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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Dizer não à corrupção é dizer não à manipulação política na rádio Cultura


Toda cassação de prefeito é histórica e cabe registro. Mas, a cassação de Simone Carvalho torna-se ainda mais emblemática por ter ocorrido como conseqüência de abuso de meio de comunicação ocorrido durante as eleições passadas. No caso, o abuso de seu por meio da manipulação política do conteúdo veiculado por jornal local. 
É que há décadas, o radialista Carlos Moreira opera a mesma manipulação política do conteúdo veiculado pela Rádio Cultura, sem a qual jamais teria se tornado prefeito de Monlevade e sem a qual também não seria citado nas pesquisas de intenção de voto, apesar de inelegível e de seus direitos políticos cassados.
É presido que o mesmo controle judicial que se abateu sobre a manipulação política do jornal também seja estendido à Rádio Cultura. Não é possível que João Monlevade siga sofrendo de manipulação política de conteúdo de veículo de comunicação social, seja ele qual for, muito menos por meio de emissora de rádio, que é uma concessão pública, situação que, comprovadamente, produziu o ex-prefeito mais processado da história de Minas e que já trouxe tantos prejuízos ao erário monlevadense, o maior deles, a evaporação de mais de 22 milhões de reais na absurda tentativa de adaptar o prédio do antigo terminal rodoviário num hospital de 100 leitos, que se encontra atualmente inacabado e interditado.
Aliás, de acordo com as múltiplas condenações de Carlos Moreira em ato de improbidade administrativa, o ex-prefeito não poderia seguir participando da elaboração do serviço público de radiodifusão, haja vista que também se encontra proibido de contratar com o Poder Público. Ora, quem está proibido de contratar com o Poder Público também não pode participar ou elaborar a prestação de serviço público.
Lembre-se sempre que, tecnicamente, não pode existir Democracia em ambiente de manipulação da imprensa e dos veículos de comunicação. A prefeita cassada Simone Carvalho aprendeu isso da pior forma, se é que aprendeu. 
Assim, sem a manipulação do conteúdo político da Rádio, Moreira jamais teria alcançado o poder e, conseqüentemente, Monlevade não teria sofrido tantos prejuízos como os ocorridos nos últimos 20 anos. 
Em Monlevade, para dizer não à corrupção, é preciso dizer não a Carlos Moreira. E para dizer não a Carlos Moreira, é preciso dizer não à manipulação política da rádio Cultura.