Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Mais um Fim de Semana Sem Pediatras no Margarida

O fim de semana passado foi mais um vivido no Hospital Margarida sem a presença de plantonistas pediatras.
A ganância desumana decretou: as crianças de João Monlevade ficam proibidas de adoecer nos fins de semana.
Monlevade tem cerca de 20 pediatras. E destes, pouquíssimos são os que se disponibilizam a dar plantões no Margarida. E o motivo é simples: a irrevogável lei econômica da demanda e da oferta. São tão poucos os pediatras que os médicos dedicados a tal especialidade chegam a receber rios de dinheiro apenas atuando em seus consultórios. E, assim, não precisam roer o osso dos plantões.
Para os pediatras monlevadenses, com as exceções de praxe, o juramento de Hipócrates é coisa apenas da boca para fora e a medicina já perdeu, há muito, seu caráter humano, para se tornar apenas mais um meio de se ganhar muito dinheiro.
O Brasil tem, hoje, a metade de médicos per capta, se comparado a países vizinhos como Argentina e Uruguai (não vou nem citar os do 1º Mundo). Na economia, quando há escassez de um produto, o que se faz é importá-lo. Então, que venham pediatras de Cuba ou de qualquer outro lugar! Que se dobrem ou se tripliquem as vagas para estudantes de medicina país afora!
E que a Unimed, a Associação Médica e o Conselho Regional de Medicina descruzem os braços para enfrentar uma das maiores questões éticas da atualidade, pois a imagem da classe já começa a sofrer desgaste junto a opinião pública.