sexta-feira, 26 de junho de 2015

Faz sentido a Prefeitura gastar por mês R$ 1.200.000,00 com o PA e apenas R$ 230.000,00 com o Margarida?

Após muita relutância e expedientes evasivos, foi realizada na quinta-feira da semana passada, na Câmara, a tão esperada audiência publica do Hospital Margarida.
Quem esteve presente e esperava respostas para questionamentos básicos como, “quem são os credores da atual dívida do Hospital”, frustrou-se.
O que se viu foi um festival de argumentos falaciosos que começaram com a citação de vários outros exemplos de hospitais que também se encontram em crise, numa tentativa de se fazer crer que a grave situação do Margarida e tão inevitável quanto a que ocorre Brasil afora, devendo, estão, ser aceita, passivamente, por todos.        
Faltou à atual administração do Margarida demonstrar, pelo menos, um exemplo de hospital que tem apresentado alguma capacidade de superar as crises do setor e projetar alguma luz no fim do túnel sobre o futuro de tão importante instituição monlevadense.  Isso, ela não fez! No cenário obscuro em que se encontra, o Hospital de Louis Ensch não precisa se espelhar em outros exemplos de crises, mas sim de superação das mesmas.    
Seja como for, não resta dúvida de que o maior responsável pela atual crise do único hospital do Município leva o nome de Carlos Moreira, o ex-prefeito que gastou 22 milhões de reais na tentativa de improvisação de um delirante hospital de 100 leitos no prédio da antiga rodoviária.  A explicação é simples: o custo de operação do pretenso e inacabado hospital Santa Madalena, para onde foi transferido o PA, é tão, exorbitantemente, alto o que absorve a capacidade financeira da Prefeitura em investir mais no Margarida.
Pesquisa do dia na Rádio Cultura: faz sentido a Prefeitura gastar R$ 1.200.000,00, por mês, com o PA e apenas R$ 230.000,00 com o Margarida? Liguem para a rádio e perguntem para o Moreira!