segunda-feira, 22 de junho de 2015

Aécio: a Venezuela não é o Brasil!

Aécio Neves, que já classificou o Golpe de 64 de Revolução, esteve em Caracas recentemente para defender a Democracia, “fazendo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo”, como justificou o senador por Minas Gerais. 
O  Senado é a mais remota assembléia política da Roma Antiga.  O termo latino “senatus” é derivado de “senex”, que significa homem velho, experiente.
Que a maioria do eleitorado brasileiro já havia chegado à conclusão de que Aécio Neves era um moleque, ficou claro no resultado das eleições do ano passado. Agora, dar uma de chefe de Estado para ir a Caracas subverter a função constitucional dos órgãos de Poder e ainda arrastar consigo um séquito de outros senadores já anciãos, que deveriam adotar posturas mais ponderadas, razoáveis e apropriadas à função que ocupam na República, aí já é um sintoma muito perigoso: a coisa está transcendendo a bagunça usual.
As verdades que circularam durante a campanha passada nos meios de mídia eletrônica a respeito de Aécio Neves pintaram uma caricatura tão, tortuosamente, multifacetada do candidato que não seria surpresa a chegada de uma notícia como a do inconseqüente cagaço passado pelo senador na Venezuela, na semana passada. O pior é que a Malvadeza em pessoa também estava acompanhada de outras figuras do Senado da República, como os senis Aloysio Nunes, José Agripino, Ronaldo Caiado e outros. Sinal de que a cólera do candidato derrotado está, perigosamente, se institucionalizando no Senado.
Ao invés de gastarem milhares de reais do Povo Brasilieiro com a vexaminosa viagem à Venezuela em jatinho da FAB, os senadores que acompanharam Aécio deveriam ter usado da temperança própria do Senado para esclarecer ao representante de Minas na casa que a condução da política externa do Estado Brasileiro cabe à Presidência da República e Aécio não é o presidente porque perdeu as eleições. de outubro de 2014. E convenhamos... senador brasileiro tem de defender a democracia é dentro do Brasil.
De qualquer forma, a rapaziada do Senado pôde aprender da maneira mais difícil que a Venezuela não é o Brasil.