quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Prohetel não Larga o Osso

 Após a derrota do PSDB às eleições para o governo de Minas, percebeu-se muita movimentação de bastidores a fim de se buscar uma conformação tucana à nova realidade do cenário político mineiro.
Uma delas foi a revoada tucana ocorrida no Margarida, cuja forma atropelada com a qual as aves bateram a assas apenas demonstrou que o último interesse do tucanato era de, realmente, administrar aquela Casa de Saúde, haja vista que, independentemente de quem seja o governador de Minas, o hospital continua lá com sua grande importância para a população de João Monlevade e região. Quem é voluntário, o faz por dedicação a uma causa, independentemente, do ocupante do Palácio da Liberdade. 
Outro movimento que também chamou atenção foi da afamada empreiteira Prohetel Projetos e Construções LTDA , que, como todos sabem, mantém ligações estreitas com o ex-deputado Mauri Torres e que num passado recente alcançou notoriedade por, ao lado de Carlos Moreira, protagonizar o escândalo que ficou conhecido como a Farra do Lixo.
Em Ação Civil Pública que se arrasta,  ainda sem desfecho, na incrível lentidão da Justiça de João Monlevada, desde março de 2010, o Ministério Público concluiu que a Prohetel, enquanto prestadora  do serviço de coleta do lixo doméstico e hospitalar em João Monlevade, durante os governo s Carlos Moreira, chegou a causar um prejuízo aos cofres públicos do Município de cerca de 4 milhões de reais, numa intensa sucessão de aditivos que alteram, irregularmente, o valor do serviço enquanto vigente o contrato.
Recentemente, a Prohetel,  empreiteira cujo histórico, no mínimo, sugere uma certa inidoneidade para contratar com a Administração Público, venceu, junto ao Município, a licitação para recolhimento do lixo hospitalar da cidade de João Monlevade.     
Também, recentemente, no âmbito da AMEPI, presidida pelo prefeito de S. D. do Prata, Fernando Rolla, a Prohetel, que chegou a prestar muito serviço para os governos tucanos de Minas, também foi escolhida para prestar o serviço de manutenção das redes de iluminação pública dos vários Municípios que compõem o novíssimo Consmepi (Consórcio Multisetorial do Médio Piracicaba), também presidido por Rolla.     

Agora, para fechar o círculo da provável malversação, só falta o conselheiro do Tribunal de Faz de Contas de Minas Gerais, Mauri Torres, se colocar como julgador das contas relativas aos contratos firmados com a Prohetel.