quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Violência Gratuita: Universitário Projeta Ducato contra Carro Ocupado por Crianças do Maternal





O enredo é trash, mas aconteceu comigo.
Ontem, como de costume, fui buscar minhas duas filhas gêmeas de 3 anos e meio na Escolinha, localizada na Rua Orozimbo Mamede no Bairro Rosário. Não havia vaga para parar o carro, então resolvi dar uma lenta volta pelo quarteirão na esperança de que a situação se modificasse. Ao retornar, verifiquei que a situação não se alterara, mas que havia uma enorme vaga, ilegalmente, reservada com cones na rua pública. Então, parei o carro, retirei os cones e entrei na vaga. Foi então que surgiu o universitário Adolflayter Andrey Peters Machado, advertindo-me que eu deveria deixar a vaga que ele havia reservado para si. Esclareci que ficaria apenas o tempo necessário para o embarque de minhas filhas e que, portanto, já estava indo embora. Ele então avançou com uma Fiat Ducato que se encontrava estacionada antes da vaga e, literalmente, colou-a no pára-choque de meu carro. Minhas filhas embarcaram, e quando fui deixar a vaga reservada, o universitário usou da Ducato para empurrar meu carro para fora da vaga. Então desci e tirei as fotos anexas, esclarecendo mais uma vez que já estava indo embora e o fiz, tomando a direção da rua. Neste momento, o universitário Adolflayter Andrey Peters Mahado  arrancou com a Ducato, enraivecidamente, pondo-se a perseguir meu carro por 50 metros da rua, que estava lotada de pais, alunos/crianças e transeuntes,  projetando com força as 3 toneladas da Ducato sobre a traseira de meu veículo, provocando uma grande colisão. Isso tudo na porta da Delegacia, em que os cidadãos têm que pernoitar na fila para tirarem documentos básicos. Além do grande susto, como minhas filhas estavam, devidamente, afiveladas nas cadeirinhas, elas não sofreram qualquer ferimento. 
Então, as levei para casa, para resguardá-las e acionei a PM que, prontamente compareceu ao local, registrou a ocorrência e conduziu o universitário, preso, para a Delegacia ao lado do Dae. Lá, depois de 5 longas horas de espera e depois de muita insistência (agora, compreendo porque muitos deixam de registrar ocorrências nas delegacias) a delegada de plantão, Ana Carolina Ferreira de Freitas, sempre muito concentrada e operante no  whatsapp,  justificou que o universitário Adolflayter Andrey Peters Machado, quem eu nunca havia visto na vida,  estava apenas tentando me dar “um susto” e que o mesmo se comprometeria em se apresentar ao Jesp. Criminal, sendo liberado, em seguida, e que eu deveria subscrever a respectiva Representação. Então eu esclarecia à delegada que não assinaria aquele escárnio e enquanto deixada a Depol ainda tive que ouvir a delegada perguntar a seu assistente se “aquilo era desacato”.
Felizmente, não necessito de delegada como essa para ajuizar a consequente ação criminal e cível, neste caso. Mas, e quem não tem OAB, como fica?
Esse universitário, que usou um veículo pesado como arma, impondo dano ao patrimônio alheio e assumindo o risco de ferir ou de até matar, inclusive crianças, deveria ter, no mínimo, a habilitação para dirigir recolhida.
E fica registrada essa crônica da violência gratuita e da impunidade em João Monlevade.
BO: