sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cai Mais Um

Essas quedas sucessivas de ministros do Governo Dilma são, simplesmente, sensacionais. Demostram um governo muito mais intolerante com a corrupção, do que o anterior. São precedentes importantes que devem se incorporar e se sedimentar no senso ético do cidadão comum e da classe política nacional. Ao contrário do que alguns estão dizendo, não se tratam apenas de mais uma crise política ou de mais um escândalo de Brasília, mas sim de novos e desejados avanços nos paradigmas que devem orientar a boa administração da coisa pública.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Seleção Natural Prandinista

De acordo com a consagrada Teoria da Evolução das Espécies, concebida pelo grande naturalista inglês Charles Darwin, os organismos presentes no ambiente são todos conseqüência de uma seleção natural, na qual as espécies que não possuem ou não adquirem características favoráveis ao meio em que vivem são, implacavelmente, extintas. Em outras palavras, quem não se adapta às condições da natureza desaparece da face deste planeta.
E é exatamente isto, uma curiosa seleção natural, que vem ocorrendo dentro da atual administração, desde a posse de Prandini, o que, em grande parte, explica a imensa debandada de aliados e a insistente dança de cadeiras que ainda acomete os altos escalões do governo, como ocorreu, recentemente, na substituição de chefias do DAE.
Assim que tomou posse, Prandini e seus imediatos instalaram na Prefeitura um modelo de gestão hermético, esvaziado de realidade, de planejamento, de diálogo e de participatividade, muitíssimas das vezes, orientado pela vaidade e pelo autoritarismo que o poder faz subir à cabeça dos despreparados.
E o resultado foi a confecção, dentro da Prefeitura e das demais repartições, de um ambiente político-laboral, no qual a fofoca, o puxa-saquismo, o desrespeito, a injustiça e todas aquelas passionalidades caninas, próprias da irracionalidade, prevalecem, além da mais óbvia e quase completa inoperância que tal modelo levou à máquina pública, fazendo do governo Prandini o mais estéreo dos últimos 20 ou 30 anos.
De tal forma que, quem se adaptou ou apresentou características favoráveis ao ambiente criado por Prandini dentro do Paço Municipal sobreviveu e permanece no governo. Quem não se permitiu participar deste teatro de horrores foi dispensado ou pediu demissão.
E, certamente, ao final, o grande mecanismo de seleção natural do meio político, o voto do eleitor, decidirá quem deve sobreviver ou ser extinto.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Fotocharge Direta do Facebook

Prandini: Falhei

É, simplesmente, incrível a capacidade que o governo Prandini tem de inverter a realidade dos fatos e a posição natural das coisas. Recentemente, a assessoria prandinista deu início, por meio do Facebook e do YouTube, à veiculação de um vídeo intitulado “mesmo sendo perseguido, prefeito Gustavo Prandini realiza obras e agrada a população monlevadense”. Na gravação de áudio e imagens realizada dentro e fora do gabinete do prefeito, Prandini diz que esta realizando obras por todos os bairros e regiões da cidade e que tem sido perseguido e impedido de trabalhar por aqueles que denominou de “pessoas que torcem pelo quanto pior melhor”.
Ora, como Prandini fez a opção por abandonar, completamente, o projeto para o qual fora eleito, logo após a vitória nas urnas ou, simplesmente, não assumiu a posição que disse que assumiria, não lhe resta alternativa, dentro de seu universo de fantasias e sofismas, senão a de se colocar na posição de vítima e culpar alguém por seu insucesso. Inexoravelmente, o fracasso vem sempre acompanhado de uma desculpa. E tem sido assim, desde o início. A culpa é sempre da crise, da queda da receita, da imprensa marrom, da oposição, do fogo amigo e etc. O jargão “você é conseqüência direta de seus atos”, definitivamente, não combina com a fantasia e a falácia prandinistas. Para quem compreende a psicologia e a lógica (ou a falta dela) , vigentes no atual governo, o recado passado pelo prefeito é apenas um: falhei.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Leitor Comenta: A Quantas Anda o Pacto Umbilical

O senhor está, mais uma vez, certissimo em sua análise. Agora entendi porque estão buscando petistas de fora. Se fosse verdade que o Prandini estivesse querendo administrar junto com o PT essa discussão passaria primeiramente pela executiva do partido e também pelo Gleber. A própria presidente do partido a vereadora Dulcinéia disse que tomou conhecimento das novas contratações depois que os convites haviam sido aceitos pelos novos forasteiros. Trata-se de mais um golpe da dupla Prandini-Emerson pra cima dos aliados. Parabéns Dr. Fernando por nos ajudar a entender a jogatina dessa turma só pra tentar garantir a reeleição desse fiasco de prefeito.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dona Jandira



Em 07 de outubro passado, dia do calendário católico consagrado à Nossa Senhora do Rosário, a tradicional padroeira dos escravos e dos homens forros das Minas de Ouro, chamei a atenção dos leitores para a situação desumana em que se encontrava uma moradora de nossa cidade, a Dona Jandira. De lá pra cá, a situação daquela pobre senhora não parece ter melhorado. Ao contrário, piorou. Vejam nas fotos acima o que fizeram com o já precário abrigo improvisado pela Dona Jandira no passeio da Rua Lucindo Caldeira, não muito longe da Prefeitura Municipal.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A Quantas Anda o Pacto Umbilical?

Para quem ainda não teve a oportunidade de se inteirar, Pacto Umbilical é aquele modelo hermético e anti-político de governo, adotado pela administração prandinista, no qual o ex-assessor de governo e atual assessor de comunicação Emerson Duarte toma, exclusivamente, as decisões político-administrativas relevantes e o prefeito Gustavo Prandini, automaticamente e sem consultar as bases, concorda e assina em baixo.
Trata-se de mal desenhado dueto, no qual, inevitavelmente, se verifica a seguinte conformação: uma cabeça, pretensiosamente, pensante, naquilo que lhe aproveita e um corpo, meramente, figurativo, naquilo que lhe envaidece.
Desde que Duarte foi substituído do comando da Assessoria de Governo da Prefeitura pelo psicólogo de Ipatinga, Tadeu Figueiredo, paira no ar uma sensação quase generalizada de que o Pacto Umbilical estaria se dissolvendo ou se fragmentando entre seus dois hemisférios. Ledo engano. O Pacto Umbilical nunca esteve tão robusto e tão operante. O momento é que demanda um recuo estratégico.
Se alguém ainda tinha alguma esperança de que o atual governo poderia apresentar algo de estruturante ou de construtivo para o povo deste Município, no próximo e último ano do mandato prandinista, pode tirar a mula da chuva, pois a pouca sinergia e a diminuta capacidade de realização, próprias desta administração, não estão mais empenhadas na tentativa de administração da cidade e seus arredores, mas, única e exclusivamente, na reeleição de Prandini. E é diante desta nova situação que o Pacto Umbilical sofre uma falsa metamorfose.
Muitos se confundem e atribuem a Emerson Duarte a responsabilidade pelos sucessivos erros que levaram o atual governo a amargar os mais baixos índices de aprovação popular da história de João Monlevade. Digo “se confundem” porque, apesar de Duarte possuir alguma culpa em relação a tudo de polêmico e de contraproducente ou a quase nada de construtivo que a atual administração tem apresentado até agora, a responsabilidade absoluta pelos erros e pela esterilidade do governo é do mandatário maior do Município, o prefeito Gustavo Prandini, seja por ação ou omissão, pois é ele quem, de uma forma ou de outra, instalou ou permitiu que se instalasse o modelo de gestão que hoje vigora na Prefeitura.
Confusão à parte, o fato é que tal situação, naturalmente, faz do ex-assessor de governo uma figura muito pesada, sob o ponto de vista político e, portanto, inadequada para o atual momento eleitoral que demanda figuras leves e agregadoras. Assim, o próprio Emerson Duarte se permitiu um recuo para os bastidores, retirando-se vanguarda governista e abrindo espaço para novas peças políticas que vão chegando do Vale do Aço, conforme os interesses do gabinete prandinista. O que muitos não percebem é que este espaço político que, finalmente, se abre para certos aliados não está relacionado com a administração de João Monlevade, mas sim com a já deflagrada campanha eleitoral de reeleição do atual prefeito.
O mais curioso, pra dizer o mínimo, é que, finalmente, quando o governo permite alguma abertura política para sua base, sobretudo para o Partido dos Trabalhadores, o espaço é preenchido por petistas forasteiros, o que, confirma a forte relação de paranóia que existe entre o Pacto Umbilical e os chamados aliados do governo.
Sempre, temendo o surgimento de alguma liderança que poderia se contrapor ao modelo umbilicaliano, Prandini e Duarte nunca permitiram abertura ou desenvoltura política a seus secretários ou assessores, durante os primeiros 30 meses de governo, por exemplo. E, sem sombra de dúvida, esta é uma das principais razões do insucesso administrativo de até então, eis que a política não deve ser resguardada apenas para o momento eleitoral, uma vez que toda a execução de um projeto, verdadeiramente, democrático de governo só pode ser materializada mediante a prática da boa política, principalmente para com os aliados.
Mas, como se trata de um modelo artificial e confuso por natureza (basta ver que quem governa não foi eleito para tal) e, portanto, incompatível com toda a complexidade de se administrar um Município do porte de João Monlevade, o Pacto Umbilical, para sua própria sobrevivência, deve se submeter à uma série de condições, igualmente, artificiais e confusas, tais como tratar aliado como inimigo, adversário como aliado; concentrar as informações relevantes, tentar manipular a opinião pública, manter o titular do poder isolado no gabinete e etc. Tudo o que resulta em insegurança, na completa ineficiência administrativa, na política do vai e vem, na falta de planejamento, nas crises administrativa, política, institucional, financeira e por aí vai.
Agora, diante da proximidade do momento eleitoral, o Pacto Umbilical não pode mais prescindir do uso da política para alcançar seus fins, sofrendo uma enganosa transformação estratégica, com a qual passa a conceder abertura para indivíduos que não possuem raízes com o contexto político local e que, a seu ver, dificilmente, ameaçarão o modelo umbilicaliano, enquanto Emerson Duarte continua ditando as regras e decidindo os rumos, mesmo que tortuosos, do governo e, consequentemente, do Município.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A Judicialização Prandinista

Nesta reta final de mandato, alguns aspectos do emaranhado não resolvido de crises que afetam, diretamente, a atual administração, dentre elas, em específico, as crises política e institucional, têm se desdobrado num infeliz fenômeno que pode ser chamado de Judicialização Prandinista.
A clara intolerância para com a diversidade de opinião, a livre manifestação do pensamento e o regular exercício do direito de informação tem levado o prefeito Gustavo Prandini a mover processos judiciais contra órgão da imprensa local, proprietário, editor e funcionários de jornal; vereador e até contra amigos de longa data.
Recentemente, foi o artista - com ele mesmo se intitula - e (ex) amigo de infância do prefeito, Marcelo Sputnik, que entrou na mira processual do chefe do Executivo, por ter postado em seu site na internet, o Brasil PQP, dois vídeos em que o mandatário maior do Município é flagrado perdendo a compostura, em plena praça pública, durante evento oficial da prefeitura.
Imaginem só que entre as várias reclamações constantes do processo que tramita na 1° Vara Cível desta Comarca, o prefeito se queixa de ter sido chamado de “Prandini lero-lero”, pois, segundo suas fundamentações, a expressão “lero-lero” conota a alguém que não cumpre o que promete. Dá pra acreditar?
O fato é que esta nova fase do governo prandinista demonstra, claramente, a dificuldade do chefe do Executivo local em receber críticas desfavoráveis, e por conseguinte, em lidar com a diversidade de opinião própria do Regime Democrático, regime sem o qual - é bom que se diga - ele não teria nem mesmo sido eleito prefeito, além de evidenciar a opção inadequada do agente público em recorrer ao Judiciário, numa triste tentativa de resolver questões emergidas dentro de um contexto de total inabilidade política.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sputnik

Peço desculpas aos leitores por ainda não ter postado nada esta semana. É que o artista, Marcelo Sputnik, me deu muito trabalho esses dias. Amanhã, eu explico.