sexta-feira, 8 de julho de 2011

Greve do Magistério: Uma Reflexão para Pais e Alunos

Professores reunidos em audiência pública na Câmara de Vereadores.

Não são difíceis de imaginar os efeitos que a paralisação dos professores podem ter no cotidiano doméstico das famílias ou na expectativa do cumprimento do ano letivo dos alunos. No entanto, trata-se de um pequeno preço que deve ser pago, agora, para que, no futuro, se colha um benefício, infinitamente, maior. A greve do Magistério não pode ser enxergada apenas como uma luta salarial. Mas, sim como o primeiro passo para se alcançar a dignidade do profissional do setor e a tão sonhada Educação pública de qualidade. Senhores Pais, a implementação do piso nacional do Magistério em nosso Município, implicará, necessariamente, num maior aprimoramento da escola pública e, por conseqüência, num futuro muito melhor para nossos filhos e muito mais próspero para nossa cidade. E é pensando no futuro de minhas duas filhas, entre outras coisas, que eu apoio a greve dos professores.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Parabéns ao Jornal Bom Dia


O jornal Bom Dia do nosso amigo Dindão está completando 13 anos de estrada jornalística. Apesar dos pesares futebolísticos atuais, 13 é Galo, minha gente! Parabéns a toda equipe deste indispensável diário. A democracia monlevadense agradece! Não dá pra ver, mas na foto acima é o Dindão fazendo um rallyzinho. Entra na frente...,Pran !

Partido dos Trabalhadores: O que Ainda Pode ser Salvo

Assim como no cotidiano da vida, na política tudo também segue sua forma e seu momento certos. O tempo urge e já estamos a menos de 1 ano do início da campanha eleitoral que escolherá quem governará João Monlevade, no quadriênio 2013/2017. Para o Partido dos Trabalhadores, é chegada a hora impreterível de se definir diante do dificílimo cenário político-administrativo, experimentado pelo Município, nestes últimos 30 meses, o que, certamente, repercutirá, para além dos próximos 10 anos, bem ou mal, dependendo do que for decidido agora.
Assim, tem hoje, o PT a responsabilidade histórica de optar por caminhos que se apresentam em apenas duas vertentes: continuar fingindo que é governo em troca do cargo e do salário de primeiro escalão de alguns de seus membros ou romper, definitivamente, com esta malfada e enganosa aliança política, que nunca permitiu, de fato, que o PT colaborasse com sua experiência na administração municipal, pois jamais lhe fora admitida a participação em qualquer processo decisório deste governo.
Caso os atuais dirigentes escolham pelo pragmatismo fácil e mesquinho da primeira opção, estarão, literalmente, assinado a sentença de morte do Partido dos Trabalhadores em João Monlevade. O Partido vai se rachar e se fragmentar, sofrerá desfiliações em massa e muito, dificilmente, terá alguma sobrevida para depois desta desventura prandinista. Aquele precioso patrimônio político de quase 10.000 votos que possui em Monlevade, por exemplo, pela primeira vez, desde a eleição do Grande Leonardo Diniz, não será depositado em um candidato petista ou indicado pelo o partido, correndo o sério risco de nunca mais ser recomposto nas proporções que hoje existem. Será a dizimação quase total da base petista monlevadense e, consequentemente, do Partido dos Trabalhadores.
No entanto, muito ainda pode ser salvo, caso o PT faça a opção acertada pela ruptura. Não se pode ser ingênuo ou demagogo a ponto de se afirmar que a simples ruptura com atual administração deixará o Partido dos Trabalhadores incólume, pois, desde o início, cada desmando e cada trapalhada tomada sempre, unilateralmente, por Prandini tem resultando na projeção de um pesado ônus político para o partido. A esta altura dos acontecimentos, não há mais como o PT descolar, totalmente, sua imagem do governo Prandini. Mas, rompendo, o Partido dos Trabalhadores ainda pode salvar e preservar aquilo que tem de mais precioso: sua militância e sua grande base política em João Monlevade. Portanto, a hora é de se ouvir as bases. Uma base que vive um momento aflitivo e que, com razão, não compreende as razões que ainda mantém o PT ao lado de um prefeito que vem demonstrando, dia a dia, que não possui a menor afinidade política para com a militância petista que o elegeu. As bases clamam pela ruptura!
A oposição oportunista, por sua vez, certamente, chamará o PT de traidor e outras coisas mais. Mas, a verdade é que a traição política está é no prefeito Gustavo Prandini, que firmou com o Partido um compromisso de diálogo, de participação e de respeito e, após a vitória nas urnas, se encastelou em seu gabinete, dando as contas e subestimando o maior partido desta cidade. E, infelizmente, o resultado é este que aí está.
O momento é de união, coragem e decisão! Estando do lado de sua base e da verdade, o PT não tem com o que temer. De tal forma que deve agir da forma mais aberta, transparente e explicativa possível, sempre voltado para o povo, para sua militância e sua base política. É agora ou nunca, companheiros!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Alerta Geral: Prandini Veste a Máscara Eleitoreira, Novamente

Na terça feira passada, o jornalista Márcio Passos publicou em seu blog um texto bastante interessante e também reproduzido na edição do mesmo dia do Jornal A Notícia, intitulado “O Novo Estilo Tadeu”, com o qual discorreu sobre uma nova fase, aparentemente, mais propensa ao diálogo, que o governo prandinista estaria vivendo, a partir da substituição de Emerson Duarte pelo psicólogo Tadeu Figueiredo, na Assessoria de Governo. E para exemplificar, Passos citou, entre outras coisas, o encontro entre o prefeito e o Partido dos Trabalhadores, ocorrido na última quinta-feira, por iniciativa, justamente, do psicólogo de Ipatinga. O amigo e colega blogueiro Márcio Passos se fez coberto de razão e de muita pertinência. Mas, para quem esteve presente naquele encontro, depois de ouvido o discurso do chefe do Executivo, restaram-se claros e cristalinos os reais motivos que norteiam esta nova fase da administração Prandini, que, a bem da verdade, de nova não possui nada e, pelo contrário, já é muito bem conhecida, principalmente, pelos mais de 15.000 eleitores que, inadvertidamente, votaram nele no último pleito. Em outras palavras, Prandini vestiu a sua máscara eleitoreira, novamente, o não poderia ser diferente, tratando-se de um governante cego, fascinado pelo poder, a exato 1 ano do início da campanha eleitoral. É por isso, que não reunião de quinta-feira, o que se viu foi um Prandini moderado, com discurso conciliador, falando em projeto de 20 anos para a Esquerda Monlevadense, em abertura de espaço para o diálogo, em somar, em contribuir, em forma mais coletiva e participativa possível e etc, muito diferente daquela figura caricata, destrutiva e autoritalóide, revelada pelas urnas, há 30 meses. Agora e, só agora, munido de seu discurso vazio e de sua retórica já conhecida, Pranidini deixa o claustro do gabinete, rumo aos bairros, aos centros comunitários, às associações, aos partidos, às ruas e praças da cidade, repetindo as mentiras e os engodos de sempre, em sua tentativa inadjetivavel de se reeleger prefeito. O povo não merece isso!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nepotismo Prandinista

Para quem se elegeu, propondo um projeto político progressista para o Município, a nomeação de sua irmã para um cargo de primeiro escalão, talvez, seja a maior comprovação de que suas propostas de campanha não passavam de descarada retórica vazia. Em situações muito específicas, não pouco incomuns em cidades de interior, a autoridade pública pode se ver diante da necessidade de contratar alguém, comprovadamente, competente, qualificado e experiente para determinado cargo da administração pública, mas, que por ser seu parente, acaba esbarrando no impedimento legal que proíbe a prática de nepotismo. Para estes casos, mesmo que remota, existe orientação jurisprudencial no sentido de se autorizar a contratação pretendida, baseando-se na razoabilidade que se desdobra no entendimento de que aquele alguém é, comprovadamente, tão qualificado para se dedicar a administração pública que apenas o fato dele ser parente da autoridade nomeante não configura, por si, impedimento para contratá-lo. Definitivamente, não é o caso da secretária de Saúde Polliana Prandini. Sob o ponto de vista objetivo, ela não se enquadra em nenhum dos requisitos que, remotamente, autorizariam a contratação de parentes próximos. Em outras palavras, ela só ocupa cargo de primeiro escalão no governo, porque é irmã do prefeito. Agora, leio na edição de hoje do Jornal A Notícia que a irmã de Prandini tem gasto uma fábula em despesas e diárias de viagem, além de outras irregularidades no uso do dinheiro público. É este o governo progressista prometido por Prandini, repleto de práticas políticas arcaicas, do tempo das Capitanias Hereditárias e dos coronéis patriarcais, como este exemplo de nepotismo descarado, entre outras coisas.

Coisa Horrorosa


Não há como fazer um bom omelete sem se quebrar alguns ovos. Mas, medidas mitigatórias e/ou compensatórias podem e devem ser tomadas. Além da grande quantidade de veículos pesados nas ruas, da enorme movimentação de terra e da elevada suspensão de poeira no ar, o processo de duplicação da Usina tem também rendido fortes impactos sobre a silhueta urbana monlevadense. Exemplo disso é a poluição visual imposta pela horrenda torre de transmissão elétrica (foto), instalada pela ArcelorMittal às margens da Av. Getúlio Vargas, na altura do Bairro Areia Preta. Este monstro de metal esvazia os olhos e, certamente, daria muito trabalho a Dom Quixote de La Mancha e seu fiel escudeiro, Sancho Pança.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Frase de Início de Semana

"Somente em governos em que a Esquerda esteve no poder, como é o caso do nosso e do de Leonardo Diniz, é que a ocorrência de greves foi permitida."


Frase do prefeito Gustavo Prandini, descaradamente, proferida na reunião de quinta-feira passada com o Partido dos Trabalhadores. Ora, se o governo Prandini é de esquerda e, portanto, permite greves, por que diabos Prandini esteve no Centro Educacional suprimindo, com as próprias mãos, cartazes de grevistas?

Resultado da Quinta com Prandini

A iniciativa do prefeito Gustavo Prandini de se reunir com o Partido dos Trabalhadores, na última quinta-feira, não fugiu muito do que havia sido previsto aqui, no Monlewood. Escoltado por sua tropa de choque, composta por secretários de dentro e fora do PT, Prandini, finalmente, se dispôs a apresentar ao Diretório Municipal seu novo assessor de governo, o psicólogo de Ipatinga, Tadeu Figueiredo. E como não poderia deixar de ser, agora, faltando, exatamente, um ano para início da campanha eleitoral de 2012, o chefe do Executivo convidou, formalmente, o PT para conhecer sua versão do impacto da greve dos servidores e educadores na folha de pagamentos da Prefeitura e veio usar de sua esvaziada retórica para falar em união, participação, grupo, continuidade do projeto da Esquerda, forma mais coletiva possível, somar, contribuir, espaço para diálogo e bom momento político-administrativo. A iniciativa não foi de toda ruim. Mas, é natimorta em tempo e modo. Tivesse inciado um processo abertura de seu governo, no mais tardar, logo após a reversão da cassação de seu mandato no TRE, as coisas, certamente, não teriam chegado ao ponto em que estão e ainda haveria tempo hábil que encorajasse o envolvimento do Diretório na correção dos rumos tomados pelo gabinete Prandinista. Por isso errou no tempo. Não há mais prazo para as necessárias mudanças. Errou também no modo, porquanto a iniciativa, só agora, tomada por Prandini se revela de cunho, claramente, eleitoral. Se Prandini, realmente, pretendesse colocar o PT junto ao processo decisório de sua administração, o teria feito na recente oportunidade da substituição de seu assessor de governo, permitindo que o Diretório Municipal deliberasse e indicasse o nome do substituto formal de Emerson Duarte, o que não ocorreu. O nome de Tadeu Figueiredo foi engendrado pelo gabinete prandinista em total revelia do Partido dos Trabalhadores. Assim, ficou claro que o interesse do prefeito não é o de abrir o diálogo, pois, como dito, sempre se furtou ao mesmo no momento em que poderia realizá-lo. O interesse de Prandini é no patrimônio político-eleitoral de 10.000 votos que o PT tem em Monlevade para se lançar à reeleição. Em outras palavras, é mais um fato que comprova que para o governo prandinista o Partido dos Trabalhadores não passa de uma legenda de aluguel, que pode ser comprada por meia dúzia de cargos no primeiro escalão. E isso, a militância não pode aceitar.

domingo, 3 de julho de 2011

Morre o Grande Articulador da Estabilidade Monetária


Enquanto Fernando Henrique Cardoso é considerado como o pai do Plano Real, Itamar Franco deve, sem dúvida, ser reconhecido como o grande articulador do pacto nacional que resultou no controle inflacionário da moeda brasileira. Afinal, não se alteram as bases da economia, de maneira tão drástica, sem que exista um grande entendimento entre os mais variados setores da sociedade nacional. Além disso, o ex-presidente da República, ex-governador de Minas e senador Itamar Franco se destacou por seu jeito mineiro e honesto de fazer política, apesar do avantajo topete que atestava seu temperamento forte e combativo. O país inteiro está em luto e Minas perde uma de suas maiores figuras no cenário político nacional.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Frase da Semana

Registro fotográfico de Martin Luther King, o maior ativista pelos direitos civis dos negros norte-americanos, em seu discurso histórico na Marcha de Washington, em 28 de agosto de 1963: I have a dream!


"O que me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. É o silêncio dos bons."


Frase de Marthin Luther King, extraída do texto intitulado O Menino Mandão, de autoria da professora molevadense Rúmia Lourdes de Souza Castro e publicado na edição desta sexta-feira do Jornal A Notícia.