segunda-feira, 12 de junho de 2017

Com imagem desgastada, provedor utiliza a de funcionários para tentar reverter crise de credibilidade



É óbvio que, após tantos tropeços por parte do atual provedor, José Roberto Fernandes, como a perseguição contra a AAHM e a proibição judicial de realização do Bingo, a imagem do Hospital Margarida não estaria lá estas coisas. No quesito credibilidade, a situação é ainda pior. Basta alguém anunciar que está vendendo cartela do Bingo do Hospital para todos saírem correndo. 
No final de semana passado não havia pediatra atendendo as urgências clínicas no Hospital, apenas na maternidade. O atual provedor não contrata pediatra, porque não quer empenhar os recursos do Hospital com o pagamento de salários de médicos. Ele tem outras prioridades. Faltam médicos, mas não faltam recursos para a realização de massiva campanha publicitária através dos meios eletrônicos. 
Entendemos que a imagem do hospital não vai nada bem. Mas é ainda pior para a imagem do Hospital deixar de contratar profissionais indispensáveis à prestação do serviço público de saúde para buscar reverter o processo de deterioração da imagem da casa, que já dura 14 meses, com o emprego de campanha publicitária. A melhor propaganda para o HM é o efetivo atendimento ao público, o que não tem ocorrido, por falta de interesse político em contratar profissionais. Não adianta empenhar recursos em campanha publicitária, se de fato, não há atendimento no hospital, como foi o caso da pediatria no fim de semana passado.
Muito pelo contrário, o tipo de campanha publicitária adotado pelo atual provedor, José Roberto Fernandes, apenas confirma a crise de credibilidade e a péssima imagem que a atual gestão do Hospital Margarida adquiriu junto a sociedade local. Diferente da revista editada pelo provedor, que geralmente circula trazendo sua imagem, a marca de sua loja comercial e sempre cita seu nome, a campanha publicitária adotada pelo HM, que utiliza o slogan “o Hospital Margarida é feito de gente” se vale da imagem apenas de funcionários da casa, daqueles que realmente são os responsáveis pelo funcionamento do Hospital, num claro engenho elaborado para proveito da imagem deles a fim de se sugerir credibilidade. E só se utiliza da imagem alheia aquele que já não tem a sua própria imagem, até porque, depois que o dinheiro do Bingo evaporou não sobrou muita coisa da imagem do atual provedor.