Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Juiz Manda Fechar P.A.



Inacabado e improvisado no prédio da antiga rodoviária pelo ex-prefeito Carlos Moreira, ao custo de 22 milhões de reais, o pretenso hospital Santa Madalena é, sem dúvida, o maior exemplo de irresponsabilidade administrativa e de desperdício de dinheiro público da história de João Monlevade, não apenas pelo alto custo de uma obra que não se enquadra nas normas técnicas pertinentes e, portanto, não é passível de concessão de alvará de funcionamento, mas também porque o sistema de saúde pública monlevadense já demonstrou que não comporta outra estrutura a concorrer com o Hospital Margarida.
Imagine um investimento de 22 milhões de reais numa imensa gambiarra, cujas características desafiam todas as normas da Vigilância Sanitária e, por isso, não pode abrigar um hospital, um PA ou até mesmo um posto se saúde! Pois é isso que aconteceu com o pretenso Hospital Santa Madalena de Carlos Moreira.
Na sexta-feria passada, mediante provocação do Ministério Público, o juiz de direito determinou o fechamento do PA que se encontra instalado no que seria o Hospital Santa Madalena, batizado assim em homenagem à mãe de Carlos Moreira.
O próprio Moreira, imediatamente, fez uso da rádio Cultura, de propriedade do pai do prefeito Teófilo Torres para, mais uma vez, mentir e enganar a população ao fazer veicular a informação falsa de que a decisão de fechamento do PA havia sido tomada por Teófilo, como conseqüência da grande onda de calor que atinge o Município e do incorrigível defeito no ar condicionado do prédio, que, recentemente, já havia recebido manutenção no valor de R$ 96.879,72.
Tudo mentira! Quem mandou fechar o PA foi o juiz, devido às irregularidades, à precariedade e às más condições do prédio de 22 milhões, engendrado por Carlos Moreira para, supostamente, se prestar a um hospital de 100 leitos.
Em entrevista, a secretária de saúde alegou que a decisão de fechamento do PA foi tomada “pensando nos usuários e nos pacientes”. Ocorre que nada relacionado ao pretenso Hospital Santa Madalena foi feito pensando no povo. Muito pelo contrário, o Santa Madalena foi concebido apenas para justificar a contratação das já conhecidas empreiteiras que realizaram aquela grande gambiarra dentro do prédio da antiga rodoviária.  O objetivo era apenas executar contratos milionários com obras de construção civil, pouco importando o que seria construído ou o resultado da obra. Tanto é que aquele trambolho do concreto nunca conseguiu aprovação dos órgãos de saúde para funcionar e, agora, finalmente, se encontra fechado.
Registre-se na História de João Monlevade que Carlos Moreira fez o povo perder uma das mais bem estruturadas rodoviárias do interior de Minas para evaporar 22 milhões de reais em recursos públicos e canonizar sua mãe como santa, parindo aquele Frankenstein de concreto, de custeio caríssimo, que passou a onerar sobremaneira o sistema público de saúde, impedindo o Município de investir muito mais no Hospital Margarida, o único da cidade. Em outras palavras, Moreira arrebentou com a saúde pública monlevadense!