segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Capitalismo Enviesado Moreirista e o Negócio da China da Pontes de Minas


O empreendedor verdadeiramente capitalista é aquele que se submete ao livre mercado, às regras da livre concorrência e ao risco inerente a todo negócio. É aquele que vence por, livremente, ofertar ao mercado o melhor serviço ou produto pelo menor preço.
Não nos governos influenciados por Carlos Moreira. A orbitar o moreirismo, invariavelmente, encontram-se empreiteiros muito pouco capitalistas, pois não se submetem ao liberalismo econômico. Ao contrário, se prendem com vigor nas tetas do erário, tornando-se a razão de ser do governo. 
Expoente disso foi o pretenso hospital Santa Madalena, improvisado no prédio da antiga Rodoviária ao desperdício de 22 milhões de reais em recursos públicos. O fato de a unidade não ser passível de alvará de funcionamento, em conseqüência de graves e insanáveis irregularidades da obra, comprova que ali o interesse primeiro foi o faturamento das empreiteiras (22 milhões de reais), pouco se importando o resultado. Não é por menos que se encontra interditado e inacabado. Na época, a empreiteira Gervásio Engenharia, de propriedade de sobrinho de Mauri Torres faturou vários contratos na obra do Santa Madalena.
E como ela, houve a Prohetel, que segundo o Ministério Público, causou prejuízo da ordem de 4 milhões de reais aos cofres públicos, no escândalo da Farra do Lixo. Há a ENSCON, a passagem de ônibus maus cara do interior de Minas, envolvida em vários processos por fraude contra a licitação, com condenação recente. Há o caso da Farra dos Permissionários, em que apenas prestadores de serviços “da facção política” de Carlos Moreira foram beneficiados, sem contrapartida, em prejuízo do patrimônio público. Junte-se a eles a empreiteira Pacheco Engenharia, com sede em Viçosa (reduto eleitoral de Rodrigo de Castro) que evaporou o dinheiro do Bingo do Hospital, a empreiteira Geosolos, que, após o escárnio do Santa Madalena, substituiu a Gervásio Engenharia e passou a prestar serviço de reforma no Hospital Margarida. Este último outro caso emblemático, já que, apesar do atraso de salário de médicos do CTI, a Geosolos não deixa de faturar. Atrasa-se o salário de médicos, mas jamais o faturamento da Geosolo. Será que uma instituição que não tem dinheiro para pagar médicos em dia pode se dar ao luxo do mármore e do granito? Então, onde reside o interesse público? Na prestação do serviço essencial de saúde ou no faturamento de empreiteiros? O Bingo que o diga.
Outra empreiteira que agora se vê senhora de um verdadeiro negócio da China, junto à prefeitura, é a Pontes de Minas. A Pontes de Minas, que, contratualmente, presta o serviço de limpeza publica, apos terceirizado no governo de Teófilo Torres, agora atinge o ápice do capitalismo moreirista. Já não executava o serviço a contento, eis que a cidade nunca se encontrara tão suja quanto nos últimos 4 anos, assim como a Gervásio Engenharia não entregou um hospital de 100 leitos para o povo, assim como a Pacheco não realizou o Bingo, assim como a Geosolos não entregou um novo telhado para Hospital, pois apesar de tê-lo trocado, chove dentro do Margarida, etc. Mas a Pontes de Minas passou para uma situação muito mais cômoda. Embora esteja contrata para prestar o serviço de limpeza urbana, faturando mês a mês, agora, a prefeita Simone Carvalho, por meio do programa “Melhorando seu Bairro”, passou a empregar funcionários e insumos públicos para prestar o serviço que se encontra terceirizado e deveria ser realizado pela Pontes de Minas. Enquanto fatura milhões, a Pontes de Minas não precisa mais contratar funcionários, manter quadro de pessoal, pagar pelos insumos nem nada. A prefeitura faz o serviço. A vida é muito boa para o empreiteiro moreirista!
E o eleitor ainda cai no engodo “da força do povo”. Povo que nada! O moreirismo é a força do empreiteiro parasitário, incompetente, que fatura alto e não entrega ao povo o contratado. Agora, para ter um cidade minimamente limpa, o cidadão tem que pagar duas vez, uma através do serviço prestado pela prefeitura, outra pelo faturamento da empreiteira contratada. Enquanto isso, uma meia-dúzia se enriquece e para o povo faltam saúde, asseio público, transporte público eficiente a preço módico, hospital Santa Madalena, Bingo (recurso para HM), telhado eficiente para o Margarida, recursos financeiros que poderiam ser investidos em outros setores, etc, etc.