quinta-feira, 14 de abril de 2016

Inaugurações de Reformas Torres


Tudo que dependa da liderança política direta do prefeito encontra-se parado em João Monlevade. O pouco que se realiza na atual administração é por meio de empreiteiras.
Neste 4º ano de mandato de Teófilo Torres em que o prefeito já é pré-candidato à reeleição, a imprensa oficial divulga com estardalhaço uma série de inaugurações da atual administração, como no caso da Estação de Tratamento D’água, de escolas e postos de saúde. 
Ocorre que todas essas inaugurações são relativas a reformas realizadas em prédios públicos. E manutenção em bens do patrimônio municipal nada mais é do que a obrigação do prefeito. Tanto é assim que a Lei de Responsabilidade dos Prefeitos prevê punição para o chefe do Executivo Municipal omisso na manutenção dos bens públicos.
Como tudo no governo Torres, tais reformas são realizadas por meio de empreiteiras terceirizadas, as mesmas que receberam os 22 milhões de reais na absurda e fracassada tentativa de adaptar o prédio do antigo terminal rodoviário num hospital de 100 leitos – o pretenso Santa Madalena.
As empreiteiras que, umbilicalmente, orbitam a administração Torres demonstram uma ânsia especial para a contratação, justamente, de obras de reforma, pois assim faturam mais dinheiro em maior velocidade. 
É que, diferentemente, de se empreender uma obra de construção civil integral, em que muito do tempo da execução do projeto é empenhado para a implantação da base e o levantamento da alvenaria que, relativamente, têm menor valor agregado, na reforma, que lida com a re-instalação de redes, de equipamentos, de acabamentos, etc, o valor dos materiais empregados é muito maior. Assim, com as reformas, as empreiteiras faturam mais em menor tempo. 
O próprio Santa Madalena foi uma dessas reformas, com o agravante de que pouco importava o que se reformava ali, já que ainda hoje aquele trambolho de concreto não se encontra, estruturalmente, apto ao funcionamento, conforme as normas da Vigilância Sanitária.