Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

De Messias-Salvador à Arauto da Falência do Hospital Margarida


Com a manchete “Hospital irá à Falência” foi veiculada na edição da última terça-feira do Jornal A Notícia entrevista concedida pelo ex-provedor (2006-2012) da gestão tucana no Hospital Margarida, Lucien Marques.
É de espantar o fato de Lucien Marques, que sempre foi colocado como o messias-salvador do Hospital de Louis Ensch, agora, figurar como o arauto anunciante da falência de tão importante instituição monlevadense.
Neste sentido, é preciso chamar a atenção do leitor para um ponto emblemático da mencionada entrevista, quando, logo de início, o entrevistador pede a Lucien que “destaque os principais feitos de sua participação à frente da entidade” e o ex-provedor responde que prefere não mencioná-los. Pensou se tratar de modéstia? Claro que não. Lucien não declinou seus grandes “feitos” no Hospital, porque são, justamente eles, que, hoje, levam a Casa de Saúde à beira dessa repentina bancarrota.
Desde que Lucien Marques assumiu o comando tucano do HM várias estruturas foram estaladas no Margarida, a grande maioria construída com recursos do governo tucano de Minas e todas elas, como o Pronto Socorro e o CTI, demandantes de custeio elevado.
Naquele passado próximo, figuras como Danilo de Castro, Mauri Torres, Carlos Moreira, Guilherme Nasser e o próprio Lucien protagonizavam inaugurações mirabolantes no Hospital, celebrando uma aparente prosperidade da entidade e batizando as novas alas da Casa de Saúde em homenagem a parentes de políticos locais, tudo estampado nas páginas dos jornais e, incessantemente, transmitido pela rádio Cultura.
E enquanto isso, a verdade era que não havia previsão nos orçamentos públicos, seja do Estado ou do Município, para o custeio daquelas novas estruturas. Criaram custeio, sem a previsão orçamentária específica, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
E agora, lá está o Hospital de Louis Ensch: cheio de pompa, mármore, granito, placas de inauguração (foto) e agonizante, à beira de uma recém sugerida falência.