segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Falta D´Água no Bairro do Vice-Prefeito



A Vila Tanque, bairro do vice-prefeito cassado Fabrício Lopes, tem sofrido muito com o abastecimento de água tratada, não apenas pela falta recorrente de água, como pela péssima qualidade dela. 
Como ocorre com todas as comunidades do entorno da Usina, o Bairro Vila tanque tem parte do abastecimento de água tratada mantida pelo DAE e outra parte pela Arcelormittal. Alguns bajuladores dizem que a Arcelormittal fornece água de graça para os moradores, o que não é verdade. É que, principalmente, durante a noite a Sinterização emite colunas imensas de pó que toma tudo o que alcança e só pode ser retirado com muita água e horas de trabalho. Agora, que as atividades do Alto-Forno e da Sinterização se encontram suspensas em função de uma parada programada, é possível perceber como os carros, as vidraças, janelas, calhas, terreiros e passeios têm ficado livres do pó. Então, trata-se de uma compensação ambiental e não água de graça.
Acontece que já há algum tempo a Arcelormittal não dá manutenção na rede de adutoras e reservatórios que se estendem do morro ao fundo da Igreja N. S. de Fátima e alcança a mata do Clube Embaúba, de modo que o sistema se encontra, atualmente, cheio de vazamentos. Há casos de vazamentos na rede que a água desperdiçada acumula nos quintais das casas, formando criatórios de mosquitos, como ocorreu no ano passado na Escola Eugênia Scharle. O que a Arcelormittal faz é manter um carro-pipa que roda o dia inteiro abastecendo o primeiro reservatório abaixo do Clube Embaúba, cujo abastecimento d’água também foi cortado pela Arcelormittal.
De um lado, tem-se um governo que finge que os bairros do entorno da Arcelormittal ainda são de responsabilidade da Usina, abandonando-os. De outro, o grande capital que não é fiscalizado em nada, não é chamado a assumir suas responsabilidades junto à comunidade e que sequer limpa a própria sujeira que faz. No meio, uma comunidade que não conhece os seus direitos e endeusa a multinacional em troca de cada vez menos postos de trabalho, sem compreender que o grande capital só se encontra aqui instalado em função da lucrativa exploração dos recursos locais, como o riquíssimo ferro da Mina do Andrade, a água do Rio Piracicaba, a mão-de-obra monlevadense, a ferrovia, etc. 
E no que diz respeito ao abastecimento d’água, o resultado não poderia ser outro senão a águas suja ou a falta dela na torneira.