbana... ordenada. Desejo que Minas redescubra que o Barroco e o Rococó mineiros são fenômenos artísticos próprios de uma sociedade complexa, sofisticada e, eminentemente, urbana, sem precedentes e sem similar em todo o Continente Americano.
Em suma, desejo que o mineiro se volte para as Minas. Que perceba que Minas Gerais vive um segundo e importantíssimo ciclo da mineração – o do minério de ferro – uma fabulosa riqueza que há décadas vai se esvaindo, sem contudo, promover os benefícios merecidos pelo povo mineiro. 
Enquanto o mineiro segue acreditando que é caipira,  montanhas inteiras de ferro são extraídas de seu subsolo, pagando apenas 3% de royalties sobre o lucro da mineradoras (os royalties do petróleo são de 10% sobre o faturamento das petroleiras) e para Minas vai restando apenas o dano ambiental e a exaustão de seus metais.
 O ouro, então, virou tabu. Acreditando que é caipira, o mineiro não se recente em não mais poder minerar o ouro, cuja exploração é reservada apenas para as grandes empresas mineradoras, muitas delas, estrangeiras . Que Minas Gerais é essa que o mineiro não pode mais minerar?
Em 2015, desejo que o mineiro volte a minerar o ouro, o ferro, o nióbio, as pedras preciosas e etc. E que toda essa riqueza seja revertida de forma justa para Minas Gerais.